A CIVILIZAÇÃO ROMANA
Módulo 1, unidade 2: O Modelo Romano
• Localização geográfica: Roma fica situada na Península
Itálica, junto ao rio Tibre.
Principais povos da Itália pré-romana
• Latinos, Sabinos, Etruscos, Gregos, Samnitas, Úmbrios
As origens de Roma
• Segundo a lenda, Roma foi fundada por dois gémeos Rómulo
e Remo, filhos do deus Marte, que haviam sido
amamentados por uma loba. No decorrer de uma discussão
entre eles, Rómulo matou Remo, tornando-se o 1º rei de
Roma.
• Roma foi fundada, nos meados do século VIII a.C., pelos
Latinos.
A LOBA
A loba, figura ligada à lenda da
origem de Roma
QUEM ERAM OS ETRUSCOS?
Etruscos – Povo que, muito antes de
Roma se transformar num Império,
implantou na Itália, no norte do rio
Tibre, uma brilhante civilização.
Tendo ocupado a própria cidade de
Roma durante algum tempo (séc. VI
a.C.), os Etruscos exerceram uma
profunda e duradoura influência
sobre os Romanos, particularmente
no urbanismo, na arquitetura e na
religião.
Mapa do Império Romano
A expansão romana
• Século V a.C. – Os Romanos, a partir da cidade de Roma, iniciam a
conquista da Península Itálica
• No século III a. C. – Roma dominava toda a Península Itálica.
• Os Romanos, a partir do séc. III a.C., iniciam a sua expansão para
outras regiões do Mediterrâneo até à formação de um grande
império.
• No século II d.C., o Império Romano atingia a sua máxima
extensão
• Regiões mais importantes conquistadas pelos Romanos: a
Hispânia (Península Ibérica), a Gália (atual França), o Egito, a
Britânia (Sul da atual Grã-Bretanha)
• Os Romanos conseguiram formar um grande Império, graças ao
exército que possuíam. O êxito da expansão romana deveu-se,
fundamentalmente, à organização e disciplina do seu exército.
Após as conquistas, os Romanos passaram a chamar ao
Mediterrâneo “mare nostrum”, pois todas as regiões do Império
(com exceção da Grã-Bretanha) ficavam nas suas margens.
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Os motivos da expansão romana
• Razões económicas: o desejo de conquistar novas terras e a
procura de novos mercados, produtos, matérias-primas e mão-de-
obra;
• Razões de segurança: protegiam-se dos ataques dos povos
vizinhos atacando-os primeiro;
• Razões políticas e sociais: a ambição dos chefes e o desejo de
obterem mais cargos e mais tributos.
A romanização e a integração dos povos conquistados
Como foi feita a integração (= incorporação, junção, reunião) dos
povos dominados?
• O Império Romano estendeu-se por regiões muito diferentes
umas das outras, onde viviam povos que falavam muitas línguas e
tinham religiões e costumes diferentes entre si. Após a conquista
dos territórios era necessário integrar os povos no Império, para
que estes se tornassem verdadeiros romanos.
Os fatores que permitiram a integração dos povos dominados
no Império foram:
• O ensino do latim, língua oficial falada em todo o território;
• A rede de estradas - que facilitava a comunicação entre as
várias regiões do Império (“todos os caminhos vão dar a
Roma”);
• O exército – devido à presença constante dos soldados nas
terras conquistadas (Pax Romana), cada povo foi
aprendendo a língua (o latim), as leis, os costumes e as
tradições dos Romanos;
• O direito (leis romanas que regulavam a vida em sociedade)
– foi aplicado a todo o Império;
• Em 212 d.C., o Imperador Caracala concedeu o direito de
cidadania a todos os homens livres do Império.
Principais agentes (= pessoas) da romanização
• Soldados, comerciantes, funcionários administrativos
e colonos (todos eles contribuíram para a divulgação
da cultura e dos costumes romanos)
• Romanização: a civilização romana foi influenciando
os povos dominados, que acabaram, mais tarde ou
mais cedo, por adotar o modo de vida, as leis, os
costumes e a língua dos Romanos. Chama-se a essa
influência romanização.
A sociedade romana
A sociedade romana do período anterior às conquistas era
constituída por:
• Patrícios (nobres, proprietários das terras)
• Plebeus (arrendatários das terras dos patrícios)
• Escravos
A Sociedade romana dos séculos I e II d. C.
• No Império Romano, existiam grandes desigualdades
sociais. Havia uma minoria rica e privilegiada
(Patrícios) que se distinguia por:
• ocupar altos cargos na administração central e no
exército (membros da ordem senatorial);
• dedicar-se à administração do Império, ao comércio e
aos negócios (membros da ordem equestre)
• A grande maioria da população era constituída pela
plebe (pequenos proprietários de terras, camponeses,
artesãos). Na base da sociedade estavam os libertos e
os escravos, que tinham uma vida muito dura.
Sociedade romana no período imperial
Pagam censos de 1
milhão ou mais sestércios
Ordem senatorial
(Grandes latifúndiários)
Pagam censos entre “cavaleiros” Ordem equestre
400 mil e 1 milhão
de sestércios
Censo inferior a 400 mil
sestércios Plebe (povo – cidadãos
livres)
Antigos escravos que receberam
a liberdade do seu antigo dono Libertos
Prisioneiros de guerra ou filhos de escravos Escravos
(Não livres)
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O esclavagismo
• Na base de todo o desenvolvimento económico romano
estiveram os escravos (sociedade esclavagista).
• A maior parte dos escravos eram prisioneiros de guerra.
Eram eles que trabalhavam nas minas, nas grandes obras
públicas (estradas, pontes, aquedutos e outros), nos
campos, nas oficinas … Os escravos conheceram condições
diversas, muitas vezes desumanas, quase sempre
lamentáveis. Alguns foram utilizados em espectáculos de
circo como gladiadores que lutavam entre si, ou contra
animais ferozes, até à morte.
O poder político
A evolução política: Monarquia, República e
Império
• Entre 753 a.C. e 509 a. C. , Roma foi governada por
sucessivos reis (regime monárquico)
• Devido aos abusos de poder cometidos por alguns reis,
este regime acabou por ser substituído pela República
(509 a.C.). Nesta nova forma de governo o poder político
estava distribuído por 3 órgãos: Magistrados, Senado,
Assembleias ou Comícios.
Poder político (continuação)
• Em 27 a.C., Octávio (filho adotivo de Júlio César)
fundou um regime político novo: o Império ou
regime imperial. Assim, Octávio César Augusto (=
divino) tornou-se o 1º Imperador romano.
• O Imperador era considerado uma figura sagrada e
adorada por todos os romanos.
Poderes do Imperador
• Comandava o exército
• Nomeava os magistrados
• Legislava
• Convocava o Senado
• Reunia os Comícios
• Era o chefe religioso supremo
Octávio César
Augusto, o 1º
Imperador
Romano protege
a criança –
Roma.
“Embora aspirasse ao poder pessoal,
Octávio conhecia bem o apego que os
Romanos tinham pelas suas velhas
instituições políticas. Por isso, não as
eliminou. Pelo contrário, manteve-as e
alicerçou nelas o seu próprio poder”
(Manual, parte 1, pág. 73)
As instituições políticas: o Senado
• Senado – Órgão de governo e de
decisão da Roma antiga, formado Senado romano
normalmente por antigos
magistrados , a quem competia o
controlo sobre o Estado em
matéria financeira, a emissão de
pareceres sobre as leis, a direção
da política externa e a nomeação
dos governadores das províncias.
• Foi um órgão que existiu desde os
tempos da monarquia, passando
pela República, até à época
imperial (durante a qual perdeu a
sua importância)
SENADORES ROMANOS
MAGISTRADO (= aquele que exerce um cargo público)
Entre os magistrados romanos mais
importantes há que mencionar: os
senadores, os cônsules, os pretores, os
edis, os questores, etc. Na época
republicana, os magistrados detinham o
poder executivo, sendo eles que, no
fundo, governavam a República,
enquanto na época imperial o poder dos
magistrados foi absorvido pelo imperador
ou pelos funcionários imperiais.
COMÍCIOS
Comícios – Assembleias
populares que elegiam
anualmente os
magistrados e votavam as
leis na Roma antiga.
O Direito Romano
• Para governarem com eficácia, os romanos foram criando
um conjunto de leis – o Direito.
• Direito – Do latim directu, o que está certo, direito, correcto.
Conjunto de leis que regulam a vida de uma sociedade.
• O direito romano constitui um dos principais contributos dos
Romanos para a evolução das sociedades, tendo servido de
fonte de inspiração para a organização jurídica de muitos
países europeus.
DIREITO DE CIDADANIA
Cidadania – Direito de um cidadão
participar ativamente na vida política
do seu país, quer através do exercício
de cargos políticos, quer da escolha,
através do voto, dos seus
representantes.
A VIDA QUOTIDIANA
Roma era, na época imperial, uma cidade dividida entre o luxo e a
pobreza. As cidades eram locais muito movimentados, repletos de
casas de habitação parecidas com os nossos prédios de
apartamentos de hoje em dia, chamados de Insulae, habitualmente
com lojas no rés-do-chão. Era o local onde os mais pobres viviam.
Os mais ricos que viviam nas cidades, habitavam nas Domus , casas
grandes e confortáveis. Os que viviam no campo, possuíam grandes
casas com termas, jardins e mesmo teatros privados. A estas casas
chamamos Villae. Os romanos dedicavam-se à política, ao
comércio e artesanato. Os mais ricos passavam grande parte do dia
nas termas e banhos, que funcionavam também como locais de
reunião e convívio.
Insulae (casa dos pobres)
DOMUS (Casas dos ricos)
Banquete romano
Trajes romanos
A vida quotidiana (continuação)
Com o crescimento urbano vieram também os problemas
sociais para Roma. A escravidão gerou muito desemprego na
zona rural, pois muitos camponeses perderam os seus
empregos, indo para as cidades à procura de emprego e
melhores condições de vida. Receoso de que pudesse
acontecer alguma revolta de desempregados, o imperador
criou a política do “ Pão e Circo”. Esta consistia em oferecer aos
romanos alimentação e diversão. Quase todos os dias ocorriam
lutas de gladiadores nas arenas (a mais famosa foi o Coliseu de
Roma), onde eram distribuídos alimentos. Desta forma, a
população carente acabava por esquecer os seus problemas e
assim diminuía a possibilidade de revoltas.
HÁBITOS DE DIVERTIMENTO NA ROMA ANTIGA
Corridas de cavalos – Circo
Máximo
O TEATRO
AS TERMAS
A arte e a cultura na Roma Antiga
• A cultura romana recebeu muitas influências dos Gregos:
estudavam-se os filósofos, os artistas inspiravam-se na arte
grega, o grego era a segunda língua.
Escritores e pensadores
• Figuras de destaque:
• Horácio, Virgílio e Ovídeo (literatura)
• Cícero (orador e escritor)
• Tito Lívio (História)
• Plauto e Terêncio (autores teatrais de comédia)
• Séneca (Filosofia)
A cultura romana
A vida cultural romana, tal como todas as realizações
romanas, teve sempre um sentido prático, realista,
virado para o concreto (espírito pragmático). Não
significa que os Romanos desprezassem as coisas do
espírito, pelo contrário, cultivaram as artes e as letras
com entusiasmo. No entanto, também aqui se reflete
este espírito prático: por exemplo, a História não
serviu apenas para relatar os factos passados mas foi
para os Romanos uma lição e uma forma de passar
aos outros a grandeza da sua pátria. De facto, ao
contrário dos Gregos para quem todas as coisas
tinham que ser belas, os Romanos sentiam que todas
as coisas tinham que ser úteis.
O QUE É O MECENATO?
Mecenato – Apoio às artes, letras e ciências
por parte de homens ricos ou de
governantes. Esta designação deriva do nome
de Mecenas, conselheiro do imperador
romano Augusto, que se distinguiu no apoio
a artistas e homens de letras.
Mecenas: pessoa que
protege e incentiva a cultura
O URBANISMO
Urbanismo - Ciência ou técnica de estudo, de construção e de
organização dos espaços urbanos. Abrange a conceção dos
edifícios e arruamentos, o sistema de esgotos, a edificação
de espaços culturais e de lazer.
Os Romanos, na planificação do meio urbano , distribuíam
áreas adequadas para habitações, lojas, praças públicas,
templos, determinando também a quantidade e as
dimensões das ruas, passeios e esgotos.
• Roma era a urbe, isto é, a cidade por excelência,
capital do mundo romano, divinizada, destinada à
glória e à fama.
• Roma era o centro político, religioso, económico e
social do Império Romano.
• A cidade, base da organização política, administrativa
e social do Império, foi também modelo para as
restantes cidades do Império.
• No século I, na época de Augusto, Roma era a maior
cidade do mundo – a urbe por excelência – e nela
chegaram a habitar cerca de um milhão de pessoas.
FÓRUM ROMANO
Ruínas do Fórum de Roma
Fórum – Praça pública principal da cidade romana antiga,
na qual se situavam os templos e edifícios públicos mais
importantes da cidade (Cúria, Tribuna, Basílica). Centro
administrativo, político e religioso da cidade.
Fórum – edifícios públicos e administrativos:
• Cúria – onde se reunia o Senado e os
Comícios, as assembleias do povo romano;
• Tribuna – plataforma elevada onde se
discursava;
• Basílica – era o edifício que acolhia funções
judiciais, políticas e comerciais.
A PADRONIZAÇÃO DO
URBANISMO
“A cidade articulava-se a
partir de duas ruas
principais, o cardo, com a
direção norte-sul, e o
decumanos, no sentido
este-oeste. Era geralmente
perto do cruzamento destes
dois eixos (…) que se
situava a grande praça
pública – o fórum –
verdadeiro coração da
cidade.” (pág. 89 do manual)
A ARQUITETURA ROMANA
A arquitetura romana recebeu influência da arquitetura etrusca
e grega.
As principais características da arquitetura romana são:
• A monumentalidade e grandeza das construções;
• A solidez e durabilidade;
• A utilização de elementos de origem grega (as colunas, os frontões, os
entablamentos…);
• A utilização do arco de volta perfeita (o arco romano) e da abóbada de
berço;
• O uso da cúpula;
• O carácter funcional das obras;
• Em relação às colunas, os romanos adotaram as ordens gregas (dórica,
jónica e coríntia) acrescentando duas novas ordens a toscana e a
compósita;
• Os materiais básicos usados foram: pedra, madeira, tijolo, betão,
mármore.
Arquitetura romana
Templo dedicado a Vesta
Templo de Fortuna Virilis – Nele estavam as vestais, sacerdotisas que
Nas colunas jónicas e no tinham como uma das suas principais
entablamento estão funções guardar o fogo sagrado que ardia
patentes a influência grega no interior do templo.
AQUEDUTO
Aqueduto (para
abastecimento
de água)
ALTAR DA PAZ
A obra mais emblemática de Augusto. Segue o modelo do Altar de Zeus, em
Pérgamo mas numa escala menor.
Monumento onde surgem representados vários episódios da História de Roma
Arco de Triunfo de
Constantino, em Roma
Os Arcos de Triunfo são
construções que
glorificam
acontecimentos ou
pessoas importantes,
como as vitórias de um
imperador .
ARCO DE TITO, EM ROMA
Coliseu de Roma –
Grandioso anfiteatro
utilizado para
espectáculos
públicos, como
combates de
gladiadores
Termas de Caracala –
Para além das salas
destinadas aos banhos,
as termas tinham
bibliotecas e ginásios.
Eram, por isso, locais de
convivência social
muito apreciados pelos
Romanos.
A ESCULTURA ROMANA
Os primeiros tempos da escultura romana
basearam-se na cópia dos modelos gregos mas, a
pouco e pouco, os artistas desenvolveram o seu
traço mais original – o retrato.
Retrato: a preocupação em retratar com fidelidade
as figuras e objetos que lhes serviam de modelo
(realismo), foi uma característica original dos
artistas romanos.
Tanto na escultura como na pintura, quando se
representavam pessoas reais, não se escondiam os
traços menos favoráveis do seu aspeto. Esta
procura de realismo/naturalismo significava que a
perfeição das obras estava em aproximar-se o mais
possível dos seus modelos.
Escultura
• Revela características realistas, ou seja, a escultura romana é
mais realista que idealista
• Na escultura romana o rosto é a parte mais importante das
obras
•A estatuária romana teve o seu maior êxito nos retratos
Material da escultura
A escultura era feita com:
• Mármore
• Bronze
• Pedra
• Argila
• Madeira…
ESCULTURA ROMANA
Trajano Busto de Nero
BUSTO DE ADRIANO
Busto de Adriano
ESCULTURA ROMANA
ESTÁTUA EQUESTRE DE MARCO AURÉLIO
ESTÁTUAS EQUESTRES
Estátua equestre – É uma
escultura de um cavaleiro
montado no seu cavalo.
Estas esculturas são usadas
para homenagear pessoas
importantes. As estátuas
equestres eram muito
populares na Roma Antiga.
Baixo-relevo
Baixo-relevo : forma de escultura em que as figuras quase não
sobressaem do plano de fundo, formando apenas uma leve
saliência.
Outro aspeto que teve alguma inovação em Roma. O baixo-
relevo foi muito utilizado na decoração de edifícios, arcos de
triunfo e túmulos, principalmente com motivos históricos.
COLUNA DE TRAJANO
Pormenor da coluna de Trajano
Fórum romano
O MOSAICO
Em Roma, esta forma artística , incluída na pintura ,
atingiu grande desenvolvimento. Consistia na
realização de grandes quadros nas paredes ou no
pavimento, com a fixação de pequenos pedaços de
materiais duros de diversas cores (vidro, mármore,
etc.), com os quais se obtinham desenhos
geométricos ou figurativos.
O mosaico foi muito utilizado na decoração dos
muros e pisos da arquitetura em geral.
Mosaico romano
O TRÁGICO E O CÓMICO
Mosaico romano
Mosaico com uma cena de teatro (séc. I a.C.)
Mosaico romano
MOSAICOS ROMANOS (CONÍMBRIGA)
MOSAICOS ROMANOS
A pintura romana (frescos)
Fresco – Pintura aplicada sobre cal ou argamassa
húmida, o que a torna particularmente duradoura.
Assume frequentemente a forma de mural. É uma
técnica muito antiga.
A Poetisa, Pompeia, séc. I a.C.
O Padeiro Páquio Prócuo e Sua Mulher
PINTURA MURAL
Pintura mural – Pintura
executada sobre uma
parede, quer diretamente na
superfície, como um fresco,
quer num painel montado
numa exposição
permanente.
Frescos
Pintura
Temas da pintura romana
Temas:
Materiais usados
• cenas do quotidiano
Os pintores romanos
• cenas mitológicas usavam como materiais de
• retrato trabalho tintas produzidas a
partir de materiais como,
• paisagens
por exemplo, pó de
• naturezas-mortas madeira, seiva de árvores,
• cenas históricas – batalhas, substâncias extraídas de
feitos heróicos… moluscos…
A religião romana
• Os Romanos adotaram os principais deuses gregos, com nomes
diferentes. Eram politeístas.
A APOLOGIA DO IMPÉRIO NA ÉPICA E NA HISTORIOGRAFIA
• A literatura atingiu, na época de Augusto, um
desenvolvimento notável.
• A produção cultural foi uma forma de propaganda imperial:
enaltecimento do Império e do povo romano.
• O imperador apoiou a produção de obras literárias destinadas
a perpetuar o contributo de Roma e os feitos dos seus heróis
(épica) e a narrar os acontecimentos da História de Roma
(historiografia) e as suas tradições.
A APOLOGIA DO IMPÉRIO NA ÉPICA E NA HISTORIOGRAFIA
(continuação)
• Mecenas, amigo e colaborador de Augusto, criou, à sua volta,
um círculo literário que reuniu alguns dos mais importantes
nomes da literatura latina: Virgílio, Horácio e Ovídio, que
desenvolveram o estudo dos clássicos gregos.
• Entre outras obras, Virgílio escreveu a Eneida, que influenciou
inúmeros escritores, nomeadamente Camões que, em os
Lusíadas, relata a epopeia do herói coletivo português com
uma forte inspiração do herói romano.
A APOLOGIA DO IMPÉRIO NA ÉPICA E NA HISTORIOGRAFIA
(continuação)
• A historiografia foi um dos géneros prestigiados, em que se
destacaram Tito Lívio, Tácito e Suetónio.
• A História revestiu uma feição pragmática, procurando
justificar o domínio de Roma e pôr em evidência a sua ação
civilizadora (manual, página 107).
Tito Lívio redigiu a História de Roma desde a sua fundação até ao
século I, influenciando, mais tarde, autores do século XV e XVIII,
como Maquiavel e Montesquieu.
A FORMAÇÃO DE UMA REDE ESCOLAR URBANA UNIFORMIZADA
• A influência grega tornou a educação numa questão pública.
• A generalização de escolas por todo o Império divulgou uma
cultura comum.
• A ida para a escola era feita a partir dos 7 anos, para rapazes e
raparigas. As crianças aprendiam a ler, escrever e a contar
com o litterator (ensino primário). A aprendizagem fazia-se
pela memorização, com recurso ao medo e aos castigos
corporais.
• Depois dos 11 anos, só os filhos dos mais ricos é que
continuavam a estudar.
A FORMAÇÃO DE UMA REDE ESCOLAR URBANA UNIFORMIZADA
(continuação)
• A partir dos 12 anos (ensino secundário) com o gramaticus,
rapazes e raparigas, estudavam leitura expressiva, gramática e
autores gregos e romanos. Estudavam ainda, matemática,
geometria, música e astronomia.
• O rethor (ensino superior) preparava rapazes depois dos 17
anos para a arte de bem falar (retórica), a par dos estudos
mais avançados do latim e do grego.
A FORMAÇÃO DE UMA REDE ESCOLAR URBANA UNIFORMIZADA
(continuação)
• A educação foi fundamental para difundir a cultura romana.
• Criaram-se escolas nas cidades do Império, que promoveram
o ensino da cultura romana, do latim, do grego, dos autores
helénicos e do Direito.
• A educação contribuiu para unificar o Império em torno de
uma cultura comum.
Os Romanos na Península Ibérica
• Principais testemunhos da presença romana em
Portugal:
➢ A língua portuguesa, que deriva do latim;
➢ Numeração romana;
➢ Direito baseado no Direito romano;
➢ Inúmeros vestígios materiais (ruínas de cidades como
Conímbriga, Ammaia e Miróbriga, templos como o de Évora,
aquedutos, pontes, estradas, termas…);
➢ Nomes de cidades, como Lisboa (Olisipo), Braga (Bracara
Augusta), Évora (Ebora), Beja (Pax Julia) e muitas outras.
Os Lusitanos
• A conquista da Península Ibérica pelos romanos prolongou-se
desde 218 a. C. até ao tempo do Imperador Octávio César
Augusto (19 a.C.)
• A conquista e o domínio da Península Ibérica pelos Romanos
foi um processo lento, devido à resistência oferecida pelos
Lusitanos.
• Lusitanos – Povo que vivia entre os rios Douro e Tejo. Os
Lusitanos viviam em castros ou citânias, ou seja, povoações
situadas nos cimos dos montes, rodeados de muralhas. As
suas casas feitas de pedra, eram de forma quadrangular ou
circular. Com o domínio romano alguns castros foram
abandonados.
• A partir de 19 a. C. o processo de romanização, isto é, de
adoção do modo de vida romano, fez-se não sé de forma mais
rápida como também mais intensa.
• A presença romana na Península Ibérica resultou num
processo de aculturação, através da adoção do modo de vida,
da cultura, da religião, das leis e da administração romanas.
Apesar dos diferentes graus de romanização, esta manifestou-se
a vários níveis na vivência das populações:
• na língua, o latim, misturado com os dialetos locais;
• na adoção do traje romano (toga);
• nos hábitos alimentares e na vida quotidiana, com ida às
termas ou aos espetáculos, em recintos criados por influência
romana;
• na aplicação de novos materiais de construção, como o tijolo,
a telha e os mosaicos e nos tipos de habitação construídos.
• no apetrechamento dos espaços urbanizados: estradas e
pontes; aquedutos ou canais para abastecimento e
canalização de água.