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Disciplina:

Bioética e Ética Profissional


na Enfermagem

Professor (a): Eduarda Kelly Madeira Sousa


Bacharel em Enfermagem
Pós-Graduada:
Saúde da Mulher
Pós-Graduanda:
Gestão e Auditoria em Serviços de Saúde
RESOLUÇÃO COFEN Nº 564/2017
Aprova o novo Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem.
CÓDIGO DE ÉTICA DOS PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM

 O Conselho Federal de Enfermagem – Cofen, no uso das atribuições que lhe são conferidas pela Lei n° 5.905, de
12 de julho de 1973, e pelo Regimento da Autarquia, aprovado pela Resolução Cofen n° 421, de 15 de fevereiro
de 2012, e

 CONSIDERANDO que nos termos do inciso III do artigo 8º da Lei 5.905, de 12 de julho de 1973, compete ao
Cofen elaborar o Código de Deontologia de Enfermagem e alterá-lo, quando necessário, ouvidos os Conselhos
Regionais;

 CONSIDERANDO que o Código de Deontologia de Enfermagem deve submeter-se aos dispositivos


constitucionais vigentes;

 CONSIDERANDO a Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada pela Assembleia Geral das
Nações Unidas (1948) e adotada pela Convenção de Genebra (1949), cujos postulados estão contidos no Código
de Ética do Conselho Internacional de Enfermeiras (1953, revisado em 2012);

 CONSIDERANDO a Declaração Universal sobre Bioética e Direitos Humanos (2005);

 CONSIDERANDO o Código de Deontologia de Enfermagem do Conselho Federal de Enfermagem (1976), o


Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem (1993, reformulado em 2000 e 2007), as normas nacionais de
pesquisa (Resolução do Conselho Nacional de Saúde – CNS nº 196/1996), revisadas pela Resolução nº
466/2012, e as normas internacionais sobre pesquisa envolvendo seres humanos;
CÓDIGO DE ÉTICA DOS PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM

 CONSIDERANDO a proposta de Reformulação do Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem,


consolidada na 1ª Conferência Nacional de Ética na Enfermagem – 1ª CONEENF, ocorrida no período de 07 a
09 de junho de 2017, em Brasília – DF, realizada pelo Conselho Federal de Enfermagem e Coordenada pela
Comissão Nacional de Reformulação do Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem, instituída pela
Portaria Cofen nº 1.351/2016;

 CONSIDERANDO a Lei nº 11.340, de 07 de agosto de 2006 (Lei Maria da Penha) que cria mecanismos para
coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher, nos termos do § 8º do art. 226 da Constituição Federal e
a Lei nº 10.778, de 24 de novembro de 2003, que estabelece a notificação compulsória, no território nacional,
nos casos de violência contra a mulher que for atendida em serviços de saúde públicos e privados;

 CONSIDERANDO a Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990, que dispõe sobre o Estatuto da Criança e do
Adolescente;

 CONSIDERANDO a Lei nº. 10.741, de 01 de outubro de 2003, que dispõe sobre o Estatuto do Idoso;
CÓDIGO DE ÉTICA DOS PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM

 CONSIDERANDO a Lei nº. 10.216, de 06 de abril de 2001, que dispõe sobre a proteção e os direitos das pessoas
portadoras de transtornos mentais e redireciona o modelo assistencial em saúde mental;

 CONSIDERANDO a Lei 8.080, de 19 de setembro de 1990, que dispõe sobre as condições para a promoção,
proteção e recuperação da saúde, a organização e o funcionamento dos serviços correspondentes;

 CONSIDERANDO as sugestões apresentadas na Assembleia Extraordinária de Presidentes dos Conselhos


Regionais de Enfermagem, ocorrida na sede do Cofen, em Brasília, Distrito Federal, no dia 18 de julho de 2017, e

 CONSIDERANDO a deliberação do Plenário do Conselho Federal de Enfermagem em sua 491ª Reunião


Ordinária,
CÓDIGO DE ÉTICA DOS PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM
RESOLVE

 Art. 1º Aprovar o novo Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem, conforme o anexo desta Resolução, para
observância e respeito dos profissionais de Enfermagem, que poderá ser consultado através do sítio de internet do Cofen
(www.cofen.gov.br).

 Art. 2º Este Código aplica-se aos Enfermeiros, Técnicos de Enfermagem, Auxiliares de Enfermagem, Obstetrizes e
Parteiras, bem como aos atendentes de Enfermagem.

 Art. 3º Os casos omissos serão resolvidos pelo Conselho Federal de Enfermagem.

 Art. 4º Este Código poderá ser alterado pelo Conselho Federal de Enfermagem, por proposta de 2/3 dos Conselheiros
Efetivos do Conselho Federal ou mediante proposta de 2/3 dos Conselhos Regionais.

Parágrafo Único. A alteração referida deve ser precedida de ampla discussão com a categoria, coordenada pelos Conselhos
Regionais, sob a coordenação geral do Conselho Federal de Enfermagem, em formato de Conferência Nacional, precedida de
Conferências Regionais.

 Art. 5º A presente Resolução entrará em vigor 120 (cento e vinte) dias a partir da data de sua publicação no Diário Oficial
da União, revogando-se as disposições em contrário, em especial a Resolução Cofen nº 311/2007, de 08 de fevereiro de
2007.

Brasília, 6 de novembro de 2017.


CÓDIGO DE ÉTICA DOS PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM

PREÂMBULO

 O Conselho Federal de Enfermagem, ao revisar o Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem – CEPE,
norteou-se por princípios fundamentais, que representam imperativos para a conduta profissional e consideram
que a Enfermagem é uma ciência, arte e uma prática social, indispensável à organização e ao funcionamento dos
serviços de saúde; tem como responsabilidades a promoção e a restauração da saúde, a prevenção de agravos e
doenças e o alívio do sofrimento; proporciona cuidados à pessoa, à família e à coletividade; organiza suas ações
e intervenções de modo autônomo, ou em colaboração com outros profissionais da área; tem direito a
remuneração justa e a condições adequadas de trabalho, que possibilitem um cuidado profissional seguro e livre
de danos.
CÓDIGO DE ÉTICA DOS PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM

PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS

 A Enfermagem é comprometida com a produção e gestão do cuidado prestado nos diferentes contextos
socioambientais e culturais em resposta às necessidades da pessoa, família e coletividade. O profissional de
Enfermagem atua com autonomia e em consonância com os preceitos éticos e legais, técnico-científico e teórico-
filosófico; exerce suas atividades com competência para promoção do ser humano na sua integralidade, de
acordo com os Princípios da Ética e da Bioética, e participa como integrante da equipe de Enfermagem e de
saúde na defesa das Políticas Públicas, com ênfase nas políticas de saúde que garantam a universalidade de
acesso, integralidade da assistência, resolutividade, preservação da autonomia das pessoas, participação da
comunidade, hierarquização e descentralização político administrativa dos serviços de saúde.

 O cuidado da Enfermagem se fundamenta no conhecimento próprio da profissão e nas ciências humanas, sociais
e aplicadas e é executado pelos profissionais na prática social e cotidiana de assistir, gerenciar, ensinar, educar e
pesquisar.
CÓDIGO DE ÉTICA DOS PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM
CAPÍTULO I – DOS DIREITOS

 Art. 1º Exercer a Enfermagem com liberdade, segurança técnica, científica e ambiental, autonomia, e ser tratado
sem discriminação de qualquer natureza, segundo os princípios e pressupostos legais, éticos e dos direitos
humanos.

 Art. 2º Exercer atividades em locais de trabalho livre de riscos e danos e violências física e psicológica à saúde
do trabalhador, em respeito à dignidade humana e à proteção dos direitos dos profissionais de enfermagem.

 Art. 3º Apoiar e/ou participar de movimentos de defesa da dignidade profissional, do exercício da cidadania e
das reivindicações por melhores condições de assistência, trabalho e remuneração, observados os parâmetros e
limites da legislação vigente.

 Art. 4º Participar da prática multiprofissional, interdisciplinar e transdisciplinar com responsabilidade,


autonomia e liberdade, observando os preceitos éticos e legais da profissão.

 Art. 5º Associar-se, exercer cargos e participar de Organizações da Categoria e Órgãos de Fiscalização do


Exercício Profissional, atendidos os requisitos legais.
CÓDIGO DE ÉTICA DOS PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM
CAPÍTULO I – DOS DIREITOS

 Art. 6º Aprimorar seus conhecimentos técnico-científicos, ético-políticos, socioeducativos, históricos e culturais


que dão sustentação à prática profissional.

 Art. 7º Ter acesso às informações relacionadas à pessoa, família e coletividade, necessárias ao exercício
profissional.

 Art. 8º Requerer ao Conselho Regional de Enfermagem, de forma fundamentada, medidas cabíveis para
obtenção de desagravo público em decorrência de ofensa sofrida no exercício profissional ou que atinja a
profissão.

 Art. 9º Recorrer ao Conselho Regional de Enfermagem, de forma fundamentada, quando impedido de cumprir o
presente Código, a Legislação do Exercício Profissional e as Resoluções, Decisões e Pareceres Normativos
emanados pelo Sistema Cofen/Conselhos Regionais de Enfermagem.

 Art. 10 Ter acesso, pelos meios de informação disponíveis, às diretrizes políticas, normativas e protocolos
institucionais, bem como participar de sua elaboração.
CÓDIGO DE ÉTICA DOS PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM
CAPÍTULO I – DOS DIREITOS

 Art. 11 Formar e participar da Comissão de Ética de Enfermagem, bem como de comissões interdisciplinares da
instituição em que trabalha.

 Art. 12 Abster-se de revelar informações confidenciais de que tenha conhecimento em razão de seu exercício
profissional.

 Art. 13 Suspender as atividades, individuais ou coletivas, quando o local de trabalho não oferecer condições seguras para
o exercício profissional e/ou desrespeitar a legislação vigente, ressalvadas as situações de urgência e emergência, devendo
formalizar imediatamente sua decisão por escrito e/ou por meio de correio eletrônico à instituição e ao Conselho Regional
de Enfermagem.

 Art. 14 Aplicar o processo de Enfermagem como instrumento metodológico para planejar, implementar, avaliar e
documentar o cuidado à pessoa, família e coletividade.

 Art. 15 Exercer cargos de direção, gestão e coordenação, no âmbito da saúde ou de qualquer área direta ou indiretamente
relacionada ao exercício profissional da Enfermagem.

 Art. 16 Conhecer as atividades de ensino, pesquisa e extensão que envolvam pessoas e/ou local de trabalho sob sua
responsabilidade profissional.
CÓDIGO DE ÉTICA DOS PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM
CAPÍTULO I – DOS DIREITOS

 Art. 17 Realizar e participar de atividades de ensino, pesquisa e extensão, respeitando a legislação vigente.

 Art. 18 Ter reconhecida sua autoria ou participação em pesquisa, extensão e produção técnico-científica.

 Art. 19 Utilizar-se de veículos de comunicação, mídias sociais e meios eletrônicos para conceder entrevistas,
ministrar cursos, palestras, conferências, sobre assuntos de sua competência e/ou divulgar eventos com
finalidade educativa e de interesse social.

 Art. 20 Anunciar a prestação de serviços para os quais detenha habilidades e competências técnico científicas e
legais.

 Art. 21 Negar-se a ser filmado, fotografado e exposto em mídias sociais durante o desempenho de suas
atividades profissionais.

 Art. 22 Recusar-se a executar atividades que não sejam de sua competência técnica, científica, ética e legal ou
que não ofereçam segurança ao profissional, à pessoa, à família e à coletividade.

 Art. 23 Requerer junto ao gestor a quebra de vínculo da relação profissional/usuários quando houver risco à sua
integridade física e moral, comunicando ao Coren e assegurando a continuidade da assistência de Enfermagem.
CÓDIGO DE ÉTICA DOS PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM
CAPÍTULO II – DOS DEVERES

 Art. 24 Exercer a profissão com justiça, compromisso, equidade, resolutividade, dignidade, competência,
responsabilidade, honestidade e lealdade.

 Art. 25 Fundamentar suas relações no direito, na prudência, no respeito, na solidariedade e na diversidade de opinião e
posição ideológica.

 Art. 26 Conhecer, cumprir e fazer cumprir o Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem e demais normativos do
Sistema Cofen/Conselhos Regionais de Enfermagem.

 Art. 27 Incentivar e apoiar a participação dos profissionais de Enfermagem no desempenho de atividades em


organizações da categoria.

 Art. 28 Comunicar formalmente ao Conselho Regional de Enfermagem e aos órgãos competentes fatos que infrinjam
dispositivos éticos-legais e que possam prejudicar o exercício profissional e a segurança à saúde da pessoa, família e
coletividade.

 Art. 29 Comunicar formalmente, ao Conselho Regional de Enfermagem, fatos que envolvam recusa e/ou demissão de
cargo, função ou emprego, motivado pela necessidade do profissional em cumprir o presente Código e a legislação do
exercício profissional.
CÓDIGO DE ÉTICA DOS PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM
CAPÍTULO II – DOS DEVERES

 Art. 30 Cumprir, no prazo estabelecido, determinações, notificações, citações, convocações e intimações do


Sistema Cofen/Conselhos Regionais de Enfermagem.

 Art. 31 Colaborar com o processo de fiscalização do exercício profissional e prestar informações fidedignas,
permitindo o acesso a documentos e a área física institucional.

 Art. 32 Manter inscrição no Conselho Regional de Enfermagem, com jurisdição na área onde ocorrer o exercício
profissional.

 Art. 33 Manter os dados cadastrais atualizados junto ao Conselho Regional de Enfermagem de sua jurisdição.

 Art. 34 Manter regularizadas as obrigações financeiras junto ao Conselho Regional de Enfermagem de sua
jurisdição.
CÓDIGO DE ÉTICA DOS PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM
CAPÍTULO II – DOS DEVERES

 Art. 35 Apor nome completo e/ou nome social, ambos legíveis, número e categoria de inscrição no Conselho
Regional de Enfermagem, assinatura ou rubrica nos documentos, quando no exercício profissional.

§ 1º É facultado o uso do carimbo, com nome completo, número e categoria de inscrição no Coren, devendo constar a
assinatura ou rubrica do profissional.

§ 2º Quando se tratar de prontuário eletrônico, a assinatura deverá ser certificada, conforme legislação vigente.

 Art. 36 Registrar no prontuário e em outros documentos as informações inerentes e indispensáveis ao processo


de cuidar de forma clara, objetiva, cronológica, legível, completa e sem rasuras.

 Art. 37 Documentar formalmente as etapas do processo de Enfermagem, em consonância com sua competência
legal.

 Art. 38 Prestar informações escritas e/ou verbais, completas e fidedignas, necessárias à continuidade da
assistência e segurança do paciente.

 Art. 39 Esclarecer à pessoa, família e coletividade, a respeito dos direitos, riscos, benefícios e intercorrências
acerca da assistência de Enfermagem.
CÓDIGO DE ÉTICA DOS PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM
CAPÍTULO II – DOS DEVERES

 Art. 40 Orientar à pessoa e família sobre preparo, benefícios, riscos e consequências decorrentes de exames e de outros
procedimentos, respeitando o direito de recusa da pessoa ou de seu representante legal.

 Art. 41 Prestar assistência de Enfermagem sem discriminação de qualquer natureza.

 Art. 42 Respeitar o direito do exercício da autonomia da pessoa ou de seu representante legal na tomada de decisão, livre
e esclarecida, sobre sua saúde, segurança, tratamento, conforto, bem-estar, realizando ações necessárias, de acordo com os
princípios éticos e legais.

 Parágrafo único. Respeitar as diretivas antecipadas da pessoa no que concerne às decisões sobre cuidados e tratamentos
que deseja ou não receber no momento em que estiver incapacitado de expressar, livre e autonomamente, suas vontades.

 Art. 43 Respeitar o pudor, a privacidade e a intimidade da pessoa, em todo seu ciclo vital e nas situações de morte e pós-
morte.

 Art. 44 Prestar assistência de Enfermagem em condições que ofereçam segurança, mesmo em caso de suspensão das
atividades profissionais decorrentes de movimentos reivindicatórios da categoria.

 Parágrafo único. Será respeitado o direito de greve e, nos casos de movimentos reivindicatórios da categoria, deverão ser
prestados os cuidados mínimos que garantam uma assistência segura, conforme a complexidade do paciente.
CÓDIGO DE ÉTICA DOS PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM
CAPÍTULO II – DOS DEVERES

 Art. 45 Prestar assistência de Enfermagem livre de danos decorrentes de imperícia, negligência ou imprudência.

 Art. 46 Recusar-se a executar prescrição de Enfermagem e Médica na qual não constem assinatura e número de registro
do profissional prescritor, exceto em situação de urgência e emergência.

§ 1º O profissional de Enfermagem deverá recusar-se a executar prescrição de Enfermagem e Médica em caso de identificação
de erro e/ou ilegibilidade da mesma, devendo esclarecer com o prescritor ou outro profissional, registrando no prontuário.

§ 2º É vedado ao profissional de Enfermagem o cumprimento de prescrição à distância, exceto em casos de urgência e


emergência e regulação, conforme Resolução vigente.

 Art. 47 Posicionar-se contra, e denunciar aos órgãos competentes, ações e procedimentos de membros da equipe de saúde,
quando houver risco de danos decorrentes de imperícia, negligência e imprudência ao paciente, visando a proteção da
pessoa, família e coletividade.

 Art. 48 Prestar assistência de Enfermagem promovendo a qualidade de vida à pessoa e família no processo do nascer,
viver, morrer e luto.

Parágrafo único. Nos casos de doenças graves incuráveis e terminais com risco iminente de morte, em consonância com a
equipe multiprofissional, oferecer todos os cuidados paliativos disponíveis para assegurar o conforto físico, psíquico, social e
espiritual, respeitada a vontade da pessoa ou de seu representante legal.
CÓDIGO DE ÉTICA DOS PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM
CAPÍTULO II – DOS DEVERES

 Art. 49 Disponibilizar assistência de Enfermagem à coletividade em casos de emergência, epidemia, catástrofe e


desastre, sem pleitear vantagens pessoais, quando convocado.

 Art. 50 Assegurar a prática profissional mediante consentimento prévio do paciente, representante ou


responsável legal, ou decisão judicial.

Parágrafo único. Ficam resguardados os casos em que não haja capacidade de decisão por parte da pessoa, ou na
ausência do representante ou responsável legal.

 Art. 51 Responsabilizar-se por falta cometida em suas atividades profissionais, independentemente de ter sido
praticada individual ou em equipe, por imperícia, imprudência ou negligência, desde que tenha participação e/ou
conhecimento prévio do fato.

Parágrafo único. Quando a falta for praticada em equipe, a responsabilidade será atribuída na medida do(s) ato(s)
praticado(s) individualmente.
CÓDIGO DE ÉTICA DOS PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM
CAPÍTULO II – DOS DEVERES

 Art. 52 Manter sigilo sobre fato de que tenha conhecimento em razão da atividade profissional, exceto nos casos previstos
na legislação ou por determinação judicial, ou com o consentimento escrito da pessoa envolvida ou de seu representante
ou responsável legal.

§ 1º Permanece o dever mesmo quando o fato seja de conhecimento público e em caso de falecimento da pessoa envolvida.

§ 2º O fato sigiloso deverá ser revelado em situações de ameaça à vida e à dignidade, na defesa própria ou em atividade
multiprofissional, quando necessário à prestação da assistência.

§ 3º O profissional de Enfermagem intimado como testemunha deverá comparecer perante a autoridade e, se for o caso,
declarar suas razões éticas para manutenção do sigilo profissional.

§ 4º É obrigatória a comunicação externa, para os órgãos de responsabilização criminal, independentemente de autorização, de


casos de violência contra: crianças e adolescentes; idosos; e pessoas incapacitadas ou sem condições de firmar consentimento.

§ 5º A comunicação externa para os órgãos de responsabilização criminal em casos de violência doméstica e familiar contra
mulher adulta e capaz será devida, independentemente de autorização, em caso de risco à comunidade ou à vítima, a juízo do
profissional e com conhecimento prévio da vítima ou do seu responsável.
CÓDIGO DE ÉTICA DOS PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM
CAPÍTULO II – DOS DEVERES

 Art. 53 Resguardar os preceitos éticos e legais da profissão quanto ao conteúdo e imagem veiculados nos
diferentes meios de comunicação e publicidade.

 Art. 54 Estimular e apoiar a qualificação e o aperfeiçoamento técnico-científico, ético-político, socioeducativo e


cultural dos profissionais de Enfermagem sob sua supervisão e coordenação.

 Art. 55 Aprimorar os conhecimentos técnico-científicos, ético-políticos, socioeducativos e culturais, em


benefício da pessoa, família e coletividade e do desenvolvimento da profissão.

 Art. 56 Estimular, apoiar, colaborar e promover o desenvolvimento de atividades de ensino, pesquisa e extensão,
devidamente aprovados nas instâncias deliberativas.

 Art. 57 Cumprir a legislação vigente para a pesquisa envolvendo seres humanos. Art. 58 Respeitar os princípios
éticos e os direitos autorais no processo de pesquisa, em todas as etapas.

 Art. 58 Respeitar os princípios éticos e os direitos autorais no processo de pesquisa, em todas as etapas.

 Art. 59 Somente aceitar encargos ou atribuições quando se julgar técnica, científica e legalmente apto para o
desempenho seguro para si e para outrem.
CÓDIGO DE ÉTICA DOS PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM
CAPÍTULO III – DAS PROIBIÇÕES

 Art. 60 Respeitar, no exercício da profissão, a legislação vigente relativa à preservação do meio ambiente no
gerenciamento de resíduos de serviços de saúde.

 Art. 61 Executar e/ou determinar atos contrários ao Código de Ética e à legislação que disciplina o exercício da
Enfermagem.

 Art. 62 Executar atividades que não sejam de sua competência técnica, científica, ética e legal ou que não ofereçam
segurança ao profissional, à pessoa, à família e à coletividade.

 Art. 63 Colaborar ou acumpliciar-se com pessoas físicas ou jurídicas que desrespeitem a legislação e princípios que
disciplinam o exercício profissional de Enfermagem.

 Art. 64 Provocar, cooperar, ser conivente ou omisso diante de qualquer forma ou tipo de violência contra a pessoa, família
e coletividade, quando no exercício da profissão.

 Art. 65 Aceitar cargo, função ou emprego vago em decorrência de fatos que envolvam recusa ou demissão motivada pela
necessidade do profissional em cumprir o presente código e a legislação do exercício profissional; bem como pleitear
cargo, função ou emprego ocupado por colega, utilizando-se de concorrência desleal.

 Art. 66 Permitir que seu nome conste no quadro de pessoal de qualquer instituição ou estabelecimento congênere,
quando, nestas, não exercer funções de enfermagem estabelecidas na legislação.
CÓDIGO DE ÉTICA DOS PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM
CAPÍTULO III – DAS PROIBIÇÕES

 Art. 67 Receber vantagens de instituição, empresa, pessoa, família e coletividade, além do que lhe é devido,
como forma de garantir assistência de Enfermagem diferenciada ou benefícios de qualquer natureza para si ou
para outrem.

 Art. 68 Valer-se, quando no exercício da profissão, de mecanismos de coação, omissão ou suborno, com pessoas
físicas ou jurídicas, para conseguir qualquer tipo de vantagem.

 Art. 69 Utilizar o poder que lhe confere a posição ou cargo, para impor ou induzir ordens, opiniões, ideologias
políticas ou qualquer tipo de conceito ou preconceito que atentem contra a dignidade da pessoa humana, bem
como dificultar o exercício profissional.

 Art. 70 Utilizar dos conhecimentos de enfermagem para praticar atos tipificados como crime ou contravenção
penal, tanto em ambientes onde exerça a profissão, quanto naqueles em que não a exerça, ou qualquer ato que
infrinja os postulados éticos e legais.

 Art. 71 Promover ou ser conivente com injúria, calúnia e difamação de pessoa e família, membros das equipes de
Enfermagem e de saúde, organizações da Enfermagem, trabalhadores de outras áreas e instituições em que
exerce sua atividade profissional.
CÓDIGO DE ÉTICA DOS PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM
CAPÍTULO III – DAS PROIBIÇÕES

 Art. 72 Praticar ou ser conivente com crime, contravenção penal ou qualquer outro ato que infrinja postulados
éticos e legais, no exercício profissional.

 Art. 73 Provocar aborto, ou cooperar em prática destinada a interromper a gestação, exceto nos casos permitidos
pela legislação vigente.

Parágrafo único. Nos casos permitidos pela legislação, o profissional deverá decidir de acordo com a sua consciência
sobre sua participação, desde que seja garantida a continuidade da assistência.
CÓDIGO DE ÉTICA DOS PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM
CAPÍTULO III – DAS PROIBIÇÕES

 Art. 74 Promover ou participar de prática destinada a antecipar a morte da pessoa.

 Art. 75 Praticar ato cirúrgico, exceto nas situações de emergência ou naquelas expressamente autorizadas na
legislação, desde que possua competência técnica-científica necessária.

 Art. 76 Negar assistência de enfermagem em situações de urgência, emergência, epidemia, desastre e catástrofe,
desde que não ofereça risco a integridade física do profissional.

 Art. 77 Executar procedimentos ou participar da assistência à saúde sem o consentimento formal da pessoa ou de
seu representante ou responsável legal, exceto em iminente risco de morte.

 Art. 78 Administrar medicamentos sem conhecer indicação, ação da droga, via de administração e potenciais
riscos, respeitados os graus de formação do profissional.

 Art. 79 Prescrever medicamentos que não estejam estabelecidos em programas de saúde pública e/ou em rotina
aprovada em instituição de saúde, exceto em situações de emergência.

 Art. 80 Executar prescrições e procedimentos de qualquer natureza que comprometam a segurança da pessoa.
CÓDIGO DE ÉTICA DOS PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM
CAPÍTULO III – DAS PROIBIÇÕES

 Art. 81 Prestar serviços que, por sua natureza, competem a outro profissional, exceto em caso de emergência, ou que
estiverem expressamente autorizados na legislação vigente.

 Art. 82 Colaborar, direta ou indiretamente, com outros profissionais de saúde ou áreas vinculadas, no descumprimento da
legislação referente aos transplantes de órgãos, tecidos, esterilização humana, reprodução assistida ou manipulação
genética.

 Art. 83 Praticar, individual ou coletivamente, quando no exercício profissional, assédio moral, sexual ou de qualquer
natureza, contra pessoa, família, coletividade ou qualquer membro da equipe de saúde, seja por meio de atos ou
expressões que tenham por consequência atingir a dignidade ou criar condições humilhantes e constrangedoras.

 Art. 84 Anunciar formação profissional, qualificação e título que não possa comprovar.

 Art. 85 Realizar ou facilitar ações que causem prejuízo ao patrimônio das organizações da categoria.

 Art. 86 Produzir, inserir ou divulgar informação inverídica ou de conteúdo duvidoso sobre assunto de sua área
profissional.

Parágrafo único. Fazer referência a casos, situações ou fatos, e inserir imagens que possam identificar pessoas ou instituições
sem prévia autorização, em qualquer meio de comunicação.
CÓDIGO DE ÉTICA DOS PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM
CAPÍTULO III – DAS PROIBIÇÕES

 Art. 87 Registrar informações incompletas, imprecisas ou inverídicas sobre a assistência de Enfermagem prestada à
pessoa, família ou coletividade.

 Art. 88 Registrar e assinar as ações de Enfermagem que não executou, bem como permitir que suas ações sejam assinadas
por outro profissional.

 Art. 89 Disponibilizar o acesso a informações e documentos a terceiros que não estão diretamente envolvidos na
prestação da assistência de saúde ao paciente, exceto quando autorizado pelo paciente, representante legal ou responsável
legal, por determinação judicial.

 Art. 90 Negar, omitir informações ou emitir falsas declarações sobre o exercício profissional quando solicitado pelo
Conselho Regional de Enfermagem e/ou Comissão de Ética de Enfermagem.

 Art. 91 Delegar atividades privativas do(a) Enfermeiro(a) a outro membro da equipe de Enfermagem, exceto nos casos de
emergência.

Parágrafo único. Fica proibido delegar atividades privativas a outros membros da equipe de saúde.

 Art. 92 Delegar atribuições dos(as) profissionais de enfermagem, previstas na legislação, para acompanhantes e/ou
responsáveis pelo paciente.

Parágrafo único. O dispositivo no caput não se aplica nos casos da atenção domiciliar para o autocuidado apoiado.
CÓDIGO DE ÉTICA DOS PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM
CAPÍTULO III – DAS PROIBIÇÕES

 Art. 93 Eximir-se da responsabilidade legal da assistência prestada aos pacientes sob seus cuidados realizados
por alunos e/ou estagiários sob sua supervisão e/ou orientação.

 Art. 94 Apropriar-se de dinheiro, valor, bem móvel ou imóvel, público ou particular, que esteja sob sua
responsabilidade em razão do cargo ou do exercício profissional, bem como desviá-lo em proveito próprio ou de
outrem.

 Art. 95 Realizar ou participar de atividades de ensino, pesquisa e extensão, em que os direitos inalienáveis da
pessoa, família e coletividade sejam desrespeitados ou ofereçam quaisquer tipos de riscos ou danos previsíveis
aos envolvidos.

 Art. 96 Sobrepor o interesse da ciência ao interesse e segurança da pessoa, família e coletividade.

 Art. 97 Falsificar ou manipular resultados de pesquisa, bem como usá-los para fins diferentes dos objetivos
previamente estabelecidos.
CÓDIGO DE ÉTICA DOS PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM
CAPÍTULO III – DAS PROIBIÇÕES

 Art. 98 Publicar resultados de pesquisas que identifiquem o participante do estudo e/ou instituição envolvida,
sem a autorização prévia.

 Art. 99 Divulgar ou publicar, em seu nome, produção técnico-científica ou instrumento de organização formal do
qual não tenha participado ou omitir nomes de coautores e colaboradores.

 Art. 100 Utilizar dados, informações, ou opiniões ainda não publicadas, sem referência do autor ou sem a sua
autorização.

 Art. 101 Apropriar-se ou utilizar produções técnico-científicas, das quais tenha ou não participado como autor,
sem concordância ou concessão dos demais partícipes.

 Art. 102 Aproveitar-se de posição hierárquica para fazer constar seu nome como autor ou coautor em obra
técnico-científica.
CÓDIGO DE ÉTICA DOS PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM
CAPÍTULO IV – DAS INFRAÇÕES E PENALIDADES

 Art. 103 A caracterização das infrações éticas e disciplinares, bem como a aplicação das respectivas penalidades
regem-se por este Código, sem prejuízo das sanções previstas em outros dispositivos legais.

 Art. 104 Considera-se infração ética e disciplinar a ação, omissão ou conivência que implique em desobediência
e/ou inobservância às disposições do Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem, bem como a
inobservância das normas do Sistema Cofen/Conselhos Regionais de Enfermagem.

 Art. 105 O(a) Profissional de Enfermagem responde pela infração ética e/ou disciplinar, que cometer ou
contribuir para sua prática, e, quando cometida(s) por outrem, dela(s) obtiver benefício.

 Art. 106 A gravidade da infração é caracterizada por meio da análise do(s) fato(s), do(s) ato(s) praticado(s) ou
ato(s) omissivo(s), e do(s) resultado(s).

 Art. 107 A infração é apurada em processo instaurado e conduzido nos termos do Código de Processo
ÉticoDisciplinar vigente, aprovado pelo Conselho Federal de Enfermagem
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CAPÍTULO IV – DAS INFRAÇÕES E PENALIDADES

 Art. 108 As penalidades a serem impostas pelo Sistema Cofen/Conselhos Regionais de Enfermagem, conforme o que determina o art. 18, da Lei
n° 5.905, de 12 de julho de 1973, são as seguintes:

I – Advertência verbal; II – Multa; III – Censura; IV – Suspensão do Exercício Profissional; V – Cassação do direito ao Exercício Profissional.

§ 1º A advertência verbal consiste na admoestação ao infrator, de forma reservada, que será registrada no prontuário do mesmo, na presença de duas
testemunhas.

§ 2º A multa consiste na obrigatoriedade de pagamento de 01 (um) a 10 (dez) vezes o valor da anuidade da categoria profissional à qual pertence o
infrator, em vigor no ato do pagamento.

§ 3º A censura consiste em repreensão que será divulgada nas publicações oficiais do Sistema Cofen/Conselhos Regionais de Enfermagem e em
jornais de grande circulação.

§ 4º A suspensão consiste na proibição do exercício profissional da Enfermagem por um período de até 90 (noventa) dias e será divulgada nas
publicações oficiais do Sistema Cofen/Conselhos Regionais de Enfermagem, jornais de grande circulação e comunicada aos órgãos empregadores.

§ 5º A cassação consiste na perda do direito ao exercício da Enfermagem por um período de até 30 anos e será divulgada nas publicações do Sistema
Cofen/Conselhos Regionais de Enfermagem e em jornais de grande circulação.

§ 6º As penalidades aplicadas deverão ser registradas no prontuário do infrator.

§ 7º Nas penalidades de suspensão e cassação, o profissional terá sua carteira retida no ato da notificação, em todas as categorias em que for inscrito,
sendo devolvida após o cumprimento da pena e, no caso da cassação, após o processo de reabilitação.
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CAPÍTULO IV – DAS INFRAÇÕES E PENALIDADES

 Art. 109 As penalidades, referentes à advertência verbal, multa, censura e suspensão do exercício profissional,
são da responsabilidade do Conselho Regional de Enfermagem, serão registradas no prontuário do profissional
de Enfermagem; a pena de cassação do direito ao exercício profissional é de competência do Conselho Federal
de Enfermagem, conforme o disposto no art. 18, parágrafo primeiro, da Lei n° 5.905/73.

Parágrafo único. Na situação em que o processo tiver origem no Conselho Federal de Enfermagem e nos casos de
cassação do exercício profissional, terá como instância superior a Assembleia de Presidentes dos Conselhos de
Enfermagem.

 Art. 110 Para a graduação da penalidade e respectiva imposição consideram-se:


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CAPÍTULO IV – DAS INFRAÇÕES E PENALIDADES

 Art. 111 As infrações serão consideradas leves, moderadas, graves ou gravíssimas, segundo a natureza do ato e a circunstância de
cada caso.

§ 1º São consideradas infrações leves as que ofendam a integridade física, mental ou moral de qualquer pessoa, sem causar debilidade ou
aquelas que venham a difamar organizações da categoria ou instituições ou ainda que causem danos patrimoniais ou financeiros.

§ 2º São consideradas infrações moderadas as que provoquem debilidade temporária de membro, sentido ou função na pessoa ou ainda as
que causem danos mentais, morais, patrimoniais ou financeiros.

§ 3º São consideradas infrações graves as que provoquem perigo de morte, debilidade permanente de membro, sentido ou função, dano
moral irremediável na pessoa ou ainda as que causem danos mentais, morais, patrimoniais ou financeiros.

§ 4º São consideradas infrações gravíssimas as que provoquem a morte, debilidade permanente de membro, sentido ou função, dano
moral irremediável na pessoa.
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Art. 112 São consideradas circunstâncias atenuantes: Art. 113 São consideradas circunstâncias agravantes

 I – Ser reincidente;
 I – Ter o infrator procurado, logo após a infração, por sua

espontânea vontade e com eficiência, evitar ou minorar as  II – Causar danos irreparáveis;

consequências do seu ato;  III – Cometer infração dolosamente;

 II – Ter bons antecedentes profissionais;  IV – Cometer a infração por motivo fútil ou torpe;

 III – Realizar atos sob coação e/ou intimidação ou grave ameaça;  V – Facilitar ou assegurar a execução, a ocultação, a impunidade
ou a vantagem de outra infração;
 IV – Realizar atos sob emprego real de força física;
 VI – Aproveitar-se da fragilidade da vítima;
 V – Ter confessado espontaneamente a autoria da infração;
 VII – Cometer a infração com abuso de autoridade ou violação
 VI – Ter colaborado espontaneamente com a elucidação dos do dever inerente ao cargo ou função ou exercício profissional;

fatos.
 VIII – Ter maus antecedentes profissionais;

 IX – Alterar ou falsificar prova, ou concorrer para a


desconstrução de fato que se relacione com o apurado na
denúncia durante a condução do processo ético.
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CAPÍTULO V – DA APLICAÇÃO DAS PENALIDADES

 Art. 114 As penalidades previstas neste Código somente poderão ser aplicadas, cumulativamente, quando houver infração
a mais de um artigo.

 Art. 115 A pena de Advertência verbal é aplicável nos casos de infrações ao que está estabelecido nos artigos: 26, 28, 29,
30, 31, 32, 33, 35, 36, 37, 38, 39, 40, 41, 42, 43, 46, 48, 47, 49, 50, 51, 52, 53, 54, 55, 56, 57,58, 59, 60, 61, 62, 65, 66,
67, 69, 76, 77, 78, 79, 81, 82, 83, 84, 85, 86, 87, 88, 89, 90, 91, 92, 93, 94, 95, 98, 99, 100, 101 e 102.

 Art. 116 A pena de Multa é aplicável nos casos de infrações ao que está estabelecido nos artigos: 28, 29, 30, 31, 32, 35,
36, 38, 39, 41, 42, 43, 44, 45, 50, 51, 52, 57, 58, 59, 61, 62, 63, 64, 65, 66, 67, 68, 69, 70, 71, 72, 73, 74, 75, 76, 77, 78,
79, 80, 81, 82, 83, 84, 85, 86, 87, 88, 89, 90, 91, 92, 93, 94, 95, 96, 97, 98, 99, 100, 101 e 102.

 Art. 117 A pena de Censura é aplicável nos casos de infrações ao que está estabelecido nos artigos: 31, 41, 42, 43, 44, 45,
50, 51, 52, 57, 58, 59, 61, 62, 63, 64, 65, 66, 67,68, 69, 70, 71, 73, 74, 75, 76, 77, 78, 79, 80, 81, 82, 83, 84, 85, 86, 88,
90, 91, 92, 93, 94, 95, 97, 99, 100, 101 e 102.

 Art. 118 A pena de Suspensão do Exercício Profissional é aplicável nos casos de infrações ao que está estabelecido nos
artigos: 32, 41, 42, 43, 44, 45, 50, 51, 52, 59, 61, 62, 63, 64, 68, 69, 70, 71, 72, 73, 74, 75, 76, 77, 78, 79, 80, 81, 82, 83,
85, 87, 89, 90, 91, 92, 93, 94 e 95.

 Art. 119 A pena de Cassação do Direito ao Exercício Profissional é aplicável nos casos de infrações ao que está
estabelecido nos artigos: 45, 64, 70, 72, 73, 74, 80, 82, 83, 94, 96 e 97.

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