UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ
ENGENHARIA DE EXPLORAÇÃO E PRODUÇÃO DE PETRÓLEO
DOCENTE: EDINALDO TEIXEIRA
DISPLINA: RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS
JANYNNA THAIANE DA SILVA FARIAS
CAPITULO 6: FLEXÃO
SALINÓPOLIS
2021
Janynna Thaiane da Silva Farias
FLEXÃO
Trabalho apresentado à Universidade
Federal do Pará. Como requisito para a
obtenção de nota para a avaliação de
Resistencia dos Materiais.
Prof.: Edinaldo Texeira
SALINÓPOLIS
2021
1. INTRODUÇÃO
A flexão é o tipo da deformação que apresentada uma estrutura de formato alongada
em uma direção perpendicular ao eixo longitudinal, a estrutura alongada é devida que
uma das dimensões seja dominante às outras, as vigas, placas e lâminas são exemplos.
Quando um objeto é submetido à flexão, ou seja, a formação de uma curva paralela ao
eixo neutro da estrutura, sendo que sua distância não varia em relação ao valor antes
do processo de deformação.
2. DIAGRAMA DE FORÇA CORTANTE E MOMENTO FLETOR
As vigas são os elementos que suportam os carregamentos aplicados
perpendicularmente a seu eixo longitudinal, logo, elas são barras longas e retas com
área uma transversal constante e são classificadas de acordo com o modo como são
apoiadas.
As vigas mostram uma força de cisalhamento interna, força cortante, e o momento
fletor que varia de ponto para ponto ao longo de seu eixo. As funções de cisalhamento e
momento podem ser representadas em gráficos denominados diagramas de força cortante e
momento fletor e são determinados para cada região da viga localizada entre quaisquer
duas descontinuidades de carregamento.
Direções positivas indicam que a carga distribuída age para baixo na viga e a força
cortante interna provoca uma rotação em sentido horário.
3. MÉTODO GRÁFICO PARA CONSTRUIR DIAGRAMAS DE FORÇA
CORTANTE E MOMENTO FLETOR
Falaremos de um método mais simples para construir os diagramas de força cortante
e momento fletor,
3.1. Regiões de carga distribuída
A área sob o diagrama de força cortante representa a mudança no momento fletor, e
os valores de força cortante e momento fletor também podem ser obtidos pelo método
das seções. Essas duas equações proporcionam um meio conveniente para se obter
rapidamente esses diagramas de força cortante e momento fletor para uma viga:
Podemos integrar essas áreas entre quaisquer dois pontos para mudar a carga
distribuída e a força cortante.
3.2. Regiões de força e momento concentrados
Na figura 1 podemos ver alguns dos casos comuns de carregamento:
Figura 1
4. DEFORMAÇÃO POR FLEXÃO DE UM ELEMENTO RETO
A seção transversal de uma viga reta permanece plana quando a viga se deforma por
flexão. Isso provoca uma tensão de tração de um lado da viga e uma tensão de
compressão do outro lado. Podemos ver na figura 2 um material com alta capacidade de
deformação, sendo submetido a um momento fletor, no qual uma barra não deformada
tem a sua seção transversal quadrada e marcada por uma grade de linhas longitudinais e
transversais. Ao ser aplicado o momento fletor as linhas das grades distorcem.
Figura 2
Com isso temos que a deformação longitudinal varia linearmente de zero no eixo
neutro. As seções transversais da viga permanecem planas e perpendiculares ao eixo
longitudinal durante a deformação. A lei de Hooke se aplica quando o material é
homogêneo. O eixo neutro passa pelo centroide da área da seção transversal.
Figura 3
5. A FORMULA DA FLEXÃO
O momento resultante na seção transversal é igual ao momento produzido pela
distribuição linear da tensão normal em torno do eixo neutro. Temos uma variação
linear da deformação normal deve ser a consequência de uma variação linear da tensão
normal, figura 4.
Figura 4
Em caso do equilíbrio estático temos que:
Onde:
σ máx= tensão normal máxima no elemento
M = momento interno resultante
I = momento de inércia da área da seção transversal calculada em torno do eixo neutro
c = distância perpendicular do eixo neutro a um ponto mais afastado do eixo neutro
Substituindo em σ máx /c=−σ / y , temos o momento resultante na seção
transversal é igual ao momento produzido pela distribuição linear da tensão normal em
torno do eixo neutro:
Onde:
σ = tensão normal no membro
M = momento interno
I = momento de inércia
y = distância perpendicular do eixo neutro
6. FLEXÃO ASSIMÉTRICA
Sabendo a fórmula da flexão, temos uma condição de que a área da seção
transversal é assimétrica em torno de eixo perpendicular ao eixo neutro, e o momento
interno M age ao longo do eixo neutro, ocorrendo nas seções T e U, como na figura 5.
Figura 5
6.1. Momento aplicado ao longo do eixo principal
Considere que a seção transversal da viga tem a forma assimétrica, as coordenadas
x, y, z na direita é definido de maneira que sua origem está localizada no centroide C da
seção transversal e o momento interno resultante M aja ao longo do eixo +z. Sua
distribuição de tensão que age sobre toda a área da seção transversal tenha força
resultante e momento interno resultante em torno do eixo y nulo e o momento interno
resultante em torno do eixo z seja igual à M. Essas condições podem ser expressas
matematicamente considerando a força que age sobre o elemento diferencial dA
localizado em (O, y, z), dada por dF = σ dA, logo temos:
Podemos expressar a tensão normal resultante em qualquer ponto na seção
transversal, em termos gerais, como:
Onde:
σ = tensão normal no ponto
y, z = coordenadas do ponto medidas em relação a x, y, z
My , Mz = componentes do momento interno resultante direcionados ao longo dos eixos
y e z Iy , Iz = momentos principais de inércia calculados em torno dos eixos y e z
6.2. Orientação do eixo neutro
O ângulo α do eixo neutro pode ser determinado aplicando σ = 0.
7. VIGAS COMPOSTAS
Vigas construídas de dois ou mais materiais diferentes são denominadas vigas
compostas. Sabe-se que a formula da flexão foi desenvolvida para vigas de material
homogéneo, ela não pode ser aplicada diretamente para determinar a tensão normal em
uma viga composta.
O fator de transformação é uma razão entre os módulos dos diferentes materiais que
compõem a viga composta. Assim, o material rígido poderá ser substituído por um
material menos rígido e vice-versa.
Fator transformação:
8. VIGAS CURVAS
A formula de viga curva é utilizada para determinar a tensão circunferencial em uma
viga isso quando o raio de curvatura seja menor do 5 vezes a largura da viga, assim
temos:
Onde:
σ = tensão normal do elemento
M = momento interno
A = área da seção transversal do elemento
R = distância medida do centro de curvatura até o eixo neutro
r = distância medida do centro de curvatura até o centroide da área da seção transversal
r = distância medida do centro de curvatura até o ponto onde a tensão u deve ser
determinada
9. CONCENTRAÇÃO DE TENSÃO
Nos elementos de tensão sujeitos a uma flexão, as concentrações de tensões ocorrem
em pontos de mudança, nas seções transversais, que são causadas por furos e entalhes,
devido isso, nesses pontos a deformação e a tensão se tornam não lineares, quanto maior
a mudança, maior a concentração de tensão.
A tensão normal máxima em cada uma das descontinuidades ocorre na seção que
passa pela menor área de seção transversal. Uma vez que K for obtido, a tensão de
flexão máxima é determinada por:
σ Mc
max=¿ K ¿
I
10. FLEXÃO INELÁSTICA
Para a flexão de elementos retos, há três condições que devem ser cumpridas.
Distribuição linear da deformação normal
As deformações normais que se desenvolvem em um material sempre variam
linearmente de zero no eixo neutro da seção transversal a máxima no ponto mais
afastado do eixo neutro.
Força resultante nula
Sendo que há somente um momento interno resultante que age na seção
transversal, a força resultante é provocada pela distribuição de tensão deve ser
nula, temos.
Momento resultante
Esse momento na seção deve ser equivalente ao momento causado pela
distribuição de tensão em torno do eixo neutro.
Figura 5
Somando os resultados da seção da figura 5 inteira temos.
A localização do eixo neutro é determinada pela condição de que a força
resultante na seção transversal seja nula.
11. TENSÃO RESIDUAL
Caso a viga for carregada de tal modo que provoque o escoamento do material,
então a retirada da carga causara tensão residual que se desenvolverá na viga. Logo, é
possível calcular a distribuição da tensão residual usando os princípios da superposição
e recuperação elástica.
A tensão máxima é denominada módulo de ruptura por flexão σ e pode ser
determinada pela fórmula da flexão quando a viga está carregada com o momento
plástico.
Se um momento plástico ou resistente for aplicado e removido, fará o material
responder elasticamente e, por isso, induzirá tensões residuais na viga.
12. REFERENCIAS
HIBBELER, Russel Charles. Resistencia dos Materiais. Tradução Arlete Simille
Marques. 7 ed. São Paulo: Person Prentice Hall, 2010.