Caipira (Portuguese pronunciation: [kajˈpiɾɐ]; (Old Tupi ka'apir or kaa - pira, which means "bush cutter") is a Brazilian Portuguese term used to designate inhabitants of rural, remote areas of some Brazilian states. It can be considered pejorative when used to describe others, but it can also be used as a self-identifier without negative connotations. In the traditional festas juninas people who are not otherwise considered as such dress up as stereotypical Caipiras.
It is also used as a name for a group of dialects of Portuguese in the states of São Paulo and neighboring areas in Mato Grosso do Sul, Goiás, the south of Minas Gerais, and part of Paraná. By extension, the term caipira can also be applied to the different cultural manifestations of the caipiras, such as their music. The diminutive form derived from the caipira noun, caipirinha, is known as a cocktail worldwide.
O que eu visto não é lindo
Ando até de pé no chão
E o cantar de um passarinho
É pra mim uma canção
Vivo com poeira da enxada
Entranhada no nariz
Trago a roça bem plantada
Pra servir ao meu país
Sou, sou desse jeito e não mudo
Aqui eu tenho de tudo
E a vida não é mentira
Sou, sou livre feito um regato
Eu sou um bicho do mato
Me orgulho de ser caipira
Doutor eu não tive estudo
Só sei mesmo é trabalhar
Nesta casa de matuto
É benvindo quem chegar
Se tenho as mão calejadas
É do arado rasgando o chão
Se a minha pele é queimada
É o sol forte do sertão
Sou, sou desse jeito e não mudo
Aqui eu tenho de tudo
E a vida não é mentira
Sou, sou livre feito um regato
Eu sou um bicho do mato
Me orgulho de ser caipira
Enquanto alguns fazem guerra
Trazendo fome e tristeza
Minha luta é com a terra
Pra não faltar pão na mesa
Às vezes vou a cidade
Mas nem sei falar direito
Pois caipira de verdade
Nasce e morre desse jeito
Sou, sou desse jeito e não mudo
Aqui eu tenho de tudo
E a vida não é mentira
Sou, sou livre feito um regato
Eu sou um bicho do mato
Me orgulho de ser caipira