Espelhos Esféricos

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Óptica - Espelhos Esféricos

Bruno B. Manzato
Maio 2024

Introdução
Espelhos são objetos bastante presentes em nosso dia-a-dia. Nas últimas aulas vimos alguns
dos princı́pios de reflexão em espelhos planos, ou seja, com uma superfı́cie ”reta”, semelhante ao
tampo de uma mesa. Porém este não é o único formato em que podemos modelar um espelho.
Se você andar pela cidade e prestar atenção, poderá eventualmente notar espelhos próximos de
pontos de saı́da de estacionamentos, como os da Figura 1, que também estão frequentemente ao
lado de motoristas de ônibus. Podemos ver que sua superfı́cie não parece plana, e, de fato, não
é. Ela apresenta uma leve curvatura, que causa uma deformação na imagem refletida. Outro
exemplo são espelhos de mão usados para maquiagem. Ao usar um, você pode notar uma leve
deformação nas proporções de seu rosto. Esses espelhos com superfı́cies ”curvas”são chamados
espelhos esféricos, simplesmente por serem formados a partir de um recorte da superfı́cie de uma
esfera.

Figura 1: Um exemplo de espelho com superfı́cie curva, chamaremos de Espelho esférico

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Espelhos côncavos e convexos
Como dito, para formarmos um espelho esférico podemos usar a casca de uma esfera e recortar
uma região razoavelmente pequena, gerando um espelho cuja parte reflexiva será ”curva”, na
verdade será tão curva como a superfı́cie da esfera que a formou. Vale colocar que ”razoavelmente
pequena”não é uma definição fı́sica, ela remete à aproximação que vamos utilizar, e quer dizer
que a região é muito menor do que o raio da esfera que formou o espelho. Vamos pensar em um
fator de 1 para 10, por exemplo. Assim, um espelho esférico de 10 cm de altura foi formado por
uma esfera de, pelo menos, 100 cm de raio, mas isso será apenas importante para chegarmos à
equação que rege o comportamento do espelho (ou caso alguém pergunte no vestibular).
Em todo caso, nosso espelho será algo semelhante à Figura 2 se o observarmos de lado.
Lembrando que os dois riscos na parte superior do traço mostram o lado não-reflexivo do espelho,
ou seja, o que está virado para a parede na maioria das vezes.
Ainda na Figura 2, note que há um pequeno desenho em verde logo acima do eixo principal
na esquerda de cada espelho. Aquele pequeno ”ângulo”com uma bolinha em seu meio representa
um olho, ou seja, de onde o observador está olhando para o espelho, que normalmente é pelo
lado reflexivo.

Figura 2: Os espelhos esféricos podem ser côncavos ou convexos, a depender se espelhamos a


superfı́cie interna ou externa da esfera.

Podemos ver que, desse modo, formamos dois tipos de espelho. Se espelhamos a face interna
da esfera (o lado semelhante à região onde você coloca a sopa na colher) temos um espelho
Côncavo, representado na esquerda da Figura 2. Por outro lado, se espelhamos a face externa
de nossa esfera, criamos um espelho Convexo, como a direita da Figura 2. Os nomes seguem a
mesma ideia dos nomes de polı́gonos côncavos e convexos (mas você pode lembrar melhor que
”cavou”um espelho plano para formar o espelho Côncavo).
Em ambos os casos, há uma grandeza importante em jogo: O raio da esfera que gerou o
espelho. Ela determinará o quão curvada será a superfı́cie do espelho e o quanto ele distorcerá
a imagem. Por isso essa grandeza será determinante para o espelho que estudarmos. Porém é
muito mais comum utilizarmos outra grandeza em nossas contas: O Foco. Veremos que os raios

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incidentes em espelhos esféricos normalmente tendem a ir para um ponto especial, que pode
estar dentro ou fora do espelho. Esse ponto especial é chamado Foco, ou f como normalmente
escreveremos, e ele corresponde exatamente à metade do raio R da esfera que gerou o espelho.
R
f=
2
A distância do foco f e do raio R normalmente são medidas sobre uma linha reta que passa
pelo centro da esfera e um dos pontos do espelho. Esse ponto é chamado vértice. Você pode
ver a localização de todos eles na Figura 3 para um espelho cõncavo. No caso de um espelho
convexo, basta imaginarmos que o desenho da Figura 3 está ”dentro do espelho”, ou seja, basta
inverter o lado onde os dois tracinhos que representam o lado espelhado estão.

Figura 3: Posição do foco, centro, vértice, raio de curvatura e eixo óptico para o espelho côncavo.

Todas essas caracterı́sticas próprias de cada tipo de espelho vão influenciar em quanto nosso
espelho distorce a imagem do objeto. Para termos uma noção melhor de como isso ocorre, é
bastante didático fazermos um desenho de como os raios de luz se comportam ao incidir na face
reflexiva do espelho. Para isso, vamos estudar o que chamamos de Raios notáveis, basicamente
os raios de luz que sabemos desenhar exatamente a trajetória.

1 Raios notáveis
Como definir um ponto da imagem? Podemos pensar em termos geométricos e de como
nosso cérebro interpreta os raios de luz. Em termos geométricos, duas retas definem um ponto.

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Sabemos que raios de luz têm trajetórias retilı́neas, como visto em aulas anteriores, ou seja, são
essencialmente retas. Então, se dois raios de luz saem do mesmo ponto do objeto, caso achemos
um outro ponto definido por onde eles se encontram, nosso cérebro interpretará aquele ponto
como sendo o ponto equivalente da imagem.
Em palavras mais práticas: Se desenhamos dois raios saindo do topo do objeto e eles se
cruzam após refletirem no espelho, o local onde eles se cruzam definirá o topo da imagem (ao
menos para nosso cérebro, o que já é o suficiente).
Para desenharmos esse caso de raios se tocando, podemos escolher quaisquer pares dos infini-
tos raios que saem do objeto. Felizmente, há quatro deles que sabemos desenhar, todos listados
na Figura 4, e seus caminhos especı́ficos (por onde passam e para onde vão) são:

I - O raio que passa paralelamente ao eixo principal irá em direção ao foco do espelho.
II - O raio que passa pelo foco do espelho irá em direção paralela ao eixo principal.

III O raio que passa pelo vértice irá refletir com mesmo ângulo de incidência.
IV O raio que passa pelo Centro de curvatura (o contro da esfera que originou o espelho) irá
em direção ao centro novamente.

Figura 4: Como desenhar os raios notáveis no espelho esféricos Côncavo (esquerda) e Convexo
(direita). A definição está na lista

Note que:

1. Só precisamos desenhar dois raios notáveis para termos um ponto da imagem, mas, por
segurança, lembre-se dos 4. Desenhe o que parecer mais fácil no exercı́cio.
2. Na lista dos raios notáveis, ao falarmos que o raio passa por um local, também estamos
nos referindo ao prolongamento do raio, como no exemplo II do espelho convexo.

3. Os raios I e II são a famosa regra ”Paralelo passa pelo foco”e ”passa pelo foco sai para-
lelo”como se diz coloquialmente na aula.
4. O caso III ocorre pois localmente o ponto do vértice é exatamente como um micro espelho
plano virado para nosso objeto.

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2 Formação de imagem
Sabendo agora como desenhar os raios notáveis, podemos começar a desenhar os casos de
imagens de cada espelho. Para isso, vamos considerar um objeto bem simples: Uma seta.
Pois ela tem tudo que precisamos para esse estudo: Altura e indica uma direção. Nos próximos
desenhos também utilizaremos uma linha reta com um ponto no lado superior, mas é exatamente
o mesmo caso.
Vamos nos concentrar primeiro no espelho Côncavo, pois apresenta mais casos de imagens.
Para uma boa análise de como a imagem é formada, vamos escolher um ponto inteligente
da seta. Ela é basicamente uma linha reta perpendicular ao eixo, o que significa que a imagem
também será. E o ponto da base com certeza estará sobre o eixo principal, já que um raio que
passa pela base e seja paralelo ao eixo principal não desviará (caso I ou IV, são iguais nesse caso),
portanto o ponto da base está sobre essa reta. Basta sabermos onde está a ponta e podemos
traçar a seta e saber sua direção.
Assim, usando dois raios notáveis de cada vez (a sua escolha) podemos ver o que ocorre com
as seguintes posições de objeto, que já estão resolvidos na Figura 5:

Figura 5: Casos do espelho côncavo.

A Figura 5 mostra um modo de como desenhar cada caso do espelho Côncavo, e, abaixo, diz
o tipo de imagem gerada. Vamos rever essa classificação:
• Imagem Virtual: A imagem se forma atrás do espelho, no ”mundo somente das ima-
gens”, onde não há a parte espelhada, e onde a luz não penetra, portanto somente os
prolongamentos dos raios se cruzam.
• Imagem Real: Ocorre no ”mundo real”, onde os raios realmente podem se tocar. Ou
seja, a imagem se forma do mesmo lado em que o espelho é reflexivo.
• Imagem Direita: A orientação da imagem aponta na mesma direção do objeto. Ou seja,
se o objeto é uma seta ”para cima”, a imagem será uma seta ”para cima”.

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• Imagem invertida: A orientação da imagem aponta na direção oposta da do objeto. Ou
seja, se o objeto é uma seta ”para cima”, a imagem será uma seta ”para baixo”.
• Imagem imprópria: A imagem não é formada.

3 Equação de Gauss: Como calcular a imagem


A posição do objeto, a distância do foco e a altura do objeto são grandezas mensuráveis, ou
seja, podemos usar uma régua para medi-los e associar um número a cada um desses objetos.
Como a altura da imagem e sua distância ao espelho também são grandezas, seria interessante
podermos definir as medidas da imagem em relação às medidas do objeto e do foco do espelho.
Essa relação existe e é mostrada pela seguinte equação, chamada Equação de Gauss:
1 1 1
= + ′
f p p
Onde f é a medida do foco, p é a medida da posição do objeto em relação ao vértice, medida
sobre o eixo principal, e p’ é a medida da posição da imagem em relação ao vértice.
Agora temos que nos atentar a algo crucialmente importante para utilizarmos a equação de
Gauss: A orientação dos eixos.
Pensemos o seguinte: Não importa onde colocamos um objeto na frente do espelho, sempre
podemos, ao menos com nossa imaginação, colocar uma régua entre o meio do espelho e o objeto
para medir a distância entre ambos. O mais natural seria colocarmos o ”zero”da régua na
posição do espelho, e, como normalmente réguas não têm medidas negativas, nós naturalmente
associamos uma distância positiva para a posição do objeto. MAS essa não é a única direção
em que trabalhamos, pois algumas vezes a imagem pode estar dentro do espelho, assim como os
espelhos planos comuns que temos em nosso banheiro. Seria bom se pudéssemos diferenciar se a
imagem está dentro ou fora do espelho a partir de p’, por isso fazemos uma convenção: Como as
medidas de posição na direção do objeto são positivas, as medidas de coisas ”dentro do espelho”,
ou seja, imagens virtuais, têm medida de posição negativa! Ou seja, o caso 5 da Figura 5 tem p’
negativo (-10 cm, por exemplo), enquanto todos os outros casos exceto o caso 4 apresentam p’
positivo, pois a imagem se formou no lado do espelho onde está o objeto.
A partir dessa mesma lógica, e pensando que o foco está na direção do interior da esfera que
formou nosso espelho, podemos pensar que o foco do espelho côncavo também está do lado do
”mundo real”, do mesmo lado que o objeto, enquanto o espelho convexo tem o foco para o lado
não espelhado, o mundo ”virtual”. Por isso colocamos que o foco do espelho côncavo será sempre
positivo, enquanto o espelho convexo tem foco negativo.
Saber dessas convenções é extremamente importante, pois nós mesmos teremos de colocar o
sinal de f, p e p’ na equação. Se colocarmos corretamente o valor de duas dessas variáveis, o
sinal da terceira sairá automaticamente ao resolvermos a equação.
O mais indicado é que entendamos a lógica dos sinais na equação, mas para todos os efeitos
podemos também decorar o que o sinal significa para cada variável:

• SOBRE O FOCO:
• f<0: Associado ao espelho CONVEXO.
• f>0: Associado ao espelho CÔNCAVO.
• SOBRE A POSIÇÃO DA IMAGEM:
• p′ <0: Nossa imagem é VIRTUAL

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• p′ >0: Nossa imagem é REAL
• SOBRE A POSIÇÃO DO OBJETO:
• Nosso objeto sempre está do lado do mundo real, então SEMPRE temos p>0.

Agora que podemos calcular onde a imagem está a partir da posição do objeto, vamos aprender
como calcular o tamanho da imagem, pois o espelho também causa uma distorção nas medidas
verticais.
Para chegarmos na equação basta um pouco de geometria. Você pode tentar deduzir, mas
não é necessário. A chamada equação de aumento é dada por:

i −p′
= =A
o p
p’ e p são nossos velhos conhecidos. i é a medida da altura da imagem, e o é a altura do
nosso objeto, medidos a partir do eixo principal (lembre da Figura 3). A equação mostra que há
uma relação direta entre os tamanhos de objeto e imagem (fração oi ) e as distâncias a que objeto

e imagem se encontram ( −p p ). NOTE O SINAL NEGATIVO NA FRENTE DE p’.
Como o valor oi também nos diz quantas vezes i é maior ou menor que o, então chamamos essa
fração de Aumento, ou A. Por isso existe um A na equação. Note que, se |A| < 1 (e lembrando
que ||, o módulo, significa que ignoramos o sinal), então, na regra de 3 da equação, i = A.o então
i < o, ou seja, a altura da imagem gerada é menor que o objeto. Alternativamente, se |A| >0, e
i = A.o, então estamos multiplicando a altura do objeto por um número maior que 1, portanto
a imagem será maior.
Pergunta: O que quer dizer A = 1 ?
Falamos do módulo de A, mas o sinal também é importante, pois ele vem do sinal de i. Note
que, se A é negativo, i deve ter sinal negativo, pois nosso objeto está no mundo real e sempre
medimos sua altura a partir do eixo principal com uma régua, dando um valor positivo para
essa medida, ou seja, sempre temos o >0. Então, para mantermos o padrão, como a altura do
objeto é ”para cima”do eixo principal, convencionamos que uma imagem com altura positiva é
uma imagem cuja altura está voltada na mesma direção que o objeto, como o caso 5 da Figura
5. Mas se ”para cima”é o lado que fazemos medidas positivas e nosso zero é o eixo principal, o
mais lógico é que se formos ”para baixo”do eixo principal, nossas medidas sejam negativas! Sim,
quando a medida de altura da imagem, o nosso i, for negativo, a imagem está invertida, como o
caso 3 da Figura 5.
Resumindo:

• Olhando o módulo de A:
• Se |A| > 1 a imagem é MAIOR que a original.
• Se |A| < 1 a imagem é menor que a original.
• Se |A| = 1 a imagem é Igual, ou seja, de mesmo tamanho que a original.
• Olhando o sinal de A:
• Se A < 0 (A negativo) a imagem é invertida em relação à original.
• Se A > 0 (A positivo) a imagem é no mesmo sentido que a original, o que chamamos
de imagem direita.

Pergunta: Por quê A não pode ser 0?

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3.1 Unidades
OBS.: Como regra geral, todas as unidades das nossas variáveis nas contas de espelhos
devem estar sempre nas mesmas unidades de medida (cm, m, mm e etc). Esse tópico é apenas
uma dica. Se ele ficar confuso, mantenha todas as unidades de p, p’, f, i e o iguais e nunca
haverá erro.
Note que ainda não falamos das unidades de p, p’, etc. Isso se deve por haver dois conjuntos
independentes em que devemos pensar aqui.
Obviamente todos são medidas de distância, então usaremos unidades que podemos colocar
em uma régua (que em nossa imaginação pode ter qualquer tamanho). As unidades variam nos
exercı́cios, mas estamos mais acostumados a cm, mm, m e, em casos menos comuns em espelhos,
km.
Como já devemos estar acostumados, temos que manter as mesmas unidades para todos, ou
seja, se p está em cm, então p’ e f devem estar em cm. Mas isso acontece pois eles estão todos na
mesma equação! Pois pensamos nas unidades principalmente para fazermos contas, então todos
que estão na equação de Gauss devem manter a mesma unidade.
Porém há a segunda equação, a equação de aumento, que é composta de duas frações. Lem-
brando das aulas de unidades, dividir duas grandezas de mesma unidade, como p’ e p, gera
apenas um número sem unidade (as unidades ”se cortam”com o perdão da coloquialidade). Ou
seja, A na direita da equação não tem unidade! Portanto, na equação:
i
=A
o
Que é a equação de aumento sem a parte de p’ e p, apenas i e o estão participando e na
direita não temos unidades, portanto i e o devem ter a mesma unidade, MAS, para nossas contas,
não precisam estar nas mesmas unidades de p’, p e f.
Em suma: p’, p e f devem estar na mesma unidade. i e o devem estar na mesma unidade.
Mas podemos ter, por exemplo, p’, p e f em metros, e apenas i e o em cm.

3.2 O caso da imagem imprópria


Há um caso que imagem no espelho que você provavelmente achou estranho. Na Figura 5 o
caso 4 nos mostra a imagem imprópria, ou seja, quando ela não é formada. Como isso se reflete
na equação?
Para inı́cio de conversa, o caso ocorre quando o objeto está na posição do foco. Ou seja,
p = f , lembrando que f> 0 para espelhos côncavos. Assim podemos escrever a equação de Gauss
como (se não se sentir confortável com letras, basta usar dois números iguais para f e p, 10 cm
por exemplo):
1 1 1
= + ′
f p p
1 1 1
= + ′
f f p
1 1 1
− = ′
f p p
1
0=
p′

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E temos um problema. Agora nenhum valor que utilizarmos de p’ satisfará a equação, pois
a fração nunca será igual a zero (pode tentar com qualquer valor!). Porém podemos definir p’
com um raciocı́nio lógico: 1/p′ nunca será zero, mas e se formos aumentando p’?
Vamos começar com um valor qualquer, esquecendo as unidades SÓ por este momento.
Se p’ = 10, então 1/p’ = 0.1. Se aumentarmos p’, podemos ter p’=100, então 1/p’ = 0.01.
Se p’ = 1000 então 1/p’ = 0.001 e estamos indo cada vez mais para perto do zero sempre
que aumentamos p’. Portanto há um valor que faz 1/p’ ficar tão, mas tão perto de zero que
consideramos ter chegado em zero e finalmente p1′ = 0. Esse número é o infinito.
Sim, consideramos que p’ = ∞ . Apesar de não ser propriamente um número como estamos
acostumados, ele funciona bem. Assim estamos considerando que a imagem se forma tão, mas
tão longe que nunca conseguirı́amos ver. E com isso p1′ = 0, pois se dividirmos 1 por um número
imenso não restará praticamente nada na divisão, e se esse número for o infinito então não restará
nada.

4 Exercı́cio de fixação
Um espelho convexo de raio 20 cm é colocado a uma distância de 1,5m de uma vela de 15 cm
de altura. Defina:
a)A distância da imagem da vela em relação ao espelho.
b)Qual o tamanho da imagem? E qual o aumento linear?
c)Classifique a imagem em virtual/real, direita/invertida e maior/menor/igual.

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