Seminario Gonçalves
Seminario Gonçalves
Seminario Gonçalves
Gonçalves Dias pertence à primeira fase do Romantismo, fase com caráter indianista.
Seus escritos colocavam o Brasil na literatura. Os povos indígenas eram muito
retratados, assim como as paisagens nacionais. Outro autor importante do movimento é
José de Alencar, que publicou obras que marcaram o indianismo, como “O Guarani” e
“Iracema”.
ESTILO
É possível perceber nos poemas de Gonçalves Dias um lado mais clássico, com um
escrita equilibrada e rígida, e um lado puramente romântico. O ritmo também é
importante nos poemas de Dias, o que influencia o seu modo de escrever.
O índio é retratado como um guerreiro nobre, um herói. Enquanto o branco simboliza a
exploração. O sentimentalismo também está presente nas obras do autor,
principalmente nas que falam sobre o sofrimento causado pelo amor.
FORMA
*Métrica-é a medida de um verso, definida pelo número de sílabas poéticas (ou métricas) que ele possui.
A sílaba poética nem sempre corresponde a uma sílaba gramatical. Na divisão (ou contagem) das sílabas poéticas
de um verso, considera-se as emissões de voz do verso como um todo. Além disso, conta-se apenas até a última
sílaba tônica do verso. Essa contagem é chamada de escansão.
Os versos do poema de Gonçalves Dias são heptassílabos ou versos de redondilha maior (sete sílabas poéticas).
CONTEÚDO
“Embora a obra de Gonçalves Dias inclua teatro, historiografia e tentativa de romance, é como poeta
que ele vai realizar a melhor e maior parte de seu trabalho. Já nos “Primeiros Cantos” estão
presentes as linhas temáticas que marcam a produção gonçalvina: saudosismo, indianismo e lirismo
amoroso. É nessa obra, também que a sensibilidade lírica do poeta, inteiramente sintonizada com a
sensibilidade do público da época, encontra na liberdade de formas e no virtuosismo rítmico, a
medida exata entre à expressão e a construção. Esse, o motivo do imediato e retumbante sucesso,
que o crítico Antônio Cândido resume da seguinte maneira: “...o que era tema – saudade,
melancolia, natureza, índio – tornou-se algo novo e fascinante, graças à superioridade da inspiração
e dos recursos formais”.