Breve Histórico Legislativo Das Ações Coletivas: Capítulo I
Breve Histórico Legislativo Das Ações Coletivas: Capítulo I
Breve Histórico Legislativo Das Ações Coletivas: Capítulo I
Breve histórico
legislativo das ações coletivas
1. ALMEIDA, Gregório Assagra. Direito Material Coletivo: Superação da Summa Divisio Direito
Público e Direito Privado por uma nova Summa Divisio constitucionalizada. Belo Horizonte:
Del Rey, 2008, p. 422-428.
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2. Próximo, afirma Assagra: “Todavia, como os sistemas implantado inicialmente pela LACP
(1985) era o da taxatividade da tutela jurisdicional coletiva, pois o seu art. 1º arrolava
taxativamente quais direitos ou interesses transindividuais poderiam ser objeto material
da ação civil pública, a LACP (Lei n. 7.347/85) encontra-se inserida nessa segunda fase da
tutela jurídica coletiva fragmentária e taxativa” (op. cit., p. 425). A única observação rele-
vante que fazemos é que do projeto de lei aprovado pelo Congresso Nacional constava a
norma de encerramento “outros interesses difusos”, vetada pelo Presidente da República
José Sarney, com apoio do Min. da Justiça Fernando Lyra, sob o argumento de que a se-
gurança jurídica e as incertezas doutrinárias à respeito assim determinavam, sendo que,
nas próprias letras do veto “eventuais hipóteses rebeldes à previsão do legislador, mas
ditadas pela complexidade da vida social, merecerão a oportuna disciplinação legislativa.”
Confirma-se, assim, que a lei se insere no período ou fase da tutela fragmentada e taxativa,
mas discorda-se, dessarte, que tenha sido essa a vontade do legislador, à época, já imbuído
da missão constitucional de refundação da nossa democracia, como se verá.
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Capítulo II
Microssistema Processual Coletivo
5. Fredie Didier Jr. e Hermes Zaneti Jr. chegam, inclusive, a tratar o Título III do CDC como
um verdadeiro “Código Brasileiro de Processos Coletivos” e um “ordenamento processual
geral” para a tutela coletiva.
6. GIDI, Antônio. Coisa Julgada e Litispendência em ações coletivas. São Paulo: Saraiva, 1995,
p.77.
7. MAZZEI, Rodrigo. “A ação popular e o microssistema da tutela coletiva.”. In: Luiz Manoel
Gomes Júnior; Ronaldo Fenelon Santos Filho (Coords.) – Ação Popular – Aspectos relevantes
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→ Aplicação em concursos
• TJ-CE - Juiz de Direito Substituto-CE/2012 – CESPE
O sistema de proteção dos interesses individuais homogêneos, coletivos e
difusos integra um conjunto de leis, entre as quais se destacam o CDC (Lei
n.º 8.078/1990), a lei que dispõe sobre a ação popular (Lei n.º 4.717/1965)
e a que dispõe sobre a ação civil pública (Lei n.º 7.347/1985). Consideran-
do essas normas e o entendimento do STJ, assinale a opção correta.
B) Por aplicação analógica de norma prevista na Lei da Ação Popular, as sen-
tenças de improcedência de ação civil pública sujeitam-se indistintamente
ao reexame necessário.
Resposta: A afirmativa está correta.
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Microssistema Processual Coletivo
9. DIDIER, Fredie. ZANETI, Hermes. Curso de Direito Processual Civil – Processo Coletivo.
Salvador: Jus Podivm. 2007. p. 53.
10. As alterações propostas por um Código Brasileiro de Processos Coletivos estão tempora-
riamente suspensas. Para maior análise dos projetos de Código de Processos Coletivos,
verificar DIDIER, Fredie. ZANETI, Hermes. Curso de Direito Processual Civil – Processo
Coletivo. Salvador: Jus Podivm. 2007.
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Capítulo III
Princípios do Processo Coletivo
11. Para uma abordagem mais completa desses princípios, conferir a obra de Gregório Assagra
de Almeida: Direito Processual Coletivo Brasileiro: um novo ramo do direito processual
(princípios, regras interpretativas e problemática da sua interpretação e aplicação). São
Paulo: Saraiva, 2003.
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12. Fredie Didier e Hermes Zaneti denominam esse princípio de “Princípio da indisponibilida-
de (temperada) da demanda coletiva cognitiva e princípio da continuidade da demanda
coletiva.
13. Também no sentido da aplicabilidade do art. 28 do CPP, caso o juiz não concorde com a
desistência da ACP pelo MP, Nelson Nery Júnior e Rosa Maria de Andrade Nery. In “Código
de Processo Civil comentado e legislação processual civil extravagante em vigor”, pág. 1533.
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Princípios do Processo Coletivo
14. MAZZILLI, Hugo Nigro. A Defesa dos interesses difusos em juízo. 19a ed. São Paulo: RT,
p.355.
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