Os Miseraveis Aljahiz
Os Miseraveis Aljahiz
Os Miseraveis Aljahiz
Aljâhiz
Edição Bilíngue
Os miseráveis
Aljâhiz
A
pelidado de Aljâhiz, em razão de seus olhos esbu-
galhados, Abu-cUthmân cAmr bin-Bahr Alkinâni
(776-869 d.C.) nasceu e morreu em Basra, no
Iraque. Sua família, possivelmente de origem etíope, teve
uma posição modesta na cidade, no entanto, sua sagacidade e
inteligência o alçaram aos círculos letrados daquela sociedade.
Durante o reinado do sétimo califa abássida,1 Alma’mûn,
entre os anos 813 e 833, Aljâhiz mudou-se para a capital
Bagdá, onde foi patrocinado por vários dignitários, muitas
vezes em troca de uma dedicatória em seus livros.
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vigentes em seu tempo, também enfatiza a influência do
meio ambiente e estabelece princípios semelhantes aos
da teoria da seleção natural e das cadeias alimentares em
uma linguagem literária refinada. O terceiro livro é o que
serviu como base para esta tradução. Trata-se do Livro dos
miseráveis (Kitâb albukhalâ’), considerado uma enciclopédia
científica, literária, social, histórica e geográfica. Nele, Al-
jâhiz escreve sobre as pessoas avarentas que conhecia. Por
essa razão, o autor é muitas vezes narrador e personagem
de seus próprios textos. Também há relatos que chegaram
ao conhecimento de Aljâhiz por meio das narrativas de
terceiros. Mesmo assim, é possível imaginar que muitas
de suas personagens sejam inventadas.
Em prosa vigorosa e retratando vários tipos sociais,
o autor satiriza a ganância dos mestres, estudiosos, can-
tores, comerciantes, escribas, pedintes, entre outros.
Descreve seus personagens de forma realista, astuta e
bem-humorada, porém sem julgá-los e sem a pretensão
de difamá-los. No final de uma de suas anedotas a esse
respeito ele afirma:
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e ao seu direito de permanecerem anônimos; os outros, sendo
velados seus gestos por Deus, não nos dão o direito de difamá-los,
pois talvez as circunstâncias os tivessem obrigado a tal atitudes.
Quando um nome é citado, às vezes, é porque a própria pessoa
encara sua avareza como algo jocoso e se diverte com as próprias
histórias, considerando-as divertidas”.
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dos que o antecederam, foi ele quem tratou do tema com
uma linguagem altamente elegante e, ao mesmo tempo, es-
pirituosa e agradável. O próprio Aljâhiz faz uma declaração
em tom crítico após contar uma série de anedotas breves:
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peso,2 daí também a coincidência dos nomes; no entanto,
é preciso lembrar que tanto as medidas como as moedas
mudavam de valor conforme a região e a época.
São anedotas protagonizadas pelo que denominamos,
dependendo da época e da situação, de “avaro”, “avarento”,
“pão-duro”, “mão de vaca”, “mão fechada”, “unha de fome”,
“fuinha”, “fominha”, “ajuntador”, “sovina”, “unhaca”, “mes-
quinho”, entre muitos outros adjetivos, que aqui intitulamos
de Os miseráveis, cuja finalidade essencial é nos entreter com
seus exageros e inventividades, bem como admirar o estilo
de Aljâhiz, sua observação aguda e seu ceticismo, além do
senso de humor desse autor que, como adendo a algumas
anedotas desta obra, afirmou:
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OS MESQUITEIROS
APRENDIAM E ENSINAVAM A
MESQUINHARIA
H
avia em Basra um grupo chamado de “os mes-
quiteiros”. Formado por poetas, contadores de
histórias e pretensos sábios, eram, enfim, homens
que faziam das mesquitas seus fóruns de discussão, onde
passavam a maior parte do tempo. Gostavam de conversar,
trocar histórias e informações sobre determinado saber,
sobre certa arte. Às vezes, eu me juntava a eles para escutar
suas histórias interessantes.
Esse grupo de homens costumava se reunir regular-
mente na mesquita e tinha como doutrina economizar gastos
e multiplicar riquezas. Tal forma de vida era um tipo de
laço de afeição recíproca: certo comensalismo entre seus
membros. Quando se encontravam, passavam informações
em revista, tirando proveito da troca de pontos de vista em
torno do assunto predileto.
Certo dia, um ancião entre eles disse:
— Como todos sabem, a água do nosso poço é tão salgada
e amarga que chega a causar feridas na boca; nem o burro
a aceita, tampouco os camelos a apreciam. É inútil até para
regar palmeiras, pois causaria sua morte. O rio é distante de
nós, o que torna o transporte de água doce até a casa muito
custoso. Por esse motivo, tentamos misturar a água do poço
com água doce do rio e demos para o nosso burro beber,
o qual, no entanto, adoeceu. Com ele assim inutilizado,
perdemos mais do que economizamos. Passamos então a
dar-lhe água sem mistura; juro, nós o servimos com a mesma
água que nós bebemos! Eu e minha mulher começamos até
a nos banhar com a água doce, temendo que a água salubre
queimasse nossa pele como fizera com o estômago do burro;
e assim aquela água limpa do banho acabava desperdiçada!
“Então, Deus me revelou uma ideia, abrindo diante
de mim as portas da justeza e da reforma. Fui até o local
de banho e de ablução, escavei perto de um dos muros um
grande buraco e reboquei-o com o melhor tipo de argila,
espalhando-a com esmero sobre a superfície até que ficou
parecido à pedra lisa e, finalmente, direcionei a água ao bu-
raco. Deste modo, agora, toda vez que nos lavamos, a água
limpa se acumula ali e o burro não tem dela aversão, nem
recusa a água usada para lavar as partes, nem há mal algum
em lhe dar tal água para beber, pois não nos consta escrito
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ou lei que o proíba. Assim, usufruímos da mesma água duas
vezes, economizando os gastos.”
— É de fato uma benção de Deus! — comentaram os
presentes, e um deles disse:
— Estamos sendo injustos como nossa irmã Maryam
Assannâc.
— Como assim? — indagaram.
— Não tomaram conhecimento de sua morte? — per-
guntou. — Ela era uma mulher frugal e parcimoniosa.
— Conte-nos sua história, quem sabe possamos tirar
proveito de seu exemplo.
— Ela tem muitas histórias, mas vou lhes contar uma
que será suficiente por ora:
Maryam deu sua filha ainda muita jovem em casa-
mento a um de seus parentes. Na festa, ela adornou a filha
com joias de ouro e de prata, vestiu-a com roupas de fino
corte, exibiu seu enxoval formado de peças de seda, de lã e
de tramas mescladas e coloridas, perfumou o ar e pulveri-
zou todos os objetos com almíscar e âmbar. Tudo fez para
enaltecer a filha aos olhos do noivo e prestigiá-la perante
os membros de sua família. Findo o festejo do casamento,
seu marido indagou:
— Diga-me, Maryam, onde você conseguiu tudo isso?
— Deus proveio — respondeu.
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— Não fuja da resposta mencionando Deus e dê-me
uma explicação. Deus sabe que você nunca foi uma pessoa
de posses e que não recebeu nenhum dinheiro de herança.
Sei que você não desperdiçaria nem o meu nem o seu di-
nheiro, a não ser que tenha encontrado um tesouro e não
tenha me contado. Em todo caso, sou grato a você por me
livrar da carga que seria custear este casamento, que pesaria
inteiramente por sobre meus ombros, e por me poupar do
aborrecimento que tudo isso me causaria. Mesmo assim,
quero saber: onde conseguiu todas essas coisas?
— Saiba que comecei a planejar desde o nascimento
da menina — disse a mulher. — Eu retirava um punhado
de farinha do montante que usava diariamente para fazer
a massa do pão. Quando chegava a juntar um ratl, vendia e
reservava o dinheiro; assim, fui juntando dirham por dirham.
— Você é, de fato, muito sábia. Deus lhe proveu bom
juízo e o boa mão. Sou um homem de sorte por tê-la em
minha casa. Rogo ao Altíssimo que conceda aos nossos filhos
o mesmo juízo e que eles sigam os mesmos passos. Nada
superará a felicidade que sinto hoje a não ser quando Deus
abonar nossos filhos com seu exemplo.
Quando o ancião terminou de contar aos presentes a
história, avisou-lhes que o funeral de Maryam estava acon-
tecendo naquele momento. Todos foram acompanhar o
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sepultamento, rezaram por ela, pediram misericórdia por
sua alma e ofereceram suas condolências ao marido, com-
partilhando com ele o pesar pela partida da mulher.
Reunidos novamente, um deles se antecipou e disse:
— Meus caros companheiros, nunca subestimem as
pequenas coisas; afinal de contas, tudo o que é grande começa
pequeno. Quando o Todo o Poderoso quiser, fará do mínimo
o máximo, como aconteceu com nossa irmã Maryam. Como
pensam vocês que as fortunas se acumulam nos cofres a não
ser somando um dirham após o outro? E o que é um dirham
a não ser um qirât somado a outro? E o que são as areias do
deserto a não ser grãos que se juntaram, um perto do outro;
e as águas dos mares, gota sobre gota! A riqueza acumula-se
guardando um dirham aqui e outro acolá! Conheço um mer-
cador que vendia pimenta e grão-de-bico sem lucrar quase
nada, mesmo assim, seguia juntando o pouco que recebia até
que conseguiu o suficiente para comprar mil acres de terra.
“Recordo que, quando fui acometido por uma tosse
da qual sofri durante dias a ponto de sentir dores fortes no
peito, recomendaram-me comer mingau de baunilha. As
féculas de cevada e o açúcar não eram difíceis de arranjar, mas
de onde eu traria os ramos da baunilha, se ela só nasce nas
terras além-rio? Também aconselharam-me a fazer mingau
de amido, açúcar, óleo de amêndoa e outros ingredientes,
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daí gritei: ‘Como vou comprar tudo isto? Que conselho mais
dispendioso é esse?’ Nada me restava, então, além de pedir a
Deus que me curasse e aliviasse minha dor. Segui padecendo
de tosse e de dor, até que um dia um homem de ciência, ao
tomar conhecimento do meu estado, disse: ‘ferva farelo de
trigo e tome sua água quente’. Assim o fiz: bebi a água de
farelo, que não era ruim, e fiquei sem fome e sem qualquer
vontade de comer até o meio-dia. Depois, após terminar de
comer algo, enquanto lavava minhas mãos, notei que a tarde
já ia adiantada e o horário do jantar aproximava-se; resolvi
então não jantar. Isto deu-me uma ideia que compartilhei
com minha mulher: ‘Que tal cozinhar farelo todo dia de
manhã e dar aos nossos filhos? Sua água é benéfica para o
peito; não viu como me curou da tosse? E, no estômago, é
um alimento que satisfaz e diminui o apetite. Em seguida,
você poderá secar o farelo, que voltaria ao que era antes,
e, quando tiver juntado uma boa quantidade dele, poderá
vendê-lo pelo preço que comprou na primeira vez. Assim
tiraremos duplo proveito’.
“Minha mulher então respondeu: ‘há males, de fato,
que vêm para o bem. Graças a Deus sua tosse nos levou aos
benefícios do farelo para a saúde e para o bolso’”.
— Digam-me a verdade, companheiros, não foi este
um bom conselho?
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— Sim, o senhor tem razão: você não ficará rico se não
pensar direito e isto só pode ser uma dádiva divina!
Então outro ancião avançou e disse:
— Ninguém, contudo, se equipara à Macada Alcanbariy-
ya, mulher que sabe colocar as coisas em seus devidos lugares,
cumprindo suas obrigações até o limite. Esta é sua história:
No ano passado, um de seus primos presenteou-lhe
com uma ovelha para que fosse abatida na Festa do Sacri-
fício.3 Quando passei por ela, notei que estava desanimada,
triste e cabisbaixa, como se carregasse nos ombros todos os
problemas do mundo.
— Não está contente com o presente? — perguntei.
— Estou — respondeu —, mas sou viúva e sozinha e não
tenho em casa um homem para gerenciar nossos assuntos e
não tenho experiência no manejo com a carne de sacrifício;
quem sabia lidar com isso infelizmente já se foi, temo fazer
mau uso desta ovelha e assim desperdiçar algumas partes
sem encontrar algum uso para elas. Sei que Deus não criou
nesta ovelha, ou em qualquer outro animal, nenhuma parte
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da qual não possamos nos beneficiar ou que não tenha uma
utilidade. O que devo fazer? Temo que o desperdício de
uma pequena parte possa levar ao desperdício do todo. Veja:
quanto ao chifre, não me preocupo, pois posso pregá-lo no
teto e usá-lo como gancho para pendurar cestos, sacos de
couro ou qualquer coisa que deva ser deixada fora do alcance
de ratos, formigas, gatos, baratas e cobras; já os intestinos
podem ser usados como corda no arco usado para cardar o
algodão, e como estamos precisando muito de um!; o crâ-
nio, a mandíbula e os outros ossos, por sua vez, podem ser
raspados, cortados, cozidos e depois é possível deixar o caldo
esfriar; e quanto à gordura que se juntar na superfície, ela
pode ser usada de várias maneiras: azeitar as comidas, fazer
mingau, acrescentando um pouco de farinha, amido; a sobra
vai para a lamparina, entre outras coisas. Depois disso, os
ossos podem ser usados para acender o fogo; nada é melhor
do que osso para fazer um fogo de chamas claras, de pouca
fumaça e, exatamente por isso, torna-se o melhor fogo para
cozinhar. Quanto à pele, é um saco pronto; também haverá
inúmeros usos para a lã. Quanto ao conteúdo de seus intes-
tinos, servirá para fazer combustível sem igual. Mas ainda
teremos o sangue, e devemos dele nos beneficiar. Sabemos
que Deus proibiu apenas o beber e o comer do sangue se o
mesmo for derramado, no entanto, há situações em que o
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sangue pode ser utilizado. E se não encontrar uma forma
de usar o sangue, isto será uma desgraça, como um cancro
em meu coração, uma ferida em meus olhos e sei que não
descansarei até encontrar uma forma de utilizar o sangue.
— Alguns segundos depois — disse o ancião —, vi seu
rosto iluminar-se com um largo sorriso e perguntei:
— Você encontrou uma forma, não é? Conte-me como
usará o sangue!
— Pois é — disse ela —, acabo de me lembrar que tenho
alguns utensílios de cozinha novos que chegaram da Síria e
já ouvi dizer que não há nada melhor para fortalecer o metal
do que untá-lo com sangue quente e gorduroso. Finalmente
posso descansar! Cada coisa terá um uso adequado.
— Seis meses depois encontrei-a e perguntei-lhe como
estava a carne curada da ovelha.
— Que Deus o abençoe — respondeu. — Não chegamos a
consumir a carne curada ainda, pois ainda temos muita gordura
e lascas de carne raspada dos ossos. Cada coisa a seu tempo!
Naquele momento, um dos homens presentes pegou
algumas pedras e as atirou contra o chão dizendo:
— E nós que pensávamos que sabíamos gerenciar as
coisas em boa medida! Você não percebe quão extravagante é
até mesmo ouvir histórias sobre os bons feitos dos virtuosos;
percebo agora quão extravagante eu era!
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A ANEDOTA DE LAYLA
ANNÂCITIYYA E OUTRAS
ANEDOTAS
L
ayla, mulher do povo de Nâcit que vivia em uma
montanha do Iêmen, remendava sua camisola sem
parar e continuava usando-a. Tanto que esta passou
a ser um remendo só, ao ponto de o tecido original final-
mente desaparecer. Tinha também uma capa que era cerzida
toda vez que se rasgava. Quando algum remendo se abria,
ela re-remendava até que nada mais se visse da capa antiga.
Disto ouvi um poeta dizer:
— Vista sua camisa enquanto achar a gola, quando não
for mais possível encontrá-la, é hora de trocá-la.
MAIS ANEDOTAS
A
s pessoas à mesa de Yahya bin-Asîd ainda não
tinham terminado de comer quando ele suspendeu
um pão, posicionando-o na palma da mão como
se o pesasse, e disse:
— As más línguas dizem que meus pães são pequenos.
Digam-me então quem é o maldito filho da mãe que con-
segue comer dois destes pães? Ninguém mais teve coragem
de pegar outro pão.
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Certa feita, visitei o mesmo homem com meu amigo
Almakki. Montei em um burro alugado e meu amigo, num
emprestado, o qual, no final, chegou quase morto de tanta
sede e, por isto, meu amigo disse aos empregados daquele
homem:
— Não quero que lhe deem cevada nem nada, apenas
água, água!
Atenderam-no colocando diante do burro água do poço
para beber. No entanto, a água não era doce e por isso o
burro recusou-se a tomá-la, quase morrendo de sede. Assim,
Almakki dirigiu-se ao anfitrião dizendo:
— Pelo amor de Deus, este burro está acostumado a
beber água doce, pois a casa de seu dono fica próxima do
rio Tigre.
— Misture então a água do poço com água doce — disse
aos seus empregados.
Mas o burro continuava recusando a água e meu amigo
continuava pedindo. O homem, no entanto, só dava ouvidos
àquilo que queria.
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Em uma outra ocasião, tal homem disse-me:
— Algumas pessoas, meu irmão, mergulham o pão no
caldo, por todos os lados; acho que são pessoas que gostam
de coisas salgadas. Também vejo quem coloca o pão em
molhos bem azedos. Há outros que chegam até a deixar o
pão mergulhado por uma hora em molho salgado e azedo.
Há quem faça o mesmo na mostarda. Diga-me, que tipo de
gente é essa? Qual é o problema dessas pessoas e que trata-
mento deve lhes ser recomendado?
Quando me certifiquei de sua estupidez e percebi como
a mesquinharia dominava sua vida, disse:
— Na minha opinião, o tratamento mais eficaz alme-
jando a cura é proibi-los de comer qualquer tipo de tempero,
permitindo apenas o pão seco!
— Juro que você tem razão, para essa gente não há
outra alternativa! — respondeu.
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Outro amigo nosso, com quem tivemos o desprazer
de almoçar certa vez, desconfiava que o julgávamos mão de
vaca e tinha cravado em sua imaginação que conversávamos
entre nós sobre suas mesquinharias. Por isto, ele excedia-se
em oferecer-nos alimentos, variando-os, mostrando seu
desejo de comêssemos de tudo, com abundância. Chegou
ao ponto de dizer:
— O primeiro a parar de comer pagará multa de um
dinar!
Ele julgava que algum convidado preferiria pagar um
dinar a continuar comendo, e que, com isso, ganharia algo!
Isto era, na verdade, o que ele desejava!
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Foi uma tarefa difícil dada ao padeiro, que não conse-
guiu cumprir. Por isto, recebeu cem chicotadas.
— Isto não foi nada perto do que Qays fez com o homem
que cuidava dos assados. Ele aplicou-lhe oitenta chibatadas
em razão do ponto do assado. Ele o instruíra assim: “Coloque
a carne do cabrito no forno. Quando a mesa for posta e eu
perguntar: ‘A carne ainda não está pronta?’ Você responde:
‘Não falta muito! Logo, logo’. Depois, eu pergunto de novo e
você traz o assado do jeito que estiver, cru ainda, atendendo
às minhas ordens. Ao colocar o assado diante deles, contamos
que lhes foi oferecido cabrito. Por ainda estar cru, eles não
vão comer. Eu então ordenarei que você devolva-o imedia-
tamente ao forno, porém, como esse tipo de carne demora
para assar, você só servirá o cabrito no dia seguinte, já frio.
Assim, faremos um cabrito valer por dois”.
Ocorre que o homem que assava as carnes se esqueceu
de seguir as instruções e levou à mesa o cabrito já bem assado.
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Os convidados, por sua vez, aproveitaram a oportunidade e
comeram tudo. Essa desatenção custou ao cozinheiro oitenta
chibatadas, o mesmo castigo que se aplica a quem difama
uma mulher livre!
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do dito cujo, roubando um bom pedaço de seu assado, um
exemplo ao ditado “a escuridão oculta as mazelas”. Embora
não fosse um homem de percepção, ele notou o que cAli
fizera e disse-lhe: “É exatamente por esse motivo que os reis
não comem com a plebe!”.
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Havia um homem grande, de fala eloquente e gestos
grandiosos, como se tivesse sido criado à sombra de um rei.
Erudito e de língua afiada: era bom conhecedor dos defeitos
ocultos das pessoas, imperceptíveis aos olhos dos outros, da
mesma forma que bem sabia das qualidades admiráveis cap-
tadas apenas pela mente ajuizada. A tudo isso somava-se uma
rapidez em espalhar as mazelas das pessoas, diminuindo-as
em suas honrarias e vituperando-as sem a menor genero-
sidade para com as faltas de quem quer que fosse. A sopa
que ele oferecia era mesclada: uma parte de cor bem clara;
outra, um tanto escura; isto já havia eu notado mais de uma
vez. Estava pronto para repreendê-lo por guardar para si a
melhor parte de um prato servido anteriormente, deixando
para os outros o resto, pois achava que era minha obrigação
chamar-lhe a atenção, movido pela sinceridade, franqueza e
consideração fraternal que se tem entre amigos. Quando, no
entanto, vi a sopa malhada,4 pareceu-me banal sequer dizer
algo, e resolvi, então, calar-me: em situações como esta, um
sermão não seria nada mais que palavras fúteis.
Abu-Alhasan Almadâ’ini, que é bem informado, alegou
ter visto o chefe de uma tribo Omíada, Mâlik bin-Almun-
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thir, segurar uma tigela de sopa “malhada”. Talvez isto não
seja verdade, pois não há notícias de que Mâlik tenha sido
miserável, mas o que lhe contei daquele homem eu mesmo
vi com meus próprios olhos.
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mas não notamos que nos observava. De repente, gritou: “Por
Deus, como comem! Oxalá Deus nunca encha suas barrigas!”.
O pai do fulano, que era o avô do menino, exclamou: “Este
sim é filho meu, juro pelo Senhor da Caaba!5”.
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chegava no mesmo horário e procedia da mesma forma,
porém com as pernas e com uma parte da coxa; sentava-se
coberto com o avental, mas logo no primeiro descuido da
minha parte, lavava o lugar em que passara a pasta. Voltava
no dia seguinte em um horário semelhante para untar uma
outra parte do corpo e seguia desta forma até depilar todo
o corpo sem pagar um fals. Até notei manchas da pasta de
depilação em suas calças!
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A HISTÓRIA DO ALQURAYCHI
C
erta feita, eu caminhava com alguns amigos e, como
de costume, nos afastamos do centro da cidade para
manter distância do barulho e conversar tranquila-
mente. Quando passamos perto da casa do Alwalîd Alquraychi,
ele nos avistou, saiu e veio ao nosso encontro; juntou-se a
nós na caminhada e na conversa. Quando nos aproximamos
dos limites da cidade, sentamo-nos em um recinto que beira
o muro do pomar de Alwalîd, pois oferecia uma sombra
refrescante e reparadora, por ser robusto e distante do sol.
Ficamos ali entretidos na conversa e, quando nos demos conta,
já era meio-dia e fazia muito calor; preparamo-nos, então,
para regressar à cidade, mas logo sentimos a força dos raios
do sol e, temendo uma possível insolação, o que certamente
nos causaria delírios, propus o seguinte aos meus amigos e
a Alwalîd, que estava ao meu lado e também me escutava:
— A cidade está longe e nossas casas ainda mais longe;
o sol está a pino e é capaz de derreter qualquer coisa. Sugiro
permanecermos na casa de Alwalîd e lá nos protegermos até
o calor diminuir. Comeremos o que estiver disponível, já
que em um dia tão quente como este recomenda-se refei-
ções leves. Assim, quando o sol estiver quase se pondo e o
tempo já refrescado, separamo-nos e seguiremos cada um
à própria casa; do contrário, amigos, se caminharmos neste
calor, a morte é certa!
Mal terminei de falar e Alwalîd exclamou, alterando
a voz:
— De jeito nenhum, isso jamais acontecerá, convence-te
de uma vez!
— Por Deus — respondi surpreso —, como pode nos
negar guarida? Você acha que estaríamos aqui não fosse a
necessidade e a urgência que nos forçam a isto?
— É que você disse o que disse com tom de avacalhação!
— Onde você viu chacota em minha fala? E como po-
deria eu ofendê-lo, estando minha vida e a de meus amigos
em suas mãos? Além do mais, sei que você tem condições
de nos receber.
Neste momento, ele esbravejou mais do que antes,
retirou-se exacerbado como se o tivéssemos injuriado e
apressou o passo, afastando-se. Olhamo-nos admirados, pois
nunca vimos alguém usar algo que imaginara como desculpa
para sua avareza, a não ser, claro, Abu-Mâzin, quando de
seu encontro com Jabal Alcamiyy.
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Jabal Alcamiyy, o cantor, ao sair à noite de uma casa que
visitava, e como temia as rondas e desconfiava que alguém o
seguisse, pensou: “É melhor passar pela casa de Abu-Mâzin,
que não é longe daqui; assim, ali pernoito em um canto qual-
quer, mesmo que seja na entrada, para não lhe dar prejuízo,
e, com a primeira claridade, saio com os que madrugam”.
Bateu levemente à porta de Abu-Mâzin, mas ninguém
atendeu. Bateu mais, confiante de que seria atendido, mas
ninguém o recebeu. Modificou então o modo de bater, agora,
como se fosse a batida de alguém conhecido, um amigo, mas
também ninguém lhe abriu. Começou, então, a bater como
alguém assustado que precisava de abrigo, o que de fato era o
caso. Naquele momento, Abu-Mâzin não teve mais dúvidas
de que quem batia à porta era alguém que precisava de orien-
tação, daí desceu rapidamente até a porta e abriu-a. Quando
avistou Jabal, parecia ter visto o anjo da morte, mas nada disse.
Jabal, que foi recebido pelo silêncio de Abu-Mâzin, explicou:
— Temi o desmando da ronda ou que um salteador me
seguisse e batesse, por isto vim até você, buscando abrigo.
Abu-Mâzin, então, fingiu estar embriagado insinuando
que seu silêncio foi causado pelo efeito do álcool. Começou
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a fingir não poder se equilibrar sobre as pernas como se suas
articulações estivessem moles. Enrolando a língua, disse:
— Estou bêbado, por Deus, como estou bêbado!
Jabal retrucou:
— Não me importa como está. É primavera, não é verão
nem inverno, não vou incomodar sua gente passando pelos
quartos para me acomodar na cobertura, nem é frio para precisar
de cobertas e por isso não terá que me oferecer nem cama nem
coberta pesada e, como vê, estou cheio de bebida e de comida,
totalmente satisfeito, pois estava na casa de fulano, que é mui-
to generoso e sabe tratar um hóspede, sua mesa está sempre
posta e repleta. Portanto, de você, só preciso poder cochilar
um pouco na entrada de sua casa e partir, logo que o sol raiar.
Abu-Mâzin, então, amoleceu suas pálpebras, língua e
mandíbulas e disse:
— Bêbado, por Deus, estou bêbado. Onde estou? Não
sei onde estou. O que disse? Não entendo o que diz.
Virou-se, fechou a porta na cara de Jabal e adentrou
contente com a desculpa que deu, satisfeito com o bom juízo
que lhe proporcionou uma ideia tão eficaz.
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A HISTÓRIA DE KHÂLID
BIN-YAZÎD, A RESPEITO DO
ACÚMULO DA RIQUEZA E DA
AVAREZA
K
hâlid bin-Yazîd era conhecido como “o velhaco”, ta-
manha era sua mesquinhez, malandragem e sede por
acumular dinheiro. Conta-se que tinha se hospedado
no quarteirão dos bin-Tamîm, em Basra, no entanto, ninguém o
reconheceu porque estava sempre com o rosto coberto. Certo dia,
estava sentado entre eles quando passou um pedinte. Enfiou a mão
no bolso para retirar uma moeda fals, de cobre. Essas moedas de
Basra eram grandes, por isso enganou-se e retirou do bolso um
dirham — moeda persa de prata de valor maior. Khâlid bin-Yazîd
só percebeu o que havia feito quando a estava depositando na
mão do pedinte; apressou-se então e retirou-a da mão do pedinte
entregando-lhe em seguida a moeda inicialmente pretendida.
Nesse momento, foi repreendido pelos presentes que disseram:
— Não cremos que isto seja lícito, além do fato de ser
muito vergonhoso!
— Vergonhoso?! — exclamou. — Vergonhoso para quem?
Não juntei meu dinheiro com seu arrazoado e, certamente, não
irei despendê-lo segundo suas ideias. Estão vendo este coitado?
Ele não é um mendicante do tipo dirham, mas de tipo fals.
— Como assim? Como você sabe? — indagaram os pre-
sentes. — Por acaso você já o conhecia?
— Não — respondeu — nunca o vi na minha vida, mas
o conheço pela fisionomia.
— Então você é capaz de reconhecer os velhacos tam-
bém? — retrucaram.
— Como não? Se já fui eu mesmo andarilho quando jo-
vem e, já naquele tempo, colocava todos os patifes no chinelo!
E olhe que havia todos os tipos: quem alegasse ser inválido de
guerra; quem fingisse loucura e ataque epiléptico; quem usasse
de uma boa lábia; quem não arredasse o pé da sua porta; quem
tingisse as pernas e fingisse estar ferido; quem carregasse uma
criança recém-nascida, anteriormente preparada para parecer
ter alguma deformidade; quem simulasse inchaço entre as
pernas insinuando tumor grave; quem puxasse uma criança
pela mão, dizendo que era órfã e que precisava de ajuda para
criá-la; quem fingisse cegueira, entre muitos outros!
38
A HISTÓRIA DE ABI-JACFAR
J
amais encontrei alguém como Abi Jacfar Attartûsi.
Durante uma visita à casa de conhecidos, que o hon-
raram com o que havia de melhor para comer, de
beber e também de dormir, além de aromatizar seus bigodes
com o mais caro perfume, quando sentiu uma coceira em
seu lábio superior, introduziu o dedo pela boca e coçou-o
por dentro, por receio de que, caso coçasse por fora, a doce
fragrância escaparia do bigode e se perderia entre seus dedos.
A HISTÓRIA DE ABU-AHMAD
A
lhizâmi era um homem muito mesquinho, mas
também uma das criaturas mais afáveis. Adotava
a avareza como modo de vida: apoiava, defendia
e pregava a seu favor. Certo ano, o frio chegou mais cedo
e, por temer por minha saúde, logo comecei a usar minha
capa de lã pura, que não era nem pesada nem cara, já tendo
feito uso dela muitas vezes outrora.
Quando Alhizâmi encontrou-me, logo disse:
— Se a extravagância é reprovável nos ignorantes,
imagine então quando está presente nos ajuizados, e eu, meu
amigo, considero você um homem sábio! Não esperava vê-lo
no estado em que se encontra hoje!
— E o que você desaprova em mim hoje?
— Está usando a capa antes do tempo!
— Mas não vê que o frio está adiantado este ano? Se
tivesse chegado antes, também seria hora de usá-la!
— Se teme tanto assim o frio, antes usasse, então, uma
túnica de algodão, tendo-se dado conta de que ela o aquece,
reparando seu grave erro, já que usar lã agora é inaceitável!
— Mas por quê?
— Estamos no fim do verão, quando os ventos ainda
são fortes, levantam, carregam poeira fazendo o pó se alojar
nas entranhas da trama de lã. Assim quando o tempo ficar
úmido ou quando chover, tudo ficará molhado, incluindo
esta poeira. O que é o pó senão terra, ou melhor, a polpa
da terra, que é salgada; ao ficar molhada, transforma-se em
lama, o que faz a lã encolher e enrugar, danificando-a como
o cupim faz com troncos de árvores. O estrago que o pó faz
é mais rápido que o cupim. Por isso, adia o uso desta capa
de lã, procura se aquecer com qualquer outra coisa, afinal é
só um frio de verão. Assim, aguarde a chuva cair e passar, a
poeira abaixar, a terra secar e o céu limpar. Depois vista sua
capa, com a benção de Deus.
Este amigo meu visitava sua família uma vez por ano.
Por essa razão, saía para comprar mantimentos que des-
41
sem para mantê-los ao longo de um ano inteiro. Andava
no mercado, analisando o trigo aqui e acolá, perguntando
sobre os preços e, em cada vendedor, pesava de cada tipo
uma medida conhecida, acabando por comprar aquela que
pesava mais. Preferia ou o grão da região ou o de Mosul, a
não ser que encontrasse algo de preço semelhante; por ser o
grão muito pequeno, evitava o maisâni, a não ser que fosse
obrigado a comprá-lo. Dizia:
— É um tipo macio e fraco, porém, como o fogo do
estômago é o demônio, devemos comer do tipo duro como
pedra para que possamos resistir às suas chamas. Se pudés-
semos comer pedra, seria ainda mais preferível!
Certa vez disse a ele:
— Fique sabendo que o pão feito com farinha do trigo
da região forma um mofo parecido com o barro e a poeira
amontoada.
— Que beleza de pão! — respondeu alguém. — Queira
Deus que eu fique cada vez mais parecido com a terra, para
ser difícil de engolir e ainda mais difícil de digerir.
42
usá-lo por costume é um mau hábito e quem quer que tenha
perfumes deve guardá-los muito bem, longe da família. Até
o boticário guarda seus perfumes em frascos bem selados
e longe das mãos de seus melhores empregados. Quanto a
mim, não vejo nada ruim em usar pente de sândalo, pois já
tem uma fragrância agradável que se adere ao cabelo com
facilidade, sendo a melhor característica deste pente disfarçar
o cheiro desagradável do cabelo branco. Assim, até o dia de
sua morte, seu único perfume era um pente de sândalo, a
não ser quando um amigo ou conhecido lhe perfumasse.
c
Ali Al’uswari havia pedido emprestado cem dirhams
ao nosso amigo. Quando o encontrei, estava triste, aflito e
desanimado, como se estivesse carregando todos os problemas
do mundo, ao que acabei dizendo:
— Eis alguém que não consegue escapar de empres-
tar dinheiro a um amigo e, por esse motivo, acaba triste,
pois teme que o empréstimo não seja devolvido ou que seja
considerado como um presente, ou porque teme a queixa
de quem recebeu o empréstimo, dizendo que o mesmo foi
43
feito não por generosidade, mas por receio. Contudo, nesse
quesito, sua fama de avarento é a menina de seus olhos. Eu
estou certo de que você já decidira sê-lo há muito tempo e,
também, a não se importar com os comentários, então por
que está aflito?
— Deus me perdoe! Não se trata disso, mas estava crente
de que ninguém mais contava comigo, de que já se tinha per-
dido a esperança de recorrerem a mim e que todos estavam
cientes de que tranquei bem todas as portas e que ninguém
mais podia sequer pensar em me pedir dinheiro. Este pedido,
no entanto, mostrou-me o contrário: que ainda há aqueles que
não perderam as esperanças. Uma das causas da ruína do ser
humano é quando ambicionam suas riquezas, pois quando o
fazem, começam a tramar e a montar armadilhas contra ele.
Se, ao contrário, perdem as esperanças de lograr algo, torna-se
um bem seguro. Este comportamento de cAli é um esforço para
revelar minha fraqueza, e ele me conhece há muito tempo. Se
alguém como ele, que tanto me conhece e mesmo assim não
compreendeu minhas convicções a este respeito, o que esperar,
então, dos vizinhos ou dos conhecidos? É como se estivesse
soprando cinzas para fazer fogo ou como quem esfrega uma
pedra num pedaço de madeira esperando conseguir faíscas!
Como temo ser vítima de algum trabalho de bruxaria ou ainda
que Deus Altíssimo tenha me destinado à miséria.
44
Disse-me ainda:
— Os que se fazem de generosos dizem: “Sua túnica
fica melhor em seu amigo do que em você.” Que idiotas! E
se meu amigo for mais baixo que eu? Não se enroscaria na
túnica e cairia? E se for mais alto e usar minha túnica, o que
as pessoas dirão? Ficaria parecendo um mendigo? Existe
coisa pior que expor o amigo ao ridículo, fazendo dele uma
piada? Não convém, pois, dar-lhe uma túnica sem antes ter
certeza de que suas medidas são idênticas às minhas. Mas
como seria possível conseguir tal façanha?
Uma vez eu o ouvi dizer:
— Gosto de comer carne que desmancha de tão cozida,
mas também aprecio carne que ainda esteja um pouco dura.
— Isto — respondi — não faz sentido; parece aquele que
diz: “Gosto da carne de um par de galinhas, não da carne de
galinha”. O que você diria a alguém que diz assim?
— Por que você julga estranha uma fala dessas? Eu
também gosto de carne de duas galinhas, uma velha e gorda
e outra novinha, crua e tenra.
Uma vez perguntei-lhe:
— Você fica feliz quando dizem: “Abdullah, você é um
avarento!”?
— Que Deus não me prive de tal epíteto!
— Como assim?!
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— Porque ninguém chama ao outro de avaro a não
ser que este possua muito dinheiro. Dê-me o dinheiro e me
chame de qualquer nome!
— Tampouco se diz que alguém é generoso a não ser
quando tem dinheiro. Tal adjetivo reúne louvor e fortuna,
mas “avarento” reúne riqueza e desprezo, e você escolheu o
mais vil e baixo dos nomes.
— Mas existe uma diferença entre ambos.
— Qual é?
— Quando se diz que alguém é um avaro, afirma-se a
permanência do dinheiro em seu poder; mas, se chamar al-
guém de generoso, estaria antecipando a notícia da perda de
seu dinheiro. A palavra “avaro”, embora depreciativa, denota
conservação; a palavra “generoso”, apesar de valorativa, implica
derrota e desperdício. O dinheiro é útil, engrandece quem o tem
e o fortalece, enquanto o elogio nada mais é que palavras vazias
e zombaria: dar importância aos elogios só significa debilidade
mental e espiritual. Para que servem os elogios ao generoso, se
ele acabar com fome e não achar o que comer, se ficar nu e não
tiver o que vestir, se sua família ficar sem sustento, enquanto
os invejosos esfregam suas mãos com maliciosa alegria?
46
Estávamos na casa de Dawûd Ibn-Dawûd, em Wasît,
na época em que ele era mandatário local. Havia recebido
muito presentes de Basra: entre eles, odres de melado de
tâmaras, que dividiu entre nós. Cada um ficou com seu
quinhão, exceto Alhizâmi, que recusou os presentes. Es-
tranhei seu comportamento, sem poder compreender o
objetivo de abrir mão de tudo que lhe era dado. Comentei
com Almakki:
— Sabemos que Alhizâmi é inimigo de dar, ato que o
aflige sem igual. Já tomar é o que ele mais deseja e almeja,
pois mesmo se lhe dão serpentes, cobras e víboras, é cer-
to que ele as aceitaria de bom grado, pelo simples fato de
serem dadas. Por isso não entendo o que ele pretende com
tal recusa, se sempre gostou de receber e mais ainda se for
receber a melhor parte.
— Apesar de ser seu escrevente e da minha amizade
com ele ser anterior à sua, mesmo assim, não entendi. Há
algo que devemos descobrir.
Quase imediatamente Alhizâmi aproximou-se de nós.
Aproveitei então a ocasião para questioná-lo a respeito. Pri-
meiro ele hesitou, porém, após minha insistência, respondeu:
— O prejuízo que me causaria aceitar o presente é o
dobro do que ganharia, trazendo-me mais inconvenientes
que benefícios.
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— A primeira desvantagem é que você teria de agra-
decê-lo! — comentei.
— Essa é a menor das minhas preocupações.
— Diga, então, de que se trata?
— A primeira coisa é ter de arrumar alguém para carre-
gar o melado, o que significa ter de gastar dinheiro. Depois,
estaria em perigo até chegar em casa, e, uma vez lá estando,
seria motivo para quererem preparar torta, a qual me obri-
garia a comprar farinha e manteiga; isso para não falar do
arroz doce, das roscas de nozes e amêndoas, entre outras
coisas. Se for vender o melado para me livrar de toda essa
gastança, vocês não nunca mais deixariam de falar mal de
mim, fazendo-me um mau exemplo diante de Ibn-Dawûd. Se
fico com ele, levar-nos-ia à força aos doces e mingaus, o que
significa mais manteiga, pois melado é bom com manteiga,
o que implica em outros ingredientes e prejuízo; assim, o
melado seria mais dispendioso do que as crianças.
“Vocês poderiam me aconselhar a fazer licor com ele.
Se eu seguir seu nefasto conselho, terei de alugar panelas
grandes, comprar jarros limpos e água doce para o cozi-
mento; terei de pagar alguém para alimentar o fogo, e, se
pedir à empregada para fazer este serviço, sua roupa ficará
suja por causa da fumaça, o que significa sabão para lavar
a roupa, além do fato de que, por ter mais serviço, terá de
48
comer mais. Depois de tudo isto, se a fermentação não der
certo, todo o gasto teria sido em vão e não teríamos retor-
no em nada, porque o vinagre desse licor muda a cor da
carne, escurece o caldo e não serve para temperar comidas.
Isto caso vire vinagre, pois a desgraça maior está em todo
o processo gorar, isto é, não conseguirmos nem licor nem
vinagre. Agora, caso desse certo — que Deus nos livre — e o
resultado fosse puro vinho, teríamos de consumi-lo, pois não
convém depois de tudo isso guardá-lo. Se ficar em casa para
degustá-lo, seriam necessários outros acompanhamentos:
franguinhos suculentos, um cabritinho, frutas da montanha,
peras, maçãs, uva, romã, além de nozes, amêndoas, avelãs,
pistaches e manjericão, o que se poderia desfrutar em casas
cuja fortuna não míngua nem se seus bens se esgotam, a
quem se é indiferente a que lado cai a sorte, onde se passa
o tempo conversando amenidades e ouvindo belas canções.
“Ademais, se ficar em casa para tomar o vinho, teria de
chamar alguém para me fazer companhia, o que significa mais
comida, petiscos, condimentos e lenha para cozinhar. Tudo
isto é oneroso, além de ser uma desgraça e um infortúnio
por ser desviante aos bons costumes. Se o convidado for
inconveniente, estaria em piores lençóis que um condenado,
e se for, Deus me livre, conveniente, o Altíssimo teria aberto
as portas do Prejuízo, as quais são difíceis de serem cerradas,
49
pois os outros gastarão meu dinheiro depois de ter sido eu
quem gastava o dinheiro dos outros. Se um dos amigos ficar
sabendo que tenho convidado e vinho, vai certamente bater
em minha porta sem qualquer escrúpulo; se o deixo entrar,
será uma calamidade; se não deixo, talvez fizesse-me começar
a gostar da conversa dos que estão em minha companhia
e vice-versa, o que me associaria a extravagâncias, sendo
eu, enfim, banido da turma dos virtuosos, convertido eu à
irmandade dos demônios. Assim, deixaria de tirar proveito
dos outros e permitiria que os outros tirassem proveito de
mim. Em ambos os casos, serei perdedor. Imagine, então,
sofrer ambas desgraças ao mesmo tempo: isto é, dar e não
levar. Deus me livre de arruinar a mim mesmo fazendo di-
minuir minha riqueza após tê-la reunido e aumentado. Que
terrível seria essa conduta nesta idade, pois se isso sucedesse
na mocidade teria sido mais fácil.
“Esse melado acarreta calamidades ocultas, artimanhas
do demônio, enganos de quem nos inveja. É doce, mas sua
doçura termina em amargura. Desconfio que Ibn-Dawûd
esteja farto de ter-me como comensal e tenha feito isto só
para se livrar de mim!”
50
Em outra ocasião, estávamos na casa de um dignitário,
na companhia de muita gente. No entanto, todos estavam
quietos e comportando-se conforme exigia a situação. Como
o lugar era amplo e Alhizâmi estava longe de mim, Almakki
aproximou-se e disse em voz alta:
— Quem é o mais avaro de nossos amigos?
— Abu-l-Hudail — respondi.
— E depois?
— Um amigo que não quero dizer o nome por respeito.
Alhizâmi gritou de longe:
— Está se referindo a mim? — perguntou e acrescentou
a seguir. — Que Deus lhes perdoe. Invejam as pessoas par-
cimoniosas por sua conduta, pela multiplicação de riqueza
e por sua eterna prosperidade. Não acham outra forma de
difamá-las senão chamando-as de avarentas. São injustos
quando chamam de generoso o gastador, pois ignoram seu
vício, porém, nomeiam de avaro quem é cuidadoso com
seus bens, o que não passa de inveja. Deste jeito, nem o
corrompido nem o virtuoso estão salvos de suas línguas.
51
A HISTÓRIA DE KHÂLID
ALQASRI
C
onta-se que chegou aos ouvidos de Khâlid Alqasri,
o mandatário do Iraque, que o acusavam de ser
mesquinho em relação à comida. Certo dia, em
uma de suas reuniões, começou a falar de vários assuntos
sem trégua. Por fim, arranjou um meio de introduzir uma
apologia ao assunto e disse:
— Um dia, nos tempos pré-islâmicos, havia um homem
esguio, também chamado Khâlid, que observava as pessoas
enquanto comiam perto de camelos que ruminavam. Per-
guntou ele a seus acompanhantes: “Pelos deuses! É assim
que vocês me veem quando estou comendo, com os mesmos
olhos pelos quais vejo estas pessoas e estes camelos?” Quando
responderam que sim, jurou por todos os deuses que nunca
mais comeria algo que precisasse de mastigação e, assim,
limitou-se a ingerir somente leite e água; por isso, ficou
muito magro e delgado, e daí o adjetivo ‘esguio’.
Khâlid Alqasri, então, seguiu contando:
— Cá estou eu, sofrendo da mastigação, obrigado a
mover as mandíbulas e forçado a agir como os animais,
sujeitando-me à necessidade e à impotência que existe em
tudo isso. Pergunto: por que devo então suportar ver isto
nos outros? Não poderia poupar-me desta agrura? Se não
me vejo quando mastigo, então não quero também ver os
outros! Que cada um coma no aconchego de sua casa, em
um lugar seguro e ameno, atrás da cortina, detrás da porta.
Foi isto que nos chegou a respeito de Khâlid Alqasri
e de seus pretextos, mas não se sabe se era verdade ou uma
acusação mentirosa para atacá-lo em sua dignidade.
53
AS HISTÓRIAS DE ALKINDI
55
Macbad nos contou:
— Estivemos alojados na casa de Alkindi por mais de
ano, pagando-lhe o aluguel na data certa, cumprindo fiel-
mente todas as obrigações e satisfazendo todas as condições.
— Entendo — interrompi-o — que pagavam com pon-
tualidade e cumpriam com as obrigações, mas o que significa
“satisfazer as condições”?
— A condição de lhe entregar esterco de cavalo, estrume
de ovelha, feno de burro, semente de tâmara, casca de romã;
nada de descartar os ossos, nem a sujeira de varrer, pois ele
aproveitava tudo para transformar em combustível! Ainda,
exigia-nos uma concha de cada caldeirão de comida, tudo
para a grávida que vivia em sua casa, e sempre havia uma!
Mesmo assim, fechávamos os olhos para sua avareza em
razão de sua agradável conversa.
56
“Se a estadia desses dois hóspedes for de uma noite ou duas,
aguentaremos, apesar da pretensão dos inquilinos de que hospedar
alguém por uma noite acabará fomentando o desejo de fazê-lo
por muitas”.
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— Não sabia que ao dizer isto estaria abrindo uma das
portas do inferno ou mexendo em um ninho de vespas; não
sabia que havia caído em uma armadilha — disse Macbad. —
Alkindi me respondeu da seguinte maneira:
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que necessita de mais gavetas e prateleiras para guardá-los, o que
significa furar e danificar as paredes para instalá-las.
“Quando aumentam as famílias, aumentam os hóspedes, os
visitantes, os visitantes dos hóspedes e seus comensais, o que eleva
o gasto de água e torna necessário transportar mais água em mais
cântaros, que, quando carregados ou quando esvaziados, gotejam
e, quando posicionados úmidos perto das paredes, podem causar
mofo e deteriorar rodapés, alastrando até atingir a parede inteira,
que certamente correrá risco de desabar.
“À medida que aumenta o número das pessoas, aumenta
a necessidade de mais pão e comida, o que quer dizer acender
mais fogo para assar e cozinhar; você sabe: o fogo a nada poupa e
tudo o que está na casa pode alimentá-lo. Quantos incêndios não
consumiram casas inteiras obrigando seus donos a consertá-las,
gastando fortunas para tal?! Isto ainda pode acontecer aos donos
que estão em circunstâncias adversas e momentos difíceis; às
vezes, o fogo pode se alastrar às casas vizinhas, destruindo posses
e pessoas. À esta altura, se deixarem o dono da casa lamentando
sua própria desgraça, seria suportável; mas não: sempre olharão
para ele como um mau agouro e não pararão de assediá-lo com
advertências e reprimendas, culpando-o pelos erros dos outros.
“Apesar de o pátio ser amplo, os inquilinos, não satisfeitos,
fazem dos andares de cima sua cozinha, nos telhados, sem pensar
nos danos que isto poderá causar seja às pessoas ou aos pertences.
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Em caso de incêndio, durante à noite, por exemplo, isso exporia
as partes da casa que deveriam permanecer ocultas e invioladas às
pessoas pervertidas que podem bisbilhotar os segredos escondidos,
bem vigiados e encobertos: um convidado não declarado, um dono
de casa que quer se esconder dos olhos dos seus, uma bebida que
não deva ser vista, um tesouro que se pretendia enterrar, assim
acontece de o fogo surpreender a todos. Inúmeras são as situações
e circunstâncias às quais as pessoas não queiram dar a saber.
“Depois, montam fornos e fogareiros, apoiam panelas e
caldeirões nos telhados, que são feitos de madeira, bambus e uma
leve camada de barro. Por acaso, tal telhado aguentaria tanto peso?
Não! Ademais, você estranharia se o fogo alastrasse rapidamente
por todo o telhado? Estranho mesmo é fazerem tudo isso sem dar
a mínima importância aos males que podem nos atingir. Se não
se importam conosco, tudo bem; mas nem com nossos bens? O
mais estranho ainda é que parecem não se importar nem com
seus próprios bens!
“Ainda, muitos donos das casas não têm outros recursos
para se sustentarem senão o que conseguem do aluguel de suas
casas. Muitos de vocês inquilinos atrasam o pagamento, devem
meses atrasados, alegando necessidade e pobreza; assim, o dono
da casa fica com pena e alarga o prazo, mas quando a falta de
pagamento se arrasta ao longo dos meses, os inquilinos fogem,
60
deixando os donos das casas sem receber um tostão, com fome e
arrependidos por terem tratado os inquilinos com tanta compaixão,
são recompensados com o desrespeito aos seus direitos e seu único
meio de vida varrido.
“Quando chega algum de vocês para alugar a casa, pintamos
e limpamos tudo para agradá-los, mas, quando partem, deixam-na
entulhada e arruinada, o que só se pode reparar com gastos do-
lorosos. O inquilino, ao sair, pilha a casa: leva a tranca da porta,
a escada, a jarra com água fresca, até o entulho tomam para si,
carregando junto a seus pertences.
“Além do mais, põem-se os inquilinos a lavar as roupas,
batendo-as e esfregando-as, para isto tendo de moer os ingre-
dientes no pilão sobre o solo da casa. Por vezes, o inquilino tem a
brilhante ideia de bater roupas nas vigas que sustentam a casa,
nos batentes das portas, nas soleiras, nas janelas. Mesmo se o dono
da casa cuidasse em proteger tais partes da casa, reservando uma
pedra no canto da casa para este fim, a crueldade, o descuido e o
desleixo para com os bens dos outros, acrescidos da má vontade e
da baixeza, incitam o inquilino a bater roupas em qualquer lugar,
sem se importar com a depredação, sem pagar indenização, sem
sequer pedir permissão ao dono, nem pedir perdão. O inquilino
julga muito caro pagar dez dirhams por ano, mas não acha
exorbitante que o dono tenha pagado mil dinares pela casa. Os
61
inquilinos lembram-se muito do pouco que recebemos deles, mas
esquecem-se do muito que pagamos por eles.
“Edificações não vivem para sempre; elas acabam demolidas
depois de um tempo, pois sua vida é curta. O arrendatário é quem
desfruta das acomodações quando elas são novas e é ele quem as
desgasta e destrói sua beleza; é por sua causa que as casas enve-
lhecem e têm sua duração encurtada por maltrato. Deste modo,
o dono terá de construí-las de novo, o que é um grande prejuízo,
sem esquecer dos gastos com a restauração e a reparação. Tudo
isto comparado com a renda obtida do aluguel, você verá que os
donos saem perdendo à medida que o inquilino saiu ganhando,
sem contar que o que se gasta é pago de uma vez, mas o que se
recebe chega aos poucos e em intervalos, isso quando o inquilino
não adia e prorroga o pagamento, o que exige a cobrança contínua.
Sem contar o ódio que os inquilinos têm do dono da casa, mas a
solicitude que este tem por aqueles, pois o proprietário deseja boa
saúde para seus corpos e prosperidade para seus rendimentos: em
se tratando de um comerciante-inquilino, o dono deseja que os
produtos sejam vendidos; em se tratando de um artesão-inquilino,
o dono deseja que as pessoas o procurem. No entanto, os inquilinos
pedem a Deus, dia e noite, para que o dono se ocupe com qualquer
coisa para se esquecer de cobrar o aluguel; oram para que o dono
seja acometido por algum mal de corpo, uma dor no olho, ou qual-
quer outra desgraça, tal como uma acusação que possa levá-lo a ser
62
jogado na prisão, ou até que receba a visita do anjo da morte. O
inquilino não se importa com o que aconteça ao proprietário desde
que o mesmo fique longe de cobrá-lo. Quanto mais o proprietário
se distancia, mais o inquilino terá a sensação de segurança.
“Se, ao contrário, os negócios do comerciante não forem bem
e seus produtos não venderem, ele virá correndo até o proprietário
para reclamar; quando seus negócios vão bem, e as pessoas correm
para comprar seus produtos, ele ganha muito, porém, recusa-se a
pagar sequer um qirât a mais de aluguel, muito menos adianta
um fals antes do vencimento.
“Ademais, quando paga, o inquilino faz questão de fazê-lo
em moedas pequenas, até de meio ou um quarto de dinar, ou até
o dirham troca por moedas ainda menores como quem quisesse
triturá-las. Isto, no entanto, não passa de uma artimanha para
facilitar a introdução de moedas falsas no montante; se mais tarde
tal moeda for descoberta e o inquilino questionado, ele vai jurar
por tudo que é mais sagrado que tal item não fazia parte de seu
dinheiro, que nunca vira tal moeda e que ela jamais estive em sua
posse. Ainda, se o dono enviar sua servente até o inquilino por
qualquer razão, ela corre risco de ser aliciada, seduzida e até ficar
grávida; se enviar um servente homem, ele também corre risco de
ser seduzido ou manipulado... Isto sem contar quando o inquilino
decide espionar os vizinhos, escutar suas conversas, abusar de suas
mulheres e filhas, roubar suas aves, como se elas não tivessem dono.
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Nesses casos, para quem os vizinhos queixar-se-ão? Ao dono, justo
ele que pode sofrer ainda com piores ameaças.
“Há ocasiões em que o inquilino adota ares de superioridade
sobre o dono, a quem pretende corromper, induzir ao erro, incitá-lo
a toda espécie de tentações, abrindo-lhe portas para novos gastos,
tudo no intuito de depená-lo e ganhar às suas custas, fazendo-o
emprestar dinheiro para satisfazer seus luxos, até que o inquilino
tenha o dono comendo em suas mãos. Então, o proprietário acuado
acaba forçado a vender parte da casa ou até hipotecá-la inteira-
mente para salvaguardar-se. Isto, por sua vez, isenta o inquilino
de pagar os atrasados, independentemente de quanto tiver durado
sua estadia. A penhora pode se transformar em venda, se não
conseguirem pagar na data certa; assim, ele fica com a casa pela
metade ou por um quarto do preço.
“Em outros casos, o inquilino novo apresenta-se com uma
mulher para fornicar, alegando ser sua esposa, diz que desejam
dar uma olhada nas habitações, pois pretendem alugar a moradia:
o proprietário entrega-lhes a chave, que é devolvida sem fazer
negócio, após uma hora, dentro da casa dado cabo a seu plano,
satisfeitos seus desejos carnais.
“Há vezes em que o inquilino reclama de que os quartos
precisam de reforma. Daí, o proprietário compra material, uma
série de ferramentas, contrata um profissional e outras pessoas
para ajudá-lo. Assim que os trabalhadores se distraírem, o inqui-
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lino afana o que puder do material e das ferramentas, levando os
trabalhadores o acusarem o proprietário.
“Outras vezes, o inquilino aluga a casa não porque agradou-
-lhe ela, mas porque fica perto da prisão: assim, os prisioneiros
podem fazer um túnel, escapando pela casa, deixando o proprietário
em uma situação delicada com a polícia. Ou o inquilino aluga a
casa por ser perto de um cambista: assim, o inquilino cava um
buraco na parede e rouba o dinheiro, valendo-se da tranquilidade
e segurança, por muito tempo sem ser descoberto.
“Outra situação é quando o inquilino comete um crime que
exige a demolição da casa. Por exemplo, assassinar alguém e
enterrá-lo ali, ferir um dignitário ou seduzir uma escrava, o que
possa exigir a vinda do poder público até a casa e, mesmo se os
donos estiverem ausentes, ou forem fracos e assustados ou ainda
órfãos, nada impedirá a casa de ser posta abaixo.
“Há mais: as casas estão expostas ao perigo idêntico de seus
amos, os quais, apesar de serem pessoas boas e generosas, estão
entre os mais enganados porque quem entrega sua casa com seus
tijolos, madeiras, ferros, portas e tetos dourados a um estranho se
expõe ao engano e, sua propriedade, ao perigo, tornando-se vir-
tualmente o depositante e o inquilino o receptor. Além disso, não
há nada mais exposto ao roubo e aos maus-tratos do que as casas.
“Não bastasse tudo isso, vocês ainda por cima alugam as
casas a terceiros por um preço maior do que pagam por elas,
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coagindo e cobrando seus inquilinos. Por que vocês tratam seus
inquilinos exatamente como não querem ser tratados por nós? Por
que não pagam o que nos devem como exigem dos outros? Depois,
constroem no terreno alugado e alegam sociedade mesmo quando
os terrenos não são sequer propriedade sua.
[...]
“Há ainda algo muito mais feio que vocês fazem: destroem
nossas casas, sendo que elas são nossa fortuna, depredando-as:
seu mau comportamento faz baixar os preços a ponto de ninguém
mais querer comprá-las nem alugá-las, depreciadas tanto pelos
abastados como pelos comuns.
[...]
66
tendo visto de você o que eu vi. Se você usar tal fato como argu-
mento, e eu o aceitar, tornar-se-á corriqueira a concessão de que
alugar uma casa para um é mesmo que alugá-la para mil, ao que
a casa tornar-se-ia uma hospedagem. As palavras do antigo poeta
Antara6 lhe caem bem:
67
A HISTÓRIA DE ASSAD
IBN-JÂNI
N
o inverno, Assad Ibn-Jâni costumava dormir em
uma cama elevada para não ficar próximo do chão
frio. Fixava na cama pés de bambu descascado e
dizia que “as pulgas deslizam facilmente por sobre tal su-
perfície fina e lisa”.
Ao chegar o verão, as pessoas costumavam suspender
ao teto um pano grosso como a vela de barco, com uma corda
nele fixada. Tal pano era embebido em água e espargido
com água de rosas. Assim, na hora da sesta, ou mesmo à
noite, quem quisesse dormir puxava a corda, fazendo o pano
movimentar-se, gerando uma brisa agradável e perfumada.
Porém, quando chegava o versão, Assad Ibn-Jâni abria
no chão da casa um buraco de um palmo de profundidade,
enchia-o com a água salgada do poço, que não servia para
beber. Ficava mexendo aquela água até ser absorvida por
inteiro pelo chão da casa, o que a deixava fresca e refrigerada,
deixando-o tranquilo e satisfeito durante todo o período de
calor. Caso a água secasse antes do término do verão, ele
repetia a manobra.
— Minha ventarola é o meu chão: sua água sai do meu
poço; e minha casa fica mais fresca; meu gasto é ínfimo.
Sou melhor do que todos graças a minha sabedoria e boa
administração — dizia Assad Ibn-Jâni.
Conta-se que esse Assad era médico e aconteceu que
em certo momento ninguém mais o procurava para tais
serviços. Alguém comentou com ele:
— Este é um ano de epidemias, as enfermidades são
contagiosas; você é sábio, tem conhecimento e experiência,
tem paciência, atende bem e não lhe falta sensatez. Por que,
então, as pessoas não o chamam nem o procuram para se
consultarem ou para tratarem-se?
— Isto ocorre por muitos motivos. O primeiro deles é
que sou muçulmano e esta gente crê, desde antes de eu ser
médico... aliás, antes mesmo de eu aparecer sobre a face da
terra, que os muçulmanos não são bons nas ciências, princi-
palmente na medicina. O segundo é que meu nome é Assad
e deveria ter sido Cruz, Gabriel, Jorge ou João. O terceiro é
meu sobrenome Abu’l-Harith, que deveria ter sido Abu-Issa,
Abu-Zacaria ou Abu-Abraão. O quarto é que uso túnica
branca de algodão, mas deveria usar seda preta, mesmo no
verão. A última razão é que falo a eloquente língua árabe,
69
quando minha fala deveria ter sotaque, como os habitantes
de Gundisapur.7
70
AVAROS À MARGEM
A
lmakki contou-me que certa vez estava ele na casa
de Alcanbari quando chegou uma escrava da mãe
de seu anfitrião com uma bilha vazia e disse:
— Sua mãe enviou-me para lhe pedir que, como vocês
enrolam seus cântaros com estopa e colocam feno entre ele
a porcelana, o que deixa a água sempre fresca e refrigerada,
e como hoje é um dia muito quente, mande para mim um
pouco de sua água nesta bilha, para que ela refresque suas
entranhas.
— Você está mentindo, pois minha mãe é mais sábia:
não mandaria uma bilha vazia para enchê-la de água fresca.
Volte, encha-a com sua água, depois volte e verta seu conteú-
do no nosso cântaro, em seguida encha sua bilha novamente,
deste modo fica um em troca do outro — retrucou Alcanbari.
Nesse momento, Almakki comentou:
— Quer dizer, ele queria que a mãe lhe entregasse uma
substância essencial por outra substância essencial e um
estado acidental por outro estado acidental, assim sua mãe
se beneficiaria apenas da diferença entre os dois estados... a
bem saber, o frio e o calor, mas a quantidade das essências
e dos acidentes deveria ser igual.
Almakki prosseguiu:
— Outro dia, quando voltei a visitá-lo, encontrei-o
sentado, tendo diante dele um cesto de tâmaras e, do outro
lado, sua ama de leite. Toda vez que ele comia uma tâmara,
jogava para ela o caroço, que ela apanhava e chupava durante
um tempo; depois, depositava-o em um pote para caroços,
a serem usados depois, como combustível.
Perguntei a Almakki:
— Você, pelo menos, deixa alguma polpa no caroço?
— Não, por Deus! — respondeu Almakki.
Certa vez, ele percebeu que ela ficou mascando uma
semente depois de tê-la chupado; então, ele soltou um grito
tão medonho que a fez tremer junto com o chão abaixo dela,
como se houvesse cometido algum crime. Cabia à ama ape-
nas fazer o intercâmbio dos estados acidentais, deixando da
tâmara apenas a substância essencial: isto é, extrair a doçura
do caroço, substituindo-a por sua saliva.
72
Al-Khalil contou-me que Abu-Qutba possuía três mil
dinares, os quais aplicava em seu comércio. No entanto, avaro
que era, não vivia conforme quem tivesse tal quantia. De
tão miserável, atrasava a limpeza do poço de dejetos até um
dia de fortes chuvas; assim, contratava apenas um homem
para remover o conteúdo, despejando-o na rua. A torrente
dava conta do resto, levando os dejetos até o canal. Entre
seu poço e o local da drenagem, havia uns duzentos côvados;
então, para economizar dois dirhams, ele esperava um ou até
mesmo dois meses, sem se importar em jogar seus dejetos
na rua, prejudicando os demais.
73
reuniões. Cada uma contou o que seu filho fazia por ela,
enquanto a mãe de Filawaih (Umm-Filawaih) permanecia
calada. Era uma mulher virtuosa, cujo filho fazia-se de asceta,
mas, na verdade, a avareza era sua única devoção. Tinha uma
venda perto do cemitério, na qual vendia velharias. Então
uma delas lhe perguntou:
— Por que você não fala nada de seu filho, como todas
nós fazemos? O que faz Filawayh por você?
— A cada Festa do Sacrifício (Eid al-Adha), ele me pre-
senteava com um dirham, mas deixou de fazê-lo.
— Só um dirham? — indagaram.
— Sim. Às vezes, ele mesclava uma festa com a seguin-
te, assim eu recebia um dirham a cada duas Festas — disse
Umm-Filawaih.
— Como assim? Como se pode emendar uma Festa à
seguinte? Diz-se que alguém emenda um dia no outro, uma
semana na outra, um mês no outro, mas chegar a emendar
uma Festa em outra é algo que só seu filho é capaz!
74
OS FILÓSOFOS DA MISÉRIA
SÃO MUITOS...
T
ammâm bin-Jacfar era extremamente mesquinho,
principalmente com a comida, a ponto de repreen-
der e vituperar aqueles que comiam de seu pão,
tratando-os com a maior animosidade. Ele chegava a dizer
que seria preferível que tirassem-lhe a vida!
Se um de seus comensais dissesse: “Ninguém é mais
rápido do que eu, seja andando ou correndo”, ele respondia:
“O que o impediria de andar mais do que um camelo, ou
correr mais do que um cavalo, se come mais do que dez?
Acaso alguém pode carregar mais do que a barriga?”.
Se alguém comentasse: “Juro, sou tão fraco para andar,
caminho devagar, até uma criança pode me ultrapassar;
perco a respiração só de andar uns trinta passos”, Tammâm
responderia: “O que há de estranho nisso? Como pode andar
se já entuchou sua pança do que deve e do que não deve?
Se já engoliu mais do que vinte carregadores podem levar?
Pernas ágeis estão no corpo leve! Por acaso você já viu algum
obeso andar com leveza? Quem tem a pança projetada sequer
é capaz de se ajoelhar e rezar, de se levantar e de se sentar;
não quer que fique incapaz de andar muito e agilmente?”.
Se um dos presentes reclamasse de dor de dente: “Não
preguei o olho ontem de tanto que meu dente latejou e doeu”,
Tammâm logo comentava: “Não estranho isso: na verdade,
o que estranho é como um dente apenas lhe causou dor e
não todos eles. Não entendo sequer como você ainda tem
dentes na boca: qual dente aguenta tanto mastigar e moer?
Por Deus, nem as mós da Síria aguentariam tanto triturar,
e qualquer pilão ficaria exausto! Realmente, não sei como
tal dor demorou tanto a chegar! Tenha dó de seus dentes e
de si mesmo, homem!”.
Já se um outro dissesse: “Graças a Deus, nunca senti
dor de dente. Tenho ainda todos os meus dentes intactos!”,
Tammâm se apressaria a dizer: “Seu ingênuo! Não sabe que
mastigar muito fortalece os dentes, avigora a gengiva e for-
talece as raízes, e que poupá-las de mastigar os debilitaria? A
boca é uma parte do corpo humano e, assim como o corpo
que se move e trabalha fortalece, o corpo cujo repouso se
prolonga perde o vigor: o mesmo acontece com os dentes e
com outras partes. Mas tenha cuidado, pois o uso excessivo
mina a força; por isso, não destrua esta riqueza explorando-a
em demasia, pois tudo tem sua medida e seu fim. Note que
76
sua força agora não é igual à de quando era jovem. Ainda,
se não doem os dentes com tanta comilança, sua barriga não
reclama de tanto peso?
E ao escutar um dos presentes dizer: “Por Deus, pare-
ço-me acometido pelo mal da sede: bebo muita água, mas
nunca mato minha sede. Acho que não existe ninguém neste
mundo que beba tanta água como eu”. “Nada estranho nisso”,
diria Tammâm, “Pois a terra deseja a água e dela precisa, até
o barro necessita de água para umedecê-lo e ficar molhado,
mas sempre na medida certa. Já no seu caso, dada a quanti-
dade que come e as grandes bocadas que dá, se tragasse toda
a água do Eufrates, ainda faltaria. Você tem ideia do que faz?
Já se viu no espelho? Pergunte a alguém que não o bajule e
ele lhe dirá a verdade para saber que toda a água do Tigre
será incapaz de inundar tudo o que enfia nesta sua barriga”.
Já se ouvisse um outro comentar: “Desde hoje de manhã,
tomei de água somente o necessário para satisfazer um bebê.
Ontem, durante o dia todo, só tomei um copo. Não creio
que exista neste mundo alguém que tome menos água do
que eu”. “Sabe por quê?” responderia rapidamente Tammâm,
“Porque não há no mundo ninguém mais guloso que você,
que não dá lugar nem à água. Você entope sua barriga de
comida; a água não encontra caminho para entrar. O que
me surpreende é que você não sofra de indigestão: quem
77
não bebe água enquanto come, não tem ideia da quantidade
que ingeriu. Qualquer pessoa que continue comendo sem
parar depois de estar satisfeita merece sofrer de indigestão”.
E se acaso ele notasse que alguém entre os presentes
estivesse pálido, de olhos murchos, ao lhe perguntar do
motivo, ele ouviria: “Sofro de insônia, durmo muito pouco
e estou totalmente exaurido por isso: na noite passada, não
dormi nada”. Tammâm então estaria pronto para contestar:
“Como pode dormir quem enche a barriga até a indigestão?
Afinal, como se formam gases e incômodos intestinais que
provocam cólica? Aliás, a sede sozinha seria capaz de tirar
o sono de quem comesse tanto, e de quem bebesse muito.
Quem muito urina acaba passando a noite urinando: como
acha que se pode conseguir dormir?”.
Se alguém dissesse: “Graças a Deus, não tenho com
o que me preocupar: mal encosto a cabeça no travesseiro,
logo pego no sono e durmo profundamente, feito pedra,
até a manhã.” Para ele Tammâm também teria o que dizer:
“Isso não me impressiona, porque a comida embriaga, como
o vinho o faz, isto é, entontece e entorpece; exagerar na
comida debilita o cérebro, enfraquece as veias, relaxa todo
o corpo. Por isso, não é estranho que durma feito pedra ou
como quem quebra pedras o dia todo; na verdade, estranho
como você não passa dias, noites e meses dormindo!”
78
Se alguém comentasse: “Amanheci hoje sem fome ne-
nhuma.” Tammâm apressava-se a dizer: “Cuidado com a
comida, nem pouco, nem muito! Isto porque o alimento
escasso sem apetite é mais danoso de que quem come muito
tendo apetite. E por que reclama? Como pode não sentir
vontade de alguma comida hoje, mesmo se for uma migalha
de pão, se ontem eu o vi comendo por dez?!”
Tammâm bin-Jacfar costumava dizer a quem lhe acom-
panhava quando bebia: “Tomem cuidado para não comerem
durante a ressaca, pois ela só se cura bebendo mais. A em-
briaguez em si é uma indigestão, e quem estiver neste estado
e comer mais, morrerá. Estou avisando! Evitem comer após
passarem por uma sessão de ventosas ou de sangria ou após
um banho quente. Devem se alimentar de comidas leves no
verão, sem abusar de nada e evitarem totalmente as carnes,
assim ficarão saudáveis.”
Dizia ainda: “Muitos são corrompidos pelas pessoas
insensíveis, como aquele sujeito que se comporta mal nas
reuniões, que diz tolices, que conta anedotas impróprias,
achando-as engraçadas e motivo de riso. Caso essa pessoa
não encontrasse quem risse de suas piadas ou quem não
aprovasse seu comportamento inadequado, certamente não
as repetiria. Assim, quem diz de um glutão: ‘fulano é bom
comilão’, está com isso o encorajando comer mais e mais, o
79
qual, sem perceber que isso o levaria à desgraça e o aproxi-
maria de sua morte, faz disso um hábito, e pior, um meio para
conquistar aprovação e risos. É capaz de comer muito além
de sua capacidade, até mesmo além da indigestão, pegando
qualquer coisa da mão de qualquer coitado, deixando-o sem
o que comer! Se as pessoas dissessem: ‘fulano é um comilão
repugnante’, isto certamente seria benéfico, tanto para este,
o comilão, como para aqueles, os anfitriões”.
80
OUTROS AVAROS À MARGEM
U
m dia, cAli, o Cego, foi visitar Yussuf Ibn-Kul-
-li-Khair8, que já havia almoçado. Contudo este
disse à criada que trouxesse algo de comer para
o visitante. A menina, no entanto, respondeu:
— Não sobrou nada.
— Desgraçada, traga o que tiver. Abu l-Hassan (cAli) não
vai reparar. Não há motivo para se encabular na presença dele.
Ali estava certo de que lhe trariam pão de folha besun-
c
82
algo do cheiro e do gosto, e logo o comia. Às vezes, abria o
ventre do peixe, esfregava o pão pelos dois lados do flanco e
comia, bocada por bocada. Quando notava que o peixe ficara
magrinho, com os lados quase colados, pedia ao pescador
que lhe desse um pouco de sal com o qual enchia o ventre
do peixe para dar a impressão de ser o sal com que seria
preparado. Por vezes, não resistia, e mordiscava o nariz do
peixe, arrancando um pedacinho de nada só para colocá-lo
em um pedacinho de pão, tornando-o mais palatável. Assim
fazia até chegar ao último pedaço de pão, para que deixasse
em sua boca o gosto de peixe. Destarte, deixava o peixinho
de lado e, quando comprava lã de alguma mulher, dava um
jeito de incluir o peixinho no preço como troco equivalente a
um fals. Era seu jeito de recuperar seu capital e ainda lucrar!
83
— Ibn-Judâm Achâbi costumava vir ter comigo. Sen-
távamo-nos e conversávamos e, quando chegava a hora
de almoçar, ele me acompanhava até em casa, almoçava
conosco e ali permanecia até o tempo refrescar. Eu sabia
que ele era muito rico e muito avaro. Insistia sempre para
que fosse visitá-lo e eu sempre lhe dava desculpas, até que
certa vez, disse:
— Por favor, você pensa que sou um desses que se
sujeitam a grandes gastos e você se compadece de mim? Por
Deus, não lhe oferecerei nada mais do que algumas torradas,
sal e água do jarro.
— Pensei que ele dizia isto para me convencer a ir
até sua casa, como quem ordenasse seu servo — disse Ab-
dullah bin-Almuqaffac. — Tudo apenas para demonstrar
humildade. No entanto, há nisso uma ambiguidade, pois
não cabia a mim que alguém fosse capaz de convidar um
amigo para atravessar a cidade de um ponto para outro, para
ser recebido com pão duro e sal! E assim, resolvi visitá-lo,
e de fato, colocou diante de mim estritamente aquilo que
mencionara, ao que apareceu na porta um mendigo, que
exclamou:
— Dê-me do que está comendo, e que Deus alimentará
vocês com manjares do paraíso.
— Bendito seja — respondeu o anfitrião.
84
O pobre então repetiu a mesma frase, e o dono da casa
também fez o mesmo. Quando o diálogo se repetiu mais uma
vez, Ibn-Judâm irritou-se e disse:
— Chega, homem! Já respondi!.
— Louvado seja Deus, nunca vi ninguém negar uma
bocada a outro, tendo comida diante de si — disse o mendigo.
— Ai de você, se não for embora — respondeu irritado
Ibn-Judâm. — Eu vou até aí e lhe quebro as pernas!
— Deus seja louvado, quem proibiu contrariar a quem
pede esmola,10 e você ainda ameaça quebrar minhas pernas?!
— falou o pedinte.
Não suportando mais assistir tal cena, Abdullah bin-
-Almuqaffac disse ao mendigo:
— Vá, poupe a si mesmo e a sua saliva, pois se soubesse
como ele cumpre suas promessas, não permaneceria aí nem
mais um minuto!
85
— Nunca faltou carne em minha casa desde que fi
quei rico.
As pessoas que o conheciam diziam que era verdade,
isto é, que ele nunca ficou sem sentir o cheiro de carne.
Toda sexta-feira, comprava um dâniq de carne bovina,
um de cebola, outro de berinjela e, também, de abóbora, e
mais um dâniq de cenoura, caso fosse tempo dela. A carne
era cozida primeiro, depois sobre ela despejavam todos os
legumes cortados, uma camada de cada tipo; acrescentavam
água e cozinhavam a mistura. Quando a comida ficava pronta,
passavam pão na superfície do pote e comiam o pão com o
que nele grudasse da gordura, deixando intactas as camadas de
legumes até o dia seguinte. Assim, no sábado, mergulhavam o
pão até ficar um pouco embebido do caldo e comiam-no. No
domingo, comiam as cebolas; na segunda-feira, as cenouras;
na terça-feira, as abóboras; na quarta-feira, as berinjelas;
finalmente, na quinta, comiam a carne, e, por isto, dizia:
“nunca passei sem carne desde que fiquei rico”.
86
Hospedamo-nos na casa de um habitante da região norte
e achamos aquelas bandas muito frias. A casa daquela família
era rodeada de tamargueiras que poderiam ser usadas para fazer
fogo para nos aquecer. Quando comentamos que não havia nada
melhor que tamargueira para fazer fogo, eles responderam:
— De fato, é exatamente por isso que cuidamos de
ficar longe delas.
E, quando perguntamos a razão, disseram:
— A fumaça da tamargueira abre o apetite; assim, quem
a exala fica sempre com fome, e nossos filhos são muitos!
Almakki contou-me:
— Meu pai tinha um tio paterno que se chamava Su-
laymân Alkathri, “O-muito-mais”, por ter muito dinheiro.
Quando eu era criança, ele me tratava muito bem, mas desde
que me tornei adulto, nunca mais me deu um tostão sequer,
muito menos um presente qualquer, pois já superava o limite
da avareza, e em muito mais!
Um dia fui visitá-lo: encontrei-o sentado e, diante dele,
havia um prato cheio de pedaços de doce de canela que não
87
valiam um qirât. Assim que parou de comê-los, fiquei com
vontade de comer também e estendi a mão para pegar um
pedaço, ao que ele me lançou um olhar de águia, e disse:
— Não retire a mão, estenda-a, pegue à vontade, não
deixe no prato nenhum pedaço, coma tudo. Minha alma é
generosa. Estenda sua mão, aliás, estenda as duas, Deus sabe
quão feliz fico pelo bem que estou fazendo a você!
Retirei a mão rapidamente, larguei os doces diante
dele, levantei-me e fui embora, em direção ao Iraque e, desde
então, nunca mais nos vimos.
Almakki disse:
— Quando meu tio-avô ouviu-me recitando um poema
de Umru’ Alqais11, que dizia:
Temos cabras que levamos ao pasto,
Das mais velhas, os chifres parecem bastões.
Lotam a nossa tenda com leite e manteiga
Se delas está cheio de comer e beber, considere-se rico
Logo comentou:
11 Umru’ Alqais (ou Imruʾ al-Qays ibn Ḥujr) foi um poeta árabe pré-
-islâmico. Ele é o autor de uma das sete odes da famosa coleção
de poesia pré-islâmica Al-Muʿallaqāt (Os poemas suspensos).
88
— Se ele tivesse mencionado algumas roupas, teria
sido esplêndido!
Quando o criticavam por estar sempre taciturno, car-
rancudo e raramente sorridente, ele respondia:
— O que me impede de rir é saber que o homem se
predispõe mais a tirar proveito da generosidade quando está
contente, sorridente e sereno!
89
igual, espesso e cremoso, e magníficas tâmaras que ninguém
jamais experimentará igual.
— Juro por Allah que não quero incomodá-lo, mas não
me deixou nenhuma porta para me desculpar. Logo, fico.
Já estando em sua casa por mais de que uma hora,
trouxe-me um copo de colostro e um prato de tâmaras, e,
quando estendi a mão para apanhá-los, disse-me:
— Abu-cUthman, este é um colostro muito espesso e
de difícil digestão; já é noite, tempo de repouso e sossego, a
noite está úmida e você não é mais jovem. A idade pesa em
seus ombros e frequentemente ouço você reclamar da dor da
hemiplegia que o aflige, além do fato de que você não gosta
de jantar e prefere ir de estômago vazio para cama. Se comer
agora do colostro e das tâmaras, mesmo sem abusar, ou se se
controlar para não ficar de estômago cheio, terá de escolher
entre dois cenários: não comer ou comer muito pouco, em
nada aproveitado a não ser incitar seu apetite, sentindo fome,
porém sem comer. Se comer até ficar satisfeito, passaremos
todos uma noite difícil cuidando de você, pois poderá sentir
dores e não temos vinho nem mel para lhe oferecer. Se digo
isto é para que não você não afirme amanhã isto e aquilo,
acusando-me de avareza. Juro que estou entre a foice e a
espada: se mencionasse o colostro e não lhe oferecesse, me
acusaria de ser um homem sem palavra e avaro; se não o
90
advertisse do perigo de comer a esta hora, mencionando o
que poderá vir a lhe acontecer, você diria: “Que amigo é este
que não teve compaixão e não me aconselhou para o meu
bem!” Por isso, eis-me diante de você, inocente de qualquer
acusação. Cabe apenas a você fazer o certo. Se quiser, coma
o colostro e sofra, ou suporte um pouco mais e dormirá um
sono tranquilo.
Juro que nunca ri tanto como naquela noite. Comi
tudo e não senti peso nenhum; acredito que foram as risadas
que ajudaram a fazer digestão. Se tivesse tido companhia e
entendesse o que Annaqqâch disse, teria morrido de rir. Rir
sozinho não é tão perigoso como rir acompanhado!
91
ABU-L-QAMÂQIM
A
bu-l-Qamâqim disse:
— O princípio mais importante da economia
é não permitir que aquilo que chega às minhas
mãos passe às suas. Pois se chegou às minhas mãos pertence
a mim, e se não for meu, tenho mais direito a ele do que
quem o pôs em minha mão, pois quem solta algo que está
em seu poder e dá a um outro sem ser obrigado é como
entregá-lo de bom grado. Largar ou dar cabo de algo quase
equivale a dá-lo.
Uma mulher então disse-lhe:
— Maldito Abu-l-Qamâqim, eu que me casei com um
homem que só me procura durante o dia: já está na hora de
chegar e ainda não me preparei. Toma este pão, troca por
mirto; tome este fals, traga-me unguentos, e eu rezarei para
que Deus o recompense. Talvez Deus infunda no coração
do meu marido um grande amor por mim e tome-me como
esposa permanente; assim, quem sabe, por seu intermédio,
acabo ganhando um lar e uma família, pois, juro: minha
situação anda lastimável; já passei por tanta coisa. A vida
também está passando sem ter filho nem apoio.
Pegou o pão e o fals e desapareceu! Dias depois, en-
contrando-o, ela o recriminou:
—Não tem pena do que fez comigo? Fui pedir sua ajuda
e, além de falhar comigo, arruinou minha vida!
— Sua infeliz, por que não me pergunta sobre o que
sucedeu comigo! O fals caiu e não consegui achá-lo; de tanta
mágoa e aflição, comi o pão!
93
— Falam que o amor fica no coração, no fígado ou nas
entranhas, mas seu amor parece não passar do estômago!
94
RICOS E POBRES
O
uvi um ancião de Alubulla dizer que os pobres
de Basra eram superiores aos de seu povo. Ao
escutar isso perguntei:
— São melhores em quê?
— Têm mais respeito pelos ricos e mais consciência de
suas obrigações para com eles.
96
botões, ele tinha quatro para dar a impressão que usava duas.
Comprava cachos de tâmaras e ramos de palmeiras e, quando
o carregador levava os itens até ele, deixava-o esperando por
mais de uma hora na porta até que toda a vizinhança o visse
e pensasse que era o dono daquelas terras que produziam
tudo aquilo.
97
MISCELÂNEA DE
EXTRAVAGÂNCIAS
A
lmakki contou-me o seguinte em suas palavras:
— Pernoitei na casa de Ismacîl bin-Gazwân,
que me ofereceu passar a noite após saber que eu
já havia jantado na casa de Muwais bin-cImrân, onde comi,
bebi e ainda saí levando comigo um odre de vinho. Assim,
recebeu-me muito bem e, quando já havia transcorrido a
maior parte da noite, o sono já se apoderava de mim. Como
ninguém me falou onde eu iria dormir, fiz do tapete mi-
nha cama, e das minhas mãos, o travesseiro. Não havia no
recinto nada além de um tapete de orações, um colchão e
uma almofada que ele me arremessou, mas eu a recusei e a
devolvi; ele insistiu, jogando-a novamente para mim e eu,
por minha vez, a recusei. Foi quando me disse:
— Por Deus, você se apoia no braço para dormir, tendo
uma almofada a mais?
— Mas você só tem uma!
— Tenho o colchão. Ele me basta!
Aceitei a almofada, posicionei nela minha bochecha
e tentei dormir, mas não consegui, talvez por não estar na
minha casa ou por não ter debaixo de mim uma cama macia.
Já ele, pensando que eu já pegara no sono, aproximou-se de
mim devagarinho, como uma serpente, e começou a puxar
lentamente a almofada debaixo de minha cabeça. Deixei-o
retirá-la, mas depois ri e disse:
— Você não precisava fazer isso, eu a recusei, mas
você insistiu.
— Estava apenas ajeitando-a sob sua cabeça. Não seja
injusto comigo!
— Deixei que a levasse e não falei nada até você se
afastar.
— Não era minha intenção, eu vim para ajudá-lo; mas
quando a almofada ficou na minha mão, esqueci-me do que
vim fazer! A culpa é do maldito vinho que afasta as pessoas
de seu juízo, deixando-as desmemoriadas.
99
— Não é do senso comum que os mesquinhos são em geral
mais sagazes que os desprendidos? Aqui estamos, uma confraria
que, aos olhos das pessoas, alguns são generosos; outros, taca-
nhos. Que cada um observe e diga francamente: quem dos dois
grupos é o mais razoável? Cá estou com Sahl bin-Harûn, Khaqân
bin-Ṣubayh, Jacfar bin-Sacîd, Alhizâmi, Alcarûdi e Abu-Yacqûb
Alkhuraymi, quem fica do outro lado, além de Almakki?
100
Tammâm b. Abi-Nucaim contou-me que tinha um
vizinho que, ao celebrar uma festa de casamento em sua casa,
pensou em oferecer um único doce feito de amêndoa, mel e
água, chamado faluthâq. Quando comentaram que isso seria
muito dispendioso, respondeu:
— Sou capaz de suportar os maiores gastos com isto
para ganhar a paz familiar sem mais custos. Que Deus maldiga
as mulheres pelo disse-que-disse do qual participam! Tenho
certeza de que quem as obedece e segue seus caprichos é pior
do que elas ou que é uma besta!
101
repreendendo-o por ter demorado a chegar. Entre outras
coisas, dizia:
— Quantas terras percorreu, quantos bolsos abandonou
e por quantas bolsas passeou; quantos desvalidos elevou e
quantos nobres rebaixou! Eu lhe prometo, comigo não serás
desnudado nem exposto ao sol; ao entrar em meu bolso,
não sairá mais, nem ficará sozinho, pois terá muitos irmãos.
Habite, em nome de Deus, esta morada, onde não será escar-
necido nem sequer vilipendiado, muito menos incomodado.
Esse era seu lema: “Um dirham colocado no bolso jamais
será libertado”.
102
em torno do pescoço uma víbora que parecia pronta para
enforcá-lo e percebeu que tudo que ganhou dos espectadores
não somava mais que um dirham. Nosso homem então disse
a si mesmo:
— Por Deus, este pobre homem quase se mata para
receber um dirham, enquanto eu estou prestes a gastá-lo em
algo de comer ou beber! Isto só pode ser um sinal de Deus!
Então, voltou para sua casa sem comprar nada, com
um dirham no bolso, sem dar ouvidos à sua gente, os quais
diziam que ele levava, em razão de sua avareza, uma vida
lamentável. Chegaram a desejar sua morte para que ele lhes
deixasse em paz, ou qualquer outro jeito que os fizesse viver
livres dele.
Quando faleceu, pensaram que descansariam dele.
Alegraram-se, esperando dias melhores. Chegou, então,
seu único filho, apoderou-se de todo o dinheiro e da casa e
logo inquiriu:
— O que meu pai costumava comer com seu pão? Pois
é bom que saibam, a maior corrupção está nos molhos.
— Ele usava como condimento um pedação de queijo
que tinha.
— Tragam-no para mim.
Quando o filho examinou o queijo, notou um risco no meio,
como se fosse um pequeno canal entre dois elevados, e indagou:
103
— Que vala é essa?
— Ele não cortava o queijo, passava o pão por cima, o
que formou esse afundamento.
— Foi assim que ele me destruiu então, colocando-me
nesta miséria. Se soubesse não teria nem orado por ele.
— E como você faz com o queijo? — perguntaram.
— Eu o ponho longe e aponto para ele com o pão: faço
o gesto de longe e me satisfaço com o cheiro.
104
além do mais, se o vinho abunda e é barato, por que negá-lo?
Na minha opinião, quem nega vinho só pode ser considera-
do destituído de condutas honrosas e generosas. Não temo
que possa me faltar logo, pois quando retiro meu vinho
dos meus companheiros de bebida para ressarcir minhas
reservas, ficaria com vinho em excesso, em falta ou ficaria
na mesma. Assim, serei agradecido sem ser prejudicado. Em
relação a qualquer pessoa que negligencia ter a reputação
de ser generosa quanto a algo que não lhe cause prejuízo, é
preferível a ter a reputação de ser mão-aberta em algo que
que possa lhe trazer prejuízo.
Ibn-Juhâna falou a respeito de sua generosidade em
oferecer seu vinho a quem o pede, mas não menciona sua
avareza ao escondê-lo seus companheiros para economizar
o vinho que beberiam.
105
comendo; voltou a dormir, mas logo mais acordou por algum
motivo e encontrou o cavalo ainda mastigando; engoliu sua
raiva e voltou a dormir, mas, quando despertou pela terceira
vez e encontrou o cavalo ainda comendo, chamou seu criado
aos gritos: “Filho da mãe! Pegue este cavalo, venda-o pelo
menor preço, dê-o para quem não se importa ou devolva-o
para seu dono, degole-o, se for preciso, dormi e acordei
três vezes e ele não pregou um olho, disposto a acabar com
minha fortuna, ou melhor, está querendo acabar comigo,
me aniquilar!”.
106
havia certa doçura nele e que sua cor ficou amarela. Sua
sentença então foi: “Demora aqui dentro para praticar sua
atitude abominável, fez isso todos os dias, chega! Saia daqui!”.
107
eu os atendesse toda vez que me pedissem, teria me trans-
formado em um deles há tempo. E você não quer que eu
odeie aqueles que tão mal me querem, fazendo de mim um
pedinte às portas das pessoas? — afirmou.
Seu irmão era seu sócio em tudo e não era menos mes-
quinho. Em um dia de sexta-feira, ao passar por sua porta
voltando da mesquita, ofereceu-nos um prato de tâmaras
frescas, pois era época, e em Basra custam dois dâniqs. En-
quanto comíamos e conversávamos, chegou Addardurîchi,
passou por nós sem cumprimentar-nos e apressou-se para
dentro da casa, fato que nos causou estranheza, sendo que,
antes, ele sempre nos mostrava afabilidade até demasiada,
talvez como recurso para proteger seu dinheiro, pois sabia
que se juntasse a parcimônia ao orgulho seria seu fim! No
entanto, não conseguimos entender a razão daquela atitude.
Na sexta-feira seguinte, o irmão voltou a nos convidar
para um prato de tâmaras ao passar na frente de sua casa.
Enquanto nos servíamos, Addardurîchi saiu de casa, passou
por nós e não parou nem nos cumprimentou. Censuramo-lo
por isto, mas continuamos sem saber o motivo.
Na terceira sexta-feira, apareceu aborrecido e passou por
nós cheio de raiva. Logo em seguida escreveu para seu irmão:
“Meu irmão, somos sócios desde crianças, muito antes de
termos muitos filhos e, quando estes aumentam, a discórdia pode
108
se instalar. Temo que nossos filhos nos contrariem e deixem de
seguir nossos passos, ignorando a benção que é a associação; temo
que cometam algo que cause animosidade. Metade do que está
em meu nome é seu e metade do que está no seu nome é meu: há
coisas na minha casa e outras na sua sem saber onde está a maior
parte. E, quando chegar a nossa hora, do que não há como fugir,
temo que ocorra uma guerra entre nossos filhos e intermináveis
disputas entre as mulheres. Na minha opinião, devemos encerrar
já com as possíveis causas das desavenças”.
Quando o irmão leu a carta, ficou preocupado e até
aterrorizado. Não soube o responder. Analisou a questão,
ponderou fatos e imaginou coisas, mas não teve nenhuma luz
e, conforme foi pensando, foi ficando cada vez mais perdido.
— Ai de vocês se alguém errou uma palavra sequer que
possa ter causado essa desgraça! — disse duramente para seus
filhos, após reuni-los.
Todos, no entanto, negaram, inclusive as mulheres,
quando ele vociferou dizendo que aquilo só poderia ser
culpa das mulheres.
Uma vez que se certificou da inocência de toda família,
saiu descalço e caminhou a pé para ter com o irmão:
— Que vontade é essa de querer dividir e repartir?
Chame imediatamente se quiser todos os homens justos e
santos da mesquita para que sejam testemunha de que tudo
109
é seu e que não sou mais de que o administrador de seus
negócios e suas propriedades. Leve tudo da minha casa para
sua e deixe-me sem nada no chão, e se comprovar que estou
enganando ou me aproveitando de algo, faça o que bem
entender, mas agora quero saber qual é a minha culpa, em
que falhei para insistir na separação?
— Não há falha nenhuma, embora não haja mais re-
médio: dividir é preciso.
Então o irmão voltou a lhe pedir para lhe dissesse o
motivo, rogou e suplicou repetindo a mesma ladainha até a
meia-noite, mas Addardurîchi não cedia. Até que o cansaço
tomou conta dele. Só assim decidiu falar com franqueza:
— Já que insiste, vamos lá: fale-me de você estender
um tapetinho na entrada da casa toda sexta-feira, fale-me de
oferecer tâmaras e água fria a ponto de fazer nossa entrada
um ponto de encontro nas sextas-feiras. Pensa que somos
cegos, não vemos tais liberdades? Se hoje você lhes oferece
tâmaras frescas e amanhã, açúcar e depois de amanhã doce,
depois mel, assim as reuniões que acontecem agora às sex-
tas-feiras se estenderiam a outros dias e assim, das tâmaras
passa-se ao almoço e para o jantar e depois, quem sabe, não
comece você a esbanjar generosidade, oferecendo roupas e
agasalhos e também cabras e carneiros e só Deus sabe onde
isso vai parar! Juro que lamentaria se os cofres do Estado e
110
os tributos territoriais do reino tivessem tal destino, o que
diria, então, do dinheiro de um comerciante que juntou cobre
por cobre, tostão por tostão e moeda por moeda?
— Era essa a razão? Não se preocupe: se quiser que
não coma nunca mais uma tâmara mesmo quando sozinho,
o farei e, se quiser, nunca mais convidarei ninguém, nem
sequer falarei com eles!
— Você errou uma vez, cuidado para não repetir o
erro: errou em convidá-los e alimentá-los, não erre agora
ganhando sua inimizade. Saia desta situação da mesma forma
que entrou. Obedeça-me e estará a salvo.”
111
— Se soubesse de que raça era e que idade tinha, pois
as galinhas não são iguais, distinguem-se pela idade e o tipo
que afeta seu sabor... Se soubesse de onde é e como costu-
mávamos alimentá-la e engordá-la...
E assim seguia com este tipo de conversa, enquanto
Imaran ria junto com seus convivas pelo motivo que todos
c
112
Certa ocasião, ele dirigiu-se a Muhammad bin-Aljahm,
quando estava em sua casa na companhia de vários amigos,
e disse:
— Sou tão esbanjador que não consigo guardar nada,
a não ser pelo tempo que a água escorre pela peneira. Estas
mãos são tão hábeis em ganhar dinheiro e tão inaptas em
gastá-lo. Quantos milhares de dirhams você acha que distribuo
entre meus amigos durante uma reunião? Abu-cUthmân
está ciente disso. Por Deus, diga Abu-cUthmân, você sabe
disso, não sabe?
— Não temos dúvida do que está dizendo — respondeu
Muhammad bin-Aljahm e concluiu:
— Que Deus o perdoe, não ficou satisfeito de eu estar
presente quando falou tudo aquilo, até me pediu para tes-
temunhar diante de todos!
113
A HISTÓRIA DO AL’ASMACI
A
lgumas pessoas foram ter com Al’asmaci, acompa-
nhando um mercador que havia arrendado dele
toda sua colheita de tâmaras, a fim de lhe participar
das perdas que aconteceram e pedir-lhe encarecidamente
que lhe fizesse uma redução no pagamento. Após ter ouvido
suas justificativas e aos notáveis que o acompanharam disse:
— Já ouviram falar de partilha injusta? Pois é, isto é
o que me propõem, dividir o prejuízo, mas não o lucro.
Isto, por seu pai, é o tipo de negócio que não é sério! Deste
modo, poderiam comprar para mim a colheita de grãos de
todo Iraque, se fosse nessas condições! Além do mais, como
saberei se o que diz é verdade ou mentira? Vamos supor
que seja verdade: por que devo aceitar o que me propõem?
O simples fato de tê-lo apoiado e acompanhado até mim
demonstra que vocês acham que é seu dever apoiá-lo; no
entanto, acho que vocês nisto já o prejudicaram, pois se eu
julgasse que ele teria algum direito, não seria necessário que
vocês intercedessem por ele: eu mesmo o recompensaria
sem sua ajuda. Mas já que se sentem obrigados a ajudá-lo,
dividiremos a perda entre nós igualmente. Entro com a
mesma quantia que cada um de vocês. Acho isto uma boa
atitude de quem assume uma responsabilidade e, assim, es-
taríamos dispostos a penar por algo que não nos concerne
para contentar a quem é responsável.
Ao escutar isto, todos se levantaram e saíram. Quanto
ao mercador, que se viu sem apoio e sem argumento, recuou
do seu pedido e acabou pagando o valor integral a Al’asmaci.
115
A HISTÓRIA DE ABU-CUYAINA
J
acfar, o sobrinho de Wâṣil, contou-me dizendo:
Disse a Abu-cUyaina que um homem agiu de
modo adequado quando questionou sua mulher
sobre a carne que tinha comprado e ela respondeu:
— O gato comeu — ao que ele pesou o gato e depois
disse:
— Este aqui é exatamente o peso da carne. Agora eu
lhe pergunto: onde então está o gato? Parece-me que está
iludindo a mim — disse Abu-cUyaina.
— Juro que você merece isso — Jacfar respondeu e
continuou: — É um ancião que beira os cem anos, com
grandes recursos, sem muitos dependentes. É pago para
discutir questões religiosas, sendo a ciência para você, além
de prazer, uma profissão; em vez de se aposentar, reunir
em sua casa homens de conhecimento e conversar com e
eles, é visto com um pé no pomar, outro no campo com os
que plantam palmeiras, outro no mercado e ainda outro
pé no porto. A um homem você pede um fardo de gesso;
a outro, uma carga de cobre; e assim por diante. Para que
este apego à vida? Por que se cansa tanto? Até quando vai
se ocupar destas pequenas coisas? Se fosse jovem, ainda no
início da vida, querendo se casar e formar família, como seria
então? Se suas dívidas fossem grandes, tendo os seus sempre
pedindo sem parar, como seria? Há pouco o vi vestido em
trapos, andando descalço no meio do dia. Contaram-me
que perdeu um pedaço de melão e ficou perguntando onde
o mesmo estaria, como se fosse de uma barra de ouro. Can-
sados de suas perguntas, disseram “o gato comeu”, daí você
deu o resto do pedaço ao gato para ver se diziam a verdade
ou mentiam, mas o gato não comeu o melão, então você
exigiu que lhe pagassem o preço de um melão inteiro. E
assim sugeriram que, por estar de noite, talvez não con-
seguiram enxergar bem. Assim, seria possível que fosse o
gato do vizinho quem comeu o melão, não o deles, e, por
isto, ao jogar para ele o pedaço, não comeu porque era um
gato ou que estava satisfeito ou que não gostava de melão.
Pediram, então, um tempo para poder testá-lo com outro
alimento e adiar a decisão de castigá-los, mas você negou.
Que avareza é essa?!
— Ai de você, seu desgraçado! — replicou. —Tudo que
fiz foi dissuadi-los de fazer o mal, com um pouco de maldade.
117
Ziad bin-Abihi13 em seu famoso discurso disse: “Juro que não
hei de conseguir fazê-los se comportar com justiça sem valer-
-me de meios injustos”. Quanto ao que me reprova, respondo
com o que ele disse: “Se tivesse na mão um ramo de palmeira
e me dissessem que já estamos quase na hora da Juízo Final,
me apressaria em plantá-la imediatamente”. Abu-d-Dardâ’
também disse quando se encontrava nas últimas: “Casem-me
porque não quero me encontrar com Deus solteiro”. Ainda
os beduínos árabes afirmam: “Quem esquenta a cabeça no
verão, terá as panelas quentes no inverno”. Já o Mikraz14
pronunciou: “A indolência é um leito macio sobre o qual
apenas um homem torpe e preguiçoso encontra prazer em
reclinar”. Abdullâh bin-Wahb,15 por sua vez, disse: “Gostar
de repousar leva à fadiga”. Omar bin-Alkhattâb disse: “Cui-
dado com o descanso, pois é um grilhão” e acrescentou: “Se
paciência e gratidão fossem camelos, não me importaria qual
deles montaria”. E disse mais: “Façam como os Macadda:16
comportem-se rudemente, montem seus cavalos sem estri-
118
bos”. E, dirigindo-se a Amr bin-Macdi Karib,17 que queimava
de dor de barriga após comer carne, disse: “Deve caminhar
no forte calor”. E acrescentou: “Ande de pés descalços, pois
nunca se sabe quando precisa correr em situações difíceis”.
Foi ele também quem afirmou: “Se o trabalho é esforço,
o ócio é podridão”. E para Sacîd bin-Hatim, disse: “Evita a
comodidade como quem evita o pecado”.
Então Abu-cUyaina finalizou respondendo a Jacfar:
— Pois é, não gosto da preguiça. E você, fique achando
que abandonarei as injunções dos profetas, a doutrina dos
califas e os ensinamentos dos antigos árabes para seguir
suas ideias!
119
NOTA
121
OS MISERÁVEIS
Os miseráveis. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3
Introito . . . . . . . . . . . . . . . 5 As histórias de
Os mesquiteiros Alkindi. . . . . . . . . . . . . . . 54
aprendiam e ensinavam a A história de Assad
mesquinharia. . . . . . . . . 11 Ibn-Jâni. . . . . . . . . . . . . . 68
A anedota de Layla Avaros à margem. . . . . 71
Annâcitiyya e outras Os filósofos da miséria
anedotas . . . . . . . . . . . . . 20 são muitos.... . . . . . . . . . 75
Mais anedotas. . . . . . . . 21 Outros avaros à
A história do margem. . . . . . . . . . . . . . 81
Alquraychi. . . . . . . . . . . 33 Abu-l-Qamâqim. . . . . . 92
A história de Khâlid Ricos e pobres. . . . . . . . 95
bin-Yazîd, a respeito do
Miscelânea de
acúmulo da riqueza e da
extravagâncias. . . . . . . . 98
avareza. . . . . . . . . . . . . . . 37
A história do
A história de
Al’asmaci. . . . . . . . . . . . 114
Abi-Jacfar . . . . . . . . . . . . 39
A história de
A história de Abu-
Abu-cUyaina . . . . . . . . 116
Ahmad. . . . . . . . . . . . . . . 40
Nota. . . . . . . . . . . . . . . . 120
A história de Khâlid
Alqasri. . . . . . . . . . . . . . . 52
Literatura Livre. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 125
Ficha técnica. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 132
LITERATURA LIVRE
tradutores
[translators]
Ricardo Giassetti
editores
[editors]
revisores
[proofreading]
diretora de arte
[art director]
Larissa Meneghini
ilustrações
[illustrations]
André Ducci
editoração digital
[digital art]
Fernando Ribeiro
FICHA TÉCNICA
Administração regional no
Estado de São Paulo
[regional administration of São Paulo state]
ABRAM SZAJMAN
técnico-social
[social technician]
JOEL NAIMAYER PADULA
comunicação social
[social communication]
IVAN GIANNINI
gerentes
[departments]
sesc digital
GILBERTO PASCHOAL
ação cultural
[cultural action]
ROSANA PAULO DA CUNHA
INSTITUTO MOJO
DE COMUNICAÇÃO INTERCULTURAL
MOJO INSTITUTE FOR INTERCULTURAL COMMUNICATION
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[president]
Ricardo Giassetti
diretores
[board]
ISBN: 978-85-455108-8-8
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نزار عابدين
١
الإهداء
وإلى الصديقين:
لا يمكن أن يكون المرء مثقفا ً بحق ،دون الغوص في بحار تراث أمته الأدبي
والثقافي .فالأدب الجديد ،والشعر الجديد ،والنتاج الفكري الجديد ،لا يكفي وحده،
لأن هذا الإبداع الجديد ،ليس إلا أغصانا ًجديدة في شجرة ضاربة جذورها في الأعماق،
تعطي أزهارها وثمارها في كل حين بأشكال وألوان متعددة� ،لكن القانع المكتفي
بها ،كمن على شاطئ البحر يبهجه انسياب الموج على رمال الشاطئ ،ولا يعرف متعة
الإ بحار ،أو كمن على سطح البحر يتأمل الأمواج الرقيقة ،ولا يدري شيئا ً عن متعة
ومنذ بدأ تعاملي مع تراثنا الخالد ،وترددي على قصوره المنيفة الشامخة في ز يارات
خاطفة ،تطول أحياناً ،حتى كأني نويت الإقامة طو يلاً ،وغوصي إلى أعماق بحاره
المذهلة الساحرة ،وكان هذا قبل سنوات طو يلة لا أذكر عددها ،وجدت نفسي أمام
معضلة حقيقية ،كانت تنغ ّص علي متعة الغوص والإ بحار أحياناً .لقد عانيت ـ كما عانى
غيري ـ من صعوبة فهْم النصوص دون العودة إلى المعجم مرة بعد أخرى ،فكأنني
أقرأ بلغة أخرى لا أجيدها تمام الإجادة .فاللغة التي كتب بها أسلافنا أدبهم العظيم
غير اللغة التي نكتب بها الآن .لقد حافظت اللغة على قواعدها� ،لكن أسلوب صياغة
الجملة تغير كثيرا ً ،كما أن كلمات كثيرة سقطت من اللغة على مر الأجيال وكلمات
كثيرة أخرى تغير معناها ،أو لم نعد نفهمها لأنها تدل على أشياء لم تعد موجودة في
لقد تغنى الشعراء العرب منذ الجاهلية بجمال المرأة ،واستخدموا في أشعارهم
ألفاظا ً تدل على مناحي الجمال الأنثوي ،وإذا كان الشعراء مازالوا يتغنون بطولها ،ولين
جسدها ،ودقة خصرها ،وطول شعرها ،فإن ثمة ألفاظا ًأسرف الشعراء العرب القدماء
في استعمالها للدلالة على المرأة الجميلة ،فهل يستخدم أي شاعر الآن هذه الألفاظ؟ هل
يصف أحد امرأة بأنها ((عَبَه ْر َة)) (رقيقة البشرة ناصعة البياض) ،أو ((بُلاخِي ّة))
كو ْلة عُط ُبول))؟ إن امرأة تجمع هذه الصفات كلها في شعرنا القديم آية في الحسن،
هِر ْ َ
وهي فوق ما يتصور الخيال ،و�لكن امرأة يصفها شاعر بهذه الصفات قد تصفعه،
لأنها تحسبه يشتمها .وماذا سيكون رأي القارئ إذا قرأ قصيدة غزلية الآن حشد فيها
لقد قام المحققون ـ جزاهم ال ل��ه كل خير ـ بجهود عظيمة في تحقيق هذا التراث
الخالد ،وأمهات ا�لكتب المتناثرة مخطوطاتها في مختلف جامعات العالم ومتاحفه ،فنفضوا
٤
غبار السنين عن تلك الأسفار الخالدة ،وقارنوا ،وحققوا ،ودققوا ،وأثبتوا الصواب،
ونح ّوا الخطأ ،وقدموا للأجيال العربية الجديدة تراث أجدادهم العظيم ،ليكون فخرا ً
لهم ونبراسا ً وهدْياً ،و�لكن هذا ظل جهدا ً ناقصاً.
والعيب ليس فيما فعله هؤلاء الأساتذة الأجلاء الأفاضل ،بل في تراجع اللغة
العربية على لسان أبنائها ،وضعفهم الواضح ـ والمخزي أحيانا ً ـ في استخدامها استخداما ً
صحيحاً .ومع ذلك فإننا لا نستطيع إلقاء اللوم كل ّ ِه على أبناء الأجيال الجديدة .فاللغة
نفسها تتطور ،وكما قلنا قبل قليل تسقط منها كلمات ،وتتبدل معاني كلمات ،وتدخلها
كلمات واشتقاقات جديدة ،ولذلك صار القارئ الجديد ،يقرأ آداب أمته وتراثها شعرا ً
ونثرا ً ـ إذا قرأ ـ وكأنه يقرأ آداب أمة أخرى بلغة أخرى ،فإن لم يكن النص مشروحا ً
شرحا ً وافياً ،لم يكن له غنى عن المعجم ،وحتى في مثل هذه الحالة قد لا يتمكن من
الإحاطة بالمعنى إحاطة تامة ،و يفقد الاستمتاع بجمال النص النثري أو الشعري.
وأود الإشارة هنا إلى أنني حدثت بعض الأدباء والشعراء والنقاد بهذا الأمر.
وتباحثت معهم فيه ،ومنهم باحثون ودارسون ومعلمون أمضوا عمرا ً طو يلا ً في دراسة
اللغة العربية وآدابها ،ثم في تدريسها ،فوافقوني الرأي .و�لكن بعض الأدباء والشعراء،
رأوا في هذا انتقاصا ً من ثقافاتهم اللغو ية .وادعى أحدهم ـ وهو شاعر مشهور ـ أنه
لا يجد حاجة للمعجم عندما يقرأ هذه الأسفار وأنه يفهمها كما وردت .ومع احترامي
الشديد له ـ ولهم ـ أقول :إنهكاذب وإنهم كاذبون ،إلا إذا كان واحدهم قد ((خ َّزن))
المعجم في ذاكرتهكما يُخز َّن في ((ا�لكومبيوتر)) ،وهذا بالطبع مستحيل ،وأستطيع أن
ولقد تساءلت ـ ومنذ سنوات طو يلة أيضا ً ـ إذا كان المحققون الأفاضل قد
قاموا بجهد مشكور وحميد ،في إحياء هذا التراث العظيم والحفاظ عليه ،فلماذا لا يهب
نفر ٌ من أبناء اللغة العربية العاشقين لها ،ليكملوا ما بدأ هؤلاء؟ ولماذا لا يبذل بعض
٥
تلاميذ هذا التراث جهدا ً ووقتا ًلإعادةكتابة هذا التراث بلغة عصر ية سليمة ،بعيدة عن
ي الكلام وغريب الألفاظ� ،لكنها ليست مقطوعة الصلة بلغة القرآن الفصحى
وحش ّ
الجميلة؟ لا أقول بلغة تشبه لغة الصحافة والإعلام السقيمة ،و�لكني لا أقول أيضا ً بلغة
ورأيت أن من المستحيل تطبيق هذا على النصوص الشعر ية ،فلا يمكن إعادة
كتابة قصيدة ،إلا عندما نترجمها ،وهذا ما فعله الأديب اليوناني كازانتزاكيس صاحب
وسمى عمله ((ترجمة)) لانقطاع الصلة بين الإغريقية القديمة واليونانية الحديثة ،بل
إنه اثبت هذا على غلاف كتابه ،فسمّاه ترجمة .فإذا كان الشعر لا يقبل هذا ،فإن النثر
يقبله .ولذا اقتنعت بإعادة كتابة هذه الأعمال الخالدة بلغة تفهمها الأجيال الجديدة
بسهولة ،فإذا أراد أحد التعمق في دراسة التراث ،عاد إلى النصوص الأصلية في بطون
ا�لكتب المحققة تحقيقا ً علميا ً دقيقاً ،وحصّ ل متعة وفائدة جديدتين ومختلفتين.
ولقد قرأت كتاب ((البخلاء)) لفريد عصره وكل العصور ،إمام الأدب
والمتأدبين وشيخهم أبي عثمان عمرو بن بحر ((الجاحظ)) (ولد في عام 577م ومات
عام 868م) غير مرة .والكتاب ـ كصاحبه ـ فريد في الأدب العربي ،وربما في آداب
الأمم كلها ،لا يشبهه في فرادته إلا كتاب ((طوق الحمامة)) للأديب الفقيه الشاعر
((ابن حزم الأندلسي الظاهري)) ( 499ـ 3601م) .وفي كل مرة كنت أرى أن
وصح عزمي على أن أكرس جهدي ووقتي لإعادة كتابة هذا المولَّف الفريد،
و�لكن طبيعة العمل الإعلامي ،وكثرة مشاغل الحياة ،وانشغالي بكتابات أخرى،
كانت تنسيني قراري هذا ،وكنت ألوم نفسي ،وأرى أن هذا من التردد ،وأنني لا
٦
عذر لي ((فإذا عزمت فتوكل)) و((إن فساد الرأي أن تترددا)) ولذا قررت أن
أكرس بعض الوقت لتنفيذ هذا المشروع ،فرحت أعيد كتابة فصوله فصلا ً بعد فصل،
لقد بدأت بقراءته كاملا ً مرة أخرى ،على الرغم من أنني قرأته قبل هذا
مرات كاملا ً أو فصلا ً فصلاً ،واقتبست منه ـ كما فعل كثيرون ـ في برامج إذاعية،
وعلى الرغم من أنني استمعت إلى بعض حكاياته وقد تحولت إلى تمثيليات إذاعية،
وشاهدت بعضها على شكل تمثيليات تلفز يونية ،ووجدت الصعوبة نفسها في فهمه فهما ً
ثم عدت أقرأه فصلا ً فصلاً ،وأستعين بالمعاجم لمعرفة معاني الكلمات ،فأدون
المعاني إلى جانب الكلمات الأصلية ،ثم أردد الجمل لنفسي بكلمات جديدة ،وأعيد
تأليف الجملة والفقرة بلغة جديدة ،بعيدا ً عن لغة الجاحظ أحياناً ،ومحافظا ً عليها أحيانا ً
أخرى ،عندما تكون الجملة سهلة لا تحتاج إلى أي شرح ،وهكذا إلى أن أكتب فقرة
جديدة ،أو فصلا ً جديدا ً بلغة عصر ية مفهومة ،تستقي من لغة الجاحظ وتقلدها،
إلى محمد بن ز ياد وبني عمه من آل ز ياد .وأثبت بعدها الفقرة نفسها كما صارت،
ووهن ق ُ َّوته ،أن يرى أكرومت َه ،ولا يخرجه ذلك إلى إخراج ما له من يديه ،وتحو يله ِ
إلى م ِلك غيره ،وإلى تحكيم ال َّسر َف فيه وتسليط الشهوات عليه ،فلعلّه أن يكون مع َّمرا ً
ِن وهو لا يشعر ،ولعله أن يرزق الولد على اليأس ،أو
وهو لا يدري ،وممدودا ً له في الس ّ ِ
٧
بعض مخب ّآت الدهور ،مما لا يخطر على البال ،ولا تدركه العقول ،فيستر ُدّه
يحدث عليه ُ
مم ّن لا يردّه ،و يُظهر ُ الشكوى إلى من لا يرحمه ،أضعف ما كان عن الطلب ،وأقبح
الإسراف ولا
َ ((وعِب ْتم عل َّي قولي :إن على المرء أن ي َ
حفظ مالَه ،ولا يحكِّم فيه
ينفقه على الشهوات .وإذا كان قد طال عمره ُ ،وتق َّوس ظهره ُ ،وَو َه َ
ن عظ ُمه ،وضعفت
قوتُه ،فلا يغرن َّه هذا ،و يغر يه بأن يندفع إلى المكارم ،وأن يخرج ماله المحفوظ ،و يعطي َه
ولدا ً في آخر عمرِه ،فمن أين سينفق عليه؟ وماذا سيورِّثه؟ ولعله تصيبه بعض مصائب
الدهر ،مما لم يخطر على باله ،ولا أدركه عقله ،فينقلب طالبا ً بعد أن كان مطلوباً،
و يصير سائلا ًبعد أن كان مسؤولاً ،و يحاول استرداد ماله ممن لا يردونه ،و يظهر الفاقة َ
وأثبت فقرة أخرى من الكتاب كما وردت ،ثم ُأعقبها بالفقرة نفسها كما كتبتها،
عند كل طارف نزوة ،وعند كل هاجم بدوة .وللقادم حلاوة وفرحة ،وللجديد بشاشة
وغيرة ،فإنك متى رددتها ارتدت ،ومتى ردعتها ارتدعت .والنفس عزوف ،ونَف ُور
ألوف ،وما حمّلتها احتملت ،وإن أهملتها فسدت .فإن لم تكف جميع دواعيها ،وتحسم
جميع ظواهرها ،في أول ردة ،صارت أقل عددا ً وأضعف قوة .فإذا أث ّر ذلك فيها،
فِعْظها في تلك الباكورة بالغلاء والقِل َّة ،فإن ذكر الغلاء والقلّة حجة صحيحة وعلّة عاملة في
الطبيعة .فإذا أجابتك في الباكورة فسُمْها مثل ذلك في أوائل كثرتها ،واضرب نقصانَ
الشهوة ونقصان قوة الغَلَبة ،بمقدار ما حدث لها من ُ
الر ّخْ ص وا�لكثرة ،فلست تلقى
٨
على هذا الحساب من معالجة الشهوة في غيرك ،إلا مثل ما لقيت منها في يوم ِك .ومتى
لم تع َّد أيضا ً الشهوة فتنة والهوى عدوا ً ،اغتررت بهما ،وضعفت عنهما ،وائتمنتهما على
نفسك ،وهما أحضر ُ عد ٍّو وش ُرّ دخيل .فاضمنوا لي النزوة الأولى أضمن �لكم تمام الصبر
وعاقبة اليسر ،وثباتَ العزِ ّ في قلوبكم ،والغنى في أعقابكم ،ودوام تعظيم الناس �لكم)).
َب عند ابتدائه ِ وأوائلِه ،ولا على الفاكهة عندما ترونها ((لا تتهافتوا على ُ
الر ّط ِ
سٌوء ،وإن أ َّول مرة ٍ في الأسواق ،واصبروا عنها ،واقمعوا شهوات ِكم .إن َ
الن ّفْس لأمّارة بال ّ
ال َّنز َوات وال َّشه َوات لتهيج عند كل جديد ،وإن للقادم فرحة وحلاوة ،وللجديد بَش َاشة
وطلاوة .ولا تجعل نفسك سيدة عليك تأم ُرُك فت َخْ نع ،فإنها بك تطمع .و�لكنك إن
ِض عنها
ل على الأشياء وترضاها ،وقد تُعر ُ
والنفس غر يبة عجيبة ،فقد تُقب ِ ُ
ل ما شئت لها
حت ْم ٌ وواجب .تحم ِ ُ
تألف ما أنت لها راغب ،وتقبل بما هو َ
ُ وتأباها،
أن تحم ِل ،وتبتعد عما ترى أنه مهمل .لذا عليك أن تك َُّف جميع دواعيها ،وتقم َع كل
صارت أضعف ق ُ َّوة وع ُ َّدة .فإذا أردت أن تؤثر فيها ،ف َعِظْها في بواكير الأشياء بقلّة
ل
ذات اليد ،وغلاء الأثمان ،وصب ّرها إلى غد فإن ذكر َ الغلاء والقلة حجة صحيحة في ك ّ ِ
وسبب مقنع في كل زمان.
ٌ آن،
ق على هذا حتى تن ْقضيَ أي ّام الفاكهة ،كما كنتَ في أول ابتداء غَلَبتك،
الماضية ،واب ْ َ
٩
مجاهدت ِك وقمع ِك لشهوتك .وتذ َك ّر ْ دائما ً أن الشهوة فتنة ،وأن الهوى عد ّو ٌ يُضِ ّ
ل عن و ُ
سواء السبيل ،فإن لم تحسبْهما كذلك ،خُدِعْت بهما ،واغ ْتررْت عنهما ،وجعلتهما على
نفسك أميناً ،ولن تلقى وقاية ً منهما ،ولو كانت حصنا ًحصيناً .إن الشهوة والهوى أعدى
الأعداء وش ُرّ الدخلاء .فاضمَن ُوا لي نجاحَك ُم في قمع الرغبة في ال َن ّزْوة الأولى ،أضمنْ �لكم
ل
إن للغنى أفضالا ً تُحصى ولا تُنكر ُ ،ولو لم يكن له من منفعة إلا أنك لا تزا ُ
ظماً ،عند من لم ينل منك درهماً ،لكان الفضل في ذلك واضحاً ،والغن ُيّ في نهاية
م ُع َ ّ
الأمر رابحاً)).
وهذه فقرة أخرى من كتاب ((البخلاء)) أثبتها كما وردت في الكتاب ،ثم
أثبت بعدها الفقرة نفسها كما كتبتها .والفقرة جزء من رد ابن التوأم على رسالة أبي
((يقال إنه ليس في الأرض بلدة واسطة ولا نائية شاسعة ،ولا طرف من
الأطراف ،إلا وأنت واجد بها المدنيّ والبصريّ وال�حيريّ ،وقد ترى شنف الفقراء
للأغنياء ،وتسرع الرغبة إلى الملوك ،وبغض الماشي للراكب ،وعمور الحسد في المتفاوتين،
فإن لم تستعمل الحذر ،وتأخذ بنصيبك من المداراة وتتعلم الحزم وتجالس أهل الاقتصاد،
وتعرف الدهور ودهرك خاصة ،وتمثل لنفسك الغير حتى تتوهم نفسك فقيرا ً ضائعاً،
وحتى تتهم شمالك على يمينك وسمعك على بصرك ،ولا يكون أحد اتهم عند نفسك من
ثقتك ،ولا أولى بأخذ الحذر منه من أمينك ،اختطفت اختطافاً ،واستلبت استلاباً،
وقالوا :لا تعدم امرأة صناع ثلّة ،فلا تكوننّ دون تلك المرأة .وقد قال الأول في
١٠
المال المضي ّع المسل ّط عليه شهوات العيال :ليس لها راع و�لكن خلي ّة .وليس مالك
المعفى من الأضراس ،فيقال فيه :مرعى ولا أكولة ،وعشب ولا بعير .فقصاراك
مع الإصلاح أن يقوم بملء بطنك و بحقائقك ،وبما ينوبك .ولا بقاء للمال على قِل َّة
الرعي وكثرة الحلب؛ فكِس في أمرك ،وتقدّم في حفظ مالك ،فإن من حفظ ماله
فقد حفظ الأكرمين .والأكرمان الدين والعرض .وقد قيل(( :للرمْي يراش السهم،
وعند النطاح تغلب القرناء)) .وإذا رأت العرب مستأكلا ً وافق غمرا ً قالت(( :ليس
عليك نسجه ،فاسحق وخرّق)) وقد قال رسول ال ل��ه صلى ال ل��ه عليه وسلم :الناس كلهم
سواء كأسنان المشط ،والمرء كثير بأخيه .ولا خير لك في صحبة من لا يرى لك
الصفة فاستعمل
فتعر ّف شأن أصحابك ،ومعنى جلسائ ِك ،فإن كانوا في مثل هذه ِّ
الحز ْم ،وإن كانوا في خلاف ذلك ،عملت على حسب ذلك)).
((يقال إنه ليس في الأرض بلدة ،صغيرة)) كانت أم كبيرة ،قريبة ً أم نائية،
إلا وأنت واجد فيها جميع صنوف العباد ،فكأنك جمعت في مكان واحد البصرة وال�حيرة
ج
والمدينة وا�لكوفة ودمشق وبغداد ،وبين أولئك وهؤلاء تسمع الاستنكار َ والاحتجا َ
وتلمس مدى ك ُره ِهم للأغنياء ،ونفاقَ القادة والولاة والملوك والأمراء،
ُ من الفقراء،
حتى ليبغض الماشي الراكب ،ويتفش ّى الحسد بين المختلفين في الجاه والمال والمراتب.
فإن أصابتك مصيبة فلا تلومنّ إلا نفسَك ،لأنك لم تتخذ الحذر َ نهجا ً وسبيلاً،
ولم تأخذ بنصيب ِك من المُداراة كثيرا ً ولا قليلاً ،ولم تتعل ّم الحزم في الأمور ،وابتعدت
عن مجالسة الصال�حين من أصحاب الاقتصاد ،ولم تتعر ّف ما تأتي به الدهور ،ولم ت َّتعظ
من دهرِك ،ولا بما جرى لغيرك ،ولم تتمث َّل أحوال الزمان وأحداثَه المتغي ِّرة ،حتى تتوهم
ل ما ت َّتهم من
نفسَك فقيرا ً ضائعاً ،ليس يلقى بين الناس إلا زاجرا ً ومانعاً ،ولم تتّهم أ ّو َ
هو محل ثقت ِك ،ولم تحذ ْر من لا تشمله بريبتك ،ولم تتهم شِمال َك على يمينك ،وسمع َك
١١
على بصرك ،فإنك إن لم تفعل اختطفك المتخاطفون ،واسْ تلبك السالبون ،وطاردك
ل مالَه ،وإن كان أحمق ،فإذا كنت على مالك لا وقد قالوا :يتب ُع ُ ّ
رب الما ِ
تحرِص ،ولا يهمك أن يزيد َ أو ينق ُص ،فأنت دون ذلك الأحمق.
وقالوا :لا تقعد المرأة الماهرة دون خيوط الصوف ،فإن أنت أهملت مال َك ،ولم تس َع في
تنميته ،كما تبذل الجهد َ في رعاية ابنك وتربيته ،لتكوننَّ دون تلك المرأة .وقد شب ّه الأولون الما َ
ل
صاحب يحفظه ويصونه ،كان كالإبل التي يرعاها راع ماهر ،وإن كان
ٌ بالإبل ،فإن كان له
مالا ًسُل ِّطت عليه شهوات العيال ،كان كالإبل التي ُأطلقت في المرعى دون ٍ
راع ولا عِقال.
والمال موضع الحسد والتن ّافر بين الناس ،ومسل َّطة عليه الأضراس ،فاحرسه من
ترعاه الأنعام فمنظره بهيج .وإياك أن تدع الإصلاح ساعة ً من زمان ِك ،وخ ْذ بالإصلاح
من الرعي ،وأكثرت الحلب ،فاحذر هذا ،فإنه يؤدي بك إلى الفاقة.
حفظ ماله قد حف ِظ الأكرم َي ْن ،والأكرمان الد ِّين والع ِرض ،أترى من فر ّط
َ فإن من
بدينه أو عِرضه يقوم بين الرجال؟ كذلك من فر َّط بالمال ،فالمال حصن ووقاية للاثنين،
َّ
((للرمْي ي ُراش السهْم ،وعند الن ِّطاح تغلبُ حفظ الأكرم َي ْن .وقد قيل:
ِص عليه ت ْ
فاحر ْ
القَر ْناء)) ومال ُك سهم ُك الذي ترمي ،ودرع ُك الذي يحمي ،فكما يُجَّهز السهم ُ استعدادا ً
لحاجته ،كذلك يُحفظ المال لأنه الوقاية والحماية .وكما يغلب ا�لكبش ذو القرنين في
وقد شبه العرب الرجل الغ َِر ّ الذي لم يجر ّب الحياة ،وما خبر الزمان ،بالرداء
الواسع الفضفاض ،فكانوا إذا رأوا مستأكلا ً وافق غِرا ً ،قالوا(( :ليس عليك نسج ُه،
١٢
فاسحب وخرّ ِق)) .وقد علمنا رسول ال ل��ه صلى ال ل��ه عليه وسلم أن الناس كلهم سواء كأسنان
المشط ،والمرء كثير بأخيه ،ولا خير َ لك في صُ حبة ِ من لا يرى لك مثل ما يرى لنفسه.
فتعرف شأن أصحابك ،وابحث عن أخلاق ج ُلَسائ ِك ،فإن كانوا في مثل هذه
الصفات ،من تبذير المال بالشهوات ،فاستعمل الحزم َ في أمورك ،تحفظ عليك النجاح
حسَب ذلك)).
في مسير ِك ،وإن كانوا في خلاف ذلك ،عملت على َ
***
على أن ثمة معضلة أكبر واجهتني عند إعادة كتابة ((البخلاء)) هي مشكلة
أسماء الأشخاص والأمكنة والمصطلحات العمرانية وأسماء الأطعمة والأشربة وما إليها.
فالجاحظ يقول في ختام كتابه مخاطبا ًمن كتب الكتاب إليه(( :وليس يمنعني من تفسير
كل ما يمر إلا اتكالي على معرفتك)) فالكتاب لم يكتب لأبناء عصرنا ((وليس هذا
الكتاب نفعه إلا لمن روى الشعر والكلام)) وكان علي أن أجد حلولا ًلهذه المعضلات.
لم يكن ثمة مجال لشرح الشواهد الشعر ية ،ولا لإعادة صياغتها ،وقد قلت إن
هذا لا يكون إلا عند ترجمة الشعر ،فأثبتها كما وردت ،وحذفت بعض الأبيات غريبة
الألفاظ ،ولا تزيد المعنى وضوحاً ،ولا يؤثر حذفها في سياق الكتاب� .لكنني اعتنيت
اعتناء ً كبيرا ً بضبطها بالشكل ،والعودة إلى الدواوين ،أو ا�لكتب التي وردت فيها هذه
الأشعار .وكنت أجد أحيانا ً((كسرا ً)) في الوزن الشعري ،فأعمد إلى تصحيح البيت
حتى دون العودة إلى الديوان ،وأتحايل أحيانا ً على شرح المعنى ،مما سيلاحظه القارئ
أما الأشخاص الواردة أسماؤهم فمنهم الشعراء والرواة والأدباء ،ومن هؤلاء
مشاهير كالأصمعي وأبي نواس وأبي الأسود الدؤلي والأعشى والخنساء ومع ذلك فإنني
١٣
عمدت إلى تقديم لمحة عن كل منهم بطر يقة لا تبدو فيها هذه اللمحة مقحمة على النص.
ومنهم مغمورون لم يسمع بهم حتى كثير من الشعراء والنقاد والأدباء ،فكان يجب أن
أقدم شرحا ً لهذه الأسماء بطر يقة تبدو منسجمة مع النص الأصلي.
أما الأسماء الأخرى ،فهم سراة وأعيان وشخصيات مشهورة أو مغمورة ،ويبدو
أن كثيرين منهم كانوا معروفين في عصر الجاحظ مثل إسماعيل بن غزوان وخالد بن
صفوان ،والحسن البصري وأحمد بن هشام ومويس بن عمران وسهل بن هارون .ومنهم
شخصيات معروفة في التاريخ الإسلامي مثل طلحة الفياض وعبد الرحمن بن عوف
وعبد ال ل��ه بن الزبير وأبي الدرداء والمغيرة بن شعبة وز ياد بن أبيه .ومع ذلك عمدت
إلى تعر يف الشخص تعر يفا ً موجزا ً� ،لكي لا يشعر القارئ بالاستغراب.
ثم جاءت أسماء الأمكنة والمدن والبلدات والقرى ،وكان لابد من إيراد شرح
لهذه الأسماء ،بالطر يقة نفسها ،وأسماء الدور ومصطلحاتها ،وهي تبدو غريبة عنا الآن
لاسيما ما يتعلق بأدوات الطعام والحياة اليومية .وقد بذلت جهدا ً لتقديمها بصورة واضحة
يفهمها أبناء هذا العصر ،دون أن يبدو هذا مقحما ً على النص.
أما المعضلة الأكبر فكانت في تقديم الأطعمة وألوانها ومكوناتها والطيور وال�خبز
والشواء والذبائح ،وهذه تبدو وكأنها كتبت بلغة أخرى ،وكان لابد من شرحها ،وقد
احتلت على إيراد هذا الشرح في النص ،وليغفر لي الجاحظ هذا ،و�لكنني أردته نصا ً
متماسكاً.
لقد كان كل همي أن أتجنب الهوامش ،وألا يجد القارئ رقما ً بين قوسين،
وعليه أن ينظر إلى أسفل الصفحة ،ليجد الشرح ،وغالبا ً ما لا يجد ،بل يطلب منه
أن يعود إلى كتاب كذا وكتاب كذا .وأنا لا أريد للقارئ أن يعود إلى أي مرجع
آخر ،ولا أن يقلب الصفحات ،ليقرأ في الملحق تعر يف الأسماء (أسماء الشخصيات
١٤
والأمكنة والأشياء) أو أن يجد في أسفل الصفحة شرحا ً للألفاظ .لقد أردت للقارئ
أن يقرأ كتاب ((البخلاء)) متكاملاً ،بلغة عصر ية سليمة ،دون أن أتعبه بأي هامش
١٥
الكاتب والكتا الكاتب
أما مؤلف كتاب ((البخلاء)) فهو إمام الأدب وشيخ الأدباء أبو عثمان
ن بحر بن محبوب الكنانيّ البص ْريّ ،ولد حوالي سنة 061هـ577 /م
الجاحظ عمرو ب ُ
بمدينة البصرة ونشأ فيها ،وقضى فيها معظم سنوات عمره يخالط الأدباء والعلماء ،و يحبه
الولاة والأعيان ،ينعم بأعطياتهم ومنحهم بما يصنفه لهم من ا�لكتب ،كما كان يكثر
من ز يارة الخلفاء العباسيين في بغداد وسرّ من رأى (سامراء) .أصيب بالفالج في
البصرة ،وظل بها مدة ،إلى أن انتقل إلى بغداد ،فمات بها ،ودفن بمقبرة ال�خيزران
ونلاحظ أن الجاحظ كان موسوعة متنقلة ،وقلما عرف التاريخ رجلا ً أحاط
بمعارف عصرهكلها ،لا يكاد يفوته شيء منها كالجاحظ .فقد أتقن العلوم التي وضعت
في الإسلام ،وما دخل الثقافة العربية من علوم الأمم الأخرى ،سواء منها ما كان
أقرب إلى العلم والتحقيق ،أو ما كان من الأخبار والأساطير .و يعد الجاحظ من
أفضل رواة اللغة العربية وآدابها وأخبارها ،قديمها وجديدها ،واسع الرواية ،دقيق
المعرفة .ولعل معرفته العلوم نم ّت لديه سيطرة العقل في نقد الآثار وتمييزها� .لكن
أبرز ما في شخصية الجاحظ أنه كان إماما ً من أئمة الكلام ،وكان زعيما ً من زعماء
المعتزلة ،وهؤلاء أعلوا شأن العقل ،ووضعوه في المرتبة الأولى ،وأنه كان كاتبا ً أديباً.
ولا يكون المرء أديبا ً إذا لم يكن مرهف الحس ،خصب الخيال ،دقيق الملاحظة،
نافذ الإدراك ،قادرا ً على التغلغل في دقائق الأمور ،وأن يستشف ما تبعث عليه
اختلافات النفس .وفوق هذا يجب أن يكون متمكنا ً من اللغة ،قادرا ً على صوغ
العبارة الحية النابضة ،وأن يكون مصورا ً بارعاً ،له عين الكاميرا ،بل تبدو أحيانا ً أقدر
على النفاذ إلى أعماق الصورة من الكاميرا ،ليرسم الصورة بمختلف ملامحها وظلالها،
بكل بساطة ودقة وجمال .وقد يكون مرجع ذلك إلى أن الأدب ملتصق بالنفس،
مؤثر في الوجدان.
لقد جمع الجاحظ بين دقة العالم وانطلاقة الأديب وعقلانية المعتزلة ولعل هذا
يظهر بوضوح في كتابه ((الحيوان)) حيث حشد مختلف المعارف والنظر يات العلمية
السائدة في عصره ،وأبدى فيها آراء علمية قيمة ،و�لكنه قدم هذا كله بلغة أدبية راقية،
بعيدة عن جفاء اللغة العلمية ،وبألفاظ جميلة مناسبة ،بأسلوب سهل متبسط.
أما في الرواية فقد كان مختلفا ً عن رواة عصره ومن سبقهم ،فقد كان كل
همهم أن يجمعوا الأشعار والأخبار و يقدموها ،وأقصى ما يفعلونه أن يتحروا صحة نسبها.
أما الجاحظ فقد أطلق نزعته الفنية وعقله العلمي في هذا الآثار ،بالقبول والرفض،
والنفي والإثبات ،والنقد اللاذع أحياناً ،ويبدو هذا واضحا ًفي كتابه ((البيان والتبيين))
فلا يكاد القارئ يجد معنى غثاً ،أو بيتا ً شعر يا ً غريباً ،أو عبارة مستكرهة ،بل صاغها
كلها بديباجة صافية ،إلى جانب الدقة الشعر ية والمعاني الطر يفة.
لقد قسم الجاحظ الرواة إلى فر يقين ،فقال في ((البيان والتبيين)) عن أحدهما:
((ولم أر غاية النحو يين إلا كل شعر فيه إعراب ،ولم أر غاية رواة الأشعار إلا كل
شعر فيه غريب أو معنى يحتاج إلى استخراج ،ولم أر غاية رواة الأخبار إلا كل
شعر فيه الشاهد والمثل)) وقال عن الفر يق الثاني(( :إنهم لا يقفون إلا على الألفاظ
المتخ َّيرة والمعاني المنتخبة ،وعلى الألفاظ العذبة ،والمخارج السهلة ،والديباجة ا�لكريمة،
وعلى السبك الجيد ،وعلى كل كلام له ماء ورونق .ورأيت البصر بهذا الجوهر في رواة
١٨
وقلنا إن الجاحظ كان إماما ً من أئمة المتكلمين ،بل إن القدماء كانوا يصفون
ما يكتبه المتكلمون بالتعقيد والغموض ،إلا ما يكتبه الجاحظ ففيه سماحة في الكلام
والالتواء.
واشتغال الجاحظ بعلم الكلام اقتضى منه الاطلاع الواسع العميق على المذاهب
الدينية ،وعلى المناحي الفلسفية التي أتيحت للغة العربية ،مع الاستعداد الفطري للنقد
الذي ينظر و يحل ّل ويمعن في التحليل .وقد كان لعلم الكلام فضل كبير على الأدب
العربي ،وعلى نشأة البلاغة العربية وتطورها ،ولهذه الظاهرة مشابه عند الإغريق .فبين
الفلاسفة اليونانيين ظهر النقد الأدبي ،باعتباره فنا ً ذا أصول وقواعد ،وظل خاضعا ً
للفلسفة متأثرا ً بها .وأول الدراسات اللغو ية الإغريقية ظهرت عند السفسطائيين
الذين تعلم منهم سقراط كما تعلم من غيرهم .ويبدو واضحا ً في كتابات الجاحظ تأثره
بهؤلاء ،لا سيما في أنهم كانوا ممن امت�لكوا ناصية البيان ،وكان أسلوبهم من أجمل
الأساليب وأكثرها مرونة وطواعية .وهكذا نجد الجاحظ يمدح الشيء ويذمه بالقوة
١٩
الكتاب
كانت أحاديث البخل والبخلاء قبل الجاحظ ،تسير في طر يقين ،وتتجه إلى غايتين.
في أحد الطر يقين أكثر دعاة الشعوبية من الانتقاص من قدر العرب ،وراحوا
يشنعون عليهم باساليب شتى ،ووجدوا العرب يعتزون با�لكرم ،وهو فخر تقليدي عندهم،
فراح هؤلاء الشعوبيون يقولون إن أكثر هذا الفخر مجرد كلام لا يقابله فعل ،ونوع من
التباهي الفارغ ،فراحوا يتلقطون أخبارا ً من هنا وهناك ،ليغضوا بها من قدر العرب،
و يحيطوهم بجو من المهانة والذلة وكأنهم يقولون :كيف تكون لهم هذه الادعاءات
العر يضة التي يدعونها ،وهم يحيون مثل هذه الحياة الوضيعة الدنيئة؟ وقد وجدوا في
باب الهجاء عند الشعراء العرب مادة خصبة .والهجاء قائم على التجن ّي ،وما أكثر ما
تهاجى الشعراء ،أو هجا كل منهم قوم الآخر(( ،والعرب إذا وجدت رجلا ً من القبيلة
قد أتى قبيحا ً ألزمت ذلك القبيلة كلها)) كما يقول الجاحظ .وعندما ظفر الشعوبيون
ببعض الأخبار ،عضوا عليها بالنواجذ ،وراحوا يصنفونها ،ويملؤون بها الجو تشنيعا ً على
وفي الطر يق الآخر قام دعاة الدولة العباسية ،ومن وضعوا أنفسهم في خدمتها
وسايروها ،من العلماء وأهل الأدب ،ببث كثير من الدعوات لتشو يه سمعة بني أمية.
ولعل من أكثر صور التشنيع في نفوس الناس ،ما يتعلق منها بالطعام ،بين الش ّره الذي
يتقزز منه الإنسان ،والبخل الذي لا يمكن أن يكون إلا عارا ً .وهذان مترافقان في
أحاديث البخلاء .وهكذا صور هؤلاء معاو ية ((نهما ً شحيحا ً على الطعام ...وكان يأكل
في كل يوم خمس أكلات ،ثم يقول :يا غلام! ارفع ،فوالله ما شبعت و�لكن مللت))
زد على ذلك شحه على الطعام كما ذكر ابن طباطبا قي كتابه ((الفخري في الآداب
وعبد الملك بن مروان كان يلقب برشح الحجر ولبن الطير لبخله ،كما يقول النويري
في ((نهاية الأرب)) .وكان سليمان بن عبد الملك نهما ًقذر الأكل كما يقول المسعودي
في ((مروج الذهب)) .كذلك كان هشام بن عبد الملك شديد البخل كما يقول ابن
طباطبا .ثم ع ّم هذا ولاة بني أمية وعم ّالهم على الولايات ،ووجوه الدولة الأمو ية ،كخالد
بن عبد ال ل��ه القسري ،وخالد بن صفوان المنقري ،والمغيرة بن عبد ال ل��ه الثقفي ،وز ياد
الحارثي وبلال بن أبي بردة ،والحكم بن أيوب الثقفي ،ونلاحظ أنهم كلهم من العرب.
كان هذا ما سبق الجاحظ من أحاديث البخل والبخلاء ،وكانت كتابات هؤلاء
إخبار ية لا فنية ،إلا أن الجاحظ وإن كان قد أخذ منهم ،ارتفع بالموضوع كعادته
وهكذا نجد في كتاب البخلاء مظهرا ً من مظاهر النزعة الأدبية الجياشة القو ية
الحس السر يعة الاستجابة التي يمتاز بها الجاحظ .فقد كانت الغاية من أحاديث البخلاء
سياسية إخبار ية لا تمت إلى الأدب والفن بصلة ،ولذلك كانت بعيدة عن تصوير
الحياة الاجتماعية ،وتحليل البخل ونفسية البخيل .فأخذ الجاحظ هذا الموضوع ،وجعله
أما الأسلوب التأليفي لكتاب البخلاء فنجده في قول الجاحظ نفسه ((نوادر
البخلاء ،واحتجاج الأشحاء ،وما يجوز من ذلك في باب الهزل ،وما يجوز منه في
باب الجد)) فالكتاب أحاديث يسوقها على لسان بعض من ع ُرفوا بالبخل في عصره،
ومن كانوا يدافعون عن البخل ،و يوردون الحجج ،من أمثال سهل بن هارون والحرامي
٢١
والحارثي وا�لكندي والثوري وابن أبي المؤمل وابن التوأم والأصمعي ،فيوردها أحيانا ً
في سياق الجد ،و�لكننا نلمح سخريته مترقرقة في كتابته ،أو يعرضها في معرض السخر ية
المكشوفة والاستهزاء الصريح .وهو يحكي خلجاتهم وأفكارهم بدقة شديدة فكأنه يتقمص
شخصياتهم .ثم ينتقل إلى نوادر قصيرة متفرقة من نوادر البخلاء ،فكأنه يقدم فصلا ً
طو يلا ً متعبا ً في تتبع الأفكار والألفاظ والتحولات النفسية ،فإذا شعر بأنه أثقل على
***
ثم ّة أمر تجب الإشارة إليه في كتاب البخلاء ،هو ما ثار من شك حول تلك
الرسائل والأحاديث الطو يلة المنسوبة إلى البخلاء في معظمها .وقد كان وضع الأحاديث
وتوليدها من الأبواب التي اتسمت بها نزعة الجاحظ الأدبية ،وقد وجد في ذلك مجالا ً
لعبقريته ،وقال في مقدمة البخلاء(( :ولو أن رجلا ً ألزق نادرة بأبي الحارث جم ّين
والهيثم بن مطهر ،ومزبد ،وابن أحمر ،وكانت باردة ،لجرت على أحسن ما يكون .ولو
ولد نادرة حارة في نفسها ،مليحة في معناها ثم أضافها إلى صالح بن حنين ،وإلى ابن
النو ّاء ،وإلى بعض البغضاء ،لصارت باردة ،ولصارت فاترة ،فإن الفاتر شر من البارد)).
هذا اعتراف من الجاحظ بأنه ربما اخترع كثيرا ً مما جاء في الكتاب ،وثمة
اعتراف أخطر يورده في رسالة ((فضل ما بين العداوة والحسد)) و يؤكد فيه أنه ربما
ألف الكتاب ،فيطعن فيه الطاعنون ،وربما ألف كتابا ً أقل من الأول ،ثم نسبه إلى من
***
٢٢
ومن أبرز سمات كتاب البخلاء تلك الدقة في الوصف والتصوير ،وكل قطعة
من الكتاب شاهد قوي على قوة تصوره ،ودقة ملاحظته ،وخصوبة خياله ،وعنايته
بالتفصيلات .وسأورد وصفا ًلأكول استطاع الجاحظ فيه أن يرسم بخياله المبدع صورة
من أدق الصور .بل كأنه يصوره في شر يط سينمائي ،و�لكنه هنا يورد الصورة بالألفاظ
((وكان إذا أكل ذهب عقله ،وجحظت عينه ،وسكر وسدر وانبهر ،وتر بد
وجهه ،وعصب ،ولم يسمع ،ولم يبصر ،ولم يفجأني قط وأنا آكل تمرا ً إلا استفّه
سفّا ً ،وحساه حسْوا ً ،وزدا به زدْوا ً .ولا وجده كنيزا ً إلا تناول القطعة كجمجمة
الثور ،ثم يأخذ بحضنيها ،و يقل ّها من الأرض .ثم لا يزال ينهشها طولا ً وعرضا ً ،ورفعا ً
وخفضا ً ،حتى يأتي عليها جميعا ً ،ثم لا يقع غضبه إلا على الأنصاف والأثلاث.
ولم يفصل تمرة قط من تمرة ،وكان صاحب جُمل ولم يكن يرضى بالتفار يق ،ولا
رمى نواة قط ،ولا نزع قمعا ً ،ولا نفى عنه قشرا ً ،ولا فتشه مخافة السوس والدود.
ثم ما رأيته قط إلا وكأنه طالب ثأر ،وشحشحان صاحب طائلة ،وكأنه عاشق مغتلم
هذه قطعة فنية بالغة الروعة ،ألفاظها منتقاة بعناية ،وصورها شديدة الدقة
وهي محيطة بالتفاصيل الصغيرة� ،لكن هذه التفاصيل جاءت على ((ريشة)) مصور
عبقري ،فرسمت لنا هذه الصورة .ولا أظن أحدا ً قرأ هذه القطعة إلا راح خياله
بعيدا ً ،يرسم صورة هذا الأكول النهم متحركة بأصواتها وهيئاتها وتغيراتها .ولعل مثل
هذه الصورة تذكرنا بمصور آخر دقيق جدا ً هو ابن الرومي ،فلقد كان في وصفه أكثر
من مجرد وصاف .لأنه يرسم الصورة متكاملة .لننظر إلى وصفه الأحدب في بيتين ،لقد
كان بإمكانه أن يكتفي بالبيت الأول� ،لكنه أضاف الثاني ليزيد الصورة قوة ووضوحاً،
٢٣
قصرت أخادِع ُه ،وطال قذالُه
فكأنّما م ُترب ِّص أن يصفعا
مرة ً
صف ِعت قفاه ُ َ ّ
وكأنما ُ
وأحس ثانية لها فتجمعا
***
يبقى أن نشير إلى صفة أخرى من صفات كتاب البخلاء ،وهي ((السخر ية))
لأنها من أبرز صفات الجاحظ الفنية .والأصل فيها طبيعة الجاحظ ومزاجه .فقد كان
رجلا ًمرح النفس ،متهل ّل الخواطر ،مطلق الوجه ،نزاعا ًإلى الضحك ،يدعو دائما ًإلى المزاح
والمفاكهة .ومن هنا سلك في النقد مسلك السخر ية اللطيفة التي تشير إلى مواطن العيوب
وتصورها في جو مرح تتخلله بسمات الاستحسان ،وتضج فيه ضحكات السرور .وللجاحظ
حكاية مشهورة رواها بنفسه ،إذ يقول إنهكان في السوق ،فلقي امرأة حسناء ،فأشارت
إليه أن اتبعني ،فتبعها إلى أن وصلت به إلى دكان صائغ ،فقالت للصائغ(( :مثل هذا))
وانصرفت .واحتار الجاحظ فسأل الصائغ عن معنى هاتين الكلمتين ،لأنه لم يفهم شيئاً ،فقال
الصائغ :إن المرأة جاءت إليه تريده أن ينقش لها على قطعة صورة الشيطان ،فأخبرها بأنه
لم ير الشيطان ولا يعرف شكله ،فغابت قليلا ًثم عادت بالجاحظ ،وقالت للصائغ ما قالت.
والجاحظ يقول في إحدى رسائله ((الجد مبغضة والمزح محبة)) .و يقول في رسالة أخرى:
((من يغضب من المزاح إلا كز الخلق؟ ومن يرغب عن الفاكهة إلا ضيق العطن؟)).
***
٢٤
ذلك هو الجاحظ المعتزلي العالم المتكلم الأديب الراو ية الناقد الفنان المصور البارع
الساخر العابث .وهذا هو كتاب ((البخلاء)) الذي يعبر أقوى تعبير عن شخصية الجاحظ
وهذا هو المشروع الذي أقدمه للقارئ .أردت أن أحافظ على روح الجاحظ،
أو صعوبة .وهو المشروع الذي أدعو إخواني عشاق اللغة العربية وآدابها وتراثها العظيم إلى
الالتفات إليه ،وإعادة تقديمه إلى أبناء الجيل الجديد بلغة جديدة .أما الدارسون والباحثون،
فإنهم ـ كما قلت ـ سيعودون إلى الكتاب الأصلي و يحققون متعة وفائدة جديدتين .وأملي
كبير في أن تتضافر جهود أبناء العربية لتقديم تراثها إلى أجيالنا الجديدة ،وأحسب أن
كثيرين سيتابعون هذا المشوار .فإن كنت قد نجحت في مهمتي ،فهذا بتوفيق من ال ل��ه،
وإذا شعر القارئ بالاستمتاع حين يقرأ الكتاب ،فالفضل الأكبر للجاحظ ،وإذا لم يستمتع،
نزار عابدين
٢٥
بسم ال ل��ه الرحمن الرحيم
ك من الفائزين برحمت ِه. تو ّلاك َ ال ل��ه ُبحفظ ِه ،وأعانَك على ُ
شك ْره ،ووف َّقك لطاعت ِه ،وجعل َ
ل
تصنيف حي ِ
ِ ذكرتَ ـ حفِظَك ال ل��ه ـ أن ّك قرأتَ كتابي ((حِي َ ُ
ل اللصوص)) في
سدَدْت به
ل حيل لصوص الليل وألاعيبِهم ،وأنك َ
لُصُوص النهارِ وشرحِها ،وفي تفصي ِ
ضعْف ،وحَصَّ ن ْت بهك َّل ثغرة ٍ يمكن أن يَنفُذ َ منها اللصوص ،وأن ّك وصلتَ ك َّل نق ٍ
صو َ
وقلتَ :ا ْذكر لي نوادر َ البخلاء ِ وأقوالَهم وحججَهم ،وما يجوز ُ منه في باب الجِدّ ،وما
حاب
ن غزوان كذلك ،وكانَ حليماً� ،لكنه كان من أص ِ
لب ُ
ن الب َش َرة ،وكان إسماعي ُ
لو ِ
َث
َف الشعر َ على مذهبه ِ ،فلم يكن يرقى شعره ُ الغ ّ
أبي نواس الشّاعِر ِ الماجن ،وكان يتكل ّ ُ
ِ
باصطناع الف ُكاهة ِ والع َب َث ،وكان كاتبا ً إلى طبقت ِه ومرتبت ِه ،فكان يُغطّي ت ُخل ّف َه عنه
لدى ال ُس ّراة والُولاة ،فقد كتب لمويس ب ِن ِعم ْران ،ولأبي سليمان داوود ب ِن داوود.
الفيلسوف
َ كن ْديّ التي دافع فيها عن البُخْل ،حتى لقد ظن ّه الناس
وذكرتَ آراء ا�ل ِ
وذكرتَ رسالة سهل بن هارون إلى محمد بن ز ياد وإلى بني عم ِّه من آل ز ياد،
ولا تثقْ بشكر م َن تعطيه ِ حتى تمن َع َه ،فالصابر ُ هو الذي يَشك ُر ُ ،والجازِع هو الذي يكف ُر))
ن
حسَ َ
كاتب جعفر َ بن يح ِيى البرمكي وكان ذكيا ً فَه ِماً ،نقيّ الألفاظ ،جي ّد المعانيَ ،
ِ
ال ل��ه له ـ كان مسْتهتر ِا ً بالنساء ،غير َ م ُتحر ّ ٍِج فيهن ،وقد قال في هذا ((الأصواتُ الحسنة ُ
الحارثيّ والي مكة َ والمدينة والطائف واليمامة في أيام أبي جعفر المنصور وإن كان هذا
حاب النوادرِ في البخل ،أما الحارثي الذي نعنيه فهو غنيّ ٌ يتشبَّه ُ
يُع َ ُ ّد في البخلاء أص ِ
بالنبلاء والأشراف.
ل إصْ لاحا ًوَصَلاحاً ،وتسميته ِم الش ُحَّ اق ْتصادا ً وتوفيرا ً .و َلِم َدار ُوا حول
سببَ تَسْميتهم البخ َ
منع ال�خيْر ِ عن الناس ،ونظروا إليه ِ على أنه من حَزْم الر ّجال ،ولِم َ ناصبوا مواساة َ الآخرين
ِ
٢٧
ل ال�خير والإحسان بالإس ْراف الذميم والتضييع .ولم َ جعلوا ا�لك َر َم
الع َداو َة ،وقرنوا فِعْ َ
ولم يكت َرث ِوا لما يلْحَق بهم من المذمّة لبخلهم ،ولم َ ع َ ُ ّدوا من الضعفاء من ان ْفر ْ
َجت أسارير ُه
ل فيه من اله ِجاء ،ولم أتعبوا أنفس َهم في الإت ْيان بالحُجج إلى م ٍ
َدح وثناء ،ولا يهمّه ما يقا ُ
ن غيرهم ،ولم َ لجُ ّوا في الب ُخل وتهافتوا عليه ،وأسرعوا إليه ،ولم َ ارتضُوا لأنفسهم أن
مساك ِ
ق ذلك الاسم ،مع أنهم يأنَفون منه ويتكبرون ،ولم رغبوا وألحوا
ك من يستح ُ
يَس ُ�لكوا مسل َ
بأي ثمن ،وبأيّ وسيلة ،ولم زهدوا في الإنفاق ز ُهد َ الناسكين ،ولم َ
أي مقدا ٍر ّ ِ
في كسب ّ ِ
ِف من زوال الغنى ،ولم تكن أفعال ،من
ل الخائ ِ
ل الغنى ،أفعا َ
كانت أفعالُهم ،وهم في حا ِ
ل
خاف زوال النعمة وينتقصونَ فع َ
يرجو دوام َ الغنى ،ولم َ يُكر ِّمون ويذك ُرون بال�خير ِ من ي ُ
على نفسِه بالشقاء بل كيف يدّعي نصيحة َ عا َّمة ِ الناس ،من يَغ ُّش خا َ ّ
صتَهم؟
ِ
لمدح فعل أجْمعت ورغبتَ ـ أدام َك ال ل��ه ـ أن أبيّن لم أوْردوا الحجُ َ
ج والبراهين
الأمّة على أن ّه من قبيح الفعال ،مع أنهم من ذ َوي المعرفة والعقول الرشيدة ،ولم
كانوا يفتخرون بما تم الإجماع عليه على أنه من الأفعال المذمومة مع أنهم ليسوا من
الجُهلاء ،وكيف ينتبهون وهم يبحثون عن ع ِلل هذه الأفعال وأسبابها ،وينطلقون فورا ً
الغايات البعيدة والمعاني الخافية ،ولا يفطن ُون للقُب ْح الظّاهر في البْخْل ،وتكفيه
ِ إلى
ل الذكر ِ بين الناس، شناعة ُ اسمه ِ وبشاعت ُه ،وأن ّه لا يؤدّي إلا إلى ال ُ ّ
سمعة َ السي ِّئة ،أو خمو ِ
بالإضافة ِ إلى أثره ِ السيِ ّئ على البخلاء وأه ِلهم ،وم َنْ يُعاشرهم.
٢٨
ل
ن هذا الما َ
ل البال بالحفاظِ على ماله ،مع أ ّ
ل يجمع بين الت ّعب وان ْشغا ِ
والبخي ُ
أعدائه ،ويتمن ّى له الموتَ سر يعاً ،ويرى أنه أحقّ بهذا المال من صاحبه ِ ،وفي هذا ،ألم
ل والغباء ،و يلصقْ بنفسه صفة َ الغاف ِل الأحمق؟ فيكف يبحثُ عن
يُظْهر البخيل الجه َ
وتقريب
ِ تبرير ٍ لهذا بالمعاني القو ية والألفاظ الجميلة ،والاختصار الذي يوحي بالبلاغة
المعاني ،وسهولة التنصِ ل مما هو فيه ،وإدراك المعاني البعيدة ،فكان ما َظه َر من المعاني
ن العقل؟
ل ونُقصا ِ
التي يردّدها ،والشرح الذي يقدّمه مكذِّبا ً لما كان يُظهر من الجه ِ
القريب من
ِ ك
ن أن يُبصر المعاني َ البعيدة الغامضة ،و يعجز َ بغبائ ِه عن إدْرا ِ
وكيف أمك َ
ض والتضادّ،
وجه ِ الحقّ ب ِع ِناد ،وخالَفوا ما أجم َع عليه الناس ،وكيف اجتم َع فيهم التناق ُ ُ
والفطنة العجيبة ،وما السببُ الذي حَ جبَ عن بصائ ِرهم وعقولهم أقر َب المعاني والأفكارِ
وقلتَ :ولستُ أَ عْجبُ مم ّن ترك َ في البخل حياءه وتبع هواه ،أو من باح بأسراره ِ
مم ّن غَلبه بخلُه على عقلِه فأف ْقده صفة َ العقلاء ،فكأنما يتعَمّد و يقصد ُ إظهار َ عيوبه ،كما
٢٩
و يقاوم ُ ال َّطب ْ َع القويم ،وربما يظنّ أن الآخرين أدركُوا بخلَه الشديد ،فاستحيا من ذلك،
وراح يمُوِّه على بُخله ،وهو شيء لا يمكن إخفاؤه ،كمنْ يُحاول أن ي ْرق َ َع ثوبا ً ممز ّقا ً لا
فإذا كان قد أدرك َ أن فيه عي ْباً ،وأدرك َ أن الآخرين يعرفون هذا العيب،
ينتب ِه ُ إلى عيوبه إذا أطعمهم ،حتى لو كان عيب ُه مكشوفاً ،وعيبُ غيره مستورا ً؟ وكيف
ّزت بين من ق َهره زمانُه وز َجره َ وم َنعه ،ومن يَشْك ُر ويدعو بال�خير ِ و يطلب ُه
وا�لكذب ،و َمي ْ
٣٠
ك من َ الطيبات ،وان ْكف َأْ تَ
بدعوته ِم إلى مائدت ِك ،وإلا سَتَرْت نفسَك ،وانْف َرَدْت بما طعام ُ َ
بما في هذا الع ِلم ما تحمي به عِرضَك وسُمعتك من الذميمة ،كما أفدتُك بكتابي ((حيل
ق وأمّ ٌ حانية.
أب مشف ِ ُ
اللصوص)) في حماية أموال ِك ،أكونُ قد أفدتُك ما لم يقدّمه لك ٌ
حفِظَك ال ل��ه ـ أن أبيّن ل َك آراء َ خب ّاب المُداف �ِع عِن مذهب المَزدكية
وسألتني ـ َ
وديانتِهم في نفي غيرة الرَّجل على نساء ِ بيته ،وال َد ّعوة إلى أن يكون تقديم ُ الزوجة ِ
ن الغريب البعيد ،وأن هذا كمن يحرثُ أرضَه بَد َلا ً من أن يَحرثها
أحَقّ ببنت ِه أو أخت ِه م َ
وصاروا يُبالغون في كراهيت ِه حتى عَدّوه من أكبر ِ الكبائر وصار ُوا ي�خترع ُون الأسباب
ل شنيع.
لي ُقنعوا الآخرين بأن ّه فِعْ ٌ
وأن أكتبَ لك حكاية َ أبي الجهجاه ُ
الن ّوش َرواني الذي كان ي َدعي الجنون
ن
جعْلِه في مرتبة ٍ مساو ية لمرتبة الصدق ،وأ ّ
ومتّهما ً بالزندقة في الد ِّفاع عن ا�لكذب ،و َ
الناس يظل ِمون ا�لكذب بتناسي أفضالِه وذِك ْر مساوئه ِ ،و يجاملون الصدق بتذكر منافعه،
َ
وتناسي أضراره ،ولو أنهم عدلوا في الموازنة بين الاثنين ،وتذكروا خصال كل منهما لما
فرقوا بينهما هذا التفر يق كله ،ولما نظروا إليهما هذه النظرة الظالمة ولرأوهما متساو يين.
٣١
وأن أشرح مذهب صحصح ورهطه الذين كانوا يكرهون الحياة العقلية ،ويبتغون
ا�لكمال الجسدي ،ويرون أن أفضل العيش يكون في كثرة المال وصحة البدن وخمول
الذكر وتفضيل النسيان ،وأن الغباء في مجمل أحواله أفضل وأنفع من الذكاء والفطنة
في مجمل الأحوال ،لأن العقل مقرون بالحذر والاهتمام ،والغباء مقرون بالأمن
ولولا أن هذه الأبواب كلها وأكثر منها موجودة في كتابي ((كتاب المسائل))
لأتيت على كثير منها في هذا الكتاب وأما ما سألت من المبررات والحجج التي يسوقها
الأشحاء ،ونوادر أحاديث البخلاء وطرائفهم ،فستجده في هذا الكتاب إن شاء ال ل��ه تعالى
بتفصيلاته وإجماله ،وهذا أجمع لهذا الباب ،من سلوك هؤلاء من وصف ما عندي،
وليس كل ما وصل إلى علمي من أخبارهم ،وبالاقتصار على الأخبار المؤكدة ،يصير
الكتاب أقصر ،وتقل عيوبه .ونبتدئ برسالة سهل بن هارون لبني عمه ،ثم بطرائف أهل
وستجد في هذا الكتاب ثلاثة أشياء :تتبين حججهم الطر يفة التي قد تبعث على
الضحك ،أو تتعرف الحيل اللطيفة ،أو تستفيد منه النوادر العجيبة ،وفي أقل فوائده
أنك تضحك مما جاء فيه ،وتلهو بقراءة أخبار هؤلاء إذا مللت الجد.
ونحن نزعم أن البكاء صالح لتهذيب طباع الإنسان ،ومحمود العواقب بشرط
أن يوافق موضعه ،ولا يتجاوز المقدار المحمود منه ،ولا ينصرف إلى جهة غير صحيحة
وهو دليل على الرقة والحنان والابتعاد عن القسوة وتحجر العواطف ،وربما عده بعضنا
دليلا ً على الوفاء وشدة الحزن على الأحباب ،وهو من أعظم ما تقرب به العابدون
إلى ربهم ،واسترحم به من يخافون هول ما قد يلقون في آخرتهم .وقد اشتد خوف
رجل عندما رأى ابنه يبكي بشدة ،فقال له بعض الحكماء» دعه ولا تخف فإن البكاء
٣٢
ولعلي أذكر عامر بن عبد ال ل��ه بن عبد قيس العنبري التميمي الزاهد العابد ،وما
كان عليه من رقة القلب وصفاء البصيرة وحضور البديهة ،إضافة إلى روعة البيان
وحُسن الديباجة ،والق ُدرة ِ على أن ينفذ ببيانه إلى أعماق القلوب ،فقد ضرب عامر
العيونُ بين الشهداء)) فبكى حتى أصابَه العمى ،وكان يُسمى البكّاء ،وقد اشْ تُهر بهذا
و�لكن الب ُكاء بلاء ،وربما أعمى البص َر ،وأفسَد َ الدماغ ،ود َ َّل على سُ خف صاحبه ِ،
ك لَما قيل للز َّهرة والوردة وم َلاءة ِ النساء ِ الحريرية ،والحل ُِيّ الجميلة والقصر الذي
ح ُ
ك المُض ِ
ح َ
ويُض ِ
ن بناؤ ُه ((كأنه يضحك ضَ ح ِكاً)) .وقد قال ال ل��ه سبحانه وتعالى في سورة النجم(( :وأنه ُأحْ ِ
س َ
ه ُو أضحك وأبكى ،وأنه هو أَمات وأَحْ يا)) فوضع ج َّل ذِكرُه الضَّ
ل الحياة ،والبكاء َ
ك في مقاب ِ
ح َ
ِ
بالنقص .وكيف لا يكون عظيما ًفي بعث السرور في النفوس ،وكبيرا ً في تهذيب الطبائع،
ل ما يظه ُر من الطفل
ك أو ُ
ن الضح َ
ل طباع الإنسان وأساس تركيبه؟ لأ ّ
أمر في أص ِ
وهو ٌ
الصغير ،وبه ِ تطيبُ نفس ُه ،وعليه ينمو جس ُمه ،ويشت ّد عود ُه و يكثر دم ُه وتزيد ُ مادة ُ قوته.
ولأن العربَ يفضلون الضّ حك و يقدّرون خصالَه ُ
سم ّوا أولاد َهم الضح ّاك
٣٣
والصالحون وم َزحُوا ،وإذا مَدَحُوا رجلا ً قالوا :إنه ضح ُوك السّنّ ،وبسّام في الأماسي،
ل المعروف،
ح ل�لكرم ،ويُسرِع ُ إلى فع ِ
ش باسم ،وقالوا :إنه يرتا ُ
الضيف بوجه بشو ٍ
َ و يقاب ِلْ
َط لهما فكأن ّه أصابَه اهتزاز ،وإذا ذ َ ُمّوه قالوا :إنه عابس الوجه ،وزاد ُوا في شدّة
ينش ُ
و�لكنّ للضحكِ مواضع َه التي لا يجوز ُ فيها العبوس ،وله مقدار ٌ لا يج ُوز أن يزيد َ
عنه ،وللمَز ْح مواضع ُه ومقدار ُه ،فإذا تجاوَز َهما أحدٌ أو قص َّر عنْهما أحد ،صار َ ما يزيُد
المناسب كلاما ً فاسدا َ مضطرباً ،وصار التقصير ُ نقْصا ً م ُعيباً .فالن ّاس
ِ منهما عن المقدار
ح والضحك ،ما داما في ح ُدود المعقول والمقبول .فإذا ُأريد بالمَز ْح النفع،
لا يعيبون المز َ
ولا أخدعك في كتابي هذا وبه ِ ،ولا ُأخفي عنك عيوبَه ،لأنني لا أستطيع أن
ق كما
البحث والتدقي ِ
ِ ل تريد ُها ،ولا يمكن أن يوفّى ح َ ّقه من
أجَعله في دَر َجة ٍ من ا�لكما ِ
الكتاب فصولا ًكثيرة ً ناقصة ،فإذا زِدْنا فيها طرفا ًواحدا ً غُر ِف
ِ يجبُ أن يكون ،لأن في
أصحابها ،وإ ْن كنا لم نَش َأ أ ْن يُعرفوا ،ولم نذك ُر أسماءَهم ،وسيتح َّقق هذا سواء ٌ سميناهم
وليس
َ ل على أسمائِهم ،ومنهم أصدقاء ٌ ومقربون ومستورون وم ُتجمل ّون، أو ذكرنا ما يد ُ ّ
نقص يخت ُ ّ
ل به ك أسرارهم ،فهذا ٌ لنا من ع ُذ ٍر في قصْ د إفادت ِِكم ،بأن نتجن ّى عليهم ،ونهت َ
الكتاب ،مع أن هذه الأحاديثَ معظم ُ مادته التي ستنال إعجابكم ورضاكم.
ل على
وفي الكتاب أحاديثُ أخرى غير ُ مشهورة ،ولو اشْ تُه ِرت لما كان فيها دلي ٌ
أصحابها ،ولا تض ُرّهم في شيء ،ولا تتح َ ّقق الفائدة ُ والاستمتاع ُ بها ،إلا بأن ي ُ َ
عرف أهلُها،
٣٤
حتى تكون منتسبة ً إلى مُسْتحقّيها ،و يكونَ معدنها وجوهرهُا م ُلتصقا ً باللائقين بها ،فإذا
ف ما فيها من
ن نصْ َ
ل بين هذه الأحاديث وعناصر ِها ومعانيها وأربابِها ،فإ ّ
جرى الفص ُ
يحْض ِرونهم
وتعلَم ُ أن ثمة من يتجرون بالنادرة ،يدعوهم الأغنياء ُ إلى مجال ِسهم ،و ُ
والشرف والغنى
ِ طعامَهم ،وربما أجزلوا العطاء َ لهم ،حتى بات هؤلاء مظْهرا ًمن مظاهر الجاه ِ
وقد كانا يصلانه ِ بالرشيد أحياناً ،وله نوادر ُ لطيفة ٌ غير ُ قليلة .ومنهم الهيثم بن مطهر الذي
كان أَ عْرج ،و�لكنه لم يُرْزق الشهرة َ التي رُزِق َها أبو الحارث ،ومنهم أبو إسحاق م ُزب ّد الذي
وأنت تحصُد)) �لكن ّهكان سي ّئ السيرة ِ بالمتاجرة ِ بالخُمور والجم َ ْع بين الن ّساء ِ والرجا ِ
ل في بيته.
ولو أن أحدا ً روى نادرة ً باردة ً غث ّة سخيفة ،ونَسبَها إلى أحد هؤلاء :لضح َ
ك
فاترة ً لا تُضْ حِك أحدا ً ،ولا تبعثُ بهجة ً أو سرورا ً ،والفاتر ُ شرّ ٌ من البارد.
٣٥
ن عبدِ ال ل��ه العِجْلي ،وهو من زه ّاد أه ِ
ل البصرة ،ومنهم وأذكر معهما أبا معتمر ب َ
ن الرّفَاشيّ ،وكانَ خطيبا ً ورثَ الخَطابة أبا ً عنْ جد ،وقد كان أجداده ُ
ن أبا ِ
أيضا ً يزيد ُ ب ُ
َّ
القص في و َعظه وسيلة ً لتقو ية العواطف والمشاعر. من خطباء ِ الأكاسرة ،وكان يَعْتمد ُ
يعظ به الناس ويدعوهم إلى ُال ّزه ْد ،ثم نسب َه إلى بكْر ِ
فلو أن أحدا ً أل ّف كلاما ً ُ
حسَنا ً وإن لم بن عبد ال ل��ه ،أو عامر بن عبد قيس ،أو مورِّق العِجْلي ويزيدِ الر ّقاش ّ
ي لبد َا َ
َف حسن ُه ،ولوج َد فيه الناس رفعة ً ونضارة ً لم تكونا فيه.
يكن ،أو لتضاع َ
مع القر ّادين في نظا ٍم واحد ،أو إلى الشّاعر ِ الماجن أبي نواس الحسن بن هانئ ،أو
إلى الشّاعر الحسين ب ْ ِن مُطَي ْر الملقّب بالخليع ،لفقد الكلام ُ قيمت َه ،وبدا سم ْجا ً وغليظاً.
وقد كتبنا لك في هذا الكتاب أحاديثَ كثيرة منسوبة ً إلى أصحابِها ،وأحاديث
كثيرة ً أخرى لم ننسُبْها إلى أصحابها ،إما خوفا ً منهم أو إكراماً ،ولولا أن ّك طلبت مني أن
أكتبَ هذا الكتاب ،لما كلَّفت نفسي مش َ ّقة كتابته ِ ولما وضعت كلامي بحيث يظل ِم ُني
٣٦
رسالة سهل بن هارون
ح ال ل��ه أمرَكم ،وجم َع شم�ل َكم ،وعل َّمكم ال�خير ،وجَع�لكم منْ أهله.
بسم ال ل��ه الرحمن الرحيم .أصل َ
س حكيم ُ بني تميم وسي ّدها مخاطِبا ً قومه :يا معشر َ بني تميم،
الأحنف بنْ قي ِ
ُ قال
ترى الع ُيوبَ مجتمعة ً على كثرتِها ،فتأ َمّل م َن يُكث ِر ُ من ذِك ْر عي ُوب الناس ،فإن ّه إنَّما
ح
وأوّل العيوب أن تَعيبَ على أح ٍد ما ليس عيباً ،ومن قَبيح الأفعال أ ْن تَنص َ
أردنا بما قُلنا �لكم ،إلا أن نُقوِّم ما اعوجّ من ُأمورِكم ،وأن نهديَك ُم سواء َ السبيل .وما
ابتغينا إلا أن نُصل ِح ما فَسَد َ من أمركِم ،وأن ن ُرشِدكم إلى ما يُبقي الن ِّعمة َ عليكم .فإذا
ولا ع َت َبَ �لكم ،لأنّنا ما أوْصيناكُم إلا بما اخْتَرْناه لأنفسِنا قبل أن ننصحك ُم به،
حتى لقد اشتُه ِْرنا ِبه ِ بين الناس .وأنتم أهلُنا ومن ذوي رَحِمنا ،وكان جديرا ً بكم ـ إكراما ً
ن ني ّتنا حين نبّهناكم ،وأن تلَْف ِتوا نَظَرنا ،إذا كنّا قد أْ غف َلنا واجبَ
س َ
ح ْ
لهذا ـ أن ت ُراعوا ُ
من أعظ ِم الشّقاء والت ّعاسة ،وأبعدِ الأمورِ عن نيل السعادة ـ وهي المُب ْتغى ـ أن يتذ َك ّر َ
ِ
استماع المتعل ِّمين ،وهو ال ُ
خطأ الجمي ُع خطأَ المعل ِّمين ،وإن كانَ بسيطاً ،ويتناسوا سُوء َ
مر فظي ٌع شنيع ،ولا يهتم أحدٌ بتعمّد
الفادح ،وأن ينظ ُروا إلى لو ِم اللائمين على أن ّه أَ ٌ
ِكاب ما يَسْتح ُِقّ اللوم.
الملومين ارْت ِ
ل من
خَبْز َ الفطيرة .ليكونَ الطعم ُ أطيب ،وعدد ُ الأرغفة ِ أكثر .فماذا في هذا القو ِ
ن العجين
ل بيته :أجيدوا عَج ْ َ الخطأ؟ لقد كان عمر ُ بن الخطاب رضي ال ل��ه عنه يقو ُ
ل لأه ِ
وأَ ن ْع ِموه ،فإن ّه يزيد ُ في العجين ويُنمي ّه فهل أخطأتُ إذا تَش َبّه ْتُ به؟
وعِبتُم عل َيّ قولي ،م َن لم يكنْ حر يصا ً على عد ِم الإسراف في الأشياء الرخيصة ِ
فلقد طلبتُ ماء ً للوضوء ،فجاؤوني بك َيْلة ٍ يدل حجم ُها على أنها تكفي لوضوئي،
الماء ،ونقص عليّ ماء ُ الوضوء ،فعلمت أن ّني تهاوَن ْت بالماء في اب ْتداء ِ الوضوء ،وأَ س ْرف ْت
في استعماله ،ولو أن ّني اق ْتَصَدت في أوّل الوضوء ،لكانَ الماء كافيا ً جمي َع الأعضاء،
من الماء .ف ِعبتم ُ عليّ هذا التصرف ،ورأيتموه فعلا ً قبيحاً ،وبذل ْتُم جُهد َكم لتصوير ِ شناعته ِ
وقبحه ،وفضحتموني به ِ بين الناس .فلماذا؟ ألأن ّني أكره ُ الإسراف؟ لقد كان الحَسَن
البصري ،وهو الإمام ُ الفقيه ُ الذي تعل ّم على يد عبد ال ل��ه بن العباس رضي ال ل��ه عنهما،
٣٨
ْتف أبو
ل عنْد َ ذِكر الإسراف :إنه يكونُ في الن ّاف ِع َي ْن الماء والكلأ .فلم يك ِ
وعن ْه أخذ ،يقو ُ
ترتيب
ِ آداب السلوك ،ولا في
ِ ن شيئا ً ،وماذا في هذا من العيب؟ ليس من
س ُ
تح ْ ِ
ُ
السّادة ،أن يتساوى التاب ُع والمت ْبوع ،والسّيد والعب ْد ،وا�لكبير ُ والصغير ،والعظيم ُ
كلا ً منهم يُستقبل بتحية ٍ مختلفة ،وي ُر َ ُدّ عليه السلام ُ بشكل م ُغاير ِ للآخر .لأ ّ
ن هؤلاء
ق اهتمام َ
الذين ذكرتهم لا ي َ ْفق ُدون من مالِهم ما ي َ ْفق ُد القادِر ُ عليه ،ولا يهتمون للإنفا ِ
العارف ق َ ْدر َ الأشياء وقيمتَها .بل إن من هؤلاء الذين لا يُقَدّرون الن ِّع َم حقَّ قدرها،
ِ
لقد عِبتم ُ عليّ أنني خَب ّأت ما خب ّأت ،مع أن بعض الأَ ئِم ّة خب ّأ وعاء ً ليس فيه
س
إلا م َدقوق الح ِنطَة ِ والشعير ،وخَتَم عليه بالطين ،ومنهم من ختم بالطينِ على كي ٍ
ك ُت ّم عنهم ،لأنكم لا تقدِرو ُن فارغ ،وقال :الخَت ْم إن وَجَب ،خير ٌ من ح ُل ْو ُ
الر ّطَب .فس َ
على عيبِهم ولا تجرؤ ُون ،وعي ّرتُموني ما فعلت ،مع أنّهم إنما خَب ّأوا الأشياء َ العادية ،ولم
وشنّعْتُم عليّ أنني قلت لغلامي :إذا طَب َخْ ت اللحم َ فزِ ْد في إنضاجه ،وزِ ْد في م َرَق ِه،
ِ
الانتفاع حتى يكاد َ اللحم ُ يذوبُ في المرق ،فيكونُ اللحم ُ والمرقُ إداما ً ل�خُبْز ِنا ،ونجم َ ُع بين
٣٩
باللح ِم وطيب المرق ،فما العيبُ في هذا؟ لقد قال رسول ال ل��ه صلى ال ل��ه عليه وسلم :إذا
ج ْهد َكم عم ّا تَعيبونه عليّ ،فلم تجدوا إلا أن ّي أصن ُع للحذاء ِ نعلا ًتحتَ
ور ُحْ تم تبحثون َ
ل
ج النعل أبقى وأطو ُ
ص ب ِطانة ،وأن ّي قلت إن الحذاء مزد َو َ
نعله ِ ،وأن ّي أصْ ن َع للقمي ِ
ْي ،وأوْفّى للقدم ،كما إنه ينفي ا�ل ِكبْر َ والإعجابَ والخي َُلاء ،وهو ت َ ُ
شب ّه ٌ عمرا ً ،وألينُ في المَش ِ
حسْن تدبير ِ الأمور ،وقد كان النبي صلى
بالناسكين .وأن ّي قُلت إن ترقي َع الثوب من ُ
يعل ِّمنا التواضعَ ،وقد قالوا :لا تُطْع ِم العبْد َ ا�لك ُراع ،فيطم َع في الذ ِّراع.
التي ْميّ ،من تَي ْم قريش ،وهو ال َّسبَاقُ ودع ُوني أ ْذكر �لكم أبا محمد طلحة َ بن ع ُبي ْد ال ل��ه َّ
ل واس�ِ ُع ال َّثراء ،حتى سُم ّي :طلحة َ ال�خير ،وطلحة َ الفياض .لقد ضم ّت زوج ُه
الغنيّ النبي ُ
وكان عمر بن الخطاب رضي ال ل��ه عنه يَرْق َ ُع ثوبَه ،بل قيل إنهكان في ثوبه ِ رِقاعٌ
َف بترقيع ثوبه ِ ،بل ر َضي بأن تكون الرقاع ُ من الجلد .وكان يقول:
من جلد ،فلم يكْت ِ
ق البالي.
من لم يلبس الخَل ِ َ
عاق ِلا ً رزيناً .فأتاه برجل ،فوجدهكما طَلَب .فقال لمن أرسله :أكُنتَ ذا مَعْرفة به؟ قال:
لا ،ولا رأيته ُ إلا الساعة .قال ز ياد :فهل ذكرتَ له سببَ دعوتي له؟ قال :لا .قال:
فهل باَدل ْته الكلام ،و بَحَث ْتَ الأمور ،قبل أن تأتي َني به؟ قال :لا .قال :فَل ِم َ اخْت َرته من
٤٠
س بطعامهم ولباسِهم في
ل النا ِ
بينِ الن ّاس؟ قال :يوم ُنا يوْم ٌ حارّ ،فخرجتُ أعِرُف ع ُقو ُ
مثل هذا اليو ِم القائظ ،فرأيتُ ثيابَ الناس جديدة ً خفيفة .ورأيتُ ثيابَه قديمة ً بالية،
ن حزْم الأمور.
فقلت :لا يكونُ هذا إلا م َ
ل
ل دهْرٍ رجالاً ،ولك ّ ِ
ل شيْء قدْرا ً ،وهي ّأ له موضِعاً ،كما جع َل لك ّ ال ل��ه ُ ع ََّز وج َ ّ
ل لك ّ ِ
مقا ٍم مقالاً .وقد أحيا سبحانَه وتعالى بالسمّ ،وأماتَ بالغذاء ،وقد يشاء ُ جل ّت قدرتُه أن
ِ
الإصلاح والتواضُع، ل بالد ّواء .لذا فإن ترقي َع الثوب يجم ُع بين
يَغ َّص المرء ُ بالماء ،و يُقت َ
ق ذ َميم.
كبْر َ م َ َع الإسراف ،وكلاهما خ ُل ُ ٌ
أما من لا يرقع فإنه جَم َ َع ا�ل ِ
كسب وغنيمة ،كما قالوا :إن قِل َّة العيال وحد َها
ٌ وقد قالوا :إن الإصلاح وحد َه
بح ْها؟ ولماذا تستَغْربون الاكتفاء َ بالقليل ،وقد قال عمر بن الخطاب رضي ال ل��ه عنه:
ي َ ْذ َ
ساُه ْدي إليك دجاجة فقال :إذا كن ْتَ لاب ّد مُه ْدياً ،فاجْ عَل ْها بي ّاضة .بل إن أبا الدرداء
عويمر بن م َالك الأنصاري رضي ال ل��ه عنه ،وهو من صحابة ِ رسول ال ل��ه صلى ال ل��ه عليه وسلم
الأقربين ،كان يرى أن على المرء ألا يُهْدِر َ من الذبيحة شيئا ً حتى ولا عظامَها وعروق َها.
يحْف ََظ ماله ،ولا يُحكِّم فيه الإسراف ولا وعِب ْتُم عل َيّ ق َولي :إ ّ
ن على المرء أن َ
بعض
ُ ي ُرزق ولدا ً في آخر ِ عمره ،فمن أين سيُنْف ِق عليه؟ وماذا سيورِّثه؟ ولعله تُصيب ُه
مصائب الدهر مما لم يخطُر ْ على باله ،ولا أدركه عقلُه ،فينقلبُ طالبا ً بعد أنَ كان
ِ
٤١
أضعف ما يكونُ
َ شيئا ً ،و يظِه ُر الفاق َة والحاجة َ والشكوى إلى من لا يرحمونه ،فيكونُ
ِ
أقبح ما يكون به ا�لكسب .فلماذا يض ُع نفسَه هذا عن الطلب ،وقد يلُْجِئ ُه الده ْر ُ إلى
يحْس ُب حِسابَ
ن من لم َ
ِفظ به أل ْبقَ .وقولي :إ ّ
ل البال ،فإنه يُحف َظ ،والح ُ
وان ْشغا ُ
ن الخبيثَ
ْب الحلال ،وإ ّ
كس ِ
وقلت :إن الإنفاقَ في الحلال ،لا يكونُ إلا من ا�ل َ
بين المرء ِ واله َوى ،فع ِبتم عليّ هذا القول .أما سمعتم قو َ
ل معاو ية بن أبي سفيان :لم
أر َ تبذيرا ً إلا يقابِلُه ّ ٌ
حق مُضَي َّع .وقال الحسن البَص ْريّ :إذا أردتم أن تعرفوا من أين
الخبيث حتى يُه ْ�لِك َه .فما العيبُ في قولي هذا؟ وما كنتُ وال ل��ه إلا م ُ ْ
شف ِقا ً عليكم ،صادِقا ً
في مو َّدت ِكم ،حاف ِظا ً لما كان بيني وبين آبائ ِكم ،ولما�لَك ُم من الحُقو ِ
ق عليّ باسم الج ِوار،
الرحِم والق ُربى ،حين قلتُ �لكم :أنتم في دارِ وما بيَننا من الممالحة والمُلابَس َة وصلة َّ
٤٢
المَصائ ِب ،وال َّده ْر لا تُؤْم َن منه الن ّوائ ِب .فإن بقيتُم على ما أن ْتُم عليه من تبذير ِ الأموال،
ل
وإنفاق ِها في غير وجوه ِها الصحيحة ،وأصاب َْت أحدّكم مصي ْب َة في مالِه ،فذهبت بك ّ
ما كانت خزائنِ ُه تحو يه ،لم يج ْد شيئا ً يَحْميه .فحاف ِظوا على النِّعْمة ،واحْ ف َظوا ال َّثروة في
أمكنة ٍ مختلفة ،فإن الَبلِي ّة لا تأتي على الجميع ،إلا إذا ماتَ الجميع ،فلا يجوز ُ أن يضَع
ل مالَه في شيء ٍ واحد .وقد قال عم ُر بن الخطاب رضي ال ل��ه عنه ـ في العبدِ
العاق ُ
ك الشّاة والبعير ،وحت ّى في الش ّيء ِ ال َس ّهْل اليسير :ف َرِّقوا في المنايا.
والجار ية ِ وامتلا ِ
أي لا تضعوا ما�لَك ُم كل َّه في شيء ٍ واح ٍد من هذا ،فإن هَل َك هَل َك الما ُ
ل ُ
كل ّه .وقال
العلامة ابن سيرين لأحدِ تج ّار البحر :كيف تتص َرّفون بأموا�لكم؟ فقال التاجر :نُفرِّقها
ن تدبير ِ الأمور.
ن سيرين هذا من حُس ِ
من العَطَب ،لما حَمَلنا خزائِنَنا في البحر .فع ّد اب ُ
ل قو ّة ،فمنْ لم وقلتُ �لكم ـ إشْ فاقا ً من ّي عليكم ـ :إن الغ ِنى كالخمْرِ يُسْكر ،وإ َ ّ
ن للما ِ
خوف من الفَقْر
ل بال ِ
سكْر ٍ الغ ِنى فق ْد أَ ضاع َه ،ومن لم يَرْتبط لديه الما ُ
ل من ُ
يح ْفظ الما َ
َ
كر َّرته كثيرا ً في سائ ِر كلامي ،ومن ذلك ما قُلت في يحيى بن خالد مادحاً:
٤٣
فماذا في قولي؟ لقد م َدحْ ت الرجل بأن ّه عدو ٌ للمال في النوائب ،و�لكنه غير ُ
ِف عندما ي َرى أن عليه أن يقب َِض يد َه .ومن هذا ما قلت في صديقي النبيل
مسر ٍ
ل
وإهانَة ٌ ،في ح ّق ِه ،للما ِ ل ت َُحر ّ ٍم
وخليقتان :تُق ًى وفض ُ
ل أن تُعْر َف فضيلَة ُ قلتُ هذا ،لأن العالِم َ يُغاث بالمال ،وبه تقوم ُ حياة النفوس .قب َ
ََ
ََ
العلم .و َأَن ّي قلت :إذا كنّا نتبيّن الأمور َ بالن ّفوس ،فإ ّ
ن الغ ِنى بصيرة ٌ وَه ِداية ،والفقر َ
ضلُ ،العلماء ُ أم الأغنياء؟ قال :بل الع ُلماء .قيل :فلماذا نرى العلماء
الأدباء :من أف َ
يقصدون الأغنياء وما نرى الأغنياء يقصدون العلماء؟ قال لأن العلماء يعرفون
بين المال والعلم ،فكيف نُساوي بين شيئين أحد ُهما يحتاج ُه ُ الجميع ،والآخر ُ إن لَزِم َ
ل أي
ل الغ ِنى على ما يكفي حاجة َ الإن ْسان ،كف َضْ ِ
وعِب ْتُم عليّ أن ّي قلت :فض ُ
آلة تكون في دارك ،إن احتجتَ إليها اسْ تَعْم َل ْتها ،وإن اسْ تَغْنيت عنها تَبقى ع ُ َ ّدة .وقد
س غيرك ،لكان لم يُفِدْك بشيء سوى أنه ع ِّزٌ تشع ُر ُ به ِ في نفسِك ،و َ
حسَدٌ وغيْرَة ً في نف ٍ
حظْك منه كبيرا ً ،وانتفاع ُك به عظيماً .وقد كان من السادة الرؤساء ،وأسرته من
٤٤
أشرف ُأسَر ِ ربيعة منذ ُ الجاهلية ،ولم ي َ ْس َع بالمال إلى ال ُ ّ
سوْدُدِ والر ِّئاسَة ،فقد سُئِلَ :كيف ِ
سدْتَ قوم َك وأنتَ بخيل؟ قال :لأني سديد ُ الرأي شديد ُ الإق ْدام.
ُ
ولسنا وال ل��ه ندع ُ سيرة َ الأنبياء ،وتعاليم َ الخلفاء ،وآدابَ الحكماء ،لنصغي إلى أقوال
ل ل
حاب الأهواء .وكان رسول ال��ه صلى ال��ه عليه وسلم يأم ُرُ الأغنياء َ بتربية ِ الغنم ،و يأمرُ
أص ِ
ك في
ك لحساب ِ َ
ك لم َِعاشك في الحياة ِ الدنيا ،وَدِين ُ َ
الفقراء َ بتربية ِ الدجاج .وقالوا قديماً :ما ل ُ َ
ل أح َد القسمين ،فكم
الحياة الأخرى .فَقَسَموا الأمور َ كل َّها إلى دي ِن ودنيا ،ثم جعلوا الما َ
ونفيس ومطلوب .وقال أبو بكر ٍ الصدّيق رحمة ال ل��ه ورضوانه عليه :إني
ٌ ل
هو عزيز ٌ وغا ٍ
يح ِب ّون
ل البيت الذين ُ ل ُأب ْغ ِض أه َ
ل البيت يُنفقون رزْقَ أي ّا ٍم في يوم .وكانوا يكرهون أه َ
ح ألْسِنَة ِ الناس
َح ُ
َب والد ّهاء ،و يكفيه أنه ُ مَص ّ ِ
ل والحمكة ِ والأَ د ِ
وهو م َن تعرفُون من العق ِ
في اللغة بعد أن فسدت على ألسنتِهم ،ي َنهى عن كرم ِكم هذا المُب ْت َك َر ،وعن جودِكم ُ هذا
ل المُسْتحد َث ،فقال لابنه :إذا بَس َط ال ل��ه ل َ
ك في الرزق ،فابْس ُط يد َك ،وإذا قَب َض ال��ه ُ
ن ال ل��ه َ أكرم ُ ا�لكرماء ،وهو الغنيّ عن العالمين .وقال :دِرْهَم ُ
فاق ْب ِض ،ولا تُجاوِد ال ل��هُ ،فإ ّ
ل تُن ْفقه في وجْه حقّ ،خير ٌ من ع َش َرة ِ آلاف تَقْب ِضها .ووجد على الأرض غ ُصْ نا ً
حلا ٍ
فنهاه ُ بعض المُس ْرفين عن ذلك ،فقال :اسْ كت يا ابن العَب ْسي ّة ،إ َ ّ
ن من حُسن ف ِ ْقه ِ المرء
إن ك َّل ما قُلتم ،لا قيمة َ لَه ُك َر َ ٍدّ عليّ ،ولا بِه ِ تُضْ ع ِفون رأيي وتُبْط ِلونه ،فانظ ُروا
٤٥
أئمة البخل
ل م َْر ٍو وخ ُراسان
أه ُ
مر ٍو
ل ْخص منهم أه ْ َ
الناس من أخبارِ بخلهم ،ون ّ
كث ْرة ما روى ُ ونبد ُأ بأه ِ
ل خراسان �ل َ
والحياكة ،و�لكنّهم اشْ تُه ِروا بالبخ ُل حتى صار َ شِ ح ّهم مَضْر ِبَ الأمثال ،وقال فيهم الشاعر:
جلوس عنده ،يقول المروزيّ : فإذا أتى المَرْوَز َِيّ زائر ٌ ،وإذا أطا َ
ل أحد ُهم ال َ
أتغ ّدي ْت؟ فإن قال الضيف :نَع َم ،قال المَر ْوزيّ :لولا أن ّك تغديت لغدّيتك أطيبَ غداء.
ل ولا كثير.
ل الزائر ُ شيئا ً في الحالين ،ولا يكونُ في يده ِ قلي ٌ
فلا ينا ُ
شعْر َ
ل ال ِّ
ك عن أسود َ ب ِن أبي كريمة ،وأصله من مرو ،وهو شاعر يقو ُ
وأحدّث َ
ح أمامك؟
ن بعيد لشرابنا وطعامنا ،وماء ُ البئر ِ المالح ُ مسفو ٌ
وتعلَم ُ أننا نأتي به من مكا ٍ
قلت :ليس ما به ِ من الماء العذب إنّما من الماء ِ المالح .قال :فهذا أبْش َع من ذاك ،لقد
خلص منه.
أفْسَدت الإناء َ الثمين بالملوحة .فلم أ ْدرِ كيف أت ُ
الن َ ّ
ظام ،وكانَ من ل ال َّسواد ،وكان عام ِلا ً للمأمون حتى نكَب َه ،كما كانَ من أص ِ
حاب َّ أه ِ
المشتغلين بالكلام ،وكان من ج ُلَساء ا�لكِنديّ ،حدثني عنه فقال:
تغدّيت يوما ً عند ا�لكِنديّ ،فدخل عليه جار ُه الذي كان صديقا ً لي ،فلم
وقلت :سُبحان ال ل��ه! وما يَضِ ير ُك أن ت َدنو من ّا وتشارِك َنا طعامنا؟ قال الرجل :قد تغدّيت
كن ْديّ :ما بعْد َ ال ل��ه شيء .وأكمل عمرو حديثه قائلاً :ف َقي ّده بكلام ِه قَيدا ً
وال ل��ه .فصاح ا�ل ِ
لا ف َكاك منه ،فلا يستطي ُع التراجع ،فلو م ّد يده إلى الطعا ِم لكانَ كافرا ً ،أو لكانَ قد
جعل مع ال ل��ه ج ّ
ل ذِكر ُه شيئاً.
وليس هذا الحديث من أحاديث أه ِلْ م ِرو ،و�لكن ّه على شاكِلَت ِه ،ولذا أوردتُه معها.
ك في بلَّدة ِ ق َّط إلا وهو لاف ٌِظ ،يأخذ ُ الحب َّة َ بمنقارِه ،ثم يلفُظ ُها أمام َ
لم أر َ الدي َ
ج ما في مناقير ِها
الدجاجة ِ لتَل ْتقِطَها ،إلا ديكة َ م َْرو ،فإني رأي ْت ديكة َ مروِ تسلُبَ الدجا َ
٤٧
ل شيء في ِ
طبع البلادِ وت ُرابها وهوائِها وفي جواهِرِ من الحب .قال ثمامة :فع ِل ْمت أن البُخْ َ
ٌ
مائها ،فم َ ِن ث ََم ّ عم ّهم جميعاً ،حتى ع َ َ ّم حيواناتِهم أيضاً.
هات
ِ لأن ّه م ُّرٌ ،فقلتُ :فاسْ ق ِني من مائكم ،فقال لن تستسيغه ،إن ّه مالِ ح ٌ .ورحتُ أقول:
لي من كذا وكذا ،فيردّ عليّ :لا تريد ُه ،هو كذا وكذا ،إلى أن عَدَدْت أصنافا ً كثيرة،
والصبيّ يرد عليّ بأن يصف َه بما يُبغ ّ ِضني به ،فضحك المَرْوَزِي وقال :ما ذنبُنا؟ من ع َّلم
هذا الصب َّي الصغ َير ما تسمع؟ قال أحمد :فعلِم ْتَ أن البخ َ
ل لا يعلّمه الكبار ُ للصغ ّار ،ولا
ل خراسانَ سكن ُوا معا ًفي منزل ،فاحْ تاجُوا إلى م ِصْ باح،
ن جَماعة ً من أه ِ
وسمعتُ أ ّ
بضوء ِ الق َمر ،حتى أدْركوا أ ْن لا غِنى له ُم عن المِصباح ،فات ّفق ُوا على أن يتعاو َنُوا في
ثمن ِه ،وأبى واحدٌ منهم أن يُعينهم ،وأن يدف َ َع ما يتر َت ّبُ عليه ،فكانوا إذا ح َ ّ
ل الظلام ُ،
المصباح اسْ تعدادا ً للنوم ،فإذا أطفؤ ُوه ،أطلَق ُوا عينيّ الرجل.
س كريماً ،فقد كان مكان ،وكانَ واس َع العِل ْم في الكلام والاع ْتزال ،كما كانَ سَم ْح َ
الن ّ ْف ِ
٤٨
يزور ُ أبا نواس في سِ ج ْنه ِ و يقضي حوائِ ج َه ،كما اسْ ت َوهبه الحسينُ بن الضح ّاك الشاعرُ جُب َّة ً
قال رجل خراساني لصاحبه ،وكانا م ُتزاملي ْن في عملٍ ،أو م ُترافِق َين في طر يق:
حين قالُوا :طعام ُ الاثنين يكْفي ثلاثة ،وطعام ُ الثلاثة يكْفي أربعة .فقال له صاحبهُ:
باب النصيحة.
ل أكثر َ مني ،لق ُلتُ إن كلام َك هذا يدخ ُل في ِ
لولا أن ّي أعلم ُ أنك تأك ُ ُ
ولولا أنك ت ُريد الش َّر لَما كُنتَ حر يصا ً على أن نتشارك َ في الطعام .هل تريد أن نتحدثَ
ل م ِن ّا أمام َه،
رغيف ك ّ ٍ
ُ ق واحدا ً ،و يكونُ
ِس أحد ُنا الآخر؟ حسناً ...اجْ ع َل الطب َ
و يؤن َ
ر َف َع رأْ س الفتيلة ِ بذلك الع ُود والخيط .فقلت له :ولماذا ر َبَطْتَ العود َ بالخيَ ْط؟ قال :هذا
ل هذا ك َ ّ
ل ليلة ٍ ،ضاعَ من د ُهننا في الشهرِ ما يكفي فيشر َبُ الد ّهن ،فإذا كنّا سنفع ُ
ل ال ل��ه َ ج َّل
َصواب تفْكير ِه ،وأسأ ُ
ِ المِسْرَج َة ليلة .فبينما أنا أتعجّ ب في نفسي منْ فِطْنته ِ و
من خَسارة ٍ ،ووقعت في خَسارة أخرى .قال الخراساني :كيف ،جُعِل ْتُ ف ِداك؟ قال
٤٩
ن المروزي :أما تعلم ُ أ َّن الريح َ وال َّشم َ
ْس تج ّففّان الأشياء َ المبتلّة َ أو ت َأخ ُذان منها؟ ألم ْ يك ُ
َّ
أجف ج
ك الس ِّرا َ
العود ُ البارحة َ عنْد َ إطفاء الس ّراج أكثر بللاً؟ وكانَ اليوم عند إشعال ِ َ
ْطش للد ّهن؟ وأح ّدِثُك عن خِبرة ِ وتجربة ،فقد كنتُ جاهلا ً مثلك ،إلى أ ْن ه َداني
وأع َ
ال ل��ه ُ إلى الصواب ،د ْع هذا الع ُود َ واربُط ـ عافَاك ال ل��ه ـ ال َ
خيط بإ ب ْرة ٍ أو مِسَلَّة ِ صغيرة،
سو ّيناها بها ،ورفعناها ،وربّما كان ذلك سبَبا ً لان ْطفاء ِ الس ِّراج ،والحديد ُ الذي تُصن ُع
َجف منه الإبرة ُ والمِسَل َّة ُ أملس ،ولا يت َّشرب ال ُد ّه ْن ،وهو مع ذلك إذا ابت َ َ ّ
ل لا ي ّ
حاب
ن بَشير من التج ّار الذين يُجالسون العلماء ،كما كانَ من أص ِ
وكان مثن ّى ب ُ
ل وال ل��ه ِ أبدا ً ،وأراك َ بِمِس ْرجَة ٍ من الخزف ،فقال أ[و عبد ال ل��ه :لا تفع ُ
ل صالح الأعما ِ
واحدة ،قال أبو عبد ال ل��ه :ليس هذا ما قصدت ،فهذا دواؤ ُه يسير ،وقد هداك ال ل��ه ُ إليه،
فتنسف ما فيه وتأكُله ،ويستمر ّ هذا ليلة ً بعد َ ليلة ،ولو أن ّك قِسْتَ ما يت َش ّرب ذلك
ُ
وفر ْت ،وبعد المكانُ من ال َّدهن ،بما يستمِ ُ ّده طرِف الفتيلة منه ،لعلِم ْتَ أن ّه أكثر ُ مما َّ
٥٠
ل ال َد ّهن فيه سائِلا ً جار ياً؟
ك الموض َع من الفتيلة ِ والمسرجة ،لا يزا ُ
ذلك ،ألا ترى ذل َ
وقد قال العالمون بال ُأمور ،إن ّك إذا وضعتَ مِس ْرجة فيها مصباح ،وأخرى لا م ِصْ باح
فيها و َجدت الأولى بعد َ ليلة ٍ أو ليلتين مملوءة د ُهناً ،وانظ ُر إلى المِلح الذي يُوضَع تَحتَ
تجد ُهما قد تبلّلا حتى تستطي َع أن تعْصِر َ ال ُد ّهن منهما؟ وهذا كل ّه خُسرا ٌ
ن لا ي َتهاون به
إلا الفاسدون .على أن المُفْسدين إنما يُطْعمون الناس ويسق ُونهم ،فهم بهذا ينالُون شيئا ً
يت الحَسَن ،وإن كانَ أمرا ً لا قيمة َ له ،وأنت إنما تُط ِع ُم النار وتَسقي
الص ِ
بعض ِّ
ُ هو
النار ،وم َنْ أَ طْ عم النار َ وسقاها ،جعله ال ل��ه يو َم القيامة ِ طعاما ً للنار.
قال الخُراساني :فكيف أصْ ن ُع جُعِل ْت فداك؟ قال أبو عبد ال ل��ه :عليك أن ت َ ّتخِذ َ
والزجاج يَش ُ ّ
ِف عنه ،وإنما تكونُ الفتيِلة ُ في وَسَط القنديل ،فلا تَسْخن جوانبه ُ بَوهج ْ
َف نور ُه ،حتى إن ّه إن سق َط على عينيّ إن ْسان أعْشاه فجعله لا
ثم انْظ ُر كيف يتضاع ُ
يُوقَد ُ من شَ ج َرة ٍ م ُباركة ِ زيتونة ٍ لا شرقية ٍ ولا غ َْر بية ٍ يكاد ُ زي ُتها يُضيء ولو لم تَمْسَسْه نار ٌ،
٥١
نور على نو ٍر يهدي ال ل��ه ُ لنوره ِ منْ يَشاء} والزيتُ في الزَّجاجة نور ٌ على نور وضوء ٌ على
ل من مَن ْظر
ل م َنظر القِن ْديل ،وهو أفض ُ ضوء ٍ يتضاعفان ،ك ُ ّ
ل هذا بالإضافة إلى جما ِ
ن بَشير :وأبو عبد ال ل��ه هذا كانَ من أطْ ي َِب الخلق ،وكان بخيلاً،
قال مثن ّى ب ُ
و�لكنَّ في بُخله م َلاحة ً وظرافة� ،لكنه كان م ُرائياً .فقد ُأ ْدخِل على الأم ِير القائد طِاهرِ
ب ْن الحسين ،وقد كان يَعْرفه عندما كان يتولّى خ ُراسان ،فقال له طاهر :منذ ُ ك َ ْم أن ْتَ
مقيم في العراق يا أبا عبدِ ال ل��ه؟ فقال :أنا في العراق منذ ُ عشرين سنة ،وأنا أصوم ُ ال َّدهر َ
منذ أربعين سنة .فضحِك طاهر ،وقال :سألناك عن مسألة ٍ ،فأجب ْتَنا عن مسألتين.
أعاجيب أهل م َْر ٍو ما سمعناه ُ من مشايخ ِنا قديماً .فقد قالوا :إ َ ّ
ن رجلا ً ِ ومن
ل من
سف َر ،ن َزل ضيفا ً على رج ٍ
حج ّ أو َ ل م َْروٍ ،وكانَ إذا ح َ ّ
ل بالعراق في ٍ تاجرا ً من أه ْ ِ
ل للعراقي:
بواجب ضيافته ،فكان المَرْوَزِيّ يقو ُ
ِ ل العراق ،فُيكْرِم ُه العراقيّ ،و يقوم ُ
أه ِ
ك بع َض جميلك عل َيّ ،وإحسان ِك إليّ ،وما تق ّدِم لي من
ليتني أراك َ في م َْر ٍو حتى أر ُ َّد ل َ َ
مرة ِ أزو ُرك فيها ،أمّا هنا فق ْد أغناك َ ال ل��ه َ عن ّي. ل َّ
الإكرا ِم في ك ّ ِ
خفّف عليه ِ ج العراق ُيّ إلى ال َ ّ
سفرِ إلى مرو ،فكانَ مم ّا َ ن طو يل ،احْ تا َ
وبعد َ زم ٍ
مشاق السفر إلى بلادِ غريبة ٍ ،أ َّن له صاحبا ً فيها هو ذلك المروزيُ الذي كان ينز ُ
ل َّ
ل عن صاحبه ِ ُ
فدل ّوه عليه ،فمضى نحو َه في في ضِيافت ِه .فلما وَصَل العراقيّ إلى م َر ْو سأ َ
كل تل َل منْ رآه قب َالمروزي أنَّه ع َرَفه ،ولا اسْ تَقْبله اسْ تَق َبا َ
ِّ عليه معانقاً ،فلم ْ يَبد ُ ْر من
بسبب ق ِ
ِناع السف َر ،فرمى بقناعه ِ، ِ الساع َة .قال العراقيّ في نفسِه :لعلَّه أنكرني وما ع َرَفني
ي
بسبب العمِامة ِ التي تغط ّ
ِ ل هذا ُ
المروزيّ معرفة ً به .فقال :لع َ وعاد يسل ِ ّم ُ عليه ،فلم يُبْدِ
رأسي ،وما رآني م ُت َعَمِّماً ،فنزع العمِام َة َ ،ثم عاد يعر ّفه بنفسه ِ ،فوجده أش َ ّد مما كانَ له
٥٢
المروزي له،
ِّ إن ْكارا ً ،قال ،لع َّل الق َلَنْس ُوة غي ّرت هيئتي ،فتخل َّص منها ،ولم يتغيرْ إنكار ُ
ن أن ي َّدعِي َه سببا ً لتغافلُِه وتجاهُلِه ِ العراق َيّ ،فقال :لا وعَل ِم َ المروزِيَّ أنَّه لم يب َ
ق شيء ٌ يمك ُ
تُت ْع ِْب نفسَك ،فلو خَر َجْ تَ من جلدِك َ لما ع َرَف ْتك.
وقيل إن جماعة ً من أهل م َْرو أو خراسان ترافقوا وتزام َلُوا ،فاتَّفقوا على أ ْن
ل واح ٍد منهم مالا ً لشراء ِ اللحم ،فكانوا إذا اشْ تروا اللحم َ قَسَموه قب َ
ل الطبخْ يدفع ك ُ ّ
ل ك ُّ
ل خيطه وقد عل َّمه بعلامة ،ثم اقت َسموا المَر َق ،ثم فإذا ان ْتهى طبخ ُه ونَضَج تناو َ
ل أحدهم يس ُ ّ
ل من الخيطِ الق ِطعة َ بعد القطعة ،حتى لا يبقى شيء ،ثم ي َجمعون لا يزا ُ
الدسم ،فقد رَوِي َْت ،كيلا يأتُوا بخيوطٍ جديدة ٍ عطْشى وليس تعاونُهم وتَشارُكُهم من
ن اللحم
ل واح ٍد منهم م َ ق الرَّغبة ِ في المشاركة والمؤاكلة ،و�لكنْ لأ َ ّ
ن نصيبَ ك ّ ِ طر ي ِ
ل من أن يَطه ُو َ ك ُ ّ
ل واح ٍد منهم ل ُ
والث ّو ِم والتَّوابلِ ،ولأن الق ِ ْدر َ الواحدة َ أفض ُ والخ َ ّ ِ
ض الزعفران ،لأنَّه يبقى ج المُطه َّو من الخ َ ّ ِ
ل واللحم وبَعْ ِ سكْبا َ
في قِدْر ،وإنّما يختار ُون ال ِّ
وحدثني أبو إسحاق إبراهيم بن سي ّار النظّام قال :كان لي جار ٌ من أهل خراسان،
ض أعجبُ منك ،لو كنتَ ال ُد ّهن في المِقْلى ،حتى جاءَني قائلا ً كالمُغْضَب :ما في الأر ِ
ط ِ
باهج ،لوجْدّتني ُأسِرع به إليك، خ ال ُ ّ أخبرتني أن ْك تريُد المِقلى ل ّلحم وال ُد ّه ْ ِ
ن وال َّشحْ م لت َطب َ
ن الذي يُقلى
إنّما خشيت ُك تريد ُه للباق ِلاء ،وأن ْت تعلم أن حديد َ المِقلى ي�ح ْت َرق إذا لم يك ُ
٥٣
فيه مخالطا ً ال َد ّسم ،وكيف لا أعيرُك َ ،لو أنني ع َرف ْت أنك أرَدْتَ ال َّط ِ
باهج والمِقلى بعد َ َ
ن حالا ً منه وهو في البيت.
باهج ،أحس ُ
ط ِ الردّ من ال َ ّ
وقال أبو إسحاق إبراهيم بن سي ّار النظّام :دعانا جار ٌ لنا ،فأَ طع َمنا تم ْرا ً وسم ْنا ًونح ُ
ن
على مِنْضَدة خشبية ،ومعنا خ ُراسان ُيّ بين الآكلين ،فرأيت ُه يقط ُر الس ْم َ
ن على المنضدة،
ن القو ِم ويسيء ُ
ل أبي فلان يضي ّع سم َ
ل إلى جانبي :ما با ُ
حتى أكثر َ من ذلك ،فقلتُ لرج ٍ
غرفا ً م ُ ْفرِطا ً لا يجوز؟
ِف ْ
المؤاكلة ،و يغر ُ
ِف ع ِلَّت َه؟ قلتُ :لا وال ل��ه .قال :المنِضَدة ُ م ِنضد َتُه استعارها جار ُنا
قال :ألا تعر ُ
الذي دعانا ،فهو يريد ُ أن يد ّسِم َها بالسمْن حتى يكونَ لها كال َ ّد ِ
ْبغ للجِلدْ ،وقد طلَّق امرأتَه
ـ وهي أ ُمّ أولاده ِ ـ لأنَّه رآها غَسَلت منضدة ً له بماء ٍ حارٍ ،أذاب ال ُد ّه ْ َ
ن منها ،فعادت
ل من أهل
وقال أبو نُواس الشاعر كان معنا في سفينة ٍ بين البص ْرة وبغداد رج ٌ
ل وح َده،
ن عقلائِهم وفُه َمائِهم ،وكنت أراه ُ يأك ُ
خِراسان ،وكان ـ كما ق ِي َل عنه ـ م ُ
التك َُل ّف .وأكلي وحدي هو الأصْ ل ،وأكلي مع غيري ز يادَة ٌ في الأصل.
ل لا نظير َ له ،وكانَ خطيباً ،وكان عالِما ً بالأن ْساب ،وكانَ فقيهاً ،وكان عالِما ً بعلم ِ
رج ٌ
يف
الن َّحْ وِ والع َر ُوض ،وحاف ِظا ًللحديث ،وشاعرا ً وراو ية َ للشعْر ،وكان فَخ ْم الألفاظِ ،شر َ
ِف علوم َ الف َلك ،كما كان عالِما ً بالدولة ،وكان من رؤ ُوس
المعاني ،وكان طبيباً ،و يعر ُ
أحفظ الناس لما سَم �ِعُ ،
وأقل ّهم نوماً ،وأصب َر ُهم على ال َس ّهر ،قال إبراهيم: ُ عِل ْم الكلام،
٥٤
خ خراسانيّ ٌ يتولى ُأمور َ المياه ،وكان صالِ حا ًبعيدا ً
كان في إحدى نواحي بغداد شي ٌ
ل الر ِّشْ وة ،ولا يحكُم ُ بالهوى ،وكان عالِما ً يتقص ّى العلم َ والحقيقة،
عن الفَسَاد ،ولا يقب ُ
ل أو
ل يده ِ عن الإن ْفاق ،وفي ًبخْله وتقتير ِه في نفقاته ِ ،فلم يكن يأك ُ
وكذلك كانَ في غ َ ّ ِ
يشربُ إلا ما لاب ُ َ ّد منه للحياة.
ّات
وبعض حب ِ
ُ غليظان ،وقط ٌع من َّاللح ْم المب َّرد ،بعد أن يُطْب َ َ
خ بالخلّ ،وقط ٌع من ال�جبُ ْن،
ل مع َه أرب َع الزيتون ،وصرة ٌ فيها م ِلح ،وأخْرى فيها ُأشنان ليغس َ
ل به ِ يد َه ومنديلَه ،ويحم ُ
مرة،
مرة ،ومن هذا ّ
ُط المِنديل ،و يأكل من هذا ّ
فيجلس ،ويبس ُ
ُ إلى جوارِ ماء ٍ جارٍ،
فإذا وَج َد القي ِّم َ على ذلك البستان ر َمى إليه بدرهَمٍ ،ثم قال :اشْ تر ِ لي بهذا ،أو أ ْعط ِني
بهذا رُطَبا ً ـ إن كان في موسم ُ
الر ّطَب ـ أو ع َن ِبا ً ـ إن كان في موسم الع ِنب ـ و يقول له:
آكُل ْه ،ولم أع ُ ْد إليك ،ولا تخ ّدعْني في الثمن ،ولا تُنْق ِصني فيما تأتي به إليّ .فإن أتاه به
يستيقظ
ُ وقت صلاة ِ الجمعة ،ثم
ِ ثم تَمَش ّى مقدار َ مائة ِ خُطوة ،ثم يض ُع جن ْب َه ،فينام ُ إلى
ل فس َّلم،
قال إبراهيم :وبينما هو على تلك الحال في يوم من أيامه ِ ،م َّر به رج ٌ
فر َّد الخُراسان ِ ُيّ السلام ،ثم قال :ه َل ُ َمّ عافاك َ ال ل��ه .فلما رأىَ الرجل قد ان ْثنى راجعاً ،يريد ُ
ل أو ي ْعبر ال ُنّهَي ْر ،قال له :مكانَك ،فإ َّن العجلة َ من ع َمل الشيطان.
أ ْن يقف ِز َ فوقَ الجدو ِ
فوقف الرجل ،فقال الخُراسانيّ :إلى أين؟ وماذا تريد؟ قال :أريد أن أتغدّى .قال :ولِم َ
٥٥
ك السلام ،الأحْ سَن فيما
ق هكذا ،ما ر َددْت علي َ
ك أحم َ
دَعَو ْتني؟ قال :و يل ّك ،لو ظن ْنت ُ َ
مجيبا ً
ل أنا حينئ ٍذ ُ
ن فيه ،إذا كُنتُ أنا جال ِسا ً وأنت مارّا ً ،أن تبدأَ أن ْتَ فت ُسل ِّم ،فأقو ُ
نح ُ
َّ
وسكت أنت ،ومضيتَ أن ْت، ُّ
سكت أنا ل شيئاً،
لكَ :وعليكم ُ السلام ،فإ ْن كنتُ لا آك ُ
ل بأكل ،فهذا
وتجيبُ أنت فتقول :هنيئا ً فيكونُ كلام ٌ بكلام ،فأمّا كلام ٌ بِف َعال ،وقو ٌ
ل الظل ْم ،وهذا يسب ِّب لنا خسارة ًكبيرة .قال إبراهيم:
ليس من الإن ْصاف ،ولا أحد َ يقب ُ
من السلام ومن تَك َُل ّف الردِّ .قال :ما بي إلى إعفائ ِكم حاجة ،إنما هو أن ُأعفي أنا نفسي
بين الشعراء ،وإنما كان رج ُلا ًوادعَ الن ْفس ،لا يذه َبُ به ال ُ ّ
طموح ،ولا يستب ّد به الق َلق،
وكان مأخوذا ً بالَّنزعة ال ِعلمية في البصرة لا يريد ُ شيئا ً سوى المعرفة ِ وا�لكُتب ،يفزع ُ
ض من أعراض
س والحياة فلم يكن يّتخذ ُ المعرفة َ وسيلَّة إلى ع َرَ ٍ
ق بالنا ِ
إليها حين يضي ُ
ل كانَ
ن يَسِير عن وا ٍ
الدنيا �لكن ّه كان معدودا ً بين بُخلاء البصرة .وقد حّدثني محمد ب ُ
في إحدى ولايات فارس ،وقد يكون خالدا ً خو مَه ْرَوِ يه ،فقال:
٥٦
ج من جِل ْده ،فلما رأى ف َر َحه
ألف درهم ،فكاد الشاعر يخر ُ ُ
الكاتب ،اجْ علها عشرين َ
فلما رَجَعت إليه نفس ُه ،وهدأت خواطِر ُه ،قال للوالي :أَ نت ـ جُعل ِت فداك ـ
ل هذا
ل كريم ،وأنا أعلّم ُ أن ّك كلما رأيت َني ا ْزد َدت فرحا ً زِدتني في الجائزة ،وقبو ُ
رج ٌ
ل سرّنا
ك أمرا ً؟ قال :يا أَ حْمق ،إنما هذا رج ٌ
قال الكاتب :وهل أستطي ُع أن أَ ْعص ِي ل َ َ
وأ َّن لساني أق ْط ُع من السيف ،وأن أمْري أن ْفد ُ من سِنان الرمح ،جعل في يدي شيئا ً
من هذا ،أرِجُع به إلى بيتي؟ ألسنا نعلَم ُ أنه قد كَذ َب؟ و�لكن ّه سرنا حين كَذ َب لنا،
ن أيضا ً نَس ُرّه بالقول ،ونأم ُرُ له بالجوائز ،وإن كان كَذِباً ،فيكون كَذ ٌ
ِب يكَذِب، فنح ُ
ل جرى على ألسنة ِ العوام ُ يقول(( :ينظ ُر ُ إليّ شَزْرا ً كأنني أكلت اثنين
وثمة مث ٌ
وأطعمته واحدا ً)) وإنما هو لأهل م َْرو ،فانظر كيف بحثوا في أمور ُ الدنيا كل ّ ِها ،فلم
وقال :وأح ُدثك عن أحمد بن هشام وهو السريّ الغنيّ الذي كانَ يُظه ِر ترف َه
وأر يحيَّت َه بمخالَطة الشعراء والمغنين ،حتى كانت بينه وبين اسحق بن إبراهيم المِوصلي
٥٧
دار َه في بغداد :إذا أراد َ ال ل��ه ذ َهابَ ما ِ
ل رجل ،سل َّط عليه الطينَ والماء .فقال :وما
يض يصن ُع بذكر ِ الطين والماء؟ إنّما إذا أراد ال ل��ه ذ َهابَ ما ِ
ل رجلٍ ،جَعله يرجُو التعو َ
الناس ،ولا أفْق َر بيوتَهم ،ولا ترك د ُوره َم خراباً ،إلا الإيمانُ
َ بأكثر .لا وال ل��ه ما أه ْل َ
ك
يض ل ُّ
قط من زكاة ،و يَع ِدهم سرعة الخل ََف ،والتعو َ و يأمرُ بالصدقة ،و يقول :ما نقص ما ٌ
ُ
المروزيّ بمالِهكل ّ ِه ،فافتقر ،فانتظر سنة ً بعد سنة ،فلما لم ير َ شيئا ً ذهبَ بأحسن ،فتص َّدق
إلى الحسن ،فقال :ما صنعتَ بي؟ ضمِن ْت لي التعو يض ،فأن ْفقْتُ مالي بناء ً على وَع ْدك،
ل لك أ ْن
يح ِ ّ
وأنا اليوم َ منذ سنين أنتظ ِر ُ ما وعدتني ،ولا أرى منه قليلا ً ولا كثيرا ً ،أ َ
واشترط
َ والَبر َكة ُ والتعو يض قد يكونان م ُع َج ّلي ْن أو مؤ َجّليَنْ ،ومن تصدّق
ُ
المروزيّ طمعاً ،لكانت المحنة ُ فيه َ
استحقّ الح ِرمان ،ولو كان الأمرُ كما تو ّهمه الشروط
َ
وقال أبو سعيد سَ ج ّادة وهو من الذين ابتُلوا في محنة ِ خ َل ْق القرآن أي ّام المأمون:
وحكى أبو إسحاق إبراهيم بن سي َّار النظّام عن جارِه المروزيّ الذي كانت له
٥٨
وقال :رآني مرة ً ُ ّ
أمص قصبَ الس َك ّر ،فجمعتُ ما بقي من العيدان بعد أن
مصصْ تَ ماءَها لأرْمي َ به ،فقال المروزيّ :إن كنتَ ليس في بيتك تَن ّور ٌ ت َ ّتخِذ ُ من هذه
قوت الع ِيال ،ليستفيد مَن ْه في التن ّور .وإ َي ّاك أن تعوِّد نفسَك هذه العادة في
ِ في سبيل
ل على ظهرِك.
نفقاتُك ،ويثق ُل الحِم ْ ُ
٥٩
المسجديون يعلّمون البخل ويتعلمونه
ِف جماعة ٌ من الناس في البصرة بالمسجديين ،وهم قوم ٌ اتّ خذ ُوا المسجد َ
وقد عُر َ
ختلف المسائل ،وقد كان لهم أثر ٌ غير ُ قليل ،فقد صحبهم أبُو نواس الشاعرُ زمناً ،وكنت
م ِ
ض البخلاء ،فقالوا:
أجلس إليهم ،وقد حدّثنا أصحابُنا من المسجديين حديثا ً مات ِعا ً عن بع ِ
ُ
كانَ في المسجد نفر ٌ من هؤلاء ،مم ّن ي َ ّتخِذِون الاقتصاد َ في النفقة ِ وتكثير َ المال
الناس على أن ينصُر َ بعض ُهم بعضاً .وكانوا إذا التقوا في
َ والتحاب ُب ،وكالحِلف الذي يجم ُع
ماء ُ بئرنا ـ كما تعلمون ـ مالح ٌ يلَ ْذع ُ الفم َ بمرارته وملوحت ِه ،لا يقربُه الحمار ،ولا
تستسيغ ُه الإبل ،ولا نف َع من ْه حتى ل ِسقايَة ِ النخل ،فإنه يموتُ إن رو ي ْناه به ،والنهر ُ بعيد
ج ماء َ البئر بالماء ِ العذب ونسقي
عنا ،وفي إحضارِ الماء العذب إلى الدارِ نَف َقة ،فكنا نمز ْ ُ
نسقيه الماء َ العذب صِرْفا ً دون أن نمزُج َه ،كما نشربُ وال ل��ه ،وكنتُ أنا وامرأتي نغتس ُ
ل
ن الآن إذا اغتسَل ْنا ،تجم َّع صارت كأنّها صخرة ٌ منقورة ،وص َّو ب ْت نحوها مسي َ
ل الماء ،فنح ُ
الماء فيها صافيا ً لم يخالِطْه شيء ،والحمار ُ لا يتقزز ُ وينف ُر ُ من ماء ِ غُسْل الجنَابة ،ولا حَر َ َ
ج
قال :أما سمعتم بموتِها؟ لقد كانت امرأة ً مقْتصدة ً وصاحبة َ إصلاح .قالوا :فح ّدِثنا
عنها عافاك ال ل��ه ،لَعلّنا نستفيد .قال :حكاياتُها كثيرة ،وحديثها يَطول ،و�لكن ّي أخبر ُكم
ز َّوجت مريم ُ ابنتَها إلى أحدِ أقربائها ،وهي بنتُ اثنتي ع َشرة َ سنة ،فزي َّنَتْها بِ حُل ِيّ
٦١
ط ِيب ،ورشَّ ت المس َ
ك والعنبر، فيه الصوف ،ونشرت الثيابَ المُوشّ اة المعصْ ف َرة ،ودق ّْت ال ّ
العرس ومريم
ُ ورفعت من ق ْدرِها عن َد أهله .وانتهى
ْ فع َّظم ْ
َت أم َر اب ْنتِها في عينِ زوجِها
ن لك هذا ُ
كل ّه؟ قالت :هو ن حال ،فقال لها زوجُها :أخبريني يا مريم ،من أي َ
في أحس ِ
رِزْقٌ من عن ْد ال ل��ه .قال :لا تتهر ّبي بذكْر ِ ال ل��ه من الجواب ،وهاتي التفْسير ،وال ل��ه ِ ما كن ُِت
ل
ن كما تعلم ن�خبز ُ في كل يو ٍم مرة ،فإذا صار َ عندي رط ٌ
ل عجنة مقدار َ حَفنة ،ونح ُ
ك ِّ
من الطحين بِعْت ُه وجمعتُ الدره َم فوقَ الدرهم .قال زوجها :يالك من امرأة حكِيمة،
كنت في
ِ ل محظوظ أسعدني ال ل��ه بأ ْن
ن الرأي والتدبير ،وأنا رج ٌ
س َ وثب َّت ال ل��ه عليك ُ
ح ْ
بيتي ،وإني لأرجو ال ل��ه َ أن يكونَ أولاد ُك من رأي ِك السديد ،وعلى مذهبكِ المحمود،
وما ف َر َحي بما فعلت اليوم بأش َ ّد من ف َرحي بما يثب ِّت الل ُه بكِ في أولادي من هذه
قالوا :ومتى جَنازَتُها؟ قال :الآن .فنهض الق ُوم بأجمع ِهم إلى جَنازتِها ،وصل ّوا
مخلصين ،ثم ذهب ُوا إلى زوجِها ،فعز ّوه على مصيبت ِه
عليها ،ودع ُوا لها بالرحمة ِ والمغفرة ُ
٦٢
ق جزء ٌ من اثني
ْصف دان ِق ،وأن الدان ِ َ
القيراط لا يُساوي إلا ن َ
َ الدرهم؟ وصحيح أن
وأعرف صاحبا ً لنا كانَ يطعم أهَله مما ي ُرمى من الذبيحة كا�لكِر ْش
ُ ودره ٍم من هناك؟
ض العرب ،وكنتُ
ك مائة َ مزرعة في أر ِ
ل حقيرٍ من الطعام ،فصار َ يمل ُ
والأمعاء ،وك ّ ِ
ل بقيراطٍ ،والحِم ّ َِص بقيراط ،وأعلم ُ أنه لم يربح إلا الحبَّة َ والحبتين ،فكان
أراه يبي ُع الف ُلف ُ َ
يجم ُع ثمانيا ً وأربعين حبة لتصير َ درهماً ،و�لكن لا تحق ِر ُوا هذا الربح َ البسيط ،فقد ظ َّل
يزلْ يجم ُع الدرهم والدرهمين من ه ُهنا وه ُناك حتى صَار معه ما اشترى به مائة َ مزرعة.
ثم قال:
ُّ
أحس ألما ً في صدري، ل أصابني حتى صِرْت
اشتكيتُ ذات يَوم من سُعا ٍ
س َّكر ودقي ِ
ق شعير ،وهذان فنصحني قوم ٌ بالفانيذ ،فقلت :لأصنع الفانيذ لابد لي من ُ
ْقط في خ ُراسان وما وراء ِ مقدور ٌ عليه ِما ،و�لكن من أين لي بالترنجبين وهو الط ُ ّ
ل الذي يَس ُ
ل والألم .وذات يَوم قي ّض ال ل��ه لي أحد َ الموف َّقين مم ّن زادهم علماً ،وقال لي،
أتحم ّل السعا َ
إلى الظهر ،ثم ما ِإن فرغْتُ من غدائي وغسل يدي ،حتى اقترب العصر .فلما اقترب
وقتُ غدائي من وقت ع َشائي ،صرفتُ النظَر عن العشاء ،وع َرَفت ما يجبُ أن أفعل.
٦٣
ن في مائِها جلاء ً للصدر،
ل صباح نُخالة ً؟ إ ّ
فقلت لأم العيال :لم لا تطب ُخين لعيالِنا في ك ّ ِ
شف ِيتُ من سُعالي بها ،أمّا في المعدة فإن ّه غ ِذاء ٌ يُشب �ِ ُع و يقطَ ُع شهوة َ
رأيت كيف ُ
ِ وقد
الطعام .ثم تُج َ ّف ِفين بعد ذلك النَّخالة ،فتعود ُ كما كانت ،فإذا اجتم َع لديكِ منها مقدار ٌ
تبيعينهكما كُنت تفعلين من قبل ،ونكونُ قد ر َبِ حنا في الحالين .فقالت :أرجو أن يكونَ
أتعلمون ما هذان؟ قالوا :أتسخر منا هداك ال ل��ه؟ هذان حجر ٌ وزنا ْد �لكي يصيرا
قَدّاحة ً تُوري بها النار .قال :ألم تلحظ ُوا فيهما شيئا ً؟ قالوا ،وماذا سنلحظ؟ إنهما
ق َ َّداحة كغير ِهما .قال :لا ،إنْهما مختلفان ،فالحجر ُ كما ت َروْن تآكلت أطراف ُه ،وانْكَس َرت،
ولا نصِ ب ُر حتى اشْ تعال النار ،وكنا نجد ُ مش َّقة في الحُر ّاق ،فهو لا يشت َع ِل بسهولة ِ وس ُرعة،
٦٤
والتقيتُ منذ أيام صديقا ًمن الذين هداه ُم ال ل��ه إلى ُ
حسْن التدبير ،ووف ْقهم ُ إلى ما فيه ِ
الصلاح ،وتذاكَرْنا ما نلقى من مشَ َ ّقة ٍ في الحُرّاق والقّداحة ،فقال لي :اسمعْ يا فلان ،أتّظ ُُنّ
ل البادية والأعرابَ كان عندهم حجر ُالنار والحُرّاق الذي تشتريه؟ قلت :هذا صحيح ،ومع
أه َ
أليس في أرضكم نخ ْل؟ قلت :بلى .قال :ألا فيه؟ قال :بل أد ُل ّك على ما فيه صلا ُ
ح معاشكَ .
تقط ِفونَ البلح ُ
والر ّطَب من عناقيدِها؟ قلت :بلى .قال :فماذا يَبقى؟ قلت :تبقى العراجين .قال:
قال الآخرون :لقد استفدْنا اليوم َ من أحاديثنا فوائد َ كثيرة ،ولهذا قال الأولون:
هذا ك ُل ّه لا يساوي شيئا ً أمام َ تدبير م ُع َاذة َ العنبر ي ّة .فلم أر َ مثله َا في وضع ك ّ ِ
ل
حزينة ً مطرِقة ً ،كمن رَكِبت ْه اله ُموم :فقلت :مال َك يا م ُعاذة؟ ألم تفرحي بالهدي ّة؟ قالت:
بلى ،و�لكن ّي امرأة ٌ أرملة ،وليس في الدار رجل يقوم ُ بشؤونِنا ،ولا خبرة َ لي بتدبير ِ لحم
حم َ ال ل��ه الذين كانوا يُدب ّ ِرونه ،و يقومون بحقّه .وقد خِفتُ أن يضي َع ُ
بعض الأضاحي ،ور َ ِ
ِ
جميع أجزائِها في أماكِنها .وقد علمتُ أن الل َه لم يخلُقْ ِف وض َع
هذه الشاة ،ولستُ أعر ُ
أخاف من
ُ َ
و�لكنّ المرء يعجَز ُ لا محالة ،ولستُ فيها ،ولا في غير ِها شيئاً ،لا منفعة َ فيه،
ِ
تضييع القليل ،إلا أنَّه ي ُجر ّ تَضْ يي َع ا�لكثير ،فتذاك ْر معي تدبير َ هذه الأضحية ،واسمع مني:
٦٥
ستم َر في ج ٍ
ِذع من ل منهكالخُطّاف ،وي ُ َّ
يج ْع َ
أما القَرْنُ فأمرُه معروف ،وهو أن ُ
ل
خاف عليه من الفأْ ر والنم ِ والر ّحول ،وك ُ ّ
ل ما ن ُ َف ُ سقْف ،فَت َُعل ّ َ
ق عليه القِف ُ ج ُذوع ال ِ
والقِطَطِ والحي ّات والخناف ِس المسماة ِ بناتَ وَرْدان وما إلى ذلك.
ن
ح ما يكون لأوتارِ المنِْد َفة ،ومِنْد َفَتُنا كاد َت تبلى ،ونح ُ
وأما المُص ْران فإنَّه أصل ُ
بأمس الحاجة ِ إلى م ِن َدفة ٍ جديدة ،فإذا توافر الو َت َر ُ ،فإنَ أمْر العود سهْل .وأما جُمجُمة
ّ ِ
الشاة ِ وفَكّاها وسائ ِر ُ العظام ،فإ َّن سبيَلها أن تُعر ّقَ جَي ّدا ً ،ثم تُك َس ّر َ ،ثم تُطْبخ ،وتترك َ
ض أنواع
حتى تبرد .فما ا ْرتف َع من الدس َم ،كانتَ له مناف ُع شتى ،فجزء ٌ منه لإدام ب ِع ِ
الطعام ،وجزء ٌ للع َصِ يدة ي ُرمى عليه شيء ٌ من الدقيق والن ِّشا والس َك ّر ،وما بقي يكونُ
ن منه نارا ً ،وأصفى من ْه لهباً ،وإذا كانت كذلك ،فهي أسرع في ان ْضاج الطعام،
أحس َ
لقلّة ،ما يخالط ُها من ال ُد ّخ َان .وأما الإهابُ فالجِلد ُ نف ُسه جِراب ،أو قد نصن ُع منه زِقا ً
وللصوف وجوه ٌ لا تُعَدّ .وأما ما يتجمع م َن بعْر الشِاة ،وما في كِر ْشٍها
ِ للسمْن والعَسَل،
ل من الحطب.
ْث ،فإن َّه يُجف َف ،فهو و َقُود ٌ عجيب ،وأفض ُ
وم ُصرانِها من الفَر ِ
قالت :بقي علينا الآن الانتفاع ُ بالدم .وقد علم ْتُ أن ال ل��ه َ ّ
عز وجل لم يُحرِّم الدم َ
ح إلا أن يكونَ طعاما ً أو شراباً .وأ َّن له مواض َع يج ُوز فيها ،ولا يُع َ ُ ّد استعمالُه
المسفو َ
قال :فلم ألبث أن رأي ُتها قد ان ْفرجت أسارير ُها ،وتهل َّل وجه ُها ،وتبسّمت ،فقلت:
خطَر ببال ِك رأيٌ سديد ٌ للان ِ
ْتفاع بالدمّ .قالت :أج َل ،ذكرتُ أن ينبغي أن يكونَ قد َ
عندي قدورا ً جديدة ً من ص ِ
ُنع الشام ،وقد سَمِعْتُ أن م َن الحكمة ِ تلطيِخَها بالد ِم الحارِّ
٦٦
ال َد ّسِم ،فهذا أدب ُغ لها ،وأَ زْيَد ُ في قو ّتها .الحمد ل ل��ه ،لقد استرحتُ الآن ،فلقد و َق َع ك ُ ّ
ل
ِ
الانتفاع به. ل شيء ٍ موض�ِ َع
شيء موق ِع َه ،وَوُض�ِ َع ك ُ ّ
قال الشيخ :ثم لَق ِيتُ م ُعاذَة َ بعد ستة ِ أشهر ،فقلُت لها :كيف كان لحم ُ تلك
الأضحية ِ وق َديد ُها؟ قالت :بأبي أنت وعافاني وإي ّاك ال ل��ه ،لم َ
يج ِئ ْ وقتُ القديدِ بعد ُ .إ َ ّ
ن
ل شيء ٍ أَ وان.
م َع َاشاً ،ولك ّ ِ
فقبض صاحبُ الحمار والماء ِ العذب قَب ْضة من حصى ،ثم ضَر َب بها الأرض،
َ
وقال :لقد ظننا أنّنا أحْ سَن ّا التدبير ،و�لكنك لا تعلَم ُ أن َّك من المُس ْرفين ،حتى تسم َع
بأخبارِ الصال�حين.
٦٧
قصة زبيدة بن حميد
وهذا ز ُبَي ْدة ُ بن حُمَي ْد الصي ْرف ِ َيّ تاجر ُ الرقيق ،كان له أكثر ُ من مائة ِ ِ
ألف دينار،
باب داره درهمين وقيراطاً ،فلما ر َّدها له بع َد ستة ِ أشهر ،أعطاه درهمين وثلاثَ حبات،
ِ
والقيراط أرب ُع حبات ،فاغْتاظ البقّال ،وقال :سبحانَ ال ل��ه! أنت تملِ ُك مائة َ ِ
ألف دينار،
وأنا بقّال لا أملك مائة َ فِل ْس ،وإن َّما أعيش بِكَدّي ،وبربح ال َحب ّة ِ والحبتين.
أَ ُأسْ ديك معروفا ً فيكونُ جزائي أن تُن ْقصني؟ وق ََف الجمّال والحّمال على باب ِك ،ولم
وانتظرتك ست َّة أشهر ،فتعطيني درهمين وثلاث حبات! قال ز ُبيدة :يا مجنون استلفتُ
ِ
أربع ل من
حبات شتو ية نَدِي ّة ،أثق ُ
ٍ من ْك في الصيف ،و َ ْردْت لك في الشتاء ،وثلاثُ
سب ْتك سيزيد ُ لي مع َك ،و�لكن! سامحك ال ل��ه. حبات يابسة ٍ صيفية ،وما ُ
أشكّ أنني إذا حا َ
وقد كنتُ أتردد على منازِل بني رِب ْعيّ ،وصار ابنُهم أبو الإصبغ ذ ُؤيب صَديقا ً
لي ،وهو هُذ َليّ ٌ بَص ّ ٌ
ْري من الظرفاء ،وقد حدّثني مرة فقال:
دخلتُ على زبيدة َ بن ِ حُميد ذاتَ يوم ،فوجدتُه قد ض َرب غلمانَه وآذاهم،
كفايته ُم ،وتربيتهم ،وإنما ه ْم أولاد ،لقد كان هؤلاء إلى غير ِ هذا أحْ وج .قال :إن ّك لا
والأعشاب
ِ تدري ذنبَهم ،ولو أنك دريته لما لُم ْت َني على ضر بِهم .لقد أكلوا ك َ ّ
ل النباتات
التي أتيتُ بها لأصن َع منها أَ دْو ية ،حتى قبل سحق ِها أو تقطيع ِها أو تسخينها وطبخْ ه ِا على
قال :جُعلت ف ِداك! لا أستطي ُع أن أكل ِّم َك إلا وأنا م َتكِّئ ،فا ْعذرني لأنني لا
بأعشاب الهاضوم؟
ِ ل هذا من الجوع وبسببه ِ .ماذا أصنع
أقوم احتراما ً لك وتوقيرا ً ،وك ّ
أعشاب الهاضوم؟
ِ ولم نع ِرف ْه مرة ،ما حاجَتُنا إلى
الشراب كسِاءه،
ِ وشرب زبيدة ُ ليلة ً حتى ثَمِل ،فوهبَ صديقا ً لهكانَ مع َه على
هفوات ال ُ ّ
سك ْر، ِ خاف عاقَب َة الأمور ،وأ ْدرَك َ أن ذل َك من
َ فلما صار ا�لكِساء ُ على النديم
ن ز ُبيدة َ ،متى صحا ،سيب ُدو له من الأمر ِ رأي آخر ،و يعود ُ ه ُأعطتيه .فمضى من
وعل ِم أ ّ
ل عن ا�لكِساء،
ح زبيدة ُ ،سأ َ
ساعته إلى منزله ،فأعطاه لامرأت ِه ،فجعلته ُ جِل ْباباً .فلما أصب َ
رئيس غلمانه :أَ ن ِسيتَ أنك قد و َهَب ْت َه فلاناً؟ فبعثَ إلى صديقه ،فأتاه
ُ وتف َ ّقده ،فقال له
فقال زبيدة :أما علمتَ أن ه ِب َة السكران وبيع َه وشراءَه ويمين ّه وصدقَته وطلاق َه لا يج ُوز؟
٦٩
فلما وجده متغافلا ً عما يَسْمع ،أقبل عليه فقال :يا صاحبي! إ َّن الناس يمزَحُون
و يلعبون و يضحكون ،ولا يُؤاخَذ ُون بشيء ٍ من ذلك ،فر ُ َّد عليّ ا�لكساء َ عافاك ال ل��ه .قال
له الرجل :هذا وال ل��ه ما خِفت ُه يوم َ أمس وتَو َقعْته ،فلم أضع جنبي على الأر ِ
ض حتى
ح َو ّرْته فصار َ جِلبابا ً لامرأتي ،وقد زِدْت في الكمين ،وخِطتُ الفتحات حتى يكونَ
ساترا ً ،وق َص ّرتُ منه شيئا ً كي يناسِبَ طولَها ،فإن أردتَ بعد هذا كل ّ ِه أن تأخذ َه،
ليس في بيتي ،بل عند الصب ّاغ ،لأن لونَه لم يُعجب امرأتي .قال :فهاته ِ .وادف ُع
فإنه َ
لك أَ جْره .قال الرجل :لا أعلم ُ إلى أي صب ّاغ أخذته امْرأتي ،ولو علمت لما أَ عطانيه،
٧٠
قصة ليلى الناعطي ّة
ل
ك جيب ُه ،فاسْ تبد ِ فإذا َ
أضل ّ َ الب َْس قَميصَك ما اه ْتَدْيتَ لجيبِه
وكنا ـ أبو إسحاق إبراهيم بن سي ّار النظام ،وعمر ُو بن نُهَي ْوى وأنا ـ كثيرا ً ما نخر ُج
فق ُمنا نريد ُ الرجوع ،فلما انصب لهي ُب الشمس على رؤ ُوسنا واشت ْد الحر ّ ،أيقن ْت أنا
والوليد ُ إلى جنبي يسمع كلامي :البلدة ُ بعيدة ُ منا ،وبيوتُنا أبعد ،وهذا يوم ٌ مُن ْك َر ٌ ح ُرّه،
وقد ص ِرنا في ساعة ِ الظه ِر حيث الشمس تذيبُ أي شيء ،وأنا أرى أن نعرِّج على منزل
ل ما حضر .فإنه يوم يُست َحْ سَن أن يُخ َ ّف ِف المرء ُ فيه الطعام .فإذا
ل فيه ،ونأك َ
وليد ،فَنَق ِي َ
قال الوليد رافعا ً صوتَه في غضب :أما على هذا الوجه ِ وبهذه الصورة فلا يكونُ
سو ْيداء ِ قلبك ،وتذ َّكر ْه جيدا ً .فقلتُ له مُسْتغربا :ما هذا الوجه
وال ل��ه أبدا ً ،فضع هذا في ُ
الذي أنكَر ْتَه علينا رحمك ال ل��ه؟ وهل هه ُنا إلا الحاجة ُ والضرورة؟ قال :لقد قُلتَ ما قلتَ
بطر يقة ٍ فيها هز ْء مني .قلت :وكيف استنبطت من كلامي ه ُزءا ً منك؟ واسأل عمرا ً
وأبا إسحاق ،إ ّ
ن حياتنا الآنَ في يدِك ،فلماذا أه ْزأ منك وأنا أعْرفك؟
ل أمرا ً تو ّهمه حجة ً في المنع إلا هو ،ولا وال ل��ه ما اعتذر
متعجِباً ،فلم أر من يجع ُ
ّ الآخَرْين
إلينا مما أَ ضَرّنا به ِ إلى الساعة ،ولم أر َ أحدا ً اتخذ حجة ً لإظهارِ البخل مثلَه إلا ما كان
ن مع جَب َل العَمِّيّ.
من أبي ماز ٍ
يَط ُوفون ليلاً ،ولم َ يأْ م َنْ م ِن أحد يتبع ُه في َض ُ َرّه .فقال لنفسه :الأفض ُ
ل لي أن أطر ُق
باب أبي مازن ،فدار ُه أقربُ الدوِر إليّ ،فأبيتُ عنده في أي م ٍ
ِوضع كان ،أو حت ّى
في الدِّه ْليز ،ولا أكل ّ ِفه شيئا ً من واجب الضيف ،حتى إذا كانَ الفجر ،خرجت في
ق من الردّ، ودق َ ّ
دق واث ٍ ّ فدق باب أبي مازن د ََّق الطارق ،فلم ُ
يجِب ْه أحد. ّ
يكلف صاحَب
َ المطار َد ،وفي قلب ِه من الخوف ما يزيُد عن ا�لكفاية ،وفيه الثقة ُ بأنَّه لن
البيت شيئاً .عند ذاك أيقن أبو مازن أن الطارِقَ صاحبُ هدية ،فنزل إليه سر يعاً.
فلما فَت َح الباب ،ورأى جَب َل ،وَجَم كأنه رأى ملك الموت .فلما رآه جبل
وأن يَت ْبعني أحدٌ ليض ُ َّرني ،فجئتُ إليك لأبيتَ عندك .فتظاهر أبو مازن بأنه سكران،
ن كان بسب َب ال َّسك ْر .فأخذ َ يتمايل ،كأن مفاصِلَه مخل ّعة ،وأث ْقل
وأظْ هر له أن صمَته الحزي َ
لسانه ،وقال :سكران وال ل��ه ..أنا وال ل��ه سكران .فقال له جبل .كن ما تشاء ،وكيفما
ٍ
ربيع ،لا شتاء َ ولا صيف ،فال ُحر ّ ليس شديدا ً لأَ صْ ع َد إلى السطح، ن في أيا ِم
تشاء .نح ُ
٧٣
في َُضّ طَر أَ ه ْل ُك إلى أن يت َ ّدثروا بالأغطية ،في َغ ُ ُمّهم الحر ،وليس ثمة َ برْد ٌ لأجتا َ
ح إلى
ل حتى ال ُ ّ
سكْر ِ من الشراب ،شبعانُ لِ حاف ،وأكلَفك فراشا ًوغطاء ً ثقيلاً .وأنا كما ت َرى ثَم ِ ٌ
حتى ُ
الت ّخْ مة من الطعام ،وقد كنتُ في منز ِل فلان ،ومن ْه خرجت ،وهو من أجْ وَدِ
الناس ،وأكثر ِهم إك ْراما ً للضيف ،ومائِد َتُه من الموائِد العامرة ،ولا أريد ُ منك سوى
أن أغْفو في دهليز ِك إغفاءة ً قصيرة ،ثم أقوم َ في الف َجْ رِ مع أوائل المبك ِّرين .فأرخى أبو
ج مُفَكّكاً،
مازن عينيه كأنه يُوشك أن يُغْمِض َهما ،وفَكّيه ،ولسانَه ،فصار َ الكلام يخر ُ
ق البابَ في وجه ِ جَبل ،وهو على قناعة ٍ تامّة بأنه أوضَ ح ع ُذره في
ثم دَخ َل ،وأغ ْل َ
عد ِم استقبالِه ،و يَغ ّبطِ نفسَه ،لأنه فك َر تفكيرا ً سديدا ً بُس ْرعة ،حتى اهتدى إلى هذه الحيلة.
٧٤
قصة أحمد بن خلف
ن خ َلَف اليزيدي،
أطيب الب ُخلاء قلباً ،وأظرفهم مقالاً ،صديقي أحمد ُ ب ُ
ِ ومن
ألف
ن الأب ،فأخذ أحمد وحد َه ّ
ل دف ِ
ألف دينار ،فاقتسمها أحمدٌ وأخوه حاتم قب َ
َ
ل
الذهب الخالص الموزون الثقي ِ
ِ ألف دينار ،من
ألف درهم ،وسبعين َ
ألف وثلاثّمائة ٍ ِ
ٍ
والضيَاع.
ِّ الجي ّد ،سوى ما ورث من الع ِقار والأراضي
س عن ّا؟ فقال :لا وال ل��ه ،إلا أني تع َّشي ْتُ البارحة في البيت .فقلت لأصحابِنا ،لولا
ليلة َ أم ِ
أنه لم يأكل في بيته ِ منذ زمن ،وأن ذلك غريبٌ عليه ،لما احتاج إلى هذا الاسْ تِث ْناء ،وإلى
السؤال لا وال ل��ه ،إلا أن فلانا ً ع ََزم عليّ ،أو ،لا وال ل��ه ،إلا أن أبا فلان ح َلف ألا أخر َ َ
ج
من بيته د ُون ع َشاء .فأمّا ما يُستثنى ويُشْت َرط ،فهذا لا يكون إلا كما ذكرت �لكم قبل قليل.
وكنا وحدنا مرة ،فبادرني الحديثَ ،من غير أن ُأشاوِره ،ومن غير أن يكون
وتضيف إليها
ُ الدق الكامل من دون أن تُسلَق،
ِّ دق ثلُُثي
خ كالح ِساء من الح ِنطة ت ُ ّ
طبي ٌ
الماء َ والدهن .إنها كثيرة ُ الفائدة عظيمة ُ البَرك َة .وهي تنوبُ عن الغ َداء ،وتملأ البطن
وتنفخ ُه حتى تُغْني عن الع َشاء ،وكل حِساء ٍ من الأحساء يروي ،فيُغْني عن طلب النبيذ
ق الحار ،يُغني
حسْو ُ المر ِ
ن الخارج ،و َ
ك في أجواف ِهم مقام َ جمرِ التدفئة م ِ َ
منها ،قامت ل َ
عن طلب الدفء من الوقود ،وعن لِبس ا�لكثير من الملابس .وأنت تعلُم أن ّني أعني
تع َو ّده ،لم يدف ِئه شيء ٌ سواه .فعليك يا أبا عثمان بالمثلثة لك ولعيالك .واعلم أنها لا
ٍ
ناصح مجرِّب ،ومن
حكيم ُ حاب المعرفة ،فُخذْها من
ل العلم ِ وأص ِ
ل أه ِ
تكون إلا في مناز ِ
ٍ
ك إلا ال�خير.
لا ي ُريد ُ ل َ
َف في كل أمر،
الغنى ،ويتبادلون الز يارات ،وكانوا أصحابَ جُود وع َطاء ،يحبون التر َ
ل مجلس ،ويُدلِّلونه ،و يتركون له أن يأمرَ بما يريد ،و يفعلون ك َّل ما
وكانوا يُهي ِّئون له أفض َ
مرة ،ردّا ً لز يارات ِه ا�لكثيرة ِ لهم في منازلهم ،وأ َ ّنهم سيجعلونَ ز يارة َ بيته ِ ن ُزهة ً ونشوة.
ل عن التلميح ،ع َمَد ُوا إلى التصريح ،و�لكنه لم ي ُ ْقدِم على ما
لَم ّحُوا إلى الأمر ،فلما تغاف َ َ
أرادوا ،فقالوا :اجْ عَل ْها دعوة ً يتيمة ليس لها أخْ ت .وكادوا يقولون :نريد ُ أن نذوقَ
ن الأمر
لَج ّ في الامتناع وأمْع َن .فلما لم يج ْد م ِ َ
طعام َك وشرابَك .وأَ لَح َّوا عليه في الأمر ،و ِ
٧٦
بُدّا ً دعاهم ،فلما ق َصدوه ،ق َ َّدم لهم طُعَي ْما ًخفيفا ًشَه ِي ّا ًمليحاً� ،لكنه يكاد ُ يكونُ بلا ثمن،
ولم يُك َل ّ ِفه كثيرا ً .فلما أكلُوا وغسَلوا أيديَهم ،باد َرهم بالحديث ،فقال :أسأَ �ل ُكم بالذي لا
ل أن
رب السماوات والأرض ،هل أنا الآنَ أيسر وأغنى ـ أم قب َ
شيء َ أعظم ُ منهِّ ،
تأكلوا طعامي؟ قالوا :ما نشكَّ أنك ـ حين كان الطعام في م ُلْكِك ـ كنتَ أغنى وأيسر.
قر ب ْوني من الفقْر ،وأبعدوني عن الغنى ،وكلما قال :فمنذا يلوم ُني على ترك دعوة ِ قو ٍم َّ
أكْ ثَرْت من دعوتهم ،كنتُ من الفق ِر أقربَ ومن الغنى أبعد؟ فهو على هذا القياس
خراف والجداء
ومر يوما ً بسوق الغنم والماعز ـ وكنا في ز َمان التوليد حيث تكث ُر ُ ال ُ
ّ
ـ فأطم َع َه ُ ُ
الر ّخْ ص ،وتحركت شهوتُه للطعام .فبع َث غلاما ً له يقال له ثَق َْف ،ليشْتريَ له
ِب من
يلبث الغلام ُ أن ر َج َع يعد ُو ،كأنه هار ٌ
جَدْياً ،ووقف غير َ بعيد يرقُب ما يحدث .فلم ْ
م ُطارِد ،وهو يشير ُ بيده ،ويُومئ برأسه لسي ّده ،أَن :اذْهب ولا تَق ِف .فلم يبرح أحمد بن خلف
مر،
شيء ٌ عجيب .الجدْي بع َش َرة دراهم .أأنت ممن يَصْ لُح لهم هذا و يَصْ لُحون له؟ م ُّر الآن ّ
وابتعد عن هنا .فإذا غُلامه يرى أ ْن من الغرابة أن يُباع الجدْيُ بعشرة دراهم ،ويسْتَكْث ِرها.
والأر ياف ،فإنما يُستغرب ذلك من يستغْرب ِه لرِخَصِ ه وقلّة ثمنه في ذلك الوقت من السنة.
ولا تقولوا الآن :قد أساء َ وال ل��ه أبو عثمان لصديقه ِ ،بل قولوا :ما تناوله بالسوءِ،
حتى بدأَ بنفسِه ،ومن كانت هذه صفات ِه ،وكان هذا مذهب َه في الحياة ،لا يَلُومنَّ إلا
٧٧
واعلموا أني لم أقصُد من هذه الأحاديثِ إلا أن اتفق معه ،وأن أنال رضاه ُ ومحب َّته.
يظن ّوا أنه دفعني إلى هذا د َف ْعاً ،ولولا بُخله لقلت :وأن يظن ّوا أنه يُعطيني أجرا ً .ذلك لأن
اليأس في قلوب
َ ل فصيح َة في أن يزرعَ
حاب إلى قلبه ،ومن كان بلي َغ القو ِ َّ
أحب الأص ِ
ل عندهم في أن ينالُوا منه شيئاً .على أن ّي إن أحسنتُ الناس من مالِه ،و يقط َع َ
أيّ أم ٍ
ل شكري معل َّقاً :فإن جاوز َ كتابي هذا حدود َ العراق شكرني،
بج ُهدي هذا ،فإنه سيجع ُ
في هذا الإقليم ،أغنته عن أ ْن يتح َ ّدثَ أحدٌ عن هذا الأمر .وكيف وهو يرى أن سهل
ل بن غزوان ـ وقد حدث ْتك عن بخل ِهما ـ كانا في عداد المُس ْرفين؟
بن ه َارون وإسماعي َ
من المبذّرين؟ وقد بلغني أنه يردِّد دائماً :لتعرفوا مكانَة الملائكة عند ر ّبِهم ،وكرام َتهم على
٧٨
طرائف البخلاء لا تنتهي
دخلت على فُلان ب ِن فلان ،في وقت طعام ،وإذا المائِدة ُ لم ت ُرفع بعد� ،لكنّ
القوم َ كانوا قد أنهَو ْا طعامهم ،ورف َع ُوا أيديهم .فدعاني إلى الطّعام ،ومددتُ يدي لآكل،
ل من
تقترب من الأصحاء .فأمرني بأن آك ُ َ
ْ ض على الجرحى ،ولا
فبادرني بالقول :اق ْ ِ
ِ
والفرخ الذي ن ُزع منه الفَخِذ ،فأما ما زال صحيحا ً فلا ال َد ّجاجة التي نا َ
ل القو ُم منها،
وقال لي صاحبي:
أكلنا عند فلان هذا يوماً ،وأبوه حاض ِر ،واب ٌن له يرو ُح و يَجيء ُ بيننا ،فدخل
وخ َرج مرارا ً ونحن نأكل ،ولم نن ْتبه إلى أنَّه يراقبنا .فصاح الصبي :كم تأك ُلون لا أشب َع
ال ل��ه بُطونَكم! فقال أبو فلان ـ وهو ج ّد الصبي َ :ابني و ِّ
َرب ا�لكعبة.
بالمئْزر ،ثم يدخ ُل بين الناس فيغسل مكانَ ما طَلى .ثم يأتي في مثل تلِك الساعة في يو ِم
ل مكان
س َ
وبعض فخذيه ،ثم يستتر ُ بالمئْزر و يجلس ،وينتظر الغفلة ليغْ ِ
َ تالٍ ،فيطلي ساقيه
ل يَطْلي
جسِده .فلا يزا ُ
ح قطعة ً أخرى من َ
المَسْح .ثم يعود ُ في مثل ذلك الوقت ،فيمس ُ
في كل سَ حَرٍ ،حتى ينظَف جسمه كل َّه دون أن يدف َع شيئاً .قال صاحبُ الحمّام :ولقد
حدثني أبو الأحوص الشاعر ،قال :كنا نُف ِطر عند الباسياني ،فكان يرفع يديه
عن الطعام قبْلنا ،ثم يضطج ُع على فراشِه ،و يقول :إنما نُط ِعمك ُم لوجه ِ ال ل��ه ،لا نريد منكم
٨٠
حديث خالد بن يزيد
وهذا خالد بن يزيد مولى بني المهلب ،وقد اشتُهر بينَ الناس باسم خ َالَو َب ْه المُكَدِّي،
ل للح ُصول
واستجداءَهم وحسب ،بل هي طر يقة ُ حياة ٍ متعددة ُ الوجوه .ففيها الاحتيا ُ
وقد بلغ خالد بُن يزيد في التكدية درجة َ الر ياسة ِ والزعامة ،وفي الب ُخل مبلغا ً لم
ل ولا م ِن بَعد.
يبلغه أحد من قب ُ
ل
بصورته ِ الحقيقية من قبل .وكان ذاتَ يوم في مجلس من مجالسهم .فوقف عليه سائ ٌ
ن
من الدراهم ا�لكبيرة التي يسمى واح ُدها الدره َم البَغْلي ،ووضَعه في يد السِائل ،ثم فَط ِ َ
إلى غلطته ،فاستر َّده من يده ،وأخرج فلسا ً فأعطاه .فقالوا :ما ُ
نظنّ هذا حلالاً ،وهذا
حسَب
ح عند م َن؟ إني لم أجمع هذا المال بعقو�ل ِكم ،و َ
أمر قبيح .قال :قبي ٌ
ل ٌ في الأص ِ
حسَب ما ترون ،أت َرو َن هذا المسكين؟
م�ج ْب َرا ً على أن أنفق َه َ
أفكارِكم وآرائ ِكم ،ولستُ ُ
هذا من مساكين الفلوس ،وليس من مساكين الدراهم .قالوا :أتَعْرِفه من قبل؟ قال:
تعرف المُكَدِّين؟ قال :وكيف لا أعر ِفهم؟ وأنا كنت كاج َار َ في
ُ قالوا :وهل
لقد أكلت م ُن خبز الصدقات ثلاثين سنة ،وعشتُ كل هذه السنين على ما
حتى خضع لي إسحق قَت ّال الحُر ّ ،وبَنْجو َي ْه شعرِ الجمل ،وعمرو القَو ْقيل ،وجعفر ُ كردي
زوج أمه.
ِ ك َلَك ،وحَم ّو يه عينِ الفيل ،وشهرام حمار أيوب ،وسعدّو يه
ل له
اليأس في نفس كل من تسوِ ّ ُ
ُ وما أراد خالد بن يزيد بهذا إلا أن يد َُّب
نفسه الاقترابَ منه ومن ماله ِ .وكان خالد ٌ قاصا ً متكل ّما ً بليغا ً داهياً ،وكان أبو سليمان
وأما الألقابُ التي ذكرها خالد وهي أنواع الم ُكَدِّين وتكشِف حيلَهم فإنني
أفسرها لك:
للعقاب في بلادِ
ِ زي ناسك ،وي ُر يك أنه تعرَّض
ك في ّ ِ
المخطرانيّ :هو الذي يأتي َ
ا�لكفّار ،لأنه كانَ مؤذنا ً هناك ،وأنهم استأصلُوا لسانَه من أصله ِ ،ثم يفتح فم َه كما يصن ُع
من يتثاءب ،وتنظر في فمه فلا ترى له لسانا ً البت ّة ،فتص ّدِقه وتُعطيه.
وكأنه سيذوب حياءً ،ويتلفت حواكي ْه مخاف َة أن يراه من يعرفه و يعت َرضك في الطر يق،
خف َية.
ولا يكل ِّم ُك إلا ِ
٨٢
والكاغانيّ :الذي يتجنن ،ويدّعي ال َّصرعَ ،فيق ُع أرضاً ،و َ
يخ ْر ُج الَّزبَد ُ من فمه ،حتى لا
يقف على الباب ،ويرجَّ الق ُفل ،و يقول :بانوا .وتفسير ذلك بالعربية:
والبانوان :الذي ُ
يا مولاتي.
والق َر َسيّ :الذي يَعْصِ بُ ساقه وذر َاعه ع َصْ با ًشديدا ً ،ويش ُ ّدهما شدّا ً ُ
محْكماً ،ويبيتُ
على ذلك ليلة .فإذا تو َرّم َ الساقُ وال ِ ّذراع ،واختنق الد ُم فيهما ،مسحه بشيء من صابون
والم ُ َّشع ِب :الذي يهيئ الصبيّ حين ولادته لي َجعله ذا عاهة ٍ تفيده في التكدية ،بأن
يعمِي َه ،أو يجع َل يد َه مُعْوجّة بأن يُيَب ِّس ر ُسغ َها ،أو يجعَلَها قصيرة ً لا تنفع ُه بشيء� ،لكي يأخذه
س بعاهته.
أهلُه ،ويشحذوا من النا ِ
وربما جاء َبالولد ِأهلُه إلى المشع ّ ِب ليتولى ذلك ،ويأخذ ُمنهم مالا ًكثيرا ً ،لأن الولد َسيصير ُ
ك
ل ذل َ ق وفيرٍ لهم .فإما أن يدور ُوا به في الأسواق والأحياء تك ُ ّ
سباً ،أو يؤجّروه لمن يفع ُ مصد َر رز ٍ
بأجر ٍ معلوم .وربما أجّروا أولادهم إلى من يسافرون إلى بلادٍ بعيدة ٍ كأفر يقي ّة ،فيشحذ ُون بهم
ل أجرا ًعظيماً .فإن كانَ ثقة ًمليئا ًأعطوه الولد ،وأعطاه ُم
ق وفي هذه الحالة يأخْذ ُالأه ُ
طوال الطري َ
٨٣
المُزِِيدي :الذي يدور ُ في الأسواق وم َعه بضعة ُ دريهمات ،و يقول :هذه دراهِم ُ
لقيط يتيم،
ٌ جمعتها لمساعدتي ،فزيدوني فيها رحمكم ال ل��ه .وربما حَم َل معه صبيا ً على أنه
ن لميت.
يريد أن ير ِّبيه ،وربما أراد َ أن يجمع ثَمن كف ٍ
والإسطيل :هو المُتعالي ،إن شاء أراك أنه قُلع ِت عيناه ،فلا تَش ُكّ في أنَّه لا
يبصر ،وإن شاء َ أراك َ أن في عينيه ماءً ،وإن شاء َ أراك عينيه وكأنهما فُق ِئتا ،وليس
المكدّي.
وهذا تفسير ُ ما ذكره خالد ُ بن يزيد مولى المهالبة ،وهو خ َالو يه المكدي .والمُك َ ُدّون
ل منه شيئا ً
حفِظْت َه ،وما لن تأك َ
إن ّي قد تركتُ لك ما يكفيك في حياتك إن َ
حسْن
ن العادات الصالح ِة ،وما علّمتك من ُ إن ض ََّيعْت َه ،ومع ذلك ،فإ ّ
ن ما أَ ْور َثتك م ِ َ
التدبير وصوابه ِ ،وما د َّر ب ْتك عليه من طُر َق حياة الصال�حين المقتصدين ،خير ٌ لك من
ن لك
هذا المال .ولو أنني أعطيت ُك آلة تحفظ مال َك بكل وسيلة ٍ وطر يقة ،ثم لم يك ُ
ك ناصح ٌ من ذات ِك ،ولم يكن قلب ُك يأمرُك به، ن من نفسِك على ذلك ،ولم يكنْ ل َ معي ٌ
ل
ل في ك ّ
ق الما ِ لما انتفَعْتَ بشيء .بل ربّما صار هذا المن ُع وال َنّهْ ي ُ ُ
كل ّه إغراء ً لك لإن ْفا ِ
لقد سافر ْت في البر إلى آخر بُقعة يصلُها إنسان ،ورَكب ْتُ البحر إلى أقصى ما
سفن ،وط َو ّفت في الآفاق ،فخُذ من ّي ،وليس عليك ألا ترى ذا القرنين .ولا
تبلغ ُه ال َ ّ
٨٤
ن شَرْ يَة الجُر ْهمي الذي ع َ ُ ّدوه من العلماء ورواة الأخبار ومن
تل ْتفت إلى ما قال ع ُبيد ب ُ
يعرفون الأنسابَ من أهل الجاهلية وذك َروه بين القدماء ِ في الحكمة ،وقالوا :إنَّه من
ل أبيك.
يعرِفُها إلا من كانَ مث َ
أسمْعْتَ بتميم بن أوس بن خارجة من بني عبدِ الدار؟ ذاك الذي حكى عنه
رسَت بهم السفينة على شاطئ جزيرة في البحر ،فلما دخلوها رأوا الجسّاسَة َ في صورة
ودرو بَها أو أوديتَها وشِعابَها .أيضربون المثل في الاهتداء بطائر القطا؟ وال ل��ه إني لأهدى
من القطا وأفُوق ُها .وإني لأهدى من دُعَي ْميص الر ّمل الذي كان دليلا ً داهيا ً وإني
يتلون في ضروب من الصور والثياب ،وقد ظهر لعلقمة بن صفوان ،وهو ج ّد مروان بن
الحكم والد الخليفة عبد الملك بن مروان ،فاقتتلا حتى قتل كل منهما الآخر .وظهرت
الواحد منهم على نصف صورة الإنسان ،له يد ورجل ونصف رأس ونصف جسد،
٨٥
وكنت أسمع في الليل أصواتا ً تأتيني ،وباسمي تدعوني ،فما هبتُها ،بل جاوبتها،
ِسناس بيد واحدة ورجل واحدة ينقز كما ينقز الطي ْر وجاوبت نداءه وكان
ورأيت الن ّ َ
لي رئِيّ ٌ وهو جني إذا ألف الإسنان وتعطف عليه ،صار ي�خبره الأخبار.
ينظرون في أكتاف الضأن ،حيث يرسم شعاع الشمس خيوطا ًوخطوطا ًوأشكالا ًيستدلون
جر َ وال ُ ّ
طر ُقَ والفكر، بها على أحوال العالم ،أو أحوال إنسان بعينه .وعرفت التنجيم َ
والز ّ ْ
وما يدعيه كهّان العرب وعْرافوهم ،وهو ليس من جنس العيافة والخطوط والنظر
ن ا�لكشْف عِن
ل أو أمير ،أو م ِ َ
ن أو وا ٍ
ل سُل ْطا ٍ
البحر والسفرِ والتجارة ،أو من عَم ِ َ
العلم ُ بالإكسير .والإكسير ُ هو الحجر الذي قد يُوجد في النبات ،وقد يُوجَد ُ في الحيوان.
فيحيلُها ذهباً.
٨٦
وإني لأعلَم أن صدر َك ضي ّق عن فه ِم العلو ِم والألغاز ،وإن ّي لأَ خْ شى أن يكونَ
ك الساعة َ العلم َ
لف نفسك ،ولولا هذا لعلّمت ُ َ
العلُم الذي ألقيه إليك سببا ً في هلاك ِك وت َ ِ
وإني لا أقْدِر ُ على ائْتمان ِك على سرِّ صديق ،مخاف َة أن تُفشي َه ،لضي ِ
ق صدرِك عنه،
صدور ُ الحُلماء؟ وإ َّن كت ْم َ سرِّ الحديث ،وخ ْزنَ ا�لكنوزِ والجواهر ،أهونُ عند العارفين
ن العلم.
م ِن خ ْز ِ
ك العلم ُ
ل الآخرين ،ولو أن ّني لا أَ خشى أن يُؤذي َ
ك على نفسِك قب َ
ولو أنني آم َن ُ َ
صن ْعة
تُدرِك كل شيء ،وسأعل ِّمك كيف تَسْب ُك الرَّخام َ كما تسب ُك المعادن ،وسأعل ِّمك َ
ِف لك أسرار َ ال ُ ّ
سيوف الق َل ْع ِي ّة الآتية من الهِند ،ومن قَل ْعة عظيمة ٍ الفُسَيْف ِساء ،وأكش ُ
التلطيف التي بها يُعالجون الأجساد ،وقد انقسم َ فيه العلُماء قسمين،
ِ ا�لكريمة .وصنعة َ
ولستُ راضيا ًعما أنت عليه من الفطنة ِ وح َ ْز ِم الرأي ،وإن كنتُ أراك فوقَ من
س لم تَقْطع الجذوع.
سيف لم يُجرب في الوغى ،وفأْ َ
ٌ عندي
٨٧
ك وقد أدركتَ وع ِلم ِتَ ولماذا لست أرضاك ولا أثق بك ،وأنت ُ
تظنّ نفسَ َ
وع َرَف ْتَ واكْ تَسَب ْت ما يؤه ِّلك لهذا؟ لأني خبرت صنوف الناس كل ّ ِهم ..جالستُ
خ ْدم َة الخلفاء والسادة والموسر ِين ،وخالطت الزه ّاد َ العابدين النسّاك ،وعشت مع
في ِ
وتجعلُني قادرا ً عليه ،وع َرَف ْت أيام المَس َرّة ِ والنعيم ،وأيام الضرِّ والحُزن واله ّم المقيم ،حتى
حفِظْته من فتنة
ل والحز ِم والدهاء وقد َ
ل لم أَ نلَ ْه إلا بالع ْق ِ
ما أفتخر بحفظه .إن هذا الما َ
الب ِناء ،فلم أب ْن بيوتا ً وقصورا ً ،وقد قالوا ،إذا أراد ال ل��ه فناء َ ما ِ
ل امرئ سل ّط عليه الطين.
وحفظت لك هذا المال من فت ْنة النساء ،ومن فتنة ِ الثَّناء ،ومن فتنة الر ياء ،ومن أيدي
الوكلاء ،فإنهم الداء ُ الع َياء الذي لا طِبَ له ولا د َواء ،لم أتخذ الجواري ولا خالطت
الق ِيان ولا أنفقت درهما ًعلى نساء ِ الحان .ولا أوْلَمت الولائم ،لذوي العمائم ،كيما يقا َ
ل
ولستُ أوصيك بحفظِ المال لفر ْط حب ّي لك ،و�لكن ل ِعظَم بُغضي وم َقتي للقضاة
الموكلين على الأموال .إن ال ل��ه سبحانه وتعالى لم يُسل ِّط القضاة َ على أموال الوارثين إلا
٨٨
أحب أن يُر ِيَ ابن َه مقدار َ ثروت ِه
ّ عقوبة لهؤلاء الملاعين .لأ َ ّ
ن الأبَ إن كان غنياً،
ومدى ق ُدرته ،وإن كان فقيرا ً عاجزا ً ،أحب أن يستريَ ح من تربيته ِ وتَح َُم ّ ِ
ل نفقته ِ ،وإن
َّ
أحب أن يستريح من إلحاحه وخل ِقت ِه .والأولاد لم يشكروا آباءَهم الذين كان بيْنَ البيني ْن
َ
وحصّ نوهم في وجه ِ ص ُروف الدهر وأحسنوا غرس َهم ورعاي َتهم، كفَو ْهم
جمعوا لهم و َ
ِف أن كما لم يصِ بروا على الأب الذي أوجب ال ل��ه حق َه عليهم .وما من عاق ٍ
ل إلا و يعر ُ
فإن كنت من هؤلاء كان القاضي لك بالمرصاد ،ون لم تكن منهم كان ال ل��ه جل ذكر ُه
ل
إن س�لكت سبيلي واتَبعت نُصحي وإرشادي ،نَمَا مال ُك ور َب َا ،وصار ما ُ
غيرك َ عند َك وديعة ،وصرتَ الحاف َِظ على غير ِك .وإن خالفت نه ْجي وما أقول ،صار
باكتفائ ِك بما عندي ،وزاد َ في إفسادِك معرفت ُك بكثرة ِ ما ُأخل ِّف لك .والمصيبة ُ ا�لكبرى
أن َّك ب ِكري وأكبر ُ أولادي ،وأنك آخر ُ أولاد ُأمّ ِكَ ،رّ بتك مدّللاً.
حكايات
ِ وما هم ّني أن يذهبَ مالي ُ
كل ّه ،فلو فَنِي َ لجلستُ أرْوي للناس القِصَص وال
ل موجود .اللحية غزيرة ٌ بيضاء ،والصْ وتُ قوي جَهير ٌ وفيه قبل مُكَدِّياً .وجهاز ُ ال ُ ّ
شغ ْ ِ
استعطاف الناس
َ طَلاوة ،وال َّش ْك ُ
ل حسن ،والناس يَقبلونني و يُقبلون عليّ .إن أردتُ
٨٩
ولصوص الشام ،والغَجَر في الحُصون
َ وسَلْ عن ّي صعاليك الجبل في هَم ْدان،
((بط)) في
ّ ورؤوس الفَت ْك في الأكراد ،وقاطعي الطرق من الأعراب ،وفُت ّاك َ نِهر
َ
لصوص قَيقْان في البلاد التي تلي خراسان .وسل عني قراصنة َ البحر على سِيف
َ عن ّي
ّاف
يكونُ ثَبَاتُ الج ِنان عند رؤ ية طليعة ِ المقاتلين ،وكيف يقظتي إذا كنتُ ا�لكش َ
وكيف صبري فوق صبْر ِ الرجال إذا جُلِدْت ،وكيف أجل ُِس ساكنا ً مرتاحا ً إذا سُ ج ِنت
لقد سُ جنت في سِ ج ْن الحجاج بواسط وهو المسمى ((الد ِّيماس)) فنقبته وف َر َرت،
حبس
ٌ وح ُبست في سِ ج ْن المُطْب َق في بغداد ،فخرجت منه إلى الفضاء طليقاً ،وهل ظل
ما دخلته؟
سَل عن ّي كيف كنتُ في بلاد السند ومعي كردو يه الأقطْع ،وكيف كنت
أب َاك فسلْ عنه الذين سُ جنوا سجنا ً مؤبدا ً ثم فر ّوا ،والذين ُ
ش ّدِ وثاقُهم فحل ّوه ،وانطلقوا
إلى الجبال ،وسلْ عنه اليلالية الذين خرّبوا البصرة أيام ثورة الزنج ،والخ َُر ّبية الذين لا
ل صخر وم ُصخِر
س الفت ّاك مث ِ
ينتهون عن نهب ولا سرقة ،وسلْ عنه بقية أصحاب رؤو ِ
س ومِقْلاس.
ورا ٍ
((أنا أول من لقي أزْهر َ أبا النقم ،وكان آخر ُ من صادقني حَم ْدو يه أبو الأرطال.
٩٠
ل
ق با�لكَب َرة ،وجعل القَنْق َل ق َرعة .وأو ُ حارّا ً والبُز َي ْل باردا ً ،وأ َّو ُ
ل من شَر ِب بالعرا ِ
من ضرب الشاهسبرم 1على ورق القرع ،وأول من لَع ِب بالَيرمع في البدو ،وأسْ قط
الدف من بين الد ّفاف .وما كان النقاب إلا هدّاما ً حتى نشأت ،وما كان الاستقفاء ْ
ّ
ل
حياتَك كل َّها في النعمة والسرّاء ،لم تكتسْب ال�خبرة والعِبْر َة من الضيق والضرّاء ،والما ُ
ن ظن ِّك
س َ
ح ْ
ل العقل عندك قصير .ولا أخاف عليك شيئا ً بق ْدرِ ما أخاف ُ
وفير ،وحب ُ
بالناس .لا تَثِق بأيّ منهم ،واتّهم شِمال َك على يمين ِك ،وسَم ْع َك على بَصَر ِك ،وكُنْ دائما ً
وسأضرب لك مثلاً .إن أوّل ما جعلني أوقن أن ال ل��ه سيحف َُظ عليّ مالي،
ذات يوم
ٍ وأن ه َذا المال سينمو ويربُو ويزيد ،وأ ْن ال ل��ه سيحفظ عَق ِبي من بعدي ،أن ّي
غلبتني شَهْوتي ،فأخْرجت من كيسي درهما ً لأطفئ به النار َ التي اشتعلت في جسدي،
َت عيني على ما سُكَّ عليه ،فرأيت اسْم َ ال ل��ه مكتوباً ،فقلتُ في نفسي :إني إذا ً لمن
فوق َع ْ
الخاسرين الضالين والعياذ ُ بال ل��ه إن أنا أخْرجت من يدي ومن كيسي ومن بيتي شيئا ً
كتب عليه ((لا إله إلا ال ل��ه)) لآخ ُذ بَدَلَه شيئا ً لم يُكْتب عليه شيء .وال ل��ه إن المؤم َ
ن
لَيَنْزِع ُ الخات َم م َن يده لأمر ٍ يريُده ،فيرى عليه ((حسبي ال ل��ه)) أو ((توكلت على ال ل��ه))
ن أنه خرج من رحمة ال ل��ه ِ ج َّل ذكره ،حتى ي َر ُ َّد الخات َم َ إلى موضعه ِ ،وإنما هو
فيكاد ُ يظ ُ
الشاهسبرم :نوع من الر يحان ،والكلمة معروفة عند العرب فقد ذكرها الأعشى.
1
تركت هذه الأسطر على حالها كنموذج لوعورة اللغة. 2
٩١
كانت عليه،
ْ ض خ َرقه التي
وماتَ خالد بن يزيد في يوم ِه ذاك ،فكفّنه ابُنه ببع ِ
وغ َّسله بماء البئر المالح ،ودفنه من غير أن يسّوي ضر يح َه ،أو أن يأتي بمن يلَ ْحَدُه ُ ،ثم
فلما صار في المنزل ،نظر حوله قرأى جرّة معل ّقة .قال :ماذا في هذه الجرة؟
زينه بشيء ٍ من السمن يرشَّ ه عليه .قال :يقولون ولا يفعلون .الس ْم ُ
ن أخو العسل .وهل
الناس ع ُقولَهم وضي ّعوا أموالهم إلا في السَمْن والعسل؟ وال ل��ه ،لولا أن للجرة ثمنا ً
َ أَ فْسَد
٩٢
طُر َف شت ّى
كان قوم َ على مائدة يحيى ب ِن عبد ال ل��ه ب ِن خالد ب ِن أمية ب ِن عبد ال ل��ه ب ِن خالد بن
أَ سِيد ،فر َفع رغيفا ً من على الخ ِوان بيده ،ثم و َضعه على كفّه كأنه يق ّدِر ُ وزنَه ،ثم قال:
يزع ُم المشن ِّعون عليّ أن أرغفة َ خبزي صغيرةُ ،
أيّ اب ِن زانية يقدر ُ أن يأكل م َن هذا
ال�خبز رغيفين؟ فما جَرُؤ َ أحدٌ على أن يقسِم َ رغيفا ً آخر ،وإلا كانت أ ُمّه زانية.
وكنت أنا وأبو إسحاق إبراهيم بن سي ّار النظّام ،وقد حدثتك عنه من قبل ،وأبو
ومن المعلمين ،فقد كان معلما ً لولد القائد المشهور أبي د َلَف ،وأبو الفتح مؤدّبُ منصور
ن رغيف َه إلا و�لكنّ عدد َ الأرغفة كان على قَدْر عددِ الرؤوس .فأكل ك ُ ّ
ل إنسا ٍ َ مجل ّوة،
َ
كسرةً صغيرة ولم يشب َع أحد ليرف َعوا أيديَهم عن الطعام ،ولم يأتِهم بأرغفة ٍ أخرى ليُتمّوا
طعامَهم ،وظلت الأيدي معلقة ،والجمي ُع في حيرة ،ينق ًرون شيئا ًمن هنا وشيئا ًمن هناك.
فلما طال الموقف ،أقبل الرج ُل على أبي الفتح ،وكان تحت القصعة ر ُقاق َة ُ من
ط ِعه
عجين نَضَجت فصار َت كأنها رغيف ،فقال :يا أبا الفتح ،خذ ذلك الرغيف فق ّ
سمْه على أصحابِنا .فتغافل أبو الفتح ،ولم ي َر ُ ْد عليه .ثم أعاد َ عليه القول ،فتغافل ،وفي
واق ْ ِ
المرة الرابعة أعاد القول في شبه صياح :ما لك و َيْلك لا تقطّعه بينهم؟ قطَع ال ل��ه أوصالك.
قال أبو الفتح :دع هذه الر ّقاق َة تُبتلى على يد غيري أصلحك ال ل��ه! فخج ّلناه مرة ،وضحكنا
مرة ،وما ضحك صاحبنا ولا خجل ،ولا أتى بأرغفة أخرى.
قط لا من الأمور الجليلة ،ولا من وكان يريد ُ كل شيء على غاية الإحكام ولم يُح ِكم ْ شيئا ً َّ
الأمور البسيطة .وكنتُ أنا على حما ٍر مستأجر ،والمكيّ على حمار مُسْتعار ،وعَط ِش حمار ُ
المكيّ حتى كاد َ يهلك .فقال المكيّ لبعض غل ِمان الرجل :لا أريد ُ منكم تِبنا ً ولا شعيرا ً،
اسقوه ماء َ فقط .فسَق َوه ماء َ بئر ،وماء البئر مالح ،فلم يشْر َب ،وقد كاد يمو ُت عطشاً.
فأقبل المك ُيّ على الرجل وقال :أصلَحك ال ل��ه ،لقد است َعَر ْتُ الحمار َ من رج ٍ
ل منزلُه
على شارِع دجلة ،أي إن َّه قريبٌ من النهر ،فهو لا يعرف إلا العّذْب .قال :فامزجوه
له يا غلام .فمزجوا الماء َ المالح بالعذب ،فلم يشَرب ْه ،فأعاد المسألة َ مرارا ً ،و�لكن الر ِّجل
في المر َق ،فأقول :هؤلاء ِ قوم ٌ يحبون المُلوحة ،ولا يُعْجبون بالحامض .فما ألبث أن
فلما رأيت حُمْق َه ،ومذه َب َه ُ في الحياة ،وغَلَبة َ البخل على طباع ِه كلها ،قلتُ
له :ما لهم عِندي دواء يَشفيهم غير ُ أن يمتنع ِوا عن الصباغ كله ،فلا يقر بَون
٩٤
ل ولا ا لخَر ْدل ،بل يأكلون ا ل�خُبز َ جافا ً .فقال صدقتَ وال ل��ه ،ما
المرقَ ولا ا لخ َ ّ
تكثير الطعام ،وتع ُ ّدد أصناف ِه وألوانه ،وفي إظْ هارِ الحرص على أن يؤك َ ُ
ل الطعام كله،
صاحب عجيب في بُخله وطباع ِه ،فقد جَلَد َ خب ّاز َه بسبب إنضاج ال�خبز،
ٌ وكان لنا
وقال له :اجْ ع َل ال�خبز الذي يوض ُع بين يَد َيَّ ناضجا ً تمام َ ُ
الن ّضْ ج .واجعل خُبْز َ من يأكل
معي بين المقدارين ،فلا تُنِضجْهكثيرا ً ،ولا تترك ُه عجيباً .وأما خبز ُ العيال والضيوف فلا
حديث عبد ال ل��ه الع َرو ُضي ،فضحك وقال :هذا هيّن إذا ما قيس
فحدثت بهذا ال ِ
َبب
بما فعل بالشو ّاء ،قلت :وما حكاية الشو ّاء؟ قال :ضرب الشَو ّاء ثمانين سوطا ً بِس ِ
خ أنا
إنضاج الجدي .ذلك أن ّه قال له :ضَع الج ِدي في التنور حين نَضَع الخَوان ،فأصر ُ
وأقول :ألم تُن ْضِ جْ هذا الجديَ بعد؟ فتقول أن ْت :ما بق َي إلا قليل .وأعي ُد عليك الكلام،
فتجيئًنا به م ُستع ِجلا ً كما أمرتك .فإذا و ُضع بين أيديهم ولم يُنْضَج احْتَسَب ْت عليهم أني
قدّمت لهم جدْياً .فإذا لم يأكلُوه ،أعدتَه إلى التن ّور ثم تُحضره لنا في الغد باردا ً ،فيقوم ُ
الجديُ الواحد ُ مقام جديين .ويبدو أن الشو ّاء نسيَ يوماً ،فجاء بالجَدْي وقد أنضجه تمام َ
الإن ْضاج ،فأعْمل فيه القوم أيديَهم ،حتى لم يُبقوا منه شيئاً ،فجلده ح َ ّد من قَذ َف ح ُ َّرة.
٩٥
ل دجاجة ً فش َ ّقها نصفين ،فألقى نصف َها إلى الذي عن
رأيت ُه مرة وقد تناو َ
ل الرجلان ألا يَعو ُدا إلى مائدته أبدا ً. هذه كانت قاسية َ اللحم .فحسبت أ َّن أَ ق َ َ ّ
ل ما يفع ُ
وكان غ ِلمَانه يعرفون طباع َه ،ولعل َّه علّمهم ،فكانوا يضع ُون بين يديه طائ ِر َ ال ُد ّ َّراج
السمين ،وال َد ّجاج َة َ الطر ية .فانطفأت الشمعة ُ في ليلة ٍ من تلك الليالي ،وكان على
أبي إسحاق إبراهيم بن سي ّار الن َّظام ،وربما فاق َه في ذلك� ،لكنهكان أكُولا ً نهماً .واغتنم
كانت الملوك ُ
ْ يَد َْي صاحبنا ،فَفَط ِن له ،وما هو بالفَط ِن إلا في هذا الباب .فقال :لهذا
سوقة. ل مع الر ّ ِ
ِعاع ال ُ ّ لا تأك ُ
ط ِخ بشيء ٍ من م َرَ ٍ
ق أو د َس َم ،د َ�لَكُوه د َل ْكا ًشديدا ً حتى يعود َ كما ال�خبز ،فما كانَ فيها قد ل ُ ّ
كان .وما كانَ منها قد ذ َه َب جانبٌ منه ،قطعوا بسكينٍ من أطرافه الأخرى .بمقدارِ
ما نَق َص من ذلك الجانب ،لئلا يَش َُكّ من ي َراه أنهم قد ت َع ّمدوا أن يكونَ الرغيف على
ل من ذلك ،جعلوا
هذا الشكل ،وما كانَ قد ذهب نصف ُه ،أو لم يَب ْق إلا ربعه أو أق ّ
أعرف رجلا ًضخماً ،مَهِيبَ ال َّطلعْة ،في ألفاظِه جزالة ،وفي معانيه فخامة،
ُ وكنت
سليط اللسان.
َ ل الحركة ِ والإيماءة ِ والكلام ،كأنما ت َر َب ّى في ظل ملك ،موفور العلم،
نبي َ
تخ ْفى على غيره ِ ،و يعرف الدقيق من المحاسن التي لا
ِض من العيوب التي قد َ
يعرف الغام َ
ُ
٩٦
ياض ثريده ناصع ،ولونَه الآخر أصهب ،وقد
يكون باجتماع السواد والبياض ،إلا أن ب َ َ
لاحظتُ ذلك مرتين أو أكثر وكنتُ قبل ذلك قد هَمَمْت أن أعاتبِ َه على أنه يستأث ُر
ق
واجب عليّ ،ولا يكونُ إلا من حقو ِ
ٌ بالحَسَن ،و يترك ُ الرديء َ لغيره ،ورأيتُ أن هذا
الإخلاص ،ومن لَزُوم الإخاء والمصارحة ِ بين الإخوان .فلما رأيت ثريد َه الأبلق،
ض الأحيان.
آثَرْت السلامة ،ورأيتُ أن تَرْك َ الكلام أفضل ،وأن الموعِظَة لَغْو ٌ في بع ِ
وقد زعم أبو الحسن علي بن محمد بن عبد ال ل��ه المدائنيّ ،وهو أعلم الناس بأخبار
وقد تولى الولاية ،وبين يديه ثريدة ٌ بلقاء .ولع َّل هذا غير صحيح ،فما ع ُرف عن مال ِك
أنَّه بخيل .وأمّ ِا أنا ف َقد رأيت بأ ِمّ عيني من هذا الرجل ما أخبرك به ،وهو شيءٌ ،لم
ن ال ل��ه سَت َر عليه فلا يجوز ُ أن ن َ ْفضَحه .إنما نسمّي من خَر َج من
الآخ َر فلا نسميه لأ َ ّ
٩٧
قصة أبي جعفر
زار َ قوما ً فأضافوه وأكرموه ،و َفر َشوا له وأطعموه ،ثم د َه َنوا شار َبه ولحيت َه طِيبا ً
ط ِيب وأغلاها .فح َّكت ْه شفت ُه العُليا ،فأدخل إصب َعه في فمه ،وأخذ يحكَّ
من أجودِ أنواع ال ّ
ومِث ْل هذه الحكاية إنما يطيبُ جدا ً إذا رأيتَ الحكاية بعينك ،ولي َس م َنْ سمع
وأما أبو محمد الحزاميّ ،عبد ُ ال ل��ه بن كاسب ،كاتبُ مويس بن عمران ،وكاتبُ
في أحد الأعوام ب َك ّر البرد ُ علينا قليلاً ،فابترد الجو في تشرين الأول (أكتوبر)
من ذلك العام ،وخِفتُ البرْد َ على صحتي ،فأخذت كِساء ً من صنع قومسان في بلاد
فارس ،وقد كانَ كسِاء خفيفاً ،وكنتُ قد لِبسته مرارا ً .وا�لكساء القومسي عامة
ح
ح في الجاهلين و�لكنه أقب ُ
ورآني أبو محمد الحَزاميّ ،فبادرني بالقول :إن السرف قبي ٌ
س وسوء َ جهل الحكيم .وإني كنتُ أَ ع ُ ّدك من الع ُقلاء ِ الحكماء ،وما ظَنَن ْت أن إهما َ
ل النف ِ
التدبير ِ قد بلغ بك ما أرى .قلت :لم يكن هذا رأيَك فيّ حتى أمس ،فما الذي جَعَلك تُغي ِّر ُ
رأيك؟ وما الذي أنكرتَه من ف ِعالي؟ قال :لُبْس ُك هذا ا�لكساء قبل أوان ِه .قلت :أنت ترى
أن البرد ب َّكر َ هذا العام .ولو جاء َ هذا البرد في تموز وآب (يوليو وأغسطس) لكانا أوانا ً
س هذا ا�لكساء .قال :فإن كنتَ تخاف البرد ،ولاب َ ّد لك من لُب ْس السميك
مناسِبا ً لِلب ِ
ن الفاخر ِ جُب َّة ً محشوة ،فإنها تقوم ُ هذا المقام ،وتُغني
ل هذا ا�لكساء المبط ِ
لتتقيه ،فاجْ عل بد َ
عنه ،وتكون قد اب ْتعدتَ عن الخطأ ،وما جانَب ْتَ الصواب .فأما لب ْس الصوف في هذه
الريح ُ ته َُّب فتثير ُ الغبار ،فإذا م َّرت بك الريح ُ ،داخل الغبار ُ كِساءَك ،وسك َ
ن بين خُيوطِه،
ل
إتلاف الصوف من النم َ ِ
ِ فيأكل ُهكما يأكل الد ُود والسوس جذوعَ الأشجار ،وإنه لأسرْع في
الأبيض الذي إن غزا شيئا ًنخره وأه�لكه حتى جذوعَ الأشجارِ الصلبة .و�لكن أَ خّر لُب َ
ْس
ق البرْد َ بما تشاء ،إنما هو بَرْد ُ صيف .حتى إذا نزل المطر ،وسكَن الغ ُبار،
وات ِ هذا ا�لكساءَّ ،
ل المطر ُ الهواء َ مما به من الغ ُبار وصفّاه ،البَسْه حينئ ٍذ على بَركة ال ل��ه.
وتلب َّد التراب ،وغَسَ َ
وكان يذهبُ إلى أسرته ِ مرة ً واحدة في السنة ،فيشتري لهم من الق َمح وغيره ِ
يفضل على البلََدي والمَو ْصلي نوعا ً من الحبوب ،إلا إذا كان سعر ُه
ِّ ولم يكن
ل القاسي
ن رجيم ،فعلينا أن نأك َ
شرائ ِه ،و يقول :إنه ناعمٌ ضعيف ،والمَعدِة نار ُها شيطا ٌ
مرة :أعلمت أن ال�خبز َ المصنوع من القمح البلدي يَن ْبتُ عليه فطْر ٌ شبيه ُ بالطين والتراب
والغبارِ المتراكِم؟ قال :حبَّذا ذاك من خ ُبز ،وليت َه قد أشْ ب َه الأرض بأكثر َ من هذا
١٠٠
ل لم يتبخّ ر ،فسألت ُه عن هذا .فقال:
القميص الجديد َ والمغسو َ
َ ورأيته ُ إذا لبس
وال ل��ه لَو ْ أتو ْني بكل بَخ ُور الأرض ما تبخ ّرت .قلت :ولم؟ قال :أصَلحك ال ل��ه ،أما عَل ِمت
يرْض بالتبخّ ر ،وأن يتغلَغ َل دخانُ العود ذي الرائحة الطي ّبة في ملاب ِسه وجسده ،حتى
ح به صدر َه وبطنه ،وتحتَ إبطيه ،وما تحتَ إزارِه .و يقول :هكذا
يَطْلُبَ د ُهناً ،فيمسَ َ
يفضل الشت ّاء َ على الصيف ،فقلت له :الشتاء ُ بَرْد ٌ ومطر وطين في الطرقات
وكان ِّ
وملابس ثقيلة .فقال :كم أَ نت مخطئ ..الشتاء ُ يَحفظ عليك البَخُور لأنك
ُ والدروب،
فيه المرق وإن بقي أياماً .ولم يكن يتبخَّ ر إلا في منازِ ِ
ل أصحابه .فإذا كانَ في الصيف،
دعا بثيابه ِ فلبسها على قميصه ِ القديم ،لكيلا يَضي �ِ َع من البخور شيء ،وإن كان لَيس
حياتُه .ألا ت َرى أن الشَعر حول دَب ْر َة الحمار أبيض وإن كان الحمار أسود؟ والناس لا َ
ن عليك أن تحفَظَه جيدا ً وتحرسه من عيال ِك ،لكيلا يم ُ ّدوا أيديهم إليه ،فيكون الغُر ْم
فإ َ ّ
ق أو يبخ ّره.
ط ِره صدي ٌ
ُشط صندل ،إلا أن يع ّ
فَارق الدنيا م َ
واستدان منه عليّ ٌ الأسواريّ مائَة درهم ،فرأيت ُه حزينا ًمُغْتماً ،وكأنه فَق َد عزيزا ً،
ن مصائبَ الدهر أثْق َلت ظهره .فقلت له :إنما يَحزنَ من لا يجد ُ مَهربا ً
يتحر ْك منكسرا ً كأ ّ
١٠١
تسليف الصديق ،وما حزنُه إلا لخوفه ألا َ يرج َع إليه مالُه ،وأن يُع َّد هذا هبة ً م ِنه
ِ من
خاف أن يشتكي من اسْ تدانَ منه ،فهو إن لم يُسل ِّف ك َر َماً ،أسلف
وم َن ِحة .أو رجل ي ُ
ل عزيز ٌ على قلبك ،والشهرة ُ فيه ق ُرّة ُ عينيك ،وأنا واثق بأنَك ع َزمتَ
خوفاً .وبابُ البخ ِ
ل الناس
على هذا منذ ُ زمن وصم ّمتَ حتى صار َ لك شِعارا ً ،وأبد َيت قِلّة المبالاة بأن يقو َ
ن أطماعَ
قال :الل ّه ّم غ ُفرانك! ليس هذا سببَ حزني ،إنما سبب ُه أن ّي كنت أظن أ ّ
بل قطعتُ السبيل حتى على الخواطرِ أن تَرِد َ في أذهانهم ،فأراني واجدا ً الإخفاق .إن
س المرء أن يطم َع الناس فيه ،لأنّهم إذا طمعوا فيه احتالوا له الحيلِ،
من أسباب إفلا ِ
ض
استضعاف شديد ٌ لي .وما أشكّ أنه يراني جاهلا ًعديم َ ال�خِبرة ،وأن ّي كبع ِ
ٌ الأسواريّ
ن أن يخدع َه و يأكل مالَه ،وهو مع ذلك يعاشِرني و يخالطني منذ سنين .فإذا
ك ُ
من يم ِ
كان مثلُه لم يَعرف مذهبي حقاً ،ولم يعرف طر يقتي في الحياة ،فما ُ
ظن ّك بالآخرين؟ بل
ما ُ
ظن ّك بمن ألقى من الناس؟ لكأن ّي خلال تلك السنين كل ّ ِها كمن يُنفخ في الرماد يريد ُ
أن أكونَ قد دعا عل َّي أحد الذين تُستجابُ دعواتُهم ،أو أن أكونَ قد تعر ّضْ ت لبع ِ
ض
قَو ْل الحمقى .فما يقولون إن كان أقصر َ مني؟ أليس يتعث ّر في قميصي ويسير ُ كمن في عَقْله
ٌّ
مس أو فساد؟ وإن كان صديقي طو يلاً ،وكنتُ أنا قصيرا ً جدا ً ،ولَب ِس القميص،
فكيف يكونُ منظره بين الناس؟ ألا يتجمعون حوله كأنهم ي َرَوْن عجباً؟ فمن أسو ُأ مِم َّن
١٠٢
وكيف
َ يجعل صاحب َه ُأضحوكة للناس؟ يجب ألا أكسَوه قميصي ،حتى أَ عَلم أنه فيه مثلي،
لي أن أعلم هذا؟ ومتى يمكن أن تتح َقق من أن صاحِب َك في مثل جسمك؟
بعض الصلابة .فقلت له :هذا كلام ٌ لا معنى له ،فما أشبه َهك
أشتهي أيضا ًاللحم الذي فيه ُ
ط ِئ
بالذي قال :أشتهي لحم دجاجتين ،ولم يقل :أشتهي لحم الدجاج .قال :ولماذا تخ ّ
ذاك القائل؟ هاأنذا أشتهي لحم دجاجتين :واحدة مول َّدة من ديكٍ هندي ودجاجة ٍ
فقال :لا أعدمني ال ل��ه هذا اللقب .قلت :وإني أراك فرحا ً به .قال :ولِم َ لا أكون؟ ولا
لقب
بأي اس ْم أو ٍ
ل إن فلانا ً بخيل إلا وهو صاحبُ مال .فَسَل ِّم إليّ المال ،وادعني ّ ِ
يقا ُ
َّ
أخس اللقبين ،وأوضَعهما مكانة ً بين الناس. ل والذ ّم بما هو مكروه .فقد اخترتَ
الما َ
قال :و�لكنّ بينهما فر ْقا ً أه ُ ّم من هذا .قلت :فما هو؟ قال :عندما يقولون فلا ٌ
ن بخيل،
ل من مُل ْك
ل عند صاحبه ِ ،وفي قولِهم فلان جواد ٌ كريم ما يُ�خبرك بخروج الما ِ
يثبتُ الما ُ
ي صاحبه .صحيح أن في اسم البخيل ذمّاً ،و�لكن فيه حِفظا ً للمال .وأ َ ّ
ن في اس ْم السخ ّ
الذي تحضّ ني على اكتسابه ِ سُمعة فارغة ،وسُ خْرِ ية ٌ عند العقلاء ،واستماع ُ المرء لهذا الحمد
وكنا عند داوود بن أبي داوود في واسِط أيام كان والياً ،فأتته من البصرة هدايا
فيها جِرار ُ دِب ْس ،فق َّسمها بيننا ،فكل ما أخذ الحزاميّ منها أعطاه غير َه .فأنكرت ذل َ
ك
١٠٣
ليس من مذهبه ،واحت ْرت في تفسيره ،و َجهة ِ تدبيره .فقلتُ للمكيّ :أعلَم أن
منه ،فهو َ
الحزام َّي يجزع ُ أش ّد الجزع من الإعطاء ،وهو عد َّوه وم َنِي َّت ُه ،وأما الأخذ ُ فهو ضال َّته و ُأمّنيته.
ابن أبي داوود بشيء .قال المكيّ :أنا كاتبِ ُه .وصداقتي أقدم ُ من صداقت ِك ،وما ذل َك
الأمر ِ ،فتردد قليلا ً ،فأَ َلححَ ْت عليه ،فباح ب ِسرِّه .قال :خسارِتي في أن أَ ه َبه غيري.
ل الشكر والمنِ ّة .قال :هذا لم يخطر ُ لي ق ُ َّط على بال .قلت :فما الذي
خسائره احتما ُ
ل إلى المنزل .فإذا صار َ في المنزل صار يجب أن تكونَ معه العصيدة ،وفيها
حتى الوصو ِ
خسارة ُ الدقيق والسمن .وأن تكون معه حلوى الأَ ر ُ َزّة ،والفطائًر المحشوة ُ بالجَو ْز وال َّلو ْز
وما إلى ذلك .فإن تخلَّصْ تُ منه وبعت ُه ف ِرارا ً مما يَج ُرِ ّ من خسائر ،جَعَل ْت ُموني م ُضْ غ َة في
أفواهكم ،وتناولتموني بألسنت ِكم التي لا ت َرحم .وإن أنا أبقيت عليه جَرّ العصيدة وما شابه
وقد تقولون لي :اصْ نع منه نبيذا ً .فإن وافقتُ نصيحَتكم المُهْ�ل ِكة ،احْ تجت إلى
من يُوقِد ُ تحت َه و يطبخه ،ويتفرغ ُ لمراقبته ِ وملاحظته ِ .فإن كلفتَ الخادم بهذا العمل،
١٠٤
وبعد هذا كله ،قد تَفسَد ُ ال َّطبخة ،فتذهبُ كل هذه النفقات باطلاً ،ولم نستفدِ
منها أيً فائدة ،لأن خ َ َّل الد ِّبس يغي ُر لَون اللح ِم وطعم َه ويسوِّد المر َقَ ،ولا يصلح لمطيِّبات
ل على
ص ُ ل خلاً ،أما المصيبة ُ فأن تفسَد َ الطبخة ُ ُ
كل ّها ،فلا نح ُ الطَعام .وهذا إذا استحا َ
خ خّلاً.
النبيذ ،ولا يصير ُ المطبو ُ
سل ِم والعياذ بال ل��ه ،وصار نبيذا ً جي ّدا ً صافياً ،لم يكن لنا ب ُ َ ّد من شُرْب ِه ولا
وإن َ
ل بعد هذا كل ّ ِه تَرْك َه .فإن ق َعدتُ في البيت أشربُ منه ،لم يكن هذا ممكنا ً إلا
نحتم ُ
يُؤتى بها من الجبَ َل ،ولاب َّد من ال َّكمثرْى الصيني والت ّفاح الشِيرازي والع ِ
ِنب والرمان،
ب
الغض ،وهذا دأْ ٌ
ّ ولاب َّد من الجوز واللوز والبندِق والفستق ّ
الهش الطَرِيَ ،والر َيْ حان
ل ماله ،ولا تق ِ ُ ّ
ل موارده ،ومن لا يبالي على أي جنبيه ينام ،وماذا يُنِفق على من لا يَق ِ ّ
زِ ْد على ذلك أن ّي إن قعدتُ في البيت أشر َبُه ،لم يكن لي ب ّد ٌ من واح ٍد معي،
ض من َ
الر ّيْ حان ،ومن وهذا الواحد ُ لاب ُ َّد له من شيء ٍ من اللحم ،وشيء ٍ من ُ
الن ّقْل ،وبع ٍ
ل الصدوق ،فإن حَ جبَناه فبلاء ،وإن ونبيذا ً م َع م َا يحتاجه ،جاء َ إليّ يدقُ الباب َ ّ
دق الخ ِ ّ ِ
أدخلناه فَشَقاء ،والن ّديم يجر ّ نُدماء.
كما يَستحسِن ذلك من ّي من أكونُ عِنْد َه الآن من المُوسرين فأكون قد شاركتُ المسرفين،
١٠٥
ن الشياطين .فإذا
وفارقتُ إخواني من الصال�حين المصلحين ،وصرتُ من المبذرين إخوا ِ
يكسِبُ من مالي ،وأنا إذا اب ْتُليت بأحد الأمرين لم أحتمل ،وصِرْتُ من الخاسرين،
فكيف إذا ابتليت بالأمرين معاًُ ،أعطي ولا آخذ ُ؟ أعوذ بال ل��ه من أن أَ خذِ َ
ل نفسي بعد
أن عصمني ال ل��ه ،ومن أن ُأنَقص مالي بعد أن زاد .وما أقب َ
ح هذا المذهب في هذه
ْس دسيسة ٌ عليّ لا أدري مِم ّن ،وكيدٌ من الشيطان ،وخ ُدع َة ٌ من حَسود.
هذا الد ّب ُ
حسْن تدبير ِهم ،وتحسينِ أمورهم ،ونماء ِ أموالهم ،ودوام النعمة عليهم ،فلم تجدوا
على ُ
وسيلة ً إلا تقبيح ذكر ِهم بهذا اللقب ،والإساءة َ إلى سُمع ِتهم بهذا الت ّشنيع .فإن وجدتم
تلف مالَه باسم ا�لكرم والجود ،ظلمتموه بأنكم تحضّ ونه على المزيد من الإسراف.
م َن ي ُ ُ
ِص على ماله ونعمة ال ل��ه ِ عليه ،ظلمتم ُوه بأن سميتموه بخيلاً ،وما
وإن وجدتم من يحر ُ
حف ِظ
أتلف ماله ابتغاء شكركم نجا من ألسنتكم ،ولا من َ
هذا إلا حسد للنعمة ،فلا م َن َ
١٠٦
خالد القَس ْري وخالد المهزول
قال أبو ع ُبَيدة :نُمي إلى مسامع خالد بن عبد ال ل��ه القس ْري والي العراق أيام هشام
بن عبد الملك أن الناس يصفونه بالب ُخل على الطعام .فتكلم إلى ج ُلسائه يوماً ،فلم يزل
ش َّدة َ
ق الحديث ،ليق َّدم الأعذار لما جعلَهم يتهمونه بالبخل ،وكان عذر ُه ِ
البخل في سيا ِ
قال خالد :نظر سيد ُ قومه ع َميد ُ بني جحوان في الجاهلية ،واسمه كاسْمي خالد إلى
ل
بمثل هذه العين التي أرى بها الناس والإبل؟ قالوا :نعم .فحلف بالآلهة ِكل ّ ِها ألا يأك َ
ما يحتاج منه أن يحر ّك الفكّين .فكان يَغْتذي اللبن ،و يُصيبُ الشراب .فأضمره ذلك
وأيبس جسمه .فلّما نَح َل جسم ُه ،واشتد ه ُزالُه ،لامتناعه عن أكل اللحم والب ُقول،
م�جبَر ٌ على
ثم قال خالد القس ْريّ :هاأنذا م ُبتلى بالمَضْ غ ،ومضطر ٌ لتحر يكِ الفكّين ،و ُ
فلماذا عليّ أن أحتمِلَه في رؤ ية الآخرين؟ ألا أستطي ُع أن أجن ّب نفسي هذه المشقة؟
ل امرئ في م ِنزله،
فإن كنتُ لا أرى نفسي وأنا آكل ،فإنني أرى الآخرين .فليأك ُلْ ك ّ
وفي موض ِ
�ِع أَ مْنه و ُأنسه ،ووراء َ بابه ِ و ِ
ستْر ِه.
هذا ما بلغنا عن خالد بن عبد ال ل��ه القسري واحتجاجه ِ ،ولعل َّه كلَّه كذب ،فقد
فأما خالد المهزول ،فهو أحد ُ الخالِديَنْ ،وهما سيدا بني أَ سَد ،وكانا من ن َدامى
بقتلهما ،فالمهزو ُل أحدهما وهو عميد ُ بني جحوان ،أما الثاني فهو خالد بن نَضلَة الف َقعسي
ي الدارميّ الشاعر،
ن يعف َر التميم ّ
وقد كان فارِسا ً وشاعرا ً .وقد ذكرهما معا ً الأسود ُ ب ُ
ن المُض ََل ّ ِ
ل عميد ُ بني جَ ح ْوانَ واب ْ ُ ن كلاهُما
وقَبل َك ماتَ الخالدا ِ
١٠٨
ق ِصّ ة الحارثيّ
قيل للحارثي:
النف َقة. صن ِْع الطعام الجيد ،وتُكْثر منه ،مهما عَظ ُمت عليك َّ
وال ل��ه إنك لَتأم ُر ب ُ
سِنوا الطعام .ثم أنت ـ بعد هذا كل ّ ِه وإن ّك لتغ ُالي في أمر ِ الخب ّاز والطب ِ
ّاخ والشو ّاء بأن يُح ّ
ق
ل عدوا ً يرى هذا ال�خير ّ العميم ،ليركب َه الغ ّم والحزنُ والهموم .ولا تأتي بصدي ٍ
ـ لا تجع َ ُ
من قبل وشك َرك ،ليثب ّتَ حَمْد َه ،و يكرر َ شكرك َ .وأنت تعلم ُ أن هذا الطعام الوفير ،حين
الأيا ِم ذِكر ُه ،ومن يُمت ِعك بالحديث الحسن ،ومن يطيب معه امتداد ُ الطعام ،و يَقص ُر به
الذي يجبُ أن يُصانَ لمن لا يحمد ُك؟ ومن إذا أراد َ حمد َك لم يُحسِنْ أن يحمد َك ،لأنه
لا يعرف كيف يكونُ الحمد ،ولأنه إذا حَمِد َ ليس لحمدِه قيمة .ومن لا يمُي ِّز بين الطعا ِم
ل أبو الفات ِك .قالوا :ومن أبُو الفات ِك؟ قال :قاضي
قال :يمنعني من ذلك ما قا َ
ل
حاب المروءات وأه ِ فشيء ٌ قبيح بال ُ ّ
شطّار كيف يكون قُبحْه إذا كانَ في السّادة وأص ِ
قال أبو الفاتك :لا يكون المرء ُ في عداد الفتيان إذا كان:
ل القوم.
ن النار ،و يلتئم َ شم ُ
ينز ِل الق ِدر ُ ع ِ
س القِدْر،
َرف الرغيف ،فيفتح ُه ،ثم يغمِس ُه في رأ ِ
أو نشّافاً :وهو الذي يأخذ ُ ح َ
أو م ِرسالاً :وهو في الحقيقة اثنان .أحد ُهما :يأخذ ُ اللقْمة َ من اله َريسة أو ال َّثريدة
أو الحي ْسة ِ من تم ْ ٍر ولبنٍ وسم ْن أو طعا ِم الأَ رُزّ ،فلا يمضغ ُها ولا يلُوكُها ،بل ي ُرسلُها في
ل أو شجر، ْف حلقه إرسالاً .أما الآخر :فهو الذي إذا مشى في طر يق ي ُ ّ
َحف به نخي َ جو ِ
أرسلها من يده ،فإنها لابد أن تسف َع وجه صاحبه الذي يمشي وراءه� ،لكنه لا يهتم ّ
كِاماً :وهو الذي مازالت اللقمة ُ في فمه ،و�لكنه لا يتأن ّى في م َضْ غ ِها بل إنه
أو ل ّ
أو دلّاكأ :وهو من لا يهتم ُ بتنظيف يديه بعد َ الطعام ،و�لكنه يُدل ّ ِك يديهكلتيهما
١١٠
حروف
أو م ُقوِّراً :وهو الذي يُقوِ ّر ُ الرَّغيف ،فيأخذ ُ وسطَه الناضج ،و يترك ُ ال َ
أو م ُغ َربِلاً :وهو الذي يأخذ ُ وِعاء َ المل ِ ْح والبَهار ،فيدي ُره كما يدير الغربال ،فيجم ُع
ن واحد ،ويَسْتأث ِر ُ به دون الآخرين ،لا يُبالي أن ي َدعَ م ِلْحَهم دون بهار.
البهار َ في مكا ٍ
ل لهذا:
ْت ح ُلقوم َه نقو ُ َّ
يتكلم ُ وهو يأكلُ ،واللقمة ُ قد بلغ ْ محَلْق ِماً :وهو الذي
أو ُ
ِ
دع الكلام إلى أن تب ْل َع اللقمة َ ،وتصير َ قادرا ً على الكلام.
أو م ُل َ ّق ِماً :وهو الذي يأخذ ح ُروف الرغيف ،أو يدف ُع ظه َر الث َّم ْرة ِ بإبهامه ليحملا
له أكبر َ كَم ِّية ٍ من ُ
الز ّب ْد والسم ،ومن ا َل ّلبأ واللبنِ.
ك يد َه بال ُأشنا ِ
ن وقد تلطّخت بال َّدهن وال َّدسم �لكنه مخ َ َّضراً :وهو الذي يُدل ّ ِ ُ
أو ُ
اللّطّاعَ :وهو الذي يلَ ْع َق أصابع َه ،ثم يعيد ُها في مرَق القوم أو لبنِهم أو ثريدِهم،
الآخر في المرق.
١١١
وال َّدف َّاع :وهو الذي إذا وق َع في القصْ عة عظْم ،فكان مما يليه ،نح ّاه وأب ْعده بلقمة ٍ
ن ال�خبز ،يُمرِ ّر ُه إلى جاره ،حتى تصير َ مكانه قطعة ٌ من اللحم ،وهو يتظاه َر بأنه إنما
م َ
يطلُب أن يتش َرّب ال�خبز ُ المَرق ،و�لكن دون أن تبتعد َ قطع َة ُ اللحم.
ل
والمحَُوِّل :وهو الذي إذا كان بين قوم يأكلون الث َّمر ،وكَث ُر الن ّوى بين يديه ،احتا َ
وال ل��ه إني لأَف ُِّضل دهاقين العَجَم حين عابُوا ش ُربَ الماء ِ ج ُرعة ً بعد ج ُرعة ،وتقز َّزوا
تجاذ ُبَ أطراف الحديث ،واختار ُوا الإشارة َ والإيماءَة َ واله ْمه َمة.
وليس ك ُ ّ
ل جليس أكيلاً .فإن كان لاب َ ّد َ من أكيل السوء؟ لأن ك َّل أكيل جليس،
من المؤاكلة ،ولاب َّد من المشاركة ،فليكنْ مع م َن يعرف آداب المؤاكلة ِ والمشاركة،
ِف ك ُلية َ الجدْي ،ولا يزدَرِد ُ قانِصَة ا�لكُر ْكيّ ،ولا ينتَزِع ُ خاصرة َ
الطيور .ولا يختَط ُ
ل إلّا
ق إلى صِغار الحَمام ،ولا يتناو َ ُ
الحم ََل ،ولا يستولي على صُدور الد ّجاج ،ولا يُساب ِ ُ
١١٢
ح الدنيا ،وكيف يطيبُ العيش ،وكيف أحْ تمِل م ُؤاكَلة َ من إذا
وكيف تصل ُ
ر ُأى حُوارا ً صغيرا ً على الخ ِوان ،باد َر إلى الأكبادِ وال َ ّ
سنام؟ ومن إذا وَجَد َ عِ جلاً ،استولى
ْدي مشوي اكْ ت َسحه اكْ ت ِساحاً ،وكاد يأتي عليه كل ّ ِه،
بج ٍل ما فيه؟ وإن أَ تَوا َ
على أفض ِ
ضعْفه ،ولا يَر ُ ِّق لِ حَد ٍ
َث صغير لحَد َة شهوت ِه ،ولا ينظر ُ للعين، السن ل َ
ِّ حم ُ كبيرا ً في
ولا ير َ
ولا يُبالي كيف دارت بهم الحال .فإ ْن كانَ لاب َ ّد من المعاش َرة ِ والمؤاكلة ِ والمشاركة ِ
ل ما
ل ما وصفنا ،والأخْ بثَ من ك ّ ك ُّ
ل هذا قد يَهون� ،لكن الأش َّد من ك ّ ِ
يف صنعه ،وربما ق َّدم طعاما ً عَد َدنا ،وبي ّن ّا من صفاتِهم ،أ َّن الطبا َ
خ ربما أَ تى بطعا ٍم طر ٍ
غريبا ً تَع َلَّم َه ،والعادة ُ في مثل هذه ِ الألوان من الطعام ،أن يكونَ الطعام ُ لطيفا ً منظَرُه ُ،
ل ُ
الل ّعاب ،كالهريسة ِ ،والطعا ِم وليس ضَ خ ْما ً لا يِل ْف ِتُ العينَ ولا يُسي َ
َ صغيرا ً حَ جْم ُه ُ،
وربما عجَّل في تقديمه لأنه لا يُق َ َ ّدم ُ إلا حارّا ً ،من النارِ أو التنو ّر إلى الخ ِوان ،وربما
كانَ الطعام ُ نفسِه لا يَفت ُر إلا بب ُطء ٍ وصُعوبة .وأصحابُنا في سهولة ِ اب ِ
ْتلاع الحارّ والبارِد
في طباع الن َّعام ،وقد قالوا إن الن َّعامة لَتَب ْتَ�ل�ِع الحجر َ المحُمّى في النار ،أو الجم َ ْرة َ المتوهجة،
سِباع، ِ
طباع ال ّ أو الحديد َة تكاد ُ تن ْصَه ِر ،وأنا امرؤ ٌ لا أقْدِر على الحارّ ،بل أنا فيه من
والحارّ ربما قَت َل ،وربّما سبَّب الع ُ ْقم َ ،وربما سبَّبَ ال َد ّم في البول.
ثم ّ قال :ولست أحكي عم ّن لا تعرفون .هذا عليّ ٌ الأسواري أكل مع والي
ك َّ
شط بطنَها ،وإذا هو سم َن .فجر ّد ظه َرها ،و َ
فو ُضعت قُدّامَهم سمكة ٌ عجيبة ،فائ ِقة ال ِّ
مُكَتَن ِز ُ شحماً ،كأنّها عُل ِفت .وقد كانَ الأسواريّ قد غ َّص بلُقْمة ٍ ،وهو من المسوِّغين،
١١٣
فطلبَ الشراب ،فلما ف َر َغ منه ،وقد غ َرف من بطنِها ك ُ ّ
ل إنسان منهم بلقمت ِه غ َْرفة،
وكان عيسى ينتخب من يُؤاكِلونُه ،و يلَ ْت ُ ّذ برؤ ية ِ النّه ِمين إلى الطعام ،المفتونين به ِ .ورأى
السمكة ِ ،وكانَ عيسى أقر بَهم إليه ،فاسْ تلبَ منْ ي َده ِ اللقمة َ بأسرعَ من خَطفة ِ الصّ قر
ولا م ُؤانَسة ٌ من قب ْل .قال :لم يكن الأمرُ كما تقولون ،وكَذِبَ من قال إن ّه كما تصفون.
و�لكننا أهوينا أيدينا ُ
كل ّنا معاً ،فوقعت يدي في م ُق َ ّد ِم الشحْ مة ِ ،ووقعت يد ُه في م ُؤخّر
ق بالأمعاء ،فلما رفعنا يدينا معاً ،كنتُ أنا أسر َع حرك َة وكانت
الشحْ مة ،والشحْ م م ُلتصِ ُ
ثم قال :إنكم تُشيرون عليّ بإعدادِ الطعام ومشاركته ِ شِرار َ خلق ال ل��ه وأنذا َ
ل
الناس ،وك َّل من يَعت َبُ ولا يُعت ِبُ بل يَعيب ،وكل من يَث ِبُ على أعراض الناس ي َنهش ُها،
ويَت َس َّرع ُ في هذا ،ولا يرد َع ُه خ ُلَقْ ولا دين .وهؤلاء ِ الذي َ
ن يَرْضَون أن ي َ ْدع ُو َهم الناس،
ولا ي َ ْدع ُون أحدا ً ،وأن يأك ُلوا من طعا ِم الآخرين ،ولا يُطعمون أحدا ً ،وأن يتحدّثوا عن
س وأنذالُهم.
غيرهم بكل سوء ،ولا يُبالون أن يُصبحوا مادة ً للحديث والتندّر ،هم شِرار ُ النا ِ
ل النسَب،
معروف الدار والقبيلة ،مجهو َ
ِ أجلس معاو ية ُ على مائدت ِه رجلا ً غير َ
ولم يُذكَر ْ عِنده بيو ٍم صالح .فأبصر معاو ية ُ في لقمة ِ الرجل شعرة ،فقال :خُذِ الشعرة َ
١١٤
باب
حض نصيحة ،ومن ِ
م ُل هذا القول إلا أنه َ
ن أن يَفهم عاق ٌ
من لُقمت ِك .وكيف يمك ُ
الشف َقة عليه فقال الرجل :وإن ّك لت ُراقبني على مائدت ِك مراقبة َ من يُبصِر ُ ال َ ّ
شعْرة في لُقمتي
من بعيد؟ وال ل��ه ،لا ج َلسَتُ لك على مائدة ٍ ما حَي ِيتُ ،ولأحكي َّنها عنك ما بَقي ِتُ ،وال ل��ه،
لأَ نشر َّنها بين القبائل ،حتى تسير َ بها ُ
الر ّكبان والقوافل .فلم يدْر الناس ولا معاو ية ُ أيَّ
ق عليه
الأمرين كان أجْم َل وأحسن أن يتغاف َل عنه و يترك َه يبتل ُع الشعرة! أم أن يُشف ِ َ
وينصح َه؟ وكان هذا جزاء َ معاو ية على دعوت ِه وشكر َه لمودّت ِه.
وكيف ت ُريدونني أن أدعو إلى طعامي من إذا رأيت ُه يُقص ِّر في الأكل فقلتُ له:
ك ُلْ ،ولا تُقصرّ في الأكل ،قال :ولم فَط ِن إلى الفرق بين المُقَص ِّر وغير ِ المُقَص ِّر؟ هاهو
يراق ِب ُني لأنه دعاني .وإن ق َ َص ّر وتباطأ في الأكل ،فلم أَ حُث َّه على الطعام ،قال :لولا أن
سكَت ،ولولا أنه لا ي ُريدني أن ُأعج ِّل في الطعام لما صَم َتَ .
ق هواه لما َ
هذا واف َ
صاحب
ِ ل على مائدة القائِد المهل ِّب بن أبي صفرة فمد يدَه ُ إلى
ثم قال :كان رج ٌ
ّراب يَسْتسْقيه ،فلم ير َه الساقي ،ولم يفطن له .ففعل ذلك م ِرارا ً والساقي عنه غافل،
الش ِ
ل
والمهل َّبُ يراه ،وقد أَ ْمسَك الرجل عن الأكل إلى أن يُسي ّ�ِ َغ لقْمت َه بالشراب .فلما طا َ
َّ
صب له َّ
أحب من الشراب ،فلما سقاه ُ الغلام الأمر ،قال المهل َّب :اسْ قه يا غلام ما
قليلاً ،فأمره المهل ّب بأن يزيد َ له .وكان المهلَّب ـ جُودا ً منه وكرما ً ـ قد أوصى غ ِلمانَه
سقْي الماء،
ل من الماء ،والإكْثارِ من ال�خبز والطعام .قال الرجل ،إنك لسر ي ٌع إلى َ
بالإق ْلا ِ
ن
ك يد َه عن الطعام .فقال المهل َّب :دع عنك هذا يا رجل ،فإ ّ
سر ي ٌع إلى ز يادته ِ .وأمس َ
ومن أنا إذا ق ِستموني إلى معاو ية أو إلى المهل ّب؟ لا شك في أنهم إلى لحمي
شاعر مُفْلِق ،و�لكم زاجر ٌ من سيرة ِ أبي الحارث جُمَّي ْن المهزار .فقد
ٌ وهو راو ية ٌ عَلام َة
١١٥
ن حديثه ِما،
س ِ
ح ْ
كانا يُدعيان إلى الموائِد ،و يُكر َمان في المجالس .لظَر ْف نوادِرِهما ،و ُ
جلوس إليهما يُقصِّر ُ النهار .و�لكنهما كان يتشهّيان غرائبَ الطعام ،و يقترحان
ولأن ال َ
ل الطر يفة َ النادرة ،ويَم ْتحنان ما عند َ الناس بال ُأمورِ المُكلْف ِة ولم
على مضيِّف ِهما المآك َ
ن أبي بردة ،وإن كانَ والياً ،وإن كان محدثا ً ف َصِ يحاً ،كان
لب َ
من ذلك أن بلا َ
ل ق ُ َّط من ُأذنه ِ إلا غلبتُ عليه ،إلا هذا اليهودي بلال بن أبي بردة.
أمكنني وا ٍ
قال يوما ًللجارود :كيف طعام ُ عبد ال ل��ه بن أبي عثمان؟ قال :يُعر َف ويُنك َر .فقال:
ْنيم ب ِن الحواري
ق بشار بن برد ،تَس ِ
ِي صدي ِ
أربعة ً فقد جاعوا .قال :فكيف طعام ُ السَر ّ ِ
العروس خ ّدِها .قال :فيكف طعام ُ المنجاب ب ْ ِن أبي
ُ ب ْ ِن ز ياد؟ قال الجارود :كما تُن ّق ُِط
عينية؟ قال الجارود :ي ُردِّد دائماً :لا خير َ في ثلاث أي ٍد في ق َصْ عة .وهكذا حتى أتى على
كل من كانوا يُكرمون الجارود بال َد ّعوة إلى الموائِد ،والمؤانسة ِ في المجالس ،و ي ُخصّ ونَه
والأشراف
ِ ل البصرة من ال ُس ّراة
بإحسانِهم ،و يُحكم ِّونه في مالِهم .وحتى ذَك َر عامّة َ أه ِ
والمُوسِرين ا�لكرماء .فما نجا مِن ْه ومن لسان ِه ،إلا من كان يُب ْعِد ُه عن مجالسته و يُقصيه
عن مائدت ِه ،كما لم يَن َلْ لسانُه إلا ك َّل من كان يَج ّعلُه قريباً ،و يُؤث ِره بالطّر يف الغالي،
شعيب الق ُلا ّل ،وهو ممن يُصاحِبون الشعراء َ والعلماء و يُجال ِسونهم ،وكان م ُويس من
طر ْف عن الجالس إلى ما ثدت ِه لئلا يُحرِج َه ،ولاأسخى الناس على م ُؤاكليه ،يَغ ُ ُّض ال َ ّ
١١٦
ق عن سَعَة ٍ على إكرام الضّ يوف.
يحْف ِل بجمع ا�لكثير ،بل يُنف ِ ُ
يُبالي بحفْظ المالِ ،ولا َ
خر َفا ً مُبَه ْرجا ً كأنه رسْمٌ في كتاب ،و يُهِّيئ ُه تَه ْيئة َ من لا ي ُريده أن يمُ َّس ،فضلا ً
شكلا ً م ُز ْ
ض أصناف
ن تلك الصنعة ،ونق ِ
س ِ
عن أن يُؤ ْكل .وكيف يجرؤ ُ المرء ُ على إف ْساد ح ْ
ق
ن تزو ي ِ
س َ التأليف كأ َ ّنها الشعر؟ وقد عَل ِم َ أن ُ
ح ْ ِ ق ذلك
الطعام المنظومَة ِكال ِعقد ـ وتفر ي ِ
يدّعي ،لم يَم ْنعْ مؤاكليه من طعام ِه بهذا السلاح الذك ِيّ ،ولم يجعلْ دو َنه هذا السَتْر َ من
بخ ْلاً ،واستدعاءَه إلى حسْن التنظيم .فح َّول أبو شُعَي ْب إحسانَ م ٍ
ُويس إساءَة ،وكرَم َه ُ ُ
قال :ثم قيل لأبي الحارث جُم َّي ْن :كيف وَجْه ُ محمد بن يحيى البرمكيّ على غدائ ِه؟
وكان محمد بن يحيى رجلا ً عاقلا ً غير َ مسرف ،فقال أبو الحارث عي ْناه عينا مجنون،
ٍ
صاع من تكادان تخ ْرجان من مِ حْجَر َيْهما .وقال فيه أيضاً :لو كان في كفه مقدار مائة ِ
الخَر ْدل ،ثم لع ِبَ بهكما يلعبُ الصبيان با�لكرة والحُفرة ،لما سقَطَت من بين أصابع ِه حب َّة ٌ
واحدة .وقيل له :كيف سخاؤه ُ على ال�خُبز خاصة ً؟ قال أبو الحارث :وال ل��ه لو ُألُقي إليه من
ل عن رغيف.
حاب إذا غ َُزر وكَث ُر وسال ،لما تناز َ َ
س ِ الطعا ِم بِقَدْر ما يَب َِس من ماء ِ ال َ ّ
ل ِ
والمالح من الطعام ،كما ترعى الإب ُ ض
البَص ْرة ومترفيها ،يَتنقّل بين الحلُ ْو والحام ِ ِ
النباتات الحامِضَة َ بعد َ طُول الر َّعي في الكلأ ،فماذا كان جزاء ُ إسماعيل ب ِن أبي سهل
ِ
١١٧
ولم يكْتف بتَب ْخيله بأن شب ّه خبزه بالقماش ،بل ش َّبهه بأنه يبخل على ضيوفه حتى
ل سيد ُ بني ربيعة في الجاهلية ،وهو الذي حمى المرعى ،فقال فيه:
كأن خبز َهكليبُ بن وائ ِ ٍ
ل
ليالي َ يحمي ع ِّزه مَن ْب ِتَ الب َ ْق ِ ل
ن وائ ٍ
وما خ ُبز ُه إلا ك ُلّيبُ ب ُ
وكان الشاعر مروان بن محمد الشهير ُ بأبي ال َّشمَقْمق ضيفا ً دائما ً على مائدة جعفر
حاب
س ِ حسِبتُ ال�خبز َ في جوِ ّ ال َ ّ
َ ك حتّى
عز لدي َ
رأيتُ ال�خبز َ ّ
و�لكنْ خِفتَ م َْرز َأة َ ال ُذ ّ ِ
باب وما ر َ ّوحْ تَنا لتَذ َ ّ
ُب عنا
أي
وقيل للج ّماز :رأيناك في دارِ فلان ،وبين يديك ق َصْ عة ،وأنت تأكلُ ،فمن ّ ِ
جم َة خ َنزير.
كلب في جُم ُ
ٍ ُ ٍ
شيء كان القصعة ،وأيّ شيء كان فيها؟ فقال :قيء ُ
ل ال َّشر ِه ،فمر ّ برج ٍ
ل وكان الشاعر الفارس عمرو ُ بن مَعْد يكر ِب في مك ّة ،وهو الأكو ُ
من بني المُغيرة ،وهم أكثر ُ قريش طَعاماً ،وإكراما ً للضيف ،فأتاه بما حض َر عن ْده من
أن بني المغيرة أخوالُه :لئام ٌ بنو المغيرة يا أمير المؤمنين .قال :وكيف؟ قال :نزلت بهم،
ثروته ِ ومنها معاشُه ،فأتاه بلبن وتمر وثريد التمرِ وال ُأقُط والسّمن وخبز ،فأكل ،وبات
ح يهجوه ،وينعت ُه بأقبح النعوت :كيف لم يَذْبح له ،وهو لا يَعْرفه ،بعيرا ً
ليلَته ،ثم أصب َ
١١٨
مر به بعيرا ً
ْب َ ّ
ِس لكل كل ٍ
من إبله ،وهو لا يملك أكثر من خمسة؟ ولو نَحر هذا البائ ُ
يأتي إلا يوما ً بعد يوم .فعابُوا ز يادا ً بذلك ،وزعموا أنَّه استثقل حُضور َه في كل يوم،
وأراد أن يَزْج ُر به غير َه ،في ُسق َِط عن نفسِه نفقة ً عظيمة .وإنما كان ذلك من ز يا ٍد على
ل للقائمين على مائدته :أعظ ِموا ال َّثري َد فإنَّه لقمة ُ ال َد ّرْداء والأَ دْرد .فقد يحضُر ُ
فكان يقو ُ
ما يعرفون ،فإنه أفضلُ ،وأشفى للجوع ،وأنس َبُ لأكْل الضعيف .فقلتم :إنّما أراد الع َجَلة
ل رسول
وسرع َة الرّاحة منهم ،بسرعة ِ الفراغ من الأكل ،وأن يَملأ بُطونهم بالثريد .وقد قا َ
ل الثريد في الطعام. ال ل��ه صلى ال ل��ه عليه وسلم :سيِّد ُ الطعام الث ّريد .ومث َ ُ
ل عائشة في النساء م َث َ ُ
واتّ خَذ َ منه ال َّثريد ،حتى غلب عليه اللقبُ ،وغلب على أسرت ِه من بعده ،فس ُ ُمّوا بني هاشم.
وكان عَو ْف بن القَع ِ
ْقاع ب ِن معبدِ بن زرارة الصحابي التميمي الدارمي يقول لغلامه،
اتَّ خ ِذ لنا طعاما ً يُشِب ُع أهل الموسم .فلما رأى ال�خّبز َ الر ِّقاق ،وال�خُبز َ الغ ِلاظ ،وألوانَ ال ّ
شِواء
والطعام .ورأى أن الناس يختارو ُن اللونَ من الطعام بَعْد اللون ،وكث ْرة َ أكل ِهم �لكث ْرة ِ ما
ل أكلَه ُم أق َ ّ
ل ،قال :فهّلا يَرِد ُ عليهم من ألوان الطعام ،وأن ذلك لو كان لونا ً واحدا ً لجَع َ َ
جعلت َه طعام َ يدٍ ،ولم تجعل ْه طعام َ يدين .فق ُلتم :وسَّ َع على الناس ،حين أَ م َر لهم بالطعا ِم
١١٩
يكفيهم كلهم ،ثم ضَي َّق عليهم بالثريد ،وخليط التمر مع ال ُأق ُط وال َّسمْن ،وك ُ ّ ِ
ل ما يُؤكل بي ٍد
ل عمر بن الخطاب من جهة ِ التأديب أكثر َ من ذلك ،حين د ُعِ ي إلى ع ُرسٍ،
وقد فع َ
فرأى قدِرا ً صفراء وقِدْرا ً حمراء ،وواحدة م َُّرة ً وواحدة ُ ح ُلوة وأخرى مُحَم َّضة .فجمعها
كل َّها في ق ِ ْد ٍر عظيمة .وقال :إ َّن العربَ لا عل ْم لها بهذا ،وإذا أَ ك َلَت ْه قَت َل بعض ُها بعضاً.
هؤلاء المنهومين ،ودعوتِهم إلى مائدتي ،فكأني ُأشْر ِكهم في مالي ،و�لكنكم لا تفعلون
فإن أحوالَنا متقاربة ،وليس بين حالي وحا�ل ِكم ما يُوجِبُ أن ُأطعِم َ أبدا ً ،وأنتم تأكلون
أنَّكم ال�خير ت ُريدون ،وأنكم بما فيه منفعتي تُشِيرون .وإلا فإنكم تش ُ ّدون ال ّلِ َ
حاف صوبَ
أَ ْرجُ�لكم ،وفي إنائ ِكم من ضرْع مالي تَحلِبون .بل أنتم كما قال الشاعر:
ُلوس
و يكره ُ أن تُفارِق َه الف ُ ل َ
الن ّدامَى ِب الخمر َ من ما ِ
يح ّ
ُ
ثم قال:
ل نهش قطعة ً من اللح ِم لِيَنْز َعها عن العظم ،فبلَع عليّ الأسواريّ لتركْ ت ُه .وما ُ
ظن ّكم برج ٍ
ل إبراهيم ب ِن الخطّاب ،مولى سُلَيم.
ض ِرسَه وهو لا يدري .فعل ذلك في منز ِ
١٢٠
ل
وما رأيتم ُ عليّ الأسواري على الطعام ،ولو رأيتُموه لعَذَرْتمُوني .كان إذا أك َ
َظت عيناه ،و َب َدا ثَمِلاً ،وتاه َ بص ُره وت�ح َي ّر ،وانْد َهش وانْبَهر ،وتغضَّ َ
ن ذ َهب عقلُه ،وجَ ح ْ
وجه ُه ،وتاه َ منه الس ْم ُع والب َص َر .فلَما رأيتُ ما يُصيب ُه ،وما يصيبُ الطعام َ منه ،صرت
وكان يفاجئني وأنا آكل تمرا ً ،فيهجم عليه هجوم َ من له ثأر ٌ عنده .فَيَس ُ ُ ّفه َ
سفّاً،
ويرميه في ف ِيه ِكما ي ُرمى الحساء وثريد ُ التمر وال ُأقُط والسمْن ،ويم ّد يد َه إليه كما ي َُم ّد البعير
ي َده للمشي .فما و َجده ملتصقا ً بعضُه ببعض ،إلا تناول الق ِطعة َ ا�لكبيرة َ منه كجُمجُمة
وكان صاحبَ جُم َل ،ولم يكن ي َرضى بالمتفر ّقات فيترك ُ الثَمّر ْة المنفردة و يأخذ ُ
قط ،ولا نزعَ الق ِم َع من رأسِها ،ولا نفى عنه قِش ْرا ً،
ل ا�لكبيرة .وما رمى نواة َ تمرة ٍ ّ
الك ُت َ َ
سوس وال ُد ّود .ثم ما رأيت ْه على طعام ق ِّط ،إلا وكأنه طالبُ ثأرٍ ،أو
ولا َّفتشَه ُ مخافة َ ال ُ ّ
ْتربت م َن ِ ُيت ّه. ق تكاد ُ تَقضي عليه شهوتُه ،أو كأن َّه من ال ِ
جوع اق ْ ش ٌ
مطال ٌِب بدي ِن قديمٍ .وكأنه عا ِ
وال ل��ه يا إخوتي لو رأيتُ رجلا ً ي ُ ْفسِد الطينَ والأوْحال ،و يُضَي ّ�ِع ماء َ البحر،
ظن ّكم بالعبدِ الفقير إلى ال ل��ه ،وهو لا يُع َ ُ ّد ما يُع َ ُ ّدون ،ولا يبل ُغ من
مذهبُهم في الحياة ،فما ُ
١٢١
كن ْديّ
حكايات ا�ل ِ
جِرون لا يتغيرون
المؤ ّ
كن ْدي ،وهو من رؤوس الب ُخل ،ومن الذين دافعوا ولقد ح َ ّدث ْتك من قب ُ
ل عن ا�ل ِ
ن أيضاً:
ن في إحدى دوره ،وربما قال للجيرا ٍ
كن ْدي يقول لمن يسْك ُ
كان ا�ل ِ
قُد ُورِكم ،فر ُدّوا شهوتَها ولو ب ِغَر ْفة ،أو حتى بلَعْقة من الطبيخ ،فإن شهوة الوَحْمى ربما
ير ُدّها الشيء اليسير ،وها أنا قد أعلمت ُك ،فإن لم تفعلْ ،وأسقطت فجأة َ ،فَدِية حنينِها
طبيخه ،وربما صار في منزله من ق ِصاع السكّان وال�جيران ما يكْفيه لأي ّام .وكان أكثر ُهم
أرباب
ِ ن حالا ًمن عِيال
ل ل ِعياله :أنتم أحس ُ
ن لخُدْعته ويتغاف َل .وكان ا�لكِنديّ يقو ُ
يفط ُ
وقال عمرو:
ل عليه جار ٌ له .وكان الجار ُ لي صديقاً .فلم
كنتُ أتغدى عند َه يوماً ،إذ دخ َ
يَعْرِض عليه ا�لكِندي الغداء ،واسْ ت َحْ يَي ْتُ أنا منه ،فقلت :لو أصب ْتَ معنا مم ّا نأكل.
قال :قد تغدّيتُ وال ل��ه .فصاح ا�لكندي :ما بعد ال ل��ه شيء .قال عمرو :فكَت ّفه وال ل��ه يا أبا
عثمان تكْتيفاً ،وقي ّده بكلام ِه قيدا ً لا فك َاك منه .فلا يستطي ُع التراجع .فلو م ُ ّد يده إلى
وقال عمرو:
بينما أنا عنده ذات يوم ،إذ سمع صوت ان ْقلاب جرّة من دارِ النساء ،فصاحَ،
مجيبة ً له :بئْر ٌ وحيات ِك فطمْأَ نَت ْه إلى أنه لم يخ ْسر إلا ماء َ
ما هذا الق َصْ ف؟ فقالت جار ية ُ
وقال لي مَعْبد:
نزلنا بدا ٍر ل�لكِنديّ أكثر من سنة ،نساعده في ك ِراء البيوت ،ونروج لها عند
الساكنين ،ونقضي له الحوائج ،ونفي بالشرط .قلت :قد فهمْتُ ترويج ا�لك ِراء ،وقضاء
الحوائج ،فما معنى الوفاء بالشرط؟ قال :كان يَشْترط على السكان أن يكون له روْثُ
الداب َّة ،وبَعْر الشاة ،وما ترمي الداب ّة منْ عَلَف ِها ،ونوى الت َّم ْر ،وقُشور الرمّان ،وألا ّ يلُ ْقوا
عَظْماً ،ولا يرموا ك ُناسة الدار ،لأنه يستفيد ُ من هذا كله فيجعله وقُودا ً .وكان يَشترط
بعد هذا كل ّ ِه يمُنّ عليهم ،فكأنه ينزلهم في داره اب ْتغ ِاء َ الأجر والثواب .و�لكنهم كانوا
قال معبد :وذات يو ِم قَدِم َ لز يارتي ابن ع ٍ ّم لي ومعه أحد أبنائه .فوصلتني رقعة
كن ْديّ يقول فيها(( :إن كان هذان الزائران سيقيمان ليلة ً أو ليلتين ،احْ تمل ْنا
من ا�ل ِ
ذلك ،وإن كان إطماع ُ السكان بالليلة ِ الواحدة ،قد ي ُجر ّ علينا طم َع الآخرين بالليالي
ا�لكثيرة)) .فكتبتُ إليه ((إن الزائرين لن يقيما عندنا أكثر من ش ْه ٍر أو نحو ذلك))
١٢٣
فكتبَ إليّ ((إن هذا يعين حسابا ً جديدا ً .إن أجرة َ الدار التي اكْ تَرْيتَها ثلاثون درهماً،
من ز يادة خَم ْستين ،فأجرة الدار عليك من يومك هذا أربعون درهماً)) .فاستغربت هذه
الطر يقة في الحساب ،وكتبت إليه(( :وما يَض َّرك من مقامِهما عندي؟ وهل سيَثْق ُل َ
جسَدا
هذين على الأرض التي تحمل الجبال؟ وهل نفقته ُما عليّ أم عليك؟ فاكتب إليّ بالسبب
الذي يدفعك إلى هذا لأعرفه)) .ولم أدْر أن ّي فتحت على نفسي بابا ًمن أبواب جهنم .ولم
أعلم أني هجمت على وكر الزّنابير ،وأني أوقعت نفسي في مصيدة لسانه .فكتب إليّ يقول:
((أما الأسبابُ التي تدعو إلى هذا فكثيرة ،وهي قائمة معروفة .من ذلك
سرعة ُ امتلاء البالوعة ،وما في تنقيَتِها وتنظيفها من الك ُل ْفة والنفقة .وأنتم تعلمون أننا
أرض البيوت ،وس َّو ينا الدرج .فإذا كث ُرت الأقدام في ال ُد ّور
َ طي ّنا ًالسطوح ،وجصّ صنا
بكثرة السّاكنين ،كث ُر المش ْي على الأرض والسطوح ،وكثر الصّ ع ُود والنز ُول فيتقش ّر
ل السق ُوف،
الطي ْن ،ويَنقِلع الج ِّص ،وتنكسر عتبات الحجُ َر ،وتنثني الجُذ ُوع التي تحم ِ ُ
أو تكسيرها ،أو خ َل ْخلتها ،وقد تنقلع حديدة الق ُفل من مكانها ،فنحتاج إلى تثبيتها .وإذا
كان الكبار ينتبهون لهذا ،ويراعون ال ل��ه في حركاتهم ،فإن الصغار لا يفعلون .فإذا كثروا
في الدار ،وتضاعف هذا الخليط ،نُز ِعت مسامير الأبواب ،وقلُ ِعت كل حدائد الأقفال
من أمكنتها .وقد يلعبُ الأطفال ((الزد ُو)) وهذه تحتاج إلى حُفرٍ لرمي ا�لكرة فيها،
وعيالُهم ،كثرت أغراضهم وملابسهم ،وهذه تحتاج إلى خطاطيف لتعليقها ،أو إلى
١٢٤
وضيوف الضيوف والقادمون للتسليم على
ُ وإذا كث ُر الع ِيال والزوّار ،والضيوف
ج إلى الماء ،وكثرت الج ِرار ُ ا�لكبيرة والصغيرة والتي يقط ُر منها الماء
الزوّار كث ُر الاحْ تيا ُ
وتضاعف الماء في الدار أضعافا ًم ُضاعفة .والجرة بجانب الحائط ،ترشح الماء َ
َ والتي ترشح ُه،
أو يقطر ُ منها ،فيتآكل أسفل الحائط ويمتد رشح الماء إلى أعلاه ،وقد يسترخي أساس
وكلما زاد عدد الساكنين ،زاد الاحتياج إلى ال�خبز والطعام ،فيزداد إشعال النار
الدور من م َتاع طعام ٌ للنار .فكم من حر يق أتى على الدار كلها ،فكلفتم أهلها النفقات
ا�لكثيرة لإصلاحها ،وقد يأتي ذلك عندما يكون أهلها في ع ُسرة وشدّة حال .وربما
تعدى شرار ُ النارِ الدار إلى دور ال�جيران ،وربما امت ّد إلى الأموال والأبدان.
المصيبة التي حل ّت به ،بل يتشاءمون به ،ولا يزالون يستثقلون ذكره ،و يكثرون من لومه
وتعنيفه ،فكأن المسكين لا تكفيه مصيبته بل صار مسؤولا ً عما فعل غيره ُ.
وأرض الدار رحبة ،وفي صحنها م ُت ّسع ،ومع ذلك فإن بعض الساكنين لا يحلو
ُ
يختفي وراء الأستار .وقد يكون في الدار ضي ٌْف استتر بالعت ْم ،أو ُ ّ
رب بيت يتوارى بين
أهله ،أو شراب يُخفيه عن الآخرين ،ثم قد يكون في الدار مال ُأريد دفن ُه ،فيأتي الحر يق
والساكنون قد ينصبون تن ّورا ً ،أو مَو ْق ِدا ً للقدورِ ا�لكبيرة والصغيرة فوق السطوح،
ل هذا
ن رقيق لا يقي من شيء؟ فكيف يحتم ُ
خشب وقَصَب وفوق َه طي ٌ
ٌ ح إلا
وهل السط ُ
١٢٥
السطح التن ّور والموقد؟ وهل من الغريب أن تمتد النار إلى خشب السطح وقصبه فت ُحرق َه؟
فإن كُنتم تفعلون هذا وأنتم عالمون بعواقبه ،وما قد يصيبنا من الضرر بسببه ،فهذا أمر
عجيب .وإن كنتم لا تهتمون بحقّنا عليكم في أموالِنا ،وحق أموا�لكم عليكم ،فهذا أعجب.
متطلبات حياتهم ،إلا ما ينالون من ك ِراء دوُرِهم ،وكثير ٌ منكم يتأخرون في دفع ا�لك ِراء،
ويُماطِلون في الأداء ،وي ّدع ُون القِلّة والحاجة ،وتأخذ صاحبَ الدار الشفقة عليهم ،وقد
يُمهلهم ،حتى إذا اجتمعت عليهم شهور ٌ ،فر ّوا دون أن يدفعوا درهما ً واحدا ً ،وخل ّوا
أصحابَ الدور جياعا ً يتندّمون على ما كان من إحسانِهم ،وشفقتهم على الساكنين
وإمهالهم ،فكان جزاؤ ُهم وشكر ُهم اقتطاع حقوقهم ،والفرار بأقواتهم.
و يأتي الساكن منكم لاكرَاء الدار ،فتتنوع مطالب ُه ،ويشترط الشروط فنُلب ِّيها له.
ن في عين المستأجر،
بالحُف َر من أرض ِها ،بسبب الساكن قبلَه وعياله .كل هذا لتحس ُ َ
وليرغبَ فيها الناظر .فإذا خرج منها ،ترك فيها مزبلة وخراباً ،وعادت أسوأ مما كانت
الباب إلا مضى بها معه ،ولا سلَّما ً إلا حمله ،ولا ما نُق ِض من البناء أو ما زاد َ من
الدق
ّ دق الثوب لتنظيفه ،وإلى سح ْق المواد بالهاون ،فلا يحلو له
ج إلى ّ
ثم يحتا ُ
وعلى عتبات الأبواب والنوافذ والشرفات ،وإن كانت الدار قد بلُ ِّطت بالقرميد ،أو
فُرِشت بالآجرّ ِ .وقد كان صاحب الدار قد جعل في ناحية منها صخرة ،ليكون ُ ّ
الدق
عليها ،ولتكون واقية لأرض الدار من الخراب� ،لكن القسوة والتهاون والاستهتار بمال
١٢٦
الاهتمام بالدار مهما أفسدوا فيها .ولا يزيدون في الأجرة ،ولا يطلبون السماح من
صاحبها ،ولا يستغفرون ال ل��ه مما أحدثوا .ثم يستكثر واحد ُكم إخراج ع َش َرة دراهم في
ألف دينار في الشهر .فيتذ ُك ّر ما يصي ُر إلينا مع السنة ،ويذ ُمّ صاحبَ الدار لأنه لا ُ
يخْرِج َ
ل كل جديد قديما ً بالياً ،وهكذا تفعل الأيام بالدور كما تفت ِّتُ الصخور،
مجتمع ،و يحي ُ
الأيام؟ وهل رأيت يابسا ً إلا هشمته الأيام؟ وهل رأيت مهشّما ً إلا نثره الزمان وفر ّقه
كانت جديدة ،وهو من انتفع بمرافقها ،وهو من أحالها قديمة بالية أقرب إلى الانهدام،
وهو من أحالها كئيبة دميمة بعد أن كانت مشرقة وضيئة ،وبسكناه فيها مع عياله هرمت،
َص عمر ُها ،لسوء تدبيره ،واهتمامه بأموره ِ ،دون اهتمام منه بصاحبها ومصيره.
ونق َ
وهكذا يكون على صاحبها أن يعيد بناءها بعد انْهدامِها ،وفي هذا غ ُْرم ٌ كبير
وخسارة عظيمة ،ولا ننسى أن صاحبها يخسر أيضا ًفي ترميمها وإصلاحِها مرة بعد مرة،
كلما تركها ساكن وسكنها ساكن جديد .فإذا قسنا هذا الغرم َ بما أخذه من أجرتها،
أن ما انفق المؤجرّ ِ على الترميم والإصلاح وإعادة البناء خرج جُملة ،بينما كان يتقاضى
كل هذا مع سوء ال َّدف ْع ،والمعاناة من المماطلة والمن ْع ،ومع بُغْض الساكن
سكِن للساكن .فهو يدعو له بصحة بدنه وعافيت ِه ،وبأن يزيد ال ل��ه
سكِن ،وحب الم ُ ْ
للم ُ ْ
١٢٧
في رِزْقت ِه ،ورواج بضاعته إن كان تاجرا ً ،وإقبال الناس على صناعته إن كان صانعاً.
بمرض في جسده ،أو ألم في عينيه .أو مصيبة من مصائب الزمان ،أو تُهمة ترميه في
ل عن مطالبته
الحبس ،أو أن يزوره م َل َك الموت .لا يهم َه بم ينشغل ،كل مناه أن ينشِغ َ
سكِن ،يطلب التخفيف مما عليه أن يدفع من الأجرة ..بينما إذا راجت تجارتُه،
إلى الم ْ
وجنى الأرباح الوفيرة ،وأقبل الناس على صناعته لم يقبل أن يزيد قيراطا ً فيما يستحق
عليه من ك ِراء ،ولم يُسارع إلى د ِ
ْفع الأجرة قبل موعد الاقتضاء.
كانت من الأَ ن ْصاف والأرباع ،حو ّلها إلى أصغر قطع النقود ،فكأنه يريد تفتيتها .وما
ذاك إلا للتحايل ،فلا يدع درْهما ً مردودا ً ،أو مت َّسخا ً مُسْوَدّا ً أو زائفاً ،ولا دينارا ً غير
أصيل بل مغشوشاً ،إلا دسّ ه في الغلّة ،وأخفاه بمهارة ،واحتال بكل حيلَه ،واتّبع كل
وسيلة ليدفع به الأجرة .فإن اكتشف أصحاب ال ُد ّور بعد ذلك غشه ،وردّوا إليه شيئا ً
الن ْقدِ ليعطيهم صحيحا ً سليما ً بدلا ً منه ،حلف الأيمان المغلظة ،بأنه ليس من دراهمه من َّ
ولا من مالِه ،ولا رآه ق ُ َّط من قبلُ ،ولا كانَ في كيسِه وحلالِه.
فإن كان ُ ّ
رب الدار قد أرسل جاريته ،فإنه يغريها و يُغويها ،وربما حض ّها على
الفساد ،وربّما حبّلها ،وربما أحْ بَلَها .وإن كان قد أرسل غلامه فربما خدعه وأغواه،
ت لأحاديثهم، ُ
والتنصّ ِ ولعب بعقل الغلام على هواه .هذا مع التجسس على ال�جيران
ُ
وتتب ّع سواءتهم ،والتعرض لنسائهم وبناتِهم ،لإفساد العقول ،وإغواء ر ب ّات الحجول.
ومع اصطياد طيورهم ،فكأنها من طيور البر ّ لا أصحاب لها ،فيأتي ال�جيران يشتكون
١٢٨
استضعاف عقول ال�جيران ،وطم�ِ َع في فسادهم وعيبهم
ِ وربما ع َمد َ الساكن إلى
عمد إلى إطماعهم ،وأعطاهم المال إلى آجال .حتى إذا استوثق منهم ،عج ّل عليهم بطلب
الدين ،وضي ّق عليهم ،وشهّر بهم ،فلا يجدون مفرا ً من ِ
بيع بعض الدار أو رهنِها كل ّ ِها،
تجنبا ً للعار ،فيسترد الساكن أصل ماله ،ويربح ما لم يكن ليربح من أي تجارة ،و يقيم
الره ْن إلى بيع ،إذا ضيق عليهم قبل المهلة، في البيت دون أن يخسر شيئاً .وربما تحو ّل َّ
ن
وربما بلغ من استضعافه صاحبَ الدار ،واستثقاله أداء أجرتها ،أن يدّعي أ ّ
وربّما أخذ مفتاح الدار ومعه امرأة يرتكب معها الفاحشة ،فيدّعي أنها زوجته،
وأنهما يريدان تف ُ ّقد َ المنزل ومعاينته تمهيدا ً لاستئجاره ،فيدخل المنزل ساعة ،و يقضي
وربما استأجر المنزل ،فوجده يحتاج إلى بعض الترميم والإصلاح ،فيشتري
صاحب الدار بعض ما يلزم لذلك ،ثم يبحث عن عامل ماهر في صنعته ،وصبيان
له ،معهم ما يلزم من الأدوات والع ُ َ ّدة .فإذا شُغ ِل العامل وصبيانه ،أو غَف َلوا ،أخذ
الساكن ما يقدر عليه من أدواتهم ،وتركهم يتسكعون ،و يلاحقون صاحبَ الدار
للتعو يض عليهم.
وربما استأجر الدار ،لا لأنها أعجبته ،بل لأنها إلى جنب السجن ،لينْق ُبَ أحدٌ
من السجناء الجدار إلى الدار ويهرب فيقع صاحب الدار في ورطة مع الشرطة .أو
جنب صرّاف ،لينق ُبَ المستأجر الجدار َ إلى داره ،ويستولي على ماله ،وما استأجر
ِ إلى
الشك فيه.
ِّ الدار إلا لتكون له المدة الكافية لإتمام خطته ،مطمئنا ً إلى عدم
١٢٩
ل قتيلا ًو يخفيه في
ن جناية تستوجبُ هدم َ الدار ،كأ ْن يقت َ
وربما ارتكب الساك ُ
صحن الدار ،أو ربما جرّح شر يفاً ،أو سيدا ً من السادة ،بأن أغوى جاريته ،أو أفسد
غلامه ،فيأتي ذوو السلطان الدار ،وأهلها إما غائبون ،أو أيتام محرومون ،أو ضعفاء
خائفون ،فلا يقنع ذوو السلطان إلا بهدم الدار وتسويتها بالأرض.
وبعد ،فالد ّور ُ مدعاة للنحْ س والشُؤ ْم ،وأصحابُها تتوالى على رؤوسهم المكاره
والمصائ ِب والنوائ ِب ،وهم أطيب الناس قل ْباً ،وأشدهم اغترارا ً بالناس .وما أكثر ما
يُخدعون .لأن من سل ّم دار َه ببنائِها وخشبِها وأبوابِها ،حتى لو كانت مجهزة بالحديد،
م ُذ َّهبة َ السقوف ،إلى رجل مجهول لا يعرفه ،فقد عرض نفسه للخديعة ،وداره للخطر.
ن، ِ
ْتودع ،أو صار صاحبها في موقع الرّاه ِ
وقد صار كالمُودِع ُ ،وصار المستأجر كالمُس
والخيانة في التعامل ،وسوء الإشراف على ما تولى امرؤ أمره ،فاشية في الدور
أكثر منها في غيرها من الودائع .إن أصلح السكان حالاً ،من إذا وجد في الدار ما
النفقة محسوبة من غلتها ،تراه ُ يبالغ في الزينة والبناء ،ويزيد في الحساب عند الاقتضاء،
فما ظن ّك بقوم هؤلاء أصلحهم وخيار ُهم؟ هل يأمن الش َرّ جار ُهم؟
الأجرة .فتراكم تُلحو ّن عليهم وتضي ّقون ،فلماذا لا يكون تعام ُ�لكم معنا مثلما تعاملونهم؟
ولماذا لا تدفعون ما عليكم ،مثلما تتشدّدون في تقاضي ما يعود إليكم؟ وربما بنيتم في
الأرض التي تستأجرونها ،فإذا صار �لكم بنيان ـ وإن كان بسيطا ً ـ ا َدّعَي ْتم الشراكة َ،
من شأنها وهي غَلا ّتُنا ،وكان لسوء م ُعام َلِتكم تأثير كبير في انحدار أثمان الد ّور ،حتى لم
١٣٠
يعد أحد يرغب في شرائها .وسقطت غل ّات الدور من أعين الموسرين وأهل الثروة،
ل والثروة بكل
بل حتى من أعين عامة الناس وسُوقتهم وأرذالهم .حتى تجنبكم أهل الما ِ
حيلة ،وأبعدوكم بكل وسيلة ،وتاجروا بأموالهم في كل أمر خطير ،ليتجنبوا تأجير الدور،
ومن أصرّ على التأجير .وذلك أنه قال(( :غَلَّة الدار تُمسك عليك بدنك كي لا تمُوت،
وغلّة َ
الن ّخْل تكفيك نفقات العيال والقوت وإنما الغلِّة غلَة الأنعام وزراعة ِ الأرض
عاما ً بعد عام)) .وما الذي جعلنا في أعيُن الناس من الجاهلين المغفّلين؟ لا شيء إلا
أننا نقاضيكم بقلب طيب ،وحسن نية ،ونصبر على مماطلتكم وتسو يفكم .فنجدِكم تدفعون
الأجرة مقطعة متفرقة ،وهي عليكم جملة ،وتجحدون حقوقَنا ومالنا ،ولا ترحمون حالنا.
أ ْدو َم .هذه بعض صفاتكم وحي�لكم ومعاملاتكم في اكْ تراء ِ البيوت ،ولابد �لكم منها،
أمور بيع وشراء ينتقي واحدكم ما يشاء ،وليست أمور َ ك ِراء واكَتراء؟
وهذا مع قو�لكم :إن السكن في دا ٍر باكْ ترائها ،خير من السكن فيها بشرائِها .ولستُم
غافلين ولا م ُغ َّفلين ،فقد قلتم :إن من اشترى دارا ً ليسكنها ،جم ّد ماله وقي ّد نفسه ،وصارت
له محنة وتجربة ،وفتح على نفسه بابا ًمن النفقات لا ينتهي .ومن اشترى دارا ً ،فقد أقام
لنفسه كفيلا ً مؤكّدا ً ،واشترط على نفسه شرطا ً محدّدا ً .فإن قص ّر في دين صادروها وإن
غضب عليه ذوو السلطان خرب ّوها .إن غاب عنها َ
حنّ إليها ،وانشغل بها مخافة عليها ،وإن
أقام فيها ،ألزمته النفقات ،وقد تجر عليه المشاكل والعداوات ،فقد يُب ْتلى بحار السوء ،وقد
يكره عيشه وجيرانه ،وقد يتمن ّى أن يغي ّر مكانه ،وقد تكون بعيدة عن المسجد ،وقد يُتعبه
١٣١
التردد على السوق ،وقد لا يجد حوائجه في جواره ،وقد يرى أنه أخطأ في اختيارها،
ويتمنى لو أنها لم تكن م�لكه ،ولو أنه لجأ إلى استئجارها ،و يحسد ُ من كان أصوب منه
رأيا ً وأعقل حكماً ،لأن ذاك اكترى ،وهو اشترى ،فصار عبدا ً لداره ،وخادما ً لجاره.
أما من استأجر فإنه سيِّد ُ قرارِه ومالك خياره ِ ،والأمرُ إليه في كل وقت،
فكل دار هي له متنزه إن شاء ،ومتجر إن شاء ،ومسكن إن شاء .لا يحتمل فيها أيّ
ل القليل من الظلم ،ولا يجور عليه ساكن ،ولا يتحمل هوان المساكن.
إذلال ،ولا أق ّ
لا ي�حترس من الحساد الشامتين ،ولا يداري المراوغين المتعللين .بينما نلقى كل يوم
صاحب الدار ،يُسقى بكأس الغيظ ،ويتجرع المرار ،يكدّ كالأجير في طلب ما هو حقّه،
و يحتمل الأذى والمذلّة ،وإن كان صاحب أَ نَفة ِ وكبر ياء .إن عفا ،فإنما يعفو وهو يكظم ُ
حقّه واستيفاء مكافأته .وما أكثر الذين يقابلون الإحسان بالإساءة .وقد قال رسول
حاجتكم للسكن ،وأن ّا ق ّدمْنا مبتغاكم ،ولم نطلب إلا رضاكم ،ونسيتم أننا أ َّمنا �لكم المسكن
المطلوب ،فر ُحْ تم تشيرون على الناس بترك الشراء والاكتفاء بالاكتراء.
ور ُحْ تم تزعمون أن دف َع ا�لكراء أهون من شراء المنزل ،لا سيما أنه مبلغ بعد
مبلغ ،ودراهم بعد دراهم .ورحتم تصورون شراء البيت شدة من الشدائد ،ومصيبة
فيكون تأثيره في غلّة المرء ِ كبيرا ً ،فكأن الغلّة جسد تلقى طعنة نافذة .وليس كل خَرْق
١٣٢
ن أن تمتد
وقلتم إن من اكتفى با�لك ِراء ،وامتنع عن وضع ماله في الشراء ،أَ م ِ َ
ل الأعمدة،
ن مي َ
فتحترق ،أو أن يصيبها المطر والسيل بالغرق ،وأَ م ِ َ
ْ النار إلى داره
المستأجرين والج ِوار ،وتق َش ّر َ الجدران ،وكل ّه سبب لخسارة ٍ بعد خسارة .وأَ م ِ َ
ن سوء َ
معاملة ِ جاره ،وحسد َ م ُشاكل وكارِه ،وأن من عمد إلى الشراء ،كان إمّا في بلاء ،أو
وز َّه ْدت ُم الناس في صرف المال في شراء الدور ،وقلتم إن الأفضل ا�لكراء وصاحب
المال يعمد إلى تصر يف ثمن الدار في و ُجوه التجارات ،فهو له أَ رْبح ،أو إلى تحو يله في
أنواع الصناعات ،وهو له أنفع ،و يكون أَ عقل وأَ حْ صف .وإن لم يكن هذا ولا ذاك،
ففي ما وصفناه له من أبواب الخسارة ما ينهاه عن هذا الفعل الأحمق ،ويزجره عن
أن يكون بين الناس أخرق .والعاقل الذي يسمع نُصْ ح الناص�حين ،ليتعقّل ويسْتبين.
هم ّك ُم كساد ال ُد ّور ،وفساد أثمانها ،وإن صارت الدور المعروضة ل�ل ِكراء
وما َ
أكثر من همو ِم الفقراء ،وفي هذا ما ج َرّأَ المستأجر ،وقل ّل غلة الدار ،وسبب الخسارة
في أصل المال .وبعد هذا تزعمون أنكم حين أبعدتم الناس عن الشراء ،كنتم ُ تحثونهم
على ا�لك ِراء ،وأنكم بهذا أحسنتم إلينا ،لأنكم تروّجون ،د ُور َنا ،وما يتبع ذلك من الرخاء
ل المذمومة فيكم ،وما ذكرنا بعض منها ،وكلها تقيم الحج ّة عليكم،
وما أكثر الخصا َ
وتدينكم ،وكلها تدعونا إلى توجيه التهمة إليكم ،وأن نحذركم كما يجب على المرء أن يحذر َ
عدوا ً م ُبيناً .وقد كنت أتمنى وال ل��ه أن أجد �لكم صفة ً واحدة أحْمَد ُها ،وأن أرى في
علاقة أصحاب ال ُد ّور بالمستأجرين جانبا ً واحدا ً يجعلنا نثق بكم ،ونرضاكم.
وقد بي ّنا �لكم أن حُكْم الضيوف النازلين عليكم كحكم المقيمين في الدار وما ُ
يصحّ
على هؤلاء ،يصحّ على أولئك ،وأن كل ز يادة في عدد السكان تتبع ُها ز يادة في الأجرة.
١٣٣
ك يا أخا البصرة عن ز يادة رجلين ،لما استغربت ،بعد أن رأيت منك ما
ولو تغافلتُ ل َ
ل هذا حج ّة ً علي ،وتلُزِمني به ،فيصير َ ع ُْرفاً ،و يصير تأجير الدار لواحد
رأيت ،أن تجع َ
كتأجيرها لألف ،دون أي ز يادة ،ولما عدت أعرف المقيم من المسافر ،ولا القادم من
ُّ
سكت عن مطالبتك بالز يادة ،وتغاضيتُ الذاهب ،و يصير البيت كالخان .على أن ّي لو
عن تعر يفك ما يتو َّجبُ عليك ،ورأيتُ في هذا نوعا ً من الإحسان إليك ،لذهبَ هذا
الإحسان باطلاً .إذ تحسَب ُني عما تفعله غافلاً ،ولا توجب لي حقا ً في الز يادة .ولا
شدّاد:
يصحّ فيكم غير قول عنترة َ بن ِ
س المُن ْع ِ ِم
مخ ْبثة ٌ لن َ ْف ِ
وا�لكُفْر ُ َ نُب ِّئتُ عَم ْرا ً غير َ شاكِر ِ نِعْمتي
وقول الشاعر:
للشيعة ،وأن أصلح الخلاف المستحكم بين أهل ا�لكوفة والبصرة وبين قبيلتي أَ سَد
حب الساكن صاحب الدار .وال ل��ه المستعان عليكم جميعاً .والسلام.
وكِن َدة ،وبأن ي َ ّ
١٣٤
كن ْديّ ينشر أفكاره َ
تلميذ ا�ل ِ
حضرت جماعة من الذين يُفسدون عقول الناس ،أو يز يِّنون لمن كان فاسدا ً
فعلَه .منهم الشاعر الذي يتمنى أن يكون الناس من المسرفين ،وأن يتجاوزوا ذلك إلى
حدود المجانين ،ومنهم المتط ّف ِلون على شراب الناس وطعامهم ،ومنهم المتملِّق ُون المتقربون
تُس ُمّون من منع إنفاقَ المال في الوجوه الخطأ ،والأساليب الغلط ،ومن حصّ ن
وأعزه وأكرمه خوفا ً من أمثا�لكم ،ومن حفظه إشفاقا ً من الذِّل َّة ،إن حلت به
ّ المال
القِل َّة بخيلاً ،وتريدون بذلك ذ َّمه وتقبيح فعله .وتس ُمّون جوادا ً وكريما ً و بح ْرا ً من كان
بفضل الغنى جاهلاً ،ولم يعرف مذل َّة الفقر ،فأسرف في العطاء ،وتهاون في حفظ
ماله حتى ارتكب الأخطاء ،واحتقر النعمة ،فصارت عليه نقمة ،وأهان نفسه بإكرام
غيره .وتريدون بذل حم ْده ومدْحه .فلستم وال ل��ه مخطئين ،و�لكن من ق َ ّدمكم على نفسه
وعياله من الغافلين .ومن يخطئ على نفسه ،أجدر أن يخطئ على غيره .ومن أخطأ
في الظاهر من دنياه ،وما يراه رؤ يا العين ،كان أجدر أن يخطئ في باطن دينه ،وفيما
لا يُدرك إلا بالعقل .ورحتم تمدحون من يمدح كل أشكال الخطأ وتذ ُمّون من جَم َع
ولا يجهله .ولأي أمر ٍ غير حفظ المال بُن ِيت الحيطان ،وغُل ِّقت الأبواب ليكون في
ل
الرسوم والأختام ،وتعلم الناس الكتاب والحساب؟ �لكن هذا كلَّه لا يحفظ الما َ
ل
وقد قال الأولون :احر ُْس أخاك إلا من نفسه .و�لكنْ ه َْب أنك جعلتَ الما َ
ن هذه اليد َ عليه أقْد َر ،ونوازعَ الشرِّ التي تدعوها إلى
ُحصنه من اليد التي تم�لكه؟ إ ّ
أن ت ِّ
من جمعه لئلا يضيع .ومن أخطر على الإنسان من نفسه ،ثم م َن جعلهم من أحبائه،
ووثق بهم من أصدقائه؟ فالمال لمن حفظه قوة لصاحبه ومَن ْعة عند العُس ْرة ،وإتلاف
المال لا ي ُجر ّ على صاحبه إلا الحسرة .وإنفاقُ المال إتلاف ،وإن حسنتموه بتسميته
جودا ًَ ،
وزي ّن ْتموه بأن لقبتم مُنْف ِقه بأنه ا�لكريم.
١٣٦
َب َّ
وشنعْتُم علينا أننا نهرب من البخل فنسميه صلاحا ً وإصلاحاً ،ومن سوء لق ِ
الشحِّ فنسميه توفيرا ً واقتصادا ً ،كما يسمي المهزومون هزيمتهم ابتعادا ً عن الشرِّ ُ
وتجم ّعا ً
واستعدادا ً ،وكما يسمون البذاءة في الفعل والقول جَلَدا ً وصرامة ً وقوة ً في الكلام ،وكما
ل
الإسراف المرذو َ
َ فيسمونه شديدا ً في الحق .بل أنتم الذين ز َّين ْتُم أسوأ العادات ،فسَ َّمي ْتُم
جودا ً ،والتفاخُر َ الكاذب شهامة وأ ْر يحية ،وسوء َ تدبير المرء مالَه ورزقَ عيالِه كر َماً.
قال رسول ال ل��ه صلى ال ل��ه عليه وسلم(( :اب ْدأ بم َنْ تع ُول)) وأنتم تحضّ ون هؤلاء السفهاء
على أن يغني واحدهم عيال غيره بإفقار عياله ،وأن يُسعد الغريب ،حتى لو كان على
حساب شقاء ِ القريب ،وأن يتفضَّ ل على من لا يأخذ ويمضي شاكرا ً بل يم ُ ّد يد َه أبد
وقد قال أحد الأولين الصال�حين :يا أخا تغلب ،إني وال ل��ه كنتُ أفيض ال�خير ما
ل في الوديان ،وما جرى النيل على مدى الأزمان ،و�لكنني أدركت أنني
فاضت السيو ُ
يقنعون ،ولو أمْكنتهم من مالي ،لنقضوا داري حجرا ً حجرا ً ،ولما أبقَو ْا مما أملك أثرا ً .وال ل��ه
ما بقي معي من مالي إلا ما منعت ُه الناس ،و�لكني أقول :وال ل��ه إني لو أمكنت الناس،
لما توقفوا إلا بعد سلب ما لديّ من نعمة ،وربما ا َّدع ُوا أنهم يم�لكونني ،وأنني عبدٌ لهم.
تعجبون لمن نما مالُه وازداد كيف ينام ،وأعجب لمن قل ّت دراهمه كيف ينام،
فلا يستوي من لم ينَم ْ سرورا ً وهناءً ،ومن لم ينَم ْ هم ّا ً وحزْنا ً وغم ّا ً وشقاءً .قال رسول ال ل��ه
صلى ال ل��ه عليه وسلم يعلم المسلم كيف يُوصي قبل أن تفارق روح ُه جسّده ((الثلُثُ ،
والثلث كثير)) .فاست َحْ سن الفقهاء وتمن ّى الصالحون والعقلاء أن نُن ْقص من الثلُث
شيئاً ،لاستكثار رسول ال ل��ه صلى ال ل��ه عليه وسلم الثلث .فلم يأمر بأن يوصي المرء بالثلث،
١٣٧
بل جعل الثلث أقصى ما يوصي به .وقال(( :إنك إن تَد َ ْع عيالك أغنياء ،خير ٌ من
أن تدعهم عالة َ يتكففون الناس)) .وهل أحكم من رسول ال ل��ه صلى ال ل��ه عليه وسلم؟
ألا ترون كيف يعلمنا ألا نُسْر ِف ونترك عيالنا فقراء شحاذين فيكف تريدون من ّي أن
أفض�لكم ُ على نفسي ،وأق ّدِم َ عيا�لكم على عيالي؟ و يكف تريدونني أن أفرح بالحمد والثناء
ِّ
قال إسماعيل :وما أكثر ما كان ا�لكنديّ يعل ّم عياله وأصحابه ،و يفيض عليهم
َب عند ابتدائ ِه وأوائِله ،ولا على الفاكهة عندما ترونها لا تتهافتوا على ُ
الر ّط ِ
ال َن ّز َوات وال َّشه َوات لتهيج عند كل جديد ،وإن للقادم فرحة وحلاوة ،وللجديد بَش َاشة
وطلاوة .ولا تجعل نفسك سيدة عليك ،تأم ُرك فت َخْ نع ،فإنها بك تطمع .و�لكنك إن
ِض عنها
ل على الأشياء وترضاها ،وقد تُعر ُ
والنفس غر يبة عجيبة ،فقد تُقب ِ ُ
ل ما شئت لها
حت ْم ٌ وواجب .تحم ِ ُ
تألف ما أنت لها راغب ،وتقبل بما هو َ
ُ وتأباها،
أن تحم ِل ،وتبتعد عما ترى أنه مهمل .لذا عليك أن تك َُّف جميع دواعيها ،وتقم َع ك َ
ل
صارت أضعف ق ُ َّوة وع ُ َّدة .فإذا أردت أن تؤثر فيها ،ف َعِظْها في بواكير الأشياء بقلّة
ل
ذات اليدّ ،وغلاء الأثمان ،وصب ّرها إلى غد .فإن ذكر ّ الغلاء والقلة حجة صحيحة في ك ّ ِ
وسبب مقنع في كل زمان.
ٌ آن،
ِب نُقصانَ
ل ا�لكثرة ،واضر ْ َّ
الرغ َبات ،وتلطيف حدة الشهوات ،حتى وإن بدأت أوائ ِ ُ
١٣٨
ص وا�لكثرة ،فإنك لن تلقى من معالجة الشهوة طر ْق بمقدار ُ
الر ّخْ ِ ممكناً .ولتكُنْ قوة ال َ ّ
الشهوة فتنة ،وأن الهوى عد ّو ٌ يضل عن سواء السبيل ،فإن لم تحسبهما كذلك ،خُدِعت
بهما ،واغ ْتررْت عنهما ،وجعلتهما على نفسك أميناً ،ولن تلقى وقاية منهما ،ولو كانت
حصنا ً حصيناً .إن الشهوة والهوى أعدى الأعداء وش ُرّ الدخلاء .فاضمَن ْوا لي نجاحَك ُم
وثبات العز ّ في قلوبكم ،والغنى في عيا�لكم وبيوتكم ،ودوام تعظيم الناس �لكم.
ل
إن للغنى أفضالا ً لا تُحصى ولا تُنكر ُ ،ولو لم يكن له من منفعة إلا أنك لا تزا ُ
م ُع َّظماً ،عند من لم ينل منك درهماً ،لكان الفضل في ذلك واضحاً ،والغني في نهاية الأمر
رابحاً .إن للثروة ب َر َكة ،وإن للغنى عظمة ووجاهة ،و يكفي أن ر ََّب المال ا�لكثير ،إذا
حُرْمة ً وأقدم ُ صُ ح ْبة ،وأصدق محبَّة ،وأكثر إمتاعا ً بحديثه ،وأكثر فائدة وصوابا ً بعلمه،
إلا أنه فقير الحال قليل ذاتَ اليد ،لرأيت ذا السلطان يقرِّبُ هذا على ذاك .ثم إذا
أراد أن يُقس ِّم َ مالاً ،أو يوزع هدايا ،أو يعطيهم مما أتاه من الغرائب والطرائف ،فإنه
حظ الغني المؤسِر ِ أكثر ،وإن كان في العلم والأدب والشعر والإمتاع أق َ ّ
ل من يجعل َّ
١٣٩
محمد بن أبي المؤمّ ِل
بخ ِل بالطعام،
إن الناس يتّهمونك بالبخل ويشن ِّعون عليك بالشحّ ،وأبخل الناس من َ
على الضيوف والزوار وسائر الأنام .وإني أراك تُطْعم الطعام وتُجوِّده وتنفق عليه المال،
و�لكنك تُقلِّل أرغفة َ ال�خبز ،وليس بين قلّة ال�خبز وكثرته توفير ،أو ربح كبير .والناس
يُبَخ ِّلونَ من ق َّل عدد ُ خبزه ،فيرى الجالسون أرض خوان ِه .والحقيقة أني أرى عدد َ رؤوس
من يأكلون معك أكثر من عدد خبزك .ولو لم ْ تتكل َّف ،ولم تُنفقْ من مالك على إجادة ِ
الطعام والإكثار منه ،ولو أنك أكلت وحدك في بيتك ،لما لام َك أحد ،ولما اكترث
الناس لهذا منك ،ولم يحكُموا عليك لا بالبخل الشديد ،ولا بالسخاء والجود ،وعشتَ
بعيدا ً عن ذِك ْرهم وألسنتهم ،كأي رجل من عامة الناس .ولو لم تنفق المال المخزون،
حفظ وتصُون ،إلا لأنك ترغب في أن يُكْث ِر الناس ذِك ْر َك ،ويردّدوا حمدك
وتبذلْ مم ّا ت ُ
ظ ِم عند ال ل��ه أجرك� .لكنك تهدم كل ما تبني بقلّة عدد ال�خبز عن عدد
وشكر َك ،ولتع ّ
الآكلين ،حتى صرنا نرضى لك من الغنيمة بالإياب ،ولم نعد نطم ُع في أن يأتيك الحمد
ن الثواب ،ونكتفي بأن تكون سالما ً من الذ ِمّ واللو ْم .فزِ ْد في عدد خبزك
والشكر وحس ُ
قليلاً ،فبهذه الز يادة القليلة ينقلب اللوم شك ْرا ً والذمّ حْمدا ً .أما إن بقيت على هذه الحال،
فإنك لا تخرج بعد الكلفة العظيمة سالماً ،لا لك ولا عليك ،فانظر ْ في الأمر رَحِمك ال ل��ه.
قال :إني أعرفك يا أبا عثمان رجلا ً عاقلاً ،و�لكنك أخطأت في ح ْ
كم ِك،
وخطأ العاقل أعظم من خطأ الجاهل ،فإن كان لهذا عذر بجهله ،فما عذر ذاك مع
علمه وعقله وفضلِه؟ وعلى قدْر ما يفك ِّر ُ العاقل و يك ُ ُدّ ذهن َه لمعرفة الحقيقة ،تجده ابتعد
عن سبل الرشاد والصواب والحقيقة .وما أشك أن ّك تنصحني بمحب ّة الصديق وإشفاق
وكأنني أحتال عليهم ليبالغوا في أكلهم .فإذا كثر ال�خبز على الموائد ،خلق في النفس
ل
أو أكداسا ً من الفاكهة اللذيذة ،أو عناقيد َ من أجمل وأشهى أنواع الموز ،لما أك ّ
ل شَفيف.
و يغطيه بمندي ٍ
وبعد ،فهؤلاء ليسوا غ ُرباء ،إنهم أصدقاؤنا وأصحابنا ،ويستمتعون بما يأنسون في
بيوتنا ،وهم واثقون من محبتنا ،و يعلمون أن الطعام الجيّد َ ُأع ِ َ ّد لهم ،وإنما وضع أمامَهم
ليأكلوه ،فهذا إن لم نقم بواجبهم أفضل من أن يمزِّقه الخدم والأتباع ويبعثروه .ولو
أنهم احتاجوا ال�خبز لطلبوه ،ولم يخجلوا من ذلك .ومن حقنا عليهم أن يجر ّبوا المرة َ
والمرتَي ْن ،وألا بي َّتهم ُونا بالبخل دون أن يروا بُخلا ً من ّا .فإن كانوا يخجلون بعد كل ما
بسطنا لهم من أسباب المودة ،وما فعلنا لرف ْع الكلفة ،فهؤلاء يَت َجن ّوْنَ علينا ويتس َّرع ُون،
قلت له :و�لكني رأيت أكلَهم في منازلهم وعند إخوانهم ،ليس مرة واحدة بل
مرات كثيرة وفي حالات مختلفة ومواضع مختلفة ،ورأيت أكْلَهم عندك ولا أستطيع
ّ
١٤١
ُب أن طبع
القول إن أكْلَهم هنا كأكْل ِهم هناك ،بل ثمة تفاوت بين الأمرين .فاحس ْ
وأنّهم يسيئ ُون الظن بمن لا يُساء الظن بحُسْن مقصِ دِه ،لم لا تداوي هذا الأمرَ بما لا
يكل ّ ِفك نفقة زائدة ،وبالشيء الذي لا قَدْر له أمام ما تُق ّدِم ،أولا تعود إلى دعوتِهم
والحرص على أن ترسل إليهم وتتلقى جوابهم وز يارتهم؟ والقوم لا يُلقون أنفس َهم عليك،
تغضب إذا
ْ تعتب عليهم ،ولا
ْ تعرف صحة كلامي ،فلا ترسل إليهم ،ولا ت ْدع ُهم ،ولا
قال :دعْنا في ال�خبز .إذا كثر ال�خبز على الخوان ،فلاب َ ّد أن يزيد منه ا�لكثير،
والتغْمير .والرغيف الذي غُم ِر طرفه بالمرق، وما زاد عما يأكلون ،لن يسلم من التّل ْطيخ َّ
ُ
والر ّقاق َة التي تلطخت بالدسم ،لا أقدر أن أنظر إليهما ،واستحيي من تقديمهما ثانية
قلت :إني أعرف ناسا ًكثيرين يمسحون هذا ال�خبز ،فإن لم يُعيدوه إلى مائدة الغد،
يكون الثريد؟ ومن أي خبز صُنع؟ ألا أعلم ُ أنه من رغيف تلطّخ ،أو من خبز توسَّ خْ؟ ألا
أعرف أنه من بقايا ال�خبز مما وضع هذا يد َه فيه ،وربما قضم منه ذاك قضمة ،أو أكل
الضيوف هذا على طول الأي ّام ،فيكونَ هذا قبيحاً ،وقد أردناه أمرا ً مليحاً؟
ُ ِف
أن يعر َ
قلت :فتأمرُ به للعيال ،فتط ِعم ُهم خبز الدقيق الأبيض وإن كان مل َّطخا ً بدلا ً
قال :عِيالي ـ يرحمك ال ل��ه ـ صنفان :واحدٌ هو أعظم ُ عندي وأرف ُع من أن أطع َمه
١٤٢
قلت فاجعلْ إذا ً جمي َع خبزك من الدقيق غير المنخُول ،وما يمتاز ُ به ال�خبز
الأبيض من حسن شكل ِه وطيب طعمه ،لا يستحق كل هذا السجال بين الحمد والذم َ.
قال :بل أقول لك رأيا ً يوصلنا إلى ما هو أفضل من هذا كله ،وهو أن نضع
ال�خبز على الخ ِوان بعدد الإخوان ،ثم نحضر الز يادة من ال�خبز على طبق ،ونضعه قريبا ً
مالك كيفما شئت .واع ْلم ْ أن هذا الحديث المطو ّل ،وهذه المذاكرة المملّة ،أض ُرّ علينا
ق ِ
واضح. ل ِ
فاضحْ ،وما أردتُك عليه ِ في طر ي ٍ مم ّا نهيت ُك عنه من فع ٍ
جهْوَرِيّ ،وكان
ل َ
قوي عا ٍ
ٍّ ن أبي المؤمّل ضخم الجثة ،ذا صوت
وكان محمد ب ُ
ويشدد على الحروف ،حتى لتحسبه وقف في الناس خطيباً .فلما حضر وقت الغداء،
فرض هذه الفر يضة؟ ومن حكم عليهم هذا الحكْم وجَز َم بالأمر هذا
َ قلت :ومن
الجَز ْم؟ أرأيت إن أكل أحدهم رغيفه ولمّا يشبع ،ماذا يفعل؟ إنه أمام أمرين لا ثالث لهما:
رغيف جاره ،وفي هذا وقاحة ،وحرمان للآخر من إتمام طعامه ،أو
ِ إما أن يم ّدِ يد َه إلى
أن يتنحّ ى عن المائدة وفي النفس بقية من جوع واشتهاء للطعام ،ويبقى معلقا ًيدّه منتظرا ً
أن تجود عليه برغيف أو قطعة منه .فبأي أمر كنا نتجادل ونتناظر منذ الصباح إذا كنت
قد عدت إلى عادتك القديمة ،واعلم أنها عادة مذمومة ،وهي سبب هجائهم لك بالبخل.
لٌ لهذه المعْضِ لة ِ إلا ّ أن أت ْرك َ عادة َ الطعام ودعوة ِ الناس إليه
قح ّ
قال :فلم يب ْ َ
١٤٣
قلت :فهذا ما لا شك فيه ،وقد أشرتُ عليك به من قبل ،وقد عملتَ برأيي
بالصواب ،فأرحْ تَ الناس ونفسَك من القال والقيل ،والذ ِمّ والتبخيل ،إن وفيت
بهذا القول.
وكان كثيرا ً ما يقول :يا غلام ،هات شيئا ً من الطعام المقْلِيّ ،وما صنعتم من
م َرَق اللحوم والأكباد ،وأَ ق ِ َّل منهما ،وأَ ع ِ َ ّد لنا ماء ً باردا ً وأكِثرْ منه.
ق شيء ٌ على حاله،وكان يقول :قد تغ َّير َ كل شيء ٍ من أمر ِ الدنيا وتح َو ّل ولم يب ْ َ
بل تب َّدل ،حتى المؤاكلة ،إني وال ل��ه لأذكر رجالا ً كانوا يجلسون إلى الطعام ،فما رأيتُ
قصْ عة ً ق َّط ر ُفعت من بين أيديهم إلا وفيها بقية .وكانوا يعرفون آداب المؤاكلة ،و يعلمون
أن إحضار الجدْي المشويّ ،إنما هو من أعراف الموائد الرفيعة وتقاليدها ،وإنما جُع ِل
كالعاقبة والخاتمة ،وكالعلامة على أن صاحبَ المائدة ميسور ،ونعمت َه قائمة ،وأنه لم يُحضر
لٌ يده فيه يِمزِّق ُه تُخْمة .ذلك لأن الرجل يوالي الأكل فلا يعرف
إلى المائدة ليُنْشِبَ ك ّ
مقدار َ ما أكل ،حتى يشربَ الماء .وربما كان قد شبع وهو لا يدري .فإذا أكل أكثر
فإن ّه يعرف مقدار ُ حاجته ،فلا يزيد إلا بقدر ما يحتاج .واسألوا الأطباء فإنهم يعلمون
ن ما أقول حقّ ،و�لكنهم يُخادعون ولا يقولون الصدق ،لأنهم لو أخذوا بهذا ،ونشروه
أ ّ
ق
وكان يقول :عَج ِبتُ لبعض الرجال ،يقول واحدهم :يا غلام اسقني ماء ،أو اسْ ِ
فلانا ً ماء ،فيأتيه من الماء على قدر ما يرو يه ،وربّما أقلّ ،فيسكت .فإذا قال :أطعمني
شيئا ،أو هات لفلان طعاما ًأتاه من ال�خبز بما يكفي الجماعة وقد يزيد ُ ،فلا يرضى ،ون َُّتهم ُ
١٤٤
ل والماء َ رخيص ،ولولا رخص هذا
وكثيرا ً ما كان يقول :إنما العِل َّة أن ال�خبز َ غا ٍ
وغلاء ذاك ،لما تكالبوا على ال�خبز وما يتبع ُه من الطعام ،وزهدوا في الماء ،والناس أشد
ما يكونون تعظيما ًللمأكول إذا غلا وكثُر َ ثمنه ،أو كان قد جُل ِب من أماكن بعيدة ،فيع ُ ّد
وأشهى من ك َُم ّث ْرى خراسان ،ومن مَو ْز البستان؟ و�لكن الناس يطم َع ُون ،فلا يرضون
بما بين أيديهم ولا يقنعون ،ولا يَتش َهّو ْن إلا على قدر الثمن ،ولا يطلبون الشيء و يحنون
إليه إلا إذا كان قليلاً .وهؤلاء العوام يقلدون ا�لكُبراء في طعامهم ،أو يُحاولون تقليدهم،
ُ
أتظنّ أني أطلبُ الجزر َ و�لكن على موائد غيرهم ،وهم لا يبحثون عن طي ّ ِِب الطعام،
كم ْأَ ة باللحم ُ
والز ّبْدِ والف ُلفل ،لأن ذاك ل والزيت والمطيبات ،وأترك ا�ل َ
المسلوقَ المنقوع بالخ ّ
رخيص وهذا غالٍ؟ لا ..ما هم ّني هذا ،إنما آكل ُه لأنه طي ّب في الحقيقة ،ولأنه مناسب
ٌ
جه ِل من جهل.
لطبيعة الجسم .ولا يهمني بعد ذلك ما يقوله الآخرون ،عَل ِم َ م َنْ علم و َ
ولمحمد ب ِن أبي المؤمّل حكايات عجيبة .وكان يستعمل على مائدته من أصناف
قيس بن زهير بن جذيمة ،وكان أبوه سيد عبس ،ولا المهلب بن أبي صُفرة والي
ومطفئ الفتن في أفر يقية ،وقائد جيوش المأمون في الزحف على بغداد .وكان عنده
من الدهاء والاحتيال ما لا يعرفه عمرو بن العاص ،ولا المغيرة بن شعبة والي البصرة
وكان كثيرا ً ما يمسك أعواد الخلّة في يده ،كأنه ينظّف أسنانه ،فيدخل عليه
ُّ
فيدب اليأس في قلبه من الغداء. الصديق ،وربما تق َّدمه الزائر ُ والزائران ،فيرى الخ ِلال،
١٤٥
وربما عزم على إطعام الزائر أو الزائرين ،وربما دخل بعدهما صديق له ،وربما ضاق
صدره بالثالث ،وإن كان قد دعاه وأرسل م ُلِح ّا ً إليه ،وربما جاء رابع ،فيضيق صدره
أكثر ،فيعمد إلى الاحتيال ليمتنع عن تقديم الطعام .فما إن يدخل الزائر أو الصديق
ل الزائر أو الصديق ،أو غضبه مما يسمع ،و امتناعا ً لعز ّة نفسه ،أو طمعا ً في أن
على خج ِ
يقول بعد أن يسمع :قد تغدّيت ،أو قد طَعِمْت ،أو قد فعلت.
فإذا أخطأ الرجل ،و غضب ،أو ضعف قلبه ،أو ت�حير و ُأسْ ق ِط في يده أو ارتبك ولم َ
ي ْدرِ بم يُجيب سوى بالقول ((قد فعلت)) عل ِم َ أنه ناله وأوثقه ،ورماه وراء ظهره ،و�لكنه
لا يرضى بذلك حتى يقول ((وبأي شيء تغ َ ّدي ْت؟)) فلا ب ُ َ ّد للمسكين من أن يكذب،
عند فلانِ ،فدخل عليه فلان ،فدعاه إلى غدائه ،فامتنع .ثم بدا عليه أنه اشتهى الطعام،
فقال :في طعامكم كذا أو كذا ،وأنتم تُجيدون صنعه ،ثم م ّد يده)) فكأنه يزيد في وثاقه ،وفي
س ّدِ الأبواب في وجهه ،وفي قطع الطرق أمامه ،ومنعه من أي نزوة .حتى إذا بلغ غايته
ص ما يأكلون،
فإذا وضعوا الطعام ،فإنه يبحث عن تقليل عدد الآكلين ،وعن إنقا ِ
ولذا يتوجه إلى أحد اث ْنين :أش ّدِ الحاضرين حياءً ،أو أكثرهم وأسرعهم أكلاً ،فيسأله
عن حديث قديم ،أو حكاية سمعها منه ،أو خبر طو يل .ولا يسأله إلا عن حديث
يحتاج فيه المتحدث إلى الإشارة باليد أو بالرأس ،وما ذلك إلا كي يشغله عن الطعام.
فإذا أكلوا قليلاً ،ولم يكتفوا ،أظهر الف ُتور في الأكل والتشاغل عنه ،وراح ينْق ُر من هنا
وهناك كالشبعان الممتلئ� ،لكنه لا يرفع يد َه عن الطعام ،ولا يقط ُع أكل َه .إنما هو لقيمة
١٤٦
ينقبض بعضهم لذلك،
َ ق اليد بينهما .فلاب ّد من أن
من هنا ،ولقيمة من هناك ،وتعلي ُ
ويرف َع يده عن الطعام ،وربما فعلوا ذلك ُ
كل ّهم .فإذا علم أن حيلته انْطَلَت عليهم ،وأنه
بدأ ينال منهم مب ْتغاه ،تابع فِعْله حتى يقلع َهم من مواضعهم حول الخوان ،و يعيدهم
أيام ،وقال :إنما الأكل والشرب م ّد ٌ وجزْر ،كما الحربُ كر ّ ٌ وفر ّ.
وكان إذا أتاه أصحابه مبكر ّين عن موعدهم ،يقول لهم :لم َ لا نشربُ أقداحا ً على
يشهي الطعام بعد ساعة .والعارفون بأمور الشرب والنبيذ م ُت َّفقون ،على أن الشرب
الر ِّيق ّ ِ
ِب ومأمون .أما الشرْب على الامتلاء ،فإن ّه نوع من البلاء .وم َن لم
سك ْره طي ّ ٌ
ما يكُون ،و ُ
يشرب على الر ِّيق ،ع ُ ّدوه ضعيفا ًفي الفتوة ،غير َ أهل لأن يكون من أهل النَّخْ وة ،ودعي َّا ً
في أصحاب الجلسة ِ والمنادمة .فإذا قال �لكم أحد ُهم :إنه يخاف على كبده من الشرب
سو ْرت ِه ،فاعلموا أنه بعيد ُ عهد باللحم ول َذ ّته .والشرب في الصباح يغسل ما في
على الر ِّيق و َ
سك ْر الليلة الفائتة الجسم من الدهن وال َّدس َم ،وينفي عن المرء الامتلاء ُ
والت ّخَم ،وليس ل ِ ْ َ
من دواء ،إلا الشربُ على الر يق وليس على الامتلاء ،فكل ما يصيبك من صداع،
يذهب إذا حسوت الأنصاف والأرباع ،والأعشى كان أعلم الناس بهذا ،حيث يقول:
فهذا اليوم ـ حفظك ال ل��ه ـ هو اليوم الذي لا يذوقون فيه لقمة واحد َة ،وليته
بالنقْل ،بل لا يأتيهم بحبة واحدة ،وهو يوم سروره التام ،لأنه يعوضهم عن الطعام َّ
١٤٧
واشترى ذات يوم سمكة شب ّوط وهو في بغداد .والشب ّوط أطيب ما في الأنهار
من سمك ،وأحسنها في الق ّد والامتلاء ،وأطراها لحماً ،ولذا فإنه أرفعها ثمناً ،وأفضلها
في أي نوع من أنواع الإعداد والطبخ .ومحمد بن أبي المؤمّ ِل بصري ،ولا يصبر ُ عن
السمك طو يلاً ،وكان قد مضى عليه زمن لم يذ ُْق فيه طعمه ،فاختار سمكة عظيمة في
حجمها وشكلها وما هم ّه ارتفاع ثمنها .وحمل السمكة مغتبطا ً بها ،لغلائها وسِمَنِها وكِبَر ِ
حجمِها ،ولشدّة شهوته لها .وأمرَ بإعدادِها ،فجاؤوه بها طيبة شهية.
وخلا بهذه الشبوطة العظيمة وقد من ّى النفس بأن يتمتع م ُنفردا ً بأطايبِها ،وحسر
عن ذراعيه ،وكاد َ لعابُه يسيل من شدقيه ،واستعد لها أتم ّ استعداد ،بعيدا ً عن الضيوف
ل وكأنه رأى
ل وتعوّذ َ وبسم َ
جارف الذي لا يُبقي ولا يذ َر ،فَحَو ْق َ
الأحمر ،والطاعون ال َ
القضاء َ بعينيه ،وسمعه بأذنيه ،ورأى أمامه المصيبة التي ت ْقصِم ُ ال َّظهْر ،وأيْق َ َ
ن بأسوأ أنواع
الشرّ ،وعلم أنه اب ْتُلي بالضربة الماحقة ،كمن لاقاه الت ِّنِّينُ أو أصابته الصاعقة.
س ْدرِي محمد بن هشام بن أبي خميصة ،وكُنيت ُه أبو نَب ْقة ،كان شاعرا ً مغمورا ً،
وال ِّ
س ْدرِيّ قد هجم
و�لكنهكان أكولا ًمشهورا ً .وما إن ردّ ابن أبي المؤمّل التحية حتى كان ال ِّ
على وسط السمكة فيما يشبه موضع الس ُ َّرة من الإنسان ،فقو ّره تقويرا ً ،فأقبل عليّ قائلاً:
يكَدْ ي ُنهي كلامه حتى كان الس ْدر ُِيّ قد قبض على ظهْر السمكة فانتزع الجانبين معاً،
فقال(( :والس ْدرِيّ تعجبه الظ ُهور)) فما فرغ من كلامه ،إلا والسدْريّ قد اجْتر َف
َ
السدريّ لا يعرف جانبي السمكة ،فقال ((والسدريّ تُعجبه الجوانب)) وقد َ
ظنّ أن
َ
السدريّ سيكتفي و يترك له قيمة ذنب الشب ُوط وطراوة لحمه وطيب َه وعذوبته ،وظنّ أن
ذنبها ،ومعرفة ما ينو يه السدري من المستحيلات ،فلم ي ْدرِ إلا والسدري قد اكتسح
١٤٨
ل بهجومه على السمكة رأي ابن أبي المؤمّل ،وك َدّره ،وملأه غضبا ًوغيظاً ،لكان قد
وش َ ّ
الغيظ
َ أدرك معه جزءا ً من السمكة ،فقد كان من الأكولين السر يعين النهمين� ،لكن
ق في يده مما
فلما أكل السدري جميع أطايبها ،وهو ينظر إلى فعله بها ،ولم يب ْ َ
كان يمن ّي النفس به من تلك السمكة إلا الغيظ والمرارة ،والغُرْم ُ والخسارة ،راح يعز ّي
نفسه بأنه ربما وَج َد في السمكة ما يُشب �ِع به بطنه ،ويُسكت جُوع َه ،و يطفئ شهوته،
وذلك ما كان يجعله متماسكا ًلا ينتفض ،فلّما رأى السدريَّ قد أتى على السمكة َ
شقّا ً
وتقطيعاً ،والتهم أجزاءها جميعاً ،قال(( :يا أبا عثمان ،السدريّ يُعجبه كل شيء)).
فتعاظم الغيظ في صدرِه ،وأخذته رِعْد َة كأنما سائر ٌ إلى قبره ،فارْب َ ّد وجهه واكْ ف َهر َّ،
وتل َّون وجهه وتغ َّير ،وأصابه القي ،والإسهالْ ،وركبته الحم ّى.
ل أحدا ً،
وكان بعد هذا ،أن أعلن توبة صادقة صحيحة نصوحاً ،عن ألا يُؤاك ِ َ
أكان من أمثال السدريّ ،أم من الزاهدين ،وألا يشتري سمكة أبدا ً ،لا غالية الثمن ولا
برخص التراب ،وألا يقر بَها حتى لو أتت ْه هدية ً من بعض الأصحاب ،وأقسم ألا يَم َ َّسها
حتى لو و َجد َها مطروحة ،وأن يمتنع عن عادة أكل السمك القبيحة.
١٤٩
أسد بن جاني
وأما أسد ُ بن جاني فكان يتخذ لنفسه سريرا ً للنوم في الشتاء ،لئلا يكون قريبا ًمن
الأرض الباردة ،فكان يجعل قوائم َ سريره من قصب غير م ُق َش ّر ،وكان يقول(( :إن
والناس إذا دخل الصيف عمدوا إلى صنع م َْرو َحة ٍ لتلطيف الحرارة ،بأن يُعل ِّقوا
قطعة قماش سميك بالسقف مثل شراع السفينة ،ويُش َ ُ ّد بها حبل ،ويُدار ُ بها ،وتُب َ ُ ّ
ل بالماء
وت ُر َّش بماء الورد .فإذا أراد الرجل النوم َ في القّيلولة أو في الليل ،جذبها بحبلها ،فتذهب
بطول البيت وتجيء ،ف َيه ُ ُّب على الرجل منها نسيم طيب الرائحة بارد.
وأمّا أسد بن جاني ،فكان إذا دخل الصيف ،وصار البيت حارا ً نَكَش أرض
بيته بمقدار ما تغوص فيه المٍسحاة ،أي نحو شبر ،ثم يصب عليه جرارا ً من ماء البئر
المالح الذي لا يصلُح لل ُش ّرب ،ثم يُعالجه ويُسو ّيه حتى يستوي ،وحتى يغوص الماء
وماؤها من بئري ،و بيتي أبرد ،ونفقتي أخف .وأنا أفضلُهم حالا ً بفضْ ل الحكمة
وجودة التدبير)).
ل الطلبُ عليه ،وأصابه ا�لكساد ،فقال له قائل(( :الأوبئةكثيرة
وكان طبيباً ،فق ّ
هذه السنة والأمراض فاشية ،وأنت عالم ولك خبرة وحكمة ،ولك بيان ومعرفة ،فلماذا
لا يدعوك الناس ،ولا يطلبون منك تطبيبهم؟)) .قال(( :لأسباب كثيرة .أ َ ّولُها أني
أن يكون جبرائيل أو جرجس أو يوحن ّا .وثالثها أن كنيتي أبو الحارث ،وكان ينبغي أن
تكون أبو عيسى أو أبو زكر يا ،أو أبو اسحق .ورابعها أني كبقية الناس أرتدي رداء ً من
قطن أبيض ،وكان يجب أن يكون ردائي من حرير أسود حتى في الصيف .وآخرها
أني أتكلم بلسان عربي م ُبين ،وكان ينبغي أن تكون لغتي تَشي بأصلي غير العربي كلفة
أهل جُنديسابور)).
١٥١
الثوريّ
كان أبو عبد الرحمن الثورِيّ رجلا ً ذا بديهة وصرامة وقُدرة على الكلام ،وكان
سليط اللسان ،يهوى الأدب ،ويروي الآثار المختلفة ،مثقفا ً بثقافة م َن حوله .كما كان
من أشد أنصار البخل حماسة .وقد ألف فيه كتاباً .للدفاع عن البخل والبخلاء ،كما
صنع سهل بن هارون .وكان يعمل في التجارة في بغداد� ,لكنه بَصْر ُِيّ الأصل ،ويملك
خمسمائة مزرعة من أجود الأراضي ،لا يقل طول الواحدة منها عن ألف وخمسمائة
قط؟)) فقلت متعجبا ً ومستنكراً: مناسبة(( :هل شربتَ ماء َ الزيتون إدِاما ً مع ال�خبز ّ
((لا وال ل��ه)) .فقال(( :أما وال ل��ه لو فعلته لما نسيت ُه)) .فقلت هازئا ً ـ �لكنه لم ينتبه على
الرغم من ذكائه ـ(( :أجل ،إني وال ل��ه لو فعلته لما نسيته)).
بنواتها ،وعَوِّدوا حلوقكم تَسْو يغ َها .أما سمعتم كيف كان الأقدمون يفعلون بالنوى؟ لقد
كان الكَل ْدانيون ـ وهم من الحكماء ـ ُ
يدق ّون نوى التمر وينقعونه ،وي َ ّتخ ِذونه طعاما ً للأبقار
ح للأغنام والبق َر ،يصلح أيضا ً لبني الب َش َر .لأن النوى يعقِد ُ
والخراف لتسْمينِها ،فما يصل ُ
الشحم في البطن ،ويُدْفِئ الك ُل ْيتين وا�لكبد ُ وسائر َ الأعضاء بذلك الشحم ،أما ترون
أفضل الأنعام تُعْلَف بالنَّوى؟ أما وال ل��ه لو حملتم ُ أنفسَك ُم قليلا ً على ابتلاع البَزْر والنوى،
وعلى قَض ْم الشعير وأكل البرسيم ،لوجدتموها مستساغة سر يعة الق َب ُول .وقد يأكل الناس
ِ
القمح و يجعلونه فر يكاً، ل
البرسيم أوّل ما ي ُزهر ،وقد يشو ُون سنابل الشعير الأخضر ب َد َ
وقد يأكلون نوى ُ
الر ّطَب وهي خضراء ،وقد يأكلون نوى الثمرة الناضجة ،فإنّما بقيت
عليكم الآن عقبة واحدة .لو رغبتم بما يُدْفِئ ُ أجسادكم لبحثتم عن الشحم ،و يجب أن
الوَجْه .ولست أنصحكم إلا بما أقدِر ُ عليه ،وذهبتُ إليه .أنا أستطيع أن أب ْتَل َع النوى كما
ح أم ُورِكم.
أشاء ،وأعل َِف به الشّاء ،و�لكني أنبِّهكم إلى ما فيه صَلا ُ
وكان يقول :ك ُلوا الفول بق ُشوره ،فإن طع َمه أطيب ،ونفعه أكثر .لأن الفول
يقول :من أكلني بقشوري فقد أكلني ،ومن أكلني بغير قشوري فأنا الذي آكل ُه .فما
حاجتكم إلى أن تصيروا طعاما ً لطعامكم ،وأكْلا ً لما جعله ال ل��ه أكْلا ً �لكم؟
ببعض من يحيطون به فيقول م ُشهدا ً على كلامه من حولَه :علمتم أنني لا وارث لي،
ِص على
ن فيفرح من أوْصى له ،و يحر ُ فأنا ُأشْهِد ُكم على أنني إذا م ُ ّ
ِت فهذا المال لفلا ٍ
خدمته ومعاونته ودعوته� ،لكنه بعد أي ّام يوصي بالمال نفسه لفلان آخر ،فإن قيل له:
وقد رأيت ُه زمانا ً من الدهر ،فما رأيت ُه ق ُ َّط إلا ونعلُه في يده ،ويمشي حافياً ،أو
شدّة
ل اهترأ عَقِبُها فصارت بلا عقب ،مع ما في ذلك من ال ِ
يمشي طول نهاره في نع ٍ
١٥٣
وفارس
َ على صاحبها .وكان يقول م ُتع ّذِراً(( :هاهم المجوس يملؤون البصرة وبغداد َ
ح ُّ
ل في دينه ِ بها ،وليس لها شِراك ٌ تربطها بالكاحل)) .فقيل له :و�لكن المجوس َ ّ
ي لا يست َ ِ
النعال ذات الش ِّراك ،فأنت لا تجده إلا حافيا ًأو لابسا ًن ِعالا ًسِندي ّه ،وأنت مسلم ،ومالك
كثير .قال :وهل على من كان ماله كثيرا ً ،أن يفتح كيسه للنفقات الزائدة ،و يترك
مالَه لمن يسرقونه وينهبونه؟ قالوا :ما أسخف هذا القياس! أليس من منزلة بين المنزلتين؟
قال الخليل :جلس الثوريّ إلى جماعة المسْجديين ،وكانوا يُسمونَ أنفس َهم المصلحين،
فسمع رجلا ً كان يبدو عليه أنه م ِن أثراهم يقول :اجْ علوا لكل شيء ب ِطانة ،فإنها وقاية،
وإنه أبقى .ولأمر ٍ ما جعل ال ل��ه ُ الدار َ الآخرة باقية ،لأنها خافية ،ودار الدنيا فانية.
العمامة َ الواحدة تكفي إزارا ً لأربعة رجال .أتعلمون ما السبب؟ كثرة ُ طيَاتها ،وترافد ُ
أطرافها على أوساطها وثنياتِها .فَب ِّطنوا الحصير ،وبطّنوا الب ِساط ،وبطّنوا المَلاءة ،وبطّنوا
قال :فقال الثوريّ :أحسنت رحمك ال ل��ه .لم أفهم مما قلت إلا هذا ال َ
حرف
وكان الثوريّ ي َ ّتخِذ ُ هيئة العلماء ،و يحكي كما يحكي الحكماء ،فيقول :إذا رأيتُ
الرجل يشتري الجَدْيَ أشفقتُ عليه من نفسه وسفهه ،فإن رأيته يشتري الدجاج لغداء
أهله وعياله ،احتقرته وسقط من عيني فإن رأيته يشتري ال ُد ّ َرّاج والحمام وغيرهما من
ال ُ ّ
طي ُور ،حرّمت على نفسي مكالمت َه ،والشراء َ منه وم ُبايَعته.
قال الخليلُ :أصيب الثوريّ يوما ً بالحم ّى ،وأصُيب معه أهل بيته وعيالُه وخدمه،
فلم يقدروا مع شدة الحم ّى عليهم على أكل ال�خبز ،فربح في تلك الأيام صاعا ً أو بعض
ح لأنك َ
وف ّر ْت صاعا ً ٍ
صاع من الدقيق ،ففرح بهذا الربح فرحا ً عظيماً .فقلت له :أتفر ُ
١٥٤
من دقيق ،وقد أصابتك الحم ّى أنت وعيالك؟ فقال :لو كان منزلي سوق الأهواز ،أو
خي ْبر ،أو وادي الجحَ ْفة لما همني ،مادمت سأربح كل سنة مائة َ دينار .فلم يكن
نَطاة َ َ
يبالي أن يُح َ َ ّم هو وأهله أبدا ً ،إذا كان سيوف ِّر من طعامهم بعض الدقيق.
ل
ل في فسادِ الهواء واعتلا ِ
أقول :سوق الأهواز من المواضع التي يُضرب بها المث ُ
صحة ِ من يسكنها .ليس في الأرض صناعة مذكورة ،ولا أدب شر يف ،ولا مذهب
محمود ،لهم في شيء منه نصيب وإن كان قليلاً .ولم أر َ بها وجنة ً حمراء ُ لصبي ولا
صبية .وهي قت ّالة للغرباء .على أن الحم ّى فيها ليست أسرع إلى الغريب منها إلى القريب.
وقد تصيب الحم ّى والوباء جمي َع البلدان ،ثم تزول عنها� ،لكنها تبقى فيها ما بقي الزمان،
لأن بلَ ِ َّيتَها من المياه الراكدة فيها ،وما يصدر عنها من بخا ٍر فاسد .بل ربما تلد المرأة
خيبر المشهور ،وقد كانت خيبر مشهورة بالحم ِّى ،والناس يقولون :حم ّى خيبر ،وطواعين
خراب لا ساكن
ٌ ووادي الجحفة الواقع على البحر على الطر يق يبين مكة والمدينة،
به ،وهو مشهور بالوباء نظرا ً لموقعه .حتى إن رسول ال ل��ه صلى ال ل��ه عليه وسلم قال حين
للإصلاح طرق كثيرة ،ومنه ما هو جائز ،ومنه ما هو واجب .أ َ ّول الواجب أن
ل في
يشحِم النع َ
طِنُها بها ،ون يخرز الطبقتين معاً ،وأن ّ
يَسْتجيد المرء لنعلِه طبقة ً من جلد يُب ّ
١٥٥
ِ
المصنوع في اليمن من قُطن أو ش المخ َّططِ
بعد قلبِها من ات ِّساخِها ،وعليه أن يجعلها من القما ِ
واتخاذ ُ الحمار القوي غير الحرو ُن ،فهذا خير من غلَّة ألف
في الشتاء ،واتخاذ ُ الشاة ِ اللبونّ ِ ،
والأغراض،
ْ دينار ،لأن ّك تركب ُه فتريح َ قدميك ،وتوف َر نعليك ،وبه تدرك ُ البعيد من الحوائج
وإي ّاك أن تلجأ إلى الاكتراء أو إلى الاقتراض ،وعليه تطحن ،فتوفر ما ير بحه منك الطح ّان،
وتنقل عليه حوائجه وحوائجك حتى الحطب ،وتنقل عليه الأشياء ،وتَسْتسقي عليه الماء.
وهذهكلها نفقات ،إذا اجتمعت كل َّفتك العشرات والمئات ،وكانت في السن ّة مالا ًكثيرا ً.
وحسبنا أن رسول ال ل��ه صلى ال ل��ه عليه وسلم قال(( :الر ِّفق يمُ ْ ٌ
ن والخُر ْق شؤم)).
اشتريت م َلاءَة ً فيها بعض عيب ،فَلِبستها حينا ً طو يلا ً من ال َد ّه ْر رداء ً وم َلْحَفة ً .ثم
ال ل��ه .فلم ّا اهترأت أطرافُها وبطانتُها ،أخرجت ما كان فيها صحيحا ً فجعلته من الوسائِد،
وجعلتُ القطْن للقناديل ،أما الق ِطع الصغيرة التي لا تصلح للوسائد ،فقد جعلتها
ل ما بَقِي
للقلان ِس ،والق َلنْس ُوة المَخيطة ُ من هذا القماش عجيبة .ثم ع َم َدت إلى أفض ِ
ن أصحاب الصينيات ،ولا سيما منها النوع
وأَ صح ِّه ،فبِعْته إلى أصحاب الصّ يني ّات ،ذلك لأ ّ
من هذا القماش لهذا .وجعلت خرقا ً أخرى لا تصلح لهذا ممحاة ً لي وللجار ية ،إذا نحن
وقد رأيت أبا عبد الرحمن الثوري ،وسمعت منه في البخل كلاما ً كثيرا ً .ولم أر َ
ل منه من أصحاب الثروة .ولم أر َ شيخا ًذا ثروة اجتمع عنده وإليه من البخلاء ،مثلما
أبخ َ
١٥٦
يفضلون النزول
كنت أرى في بيته ِ .وقد كان كما قلت من أهل البصرة ،وكان هؤلاء ِّ
بجوار مسجد ابن ر ُغبان ،وهو عبد الرحمن بن رُغْبان ،وكان مولى لحبيب بن مسلمة،
وكان كاتبا ً وشاعرا ً ،وقد و َلي َ ديوانَ العطاء لأبي جعفر المنصور ،والمسجد مشهور
باجتماع أهل العلم والفضل فيه .فكنت أرى في دار الثوري إسماعيل بن غ َزوان،
وهو من غُلاة البخ ُلاء ،وجعفر بن سعيد ،وكان على صلة ببيت الخلافة العباسية ،وقد
كان فكه الروح ،بارعا ً في توليد المعاني ،و�لكنه من البخلاء .وأبا يعقوب الأعور ،وهو
إسحق بن حسان القَو ْهيّ ،وقد كان جي ّد الشعر ،وله كلام قويّ ،وقد اتصل بمجموعة
ي وعبد ال ل��ه
واضحة ،وأبياتُه الهجائية قو ية فاضحة ،وخاقانَ بن صُبَيح ،وعبد ال ل��ه الع َرُوِض ّ
بن كاسب الحراميّ ،وكلهم من البخلاء المشهورين ،وقد حدثتك عنهم من قبل .وكان
الثوريّ من أشدهم بخلاً ،وكان يدافع عن البخل دفاعا ً قو ياً ،و يُوصي به ،ويدعو إليه.
وما علمت أحدا ً ألَف في ذلك كتابا ً أو رسالة إلا هو وسهل بن هارون.
ل شيئا ً من الرزْق ،ولا تحق ِر َ َّن شيئا ً منه ،فتقول هذا قليل فلا
أي بنيّ ،لا تسْت ِق ّ
يُساو يان دان ِقاً ،وإنفاقَ الدوانيق يفتح عليك باب الدراهم ،لأن اثني عشر دانقا ًتساوي
درهماً ،وإنفاقَ الدراهم يفتح عليك بابَ الدنانير ،وإنفاقَ العشرات يفتح عليك باب
إنفاق المئات ،وإنفاق المئات يفتح عليك باب إنفاق الآلاف ،حتى يأتي الإنفاق على
الفرع والأصل ،كالنار تبدأ في الأطراف ،ثم تأتي على كل ما في الحقل ،فهو طاعون
الدينار ((يُدْني إلى النار)) .لأن الدرهم إذا خرج من كيس صاحبه ولم يخلُفْه درهم،
١٥٧
ل دانق .وقيل :إن
ولم يأخذ عِو َضا ً عنه ،دار َ اله ّم على صاحبه حتى يندم َ على إخراج أ ّو ِ
مخْف ِقا ً
الدينار يُدني من النار ،لأنه إذا أنفقه ،ولم يأت بخلفه ،وأخرجه دونما بدل ،بقي ُ
مُعْدِما ،وفقيرا ً يد ُه وال ُت ّراب ،يتحر ّج في إ يجاد مخ ْرج مما هو فيه .وقد تدعوه الضرورة
والحاج َة إلى اللجوء إلى المكاسب الرديئة ،وأن يَطْع َم و يُطْع ِم أهله الخبيث بدل الطي ّب.
وا�لكسبُ الخبيثُ يُسق ِط الرجولة ،ويذهبُ بالمروءة ،و يُوجِبُ الح َّد على كاسِبه ،من
ل النار.
خ ُ
الدرهم إلى الدينار ،فكله ي ُ ْد ِ
وهذا التأو يل الذي ت َأ َّولَه الثوريّ للدرهم والدينار ليس له ،وليس من بنات
أفكاره ،إنما هو شيء كان يتكلم به عبد الأعلى القاص ،وكان من القصاصين الظرفاء
طرائف ونوادر .فكان عبد الأعلى إذا قيل له :لِم َ سُم َ ّ
ي الكلب قَل ْطي ّاً؟ قال :لأنه ُ وله
ي العصفور ُ ع ُصفورا ً؟ قال :لأنه عصى وفر ّ .وعبد ُ الأعلى هذا كان طي ِّبَ
له :ولم سم ّ
النوادر ،فكان يقول في قصصه :غداء ُ الفقير ضرب بالسياط حتى يتوجَع ،ومرقت ُه أن
ي حتى تتق َ ّ
طع ،وسمكته أن ل و يُصْ ف َع ،ورغيف ُه أن يُضْر َب قدماه بالع ِص ِ ّ
يلُْطَم َ ويُرْك َ َ
وبعض المفس ِّرين من أمثال عبد الأعلى يزع ُمون أن النبيّ نوحا ً عليه السلام،
ي آدم ،لأنه
ن آدم عليه السلام إنما سُم ِّ َ
إنما سُم ِّي ،نوحا ً لأنه كان ينوح على نفسه .وأ ّ
ح
سوِّي من أديم الأرض .وقالوا :كان لونه في سمرة لون تراب الأرض .وأن المسي َ
ُ
ونرج�ِع بالحديث إلى أعاجيب أبي عبد الرحمن الثوريّ :كان الثوريّ يُعجَب
بالرؤوس ،ويحمد أكلَها ،و يصفها لمن يسألُه ومن لا يسألُه .ولم يكن يأكل اللحم إلا في
عيد الأضحى ،أو من بقية أضحيته في ذلك اليوم ،أو عندما يكونُ في ع ُرس ،أو دعوة،
١٥٨
ومرة الكامل� ،لكنه في أغلب الأحيان
ّ أو سُفرة .وكان يُسمّي الرأس م َرة الجامع،
كان يسمي ّه العرس ،و يقول :كما تجتمع في العرس الألوان في الثياب والناس والطعام
والشراب وأنواع العزف والغناء ،وسائر الأشياء ،كذلك الرأس تجتمع يه الألوان
ل
وكان يقول(( :الرأس شيء ٌ واحد ،و�لكنه ذو ألوان عجيبة وطُعو ٍم مختلفة .وك ّ
ل ال ُأذ ُن ومؤ َ ّ
خر العين ،وطعمها مختلف يشبه طعم غير ِهما ،وفيه ال َّشحْ مة التي بين أص ِ
شحوم ،على أن هذه ال َّشحْ مة خاصّة أطيبُ من المخّ ،وأنعَم ُ من ُ
الز ّب ْد، عن غيرها من ال ُ ّ
وأدْس َم من ال ُد ّه ْ ِ
ن المُذاب ،وفي الرأس الل ّ ِسان ،وله طُعوم وليس طعما ً واحدا ً ،إن
كان مسلوقا ً أو مَشْو ياً ،ثم تضع فوقه الزيتَ والخ َّل أو دب َ
ْس الرمّان ،وفيه الخيشوم،
وكان يقول(( :الرأس سي ّد البدن ،وفيه الد ِّماغ وهو معدِن العقل ،ومنه تت َّفرق
الأعصاب التي فيها ينتقل الح ِّس ،وبه ق ِوام البدن .وفي الرأس الحواس الخم َ ْس .وإنما
القلب باب العقل ،كما أن المدركة هي َ
الن ّفْس ،والعينُ بابُ الألوان ،والنفس هي
الضربة تُصيبه)).
ل عنه ذو ك ِياسة؟)).
من الرأس الرئيس والر ِّياسة .فهل بعد هذا يسأ ُ
١٥٩
وكان إذا فرغ من أكل الرأس ،ولم يترك عليه ولا بداخله شيئاً ،عمد إلى الجم ُجُمة
ل من داره ،عمد
ل يعيد ذلك في تلك المواضع ،حتى يقل َع أصْ ل النم ِ
مملوء ماء ،فلا يزا ُ
إلى إلقائه فوق الحطب ،ليكون من سائر الو َقُود .وكان في يوم الرؤوس ربّما أق ْعد معه
ابن َه على الخوان .ولم يكن هذا يَت ُِم ّ بسهولة ،وإلا بعد تَش ُرّط ،وبعد أن يُفهمه ما ي ُريد ُه.
فإذا ق َع َد الصبيّ بدأه بحديث أش ّد عليه من الجوع ،وكان فيما يقول له:
((إياك ونَه َم الأولاد ،فإن هذا من طبائع الأوغاد .وإ َي ّاك وشَر َه النَّعام،
ِ
والنوائح ،ود َ ْع فإنها تَب ْلَع ولا تأكل ،كما ينق ُر الطير الجارِح .وإياك وأخلاقَ الن ّادِبات
إذا كان في الطعام شِيء ٌ غريب طر يف ،ولُقمة ٌ نادرة كريمة ،ومضغة ٌ شهية ،فإن
هذا يكونُ للشيخ المُع َ َّظم والصبيّ الصغير المد َل ّل ،وأنت لا هذا ولا ذاك .فأنت قد
وأنا بعد هذا أكره لك الإكثار من أكل اللحم ،فإن ال ل��ه يُبغ ِض أهل البيت
ل الخمر .وكان عمر يقول :م ُ ْدم ِن ش َّدة الولع بها أف ْت َ ُ
ك مما تفع ُ شدّتها و ِ
الخمر .وأقول :بل إن ِ
اللحم كمدمن الخمر .وصدق وال ل��ه .ورأى المسيح عليه السلام رجلا ًيأكل لحما ًفقال :لحمٌ
وقال المهلب بن أبي صُفرة ،وقد سئل عن اللح ْم يأكله من لم يم ْض على أكله اللحْم َ
١٦٠
وقت طو يل ،ولم تَشت ّد شهوته له ،فقال :هذا هو الموت الأحمر .وكان الأولون يقولون:
ٌ
الأفاعي ،ولا تأكل بملء فمك كما يأكل الحصان ،ولا تُدِم الأكل لقمة بعد لقمة كما
من أصحاب رسول ال ل��ه صلى ال ل��ه عليه وسل ّم(( :تأك ُلون بملء أفواهكم كالخُيول ،وموعدنا
ال ل��ه)) .إن ال ل��ه ف َضَّ ل َك وجعلك إن ْساناً ،فلا تجعل نفسَك بالأكل بهيمة ولا من ال ّ
سِباع.
الإسراف في الأكل حتى ُ
الت ّخمة .وقد َ واحْذ َ ْر سرعة ال َّشبع حتى الامْتلاء ،واحْذر
ل حتى ُ
الت ّخْ مة فع ُ َ ّد نفسك من المر ْضى م َرَضا ً مزمناً. قال بعض الحُكماء :إذا كنت تأك ُ
وقال الأعشى(( :والبِطْنة مم ّا تُس َ ّف ِه الأحلاما)) .واع ْلم ْ أن الشب َ َع يدعو إلى ُ
الت ّخْ مة ،وأن
مات هذه المِيت َة فقد مات م ِيتة ً لئيمة ،وقد قتل نفسَه بَد َل أن يجعَلَها كريمة .وإذا كان
ْتحقّ الحدّ ،فإن قاتل نفسه أشدّ .وقال ال ل��ه جل ذِك ْره(( :ولا تقتُلوا أنفسكم))
ل يَس ُ
القائ ُ
وسواء قتلنا أنفسَنا ،أو قتل بعضُنا بعضاً ،كان ذلك للآية تأو يلاً ،وللمعنى تحو يلاً.
ل القبورِ كانوا من المُت ْخميَن .ولا تُص ّدِق من يقول :أكلة وموتة.
ن أكثر َ أه ِ
لأخبروك أ ّ
ل م َن قالّ َ :
رب الموت العاجل؟ وخذ بقو ِ
ِ فهذا رأيٌ باطل ،ومنذا الذي يسعى إلى
منعت أَ كْلات .وقد قال الإمام الحسن البصري :يا ابن آدم ،ك ُلْ في ثلُُث
ْ أكْلة ٍ
بطنك ،واش ْرب في ثلث بطنك ،وَد َع الثُلُث للت َّف ُك ّر والتنفّس .وهذا مأخوذ منْ قو ِ
ل
ن صُلب َه ،فإن كان لا محالة ،فثُلُث لطعام ِه ،وثلث لشرابه ِ ،وثلث لِنَفَسِه)).
ْمات يُق ِ ْم َ
لُقي ٌ
١٦١
ن عبد ال ل��ه المزني ،وهو رفيق الحسن و يقرن ذكره به:
وقال العابد ً الزاهد بكر ب ُ
ما وجدتُ طعم العيش حتى تركت التخمة والعناء ،وأخذت بعد ِم الامتلاء :وحتى
لم ألبس إلا ما يخدم ُني ،ولا أصير خادما ً له ،وحتى لم أكل إلا ما لا أحتاج إلى
أي بنيّ :وال ل��ه ما أدى حقَّ الركو ُع والسجود في الصّ لاة من كان أكولا ً حتى
الت ّخْ مة ،ولا خش َع ل ل��ه كما ينبغي للمؤمن من كان يأكل أكثر مما يقوتُه .والصوم ُ فيه
ُ
أي بنيّ ،لِم َ كانت أذهان العرب صافية ،وهِممه ُم عالية؟ ولم كان الأعرابُ
ْ
أصدقَ إحساساً ،وأقوى أجناساً؟ ولم صار ُ
الر ّهب ْان صحيحي الأبدان على الدوام،
ِ
الصوامع لا يعرفون الن ِّ ْقرِس ولا وج َع المفاصل ولا الأورام ،مع طول الإقامة في
خ َ ّفة ما
والأديرة ،لا يبتغ ُون إلا الآخرة؟ إن سببَ هذا كُل ّ ِه وع ِلَّت َه قلَّة الطعام ،و ِ
الدنيا بصحَّ ته ِ باقياً ،وبين أن يُدني أجلَه .فإن أراد الثانية كانَ من الأَ كَلة ،وإن أراد
عيش الملائكة.
قال رسول ال ل��ه صلى ال ل��ه عليه وسلم إن الصوم َ وقاي ّة؟ لأنه أراد أن نجعل الجوعَ حماية،
١٦٢
يحفظ ُنا من شرِّ الشهوات ،ومن الرغبات التي تَعْتَمِل في النفس جامحات .فاف ْهم تأديبَ
ولا ع َرَفت طنينَ ُأذ ُن ،ولا سَيَلان عين ،ولا سلس بول .وهل خلقني ال ل��ه معجزة
عُم ْرك وأن ي َزيد َ بين الناس ق َ ْدر َك ،فهذا هو السبيل ،وإن كنت تُحب الموت ،فلا
ل شيئا ً من الرأس بعد هذا ،فلم يكن نصيب ُه إلا أن ينظر َ الطعام
ن المسكينَ كان ينا ُ
الاب َ
ولم يكن يَشتري الرؤوس إلا في آخر الشهر ،إذ يقولون إن الدماغ يكون أوف َر َ
في مثل هذا الوقت ولم يكن يشتري إلا رأس ذبيحة فتي ّة لوفرة الد ّماغ في رأسها ،لأن
ن أوفر ودماغه أنقص .ويزع ُمون أن لدورة مخ ّه أنقص ،و ُمخ ّ الم ُ ِ
س َ دماغ الفتى أوفر و ُ
القمر في الأدمغة والدماء تأثيرا ً ،فقد يكون الدماغ صغيرا ً أو كبيرا ً ،وقد يكون الدم
قليلا ً أو وفيرا ً حسب الأه ِلَّة .ويزعمون أيضا ً أن بينها فرقا ً بين الربيع والخر يف .ويزع ُم
ضخماً ،وإذا حدث الحمل في أوان المحُاق ،كان الولد ضعيفا ً ضئيلاً.
وكان أبو عبد الرحمن الثوريّ يشتري الرؤوس من جميع بائعي الرؤوس في بغداد،
إلا من البائعين بجوار مسجد ابن ر ُغبان .ولم يكن يشتريها إلا يوم سبت .واختلط عليه
الأمر فيما بين الشتاء والصيف ،فكان يشتريها مرة في هذا الزمان ،ومرة في هذا الزمان.
١٦٣
ن رغْبان ،فلأن
وأما سببُ امتناعه عن شراء الرؤوس من البائعين بجوار مسجد اب ُ
فضلونه على لحم الضأ ْن الح َّي كلَّهكان حيّ البصر يّين ،والبصر يون ُ
يح ِب ّون لحم الماعز و ي ُ ِّ
كل ّه ،ورؤوس الضأن أكثر شحماً ،وأوفر لحماً ،ولحمها ألْيَن وأطرى ،وأطْ يب وأشهى.
وأما اختياره شراء الرؤوس يوم َ السبت ،فلأن القصابين في جميع الأنحاء يذبحون
يوم الجمعة أكثر ،ولا يشتري الناس الرؤوس ،بل يشترون اللحم ،فتكثر الرؤوس يوم َ
السبت على قدر ز يادة عدد الذبائح ،والعوامّ والتج ّار والصن ّاع لا يشتهون أكل الرؤوس
يوم السبت ،وقد أكلوا لحما ً يوم الجمعة ،وربما بقي عندهم ف َضْ لة ٌ من يوم الجمعة ،فهي
اختلاط التدبير عليه بين الشتاء والصيف ،فوجْه ُ ذلك أن شراءه الرؤوس
ُ وأما
تحكُمه شهوته وبُعْد عهده بها ،صيفا ًوافق ذلك أم شتاء ،فإن اشتراها في الصيف ،فلأن
اللحم في الصيف أرخص ،لوفرة الذبائح ،والرؤوس تابعة ل َ ّلح ْم ،ولأن الناس يُعرضون
عنها في حرّ ِ الصيف ،و يقبلون عليها في الشتاء .فكان يختار موسم الرخص على حسن
الموقع .فإذا قويت رغبته ،وتحركت شهوته في الشتاء قال(( :رأس شِتويّ واحد،
يساوي رأسين صيفيّين لأن البهيمة المعلوفة غير البهيمة التي ترعى في البَر ّ ،وما أَ ك َل
١٦٤
بخلاء على الهامش
حدّثني المك ُيّ أبو إسحاق ،وقد حكيت عنه عند ذكر يحيى بن عبد ال ل��ه و بُخله،
قال :كنتُ يوما ً عند العنبريّ ،فجاءته جار ية أمه ،ومعها كوز ٌ فارغ ،فقالتُ (( :أ ُمّك
تُسل ِّم عليك وتقول :بلََغني أن ّك لَفَفْت ج َّرتكم بالخّي ْش ،وجعلت بينه وبين خَز َف ِها التِّب ْن،
وتجعلُه ندّيا ً دائماً ،فصار ماؤ ُكم باردا ً ،و يومنا يوم ٌ شديد ٌ الحر ّ ،فاب ْعث إليّ بشَرْبة منها في
بكو ُ ٍز فارغ� ،لكي نر ُدّه لها ملآن ماء باردا ً .اذهبي فاملئيه من ماء جرّتكم ،ثم عودي
وفر ّغيه في جرّتنا ،ثم املئيه ماء باردا ً ،حتى يكون شيء بشيء)).
قال المكيّ :وإذا هو يريد أن تدف َع أمّه جوهرا ً بجوهر ،وع َرَضا ً بعرض ،وماء ً
بماء ،فلا تربح ُ أ ُمّه ،ولا يخسر ُ إلا الفرقَ بين المائين بين حار وبارد ،فأما عدد الجواهر
والأعراض ،فمِث ْلا ً بمثل .وأما أن يرسل إلى أمه كوز ماء بارد ،فلا يَسْتحِلّه.
وقال المكيّ :دخلت عليه يوماً ،وإذا هو جالس وأمامه ق َ ُ ّفة تمر ،وإذا مرضعت ُه
جالسة قُبالَته ،وكلما أكل تمرة ،رمى بنواتها إليها ،فتأخذها ،وتمص ّها حينا ً من الوقت ،ثم
نضعها في وعاء مخصص للنوى .فقلت للمكيّ :أكان يدع على النواة من شحم التمر شيئاً؟
تحتها الأرض ،فلو كانت قتلت قتيلاً ،أو كانت هتكت العِر ْض ،لما ا ْرتجف أكثر من
ذلك بال ُ ّ
طول والع َرض .إنما كان لها أن تأخذ حلاوة النواة ،ثم تجمع النوى ليصير وقودا ً.
قال الخليل السلولي :كان أبو قطبة يملك ثلاثة آلاف دينار ي َّتج ِر بها ،و�لكنها كان
بالوعته من الأوساخ ،إلى يوم المطر الشّديد ،حين تسيل الدروب كالسيول والأنهار،
فيستأجر رجلا ً واحدا ً فقط ،يخرج ما فيها ،و يصب ّه في الطر يق ،فيجرفه سيل المطر،
ذراع ،فكان �لكي لا يخسر درهمين ،يحتمل الانتظار شهرا ً أو شهرين ،ولا يهمه أن
ل المأتم
ي مأْ تم اجتمعت فيه عجائز ُ من عجائَز ِ الحيّ .فلما رأين أن أه َ
كان في الح ّ
قد أَ قم ْن المناحة ،اعتزلن في رُكْ ن ،يتبادلن الأحاديث .ثم قادهنّ الحديث إلى ذكر
بِر ِّ الأبناء بالأمّهات ،وإنفاقهم عليهن .وتعرف كيف تجري الأحاديث في مثل ذلك
لٌ منهنّ تذكر ما يقدم ابنُها لها ،وأم فيلو يه ساكتة .وكانت امرأة
المجلس ،فأخذت ك ّ
صالحة ،وابنها يظهر النسك� ،لكن البخل عنده دِين لا يدانيه الشرك ،وله حانوت بجوار
مقبرة بني حصن يبيع فيه ما يجمع الصبيان مما يَسْقط من رطب النخل.
قالت :فأق ْبَلَت المرأة على أم فيلو يه ،فقالت لها :ما لك لا تحدثين معنا عن
ابنك كما يتحدثن؟ وماذا يصنع فيلو يه وكيف يبر ّك؟ قالت أم فيلو يه :كان يُعطيني في
كل أضحى درهماً ،ثم قطع عطاءه أيضاً .فقالت لها المرأة .وما كان يخصص لك إلا
درهما ً كل أضحى؟ قالت :ما كان يعطيني إلا ذاك ،وربّما أدخل أضحى في أضحى ،فلا
أنال الدرهم َ إلا كل أضحيين .قالت المرأة :يا أم فيلو يه كيف يدخل أضحى في أضحى؟
قد يقول الناس :إن فلانا ً أدخل يوما ً في يوم ،وأسبوعا ً في أسبوع ،وشهرا ً في شهر ،أما
أضحى في أضحى ،أو فِطْرا ً في فِطْر ،فهذا ما لم يفعله أحد من قبل ،وهذا شيء لابنك،
١٦٦
تمّام بن جعفر
وكان إن قال له أحد ج ُلسائه(( :ما في الأرض أحد أش ُ ّد قدرة على المشي
من ّي ،ولا على ظهرها أحد أقوى على الركض من ّي)) قال له(( :وما يمنعك من أن
ل
ل الرج َ
تمشي أكثر من الجم ََل ،وتَعْدو كالحصان ،وأتت تأكل أكل عشرة؟ وهل يحم ِ ُ
إلا بطن ُه؟ لا حَمِد َ ال ل��ه من يحمَد ُك)) .فإن قال(( :إني وال ل��ه أضعف الخل ْق عن المشي.
لا أقدِر ُ عليه ،وربما سبقني الصبي الصغير .وإني لينقط ُع نفسي و يصير لهاثي كالشخير،
إن مشيت ثلاثين خطوة أو أقل)) قال(( :وهل في هذا غ َرابة؟ وكيف تمشي ،وقد
ق
جمعت في بطنك حراما ً وحلالاً ،مالا يقدر على حمله عشرون حمَالاً؟ وهل تنطل ُ
ن م َن
ل شَر ِه يقدِر ُ على الحركة؟ إ ّ القدمان في المشي إلا مع خفّة الأكل؟ َ
وأيّ أكو ٍ
أت ْخمت بطن ُه ليعجز ُ عن الركوع والسجود ،وعن القيام والق ُعود ،أفلا تريد ُه أن يعجز
فإن قال الجليس مشتكيا ً ضرسه(( :لم أذ ُق البارحة للنوم طعما ً من شدّة
وَجَعه وضرباته)) قال تمّام(( :لا أعجب من هذا ،بل أعجب من أن ّك اشتكيت ض ِرسا ً
واحدا ً ،ولم تشْتك جميع ضروسك .وكيف بقيت إلى اليوم في فمك سنّ ؟ وأي ضرس
بنفسك وضروسك)).
فإن قال(( :أحمد َ ال ل��ه على أن ّي ما اشتكيت ضرسا ً لي قط ،ولا تحلحل لي سِنّ
عن موضعه ،منذ ب َّدل ْت أسناني ووعيت)) قال(( :يا مجنون ،أما علمت أ ّ
ن كثرة المضْ غ
تُقّوي الأسنان ،وتد َب ُغ اللثة وتغذي أصولها؟ وأن إعفاء َ الأضراس من المضغ يُوهنها
و يُضعفها؟ وإنما الفم ُ جزء من الإنسان ،وكما أن الإنسان نفسه يقوى و يصْ لُبُ عوده
الأخرى ،و�لكن رِف ْقاً ،فإن الإتعاب يهدم ُ القو ّة فلا تهد ْم بكثرة المضغ هذه الثروة،
ولكل شيء مقدار ٌ ونهاية ،وليست قوتك الآن كما كنت في البداية .وإذا كنت لا
تشتكي ضرسَك مع كل هذا الأكْل ،ألا تشتكي بطنك وأنت تضع فيهكل هذا الحِم ْل؟.
وما أظن أن أحدا ً في الدنيا يشرب من الماء أكثر مني ،قال(( :وما الغريبُ في هذا؟
أرى من شدّة إقبالك على الطعام ،وحرصِك على تكبير اللقمة وتعظيمها ،لو شربت ماء
الفرات لما وجدتهكثيرا ً عليك .أنت لا تدري ما تصنع على الطعام ،ولا ترى نفسَك،
فسَلْ عن هذا من لا يُحابيك ولا يجاملك ،بل يقول لك الصدق ،عندها تعلم أن ماء
فإن قال(( :ما شربت منذ أصبحت من الماء ما يكفي الطفل الصغير ،وما
شربت يوم أمس كله إلا مالا يملأ القدح ا�لكبير ،وما في الأرض كلها إنسان أق ُ ّ
ل
مني شربا ً للماء)) قال تمّام(( :أتدري لماذا؟ لأنه ما في الأرض كلها أش ُ ّد نهما ً إلى
١٦٨
ترص الطعام فوق الطعام في جوف ِك،
ّ الطعام منك ،فلا تدَع ُ للماء موضعاً ،ولأنك
فلا يجد الماء مدْخلاً .والعجيب ألا تَتْخم ،لأن الشرِه َ إلى الأكل ،من لا يشرب الماء
على الخوان ،لا يدري مقدار ما أك َل ،فهو لا يتوقف عن المضغ ليشرب و يلتقط
أنفاسه ،وربما شبع وأدرك ا�لكفاية ولم يتوقف ،ومن جاوز مقدار ا�لكفاية ،لابد أن
يُصاب بالتخمة)).
وقد يرى شحوبا ً في وجه من يُجالسه ،وذبولا ً في عينيه ،فيسألُه عم ّا به ،فيقول
عنده الن َّفخة ،وراحت أمعاؤه تنقبض وتتلوى وتصدر قرقرتَها أن ينام؟ بل كيف لمن
العطش
ُ وييبس لسانه من العطش؟ وهل يترك
َ يج ِّف ر يق ُه
أكل هذا الطعام كله ألا َ
الرجل ينام؟ ومن أكل كثيرا ً كان كالإبل الظماء ،ولم يرتوِ من شرب الماء .ومن
شرب كثيرا ً احتاج إلى التبوِّل كثيرا ً ،ومن أمضى ليلَه كل َّه بين إرواء عطشه بالماء،
فإن قال الرجل(( :أنا بحم ْد ال ل��ه خ َل ِ ُيّ من كل همّ ،فما هو إلا أن أضع
ل كالحجر الملقى إلى ُ
الصّ بح)) رأسي على المِخ ّ َ ّدة حتى أذهبَ في نو ٍم عميق ،وأظ ّ
قال(( :ليس في هذا عجب ،ذلك لأن الطعام كالخم ْر يُسْكر ،و يُضعف الهمّة و يُخ ّدِر،
أعجب أن ننام َ كالحجر ،أو من كسر طول يومه الصخور ،بل إني لا أعجب أن تنام
فإن قال(( :أصبحت اليوم وأنا لا أشتهي شيئا ًمن الطعام)) .قبض عليه تمّام،
القليل ،أصابه من الضرر مثلما يصيب من جمحت شهوته وأكل ا�لكثير ،ولماذا تشتكي؟
١٦٩
س وقد
كس ْرة ،وقد رأيت ُك بالأم ِ
وكيف يمكن أن تشتهي اليوم طعاماً ،حتى لو كان ِ
وكان تمّام بن جعفر يقول لندمائه(( :إياكم والأكل على أثر شُرْب حتى ال ُ ّ
سك ْر،
وحده ،والمتخم إذا أكل مات لا محالة .وإن ّي �لكم ناصح .إياكم والإكثار من الطعام،
في أعقاب الحِجام َة ،أو الاحتياج إلى ف َصْ دٍ ،أو الخروج من الحمّام ،وإياكم من الإكثار،
وعليكم بالتخفيف في الصيف كل ّ ِه ،واجتنبوا اللحم خاصة ،تتجن ّبوا الأضرار)).
وكان يقول :لا يفسد ُ أخلاقَ الناس إلا عديمو الإحساس .هذا الذي يأتي
طر ْفه ،و يُظهر السرور بقبيح الإشارات والحركات تيهاً .فها هم يقولون للأكُول ال َنّه ِم،
ُ
ن الأكل)).
حسَ ُ
ولمن يت ّصِ ف بالشره ،ولمن لا تحرِ ّك ُه إلا رغبته في الطعام(( :فلان َ
ويسم ُع مدحَهم وتقر يظهم وتشجيعهم ،ولا يدري أن هذا ما قد يه�لكه ،و يكون
ق فقتله ،ولا تراه إلا هاجما ً على طعا ِم أيّ من العباد ،فيلتهم ما بين يديه و يتركه
يُطي ُ
أكلاً)) لا رعوى عن عادته ِ الذميمة ،ولسلك في الأكل الطرق السليمة .ولكان ذلك
وترى الناس يتهمون الرجل بالبخل على الطعام ،و يحار ُ المسكين فيهم ،فلا يجد
لنفي التهمة عنه إلا أن يدعو كل نَه ِ ٍم أكول ،وك َّل شَر ِه لا يشبع .و يحضر له الطعام
الطيب ،والغريب النادر ،ولا تراه ينجو من ألسنتهم ،ولا يفيده ما فعل.
١٧٠
ولو كانت شدّة الأكل وكثرته ،والنّهم على الطعام ،مما يُع َد في محاسن المرء
وأفعاله الحميدةُ ،يًذكر بها في المجالس ،لكان الأنبياء أكثر خلق ال ل��ه أكلاً ،ولَخ َّصهم ال ل��ه
ج َّل بالرغبة في الطعام ،بما لم يُعطه أحدا ً من خلق ِه .و�لكننا نجده سبحانه وتعالى جعلهم
ق يأكل في
غير َ هذا .وفي مأثور الحديث ((إن المؤمن يأكل في معى ً واحد ،وإن المناف َ
سبعة أمعاء)) فالمنافق يأكل أكل سبعة مؤمنين ،وكأنه صلى ال ل��ه عليه وسلم يعلمنا أن
كثرة الأكل من علامات النفاق .هل سمعتم بنبي اشتهر بال َّنه َم ،وبكثرة الأكل وتعظيم
ُ
الل ّق َم؟ بل نرى في سيرهم أنهم اشتهروا بأنهم أقل العالمين أكلاً ،وأكثرهم زهدا ً في
الطعام .ونسمع أن فلانا ً كان يفتخر بأنه ابن أشجع العرب ،أو ابن أفرس العرب،
ل
قط افتخر بأنه ((آك َ ُ
أو أحْكم العرب ،وقد يُمدح هو نفس ُه بهذا ،فهل سمعتم بأحد ّ
ل العرب))؟.
العرب))؟ أو افتخر بشدة أكل أبيه فقال(( :أنا ابن آك َ ِ
مرة ،وغن ّاه المغني ،فتم�لكه الطّرب ،فشقّ قميصَه ،وهكذا يفعل كثيرون
وشرب ّ
ل مولى له يقال له
عند السماع ،وكان هذا غر يبا ً منه .فقال لرجل كان من قب ُ
((المحلول)) وكان صيرفياً ،و يجلس إلى جانبه(( :و يح َك؟ ألم تطرب؟)) قال المحلول:
((بلى وال ل��ه)) فقال(( :فل ِم َ ل َ ْم تشقَّ قميصك؟)) قال المحلول وكان من الأعاجيب في
البخل ،ويباري تمّام بن جعفر فيه(( :لا وال ل��ه لا أشقّه ،وليس عندي غير ُه)) قال
ش َ ّقه وأنا أكسوك غيره غدا ً)) قال(( :فأنا أش ُ ّقه غدا ً)) قال تم ّأم
تهتم بهذاُ . تمّام(( :لا َّ
((وما فائدة ش ّق ِك له غدا ً ونحن الآن في مجلس الطرب؟ وماذا أستفيد من شقّك له
فلم أسمع باثنين من خلق ال ل��ه يتجادلان ويتناظران في أمر هو ابن ساعت ِه ،ولا
يُستحسن إلا في لحظت ِه كشقّ ِ القميص لغلبة الطرب ،إلا هو ومولاه محلول.
***
١٧١
بخلاء آخرون على الهامش
عندنا شيء)) .قال(( :هاتي و يح َك ما تجدين ،فليس من أبي الحسن حشمة ،وأبو
الحسن يَعذ ُر)) .فما شكّ علي في أنها ستأتيه برغيف ُأك ِل طرف ُه ،ورقاقة ل ُ ّ
ط ِخت بالدسم،
وبقية م َرَق ،وعظْم عليه شيء من لحم رقيق طي َب ،وفُضلَة شواء ،وبعض ما زاد
في الصحون ا�لكبيرة .فجاءته بطب َق ليس عليه إلا رغيف ناشف من أرغفة الأرز،
ولا شيء معه ،فوضعته على الخوان وقر ّبته من عليّ ،فأجال يده في الطبق كما يفعل
حشْمة))
ل يوسف(( :ليس منه ِ
الأعمى ،فلم يجد إلا ذلك الرغيف .وقد عل ِم َ أن قو َ
يعني أن يأتوه بالقليل ،دون أن يستحوا من ذلك القليل .فلم يظنّ أن الأمر يصل
إلى هذا الحد .فلما لم يجد غير الرغيف ،رفع صوته قائلاً(( :و ي�لكم ،كان الأفضل أن
تعتذروا ،ولا تأتوا بمثل هذا ،رفعتم الحشمة كلها ،وأبو الحسن صديق ،وأبو الحسن
وح ّدثني محمد بن حسّان الأسود ،قال :أخبرني زكر يا القطّان ،قال :كان لرجل
يُدعى الغز ّال قطعة أرض وأمامها حانوتي .فأجّر نصفها لسمّاك� ،لكي يُسقط ما استطاع
من أجرة الأرض .قال :وكان الغز ّال أعجوبة في البخل وآية في الشحّ ،وكان يأتي من
منزله ومعه رغيف ،فكان أكثر أيامه يأكل هذا الرغيف دون أي شيء من الإدام
معه .وربما اشتهت نفس ُه شيئا ً من الإدام مع الرغيف ،فيأخذ من السمّاك سمكة من
أردأ أنواع السمّك .فإذا أراد أن يتغدّى أخذ السمكة فمسحها على وجه ِ الرغيف،
ليأخذ ال�خبز منها رائحتها ،ثم يأكله .وربما فتح بطن السمكة ،وراح يضع فيه اللقمة
بعد اللقمة و يأكل ْها.فإذا رأى أن هذا قل ّل من جسْمها ،والتصق طرفا بطنها أحدهما
بالآخر ،طلب من ذلك السمّاك شيئا ً من ملح السمّك ،فحشا جوف َها لينفُخَها ،ولي ُوهم
ن هذا ملحُها الذي م ُل ِّحت به .ولربّما غلبته شهوته إلى الإدام ،فيعض من طرف
أ ّ
أنف ِها قطعة يدس ّم بها لقمته ،ولا يكون هذا منه إلا في آخر لقمة من طعامه ،ليطي ِّب
غزلاً،
بها فم َه ،فكأن غداءهكل ّهكان سمكاً .ثم يضع ُها في ناحية .فإذا اشترى من امرأة ْ
ل ثمن تلك ال َ ّ
سمكة في ثمن الغز ْل ،و يحسبُها عليها بمثل ما خ َ
راح يجمع و يطرح ،حتى يد ِ
كان ابن ج ُذام الشَبيّ يأتي إلي ،فنجلس ونتحدث ،فإذا حان وقت الغداء
انصرف معي إلى منزلي ،فيتغذّى معنا ،و يبقى عندنا إلى أن تميل الشمس إلى
الغروب ،و يبرد الهواء .وكنت أعرف أنهكثير المال شديد ُ الب ُخل ،والواحد من هؤلاء
يشت ّد بخله بمقدار ازدياد ماله .وكان يلُ ِحّ عل َيّ في أن أزوره ،فكنتُ أعتذر منه مرة
لهذا السبب ومرة لذاك .فلما تكرر هذا مرات كثيرة منه ومن ّي ،قال :جُعِلتُ ف ِداك،
وها أنت تعْتذِر عن الز يارة ،إشفاقا ً منك عليّ من الخسارة ،لا وال ل��ه ،إن هي إلا
كُسيرات خبز يابسة ،وملح ،وماء الجر ّة .فقلت لنفسي(( :لعلّه يقول هذا ليجذبني
يكون كما قال ،بل ربما كان أضعاف أضعاف ما قاله .وما أظن أحدا ً يدعو أحدا ً
١٧٣
مثلي ليقط َع البصرة من شرقها إلى غربها ،مع ما في ذلك من المشقة ،ثم يأتيه بملح
وهكذا ات ّكل ُتً على ال ل��ه وزرته ،وقدّم الطعام َ ،فإذا هو كما قال ،فاستحييتُ أن
أردّه ،وإذ بسائل مسكين وقف بالباب ،فقال :أطعمونا مما تأكلون ،أطعمكم ال ل��ه من
طعام الجنة وأنتم شاكرون .قال ابن جذام :بارك ال ل��ه فيك ولك ورَز َقك .فأعاد السائل
القول ،وأعاد الشبيّ الجواب .فلما تكرر هذا ،قال الشبيّ :اذهب ـ و يلك ـ فقد ر َددْنا عليك،
أم تأتي لنخضع بين يديك؟ .فقال السائل :سبحان ال ل��ه ،ما رأيت أحدا ً من ا�لكرام ،يردّ
لُقمة عن سائل ،وبين يديه الطعام .فقال :قد رَدَدْنا عليك ،فاذهب و يلك ،وإلا خرجت
إليك ،فوالله لن أتركك حتى أكسر ساقيك .قال السائل :سبحان ال ل��ه ،لقد نهى ج ّ
ل
صبرا ً ،وقلت للسائل :اذهب يا هذا وأَ رِحْ نفسَك ،فوالله لو تعر ُفً من صدْق وعيده،
ل الذي أعرف من صدْق وعدِه ومواعيدِه ،لما وقفتَ لحظة ،وبعد سماعك ما قال.
مث َ
ما فاتني اللحم ،ولا انقطع من داري يوماً ،منذ م�لكتُ المال .قال العارفون
بحقائق أمر داره ،والم َّطلعون من الأصحاب على أسراره ،هذا صحيح .وهو يعني أنه ما
فاتَت ْه رائحة ُ اللحم .لأنه إذا كان يوم الجمعة ،اشترى لحم بقر بدرهم ،ولحم الضأن أغلى،
وأطيب وأشهى .ثم اشترى بصلا ً بدان ِق ،وباذنجانا ً بدان ِق ،وقر ْعا ً بدان ِق ،فإذا كان هذا
أيام َ الجَز َر فجزرا ً بدان ِق .فيطبخون اللحم في القِدْر ،ثم يصفّون ما اشترى طبقات فوق
طبقات ،ثم يغمرونها كل ّها بالماء ،ويُن ْضِ جونَها .ففي ذلك اليوم يأكل وعيالُه خبز ّهم
بشيء من دسم رأس القدر ،وتبقى طبقات الخضراوات كما ص ُ ّفوها .فإذا كان يوم
السبت ثرد ُوها خبزهم ،وصبوا عليه شيئا ً من المَرق ،وأكلوه .فإذا كان يوم الأحد
أكلوا البصل ،فإذا كان يوم الاثنين أكلوا الجَز َر .فإذا كان يوم الثلاثاء أكلوا القر ْع.
١٧٤
فإذا كان يوم الأربعاء أكلوا الباذِنجان .فإذا كان يوم الخميس أكلوا اللحم .فلهذا كان
الد ِّيار ،وشجر من أكرم الأشجار ،وما في الأرض أكرم من الطرفاء)) قالوا(( :نعم،
إنه شجر كريم ،ومن ك َر َمه نف ِر ّ كما يفر الناس من المجذوم)) .قلنا(( :فما الذي يجع�لكم
يهضِم ُ الطعام ،فيظل المرء جائعا ً على الد ّوام ،وعيالُنا كثير)).
ل حتى على عياله .وكان يقرب ّني وأنا صبيّ إلى أن بلغت مَبْل َغ الرجال،
ما له ،وكان يبخ َ ُ
فوالله ما وهبني يوما ً شيئا ً من مال ،ولا نلتُ منه هدية من حلال .فلقد جاوز في بُخله
ح ّد الب ُخلاء .فدخلت عليه يوماً ،وإذا أمام َه قطع من الحلوى الرخيصة لا تُساوي
قيراطاً؛ فلما نال حاجته منها ،تاقت نفسي إليها ،فمددت يدي لآخذ قطعة ،فنظر إليّ
نظرة صقْر ،فقبضت يدي ،فقال(( :لا تقبض ي َدك ،وان ْبسط واسترسل ،وليحس ُنْ
ُ
ظن ّك ،فإن حال َك عندي على ما تحب ،وأنت كأنك واحد من عيالي ،فخذها كلها،
ولا تترك منها قطعة ،فهي لك جميعاً ،نفسي بذلك سخي ّة ،فا ْمد ُ ْد يدك ،بل كلتا يديك،
وال ل��ه يعلم أن ّي مسرور بما وصل من ال�خير إليك)) فعافتها نفسي ،وتركتُها بين يديه ،وقمت
من عنده ،وجعلت وجهي إلى العراق ،فما رآني وما رأيته حتى مات.
١٧٥
فقال :لو كان ذكر مع هذا شيئا ً من ا�لكسوة لكان أجمل.
يمنعني من الضحك أن الإنسان يكون أقرب إلى البذل والعطاء ،إذا ضحك وطابت
نتذاكر بعض الأمور ،حتى انصرف كل إلى منزله ،وكان طر يقي وطر يق محفوظ
واحدا ً ،فسرنا معاً .فلما صِرْنا قرب منزله ،وكان منزله أقربَ إلى مسجد الجامع من
منزلي ،قال لي(( :لم لا تبيت الليلة عندي؟)) فرفضت ،فقال(( :يا أبا عثمان ،منزلي
منزلك ،وأين تذهب في هذا البرد والمطر ،والظلام دامس ،لا نجم ولا قمر ،وليس
معك ما ينير لك الدرب؟ وقد ولدت ن ِعاج لي ،فعندي لِب َأ ٌ لم ير الناس مثله في دَسَم ِه
يذق أحد في مثل جودته وحلاوته)) فقلت(( :أما وال ل��ه ما أردتُ أن
وكثافت ِه ،وتم ْر ٌ لم ْ
ل عليك ،و�لكنك سددت عليّ دروب الاعتذار فلما صِرْنا في منزله ،أبطأ علي نحو
أثق َ
ساعة ،ثم جاءني بطبق كبير فيه لِبأ .وآخر مثله فيه تمر .فلما مددْتُ يدي قال(( :يا
أبا عثمان ،إنه لِب َأ ٌ د َسِم كثيف غليظ ق ِوام ُه ،وصعب هضم ُه ،وهو اللي ُ
ل وركود ُه ،لا
حركة ولا بركة ،بل كسل واسترخاء ،وهذه ليلة مطر ورطوبة من أشد ليالي الشتاء،
وأنت لم تعد شاباً ،بل طَعن ْت في السن ،ولم تزل تشكو من آثار الفالج أوجاعا ً بين
ال�حين وال�حين ،وأنت في الأصل لا تُحب العشاء ،بل تحب أن تنام خفيفاً .فإن أكل ْتَ
قطعت الأكل وهو أشهى ما يكون إليك .وإن بالغتَ في أكل اللِّبأ حتى تشبعَ ،بِتنا
في أسوأ ليلة من الاهتمام بأمرك ،وما قد يُصيبك من الأوجاع والعِل َل ،ونحن لم نُع ِ ّد
لك قدحا ً من نبيذ أو عسل .وإنّما أقول لك هذا الكلام ،لئلا تقول غداً :كان وكان،
١٧٦
وتتهمني بأنني بخلت بالطعام .وال ل��ه قد وقعت بين نابي أسد .لأنني ذكرتُ الِلَبأ لك،
جئ ْك به ،قلت :قد عاد عم ّا و َع َد ،وردّه البخل عم ّا لا يُستردّ .وإن جئتك باللبأ
فلو لم أَ ِ
ياله من صاحب لم يشفق علي ولم ينصح .فها أنذا بريء إليك من الأمري ْن جميعاً ،وما
عليك إلا أن تُحسن صنيعاً .فإن شئتَ فأكلة ُ لِبأ ومَو ْتَة .وإن شئت فبعض الاحتمال
فوالله ما ضحكت يوما ً كضحكي تلك الليلة .ولقد أكلت ُه جميعاً ،فما شعرتُ بأي
الأمور .ولو كان معي من يفهم طيب ما قال محفوظ ،لأتى عليّ الضحك والانشراح،
وقال أبو القماقم بن بح ْر السقّاء ،أول صَلاح الأمور ألا ي ُر َ َّد ما صار في يدي
ق به
إلى أحد غيري .فإ ْن كان ما صار في يدي م ِ�لكي ،فهو لي ،وإ ْن لم يكنْ ،فأنا أح َ
ممن وضَعه في يدي .ومنْ أخرج من يده شيئا ً إلى يدِ غير ِه ،من غير أن يُضطرَّه شيء
لهذا ،فقد أباحه لمن صار في يده .وتفر يق الشيء والتفر يط به مثل إباحته.
وقالت له امرأة ،و يحك يا أبا القماقم ،إني قد تزوجت رجلا ً لا يأتيني إلا
نهارا ً ،وبعد ساعة وقته ،وأنا لم أهيئ نفسي ،فخذ هذا الرغيف فاشتر لي به ر يحاناً،
واشتر بهذا الفل ْس طيباً ،فإنني سأدعو لك ،ولك الأجر والثواب ،فعسى ال ل��ه أن يُلقي
محبتي في قلبه ،فيمنحني خالص ودّه وحبه ،وأصير زوجة دائمة له ،فيرزقني ال ل��ه على
يدك بيتا ًوسكنا ًوأسرة ،فقد وال ل��ه ساءت حالي ،و ِ
ضقْت بالمَضَرّة ،والعمر يمضي ،وليس
ليس سند ولا ولد .فأخذ منها الف َل ْس والرغيف ،وغاب فلم يع ُد .فلقيته بعد أيام،
فقالت ،قاتلك ال ل��ه ،أما في قلبك رحمة مما صنعت بي؟ استنجدت بك فخذلتني وسو ّدت
١٧٧
وجهي .قال :و يحك ،لم تسأليني عما حدث لي .لقد ضاع مني الفلس .قالت :سقط
منك الفلس ،فماذا عن الرغيف؟ قال :ركبني الهمّ ،وشعرت بالغمّ ،فأكلت الرغيف.
وتعشّق أبو القماقم امرأة ،فتبعها ،فصدّته ،فلم يزل يلاحق ُها ،ويبثّها لواعجه،
ويبكي بين يديها ،حتى رحمته ،وواصل ْته .وكانت ذات مال ،وليس لها عيال ،وكان
بعد أيام ،قال لها(( :إني وال ل��ه أشتهي الرؤوس ،وليس عندي من يطبخها)) .فأتته بها.
ض أيام حتى طلب منها ثريد الأَ ق ِط والتمر والسمن ،فصنعت له جاماً .فلم ّا كان
ولم تم ِ
ق العاشق يكون
ش َ
تشهى عليها العصيدة .فقالت المرأة(( :ويْ حك علمت أن عِ ْ
بعد ذلك ّ
أنت بحاجة إلى امرأة تطبخ وتطعمك ،وليس إلى امرأة تعشقها)).
وذهب أبو القماقم إلى قوم يخط ِب امرأة منهم ،فألَح ّ في السؤال عن مالها،
فراحوا يَع ُ ّدونه له وهو يحصيه ،ثم قالوا :قد أخبرناك بمالها وما تملك ،فأخبرنا لنتبي َّن الرشْ د َ
وكان الأصمعي يقول :جنان الدنيا ثلاث :غوطة دمشق ،ونهر بلََخ ،ونهر الأبلّة.
أما أهل الأبلّة على شاطئ دجلة البصرة في زاو ية الخليج ،فأمرهم عجب .سمعت شي ْخا ً
من مشايخهم يقول :إن فقراء أهل البصرة أفضل من فقراء أهل الأبلّة .فظننت أنه
يقصد أنهم أكثر كدّحاً ،وأش ُ ّد عفّة ،وأكرم نفْساً .فقلت :سبحان ال ل��ه؟ وهل ثمة فقير
بواجب
ِ وأعرف
ُ أفضل من فقير؟ قال :نعم ،لأن فقراء البصرة أش ّد تعظيما ً للأغنياء،
ووقع خلاف بين رجلين من أهل الأبلّة ،فأسمع أحد ُهما صاحبهكلاما ً غليظاً،
وشنعه بما يكره .فردّ عليه الآخر بمثل كلامه وأشد .فرأيتهم قد أنكروا ذلك إنكارا ً
شديدا ً ،ولم أر َ لذلك سبباً .فقلت :سبحان ال ل��ه ،أسمعه كلاماً ،فردّ عليه بمثله ،والبادئ
١٧٨
أظلم ،فلم أنكرتم عليه أن يتكلم؟ قالوا :لأن الأوّل أكثر مالا ً من الآخر ،فهذا لا يجوز
وإذا قبلنا هذا منه ،ولم ننكر ْه عليه ،قبلنا من الفقراء ،أن يردّوا على الأغنياء ،و يكونوا
ُّ
لسكت الدهر كلَّه. وأتكلم ولا يسمعني! أهو أكثر مالا ً مني؟ لو كان
وقال :يكون الرجل من أهل البصرة زائرا ً عند رجل من أهل الأبلّة ،ولايبدو
على هذا أنه يستعجل انتهاء الز يارة ومغادرة َ ضيفه .فإذا جاء الم ّد قالوا(( :ما رأينا الم َ ّد
ارْتف َع ُ ّ
قط مثل هذا الارتفاع)) وقالوا(( :ما أطيب ركوب الماء والسير في المدّ)) وقالوا:
((إن السير في الم ّد إلى البصرة أطيب وأهون من السيْر ِ في الجزْرِ إلى الأبلّة)) فلا يزالون
يُسمعونه مثل هذا الكلام ،حتى يرى أن الأفضل له أن يُغادر ،و يغتنم هذا الم ّد بعينه.
وكان أحمد بن اسحاق الخاركيّ ،نسبة إلى جزيرة خارك من ج ُزر البحر الفارسي،
شاعرا ً هج ّاء� ،لكنهكان ضي ّق الفهْم ،سر يع التصديق ،ضعيف النظر في الأمور .وكان
الخاركيّ بخيلاً ،وكان مغرورا ً متكب ّرا ً يدّعي ما ليس له ،وأن ترى الرجل يتكب ّر بماله
أمر يبعث الغيظ� ،لكن الأغيظ أن ترى من لا يملك يدّعي أنه يملك .وكان يجعل
ٌ
الناس بأنه يرتدي
َ لجب ُ َّت ِه أربعة أزرار ،وكل الناس يجعلون للجُب ّة زُرّي ْن ،و�لكن ليوهم
الحمّال ،تركه ساعة أمام الباب حتى يصرخ هذا ،ليوهم الناس بأن له بساتين نخل،
وأن ذلك السعف والعناقيد من أرضه .وكان يسْتأجر ُ من الخمّارين قُدور َ النبيذ ،ولا
يختار إلا أكبرها ،يدّعي أنه سيصنع في بيته نبيذا ً ،ثم يهرب من الحمّالين ،كي يقفوا
ببابُه محنقين ،ويرفعوا أصواتهم بالصياح غاضبين ((يشربون الخمر َ والنبيذ ،و يحبسون
١٧٩
السحاب
ِ حسبتَ ال�خبز َ في جو ّ عز لديك حتّى
رأيت ال�خبز َ ّ
و�لكن خِفت م َْرزِئَة َ ال ُذ ّ ِ
باب وما ر َ ّوحْ تنا لتَذ َ ّ
ُب عنّا
فقال :ولِم َ روّح عنهم قاتله ال ل��ه؟ هل يريد ُهم أن يبتردوا لينشطوا؟ و َلم َ َ ّ
ذب عنهم
لعنة ال ل��ه؟ ما أعلم هذا يكون إلا ليشهي إليهم الطعام ،وما كان ينقصه إلا أن ينظّف
ل لا أصابوا
لهم الق ِصاع ،وببر ّد لهم الماء ،ويهيِ ّئ لهم الأجواء ،ليشجعهم على الأك ِ
الهناء .ثم لماذا يطرد عنهم الذباب؟ لماذا لا يتركه يق ُع في قصاعهم ،ويُنغ ّص عيشهم
بالوقوف على أنوفهم وأعينهم؟ إنه وال ل��ه يستحقّ أن يُهجى بهذا وبما هو أعظم ُ منه .فكم
من مرة ٍ أمرتُ الجار ية َ بأن تُلقي في الق َصّ عة ِ الذبابة َ والذبابتين والثلاث ،حتى يتقز َّز
وت وطعام، فإذا كنت لا ُأع ِّز ال�خبز ،وهو ق ِوام أهل الأرض ،وأص ُ
ل كل ق ُ ٍ
فأيّ شيء ُأع ِّز؟ إني وال ل��ه وأمير الأغذية مذ خلَق ال ل��ه الأنام ،وهو في الغذاء كال َ ّ
سنامَ ،
ُأع ُ ِّزه وأعزه وأعزه وأعزه ،ما دام النفس يجري في صدّري ،وما حَمَل َ ْ
ت عيني الماءْ.
وح دّثني عنه إبراهيم بن هانئ وكان ماجنا ً خليعا ً كثير العبث متمردا ً ،فقال:
أتدري يا أبا عثمان ما بلغ من ادّعاء الخاركيّ؟ قلت :إنه يدّعي كثيرا ً ،ولا أستغرب منه
((نعم لقد جاء ،وقد أكثرنا منه حتى كدنا نملّ)) فاشتهيتُ أن أضربَه غيظا ً منه،
١٨٠
فناديت البي ّاع ،وأقبلت على ابن الخاركيّ فقلت(( :و يح َك نحن لم نسمعْ بأنه صار في
َف ،فمن
السوق ،وأنت أكثرت منه حتى م َلل ِ ْته؟ وتعلم أن أصحابّنا أكثر مالا ً منك وأتر ُ
أين جاءك هذا ال َس ّر َف؟)) ثم أقبلت على البي ّاع ،وقلت(( :كيف تبي ُع الخ ْوخ؟))
ُّ
((ست خو ْخات بدرْهم)) .قلت(( :أأنتً مم ّن يشتري ست خو ْخات بدرهم، فقال:
وأنت تعلم أنه يُباع ُ بعد أيام ،مائتا حب ّة بدرهم؟ إني أراك لم ت َذق ْه إلا ضيفا ً وال ل��ه أعلم.
ثم تقول :وقد أكثرنا منه ،وهذا البي ّاع يقول :ست خوخات بدرهم)) .فلم يستحي،
ُ
((وأيّ شيء أرخص من ست ّة أشياء بشيء)). بل قال:
أن يكون الرجل أصيب في عقله .فلم ّا صلّينا المغرب ،ودنونا من الخ ِوان ،أقبل علينا
ن جَناح ،ثم قال(( :لا تعجلُوا فإن العجلَة َ من الشيطان ،ومن صبر النهار كل َّه ،لا
اب ُ
ل
ق الإنسانُ من عَجَل)) .واسمعوا من ّي ما أقول ،فإن فيما أقو ُ
عَجُولاً)) وقال(( :خ ُل ِ َ
م َ ّد أحد ُكم يده إلى الماء أو طلب َه ،وأنتم واق ِعون في طعام ليّن ،أو ببعض ما يجري في
الحلق سر يعاً ،ولا يحتاج في بلعه إلى الماء ،ولا يحتاج بلعه إلى عناء ،بل لا يحتاج إلى
المضغ ،إلى ي ٍد لا يدْين ،لسهولة تناوله وبلع ِه ،ولا يتعبُ آكله في تمز يقه ،وهو يذهب
سر يعا ً في طر يقه ،فأمسكوا عن الطعام حتى يفرغ صاحبكم من الشرب .فإنكم إن لم
تفعلوا ،ومضيتم في المضغ والبلع ،ربما تُنغِّصُون عليه الشربة ،إذا عَل ِم أنه لن يفرغ من
بفع�لكم ،ولا يجد ُ بدّا ً من اللحاق بكم ،وربّما يتسرّع بعد هذا إلى لقمة حارّة ،في ُحْ رِق
١٨١
ل من هذا أن تحضّ ونه على
جوفه ويموت أمام أعينكم ،و يكونُ دمه في أعناق ِكم ،وأق ّ
الأكل بسرعة ،وعلى أن تكون لقمته كبيرة .ولهذا قال الأعرابي ،حين قيل له(( :لم
كان الطعام طعامي وقد دعوتكم إليه ،لا أفعل إلا كما قلت ،فإذا رأيتم فعلي يُخالف
لب الدعوة ،حتى لو صمنا الليل قال أبو كعب :فاستعذنا بال ل��هَ ،
وتمن ّي ْنا لو أننا لم ن ُ ِّ
وواصلنا .فربما نسِيَ بعضُنا ،فمد ي َده إلى القصعة بينما يشرب صاحبه ،ولم يكْ مل الجرعة،
فيقول له موسى :يد َك أيّها النَاسي .ولولا الحياء وأنك في بيتي لقلت لك :يا متغافل.
قال :وأتانا بعد الطعام بقطعة من حلوى الأرز ،ولو شاء إنسان أن يع ُ َ ّد حب ّاتها،
لاستطاع عدّها ،لت َُفر ّق ِها وقِلّة عددها .فنثروا فوقها شيئا ً من دبس بمقدار فنجان ،فلم
يكد الدبس يُغطّيها .فتناولت قطعة ووضعتها في فمي ،وكان إلى جانبي ،فسمع صوتَها
حين مضغتُها ،فضرب يده على جنبي ،ثم قال(( :اجر ُش يا أبا كعب اجرش)) فقلت:
١٨٢
ابن العَقَدِيّ
إياك أن يسمعك
ِي بُستان ،فكان يتنز ّه فيه ،ويُباهي به ،ويدعو إليه أصحابه في
كان لابن العَقَد ّ ِ
بعض الأحيان .وكنت أعرف من بُخله ما يجعلني أستغربُ منه هذا الفعل و ُأنك ِره.
فسألت ذات يوم بعض زُوّاره ،فقلت(( :إحْكِ لي أمْركم)) قال(( :وتستر عل َيّ)).
لٍ)) .قال:
ح ّ
قلت(( :نعم أفعل ،ما دمت في البصرة فإن خرجْ ت منها فأنا في ِ
يشتري لنا أَ زُرّا ً بقشر ِه ويحملُه معه ،ليس معه شيء مما خلق ال ل��ه مما يُؤكل إلا
ذلك الأرز ،فلا دسم ولا لحم ولا شيء .فإذا وصلنا إلى أرضه ،كلَّف أجير َه أن
يج ْرُشَه ،ثم أن يُذرِّ يَه و يُغر ْبِله .ثم يجمع الحبات التي لم تُجرش ،فيطلبُ منه أن يجر ُش َها
َ
ثم يذرّيها و يغربلها .فإذا انتهى من الشراء والحمل ،ثم من الجرش والتذّر ية والغربلة،
كل ّف الأجير أن يطحنه في رحاه وعلى ثورِه .ثم كلَفه أن يغلي له الماء ،وأن يجمع
الحطب المتناثر في الأرجاء ،ثم يكل ّفه عَج ْنه ،لأنه بالماء الحارّ يصير ألين وأكثر ب َر َكة ًكما
يقول .ثم يكل ّ ُِف الأجير أن يصنع منه أقراصا ًتشبه الأرغفة و يَ�خ ْبز َها .وقبل ذلك يُكل ّ ِف
أجيرين له أو ثلاثة أن ينصبوا الش ُصوص لاصطياد السمك ،ثم أن يغلقوا البوابات
شِباك صغيرة الفتحات ،كي لا يدخل صغار السمك في السواقي ،و يقول(( :صغار
بال ّ
ق السمك بال ُ ّ
شصوص، السمك لا تملأ الب ُطون ،ولا تُعجب العيون)) .وننتظر حتى يعل َ
ثم ننتظر تنظيفه وسلخ َه وجعله كباباً ،فإذا صار كل ّفه أن يضعه على نار ال�خبز ،حتى لا
ٍ
وجوع وانتظار، ج من الحطب إلى كثير .فلا نزال من الصباح إلى الليل في ك ٍدّ
يحتا َ
ثم لا يكون عشاؤنا إلا خبز أرُزّ أسود غير منخول ،مع شيء من كباب السمك ،فإذا
أكثر أحدنا اتهمه بأن ّه أكول .ولو ق َدر على غير ذلك لف َعل.
قلت له(( :فعندي رأي أحسن)) قال(( :وما هو؟)) .قلت(( :لِم َ يكلف
نفسَه عناء شراء الأرز ونفقته ،ونقله ومشقته؟ أليس الأفضل له والأوفر ،أن ينتقي
�لكم ق ِطعا ً متفرقات من رِقاق أرضه التي لا تحتمل النخل والشجر ،فيبذ ُر �لكم فيه
الأرز ،ويرو يه بماء النهر .فإذا كان أوان حصاده ،حصدتموه بأيديكم ،و يكون الخيار
في يده ،إن أراد أن يُعجِّل عليكم ،أطعمكم من صغار حب ّات ِه ،وإن أراد تأن ّى ليطعمكم
أجْ و َدها)) .قال(( :وال ل��ه لئن سمع منك هذا الكلام ليفعل َنّ ما تقول .ال ل��ه َ ال ل��ه َ فينا،
١٨٤
مزيد من البخلاء صور تكمل المشهد
مررت بمنزل إسماعيل بن غزوان ،فكأنّما أنكر ق ُدومي ،فلما أخبرته أن ّي تعشيت
عند مُوِي ْس ب ِن عمران حتى ُأت ْخمت ،وأني شربت حتى امتلأت ،وحمل ْت معي قِر ْبة
نبيذ ،أنس بي ،ورحّب بي لأبيت عنده ،فلما مضى من الليل أكثره ،وترك فينا النبيذ
في الحجرة إلا سج ّادة يصلّي عليها وم ِرفقة َ و َمِ خدّة .فأخذ المِخَدّة فرمى بها إليّ ،فأبيتُها عليه،
ورد ْدتُها إليه� ،لكنه أَ بى ،وأَ بَي ْت فلما طال ذلك قال(( :سبحان ال ل��ه! أيمكن أن تَتوسَّ د َ
م ِْرفقك ،وعندي مِ خَدّة زائدة؟)) قلت(( :ليس عندك غيرها)) .قال(( :عندي
المِر ْفقة وهي تكفيني)) .فأخذتها ،فوضعتها تحت خدّي .وحاولت النوم َ� ،لكني لم
ل هذا كان بسبب تغي ّر الموضع ،وأني ليس تحتي فراش ليّن .وظنّ أني
أستطع ،ولع ّ
يمضي بها قليلاً ،وضحكت .وقلت(( :ما كنت بحاجة إلى أن تفعل هذا ،فلقد أَ بَيْتُها
عليك� ،لكن ّك ألْ ححَ ْت)) .فقال(( :إنّما جئت ل ُأسو ّي رأْ سَك ،لترتاح في النوم ،فلا
ت َّتهِمْني بظل ْم)) .قلت(( :لقد تركتك تأخذها ،ولم أكلِّم ْك حتى مضيتَ بها)) .فقال:
((ما كان هذا قصدي ،إنما جئت لأساعد َك ،فلما صارت المخدة في يدي ،نسيت ما
جئت له .والنبيذ كما تعلم قاتله ال ل��ه ،يُضي ّع م ِن الإنسان رشْ د َه ،فلا يعرف قصْ د َه)).
وحدثني المكيّ والحزاميّ ،وعبد ال ل��ه الع َروضيّ ،وقد أوردنا ذكرهم من قبل،
بل زادوا في الافتراء ،فقالوا :إن جميع الأسخياء ،لا يُع ُ ّدون إلا م ِن العقلاء ،وإن جمي َع
البخلاء ،وإن كانوا من المشهود لهم بأنهم علماء ،لا يُع ُ ّدون إلا من الجهلاء .وهانحن
أولاء ،فينا من يزع ُم الناس أنه سَ خ ّيٌ جواد ،وفينا من يزع ُم الناس أنه بخي ٌ
ل شحيح .فلينظر
أيٌ فينا ،وليقل رأيَه ال َّصر ِيح ،أي الفر يقين أعقل؟ هاأنذا إسماعيل بن غزوان ،ومعي سهل
ن هارون ،وخاقان بن صُبَي ْح ،وجعفر بن سعيد ،والحزاميّ ،والع َروضيّ ،وأبو يعقوب
ب ُ
الخريمي ـ وقد ذكرناهم جميعا ًمن قبل ـ فهل بقي في الجانب الآخر إلا المكي أبو إسحاق؟
قط
قلت لإسماعيل بن غزوان مرة(( :كم يُنكر ُ الناس المعروف .فلم أر َ أحدا ً ّ
أنفق مالَه بسخاء على الناس ،فلما احتاج إليهم ،قابلوه بمثل ما بادر َه ُم)) .فوافق هذا
القول آراءه وهواه ،فقال(( :لو كان ما يفعلون من إنفاق المال موافقا ً للحقّ ،ولو
الإسراف ،والإسراف إتلاف وهو خلق مذموم .ولو كان غير هذا ،لما ابتلاهم ال ل��ه
ج َّ
ل ذكره بالع ُقوق من جميع خ َلْق ِه)).
وحدّثني تمّام بن أبي نُعيم ،قال :كان لنا جار ٌ معروف ببخله ،فأقام داره ع ُْرساً،
فجعل طعام َ العرس كل َّه من حلوى الفالوذج ،فقيل له :إن الك ُل ْفة َ تعظ ُم .فقال(( :أعرف
هذا ،وأعرف أن في هذا الخسران ،وأن فيه ذ َهابَ المال ،و�لكني أحتمل الخسَارة
إماماً ،تُحكى عنه الحكايات ،وت ُروى الروايات ،وكان إذا صار في يده الدرهم ،أبقاه
١٨٦
ل له(( :كم من أرض
ك ّف ِه طو يلاً ،وهو يخاطبه ويناجيه و يفدّيه .وكان مما يقو ُ
في َ
ج من هذا ا�لكيس ،وألا تبقى وحيدا ً منفردا ً ،بل يكون إخوة لك
أبدا ً ،فلا تخر ُ
مددا ً)) .وبعد أن يتأ َّملَه طو يلاً ،يُلقي به في ا�لكيس ،و يقول له(( :اسْ كنْ على اسم
ال ل��ه في ٍ
بيت لا تَذِ ُ ّ
ل فيه ولا تُهان ،ولا يزعجُك و يقلق راحت َك إنسان)) .وقالوا :إنه لم
وقالوا :إن أهل بيته اشتهوا يوما ًفاكهة أو حلوى ،فألحّوا عليه في شرائِها ،وأكثروا
عليه في إنفاق دِرْهم ،فقال(( :هذه وال ل��ه بلوى)) .وقاوم إلحاحَهم ما قدر على ذلك.
أضجروه ،حمل درهما ً واحدا ً فقط .فبينما هو في الطر يق إذ رأى حاو يا ً يُلاعِبُ
فلم ّا ْ
الحي ّات ،فأرسل على نفسِه أفعى كبيرة تكاد تخنقه ،فما زاد ما جمعه له المتفرجون
عن درهم ،فقال في نفسِه :ال ل��ه ال ل��ه ،هاهنا رجل يكاد يُتل ُِف نفسه من أجل درهم،
وأنا ُأنفقه في أكْلة ٍ أو شربة؟ وال ل��ه ما هذا إلا موعظة لي من ال ل��ه .فرجع إلى داره،
يتمنو ْن وردّ الدرهم إلى كيسه ،ولم يلتفت إلى توسلات أهله .فكان أهله منه في بلاءَّ ،
فلما مات ،وظنوا أنهم استراحوا من بُخله ,فرحوا بهذا الخلاص ،وتمن ّوا أياما ً
أفضل .وقدم ابنه الوحيد ،فاستولى على ماله وداره ،وبعد أن أحصى كل شيء قال:
((بماذا كان أبي يأتدم في طعامه؟ فإن أكثر الفساد إنما يكون في الإدام ،وأكثر
الإنفاق يكون على الطعام)) قالوا(( :كان أبوك يتأدّم بجبنة عنده)) قال(( :اجلبوها
إلي ل ُأعاينها)) فوجد قطعة كبيرة من ال�جُبن فيها حزّ ٌ كأنه جدو ٌ
ل بين تلََّي ْن ،فقال:
ح خبزه على
((ما هذه الحفرة فيها؟)) قالوا(( :لم يكن يقطع ال�جُبن ،وإنما كان يمس ُ
ظهر القطعة ،فيحفر فيها كما ترى)) .فغضب وقال(( :فبهذا أه�لكني ،وجعلني كأني
١٨٧
ل لي بين الناس .وال ل��ه لو أني علمت ف ِعله ،لما صلّيتُ عليه)) .قالوا(( :فأنت ،ما
لا ما َ
إدامك؟ وكيف تريد أن تصنع؟)) .قال(( :أضعها بعيدا ً عني ،وأشير إليها باللقمة،
ولا يعجبني هذا الجزء الأخير من الحكاية .وإنما أحكي لك ما كان من قصص
بين الناس ،وما يجوز أن يكون فيهم مثلُه ،أو ما كان من طرائق البخلاء وحججهم،
أو الحج ّة عليهم .فأما سائر حديث هذا الرجل فإنه من هذا الباب ،وأما الجزء الأخير
عجبت مم ّن يمنع النبيذ عم ّن جاء يطلبه ،ولماذا يُطلب النبيذ؟ إمّا لأن طالبه كان
في يوم ف َصْ د لعلاج من مرض ،أو في ِحجام َة لتخفيف الأوجاع وإزالة الصداع ،أو لأن
عنده زائرا ً يريد أن يُكْر ِمه ،أو عنده أكلة ُ سمك طريّ ،فالنبيذ يُسوِّغه ،أو إنه سيشرب
وعنده نبيذ ،ولا لي َّدخِره ،أو ليحتكره ،أو ليوف ِّره ،ولماذا يفعل ،وهو م ُتاح عند الجميع؟
ن بالأصدقاء
يحْس ُ ُ
يح ْسن طلبه من الأصدقاء ،و َ
وما رأينا أحدا ً طلبه ليبيع َه .والنبيذ ُ شيء َ
أن يتبادلوه ،وأن يهب َه أحدهم للآخر ،وهو في الأصل كثير وكاسد عند التج ّار ،فما وجه ُ
مَن ْعه عن الصديق والجار؟ إني أرى أن من يمنع ُه لاح َّظ له من أخلاق ا�لك ِرام ،بل ربما
أخاف
ُ نستطي ُع أن نَع ُ َّده بين اللئام .و�لكني إذا وهبتُ منه الأصدقاء وال�جيران ،لستُ
الن ّقْصان ،لأني إذا أحتجبت عن ُ
الن ّدْمان ،بقَدْر ما وهبت للخلا ّن ،ظ َّل على نبيذي ُ
فمن ترك َ طلبَ الحمد بما لا يضرّه ،كان عن الحمد بما يض ُرّه أبعد ،وكان في حياته أسْ ع َد.
وهكذا تفاخر ابن جُهانة َ بماله من ا�لكرم بأنه يهب النبيذ من يطلبه ،ولم يخجل
من أنه يحجب النديم والزّائر ،ليوف ّر النبيذ الذي كان سيشربه.
١٨٨
قال الأصمع ُيّ أو غيره :أعار َ ُ
بعض الناس رجلا ً حصاناً ،فأخذه الرجل إلى
منزله ،وربطه إلى المعلف ،ونام .ثم انتبه من نومه فوجد الحصان يأكل العلف ،ثم
نام .وانتبه من نومه ثانية فرأى الحصان يعتلف .فتحامل على غضبه ونام .و�لكنه
استيقظ بعد قليل ،ورأى الحصان يأكل ،فتَمّ�لك َه الغيظ ،وصاح بغلامه ((أي ابن
الفاعلة ،خذ هذا الحصان اللعين فبعه بأبخس ثمن ،أو هَب ْه إلى من لا يهتم ،أو ر ُ َدّه إلى
صاحبه العفن ،وإن احتاج الأمر للخلاص منه أن تذبحه ،فافعل ،نمت واستيقظت
ثلاث مرات ،وهو لم يَنَم ،وكل مرة أراه يَعْتلف ،فأرى أنه يذهب بح ُرِ ّ مالي ،وما
كان لدينا في المدائن بائع تمر من أبخل الناس ،فكان غلامه إذا أرسله التاجر
إلى داخل الحانوت ليحضر شيئاً ،ركبه اله ّم وأصابه الغمّ ،إذ ربّما يحتاج أن يبقى في
الحانوت طو يلاً ،فيتّهمه سي ّده ،وكان يفعل .فقد قال له(( :أنت تُطيل البقاء في هذا
الجُحر ،لتأكل التَمّر ْ)) فأنكر الغلام وأقسم ،فلم يص ّدِق ْه البائع ،وجاء بقطنة بيضاء ،ثم
قال(( :هاك ،امضغها)) فامتثل الغلام ،ثم أعطاها لسيده ،فوجد فيها البائع حلاوة ً،
ووجد لونها قد تغي ّر إلى الأصفر ،فقال م ُغضباً(( :تُطيل البقاء في الد ّاخل لتأتي بفعلك
المنكر ،وهذا دأبُك كل يو ٍم وأنا لا أدري .اخرج من داري ،ولا ت ُرني وجهك))
وكان عندنا رجل من بني أسَد ،يرسل ابن الحر ّاث الذي يعمل في أرضه،
ليصعد إلى نخْلة ،ليلتقط له رُطَبا ً ناضجات قبل أوان نضوج ُ
الر ّطب ،فكان قبل ذلك
يملأ له فمه ماء ً لئلا يأكل شيئاً .فسخر منه الناس ،وقالوا(( :إنه يستغفلك ،فيشرب
الماء ،و يأكل الرطب وهو على النخلة ،فإذا أراد ال ُن ّز ُول ،بال في يده ،ثم وضع شيئا ً
من بولِه في فمه)) فكان بعد ذلك يملأ فم ُ الصبيّ بماء ٍ متغي ّر اللون أصفر أو أخضر،
لكيلا يقدر على ابتلاعه وهو على النخلة .وهذا رجل مغفل البخل ،فالرطب أهون على
١٨٩
أولاد الحراث ،وعلى غيرهم من الأولاد ،من أن يحتمل أحدهم جزءا ً من هذا الفعل
وحدّثني المِصريّ ،وكان جار الداردريشيّ ،وهذا مالُه لا يُحصى ،فقال :كنت
عنده ذات يوم ،فوقف عليه سائل ،فلم يكْفه ألا يعطيه شيئاً ،بل انتهره ،ثم وقف
عليه آخر ،فانتهره أيضاً ،و�لكنه أظهر في الثانية الغيظ والغضب .قال :فأقبلت عليه
وقلت(( :ما أظن أحدا ً يُبغض السائلين كما تُبغ ِضهم)) قال(( :أجل ،ألا تسألني عن
سبب بُغضي لهم؟ إن عامة من ترى منهم أي ْسر ُ مني)) .قلت(( :فهل تبغضهم لهذا،
أم لأن ّك تكره أن تعطيهم؟)) قال(( :أتدري ما م ُراد هؤلاء؟ لو قَد َر هؤلاء على داري
لهدم ُوها ،وعلى حياتي لنزع ُوها ،وعلى أرضي لخر ّبوها ،وإعطاء الواحد يفتح الباب للجميع،
كالغيث أوله قطرة .ولو أن ّي أعطيتهم كلما سألوني ،لما تركوا لي من مَز ِيد ،و�لكنت
صرت م ِثلهم منذ زمن بعيد .فكيف تظنّ بُغضي لمن يتمنى لي الإفلاس ،وأن أكون
وكان أخوه شر يكه في كل شيء ،ولم يكن أق َّل منه بخلاً .فخرجنا من صلاة
الجمعة معاً ،وجلسنا أمام داره ،فوضع أخوه بين أيدينا طبق رطب ـ وكنا في موسمه ـ
يُساوي في البصرة دانقين ،فبينما نحن نأكل ونتبادل الأحاديث ،إذ جاء الداردريشيّ،
فم ّر بنا ولم يسل ّم ،حتى دخل الد ّار ،فاستغربنا منه ذلك ،وكان قبل ذلك اليوم يُظه ِر
تخْس ِره ،وكان يعلم أنه إن جمع بين الب ُخل والتكب ُر ّ قُتل .قال المصري :فلم نعرف
ألا ُ
سبب تجهمه ومروره دون أن يسل ّم ،ونظر بعضُنا إلى بعض ،ونظرنا إلى أخيه ،فلم
فلما كان يوم الجمعة التالي ،جلسنا مجلسنا ،ودعا أخوه بطبق رطب كما في
الجمعة السابقة ،فبينما نحن جلوس نأكل ،إذا خرج من الدار ،فلم يلتفت ولم يُسل ِّم ،ولم
١٩٠
يقف ،فأنكرنا ذلك ولم ن ْدرِ ما سببه .فلما رأى الأمر نفسه في الجمعة الثالثة ،ظهر في
مح ْن َقاً .وكتب إلى أخيه كتابا ً يقول فيه(( :يا أخي ،كانت
وجهه الغضب ،وانصرف ُ
الشركة بيني وبينك م ُ ْذ كنّا صغارا ً ،وقبل أن يكون لنا أولاد و يكثروا ،ومع ا�لكثرة
ارتضيناه شركة ،وهم لا يدرون أن الشركة بركة ،و يقع بينهم الخلاف الذي قد يؤدي
إلى العداوة .وهاهنا أموال باسْمي ولك ن ِصْ فها ،وثم ّة أموال باسمك ولي ن ِصْ فها ،وثم ّة
ل بعضها على بعض .فإن جاء أمرُ أشياء في منزلي وأخرى في منزلك لا نعرف فض َ
ال ل��ه ،وما من ذلك ب ّد ٌ وإن طال الأجل ،لم نضمن أن تَنْشَبَ بين هؤلاء الفتية عداوة
فلما قرأ أخوه الكتاب ،هالَه ُ الأمرُ والمُصاب ،ولم يدر ماذا يكتب في الجواب.
وراح يقلب الأمور في خياله ،وفكر بكتاب أخيه ساعة ثم ساعة ،فلم يزده تقليب الأمور
على وجوهها ،والتفكير في أسبابها إلا جهلا ًفوق جهل .فجمع أولاده ،وأقسم ليعاقبنهم
إن لم يَصْ د ُقوه ،وقال(( :تال ل��ه لأعاقبن من أخطأ منكم بكلمة واحدة وسب ّب هذا البلاء،
كالسمن والعسل .فقال(( :هذا البلاء ،لا يكون إلا من جرائر النساء)) .فأنكرن ذلك.
فلما عرف براءة نسائه وأولاده من كل ذنب ،قام إلى أخيه حافيا ً حاسرا ً.
فقال(( :نشدتك ال ل��ه ،ما يدعوك إلى القسمة والتمييز :ا ْدع ُ خِيار َ القوم من أهل الح ّ
ي
ا�لكرماء ،أو قم بنا الساعة إلى أهل المسجد ُ
الصّ لَحاء ،لأشهدهم بأن كل شيء لك ،وهو
شيء في منزلي ،واتركني على الأرض اليابسة ،فإن وحدتني أروغ ُ أو أتحايل ،فافعل
ما بدا لك .أمّا الآن فلا أريد منك سوى أن تُ�خبرني بذنبي ،وما بدا من ّي من خرق،
١٩١
حتى تصرّ على أن نفترق)) قال الداردريشيّ(( :ما لك من ذنب ي ً ْذكر ،و�لكن ما من
القسمة ب ُ ّدٌ ،وإن كانت من المنكر)) .وعاد أخوه يستحلفه ويرجوه وهو على عناده،
فلما طال الأمر ،وبلغ منه الجهد ،ورأى أن ما من المصارحة بُدّ ،قال له(( :إذا
كنت على الأمر مُصِرّا ً ،فإنني سأقول لك ما رأيت ُه منك نُك ْرا ً .حدثني عن فرشك
الحصير أمام الدار ،وتقديمك ُ
الر ّطَب للزوّار ،وإحضار الماء البارد ،حتى جعل الناس
مجلس َهم على بابي كل جمعة .هل ظننت أننا كنا عن هذه المكرمة عُم ْياً؟ اليوم تطعمهم
ُ
الر ّطَب ،وغدا ً تطعمهم الس ُكرَّ ،وبعد غ ٍد الحلوى ،ثم يليها العسل ويبدأ الأمر بالجلوس
يوم الجمعة ،ثم ينتقل إلى سائر أيام الأسبوع ،ونبدأ بالرطب ثم نصير إلى الغ َداء ،ثم
يؤدّي الغداء إلى العشاء ،ثم قد تزيد في السخاء ،فيصير الأمر إلى الأثواب وا�لكساء،
وبعد ذلك تدعوهم إلى الج ِداء ،ثم إلى الحِم ْلان ،و يعلم ال ل��ه وحده إلى أين يؤدّي فعلك.
وال ل��ه إني لأرثي لبيوت مال المسلمين ،ولما يجمع الجباة من الخراج إن تحمّلت هذا،
لأنه سيفقرها ،فكيف بمال تاجر جمعه من الحبات والقرار يط والدوانيق والأرباع
والأنصاف ،لا من الدراهم البغلي ّة ،ولا من الدنانير الذهبي ّة؟)) .قال أخوه(( :أهذا
هو السبب جُعِلت فداك ،لقد أرحتني وأذهبت عن ّي العجب .أتريد ألا آكل رطبة
واحدة منفردا ً؟ ولك عليّ يمين ،لا أن أكف عن دعوتهم وحسب ،بل ألا أكل ِّمهم
أبدا ً)) .قال الداردريشي(( :لقد أخطأت مرة ،فإياك أن تخطئ أخرى .لقد أخطأت
بدعوتهم وإطماعهم فيك ،فلا تخطئ في اكتساب عداوتهم .وكما دخلت في هذا الأمر
اخرج منه .وكما أس ْرفت في الإنفاق عليهم ،أبعدهم عنك بسلام ،فلقد دخلت مدخلا ً
وكان أبو الهذيل أطْ يب الناس قلباً ،وأسْ لم الناس صدْرا ً ،وأحْ سَن الناس طو ية ٍ
وسريرة ،وأل ْينَهم عريكة ،وأ ْغف َلهم عند الض ّرورة .وكان قد أهدى دجاجة ً إلى م ُو َيس
١٩٢
ّاض الجود.
ب ِن عمران ،وكان كما ذكرت من قبل سر يا ًنبيلا ًواس َع الثراء كريم َ النفس في َ
ولم تكن تلك الدجاجة مم ّا يُق ّدِم لأمثال م ُويس ،و�لكنه بكرم نفسه وحسن خُلُقه ،أظهر
كل عُج ْب من سِمَنِها وطيب لحَمها وطراوته ،وقد كان يعرف أبا الهذيل بالإمساك الشديد
حتى يُع َ َّد في البخلاء .فقال أبو الهذيل(( :وكيف رأيت تلك الدجاجة يا أبا عِمران؟))
فقال مويس(( :كانت عَجَبا ًمن العَجَب)) فكان أبو الهذيل يُعيد قوله(( :لو أنك تدري
سنِّها ،ولو أنك تدري كيف وبأي شيء كنّا نُسمِّنُها ،وفي
باختلاف جنس الدجاجة و ِ
أي مكان كنا نعلفها)) فلا يزال يُعيد مثل هذا الكلام على م ُويس متباهيا ً م ُتفاخرا ً،
والآخر يضحك ضحكا ً نعرف معناه ،ولا يعرفه أبو الهذيل لغَفْلته.
وظ َّل هذا دأْ بَ أبي الهذيل .فإن ذكروا في مجلس مويس دجاجة قال ((وأين
كانت يا أبا عمران من تلك الدجاجة.؟)) فإن ذكروا بطة أو سَ خْلة ْ أو جدْيا ً أو حتى
ذبيحة أو بقرة ،قال(( :فأين كان هذا الجدْي في الجداء ،وتلك الذَبيحة في ال َّذ ِ
بائح من
تلك الدجاجة في الدجاج)) .وإن قالوا :إن الشحوم قد تكون طيبة م ُستساغة ،وقد
تكون ثقيلة كريهة ،قال أبو الهذيل(( :ع ُذوبة الشحْ م تكون في البقر بين الذبائح وفي
البط بين الطيور ا�لكبيرة ،وفي بطون ال َّسم َك ،وفي ال َد ّجاج بين الطيور عامة ،ولا سيما
ّ
جنس من الدجاج)) .وإن ذكروا ميلاد طفل ،أو حدوث أمر ،أو قدوم أحد،
ذلك ال َ
قال(( :كان ذلك بعد أن أهديتُها لك بسنة ،أو حدث هذا بعد إهدائها بأسبوع ،أو
قال :ما كان بين قُدوم فلان ،أو ميلاد ابن فلان ،وبين البعثة بتلك الدجاجة إلا
وكان محمد بن الجهم معدودا ً في البخلاء ،وهو من المدافعين عنه كسهل بن
هارون ،وذكر بعضهم أنه أوصى عند وفاته ،فقال(( :إن رسول ال ل��ه صلى ال ل��ه عليه وسلم
قال :الثلث ،والثلث كثير .وأنا أقول :إن ثلث الثلث كثير .والمساكين حقوقُهم في
١٩٣
بيت المال ،إن طلبوه طلَب الرجال أخذوه ،وإن قعدوا عنه قُعود النساء حرموه ،فلا
رَحِم ال ل��ه من يرحمهم)) .وقد كان من فلاسفة المتكلمين ،ومن كبار المثقفين ،ولأنه
وكنا والأصحاب مرة عند محمد بن الجهم ،فأقبل عليه أبو الهذيل متباهياً ،وما
أبشع البخيل يتباهى على البخيل ،فقال(( :إني أمرؤ م ُنخرِق ا�لكفّين لا أستطيع حفظ
المال ،إلا بقدْر ما يبقى الماء في الغربال .ويدى هذه يد ماهرة في ا�لكسب والتجارة،
و�لكنها في الإنفاق خرقاء ،تُسب ِّب لي الخسارة ،وما أظنني سأترك عادتي في السرف
والإنفاق ،حتى أصير شحاذا ً في الأسواق .كم تظنّ من مئات آلاف الدراهم قسمتُها على
فلم يَرْض ـ غفر ال ل��ه له ـ أن يكذب هذا ا�لكذب المفضوح ،بل استشهدني ،وأرادني على
ْض بأن أكون شاهد زور ،بل أرادني أن أحلف على ذلك.
ا�لكذب الصريح .ولم يَر َ
١٩٤
المرابي البخيل يتظاهر بعزة النفس
كان أبو سعيد المدائني إماما ً في البخل ،وعلما ً من أعلامه عندنا بالبصرة وكان
من كبار المَع ّ ِينين وأثر يائهم ،وهم الذين يتاجرون بالع ِينة ،بأن يبيع الواحد منهم سلعة
إلى أجل م ُسمّى ،بثمن معلوم ،ثم يشتريها من الشّاري بأقل من الثمن الذي باعها به ،ثم
يأتي له الرجل بعينة من آخر فيسدده ،ويبيعها إلى ثالث وهكذا ،وهو الربا بوجه عام.
ح اللسان ،حاضر َ
وكان أبو سعيد مع هذا راجح َ العقل ،شديد َ الذّكاء ،فصي َ
وكان لأبي سعيد حلقة يأتي إليه فيها أصحابه من المرابين ،ومن البخلاء الذين
ُ
المسجدي ّون ،فبلغهم أن أبا سعيد يذهب إلى يتذاكرون الإصلاح والصلاح ،كما يفعل
طرف المدينة كل يوم ،ليسترجع من رجل هناك خمسة دراهم بقيت عليه من دين
سابق ،واتفقوا على أن ((هذا خطأ عظيم ،وتضييع ل�لكثير من أجل القليل .وإنما
الحزم أن يتشدّد في مطالبته ،في غير تضييع .وصاحبنا أبو سعيد سبب لنفسه ضروبا ً
فاجتمعوا في حلقته ،لإبلاغه بما يرون ،والاستفادة من ردّه ،فقال قائلهم(( :نراك
تصنع شيئا ًلم نَعْهدْه فيك .ولو كان هذا الخطأ من غيرك ،لكان أهون عندنا من أن يكون الخطأ
منك .وقد أَشْ ك َل علينا هذا الأمر ،واحترنا في فهمه ،وضاقت صدورُنا به ،فأخبرنا عن حقيقته
وما دعاك إليه)) .قال(( :فما الأمر الذي أنتم فيه حائرون ،وجئتم بجمعكم عنه تسألون؟)).
قالوا(( :إنا لا نرضى لك أن تذهب إلى الخُر َي ْبة في أقصى المدينة ،لتَقْتضيَ خمسة
دراهم ،ونقول هذا لأسباب .أ َّولُها أن ّا لا نأمن عليك من اعْتلال بدنك ،وأنت رجل
تق َّدمْت في العمر ،وإذا اعْتلل ْت فإن ّك تدف ُع للطبيب ا�لكثير ،بسبب القليل .وثانيها أنك
بعد أن تتعبَ هذا التَّعب كل َّه ،لاب ُ َّد لك من أن تطلب مزيدا ً من الطعام في الع َشاء،
إن كنت مم ّن يتعش ّى ،أو أن تتعش ّى إن كنت من قبل مم ّن لا يتعش ّى ،فإذا حسبنا
طعام العشاء أو الز يادة فيه ،فإنها تكون أكثر من خمسة دراهم .وثالثها أنك تحتاج
والجوالون والبائعون والشارون خلفك وقُدّامك ،فمن هنا نَت ْرة ،ومن ههنا جذبة ،فإذا
الثوب قد تمز َّق أو كاد .وبعد هذا فإن كثرة مشيك في الأسواق والدروب تجعل
ساق سراو يلك َّتتس�ِع وتبلى ،وتجعل نعلك تَر ِّق ،أو ربما يصير فيها خرق ،بسبب حصاة
هنا أو نب ْقة هناك ،و يُخشى أن تعثُر َ بشيء في الطر يق ،فتنق َ ّ
ط َع شِراك ُ نعِلك ،وقد تتمزقُ
النعل كلها .وبعد ،فإن كل ما تقتضيه قليل لا يستحق الجهد والعناء .وأنت عندنا
قال أبو سعيد(( :أما ما ذكرتم من اعتلال البدن ،فإني أخاف على بدني من ا�لكسل
والد ِّعة ،أكثر مما أخاف عليه من الحركة .وما رأيتُ أصح من أبدان الحمّالين والطّوافين ،وهم
طوال يومهم في حركة دائبة لا تنقطع ،وأهل البادية أصح أجساما ًمن أهل المدن .أليس يقول
الناس :وال ل��ه إن فلانا ًاصح بدنا ًمن العسس والشرطة؟ وهل يم ْشي أحد بل يعدو أكثر من
هؤلاء؟ ولربّما أَقم ْت في المنزل وقتا ًقد يطول ،فأكثر من الصعود والنزول ،خوفا ًمن قلة الحركة.
إلى البعيد ،حتى أكون قد ف َرَغْت من مقاضاة القريب .وأمّا ما ذكرتم من الز يادة في
الطعام ،فإني قد اطمأن قلبي ،وعو ّدت نفسي على مقدار لا يزيد مهما كانت الأحوال،
١٩٦
وأنها إن دفعتني إلى مزي ٍد من الطعام ِوإكثار ،أيام الت ّعب والان ْشغال ،حاسبتها أيام
الراحة والبقاء في الدار .وأمّا ما ذكرتم من مزاحمة أهل السوق ،ومن تدافع أصحاب
النت ْر والجذْب ،فإنني وقتي م�لكي ،فأقطع السوق والناس الحمير والبغال ُ
والن ّوق ،ومن َّ
منشغلون ببيعهم وشرائهم ،في حوانيتهم ،قبل قيامهم لصلاتهم ،ثم يكون رجوعي،
بعد أن يخ َ ِّف الازدحام .وأمّا ما ذكرتم من شأن النعل والسراو يل ،فإنني قبل أن
أخرج من منزلي ،إلى أن أصل قرب باب من أقصده ،أحمل نعلي في يدي ،وسراو يلي
تحت إبطي .فإذا صرت إليه لبستهما قبل أن أقرع الباب ،فإذا انتهيت منه خلعتهما في
الإياب ،فهما في ذلك اليوم أحسن حالا ً من بقية الأيام ،مهما كان الوقت من العام.
فهل بقي الآن �لكم مما ذكرتم شيء؟)) قالوا(( :لا)) .قال(( :إذن أكشف �لكم ما
تجهلون ،و ُأعل ِّمكم ما لا تعلمون ،وهذا أمر يفي بكل ما ذكرتم ويزيد .قد يكون لي على
مَدِين قريب الدار ألوف ال َّدنانير ،فإن رآني أتراخى في الاقتضاء ،أحس بالفرج يأتيه من
السماء .أمّا إن رآني أشدد في الاقتضاء على بعيد الدار ،ورأى شدّة مطالبتي بإصرار،
لمن ليس لي عليه إلا ال َد ّراه ِم ،أتاني بحقّي في ميعاده ،ولم يطمع في المَطْل وازدياده.
وهذا تدبير يجمع لي رجوع مالي وطول راحة بدني ،ثم أنا في ترك الراحة أو الخلود إليها
م�خ َّير ،لأني أقسم راحتي ووقتي على الأشغال كيف شئت وأسيطر ،ولا أترك د َي ْني
ُ
ل أو يكثر ُ وثمة أمر آخر .هذا الدين القليل ،أليس فُضلة ً من مال كثير وموصولا ً
يق ّ
بدَي ْ ٍن لي مشهور؟ فكيف أتركه لهذا المماطل ،وأتخلى عنه لمن يُجادل؟ وال ل��ه لا أدع فلسا ً
يُطمع فيّ من تبقّى من الغ ُرباء)) .فقاموا ،وقالوا بأجمعهم(( :لاعدمناك يا أبا سعيد،
وإنك لذو رأي سديد ،وال ل��ه لا يخالفك الرأي بعد اليوم إلا كل غافل وجاهل)).
وكان أحمد المكّيّ أخو محمد المكي الذي تحدثنا عنه من قبل متصلا ًبأبي سعيد،
لأنه كان يحتاج إلى أن يستدين منه ولو بالربا ،ولما يأتي به أبو سعيد من الأعاجيب
١٩٧
قلت لأبي سعيد مرة(( :كل من في السوق ،بل في البصرة ،يعلم أن ّك كثير
تقول لي؟ تظنّ أن ّي لم يخط ُر لي هذا على بال؟ إني قد فكّر ْت في هذا منذ ستة أشهر،
أقول لنفسي :إذا اتَّسخ الثوب ،أكل البدنَ كما يأكل الصدأ الحديد .فإذا تعر َّق
وجف العرق ،وتراكم الوسخ على القميص ولَب َد ،أكل الخيوط
ّ لابسه يوما ً بعد يوم،
وأحرق الغَز ْل ،والعرق ملح خفيف ،والملح عد ّو ٌ للقطن والصوف ،هذا مع نَتَن رائحته
التي تفوح ،ومنظره المُن ّف ِر القبيح .وبعد ،فإني آتي أبواب الغرماء لاقتضاء ما عليهم من
دَي ْن ،وغل ِمان غ ُرمائي جبابرة ،كأنهم من الأكاسرة ،فما ظنك بهم إذا رأوني في ثياب
الأبواب مرة .فيرجع ذلك علينا بالضرر بدلا ً من النفع ،وبالخيبة في كل الأحوال،
فإذا اجتمعت هذه الخواطر ،هممتُ بغسِله .فإذا رأيت ُني إلى الأمر بغسله أبادر،
عارضني رأي آخر ،يأتيني من جهة الحز ْم المكين ،ومن ق ِب َل العقل المبين .فيقول لي
ذلك العارض :ولماذا تفتح عليك باب الغُر ْم والخسارة؟ وأول الغ ُرم يكون في الماء
والصابون ،والصابون نُورةُ ،
والن ّور َة تأكل الثوب حتى يَب ْلى ،وتأكل ال َخز ّ أكلاً .ثم
الغرم في الجار ية التي إذا غسلت زادت أعباءً ،وأضفنا إلى عنائها عناءً ،فإذا ازدادت
تعبا ً ازدادت أكلاً ،وفي هذا خسارة أخرى .ولا يزال الثوب في خطر حتى يُس َل ّم إلى
وقد يتمز ّق .ولاب َّد من الجلوس في ذلك اليوم في البيت .ومتى جلستُ في البيت ,فتحوا
علينا أبوابا ً من النفقات وأشكالا ً من الشهوات ،وهذا غ ُرم آخر كنا في غنى عنه.
١٩٨
ط ِعها ،وإن أسلمناها
دق ،فإن دقَقْناها في البيت ،لا نضمن أن نُق ّ ولاب َّد للثياب من َّ
إلى القصّ ار ليد ُق َّها ،فغ ُرم على غرم ،كما أنه قد يُنْز ِل بها من الضرر ما هو أشد مما قد
عني الأكاذيب ،وادّعوا علي الأمراض ،وفي ذلك فساد لهم والتواء ،ومماطلة عند
وسخ جسدي المتراكم ،وطول شعري المتعاظم ،وقد كان وسخ القميص متصلا ًبوسخ الجسد،
ففرقتهما ،فاستبان لي ما كان مخفيا ًغامضاً ،واكْ ترث ْت لما كنت له رافضاً .فيصير ذلك سببا ً
للذهاب إلى الحمّام ،وفي هذا غ ُرم ثقيل مزعج ،كنا لغيره أحوج ،مع المخاطرة بالثياب أن
تضيع أو تُسرق .وبعد هذا كل ّ ِه ،لي امرأة جميلة شابة ،إذا رأتني ب َي ّضْ ت ثوبي ،وغسلت
َّ
وزين ْت نفسي ،قابلتني بلبس أحسن ثيابها ،وفاحت منها جسمي ،وق َّصرت شعر رأسي،
ل إذا
رائحة طيبها ،وتعر ّضت لي بالد ّلال ،ودلال النساء يفتنُ الرجال ،وأنا فحل ،والف َح ُ
هاج ،لا يردّ شيء ٌ رأسَه ،ولا يستطيع أن يضبط نفسه ،فإذا رأت أنني تم�لكتني الشهوة،
ولم يعد لي من م ُبتغى إلا الخلوة ،نثرت علي الحوائج َ نث ْرا ً ،فلا أملك أن أَ عصي لها أمرا ً ،ثم
احتجنا إلى تسخين الماء للاغتسال ،وأشد من هذا كله أن تحمل ،فيزيد الإنفاق بازدياد
العيال ،وأول الغ ُرم أن نأتي لها بمرضعة لولدها ،فنكون قد بدأنا بشيء ي َُجر ّ علينا أشياء.
كل هذا مع أمور أخرى كثيرة نسيَ بعض َها أحمد المكيّ ،وبعض َها أنا.
وعلى الرغم من أن أبا سعيد كان إماما ً في الب ُخل ،فإنهكان يُظهر غزة النفس،
وأًَنَف َة ا�لكبر ياء .وقد بلغ من أمره ،ومن إيغاله فيه ،أنه كان قد أقرض رجلا ً ألف
الدين� ،لكن الرجل كان في عسرة ،فطلب إمهاله .وتكررت ز يارات أبي سعيد ،وكان
١٩٩
فلم ّا طالت المماطلة ،بين سؤال ور ٍدّ ومجادلة ،قال أبو سعيد للرجل ،وهو على
مائدته(( :إن لهذا المال زكاة ً مؤداة وهذا أول غ ُرمنا ،لأنها أنقصت مقدار َه .وقد علمنا
حين خرجنا هذا المال من أيدينا ،أنه معرَّض للذهاب .وللمنازعات الطو يلة ،وأنه لن
يعرف الآجال.
ُ يعود بسهولة ،وقد يصل إلى أن يكون في الميراث ،فال ل��ه وحده ج َ ّ
ل ذكر ُه
ن الالتزام بالوع ْد ،والوفاء بالعهد ،ولولا ذلك ما أخرجنا هذا المال
س ِ
ح ْ
وما ظنن ّاه بك من ُ
من أيدينا .وهذا المال إذا كان شرطُه أن يرجع بعد سنة ،وأمهلناك لردِّ ال َّدي ْن شهرا ً أو
فأقبل عليه رجل من ثقيف ،فقال(( :لو كنت لا تريد إلا التقاضي واسترداد
المال ،لقمت غير هذا المقام ،وتغي ّر السؤال .وكان يمكن أن تفعل هذا في المسجد،
وليس في المكان الذي يحض ُر فيه الغداء)) .فقطع أبو سعيد الأكل ،ثم ارْب َ ّد وجُهه
واحتقن بالدم حت ّى كاد يتفجّ ر ،ونظر إلى الرجل نظرة الجمل الغاضب ،وأرعد وأزبد،
ثم أقبل عليه فقال(( :لا أ َمّ لك! لقد ارتضيت لنفسي أن يكون طعامي خبزا ً جافا ًدون
ن العَقْل ،وأحببت
س ِ
ح ْ
ل ومشهيات أغْمِس ُه فيها ،وما هم ّني أن يفنى جسمي من ُ
خ َ ٍّ
الغنى لأني ُأبغض الفقر ،وفعلت من أجل هذا ك َ ّ
ل فعل ،وأبغضت الفقر بفضل أَ نَفتي
من احتمال الذلّ .أتُعي ِّرني لا أ َمّ لك بأني أرغب في غدائه؟ وال ل��ه ما أكلت معه إلا
ليستحي من ح ُرمة المؤاكلة ،ولأنتهي من هذه المسألة ،وليكون كرم ُه سببا ً في تعجيل
ثم نهض أبو سعيد ،فأخرج الصكَّ من جيبه ،فضرب به الحائط حتى انكسرت
٢٠٠
ْف غليله .فمز ّقه قطعا ً صغيرة ،ورمى به .ودار بعينيه على كل
يده� ،لكن هذا لم يَش ِ
من شهد المجلس ،وقال وهو في ذروة غضبه(( :لقد كان لي على أبي فلان ألف
كل دي ْ ٍن كان لي عَلي ْه ،وأني لا حق لي في أن أعود إليه ،وأنه بريء من كل شيء
فنظر القوم بعضهم إلى بعض متعجبين ،ثم أقبل الغريم على الرجل الذي استثار
أبا سعيد فقال(( :أترى أثر فعلك؟ وما دعاك إلى هذا الكلام؟ وكيف تقول ما قُلتَ
للرجل وهو على مائدتي؟ ولماذا تقدم بهذا الكلام على من لا تعرف مكانه في السوق
وعلاقتي به؟ أتظن أن ّك كنت تدافع عن ّي لتنفعني؟ وهل أنا عاجز لتدافع عن ّي؟ أما وال ل��ه
قد ق َ َّد َمْت له الن ْف َع وسببت لي ال َّضرر ،لقد كنت أرجو أن ُأطي َ
ل مماطلت َه إلى أن ي�حين
بيع الثمر ،فيأتينا منه ربح ٌ وفير ،فندفع الدين ويبقى لدينا ا�لكثير .أما بما فعلت ،فقد
ن
أوجب ْت عليّ أن أعجل الدفع له .يا غلام ،اذهب بذلك الثمر إلى السوق ،فَبِعْه بأي ثم ٍ
ل مالَه)) .فباع الثمر ،وذهب إليه بالمال ،فأبى أبو سعيد أن
يُعرض عليك ،لنعطي الرج َ
يأخذه ،فلما أكثر من الإلحاح عليه ،قال(( :ما أظنّ صاحبك تجرأ عل َّي وقال ما قاله،
إلا لأن ّه عربيّ ٌ من ثقيف ،وأن ّي من الموالي .فإن جعلتَ شف َعاءك عندي من الموالي،
أخذت حلالي ومالي ،وإن لم تفعل ،فإني أقسمت بال ل��ه ألا آخذ َه)) .فجمع الثقفي
كل شعوبي في البصرة فشفعوا عند أبي سعيد ،حتى قبل بأخذ المال.
يأمرها أن تجمع قُمامة من يستأجرون د ُور َه ،فترميها فوق قمامتهم .فكانت الخادم تفعل،
وتأتي له بالقمامة ق َُّفة وراء قفة ،فيعزلها واحدة واحدة ،وينثرها و يفتشها .فإن أصاب
درهماً ،أو قطع دراهم ،أو ص ُ َرّة فيها مال للنفقة ،أو دينارا ً ،أو بعض الحليّ ،فإن هذا
كُلَّه أمره معروف .وأما ما وجد فيها من القطن والصوف ،في ُجمع في ناحية ،وكان
٢٠١
وجه ُه أن يُباع ،بعد أن يبلغ مقدارا ً ،إلى من يصنعون البرادع التي توضع على ظهور
الصيني َّات
وأما قطع الأكْ سِية ،وما كان من خرق الثياب ،فتباع إلى أصحاب ِّ
وما أشبه ،يصنعون منها أغطية مطرزة لها .فإن وجد قشور الر ّمان ،فهذه إلى الصباغين
والدب ّاغين ،وليس كقشر الرمّان في ثبات الصَّ باغة ودب ْغ الجُلود .وأمّا ما كان من القوارير
كان من نوى الخَو ْخ ،فإلى أصحاب الغَر ْس ،يغرسونها ،فإذا طالت قليلا ًباعوها لأصحاب
البساتين .وما كان من المسامير وقطع الحديد ،فللح ّدادين .وما كان من القراطيس
والصحف ،فتصنع منها سدادات لأفواه ِ الج ِرار .وما كان من الخشب فللذين يهيئون
إطار البردعة وهيكلها .وما كان من قطع العظام ،فير ُمى مع الو ّقود .وما كان من قطع
الخزف وال ُ ّ
طوب والآجُرّ ِ المكسور ،فإن الانتفاع بها يكون بأن تُد ََّق كلها معاً ،ثم تُنَخ َّل،
اللزِج ،فيعجَن هذا كل ّه لصناعة التن ّور .وما كان من ق ِطع القار ـ إن ثم تًخلَط بالغ ُضار َّ
وجدت ـ فتباع للقي ّار .ثم لا يبقى إلا التراب خالصاً ،وهذا يُضرب منه اللَّبِنُ للبيع
أو للحاجة إليه في المنزل� ،لكنه يبخل بالماء ،فيأمر جميع من في الدار ألا يتوضؤوا ،ولا
يغتسلوا إلا على هذا التراب ،فإذا ابت َّل وصار َ طيناً ،جعَله لَب ِناً .وكان يقول من كان لا
يعرف الاقتصاد كما أعرفه ،فلا يتح َ ّدثنََّ عن أمر ٍ لا يعرف منه طر َف َه.
وفقد أحد الساكنين شيئا ً كبعض ما يُسرق في البيوت .فعلم أبو سعيد بذلك.
فقال :لا ت َتّه ِموا أحدا ً ،و�لكن اطرحوا الليلة في أرض الدار تراباً ،فعسى أن يندم من
أخذه ،فيلقيه في التراب ،ولا يُنك َر أن نجده هناك ،ولا يَخشى أن يعرفه أحد� ،لكثرة
وكانوا يجمعونه و يلقونه على ك ُناسة أبي سعيد ،ورآه قبل أن يراه المسروق منه ،فأعطاه
٢٠٢
الأصمعي يتمنطق
فطلب منه أن يُنز ِل له من الثمن شيئاً ،وأن ينظر في أمره بعين الإشفاق .وتشفع إليه
الخسارة التي تريدونني عليها .وأي تجارة هذه؟ يشتري من ّي على أن تكون الخسارة عليّ،
والربح له .اذهبوا فاشتروا لي نخيل العراق كله على هذا الشرط .على أني لا أدري:
هل هو صادق أم كاذب في ادّعائه .وهَب ْه ُكان صادقاً ،وهَب ْني لبّي ْتُ طلب َكم وأجبتك ُم
وال ل��ه ما مشيتُم معه تشفعون له ،إلا وأنتم ترون أن حقه عليكم واجب ،وأ ّ
ن له
هذه الخسارة بيننا بالتساوي ،فيكون عليّ ما يكون على الواحد منكم .وأرى في هذا ف ِعلا ً
فقاموا من عنده ،ولم يعودوا إليه بعد ذلك ،وأَ ي ِس التاجر ،وسل ّم أمره إلى ال ل��ه،
البخيل المثقف
قلت لأبي ع ُيَي ْنة(( :قد أحسن الذي سأل امرأته عن لح ٍم أتاها به فأكلته،
وقالت :قد أكله اله ِر ّ .فأخذ اله َِر ّ فوزنه ،ثم قال(( :هذا وزن اللحم فأين اله ِر ّ؟ فقال أبو
ِض بي)) فقلت :أنت وال ل��ه تستحقّ هذا .إنك شيخ قارب المائة،
عينيه(( :كأن ّك تُع َر ّ ُ
وتأتيك غَل َّة تكفيك وتكفي عشرة معك ،وليس لك عيال ينتظرون منك أن تنفق على
النخيل ،ورِجْل في السوق ،ورِجْل في محلة الكِلاء على البحر .تطلب من هذا نُقْرة ً في
ِص ،ومن هذا شيئا ً من آج ُر ،ومن هذا قطعة من نحاس ،ومن هذا هكذا .ما هذا
ج ّ
ل نفسك بهذه
حرص على الدنيا؟ ولماذا تُتعب نفسك هذا التعبَ كله؟ وإلى متى تشْغ َ ُ
ال ُ
الأمور الصغيرة؟ فلو كنت شابا ًفي م ُقتبل العمر ،يريد زوجا ًوأولادا ً وبيتاً ،ماذا كنت
تفعل؟ ولو كانت ديونك كثيرة وعيالك حولك يطلبون ولا يقنعون ،ماذا كنت تفعل؟
كاملة .وقالوا لك :لقد كنّا في ليل ،ولعل اله ِر ّ الذي أكلها كان من ه ِر َرة ال�جيران ،فإن
يكن ه ُِر ّنا هذا أكلها ،فإنك رميت إليه قطعة البطيخ وهو شبعان منه .فاصْ بر علينا ،فإننا
سنمتحنه في غير هذا ،ولا تغرِ ّمْنا ثمن البطيخة ،فأبيت .فما هذا البخل؟
من الفساد إلا ببعض الفساد .وقد قال ز ياد بن أبيه في خطبته المشهورة(( :وال ل��ه إن ّي
ل منكم إلى أخذ الحق ،حتى أخوض الباطل خوضاً)) .فما كفاه أن يصل إلى
ما أص ُ
أخذ الحق بالباطل ،بل خاض فيه خو ْضاً .وأمّا ما تلومني عليه من أنني هنا وهناك،
وأنني أبتغي هذه وتلك ،فإنما ذهبت في هذا إلى قول ز ياد(( :لو أن في يدي فسيلة ،ثم
قيل لي إن القيامة تقوم الساعة ،لبادرتها فغرستها)) فأنت تلومني على أنني كذا وكذا،
وهو يغرس الفسيلة و يعلم أنها لن تصير نخلة إلا بعد سنوات ،مع أنهم يقولون له :إن
القيامة ستقوم الساعة .وقال أبو الدرداء في مرضه الذي مات فيه(( :ز ّوِجوني ،فإني
أكره أن ألقى ال ل��ه ع ََز باً)) والعرب علمونا أن من احتاط لأمره في الصيف ،لقي الراحة
في الشتاء فقالوا(( :من غلى دماغه في الصيف ،غَلَت قدوره في الشتاء)) .وقال مُك ْْر َز:
((العجْ ز فراش ليّن لا ينصرف إليه إلا الفاشل ا�لكسول)) .وقال عمر بن الخطاب
رضي ال ل��ه عنه(( :إياكم والراحة ،فإنها ع ُقلة)) فلم يقنع بالنهْ ي عن الراحة بل سم ّاها
تع َل ّم من رسول ال ل��ه صلى ال ل��ه عليه وسلم ،فهو يريدنا أن يكون الواحد صلباً ،ذهبت عنه
الصبا ،وأن يأخذ نفسه بالتقشف والغِلَظ في المعاش ،حتى يكون الرجل صلبا ً
طراوة ِّ
خفيفا ً يثب على ظهر حصانه وثبا ً دون أن يضع رجله في الر ِ ّكاب ،فيقول(( :تَمعْدد ُوا
واخْ شَوْشِنوا ،واقطع ُوا ُ
الر ّكَب ،واركبوا الخيل نَزْوا ً)) .وما هذا إلا من قول رسول
ال ل��ه صلى ال ل��ه عليه وسلم(( :اخشوشنوا ،فإن الن ِّعَم َ لا تدوم)) .وتأخذ عليّ أنني أسير
٢٠٥
حافياً ،وقد أوصى عمر بهذا ،لأن من اعتاد الحفاء كان أسرع إلى النهوض والفزعة إلى
الأمور ،قال عمر(( :احتفوا ،فإنكم لا تدرون متى تكون الجَفْلة)) .وقال(( :إن يَكْن
مج ْهدة ،فإن الفراغَ مَفْسدة)) .وقال لسعيد بن حاتم(( :احْذرِ النِّعْمة كحَذَرِك
ل َ ال ُ ّ
شغ ْ ُ
أحب أني
ّ صي ْفيّ (( :ما
ي أخوفُهما عليك عندي)) .وقال أكثم بن َ
من المعصية ،و َلَه ِ َ
مَك ّ ٌ
ْفي ك َّل أمر ِ الدنيا ،فإن ّي أكره عادة َ الع َجْ ز)).
٢٠٦
بخلاء من كل الطبقات
ل منه ،ثم ـ فتذاكرا الزيت ،ومتى يكون أفضل من ال َّسمْن ،ومتى يكون الس ْم ُ
ن أفض َ
تذاكرا الزيت المعصور من زيتون غض ،والزيت الذي يخلط بالماء ،ولا يختلطان .فقال
محمد(( :عندي زيتٌ لم ير َ الناس مثلَه ،وقد عُص ِر لي لا لغيري)) .فقال يحيى(( :لا
نحكم حتى نرى ،ألا جئتنا منه بشيء؟)) .فدعا محمد غلامه فقال(( :إذا دخلت الخزانة
تجد جِرارا ً ،فانظر ال َجر ّة َ الرابعة َ عن يمينك إذا دخلت ،فجئنا بشيء من الزيت)) .قال
يحيى(( :ما يُعجبني السي ِّد يعرف موض َع زيته وزيتونه ،وربما بقية المؤونة)).
ن عبدِ ال ل��ه القَسْر ِيّ ،أخو خالد القسري ،واليا ً على خراسان أيام
وكان أسد ُ ب ُ
ولاية أخيه على العراق ،في زمن هشام بن عبد الملك ،وكانت له حكايات على الطعام.
شِواء طر يا ً قليل ُ
الن ّضْ ج، فقد جاءَه الش َو ّاء ُ يوما ً بشِواء ٍ أنضجهكثيرا ً ،وكان أسد ي ُ ّ
حب ال ّ
ش َّواء(( :أتظنّ أنك تخدع ُني ،وأنني لا أعلم ُ ما تفعل؟ أنا أعلم أنك لستَ تبالغ
فقال لل ّ
في إنضاجه ليصير َ أطْ يبَ ،و�لكنك بفعِلك هذا تسْتحل ِبُ جمي َع د ُهنه ِ وشحمِه ودَسَمه ِ،
وكان رجل يدعو نفسَه إلى طعام الجوهريّ ،فكان ضيفا ًدائما ًعلى مائدته ،وكان
يتحرى وقتَ طعامه ولا يخطئ .فإذا دخل في وقت غداء أو عشاء .والقوم يأكلون،
هذا الطعام ،وقد كُتب لي في اللوح المحفوظ أن ّي سآكله؟)) .وأكثر من غاراته ،حتى
ضج ّ منه القوم ،فقال له رِ ياح(( :تعال في وقت الغداء أو العشاء ،فإن وجدت شيئاً،
وكان خالد بن صفوان ب ِن عبد ال ل��ه بن الأهتم من بني مَن ْقر خطيبا ً مفوها ً من
خطباء عصر بني أمية ،وعاش إلى أن أدرك أبا العباس السفاح ومات في عهده وهو
من الخطباء المشهورين عند العامّة ،والمق َ َّدمين عند الخاصة .وكان راو ية حافظاً ،يروي
جاء به من البستان .فلما وضعه بين يديه ،قال خالد(( :لولا أني أعلم أنك أكلتَ منه،
لأطعمت ُك واحدة)).
َب
وحدّثني أحد الأصدقاء الثقة فقال(( :كنت مع شيخ أهوازيّ في م َْرك ٍ
في دجلة ،وكنتُ في أوّل المركب من جهة ِ الرأس ،وكان في آخره .فلم ّا حان وقت
الغداء ،أخرج من سلّةكانت معه دجاجة ً وفرخ طائر م َشو ي َّي ْن ،وراح يأكل ،ويتح َّدثُ
ِض عل َيّ المشاركة ،وليس في السفينة غيري وغير ُه .نظر َ إلي ،فرآني أنظر إليه
ولا يعر ُ
بالنظَرِ مثلك)) .وأكل لقمة أو لقمتين ،ثم وجدني مازلت أنظر إليه ،فقال(( :يا هذا،
مالحة ،وعين مثلِك سر يعة ،وقد تَفْلُق الصخْ رة الم َكينة ،أو تُغرِق السفينة ،فاصْر ِف
عن ّي وجهك)) .فوثبت وثبة سبع ضارٍ ،وانقضضْ ت عليه ،فقبضْ ت على لحِي ْته بيدي
الي ُسرى ،ثم تناولت ال َّدجاجة بيدي اليُمنى ،فمازلت أضرب بها رأسه ،حتى تق َّطعت
٢٠٨
في يدي ،ثم تركته خامدا ً ،وعدت إلى مكاني وقد شفيت منه غليلي .فمسح وجَهه
ولحيت َه ،ولملم ما بقي من طعامه ،ثم بادرني بالقول(( :لقد أخبرتُك أن عينك مالحة،
قلت(( :وما علاقة ما بيننا بالإصابة بعين؟)) .قال(( :يا هذا ،إن الإصابة
بالعين تعني أن مكروها ً سيحدث ،وهاقد أصبتنا بعينك ،فنزل بنا أعظم مكروه)).
أضحك مثله من قبل ،حتى ضحك معي ،وتح َّدث ْنا حتى كأن ّه لم يقل
فضحكت ضحكا ً لم ْ
من عادته أن يأتوا له بِ جدْي يُوضع على مائدته بعد الطعام ،و�لكنه لم يكن يم ُ ّ
سه ،فلم
يكن أحد من ضيوفه يفعل ،وكأنما الجدي للزينة .فأكل أعرابيّ ٌ على مائدته يوماً،
فلم ّا وضعوا الجدْي ـ ولم يكن يعرف عادة المغيرة ـ هجم على الجدي فمز ّقه تمز يقاً ،ولم
عرقَ عظام َه تَعْر يقاً .فقال له المغيرة(( :كأن بينك وبين هذا
يرض بأكل لحمه ،بل َ ّ
الجدي ثأرا ً ،هل نطحتك أ ُمّه؟)) .وكان الأصمعيّ يقول :إنما قال(( :يا هذا ،ألم يكف
لاشْ تفاء الثأر من هذا البائس أن تُمزِّق لحَمه ،حتى َّعرقت عظمه؟ هل نَطحت ْك أ ُمّه؟)).
وكان عبد الرحمن بن طارق رئيسا ًلشرطة المغيرة ،فقال لشرطي من شرطته(( :هل
تجرؤ على الانقضاض على جدْي الأمير؟)) قال الرجل(( :أفعل)) .فقال عبد الرحمن:
((إن فعل ْت أسقطت عن ْك نوبة الليل سنة)) .فبلغ قولُه الأمير ،فشكاه إلى الحجاج بن
يوسف الثقفي ،فعزله ،وولّى مكانه ز ياد بن جرير ب ِن عبد ال ل��ه البَجْليّ ،فكان أثق َ
ل عليه من
ل الحجّاج ومح َ ّ
ل ثقته .فكان المغيرة إذا عبد الرحمن ،ولم يقدر على عزله ،لأنهكان من رجا ِ
خطَبَ الناس يقول(( :يا أهل ا�لكوفة ،من ج َرّ عليكم المصائبَ والغواية ،وسعى بكم إلى
أمير ِكم بالوِشاية ،فلعن َه ُ اللّه ولَع َن أ َّمه العوراء)) .وكانت أ ُمّ ز ياد عوراء ،وقيل :كان هو
نفسه أعور .فكان الناس يقولون(( :ما أرينا تعريضا ًق ُ َّط أطيب من تعريض المغيرة بزياد)).
٢٠٩
ل في ال َ ّ
طمع بأشعب ،وهو أبو العلاء أشعب بن جبير ،وقد أدرك و يُضرب المث ُ
عثمان بن عفان رضي ال ل��ه عنه ،وقيل إنه كان مولاه ،فأعتقه فيمن أعتق يوم مقتله.
وكانت فيه صفات حميدة :كان حسن الصوت في قراءة القرآن ،وربما صلّى إماماً،
وكان أطيبَ أهل زمانه عِش ْرة ،وأكثر َهم نادرة ،وأحسن الناس أداء لغناء ٍ سمعه،
وكان يقول :أخذت الغناء عن مَعْبد ،وكنت آخذ عنه اللحن فإذا سئل عنه قال :عليكم
ويستطيبون مجلسه ،لنوادره وحسن غنائه .وفد في آخر حياته إلى بغداد أيام أبي جعفر
المنصور ،فأقام فيها زمناً ،ثم خرج إلى المدينة فمات فيها.
المنصور .وكان لز ياد جدْيٌ كجدي المغيرة الثقفي يوضع على المائدة لتز يينها ،فلا
سه ولا يم ُ ّ
سه غيره .فعش ّى ذات ليلة من رمضان قوما ً وفيهم أشعب .فلم يقربوا يم ُ ّ
فارتعب أشعب ،وقال(( :هل لك في أمر ٍ خيرٍ من هذا أيها الأمير؟)) .قال(( :وما
هو؟)) .قال أشعب(( :أحلف بالأيمان المحُْرِجات ،وبأني بريء من دين محمد ،ألا ّ
وكان عبد الملك بن قيس الذئبي من أعجب الناس ،فما ر َدّ سائلا ً ّ
قط ،وكان
جوادا ً بكل شيء عن طيب نفس ،إلا على الطعام ،فكان يعد من البخلاء .دعا رجلا ً
من أشراف أهل البصرة ،ليقيم عنده زمناً ،فقبل الرجل الدعوة شاكرا ً .فلما رآه عبد
٢١٠
ألف
ونحبسك عندنا ،وتُعفينا من دعوتك ،أعطيك ألف درهم)) .فاحتمل خسارة َ ِ
وأكل أعرابي على مائدة سليمان بن عبد الملك بن مروان ،فم ّد يده إلى دجاجة
كانت أمام َ سليمان ،فقال(( :ألا يكفيك ما بين يديك وما يليك؟)).
قال الأعرابي(( :وهل على المائدة حِم َى لأمير المؤمنين؟)) .قال(( :فخُذْها لا
صعْصعة
ن أبي سُفيان تُعجبه الر َّقبة ُ من الذبيحة ،وتغدّى معه ذات يوم َ
وكان معاوية ب ُ
َلأ
صو ْحان ،فم ّد يده وتناولها من بين يدي معاو ية .فقال معاو ية(( :إنك لتطلب الك َ
ن َ
ب ُ
لغنمك في مكان بعيد)) قال صعصعة(( :من أجْدبت دياره طلب الكلأ في دياره غيره)).
وقالوا :دخل هشام بن عبد الملك بن مروان بستانا ً له ،فيه أنواع وألوان من
الأشجار المثمرة ،وكان معه بعض أصحابه ،فجعلوا يأكلون الثمر ،ويدعون بالبركة .فقال
وأصحابه تمرا ً ،فانطفأ الس ِّراج ،وكانوا يلقون النوى في طست له رنين ،فسمع صوت
وعاش إلى آخر خلافة معاو ية .باع دارا ً لمعاو ية بخمسة وأربعين ألف دينار ،فقيل له:
((أصبحت كثير المال)) ،قال(( :وما نفع خمسة وأربعين ألفا ًمع ستّة ٍ من العيال؟)).
وكأنه يجده قليلاً ،فقال خالد(( :يا أحمق ،لا تستقل الدرهم ،إن الدرهم َ عشر الع َش َرة،
وإن الع َش َرة عُش ْر المائة ،وإن المائة عُشْر ُ الألف ،وإن الألف عُش ْر العشرة آلاف .أما
٢١١
وكان بلال بن عامر بن أبي موسى الأشعري قد و َلِي َ البصرة وقضاءها نحوا ً من
ست عشرة ستة في عهد خالد بن عبد ال ل��ه القسريّ ،وكان أميرا ً وقاضيا ً وداهية أديباً.
وهو أول من أظهر الجور من القضاة .وكان يقول(( :إن الرجلين ليتقدمان إليّ ،فأجد
أحدهما أخف على قلبي ،فأقضي له)) .وقد انتشر الجُذام في سنة من السنوات ،فخاف
فإذا فرغ من الاستنقاع ،أمرهم بردّه إلى جراره ،وبيعه في السوق .فاجتنب الناس
وكان يدعو بعض الناس إلى الإفطار في رمضان على مائدته .فكانوا يجلسون في
حلقات ،وتوضع لهم الموائد ،فإذا أقام المؤذن الصلاة ،نهض بلال إلى صلاة المغرب.
ويسْتحيي الآخرون فينهضون معه .فإذا قاموا جاء الغلمان فرفعوا الطعام.
وكان عمرو بين يزيد الأسديّ على شرطة الحجّاج قالوا :وخب ّرنا جار له ،قال:
رأيت ُه يتخلَّل من الطعام بعود خِلّة ٍ واحد شهرا ً ،كل ّما تغدّى كَس َر من رأسه شيئاً ،ثم
وأكل رجل على مائدة خالد ب ِن صفوان ،فوضع الغ ِل ْمان بين يدي خالد دجاجة،
وبين يدي الرجل حبات من الزيتون .فأخذ الرجل ينظر إلى ما أمامه مرة ،وإلى
الدجاجة مرة ،فقال خالد(( :كأنك ته ُ ّم بها)) .قال(( :ومن يمنع ُني إذا فعلت؟)).
قال خالد(( :أنا أمنعك ،لأنني أصير أنا وأنت في مالي سواء)).
((العِقْر)) جرير َ بن بَيْهس المازني ،وكان يلقب جرير المطر َّق وخرج الحكم مرة يتنز ّه،
وكان يومها باليمامة ،فدعا المطرَّق إلى الغداء فأجاب دعوتَه .وكان بين يدي الحكم طائر
من طيو ُر ال ُد ّ َرّاج ،فتناوله المطرَّقُ من بين يديه ،فعزله من منصبه ،وولّى مكانه نُو َي ْرة
٢١٢
فيه غنى ً لك عن دُرّاج َة الحكَم ِ ق صيْدٌ لو قَنَعْتَ به
قد كان في العِر ْ ِ
لو كان ي َ ْشف ِيك لحم ُ الجز ْر من ق َر َ ِم ِض لا تنفكّ تأكلُها
وفي عوار َ
فلما سمع الحكم البيتين ،وعلم أن نويرة بن عم المطر َّق ،عزله من منصبهكما عزل
ق
ونُصْ حي ،إذا ً ما بِعْتني بالمحل ّ ِ ِ تعرف طاعتي
ُ ُف لو كنت
أبا يوس ٍ
ق َ
المطر ّ ِ عل َيّ ،ولا ك ُلِّفْت ذنب صالح ٌ
ولا انْه َ ّ
ل سرّاقُ الع ِراف َة
وأكل رجل على مائدة أمير ضخ ْم كان لنا ،فأخذ بيضة من أمام الأمير .فقال:
حملوا معهم طعاما ً يكفي خمسمائة .وثَق ُل عليه أن يأكلوا معه ،وكره لبخله أن يدعوهم
إلى الطعام ،واشتد جوعه ،فجلس على طرف أرض مزروعة بالب ُقول ،فأقبل ينتزِع ُ
الفِجْلة من الأرض ،فيطوي جزرتها بورقها وع ِْرقها ،ثم يأكلها من غير أن تُغْسل ،من
ك َلَب الجوع ،و يقول لواحد منهم ،كان أقرب الخمسة إليه مجلساً(( :لو ذهب هؤلاء
ُ
الث ّقلاء لكنا قد أكلنا)).
بعض أعمال البصرة ،و يعرف بعبد الرحمن ب ِن أبي بَك ْرة .قالوا :وتغدى عبد الرحمن بن
أبي بَك ْرة على مائدة معاو ية بن أبي سفيان ،ولفت نظر َ معاو ية َكِب َر لقمة عبد الرحمن.
٢١٣
فلم ّا كان الليل ،ذهب أبو بكرة إلى معاو ية ،فقال(( :ما فعل ابنك كبير اللقمة عظيم ُ
الأَ كْلة؟)).
قال(( :تركته عليلا ً يتوجع)) .قال معاو ية(( :احْمَدِ ال ل��ه أنه لم يُص ْرع ،فَم َن
وأكل أعرابي مع أبي الأسود ال ُد ّؤ َليّ ،فأن ْك َر منه كِبَر َ لُقْمت ِه ،وهالَه ُ ما يصن ُع
صد َق م َن سُمَّاك.
على مائدته ِ .قال(( :ما اسم ُك؟)) قال الرجل(( :لُقْمان)) .قال (( َ
أنت لُقْمان)).
بين يديه ،فلا َيت ّس�ِع إلا لط ُبَي ْق أو اثنين ،وقد جَع َل موضع المَقْعدِ والخ ِوان مرتفعاً،
يج ْعل له ع َتَباً ،كي لا يصعد َ إليه أحد .وانتبه أعرابي إلى فِعْله ،فقر ّر أن يُناكده
ولم َ
في بُخله .فكانَ يتحيّن وقت طعام أبي الأسود ،ثم يأتيه على فرس ،فيصير ُ كأنه معه في
الدكّان ،وكأنه جالس إلى الخ ِوان .واغتاظ منه أبو الأسود ،فأخذ دب ّة من نحاس،
وجَع َل فيها بعض الحصىَ ،
وات ّك َأ عليها .فإذا رأى الأعرابيّ أقبل عليه ،تظاهر بأنه
يخوِّل م َُت ّك َأَ ه من جن ْب إلى جن ْب ،فَتُقَعْق �ِ ُع الحصى في الدبة ،وتصدر ُ صوتا ً مزعجاً،
فينفر الفرس .قالوا :فلم يزل هذا دأبَه كلما جاءه الأعرابي .الأعرابيّ يص ُرّ على م ُؤاكَلة ِ
أبي الأسود من على ظهر الفرس ،وأبو الأسود يُقَعْق �ِع بالحصى كأنها الجرس ،حتى
نفر الحصان مرة ً فأوقعه .وكان يصرعه ،فلم يعد إليه أبدا ً.
٢١٤
درس في ا�لكرم
إلى الثقفي
أما بعد ،فقد بلغنا أنك من روّاد مجلس الأصمعي ،وأنك ت ُ ْظه ِر الإعجابَ بسَهْل ب ِن
هارون ،وأن ّك ترى الرأي الر ّ ِ
اجح َ فيما يقول إسماعيل بن غزوان ،وأنك تُق َب ِّح جُود َ مويس
حسْن
والتث ْمير ،وفيما يجب على المرء من ُ مجال ،وتُسْه ِب إسهابا ًشديدا ً في وصف ال َّترْويج َّ
أشنع ،وللمروءة أضْ ي َع ،وتعجب كل العجب من مذهبهم في النفقات ،وتسرف في ذمِّهم
ووصف أفعالهم بالموبقات .ولا يكثر ذِك ْر أ ْمر ٍ على لسان أحد َ مديحاً ،إلا أن يراه أمرا ًصحيحاً.
ولا يأنس بالبخلاء ،ولا يَغْشى مجالسهم ،إلا من استوحش من الأسخياء ،وترك نفائ ِسَهم.
المصائب ،وألا ينفق إلا ما يحفظ الأب ْدان ،وأن يجعل ما يوف ّره ،ويجمعه و يُقَت ِّره ،حماية ً
له من صروف الز َّمان ،فإن الإنسان لا يُع َد عاقلاً ،ولا يُنسب إلى الح ْ
كمة ،ما دام
بقيمة المال جاهلاً ،ولا يحمي أصل الن ِّعمة ،بأن يجمع ما زاد منها توفيرا ً وتقتيرا ً ،وأن
وبرهان على ميلك إلى طر يقته في الحياة .ولسنا نتجن ّى عليك ،ولا ننسب ما ليس فيك
تستحسن رواية الأصْ معيّ في أن أكثر أهل النار من النساء والفقراء ،وأن أكثر أهل
الجنة من البلُْه ِ والأغنياء ،وأن أصحاب الغنى والثروات استأثروا بالمك ْر ُمات والحسنات.
و يكفيك أن ّك فضَّ لت كلام إسماعيل بن غ َْزوان حين قال(( :تتن َّعم ُون بالطعام
الطي ّب ،وترفلون بالثياب الفاخرة ،وتهنؤون بالشرّاب الرَّقيق وتُشن ِّفون الآذان بالغناء
إنما نسعى إلى أن نسلم من الذ ِمّ ،وأنتم تسعون إلى أن تنالوا الحْمد َ الجمّ .وإنما ينتفع
بالحمد من كان سليماً ،خالي البال من أي حزن أو غ ّم و همّ ،ويُس َ ُرّ باللذات صحيح
البدن الآمن على العيال ،الصادقُ الحس في كل الأحوال .فأما الفقير فلا يسعى إلى أن
ي َحمَد َه أحد ،بل أن يجد ما لا يجعله محتاجا ً إلى أحد .,والطعام الذي تنفقون عليه يصير
فضلات ،والشراب الذي تشربون في الصبح والمساء ،يصير بولاً ،لا يختلف في هذا
عن الماء ،وما تبنون م َر ُدّه أن ينهدم ،والغناء ريح ٌ ته ُب ،وسواه للمروءة أوجب ،وسخافة
سد ُ العقل ُ
والر ّوح ،ولا تقود إلا إلى كل قبيح .فأنتم تبحثون عن اللذة فيما يج ْلُب تف ِ
٢١٦
الفقر َ والقِلَّة ،ونحن نبحث عما يضاعف الغ ِنى ،ويحمي المروءة والهمْة .نحن نبني ،وأنتم
نح ِكم ُ الأمور وأنتم تنْق ُضون ،ونحن في طلب العزِ ّ الدائم ،وإن فاتنا بعض
تهدمون ،ونحن ُ
اللذة ،في سعي حثيث ،وأنتم تعرضون أنفسكم للذل الدائم ،في تهافتكم على كل خبيث)).
لقد فهمنا حكايت َك ومقاصدك ،وانكشفت كل ال ُأمور ،وما عدت تقدِر ُ أن
تخفيها في قليل أو كثير .وبان الدليل على تغ ُي ّر ِ طباع ِك ،وعلى أنك ان ْقل ْبتَ من النقيض
إلى النقيض ،وأن أمور َك أدْب َرت ،وم َدارِك َك تأ َّخرت ،وأنك صِرْت تَسْتحسن ما كنت
تَستقبح ،وأن ما كنت تُبغضه صِرْتَ تعشقه وتراه أملح ،فبُعْدا ً لما قد فعلت ،وسُ ح ْقا ً لما
قد أتيت .ولا يبعد ال ل��ه إلا م َن ظلم .وصدق الشاعر حين قال عنكم:
بُعْدا ً وسُ ح ْقا ً له من هالكٍ م ُودي فإن سمِعْتَ بهُل ْكٍ للبخيل فق ُلْ
أودى ،وجثمانُه لل ُت ّرْب وال ُد ّودِ ت ُراثُه جنَّة للوارثين إذا
والحمد ل ل��ه الذي لم يمُِت ْني حتى جعلني أراك على هذه الحالْ .فأنت وكي ٌ
ل على
المال ،وأجير ٌ لدى العيال ،وحارس يحفظه للوارثين من الز َّوال ،وهاأنت قد تعجلت
ْض عيالِه،
نه ْجا ً في حياته ِ ،فانصرف عنه الأصدقاء المؤنسون من ث ِقات ِه ،ولم ينل إلا بُغ َ
٢١٧
ل ـ من ملابس خشنة لا تست ُر ،وما يُطع ِمهم من طعام لا
لما يع ّذِبُهم به ـ وهو ذو ما ٍ
شحِيح ،وم ُع َج ّ ٌ
ل لِلَّئيم. علامات ال َ ّ
ِ إن هذا كله مجتمع في البخيل ،وهو من
وح َّدث بما أنعم ال ل��ه عليه ،وتمتَّع بما صار َ إليه ،ولم يحبس ما رزقه ال ل��ه عن نفسه وعياله
نفسَه وأهلَه بالحِر ْان ،يكدّ ويشقى دون عِو َض مدى الأزمان ،وليس له فيما يفعل
حُ َّ جة ،فما هو بين الناس فقير م ُعدم ،وليس ما يُ�جبره على تعر يض نفسه للإهانة والذمْ،
�لكنه ببخله يُحكِّم الن ّوازع السوداء من نفسه ،ويُسل ِّطها على أهله وعِرضه ،ويستكين إلى
الذي أخذت به عنهم ليس من صميم أخلاق ثقيف ،ولا من شيم قريش العر يقة،
لست من العرب ،ولا تعتز ّ بصافي النسب .ولقد قال معاو ية(( :من لم يكن من بني
هاشم جوادا ً سخيا ًفهو منبوذ ٌ دعيّ ٌ غريب ،ومن لم يكن من آل الزبير شجاعا ًفهو ي َّدعيهم
سل ْم بن
وليس منهم ،ومن لم يكن من بني المغيرة فخورا ً ،فهو دخيل عليهم)) .وقال َ
تأتي به الأيام ،فلا تحسبه من ذوي الحمي ّة ،ولا من ذوي النفوس الأبية)) .وقال ابن
أبي بردة(( :لولا شبابُ ثقيف وفتيانهم ،لما كان لأهل البصرة مال)).
وهو المتكب ِّر ُ الذي لا يَعجب ،والوف ُيّ الذي لا يغدر ،وهو الحليم الذي لا يَعْج َل ،وهو
٢١٨
العَدْل الذي لا يَظل ِم ،وهو السلام وإليه نُسْلم .ولقد نهانا عن البخل وأمرنا بال َّسخاء،
حتى لو كان بكلمة طيبة وابتسامة عند اللقاء .وأمر بالصدق ونهى عن ا�لكذب ،وأن
نؤدي للّه والناس حقّا ً وجب .وأمرنا بالحِل ْم والأناة ِ ،وع َ ّدهما من الإيمان ،ونهانا عن
العجلة فإنها من الشيطان .وأمرنا بالوفاء بالعهد ،ونهانا عن الغدْر من قب ْل ومن بعْد.
ونهانا عن الظلم فقال(( :يا عبادي ،إني حرّمت الظلم ،على نفسي فلا تظالموا)) وأمر
عباده بالعدل وأن يتراحموا ،وإلا لماذا سم ّى نفسه الرحمن الرحيم؟ وأمرنا با�لكرم لأنه
ا�لكريم .فلم يأمرنا سبحانه وتعالى إلا بما اختاره لنفسه من الصفات ،ولم يزجرْنا إلا عم ّا
وقد قال الأقدمون جميعاً(( :إن ال ل��ه أكرم الأكرمين وأمْ جد ُ الأمجدين)) كما
ل لا إله إلا جلالُه وتق َ ّدست أسماؤه ـ فقال(( :ذو الفضل العظيم)) و((ذِي ال َ ّ
طو ْ ِ
ومالنا لا نتع َّلم من سيرة الرسول الأعظم صلى ال ل��ه عليه وسلم؟ لقد قالوا :لم يضعْ
درْهما ً على درْهم ،ولا لَب ِنة على لبنة إلى أن توفاه ال ل��ه .وملك صلوات ال ل��ه عليه جزيرة
العرب ،فقبض الصدقات والزكوات ،وجبيت له الأموال ما بين حدود العراق إلى
أودية ع ُمان ،ومن تخوم الشام إلى بحر اليمن ،و�لكنه انتقل إلى الرفيق الأعلى وعليه
دَي ْن ،ودِرْع ُه مرهونة ،ولم يُسأل عن حاجة ٍ ق َّط فقال :لا .وكان إذا سُئ ِل أعطى،
وإذا أعطى أجزل ،وإذا و َع َد كان وعد ُه كال ِعيان ،وإذا أطْ مع كان إطماعه كالإنجاز.
مدحه الشعراء بالجود ،وال َّسخاء بلا حدود ،وذكره الخطباء بال َّسماح .ولقد يهب للرجل
قط أكثر من مائة ِ بَعير ،فيقال :وهب ه ُنَي ْدة .وإنما ي ُراد ُ بذلك القول غاية ُ المدْح .ولقد
٢١٩
وهب رسول ال ل��ه لرجل ألف بعير ،فلّما رآها تزدحم في الوادي ،قال(( :أشهد أنك
وفخرت هاشم على سائر قريش والعرب ،فقالوا :نحن نحيي بالطعام النفوس،
ونعلُو بالسيوف الرؤوس .ووصفهم بعض العلماء فقالوا :هم الأجواد الماجدون ،يهشون
للضيف و يُقرون ،وهم الذين إذا قالوا يفعلون ،وقولهم كالسيف المسنون .وأجمعت
كل ّها ،قديمُها وحديثُها ،قو ُ ّيها وضعيف ُها ،مرذولُها وجليلُها .على ذ َ ِمّ البخل والتنفير
الأمم ُ
منه ،ومدْح الجود والتحبيب به ،كما أجمعوا على ذ ِمّ ا�لكذب وحَم ْد الصدْق .وقالوا:
وذكروا أن العرب تحكم بأن حاتما ً أجود ُ العرب ،ولو قدّموه على هَرِم بن سنان
في الجود لما أخطؤوا .و�لكن ما تحدثت به الركبان عن جود حاتم لا يبلغ جزءا ً من
ْب ب ِن مام َة ،لأن كعْبا ًبذل النفس حتى قتله ا�لكرم ،وبذل المجهود من المال،
كع ِ
جود َ
فساوى حاتما ً من هذا الوجه ،وتفوق عليه ببذل المهجة ،فقال الفرزدق:
بنظره ،وهم في شهر القيظ ،وقد ضل ّوا وعطشوا ،فهلك لأنه لم يشرب .وما رأينا عربيا ً
رأى في جود حاتم بجميع ماله سفاهة ً ،ولا رأينا أحدا ً منهم قال إن كعْبا ً كان سفيها ً
أحمق ،ولا إن فعله كان فعلا ً أخرق .بل جعلوا من كعب فخ ْرا ً لإياد كل ّ ِها ،وجعلُوا
جود َ حات ٍم مأثرة ً لطيِ ّئ ،تباهي به أهل ا�لكرم ،وتُسابق نحو الق ِمم ،بل صار جوده
٢٢٠
مر ِ الزمان ،ثم
فخ ْرا ً لعدنان على قَح ْطان ،ثم للعرب على العجم ،ما سارت الركبان ،على ّ
لسكان جزيرة العرب ،ولأهل تِل ْك ال َت ّرْبة على سائر ال ُت ّر َب.
فم َن أراد أن يُخالف ما وصف ال ل��ه ج َّل ذِكره ُ به نفسه ،وما أسْ ب َغ من ذلك على
نبيه صلى ال ل��ه عليه وسلم ،وما جعله فيه من فضائل الجود ،وما أجمعت على تفضيلِه
العُر ْبُ كافة ً ،لا يشذ عن هذا الطر يق أحد ،وما اتفقت عليه أمم ُ الأرض قاطبة ً ،لم
ومن يعرف تاريخ الأمة لا يجد ُها قابلت ا�لكريم َ بالب ُغض ،ولا واجَهت جُود َه
َّ
أحبت ْه أعظم الحب ،وكالت له المديح َ والثناء .بل بالرف ْض ،ولا عاملت ْه بالازْدراء ،بل
ال َّسر َف إلا في الجُود ،فلم نجدهم أبغضوا جوادا ً ،لأن جُود َه جاوز الحدود ،ولا قابلوه
وتحدثوا عنه إلا بالتعظيم والإجْلال ،بمقدار ما يزيد في إنفاق المال .بل رأيناهم يتعلمون
َف الحَسَنات
َف في الدن ْيا ،كما تضاع ُ
ا�لك َر َم .ولذلك قالوا إن الثناء على فعل ال�خير يُضاع ُ
في الآخرة .وقد تجد ُ مديحا ً شاردا ً لا يُعرف صاحبه ،في ُضاف إلى مدائح الجَواد .وقد
تجد معروفا ً يجهلون من ف َعَله ،فينسبونه إلى ا�لكريم ،ويسير ُ ذِك ْره بين العباد.
البخيل خلاف هذا المذهب .فوجدناهم يُبغ ِضون البخيل كما يُبغضون المرض ،و يَف ُِر ّون
منه ف ِرارهم من المجذوم ،وين ْأوْن عنه بمقدار ما يتقر ّبون من ا�لكريم ،بل إنهم ـ لشدّة
بغضهم إ ي ّاه ـ يُبغِضُون أهلِه ووَلَده ،فيكون قد ج َّر المصائب على أهله مرتين :مرة لأنه
يح ْيَو ْن في ضن َكٍ ويباس ،ومرة لأن ّه ب ََّغض َهم إلى الناس .ووجدناهم يحتقرون
جعلهم َ
البخيل ،و يحتقرون معه من لاذ به ،وكان منه من الأقربين ،ولا يهتمون لرأيه في أم ُورِ
٢٢١
ال ُد ّن ْيا والد ّين .والبخل عندهم ملازم ُلل ّؤ ْم والخ ِ َّسة وال َّدناءة ،وتراهم يضيفون إلى سيرة
البخيل نوادِر َ البخل اللئيمة ،و يُضيفون إلى بُخله غرائب الب ُخل الجديدة َ والقديمة ،حتى
لم يكتفوا بذ ِمّ مَسْ�لك ِه في الحياة ،بل ضاعفوا من سُوء َ الذِّك ْر والسيرة للبخلاء ،بقَدْر ما
على أن ّا نجد المصائب أسرعَ إلى أموال البخلاء ،منها إلى أموال الأسخياء ولا
البخيل ،والت َّحْ قير َ والتقْليل ،من يتب ُع نفسَه في أهوائِها ،فلا يدري داءَها من دوائِها،
ومن لا يترك لرغباته حاجة إلا قضاها ،ولا شهوة دنيئة إلا و َلَغ فيها إلى آخر الطر يق،
لا يهمه لوم ُ المحُ ِِّب ولا إشفاقُ الصديق ،وإنما يقع اسم البخيل على من يفعل هذا،
بين العباد ذِك ْرا ً ،وما يحفظ له عند ال ل��ه أجْرا ً.
والنفقات الباهظة ِ والمُرهقة ،وقد يكون له العديد ُ من الجواري والخَد َم ،وقد تَمتل ِئ داره
ِ
بال َّدواب والحَش َم ،وقد يقتني أغربَ الأواني والأطباق وا�لكؤوس ،وقد ينف ُ
ق على الثياب
الفاخرة مما تشتهيه النفوس ،قد يُكل ّ ِف البخيل نفسَه في هذا كله ما يربُو على نفقة السخيّ،
وأضعاف ما يذهبُ بالجود من مال الجواد ا�لكريم .فيذهبُ مالُه وهو مذم ُوم ،ويتغير
َ
ل م ُ َ ّدت ِه. ُب الصيد ،وأنفق ا�لكثير لاتّ خاذ ع ُ َ ّدته ِ ،وترك َ الأعما َ
ل طوا َ وربما أف ْرط في ح ِّ
في وليمة ِ العُر ْس ،وفي ألوان الطعام في صباح الوِلادة من كل جنس ،أو في الطعام
الذي يُع َ ُ ّد عند الخ ِت ّان ،فيشتري كل شهيّ ،أو في طعام العقيقة للبنات والصبيان ،أو
٢٢٢
في طعام الانتهاء من البناء ،يدعو إليه البن ّائين والأصدقاء .وقد تذهب أمواله في تجارة
مصيرها الخُسران ،أو في وديعة لا ت ُر ُدّ وإن طال الز ّمان .وربّما كان شدي َد البخل،
حب لأن يُذكر ،فيكون بُخلُه أنكر ،ولوْم ُه أكبر .فينفق المال ،لا هو اشترى
و�لكنه شديد ُ ال ِّ
به الصيت المحمود ،ولا هو اشْ تُه ِر بالجُود ،ولا نجا من لوم اللائِمين ،واحتقار الذ ّاكرين.
وقد تسأل :كيف يكون هذا؟ أتظنّ البخيل لا يكون هدفا ً للخديعة؟ والبخيل،
ِرض
أليس رجلا ً كبقي ّة الر ّجال؟ ألا يجوز أن تفتُنه أمور عن المال؟ ألا يُمكن أن يع ّ َ
ماله للضَّ ياع؟ ألم تسمعْ ببخيل راح مالُه في الت ّفاخ ُر الكاذب ،أو بخيل فقد ماله في إع ْلاء ِ
الأشياء؟ ألا يجوز أن يفقُد َ مالَه إذا ركبه َطم َع كاذِب ،وأنفق ا�لكثير في سبيل أمل
خائب؟ ألم تسمع ببخيل فقد المال في طلب الولاية والإمارة ،وفي ضمان الكبار حتى
مُنِي َ بالخسارة؟ قد سمعنا بكثيرين فتنتهم الإمارة والر ياسة ،فأَ م ِلُوها ،وتخلَّوا عن ال َّذهب
غرائب الفاكهة ونوادر الحلوى ألف درهم كل يوم ،وعنده في كل يوم وليمة من
أجل أن يعلو فوق القوم ،مع أنه لو طعن طاعِن في دين الإسلام ،لكان أهون عليه
من أن يمزِّق الرغيف الثاني على مائدته ،ومع أن شقَّ عصا الطاعة ،ومفارقة َ الجماعة،
أهون عليه من شق رغيف ،ومفارقة الطعام خوانَه ،وقد لا يَع ُ ُ ّد شتم َ ع ِْرضه جُرْحا ً
قطع جزء من جدْي أو دجاجَة ٍ أذى بعيدا ً. ِ سديدا ً� ،لكنه يرى في
أتدري لم َ تُسارع ُ الآفات إلى أموال البخلاء فتأك ُلها؟ ولِم َ تتكالُب عليهم المصائبُ
ل على ال ل��ه،
ن من الإنسان ،وكيفما دار أمره ُ وتبدّلت به الأحوال ،فإنه ي َت ّكِ ُ
بالإنسا ِ
وليس على حَزْمه في الأمور ،ولا على عقلِه في التدبير .والبخيل يحتج بأن أمور الحياة
٢٢٣
من طبعها ُ
التقل ّب ،وقد تأخذ المرء على حين غَفْلة ،ويُسيء الظن بالزَّمان وتصار يفه
وأهوالِه ،فيلجأ إلى الحرص على تكديس أمواله ،وما هذا إلا كناية عن سوء ظن بخالق
رب الغن ِيّ والفقير ،وعنده أحسن الثواب وال ُأجور .وهل
ال ُد ّهور ،وم ُصرِّف الأمورِّ ،
والبُخْل ليس عن خوف من الفقر� ،لكن ُال ّلجوء إلى الجم َ ْع ،ومعاملة الآخرين
بالمن َعْ ،إما أن يكون عادة ً من عادات البخيل ،أو طبيعة فيه أصيلة .ودليلنا على هذا
أن ّك قد ترى بخيلاً ،يملك الضياعَ ا�لكبيرة ،وتأتيه الغ ِلال الوفيرة ،وليس له عيال
ن التب ُص ّر في
س ِ
ح ْ
ولو كان البخل دليلا ً على رجاحة العَقْل وسداد الفِك ْر ،و ُ
العواقبَ ،
وال ّرأْ ي الصائ ِب ،لكان ينبغي لفارس أن تكون أسخى من الروم ،وتكون
وكان ينبغي أن يكون الصبيان أسخى من النساء ،والجهلاء أكرم من العلماء .وكان
عَقْلاً .وكان ينبغي للكلب ـ وهو الذي يضرب به في ُال ّلؤ ْم المَثل ـ أن يكون أعق َ
ل من
حب بمنقاره ،فيرميه أمام الدجاجة .وقالوا :أْ لأَ م ُ من كلب لاف ِْظ ،وهو الديك يأخذ ال َّ
ك ونَعِم َ كلب
على جِيف َة ،وقالوا :ألأم من كلب على عظم .وقالوا :أَ ج�ِعْ كلب َك يت ْبَعْ َ
م َْر بط ال َّدواب ،لا هو يَعتلف ،ولا يترك الدابة تعتلف .وقال الشاعر:
٢٢٤
كلب
ِ ل بالعَر ِْج أْ لأَ م َ من
على رج ٍ عرسَتْ
سَر َت ما سَر َت من ليل ِها ثم َ ّ
وقال ال ل��ه ج َّل ذك ُره في سورة الأعراف(( :فَمَثلَُه كَمَثل الك َل ْب إ ْن تحْملْ عليه
ل رجاحة
َث)) .بل ثمة دليل أقوى من هذا .إذ لو كان البخل دلي َ
لهث أو تَتركْه ُ يلْه ْ
يَ ْ
مر ٍو
ل أه ْل ْ
ل أناة ورَوِ ي ّة ،لوجب في هذا القياس ،أن ن َ ْقس ِم الناس ،فنجع َ
ل وطُو ِ
ع َ ْق ٍ
ل الع ُقلاء ،وأعلم العلماء.
ل البَر ِيَّة ،وأهل خ ُراسان أ ْعق َ َ
أ ْعق َ َ
إن العاقل يف ُِر ّ من صفة المُسْر ِف إلا في الجود ،فهذا لا يعرف ال َس ّر َف وليس
يفر ّ من اسم المتهوِّر ،كما يف ُِر ّ المُسْتحيي من صفة الخجَ ِل .ولو
له حدود� .لكن البخيل ُ
قيل لخطيب ثابت الجَنان ،فصيح اللسان ،قويّ الحجة والبرهان :و َقَاحٌ ،لأصابه الجَز َع،
ولانتفض وفَزِع ،ولو لم يكُنْ للجود إلا فضيلة ٌ واحدة ،هي أن الذين يتجاوزون ح ُدود َ
ن ما م ُن ِعا ُّ
أحب شيء إلى الإن ْسا ِ حب أن م ُنعت
وزاد َها ك َلَفا ً بال ِّ
ولو كان البخلاء لأولادهم يجمعون ،ولإسعادِهم يك ُ ُدّون ،ومن أجلهم يحرِصون،
لما قت ّروا عليهم في الإنفاق ،حتى عاشوا ع ِيشَة الإملاق ،ولجعلوا لَه ُم كثيرا ً مم ّا يطلبون،
مم ّا ي َرَوْن في الدكاكين والأسواق ،ولتركوا محاسبَتَهم على كل كبيرة وصغيرة مم ّا ي ْشتَه ُون.
٢٢٥
نفوس الأخلاف ،لأن يتمنوا ق ِص َر ع ُمر الأسلاف .ولو كان البخلاء كما يدّعون،
لأولادهم يب ْنون ،وللآتي من الأيام يكنِزْون ،لما جَم َع الخ ِصيان المال ،فلا أمل لهم في
العيال ،ولما كنز ُ
الر ّه ْبان ا�لكنوز ،فالزواج والإنجاب في دينهم لا يجوز ،ولسَل ِم العاق ِر ُ
ل لأجْلِه ِ ،ولحمايته
بل إننا قد نجد ُ البخيل بعد أن يموت ابنه الذي كان يدّعي أنه يبخ َ ُ
وللع َامّة خصالُهم وصفاتُهم ،ولهم مطالبُهم ورغباتُهم ،وهم في طلبها يلُ ُِحّ ون،
رغبتهم يطلبون ،وأولئك حسب بُخل ِهم يحرصون ويمنعون ،مع أنهم يعلمون أنهم في
ل وا ْرتحال ،وما مالُهم إلا متاع ُ الدنيا التي لا تدوم ُ على حالْ ،ومصير ُ كل ح ٍيّ
دار ح َ ّ ٍ
فيها إلى زوال .حتى لو كانوا موقنين بالخلود ،ما كانوا حرصوا على الأموال ،تنتقل
إلى الأحفاد من الجدود .فالبخيل يجتهد ُ ويتحو ّط والعام ُيّ لا يُقصِّر ُ بل يَسْخط .فمن
لم يَسْتع ِن على ما وصفنا من صفات البخيل الشّحيح ،وصيته ِ القبيح ،بقوة الإرادة
سعْي إلى السعادة ،وبنظرة صافية إلى م ِ
َتاع الدنيا ،وهو م َتاع ُ الغ ُرور ،كان إما عاتي ّا ً وال َ ّ
لحوحاً ،وإمّا بخيلا ً شحيحاً ،فيَدَع ُ احتجاجَهم بأولادهم ،وادِّعاءَهم الخوف من تَل ُو ّ ِ
ن
قال رسول ال ل��ه صلى ال ل��ه عليه وسلم لواف ِ ٍد كَذ َب عنده كِذْبة ،وكان جوادا ً
سخي ّاً(( :لولا خَصْ لَة وَم َقك ال ل��ه بها لش َّردْت بك من وافدِ قوم)) .وقيل للنبي صلى ال ل��ه
عليه وسلم(( :هل لك في بيض الن ِساء والإبل الحمراء؟)) قال(( :ومن هم؟)) قالوا:
((بنو مُدْلِ ج)) يحضونه على غزوهم ،فقال(( :يمنعني من ذاك أنهم يَقْرون الضيف
كب ّوا ُ
عَج ّوا)) أرأيت كيف الرحِم)) وقال لهم أيضاً(( :إذا نحروا شَ ُج ّوا ،وإذا ُ و يَصِ لُون َّ
٢٢٦
ل ال ل��ه صلى ال ل��ه عليه وسلم ،بأنّهم
حماهم كرمُهم من الغزو؟ أرأيتَ كيف مدحهم رسو ُ
ل الدماء؟ وأنهم إذا دُع ُوا إلى القتال للأضياف أكْ ثروا من ال ِ
َّذبائح حتى لَتسي َ ِ إذا نَح َروا
َجاج الفضاء؟
ملؤوا بالغ ُبارِ والع ِ
ن قيس؟ إنه ج ُ ُ ّد بن قيس ب ِن صخر ،من كعب بن سلمة وكان
هل تعرف ج ُ َّد ب َ
سيد بني سَلَمة ،وهو صحابي أنصاري ،و�لكنه ي َُّتهم بأنهكان منافقاً ،و يُقال إنه تخل َّف يوم
الحديبي ّة عن البيعة .قال رسول ال ل��ه صلى ال ل��ه عليه وسلم للأنصار(( :من سيِّد ُكم؟)) قالوا:
ل داء ،بل جعله أَ بش َع الأدواء .وقد أنشد حسان بن ثابت في هذا أبياتا ًمنها:
فجعل البخ َ
لمن سال من ّا :من تُس ُمّون سيدا؟ وسال رسول ال��له ،والحق لازم
سؤْد َدا
نُبخ ِ ّلُه فينا ،وقد نال ُ فقلتُ له :ج ُ َ ّد ب َ
ن قيس على الذي
رميتُم بها ج ُ َ ّدا ً ،وأغلى بها يدا فقالُ :
وأيّ الداء أدوى من التي
وقال رسول ال ل��ه صلى ال ل��ه عليه وسلم للأنصار مادحا(( ً:أما وال ل��ه ما علمتكم إلا
لَتَكْثر ُون عند الف َز َع ،وتَق ِلٌّون عند الطمع)) فع ِ َّفتُهم وت َر َُف ّعهم عن المغانم ،لا تق ِ َّل قيمة عن
ذهب لاب ْت َغى ثالثاً ،ولا يُشب ُع ابن آدم َ إلا التراب ،ويتوبُ ال ل��ه على َ من تاب)) .و يكفي
لنهيك عن الغ ِواية ،وإرشادك إلى الهداية أن تسمع قوله صلى ال ل��ه عليه وسلم(( :السخاء ُ من
ك
أن يض َع من أقدارهما ،ومن فتنة الناس بهما .وقال لقي ْس بن عاصم(( :إنما لك من مال ِ َ
٢٢٧
ن تَو ْل ِب الذي أدرك الإسلام ،وعاش إلى أيام عمر
وأنت تعرف الشاعرَ النَمّ ِر َ ب َ
سمو ْه العاق ِل مُق ِل ّا ً في شعره ،و�لكن أبياتَه كانت سائرة ً بين الناس ،ويتمثلون بها ،وقد َّ
حسّن ِه وكان يشبه حاتم الطائ َّي في شعره ،وفي الجود ،وإتلاف الأموال،
لجودة شعره و ُ
ن تَو ْل ِْب:
قال النَمّ ِر ُ ب ُ
ُوب ُروف ال َد ّه ْر ُ
حقّ كَذ ِ ِ لها في ص ت على جم ٍْع ومَن ٍْع ،ونفس ُها َ
وحث ّ ْ
ُوب
ق اليدين و َه ِ
أخي ث ِقة ٍ طَل ْ ِ وكائ ِنْ رأينا من كريم ُ م َر َزّ أ ٍ
وقال أيضاً:
زِقّا ً وخابية ً ب ِعَو ْد م ُ ْقط َِع َت تباكى أن سَب َأْ تُ ل ِفت ْية ٍ
قام ْ
ِ
تدمع سف َه ٌ بكاء ُ العين ما لم
َ أتَب ّكِيا ً من كل شيء ٍ هيّن ٍ
ش أو يله ُوا معي
يَتعل ّلوا في العي ِ مُ
فإذا أتاني إخوتي فدعِيه ُ
لا ب ُ َ ّد يوما ً أن سيخلو م َضْ جعي لا تطر ُديهم عن ف ِراشي ،إنّه
والخي ْل والخم ْر التي لم تَم ِ
ْنع سألت بعادياء َ وبيته ِ
ِ هل ّا
٢٢٨
ل أبو ذُؤ َيب المجاهد:
وقال شاعر هُذ َي ْ ٍ
حالب
وإب ْلا َ يحار ُ فيها ال ْ أنت و َهَب ْت الفِت ْية السَلاه ِبْ
ذاهب
ْ لٌ
متاعَ أي ّا ٍم ،وك ّ وغ َن َما ً مثل الجراد الهاربْ
وكان أبو ذ ٍر الغ ِفاريّ الصحابي الجليل الزاهد العابد ُ الذي قال عنه رسول
ال ل��ه صلى ال ل��ه عليه وسلم إنه أصدق الناس ،وتنبأ له بأنه يعيش وحد َه و يموت
وحد َه ،و يأتي يوم القيامة ِ أ َّمة ً وحده كان يقول(( :لك في مالك شر يكان ،الوارث
ُ
وتقل ّبات الدهر)).
أما تميم بن م ُقبل وهو الشاعر الذي أدرك النب َّي صلى ال ل��ه عليه وسلم ،فقد رأى
المال شيئا ً م ُستعارا ً لا ي ُردّ ،فكان يدعو إلى جُو ٍد لا يُحَدّ ،وكان يقول:
وكُل ْه ُ مع الده ْر الذي هو آكِلُه ْ فأخْل ِْف وأتْل ِْف ،إنّما المال عارَة ٌ
ج إلى
أتعرف أصدقَ بيت في الشعر العربي ،والبيتَ الذي يُكتفى به ،فلا يُحتا ُ
ل ش ْط ٍر منه؟ فلماذا اتَّفق ُ
الر ّواة والعلماء والكتّاب كمِّله ،والبيت الذي يُكْتفى بك ّ ِ
ما ي ُ َ
٢٢٩
س
ْف بين اللّه والنا ِ
لا يَذْهبُ العُر ُ من يَصْ ِ
نع ال�خير َ لا يَعْد ْم جَوازِ ي َ ه ُ
في الأمثال(( :اصْ ن َِع ال�خير َ ولو إلى كلب)) وعلّمنا الصادق الأمين صلى ال ل��ه عليه وسلم
ْب ظامئ بأن حمل إليه من البئر ماء ً وسقاه ،فغف َر ال ل��ه له، أن رجلا ً أحسن إلى كل ٍ
ل ذكره(( :فمن يَعْملْ حث على بذل القليل ،فضلا ً عن بذل ا�لكثير ،قال ال ل��ه ج َ ّ
وفي ال ِّ
ل ذ َّرة ٍ خيرْا ً ي َرَه ُ ،ومن يَعْملْ مِث ْقال ذ َّرة ٍ شرّا ً ي َر َه)) وقالت أ ُمّ المؤمنين عائ ِشة ُ بنتُ
مِث ْقا َ
الص ّدِيق رضي ال ل��ه عنهما في حبة عِن َب(( :إن فيها لمثاق ِي َ
ل ذَرّ)) ،ولذلك قالوا في المثل:
حق َر حَر َم)) .وقال سلْم ُ بن قُتيبة(( :يستحي أحدهم من تقريب القليل من
((من َ
الطعام ،و يأتي أعظم منه)) .وقال(( :جهد ُ المرء أكثر من عفْوه)) .وقدم رسول
((ات ّق ُوا النار ولو بشِقّ ِ ثمرة)) .وقال صلّى ال ل��ه عليه
َ التصدق لأننا لا نملك ،فقال:
تحْق ِروا اللقمة ،فإنها تعود كالجبل العظيم)) ،لقول ال ل��ه جل ذكره{ :يَمْحَق
وسل ّم(( :لا َ
ال ل��ه ُ الر ِّبا ويُرْبي َ
الصّ د َقات}.
حق َد)) ولا يتمن ّى البخيل شيئا ًسوى ألا يُسأَ ل حتى من أهله
ل جَ ح َد ،وإن أعطى َ
((إن سُئ ِ َ
٢٣٠
الأقربين ،فيردّ بالنفي قبل أن يَسْتبين ،ويركبه شيطانُ الغَضَب ،دونما أيّ سَبب ،قبل أن
يسأله السائلون ،ولذلك قالوا(( :ير ُدّ البخيل قبل أن يسْمع ،و يغضب قبل أن يفهم)).
وإذا سئل البخيل تم�لكه الحزنُ والغَضَب ،وإذا سئل ا�لكريم ُشعر بالطَر َب ،فقالت العرب:
ل ارْت َز ّ ،والجواد ُ إذا سُئ ِل اهتز ّ)) .وقال النبيّ صلى ال ل��ه عليه وسل ّم:
((البخيل إذا سُئ ِ َ
((ينادي كل يوم م ُناديان من السماء ،يقول أحدهما :الله َّم عَج ِّلْ لمُن ْف ٍ
ق خ َلَفاً ،و يقول
الآخر :الله َ ّم عَج ِّل لم ُ ْمسِكٍ تلََفاً)) .وقالوا(( :ش ُرّ الثلاثة المُليم :يمن ُع خير َه وخير َ غيره)).
وأشفقوا على من يلُ ْجئ ُه الز َّمان إلى بخيل ،فقالوا في المثل(( :شرّ ٌ ما ألْجأَ ك إلى
وقال ال ل��ه ّ
عز وجلّ{ :و يُطْعِم ُونَ ال َّطعام َ على حُب ِّه مِسْكينا ًو َيَت ِيما ًوأسيرا ً} .وقال
قديماً(( :خير ُ الناس خي ْر ُ الناس للناس ،وش ُرّ الناس ش ُرّ الناس للناس)) .وقالوا أيضاً:
جزْ:
وقال الرّا ِ
ل قوم ِه
ْراش بن ذُؤ َيب الصحابي ،رسو َ وكان ع ُبيد ُ ال ل��ه ب ُ
ن عِك ْراش ،وأبوه عِك ُ
بني نزال بن م َ ُّرة إلى رسول ال ل��ه صلى ال ل��ه عليه وسلم ،يقول:
على َطم َِع عند اللئيم يُطالِبُه ْ وإن ّي ل َأَ رْثي ل�لكريم إذا غدا
ج راكبُه ْ
ْف والعِل ْ ُ كمر ْث َِي ّتي لَل َ ّ
طر ِ س عند بابِه ِ
وأرْثي له ُ في مجل ِ
٢٣١
وق َر َن عبيد ُ ال ل��ه ثلاثة َ أمور بعض َها ببعض :الز َّم ُ
ن المتقل ّب ،والكاسب الذي تصعب
ن مقابلت ُه ،والوارثُ الكارِه ُ المُتعَجِّل ،يريد أن ينال ما كان يُؤَمّ ِل.
معاملته ،ولا تحس ُ ُ
ن عبد
وكان زاهد البص ْرة الذي لم يذكر اسم ُه إلا مقرونا ًباسم الحسن البَص ْري ،بك ْر ب ُ
ال ل��ه المز ْني ،حتى كانوا يقولون :شيخ البصرة الحسن ،وفتاها بكر ،لا يتزيى بِز ِيّ ُ
الز ّه ّاد،
كان يقول(( :لو كان هذا المسجد ُ مُفْعما ً بالرجال ،ثم قيل لي :من خير ُهم؟ لقلت:
خير ُهم لهم)) .وقال النبيّ صلى ال ل��ه عليه وسلم(( :ألا ُأن ْب ِئ ُكم ب ِش ِرارِكم؟)) قالوا(( :بلى
يا رسول ال ل��ه)) قال(( :من نزل وحد َه ،ومن َ َع رِفْد َه ،وجَلَد عبده)) .وقالت امرأة في
جنازة رجل ترثيه وتمدحه(( :أما وال ل��ه ما كان مالك لبطنك ،ولا أمرك ل ِعرسك)).
٢٣٢
ودرس في البخل
ن التوأم ،ك ِرَه َ أن يُجيبَ أبا العاص الثقفي ،لما في ذلك من
فلم ّا بلغت الرسالة اب َ
المنافسة والاختلاف بين القبائل ،وخاف أن تتطور المسائ ِل ،إلى أكثر من هذا الحد.
حِل ِّزَة َ اليَشْك ُري ،وقد كان من أصحاب الحكمة والرأي الصائب في كثير من الأمور.
ُ
((الر ّوح عماد ُ البَد َن ،والعل ْم عِماد ُ الروح ،والبيان عِماد ُ العلم)) .وهو فقد كان يقول:
ن معدود ٌ في البخلاء المشاهير ،يدافعون عن البخل بكل لسان ،و يح ُُضّ ون عليه بح ُ ْ
س ِ
البيان ،كسهل بن هارون ،وإسماعيل بن غزوان .قال ابن التوأم(( :عَل ِّم ابن َك الحساب
قبل الكتاب ،فإن الحساب أكْ سَبُ من الكتاب ،ونفقة ُ
تعل ّم ِه أيسر ،ووجوه منفعته
جيب القميص)).
ِ و َِسخ َ
من نزلوا البصرة وأقاموا فيها ،فآل الثقفي من أعرق أسر البصرة ومن مياسيرها .وقد
الأول .فإن نحن جعلنا لرسالته الأولى جواباً ،ثم ر َدّ علينا ،فجعلنا لرسالته الثانية جواباً،
نبي ِ ّنُ فيه خطأً ،ونثبت فيه صواباً ،خرجنا من تخاطُب العقلاء إلى تشاحُن السفهاء،
ن الن ِّساء ،وما يكون من ادِّعاء ال�خير بينَ الجهلاء .ومن رضيَ
س َ
وصرنا إلى ما يشبه تلا ُ
ومن ع َرَف أسبابَ عد ِم الثبات على خ ُلُق وطبع وشيمة ،ابتعد عن أسباب
ك زاجِر .ومن كان الاعتدال ديد َنه في كل عمل، وكان له من اعتداله عن سوء ال ُ ّ
سلو ِ
الإنسان .ومن صم ّم على أن يسير الشوط إلى آخره ،لا يثنيه زجر ولا نصيحة ،إلا أن
يصل إلى غايته ،وإن كانت م ُتل ِفة صر يحة .والذي تعود التطاول ،لا تعرف كيف
توقفه في غ َي ِّه عن السرف ،ولا كيف تصل إليه ،كأنه الدائرة ليس لها طرف ،فلا
ومن لم يكن ثابتا ً على طبع وخ ُلُق ،فقد تقاطعت إليه الطر ُق ،كشراع انحلت ع ُقد ُه،
٢٣٤
وإني أنصح ُك .لا تخالط من لا يث ْبت على رأي ،بل هو مع الناس ،يتحرك حسب
مريض فاسدٌ عقلُه .ولن تجد خيرا ً عند المتل ِّون الذي يفاجئك برغباته،
ٌ أهوائهم ،فإنه
و يغير كل يوم نزوات ِه ،ولا في العنيد الحَر ُون الذي إن صمم على أ ْمر ٍ ،لا يفيد نهيه ولا
الصَواب ،والمتل ِّون لا يبقى على حال ،ويميل مع هواه حيث مال ،فلا تعرف كيف
ل التي تمضي فيها أفكاره مسلوكة ،ولأن أساليب تفكيره محصورة معدودة ،يمكنك ال ُ ّ
سب ُ َ
أن تعرف َها من دراسة أفكار العقلاء ومذاهبهم ،وهم م ُتشابهون في تنافرهم وتجاذبهم.
أما الأحمق فليس لتدبيره جهة واحدة ،ولا تح ُ ّد حِيلَه وتصنِّف ُها قاعدة .وال�خبر
الصادق عن الشيء الواحد واحد لا يتغي ّر ،وال�خبر ُ الكاذب عن الشيء الواحد بلا
فإذا قلنا فإننا لا نقصِ د ُ أبا العاص بأي مقالة ،وإن احتججنا فلسنا نردّ على ما
جاء في الر ِّسالة .لكنا إليك نقصِ د ُ بكل جُملة فصيحة ،وأنت من نتوجه إليه بالن َّصِ يحة .وقد
بعض الصال�حين
ُ قال المُنجاب العنبري(( :ليس بكبير ما أصلحه المال)) .وقد سُئ ِل
ضو ْا بأن جم َع المال عسير� ،لكن حفظ المال أش ُ ّد بكثير .وقال الشاعر: أر ِ
ْفع محلّ .وقد ق َ
٢٣٥
أش ُ ّد من الجمع الذي أنت طالب ُه ح ْفظ ُك مالا ً قد ع ُنيتَ بجم ْعِه
و ِ
ولذلك يقول بائ ُع الأرض لشاريها(( :أدفع ُها إليك بطيئة َ الإجابة �لكنها عظيمة ُ
المرد ُود)) فيقول الشاري حين يَنقُد ُ المال(( :أدفع ُه إليك بطيء َ الاجتماع� ،لكنه
ويشبّهون الدنيا بالر َّحى ،لأن هذه تدور ،وتلك تدور .وكما أ َ ّ
ن الرحى لاب ّد لها
ْب تدور حوله ،كذلك الدنيا لاب ّد لها من قُطب ،وقطبُ الدنيا الدِّرْهم ،علمت
من قُط ٍ
ب وتَف َل ّ ٌ ٌ
ت إلى كل الجهات ،فإذا كان صاحب ُه هذا أم لم تعلم .وللدرهم نزوات ،وله تَق َُل ّ ٌ
ح العقل ،بعيدا ً عن الهَف َوات وا�لكَب َوات ،شدّه بوثاق ِه ،ور َّده إلى عقالِه،
وحارِسُه صحي َ
وأحْك َم حو ْله ضرْبَ نطاق ِه ،ولم يسمحْ له بتبديل أحوالِه .ولكنا وجدنا ضعف الحارس
ُ
يستقر ّ على حال .فاعلم أن الذي يحمي نفسَه من ق الدرهم لا
عن ضبط المال ،بقَدْر قَل َ ِ
سك ْر الغنى ،يحمي نفسه من اله ّم َ
والضّ نى ،وإنه لشديد ،وعزمه أكيد. ُ
ولا تغت َر ّ بقولهم :مال صام ِت .فالمال لا يكون صامتاً ،بل هو أبل َ ُغ الخطباء،
طول الزمان لا يَمَلّ .فلا تتوهم هذا ،فإن عمَلَهما وهما ساكنان ،وما يغيران من طبائع
إذا سطا على الحِم ْلان .فإن كنت لا تسعى إلى جمع ِه حتى تفقده ،ولا تكتفي بصنع ِه
وإن ّي لك ناصح ،وكلامي م ُّر ٌ وجارح ،و�لكنه يُعق ِب حلاوة ً إلى الأبد .وكلام
أبي العاص شهيّ ٌ متناغم ،مصبوغ وح ُل ْو ٌ وناعم ،و�لكنه يُعقب مرارة وقسوة إلى
٢٣٦
ْض أن يكون
الأبد .فكن حازما ً في اتخاذ القرار ،وكن واثقا ً مما أنت عليه ،ولا تَر َ
الحِر ْباء ُ الراكبُ العود أحزم َ منك ،مع أنه يُضرب به المثل في الحزم ،فيقال(( :أحزم ُ
الصحراء ك ُل ّ ِها ،لو أخذت منه حبَّة ولم ترد ،لذهب عن آخره.
إن القوم َ أكثروا من ذِك ْر الجُود ،وأفاضوا في تفضيله ،وأطنبوا في ذِك ْر ا�لكرم،
واسترسلوا في تشر يفه ،بل جعلوه قِمَّة الشرف ،حتى إنهم بالغ ُوا فامتدحوا ال َس ّر َف،
مجيدا ً ،وهو نتاج ما بين الضعف والتباهي الأحمق؟ والعطاء لا يكون سرفا ً إلا إذا
جاوز الحقَ ،والريح لا تكون ر يحا ً إلا إذا جاوزت النسيم ،والمطر لا يكون مطرا ً إلا
ال ل��ه ـ معصية ،فإذا كانت معصية ال ل��ه كرماً ،كانت طاعته لؤ ْماً .والحقّ ض ُ ّد الباطل،
وما الحكمة ُ إلا من كتاب ال ل��ه ،فإذا عُدْنا إليه فإننا نجد أن ال ل��ه ج َ ّ
ل ذكر ُه عابَ
٢٣٧
يرفض الظلْم َ و يأباه،
َ ي َّخص به الحمي ّة .ف ُ ّ
حب المرء لأهلِه وقوم ِه ليس من العصبي ّة ،وأن
ليس من حمي ّة الجاهلية .وإنّما العصبيَّة ما جاوز ال َحقّ باستكْبار ،والحمي ّة المَع ِيبة ما تعدى
بتصميم وإصرار .وفي تعاليم المولى وحكمته التي لا تفنى ،قد نجد اسم الأنفة
ٍ ال َحقّ
وا�لكبر ياء ،يقع عليه الذمّ ،كما يقع عليه الحمد ُ والثناء ،و�لكننا لا نجد اسم َ العصبي ّة ولا
اسم َ ال َّسر َف إلا مذموماً ،ومن يُبتلى بهما أو بأحدهما مكروها ً ملوماً.
به إلا جاهل ،ولا يتب ِّعه ُ إلا غافل ،أو رجل جاوز ح ّد الجود وا�لكرم ،فسمّوه مسرفا ً
باسم السرف من غير هذا الوجه ،فقد شارك مادحيه في الخطأ ،وترك الماء َ الفرات
ض الوَه ْن والنقْص،
الصريح ،كما تحظى بالثناء والمديح .وليس شيء ٌ يخلو من بع ِ
ل ل ل��ه وحده .وقد ز َعم الأ َ ّولون أن ا�لكرم بسبب الغنى ،و�لكنهم قالوا إ ّ
ن وا�لكما ُ
الغنى يُسب ِّبُ البلََه ،وقالوا إن الأبله ليس بعد َه إلا المعتوه .وقد حكوا عن كسرى
أنه قال(( :احذروا صولة ا�لكريم إذا جاع ،واللئيم إذا شبع)) .وسواء ٌ جاعَ فكان
من الظالمين ،وأغضبَ الأبعدين والأقر بين ،وأخذ بالع ُنف والقوة وال ُ ّ
ظل ْم ما كان
ل وخض َع أكثر من يمكن أن يأخذ باللين .وسواء ٌ جاع فصار من الكاذبين ،وذ َ َ ّ
ِ
خضوع المسكين ،و بالغ حتى جاوز ح َ ّد اليقين .وسواء ٌ جاع فظلم َ نفسه ،أوجاع
ليس من ا�لكرماء ،والجود يكون على من يستحقّ الجود ،وعلى من لا يستحقه .فإذا
٢٣٨
كان الجود ُ على من يستحقّ الجود َ كرماً ،فإن الجود لمن وجب له الجود ليس كرماً.
فالجود إذا كان للّه ،وكان شكرا ً له ما أنعم ،كان أفضل ا�لكرم ،لأن الشكر كرم .فكيف
يكون الجود كرما ً إذا كان معصية للّه؟ وقد بينت لك أن السرف الذي يدعونه جودا ً
وكرما ً مذموم كالمعصية .فإذا كان الجواد ُ لا يشكر ال ل��ه ،بل يتوصل بما أنعم عليه إلى
المعصية ،وبما وهبه إلى التماس غضبه ،فكيف يكون كريماً؟ ليس ا�لكرم إلا الطاعة،
وليس اللؤم إلا المعصية ،وليس يجوز ُ أن نسمّي ما جاوز الحق جودا ً ،ولا يجوز أن
فإن كنتم على أقوال العامّة ت ََّتكِلون ،فالعامة ليسوا قدوة ،ولا يعرفون الفرق
بين الباء والنون .ومتى كان العامة قدوة ،وليسوا أهل رأي ولا نظَر ،ولا علم يُذكرون
به فيمن ذُك ِر؟ وكيف نقتدي بهم ،وهم منشغلون عن التفكير بأمور التدبير ،تُلهيهم
وإن كنتم تأخذون بأقوال الشعراء ،وما كان عليه أهل الجاهلية الجَهْلاء،
ل أنفسَنا بالبحث
مدحوا وقر ّظوا من الأشياء ما لا يختلف اثنان في قبحه ،ولسنا نشغ َ ُ
وأيّ عطاء ٍ لا يُوجب الشكر َ ليس جودا ً ،ولا يجوز أن نَع َّده ف ِعلا ًمحمودا ً .وليس
ُ
أيّ مَن ٍْع لا يوجبُ لوماً ،ولا يَسْتتب ُع ذمّاً .والعطاء ُ ليس إنعاما ً على المُعْطَى ،إلا
بخلا ً ُ
نفس ذلك المعْطَى ،لا إلى غير ذلك ُ جوائح ،وليس يُقصد ُ به إلا إذا كان لا تشوبُه ال ِ
من المصالح .وليس كل عطاء ٍ يستوجب الشكر َ إلا مع توفر القصد .فمن كان جود ُه
يرج�ِ ُع إليه ،ويرت ُ ّد ثناء ً عليه ،ولولا هذا لما جاد عليك .ولو تواف َر له هذا المعنى في سواك
ِ
الريح على أشرعتك ،إنما ِدف إلى منفعتك ،ولا يريد ُ هبوب
لما قصد إليك ،فإنه لا يه ُ
٢٣٩
يُقال إننا نبالغ في الاستقصاء ،لقلنا إن عليه أن يتوجّه إليك بالحمد والثناء ،لأنك كنت
لأنه لو تهيأ له ذلك النفع في غيرك ،لربّما لم يصل به إلى ذِكْر ِك.
فإذا أردنا النفاذ إلى كبِدِ الحقيقة ،وإذا أردنا اعتماد َ العقل وحد َه حُ َ ج ّة ،فإن
ك يج ُود ،وإن
وصف بالجُود ،ويُشكر ُ على النفْع ،هو الذي إن جاد َ عليك فإنما ل َ
من ي ُ ُ
سعى إليك بنفع ،فإنما نفع َك يريد ،من غير أن يعود َ عليه ذلك الجود ُ بشيء من المنافع،
ولا أن يحقق له غاية من غاياته ،وليس يُتاجر بأعطياته ،ولا يرجو من جُوده مصلحة
التعب ّد ،وقد أمرنا ال ل��ه سبحانه وتعالى بأن نعبده َ ،وأن نتقرب إليه بتعظيم الوالِدَي ْن،
أولهما ُ
حتى لو كانا شيطانين ،بل ببر ِّهما ،والسعي إلى خير ِهما ،حتى لو لم نَن َلْ إلا البلاء من
ل
الأسن منا بالاحترام والتو ْقير ،حتى لو كنا أفض َ
ِّ شرِّهما ،ونعبد ال ل��ه ج َ ّ
ل ذكر ُه بمعاملة
ل والذكاء،
ن التدْبير .والأمر الآخر أن الناس يختلفون في الفكر والعق ِ
منهم في حُس ِ
تح َ ّ
ِب من ئ يفند ُ ال ُأمور َ ويمي ّز ُ معاني الأشياء ،فالسابق إلى النف ِ
س أن ُ وليس كل امْر ٍ
ل ال�خير
جرى لها خيْر ٌ على يدِه ،وأن تغْدِقَ عليه الثناء ،حتى لو كان لم يقص ْد إلى أن تنا َ
ولسنا نطلق الأحكام َ ج ُزافا ً حتى لو جانَب َت الصَواب ،فعطية الرجل لأي
صاحب من الأصحاب ،لا يمكن أن تكون إلا لإحدى غايتين :إما أن تكون للّه ،وإما
ٍ
أن تكون لغير ال ل��ه .فإن كانت للّه فإن المُعْط ِي يبحث عن الثواب ،والثوابُ عند ال ل��ه لا
عندي ،وكيف يجب عليّ شكر ُ المعطي ،وهو لم يقصدني وحدي؟ ولو أنه وجد قبلي
مسكينا ً أو فقيرا ً أو ابن سبيل ،لأعطاه ما يريد أن يعطي ،ولما نالني منه كثير أو قليل.
٢٤٠
وإما أن تكون عطي َّت ُه لي لينال الذكر الحَسَن ،فإذا كان الأمر كذلك ،فليس
إعطاؤه إياي من باب الرحمة والرقة والشفقة ،ولما يجد ُ في فؤاده من ألم يعتصره ،ونا ٍر
كادت أن تحرقه ،فإن كان لذلك قد أعطى ومنح ،فإنه إنّما داوى نفسَه من دائ ِه،
المجازاة ،ويبحث عن المكافأة فأمر هذا معروف .وإن كان إنما أعطاني خوفا ً من ضرر
ألحقه بي بيدي أو لساني ،أو ليتخذ من ّي م ُعينا ًونصيرا ً ،فإن ما قلناه عم ّا سبق ينطبق عليه.
فإن كان العطاء لغير ال ل��ه ،فإنه لا يخرج عن هذه الوجوه ،فلا يخدعن َّك كلامهم ،فَتَت ُوه.
والجُود جُودان :أحدهما حقيقة ،والآخر مجاز .فما كان من الجود حقيقة إنما
هو جود ُ ال ل��ه ج َّل ذكر ُه ،والمجاز ُ المشتقّ له من هذا الاسم .وما كان للّه خالصا ً صر يحاً،
كان جُودا ً ممدوحا ً وكان للّه طاعة وعبادة وإذا لم تكن العطي ّة من ال ل��ه ،ولا للّه،
سمو ْه جودا ً ،ونسبوا إليه رفعة ٌ وشرفاً ،فما ظن َّك بهذا الجود فليس يجوز الاسم ُ على ما َّ
افهم ما أقوله لك ،وما آتيك بصفاته ،وتفك ّر في أسبابه وع ِلاّته :لقد سادت
بين الناس عاداتُ الر ّ ِْبح بكل وسيلة ،والتكسب عن أي طر يق شر يفة أو مرذولة،
والتطفل على موائد الآخرين بالخديعة .ولا تَغ ُرنَّك الأسماء الطنانة ،ولا ما يُسب ِغ ُون
ُ
والتكر ّم ،ومن بعضهم على بعض من الصفات الرن ّانة ،فقد ترى من يُوصفون بالنزاهة
يُنسبون إلى صيانة ماء ِ الوجوه ،ويتّق ُون كلام َ الناس وال ُ ّ
شبُهات ،وقد سادتهم هذه
بنصيب وافر .فما ُ
ظن ّك بعد هذا بدَه ْماء الناس وغوغائهم، ٍ العادات ،وأخذوا منها
في كل حينٍ من الشعراء .أو بالذين يقفون في الناس خطباء ،وهم ما تعل َّموا المنطق
َّ
ويتمنو ْن ق الكلام إلا للتك ُ ّ
سب؟ هؤلاء قوم يحس ُدون أرباب الأموال الموسرين وتزو ي َ
٢٤١
لو أ َّنهم فقدوا سلامة العقل ،وصاروا من المغف َلين ،حتى لا يكون للأموال حارس،
فهؤلاء فاحْذرْهم حذرك العقربَ والأفعى ،والذئب الذي إلا للهجوم عليك ما
أق ْعى .ولا تخدعن ّك هيئاتهم الحسنة ،ولا ملابسهم الفخمة ،فإن المسكينَ يقنع وواحد ُهم
لا يقنع ،ولا تنظر إلى ما يركبون ،فتحسبه ْم بما هم فيه قانعين مكتفين ،فإن السائل وابن
السبيل ي َ ُ ّ
عف وهم لا يعفّون .ولا تغ ُرن َّك ثيابهم الج ِياد ،فإن واحدهم يخب ِ ّئ مسكينا ًم ُلْحِفا ً
وآخر ت ُرضيه أكلة ٌ هانية ،أو ما تستغني عنه من الثياب البالية .واحد يرضى بالفلوس
والدوانيق ،وآخر لا تقنعه الدراهم القليلة ،ولا الدنانير الذهبية ،فيطلبُ الألوف� .لكن
جهة َ هذا هي جهة ُ ذاك ،ومطلبُ هذا مطلبُ ذاك ،وإنما تراهم يختلفون في مقدار
ما يطلبون ،على ق َ ْدرِ البراعَة ِ والمهارة ،وما أعد كل منهم لهذا من أساليب الشطَارة.
فاحذرهم ،واحْذ َر ما أع ُ ّدوا لك من الخُد َع ،وكُن يقظا ًمن شِراكهم كيلا تقع .واحْرس
قال رسول ال ل��ه صلى ال ل��ه عليه وسلم(( :إ َّن من البيا ِ
ن لسِحْ را ً)) .وسم �ِ َع عمر بن عبد
العزيز رجلا ً يتكلم في حاجة فقال(( :هذا وال ل��ه السحر الحلال)) .وقد نَهى رسول ال ل��ه
برقة ِ الحديث ،فقال(( :إذا باي ْعتَ فق ُلْ :لا خِلاَبة)). صلى ال ل��ه عليه وسل ّم عن الخديعة َّ
ن
واحْذرْهم ،فإنهم يكيلون لك المديح ،بالتلّميح والتص ْريح ،فلا تص ّدِق ْهم ،ولا تَسْمعْه ُم ،فإ ّ
منْ احتمل المديح َ في وجه ِه ،ووجد في ذلك غاية َ ُأنسِه ،كان كمادح ن ْفسِه.
٢٤٢
إن من يريدون مال َك أكثر من أن تُحصيَهم ،ولو أن ّك فر ّق ْت َه عليهم حتى لم
بح ْت لهم
ق معك درهم لطعام غدِك ،لما أرضيتهم ،ولو أن ّك أرضيت أصحابَك بأن أَ َ
يب ْ َ
مال َك ،يغْرِفون منه ما يشاؤون ،لسَخِط غير ُهم ،ورأيت الساخطين أكثر من الراضين
الشاكرين ،ولغ َضِ ب الأولون ،لأنك قللت عليهم بإعطاء الآخرين ،فلا تكون قد نلتَ
أنت فُز ْت بشكر ٍ خالص من الراضي الصاحب ،ولا أنت َّاتقَي ْتَ هجاء الساخِط الغاضِب؟
على أن ّك إذا تناوشك الساخطون بنصالهم الطو يلة العر يضة ،واثخنوك جراحا ً
بسهامهم المر يضة ،وسلق ُوك بألسنتِهم وأشعارِهم البغيضة ،لم تج ْد أحدا ً ممَّن أرضي َتهم
وأسخَطْت هؤلاء يدافع عنك ،ولا شاعرا ً ممن امتدحوك يُهاجي شاعرا ً ردا ً على هجائه
ل ُ
ينفضّ ون من حول ِك ،و يتركونك ه َدفا ً لسهامِهم ودريئة ً لنبالهم ،ولن يقو َ لك ،بل
أحدهم كلمة ً من أجلك� ،لكنهم جميعا ً يقولون :وماذا كان عليه لو أرضاهم؟ ولا
يسألون أنفس َهم منصفين :كيف ي ُرضيهم وقد أخذنا منه المال ،ورضا الجميع شيء لا
ْب من المحُال؟ وقد قال ال ُأو َل(( :كيف تستطيع أن ترضي الجميع
يُنال ،بل هو ضَر ٌ
إني أح ّذِرك أن تق َ َع فيما يقع فيه المخدعون ،وأرجو لك ألا ّ تقاسي ما يقاسيه
الصاحب واستهزاء َ
ِ كمن لم يزلْ يقاسي الشقاء ،ولم تعرف في عيشِك المَرار ،وظلم َ
الجار ،ولا عرفت ما يتحمله الفقير من الاحتقار ،ولا تحملت ثِق َل ا�لكدِّ والعناء ،من
أول النهار إلى آخر النهار ،فلا تكن مثل هذا الرجل في مسعاك ،واعْملْ لآخرتك،
ولا تنس دنياك .فإن ثم ّة من ذاقوا هذا كلَّه ،وع َرَفوا فيه الهوانَ والمذل َّة .والفقر
٢٤٣
المكروه ُ من س ُرور الحاسدين� .لكن من سعى إلى الفقر بيديه ،يُلام ُ على فقرِه ،و يصير
ولا تصدّق حرفا ً مما يحكون عن الجودِ وا�لكرم ،فإن العقلاء من يحفظون أموالَهم من
آفة ِ ال َّسر َف ،و يجن ِّبونها مخاطِر َ التبذير والتلَف .ودع ْك مما تحف َ ُ
ل به الأشعار ُ الكاذبة ،ولا
الصال�حين من أهل زماننا(( :ذهبت المكارم ُ إلا ّ من ا�لكتب)) .فخ ُ ْذ بالحزم فيما تعلَم،
قك َّ
ل ما لديه من مال ،فاغتنى هؤلاء وافتقر ،أت ُراه ُم يدع ُونه إلى الموائِد ،و يفرِشُون أنف َ
ْط والوسائد؟ أم ت ُراهم يستكثرون عليه ِ ر َدّ ال َّسلام ِإن س َل ّم ،ولا يرحمونه إن َ
تأل ّم؟ له البُس َ
لا وال ل��ه ،لن تجدهم إلا بين م َن ي َّته ِمه بأنه أحمق ،وم َن بابُه في وجهه م ُغلَق ،ومن يص ُ ّد
عنه قائلاً :ولماذا لا يقصِ د ُ بحاجته فلاناً ،وقد كانَ له مق ّدِماً ،عندما كان مْن َع ّماً ،وكان
ن على أ َ ّ
ن افتقاره لم عليه ،ويتْهمه ،بذنوب ليست فيه ،وير ِّوج عنه الأكاذيب ،ليبره َ
ق وي ُ ْدعَو ْن إلى ال ُ ّ
سجودِ فلا يسْتطيع ُون. قال ال ل��ه ج َّل ذكر ُه(( :يوم َ ي ُ ْكش ُ
َف عنْ سا ٍ
خاشِعة ً أب ْصار ُهم تَرْهَق ُهم ذِل َّة وقد كانوا ي ُ ْدعَو ْن إلى ال ُ ّ
سجُود وهم سالمون)) .فلا تكن
والزجْر ،وأنت سالم ُ كهؤلاء .وإني أتوجه إليك بال َّنهْ ي والأمْر ،وأسُوقُ لك الموعظة َ َّ
ن الحال� .لكن ّي ـ إ ْن خالفْتَ الن ِ
َّصائح ،وا َّتب ْعت سبيل حسَ ُ
ل والعِر ْض ،واف ِر ُ المالَ ،
الع ْق ِ
٢٤٤
الت ّقْر يع على ما فعلتَ ،
والت ّعْيير بما هؤلاء المخادعين فاجتاحتك ال ِ
جوائح ـ لن أرحمك من َ
لنفسك أسلفت ،والتو ْبيخ على ما س�لكت من د ُروب ،وسيكثر مني التأنيب ،وأنت
مخت ُ ّ
ل العقْل لا تهدأ على حال ،عديم ٌ من ل النفس بما لاقيت من أهوالُ ،
عندها علي ُ
المال ،مش َو ّ ُ
ش الفكر والبال.
رب ليس البَلاء ُ أن يُدعى لك بال َّسي ْف لقطْع الع ُنق ،فهذه لحظة ،والآجا ُ
ل عند ِّ
ل بك الحال ،وتعجز َ عن ص ّدِ الأهوال ،وعندها لن تلقى إلا صديقا ً مؤنبا ً على
و يطو َ
صِرْت إليه ،بعد أن كان يح ْسدُك َ على ما أنت فيه ،وصاحبا ً كانَ من أوليائك ،فصار َ
بعد افتقارك من أعدائك ،وزوجة ً تطلبُ منك ال َّطلاق ،وجار يَة تتمن ّى أن تبي َعها في
ل أو نهار .فإذا
الأسواق ،وعبدا ً ي ُ ْظه ِر لك الاحتقار ،وولدا ً لا يطيع لك أمرا ً في لي ٍ
كنت بامت ِناع ِك عن ال َس ّر َف الذي يدعونه جودا ً قد خسرت بعض الثناء ،فانظر إلى
أصناف البلاء.
ِ ك من
هذه الخسارة إلى جانب ما عَدَدْنا علي َ
على أن للثناء ِ حلاوة ً نرجو لك ألا تذوق َها ،وللح ْمد إغراءات نتمن ّى لك ألا تخض َع
ن الناس دون حْمد ولا ثناء أكثر من هذا وذاك .ومن كان
لها ،وما يضي ُع من إحسا ِ
منه ال َّسهْو ُ والن ِّسيان ،وتَبل ْبلت أفكارْه ،وتجمدّت خواطره .أمّا م َن كان في حاج َة فإن ّك
تلقاه عظيم َ اله َّمة ،واسع الحيلة .والغ ِنى ليس من العيوب خالياً ،ولا تلقاه في الحياة
هادياً ،فمن عيوب الغنى أنه يُورِّثُ البَلادة ،حتى لتبدو قم ّة السعادة ،ومن فضائل الفقر
بإهمال عقلك وفِك ْرك ،أسْ كرك الغنى .وسكر الغ ِنى يجعل ُك هدفاًَ سهلا ً للآكلين على ك ّ ِ
ل
الموائِد ،بالنفاق والتضليل والخداع ،و يُضَرِّي عليك الن ّاه ِبين الجياع.
٢٤٥
عيش البهائم ،ولا ترضى
َ حظ النائم ،ولا أن تعيش
ولا أرضى لك أن تقن َع ب ّ ِ
ذلك لنفسِك ،فلا ت َت ّع ِظ ل ِغَدِك بأمسك .إن ّي أريد ُ لك أن تجمع الثراء ،وما يبعث ُه في
ح الغنيّ
ح به من خُيَلاء ،وفر َ
س من كبر ياء ،وما يحوط بالغ ِنى من ع ِّز ٍ ،وما يسم َ ُ
النف ِ
ق الحال ،كثير ِ العيال ،وذكاء ِ من
إن مقتدرا ً ،لا متكب ّرا ً ولا متجب ّرا ً ،مع فِطْنة رقي ِ
ل م َنْ طلب ،ومعرفة ِ الهارب من ا�لكدِّ َ
والن ّصَب ،فإن ذاقَ الجوعَ والت َّع َب ،واستدلا ِ
كُنت تريد هذا كله ،فاق ْتص ْد في الإنفاق ،ولا تجعلْ نفسَك زينة الأسواق ،وأَ ع ِ َ ّد
ل من وصفهم خالد
ل أصحاب الحروب ،وك ّ ِ
ل أصحاب ا�لكيمياء ،وحي َ
والد ِّيار ،وحي َ
ل التجار في الأسْ واق ،والصن ِ
ّاع في الصناعات بن يزيد المعروف ،بخالَو َي ْه المُكَدِّي ،وحي َ
الدماغ ،وإلى صميم ا�لكبد .إن حيَلَهم أدق مَسْلكا ًوأب ْعد ُ غاية ً من العِر ْق السّاري ال َّدسّ اس
الذي نب ّه إليه رسول ال ل��ه صلى ال ل��ه عليه وسلم .ولو أنك َاتّ خَذْت الحيطانَ العالية َ الثخينة،
وتكلفْت أش َّد الك ُلَف ،لما أفادك هذا كله شيئاً ،ما د ُمتَ قد تركْ تَ الحَز ْم في
َّ بس َخاء،
مقاومة ما هو أحْ ضَر ُ ضَر َرا ً ،وأدْوم ُ شرّا ً ،مهما غَرِمْت في الح ِراسة.
ولا تسْتهت ِر بالنف َقات الصغيرة .فإنها تقود إلى ال َّدو َاهي ا�لكبيرة .إنك إن فتحْ ت
أعرض من طر يق بغداد،
َ لهم على نفسك بابا ًأصغر من ث ْقب الإبرة ،جعلوا فيه طر يقا ً
٢٤٦
بل أدِ ْم إغلاقَ باب ِك ،فهذا أرحم ُ لمالك وشباب ِك .وال ل��ه إنك لو جعلتَ بابَك ْ
أثخن من
ن من باب الح ِصْ ن ،لتس َو ّر ُوا عليك من فوق ِك ،ولو رفعت ال ُ ّ
سور ص َ
باب القصر ،وأحْ َ
بح ْلو ِ الأحاديث ،وإن لحديثهم ح َلاو َة ،وإن لكلماتهم طلاوة،
ك ُ
وإنهم قد يفتُنون َ
وقد يدعوك هذا إلى الإكثار من اصطحابِهم ،و�لكن صحبتهم تستدعي تلبية غرائب شهواتهم.
صوت
ٍ ن يغنِّين ،فقالوا(( :اطلب أي
دخل أحدهم على قو ٍم وهم يشربون ،وعندهم ق ِيا ٌ
ُّ
((أحب أن أسمع صوت اللحم يُقلى في السمن)) .ومن ذلك ت ُّ
حب أن تسمع)) .فقال:
قول المديني(( :م َن تصب َّح بسَب ْع موزات ،وبقدح من لبن ناقة سمينة ،تج َّشأ بَخ ُور َ ا�لكعبة)).
ومن ذلك قولهم لبعض هؤلاء ،وق ُ َّدامَهم خَب ِيص(( :أ ُ ّيهما أطيب ،هذا أو الفالوذ َج أو
اللوزينج؟)) .قال(( :لا أقضي على غائب ،فأحضروها جميعا ً بين َ
يديّ لأقضي بينها)).
فقال(( :يأتيه الخب ّاز ُ فيقف بين يديه ،فيقول :ما عندك؟ فيقول :عندي جَدْي كذا،
حماستُهم ،هَج َم على الطعام هُجوم َ النعام لا يمي ّز بين حا ٍرّ وبارد ،ولا بين صل ْب وليّن ،وأَ ك َل
ل الجائع المقر ُور ،أو الهارب المبهور)) .وقال آخر(( :أشتهي ثَر ِيدةً ر َ ُّش عليها الف ُلْف ُل
ك َ
أ ْ
ي ال ُ ّ
سوء سِوار بالمعصم ،أضر ِبُ فيها ضرْب اليتيم إذا تَبالَه ،على مائدة وص ِ ّ
اللح ْم كما يُحيط ال ّ
ل قوم منه،
الذي أكل مالَه)) .وسئل بعض ُهم عن حُظوظ البُلدان في الطعام ،وما قُسِم َ لك ّ ِ
يح ْسى ،وذهبت فارس بالبارد وما بالعسل يُحلّى)).
فقال(( :ذهبت الروم بما يُحشى و ُ
٢٤٧
ِس وما يُقلى ،ولأهل البادية الِّلب َأ والسمْن والجراد وا�لكم ْأة
وقال دَوْسر المدِيني(( :لنا الهرائ ُ
وال�خب ْز يُث ْرد في اللبن الرائب ،والت َّم ْر يُعجن ُ
بالز ّب ْد)) .وفي هذا قال الشاعر:
وعابُوا الطعام من مدقُوق الح ِنطة والشعير بحض ْرة أعرابي فقال(( :لا تَع ِيبوه
فإنه من ع ُ َّدة المساف ِر ،وطعام العَجْلان ،وغ ِذاء المبك ِّر ،وبلُ ْغ َة المر يض .ويسرِّي عن فؤاد
بلا ِإدام جلا البلغم .وإ ْن كان بالسمْن ص َّفى الدم .إ ْن شئتَ كان ثريدا ً ،وإن شئتَ
كان خَبيصاً ،وإن شئتَ كان طعاماً ،وإن شئت كان شراباً)).
ل هؤلاء ال َش ّر ِهون المتط ّف ِلون الذين لا يكتفي أحدهم ب ِقطْعة اللحم ،بل
ولا يخ ْج ُ
ربما أخذ الفخذ َ كل َّه من عَظْمه وراح ينهش منه ،بل يتطاولون في الحديث ويتش َّدق ُون.
قيل لأحدِهم ،وقد كان سميناً(( :ما الذي أَ سْمنك؟)) .قال(( :أن ّي آكل طعاما ًحارا ً،
وأتكِئ ُ على شِمالي وأطعَم ُ م ِن غير ِ مالي)) .وقد قال الشاعر: وأشرب شرابا ً باردا ًَّ ،
ل
ل ا�لكس ِ
وقيل لآخر(( :ما الذي أسْمنك؟)) ،قال(( :قِلَّة التفكير ،وطو ُ
والخُمول ،والنو ْم على تُخْمة)) .وسأل الحّجاج بن يوسف الغضبان بن الق ُبَعْث َرى(( :ما
أسْمن َك؟)) قال(( :الخُمول والمرعى الطي ّب ،ومن كان في ضيافة الأمير سَم ِن)) .وقيل
صغار َ الج ِداء ،وأتطيَّبُ بعِطْر البَن َ ْفْسج النقيّ ،ولا أل ْب َس إلا الكت َّان)).
٢٤٨
ل كان
وأيّ سائ ٍ وال ل��ه لو كان م َن يَسأ ُ
ل يُعطي لمَا ساوى كرم ُ عطائه لُؤ ْم مسألتهُ .
ل أَ ل ََّح وأْ لأم َ من الشاعر ِ الُحطيئة؟ ومتى أعطى الحطيئة ُ أحدا ً شيئا ً ّ
قط؟ ومن أْ لأم ُ وأبخ ُ
عزة؟ من الشاعر جرير بن عطية الخ َ ْطفِيّ ؟ ومن كان أمن َع من كُثَي ِّر المعروف باسم كُثَي ِّر َّ
ل أن يَش ُقَّ غبار مروان ب ِن أبي
إبراهيم ب ِن علي ب ِن هَرِمة؟ وهل لبخي ٍ
ِ ومن أ َ ُ
شح ّ من الشاعر
حفْصة؟ ومن كان يَصْ طلي بنار أبي العتاهية؟ ومن كان كأبي نواس في بُخلِه؟ أو كأبي
َ
ابن يَسِير؟ وأين تذهب عن ابن أبي كريمة؟ ولِم َ تقصِّر ُ في ذكر الرقّاش ّ
ي ومن لم ي ُ ْذك َر ش ُرّه؟
غيره ،ونفاق ُه مفضوح .إن مَد َح كذ َب ،وإن هجا كذ َب ،وإن طم َع بالعطاء كذبَ ،
وإن فقد الرج َاء كذب ،فماذا ترتجي من مثل هذا؟ لا يقربُه إلا فاسدٌ أو أحمق ،ولا
وما أبْطَأكم عن البذْل في الحقّ ،وما أسر َعكم إلى البذْل في الباطِلْ .فإن كنتم
فقد كانوا أسوأ من المتسوِّلين ،إن طمعوا بعطاء ِ أح ٍد مدحوه ،فإن م َن َعهم ،أو أعطاهم
٢٤٩
أعف من الصُنوع
ّ مفاق ِر َه، ل المرء يُصلحه في ُغني
لَما ُ
ونرجع إلى ُأ َ
حي ْحة ب ِن الجلاح الذي كان سي ّدا ً من سادات يَث ْرب قبل هجرة
الرسول صلى ال ل��ه عليه وسلم إليها ،بل كان سيد قومه من الأوس.
ن الجلاح: قال ُأ َ
حي ْحة ب ُ
ل
من ابن ع ٍ ّم ولا ع ٍ ّم ولا خا ِ ُت ولا يَغْرُرْك ذ ُو نشب
ن أو م ْ
اسْ تَغْ ِ
ل
ن ا�لكريم َ على الأقوام ذو الما ِ
إ ّ الز ّوْراء ِ أَ عْم ُرها إني ُأك ُ ّ
ِب على َ
وقال أيضاً:
س
من أن يراني غني ّا ً عنه باليا ِ إذا امرؤ ٌ ضاقَ عن ّي لم يَضِ قْ خ ُلُقي
س
مستمر يا ً دِر َرا ً منه بإبسا ِ فلا يراني إذا لم يَرْعَ آصرتي
ما كان مطلب ُه فقرا ً إلى الناس لا أطلبُ المال كي أغنى بف َضْ لتِه
بل نرجع إلى أبي العتاهية الذي ظ َّل يتطفل على موائد المهدي وولاته وأمرائه،
فقد قال:
٢٥٠
حب ِك الده ْر َ أخوه ُ أنت ما اسْ تغْني ْت عن صا
ساعة ًَ ،
مج ّك فُوه ُ فإذا احْ تجْ تَ إليه
حتى عروة بن الورد الذي كان ينهبُ الأغنياء ،و يوزِّع الأسلاب على الفقراء،
حتى سموه ((أمير الصعاليك)) وسموه ((أبا الفقراء)) و َع َ ّده عبد الملك بن مروان
أخت
ِ وهذا سعيد بن ز ي ْد بن عَم ْرو بن نُفَي ْل ،زوج فاطمة بنت الخطاب
عمر ،وهو الذي هدى ال ل��ه عمرا ً إلى الإسلام في بيته ،وقد اعتزل أبوه ز يد عبادة
الأوثان في ا لجاهلية .وقد كان سعيد شاعرا ً بليغا ً ،من أ صحاب الرأي ،قوي
٢٥١
ل ز ُو ٍر وَهِتْر ِ
ـ ٍد لي اليوم قو َ ك ع ِْرسان تنط ُقان على عمْـ
تِل َ
جئ ْت ُماني بنُكْر ِ
لي قليلاً ،قد ِ سألتاني ال َ ّ
طلاقَ أن ر َأتا ما
و يعر ّى من المغارِم ظهْري ل عندي
فلعلّي أن يكث ُر الما ُ
ل تقولان ضع عصاك لدَهْرِ
ٍ ل في نعمة ِ ز َ ْ و
وتجر ّا الأذيا َ
وقال آخر:
وقال:
٢٥٢
وساقَ إليها حينَ ز َ ّوجَها مَه ْرا ح العجز َ بِن ْتَه إن َ
الت ّواني أنك َ
فقَصْر ُ كما لا ب ُ َ ّد أن تلَِدا الفقرا فراشا ً وطيئاً ،ثم قال لها َات ّكِي
وقال عثمان بن أبي العاص(( ،ساعة لدنياك ،وساعة لآخرتك)) وقال رسول
ال ل��ه صلى ال ل��ه عليه وسلم(( :أنهاكُم عن قيل وقال ،وكثرة السؤال وإضاعة ِ المال)).
أبقت غنى ،واليد ُ العليا خير ٌ من اليدِ السفلى ،واب ْدأ بمن
ْ وقال(( :خير ُ الصَدقة ما
تعول)) .وقال صلى ال ل��ه عليه وسلم(( :كفى بالمرء إثما ً أن يُضي ّ�ِع من يق ُوت)) .وقال:
((الثلث ،والثلث كثير .إن َّك إن تَد َ ْع وَلَدك أغنياء ،خير ٌ من أن يتك َ ّفف ُوا الناس)).
وقال عبد ال ل��ه بن عباس رضي ال ل��ه عنهما(( :وَدِدتُ أن الناس وَضَعوا من الثلث
شيئاً ،لقول النبي صلى ال ل��ه عليه وسلم :الثلث ،والثلث كثير)) .وبعد هذا كل ّ ِه ترون أن
بلوغَ المجد وا�لكر َم ،لا يكون إلا بإف ْقارِ النفس وإغْناء الأمم ،وأن يخرج الإنسانُ مالَه،
وقال آخر:
ِ
صلاح أمر كم ُ ْفسِد أدناه وم ُصْ ِ
ولم يأتِمر ْ في ذاك َ لح غير ه ِ
وقال آخر:
بنيها ،ولم ترْق َع بذلك م َْرقعا كمُرْضِعة أولاد َ أخرى ،وضي ّعت
٢٥٣
ولماذا نذهبُ إلى الشعر ولا نرجع إلى كتاب ال ل��ه جل ذكر ُه؟ أليس ال ل��ه أحكم
هدي بعد كلا ِم ال ل��ه .وقد قال ال ل��ه تبارك وتعالى(( :ولا تُب َ ّذِ ْر
ٍ الحاكمين؟ وهل من
العَفْو َ)) فأَ ذِن في العفو ،ولم يأذن في الجَهْد .وأَ ذِن في الف ُضول ،ولم يأذن في الأصول,
وقال ج َّل م ِن قائ ِل(( :ليُنْف ِق ذ ُو سَعَة ٍ من سَع َت ِه ،وَم َن قُدِر َ عليه رِزْق ُه فليُنْف ِق مم ّا آتاه ُ
ال ل��ه)) .وقال ال ل��ه تبارك وتعالى(( :والذين إذا أنْفَق ُوا لم يُس ْرفُوا ولم يَقْت ُروا وكانَ بين
ك ولا تَبْسُطْها
ل يد َك مَغْلُولَة ً إلى ع ُنُق ِ َ
تج ْع َ َ
ذلك ق َوَاماً)) .وقال سبحانه وتعالى(( :ولا َ
عليك مال َك)) ،فالنبي صلى ال ل��ه عليه وسلم يمنعه من إخراج ماله في الصدقة ،وهي خير
الأمور ،وأنتم تأم ُرون بإخراجِه في ال َس ّر َف والتبذير .وقال النبي صلى ال ل��ه عليه وسلم:
الإسلام ،وقد أراد أن يتص َّدق بجميع مالِه ،فأكرهه عمر بن الخطاب على الرجوع عن
أبي رغ ْالِ)) .لقد ق َصْ ده ،وقال(( :وال ل��ه لو م َِّت بعد هذا ،لَرَجْمتُ قبر َك كما يُرْ َ
جم ُ قب ْر ِ
ل الذي قاد َ جيش أَ ب ْرهة َ وكان دليلَه في الصحراء .ولم يفعل عمر
ق َرَنه بالمل ْعون أبي رِغا ٍ
خطأً ،فلقد استند إلى قول النبي صلى ال ل��ه عليه وسلم(( :الثلث والثلث كثير)) .ولذلك
قالوا(( :خير مالك ما نَفعك ،وخير ُ ال ُأم ُور أوساطُها)) وهذا ما قالَه مُطَرِّف بن ال ِّ
شخِّير
لابنه عبد ال ل��ه حين رآه يُسرف في التعب ْد ،فقال(( :يا عبد ال ل��ه ،العلم ُ أفضل من العمل،
والحَسَنة بين السيئتين ،وخير ُ الأمور أوساطُها ،وش ُرّ السيرْ الح َ ْقحَقة)) حتى في ال َّسي ْر
٢٥٤
ح ْقحِق ،والحقحقة تُتعب ال َ ّ
ظهْر .وجعلوا أفضل العبادة بين كرهوا أن يشت ّد المرء ُ فَي ُ َ
الت ّقْصير والمغالاة والمبالغة ،فقالوا(( :دين ال ل��ه بين المقص ِّر والغالي)) وقالوا في المثل:
َ
شطَط)). ((بينهما يرمي الرامي)) .وقالوا(( :عليك بال َّسداد والاقتصاد فلا وَكْ ٌ
س ولا َ
ن وهذا ما ندعوك إليه .افعل السديد من الأمر ،واقتصد حتى لا تُت ْعب ال َ ّ
ظهْر ،ولا تك ُ
م ُقص ِّرا ً ،ولا مسرفا ً م ُب ّذِرا ً .وقالوا(( :لا تكن ح ُل ْوا ً فَتُبْلع ،ولا م ُّرا ً فتلفظ)) .وقالوا:
ِ
جموح س غير ُ
وإن ّي لصعبُ الرأ ِ وإني لحلُ ْو تعْتريني م َرار ة ً
وإنهم ليذمّون البخيل ،و يلومون المُقْتصِ د ،ومع هذا نراهم قد أنصفوا فقالوا:
((الشحيح أعذر ُ من الظالم)) .ومن أظلم مم ّن جار على نفسِه وعيالِه ،واشترى
التباهي الكاذب بتبذير مالِه؟ ونهوا عن التس ُرّع في اللوم فقالوا(( :ليس من العَدْل
سرعة ُ العَذْل)) .ونهوا أيضا ً عن أن يلوم المرء ُ أخاه قبل أن يتبين ع ُذر َه ،فقالوا:
((لع َّل له ع ُذرا ً وأنت تلوم)) .بل دعوا إلى أن ينظر المرء إلى عمله وخ ُلُقه قبل أن
عن تشجيع السائلين بإعطائهم في كل حين ،فإن استجاب المرء لِلَجاجهم وإلحاحِهم
المن ّف ِر ،كان شر يكا ً لهم في ف ِعلهم المُنكر ،فقال(( :إعطاء ُ السائل تَضْر ِ ية ،وإعطاء ُ
المل ُْحِف مشاركة)) .وعلّمنا رسول ال ل��ه صلى ال ل��ه عليه وسلم وهو م ُعل ِّم البشر يَة ألا
نُعطي أي سائل ،بل حدّد بحكم ْته وبهدْي ربه أن سؤال الناس لا يجوز إلا إذا
كان المرء ُ في منتهى الفقر والإمْلاق ،أو أن يكون قد غَر ِم غ ُْرما ً كبيرا ً وخسر َ ماله
٢٥٥
فقال صلوات ال ل��ه وسلامه عليه(( :لا تصلح المسألة ُ إلا في ثلاث :فقْر م ُدقع ،وغ ُْرم
أن نعرف ما أوقع فيه نفسَه من مشاكل .فإذا كان من المخدوعين ،أو إذا كان من
ال ُ ّ
سف َهاء في آرائِِهم والمقصرين ،فلا نعطيهم ،كما حذروا من أن يكون المعطي من المغلوبين
المغْبونَ لا محمود ٌ ولا مأجور)) وإذا كان إعطاء السائلين يحميهم من عاديات الزّم َان،
فلا يجوز أن تحْمي غير َك ،وتكشِف ظهرك ،ولذلك قالوا(( :إذا أعطيت السائلين مال َك
صارتَ مقاتِل ُك أظهر َ لأعدائك من مقاتلهم)) .وإذا كنت ستف ُِر ّ من معركة أو أرض،
فلا تتركُنَّ كل شيء وراءَك ،بل خب ِ ّئ سلاح َك وع ُ َ ّدتَك وأشياءك ،فهذا أحْمى للظهر
وأكثر صونا ً للع ِرض .قالوا(( :الفرار بِق ِراب أكْ يس)) .وقد علّمنا رسول ال ل��ه صلى ال ل��ه
نر يقه إلا إذا وجدنا الأفضل ،قال(( :أن تَرِد َ الماء َ بماء ٍ أكْ ي َس)) .وقال أبو الأسود
٢٥٦
وما من واحد من هؤلاء المتطفلِّين ،والذين لا يشبعون ،إ ْن اعتذَرْت إليه أعْذ َر،
وإن أسأَ ت إليه بدون قصد غ َفر .وما من أحد الآن يطالب بح ّق ِه فيقبل بعضَه ،حتى لو
باع المستدين أرضَه ،لقد تناسوا قول الأولين(( :من احتاج اغْتفر ،ومن اق ْتضى تج َّوز)).
وقد كان من حكماء اليونانيين ديسيميوس ،وهو القائل(( :لولا العمل لم يُطلب
ُّ
أحب إلي من أن أدع َه زُه ْدا ً علم ،ولولا العلم لم يُطلب عمل .ولأن ادعَ الحقّ جهلا ًبه،
فيه؛ وإن كان الجهل لا يكون إلا من نُقصان في آلة الحس ،فإن المعاندة لمن ز يادة
ُّ
أحب إلي من أن أفعل بعض الشرْ)) .وهذه في آلة الشرّ .ولأن أترك َ جميع ال�خير،
خشَع)).
فقد قال(( :م َن أجْدب انْتجع ،ومن جاع َ
وقال(( :حافظوا على النعمة لا تغ ُور فإنها نَف ُور)) .وما ذ َه َب قد لا يَرْج�ِع،
وصدق علي بن أبي طالب إذ قال(( :قل َّما أدْب َر شيء فأقبل)).
وقالوا(( :ر َُّب أكلة تمنع أكلات)) .وعابوا من قال(( :أكلة ومَو ْتة)) فإذا
فقدت الشيء َ وكان أمامك ،فلا تطلب ْه ،كأن ّك فقْدت الطرِيدة وجرّدت لها سهام َك،
تطلب أَ ث َرا ً بعد عين)) وقالوا(( :لا تكُنْ كم َن تَغِلب ُه نفس ُه على ما يظنّ ،
ْ كما قالوا(( :لا
ولا يغل ِبها على ما يستَي ْق ِن)) .فانظر ُ كيف تخرج الدرْهَم َ ،ولِم َ ُ
تخ ْرجه قبل أن يأتي
غيره ُ ،إني ناصح ُك فتع َّلم ،فقد قالوا(( :شرّ ٌ من المُصاب الجل َ َل ،سوء ُ الخل ََف والبَد َل)).
٢٥٧
والمرء ُ قد يَفتق ِر ُ إذا نزلت به ِ المصائب ،وقد يفتق ِر إذا لم يكن ذا رأي صائب .فمن
افتقر بسبب جائحة نازلة ،قد يجد ُ الناس له عذرا ً ومن اف ْتق َر بسبب أعمالِه الباطلة ،لن
ق بحس ْرت ِه ،ولن تجد من أصحابك إلا لائماً ،وقليلا ً ما تجد بينهم م ُشفقا ً راحماً.
وكاد َ يختن ُ
وما أكثر َ الشامتين ،وما أق َّل من يَعذ ُرون ،فكأن ّك اعتديت على الحُر ُمات ،وارتكبت
السب ْ َع المُوبقات .و يعتب عليك العاتب ،ويُشع ِرك باله َوان الصاحب.
لا يه ُمّهم قليل أو كثير ،فقال(( :لَحِر ْفة أحدِهم أش ُ ّد عل َيّ من عَيْلته)) ،يقول :إن
إغناء َ الفقير ،أهون عل َّي من إصلاح الفاسد ،وقد صدق ابن الخطاب.
كُثَي َْف بن عمرو الت ّ َغْل ِبي على بني الز ب ّان ال ُذ ّه ْليّ ،فأف ْناهم ،فانتقم ال ُذ ّه ْلِيّ من بني
غُفَيْلة َكل ّ ِهم .ولا تكن على أهلك أشأم َ من البسوس خالة جسّاس بن م ُّرة َ الشيباني،
جساس بتحر يض من خالته على كليب فقتله ،فهاجت حربُ بكْر ٍ وتَغْلب ابني وائ ِل
بسببِها أر بعين سنة وس ُم ِّيت الحربُ باسمها ،فيقال :حربُ البسوس .ولا تكن على
قومك أشأم َ من مَنْش ِم العطّارة التي كانت في مك ّة ،فكانت قبيلتا خ ُزاعة َ و ُجرْهم،
إذا أرادوا القتال تَطيَّب ُوا من طِيبها ،وكانوا إذا فعلوا ذلك كث ُر القتلى فيما بينهم،
ل خوتعة َ
ل بشُؤ ْم عطرِها ،فقيل ،أشأم ُ من عِطْر مَنْش ِم .فلا تكن مث َ
حتى ضُر ِبَ المث ُ
يج ْن إلا
اللب الحكيم .فمن سلط الشهوات على مالِه ،وحكّم الهوى في رزق عيالِه ،فلم َ
الحَس َرات ،فلا يلُوم َنَّ إلا نفسَه وخضوعه للشهوات .وقال بعض الشعراء:
٢٥٨
حاب النبيذ حريم ُ
وليس لأص ِ أرى ك َ ّ
ل قوم يمنعون حريمُه ْم
ل سؤوم ُ وكل ّهُم ُ ُ ّ
رث الوصا ِ ُ أخوه ْم إذا ما دارت الكأس بينه ْم
و�لكن ّني بالفاسقين عليم ُ فهذا بياني لم أقلْ بجهالة ٍ
وقد كان هذا المعنى في أصحاب النبيذ وحدهم ،لا يتعدّاهم إلى غيرهم ،فأمّا
ل وح ِكّ ْم اليأس.
اليوم فقد استوى الناس ،فاقطع منهم الأم َ
بط بن ق ُر َيع أحد فرسان الجاهلية وشعرائها ،و يقال إنه بنى مدينة صنعاء
والأَ ضْ ُ
في اليمن ،آذاه قوم ُه من كعْب بن سعْد ،ففارقهم وتنقل في القبائل يطلُبُ جوار َهم،
تطلب أثرا ً
ْ ِش ولا تغْتَر ّ)) ،وبق َول من قال(( :لا
بالخسارة .وخ ْذ بقول من قال(( :ع ْ
بعد عين)) ،وبقول من قال(( :إمْلا ْ قِر ْبَتك من أول مَطْرة)) وتذك ّر قول النبي صلى
ال ل��ه عليه وسلم(( :د ْع ما يريب ُك إلى مالا يريب ُك)).
ما مي ّزك َ ال ل��ه به على الكائنات ،ولم يأتك من جهة الشهوة ،فهذه تَشتَر ِك فيها مع جميع
ل نُصْ حك،
الحيوانات .والنصيحة ثقيلة على سامعها وقائِلها ،وأخوك الذي يحتمل ثِق َ َ
قال الشاعر:
٢٥٩
وقال الشاعر الجاهلي ع َبيد بن الأبرص:
ليس ي ُرجى لك من ليس معك واع ْلَم َنْ عل ْما ً يقينا ً أنّه
ك رقيبا ً على
ولن تكون ب�خير إلا إذا كان لك واعظ من نفسك ،وجعل ْت عقل َ
خ ينصُحك لا يحابيك
نفسِك الأمّارة بالسوء ،وعلى طباعك وشهوات ِك ،أو كان لك أ ٌ
سيئة ومع الدهر عليك .والعاقل من اتَّع َظ من تجاربه ،والسعيد الأعْقل من اتَّع َظ
بتجارب غيره .فإن أنت رُزِقت هذا كلَّه ،فقد عشت سالما ً غانماً ،وإن رزقت واحدة
كن ْت من الدهر في أمان .وإن لم ترزق خصْ لة واحدة ،فتوقَّع نكْبة موجعة
منهاُ ،
حروص عليه عند جميع الناس ،يتش َو ّقُون إليه كما تتشوق إلى المطرِ
لم ٌ إن الما َ
الأعماق لاستخراج للؤلؤ من المحار؟ يطلبونه في أعالي الجبال ،وفي الغابات وا�لكثيف
المتشابك من الأدغال ،ويسعون إليه في كل الدروب سواء كانت سهلة يسيرة ،أو
بالغة الصعوبة والوعورة ،يطلبونه في بُطون الأودية ،وعلى ظهور الطرق ،وفي مشارق
َّ
مشاق السفر والترحال؟ المال الأرض ومغاربها ،وإلا لماذا يسافر الرجال ،ويتحملون
مطلوب بالعز ،ومطلوب بالذل ،ومطلوب بالوفاء ومطلوب بالغدر ،يطلبه ُ
بالن ّسْك
٢٦٠
ر ُقية ً أو تميمة ً إلا كتبوها .مطلوب بأسخف الأفعال ،كما هو مطلوب بأنبل الأقوال.
مطلوب بالإيمان بال ل��ه ي َرز ُق الرزقَ الوفير ،ومطلوب ـ والعياذ بال ل��ه ـ با�لكُفر بالعل ِيّ القدير.
من يطلبُ المجد والغنى ا�لكثير الوفير ،ويهدأ من يطلب ُه السلطان فلا يدري بمن يستجير،
وقد يهدأ المطلوب بثأر أو غ ُْر ٍم كبير ،ولا يهدأ الحر يص على أن يسلب َك ما يسْتطي ُع
من مال ِك ،حتى لو أوردك الردى ،أو تركك في فقر م ُدقع ،أو رمى بك إلى المهال ِك.
يُقال إنه ليس في الأرض بلدة صغيرة كانت أم كبيرة ،قريبة أم نائية إلا
والمدينة َ وا�لكوفة ودمشق وبغداد .وبين أولئك وهؤلاء ،تسمع الاستنكار والاحتجاج
وتلمس مدى ك ُره ِهم الأغنياء ،ونفاقَ القادة والولاة والملوك والأمراء،
ُ من الفقراء،
حتى ليبغض الماشي الراكب ،ويتفشى الحسد ُ بين المتفاوتين في الجاه والمال والمراتب.
فإن أصابتك مصيبة فلا تلُوم ََنّ إلا نفسَكِ ،لأنك لم تتخذ الحذر َ نهجا ً وسبيلاً،
ولم تأخذ بنصيبك من المداراة كثيرا ً ولا قليلاً ،ولم تتعلم الحزم َ في الأمور ،وابتعدت
عن مجالسة الصال�حين من أصحاب الاقتصاد ،ولم تتعر َّف ما تأتي به ال ُد ّهور ،ولم ت َّتع ِظ
من دهرِك ،ولا بما جرى لغير ِك ،ولم تتمث َّل أحوال الزمان وأحداثَه المتغيرة حتى تتوهم
نفسَك فقيرا ً ضائعاً ،ليس يلقى بين الناس إلا زاجرا ً ومانعاً ،ولأنك لم تَتّه ِم شمال َك على
ل ثقت ِك ،ولم تحذ ْر من لا يمين ِك ،وسمع َك على بصرك ،ولم ت َتّه ِم أ َّو َ
ل ما تتهم من هو مح ّ
تشملُه بريبت ِك ،فإنَّك إن لم تفعل اختطفك المتخاطفون ،واستلبك السالبون ،وطاردك
المتط ّف ِلُون المستأكلون ،حتى يُذ ّوِبُوا مال َك و يُفنوه ،و يلزموه الس َّل دون أن يُداو ُوه.
٢٦١
وقالوا :لا تقعد ُ المرأة ُ الماهرة دون خُيوط الصوف ،فإن أنت أهملت مالك ،ولم
تسع في تنميت ِه ،كما تبذل الجهد َ في رعاية ابنك وتربيت ِه .لتكوننَّ دون تلك المرأة .وقد
عليه الأضراس ،فاحرسْ ه من الطامعين ،يز يِّنو ُن لك ال َس ّر َف كالو َسْ واس الخن ّاس ،ينمو
ح ساعة ً
ويربو ،بل يهيج ،كالمرج لا ترعاه الأنعام ُ فمنظره بهيج .وإياك أن تَد َع الإصلا َ
ك
ك ما يقوم ُ بِم َلء بطنك و بحوائجك .والمال يهل ِ ُ
من زمان ِك ،وخ ُ ْذ بالإصلاح من مال ِ َ
ك النَاقة ،إن أقللت لها من الرعي ،وأكثرت الحل َ ْب ،فاحذر هذا ،فإنه يؤدي
كما تهل ِ ُ
فإن م َن حف َِظ مالَه قد حف َِظ الأكرّم َي ْن .والأكرمان الد ِّين والع ِرض ،أترى من ف َر ََّط
بدينه ِ أو عِرضِه يقوم بين الرجال؟ كذلك من فر ّط بالمال ،فالمال حِصْ ن ووقاية للاثنين،
القَر ْناء)) .ومال ُك سهمك الذي تَرْمي ،ودرع ُك الذي يحْمي ،فكما يج َّهز ُ السهم ُ استعدادا ً
لحاجته ،كذلك يحفظ المال لأنه الوقاية والحماية .وكما يغل ِبُ ا�لكبش ذو القرنين في
وقد شب ّه العرب الرجل الغ َِر ّ الذي لم يجر ّب الحياة ،وما خ َب ِر الزمان ،بالرداء
الواسع الفضفاض ،فكانوا إذا رأوا مستأكلا ً وافق غ َ ِّرا ً ،قالوا(( :ليس عليك نسج ُه،
فاسح َْب وخرّ ِق)) .وقد علّمنا رسول ال ل��ه صلى ال ل��ه عليه وسلم أن الناس كلَّهم سواء
ْ
ل ما
كأسنان المشط ،والمرء ُ كثير بأخيه ،ولا خير َ لك في صحبة من لا يرى لك مث َ
٢٦٢
حفظ عليك النجاح
الصفات ،من تبذير المال بالشهوات ،فاستعمل الحزم َ في أمورك ،ت ْ
حسَب ذلك.
ِلاف ذلك ،عَم ِل ْتَ على َ
في مسير ِك ،وإن كانوا في خ ِ
ولست آم ُرك بأمر من عندي ،ولا أوصيك بوصية من بنات أفكاري فإني لا
آم ُرك إلا بما أمر به ال ل��ه جل ذِك ْر ُه في كتابه ا�لكريم ،ولست أوصيك إلا بما أوصى به
رسول ال ل��ه صلى ال ل��ه عليه وسلم ،ولا أعظك إلا بما و َ
َعظ به الرجال الصالحون بعض ُهم
بعضاً .قال رسول ال ل��ه صلى ال ل��ه عليه وسلم(( :اعقِل ْها وتو َكّل)) ولم يقل(( :أَ طْ لِقْها
القاص التابعي أبو عبد ال ل��ه مطرف بن عبد ال ل��ه بن الشخير العامري،
ّ وتو َكّل)) .وقال
وقد كان مضرب المثل في العقل(( :من نام تحت حائط مائل وهو ينوي التوكل
عز ل وهو ينوي التوكل)) .فأين التوق ِ ّي الذي أمر به ال ل��ه َّ
فل ْيَرْ ِم بنفسه من ج ُرف عا ٍ
في السَلامة من غير أن يل ْتمس أسبابَها ،فقد عاش بالأوها ِم عمر َه ،وبنى على الأحلا ِم
قصره .وإنّما يُنج ِز ُ ال ل��ه طم َع العبد إذا كان فيما أَ مرَ به ،وإنّما يحقق من الأماني والآمال
فر عمر بن الخطاب من الطاعون ،فقال له أبو عبيدة بن الجراح(( :أت ُِفر ّ من لقد َّ
قَد َر ال ل��ه؟)) قال(( :نعم ،إلى قدر ال ل��ه)) .وقيل له(( :وهل ينف ُع الحذر ُ من القدر؟))
فقال(( :لو كان الحذر ُ لا ينف ُع لكان الأمر به من لغو الحديث)) .فإظهار الع ُذر هو
التوكّل .سمع رسول ال ل��ه صلى ال ل��ه عليه وسلم رجلا ً قال في خصومته(( :حسبي ال ل��ه))
فأمره بأن يسعى أولا ً و يُظه ِر َ عذره ،قيل أن يتوكل على ال ل��ه ،فقال له(( :أب ْ ِ ل
ل ال��ه َ
ع ُذرا ً ،فإذا أعْجز َك أمر فقلْ :حسْبي ال ل��ه)) .وقال الشاعر:
ل مَط ِ
ْرح ل يَطْرحْ نفسَه ك َ ّ
من الما ِ ل ومُقْت ِرا ً
ك مثلي ذا عيا ٍ
من ي َ ُ
ل مُن ِ
ْجح س ع ُذر َها مث ُ
ومُبْ�ل�ِ ُغ نف ٍ حاجة ً
ليُبْلي ع ُذرا ً أو ليبل َغ
٢٦٣
وقال آخر:
وقال زهير البابيّ(( :إن كان التو ُكّل أن ُأخرج مالي وأنا م ُوق ِ ٌ
ن بالخلَف ،وبأن
حفوظ
أحفظ مالي وأصونَه ،موقنا ً أنه م ٌ
َ الخلَف أن يرجع إل َيّ مالا ً في كيسي ،وألا
تقلب ْت بأدب ال ل��ه في كل الأمور ،واتّبعْت أوامره ونواهيه ،دون تفاخ ُر أو تباه ٍ أوْتِيهَّ ،
فَل ِم َ عمل أبو بكر الصديق في التجارة؟ ولم عمل بها عمر بن الخطاب وعثمان بن
عفان ،والزبير بن العوام ،ابن عمة رسول ال ل��ه صلى ال ل��ه عليه وسلم ،وعبد الرحمن بن عوف
الذي أبلى في الإسلام أحسن البلاء ،وكانا من العشرة المبشرين بالجنة ،ومن الستة
الذين اختارهم عمر بن الخطاب ،وهم ((أصحاب الشورى)) لاختيار خليفة بعده؟ أما
كانا تاجر َي ْن؟ ولم َ ع َل ّم عمر بن الخطاب الناس التجارة ،ليحققوا الربح ويتجنَّب ُوا الخسارة؟
قال عمر(( :إذا اشتريت جَمَلا ً فاجعل ْه ضخماً ،فإن لم يشتره أحد لِ �خَبَر ِه ،اشتراه
لمنظره)) .وأوصى بأن يشتري المرء بدل الرأس رأسين وقال(( :فرِّقوا بين المنايا،
لقد كان عبد ال ل��ه بن جعفر بن أبي طالب أجود َ الأجواد ،بل هو أجود أجواد
ِ
المصنع ق
حتى تُصيب بها طر ي َ إن الصنيعة َ لا تكون صنيعة
٢٦٤
فقال(( :هذا رجل يريد أن يُبخ ِّل الناس .أ ْمط ِر المعروف مطرا ً ،فإن صادف
موضعاً ،فهو الذي قصدت له ،وإلا كنت َ
أحقّ ِ به)) .فل ِم َ حجر عليه عم ّه علي بن أبي
طالب؟ أليس لإخراج المال في غير حقه ،وإعطائه في هواه؟ وهل كان إنفاق عبد ال ل��ه
طلب الذِك ْر؟ وهل كان جوده إلا التماسا ً للشك ْر؟ وهل كان يُنفق ماله في القمار
ِ إلا في
والخمور ،أو يسرف في الف ُسولة والفجور؟ هل كان إلا فيما تسمونه جودا ً ،وتع ُ ّدونهكرماً،
يلقى بين الناس ذكرا ً محمودا ً؟ ومن رأى أن يحجُر َ على ا�لكرماء �لكرمهم ،رأى أن يحجُر َ
على الحل َُماء لحلمهم ،وأيَّ إمام بعد أبي بكر وعمر تريدون؟ وبأي سلف بعد عل ٍيّ تقتدون؟
ولا يمكن أن ترجو الوفاء َ إلا من أهل الشهامة ،ولا القيام َ بالحق لا ممن انصاعوا
يحِسّون الندامة ،ولا يشترون دنياهم بموقفهم في يوم القيامة .ولن تجد الصبر َ
للحقّ ِ لا ُ
منهوماً ،ولا أن يكون بين الناس مرذ ُولا ًومذموماً .وليس يكترث إذا أكل كيف كان
ذلك الطعام ،وليس يهمه ما يقول عنه الخواص والعوام .يهجم على الموائد متطفلاً،
لا يه ُمّه سبب الموائِد ،ولا الحكم فيها ،ثم ينصرف عنها غير ُ راشد.
إذا كان مالك قليلاً ،فإنما هو ق ِوام عيال ِك ،فلا يجوز لك أن تنفقه وترميهم في
المهال ِك .وإن كان كثيرا ً ،فاجعل ما يزيد عن حاجتك ع ُ َّدة لنوائب الزمان ،فإنك بهذا
ن الأيام إلا المضَل َّل ،ولا يغتر بالسلامة إلا المغف َل .فاحذ ْر ما
تستشعر الأمان .ولا يأم ُ
قد يصيبك بغتة ً من البلاء ،واحذ ْر هؤلاء الطمّاعين ،فإنهم من رجال ال َد ّهاء ,واحفظ
م ُلْكِك خير ٌ من السمين في م ُلكِ غير ِك ،إن وجدته ،فكيف ودونه الرماح والأنصال
وك ُ ّ
ل باب شديدِ الأقفال؟
٢٦٥
قالت امرأة لرجل من العرب أعجبها(( :إن تز َّوجْ ت َني َ
كف َيت ُك)) فأنشأ يقول:
وقال شاعر:
بك َ ّفيك ستر ال��له ،وال��له واس ُع ل الناس والْتم ِْس
أبا هانئ لا تسأ ِ
إذا قلت :هاتوا ،أن ُ
يمل ّوا فيمنعوا فلو تسأل الناس التراب لأوشكوا
والسلام.
٢٦٦
ما أكثر البخلاء وما أطرف حكاياتهم
قال ابن حسّان :كان عندنا رجل فقير ،يكاد يكون من المُعدم ِين ،وله أخ
بخْله ،كان
ثريّ من الموسرين ،و�لكنه بخيل شديد التقتير ،وبقدر ما كان مُف ِرطا ً في ُ
فقير كثير العيال ،وأنت خفيف الحِم ْل كثير المال ،لا تعين َني على الزمان ،ولا تواسيني
ببعض مالك ،ولا تهبني شيئا ًمن حلالك .وال ل��ه ما رأت عيني ،ولا سمعت أذني بأبخ َ
ل
منك .فقال الغني(( :و يحك! ليس الأمر كما تظنّ وتدّعي ،وليس المال كما تحسَب،
رجل يَه َب ض ْربَة واحدة ،في لحظة م ُعاندة ،خمسمائة ألف درهم ،أيُقال له بخيل؟)).
وأما صاحبُنا صاحبُ الثريدة البلقاء ،لِقِلّة ما فيها من اللحم والفلفل والإدامة
والمرق ،فليس عجبي من ثريدته ،وسائر ِ ما كان يظهر على مائدته ،بقدْر عجبي من أ ْمر ٍ
واحد وحيد ،وكيف ضبطَه وحصَر َه وقَوِيَ عليه بعزم من حديد ،مع كثرة أحاديثه
أني على كثرة ما كنت في مجلسه ،وعلى كثرة ما كان ينوِّع الأحاديث ،لم أر َه خب ّر
يوما ً أن رجلا ً وهب لآخر درهما ً واحداًَ ،أو كان له به واعدا ً .فقد كان يفت ّن في
يغرف من
ُ الحديث عن الحَز ْم والعَز ْم ،وعن الحِل ْم والعِل ْم ،ويذكر جميع المعاني ،كمن
جميع الأواني ،إلا الجود ،فلم أسمع هذا الاسم منه قط ،فكأنه غير موجود ،وكأن شيئا ً
بهذا المعنى ليس في الوجود .لقد خرج اللفظ والمعنى من لسان ِه ،كما خرج من فكره
ل على
ومم ّا يؤكد ما قلت فيه ما حدثني به طاهر ٌ الأسير ،فقد قال(( :ومم ّا يد ّ
ل الأمم أنك لا تجد للجود في لغتِهم اسماً ،على سعة لغتهم وكثرة كلماتهم.
أن الروم َ أبخ ُ
وإنّما يسعى الناس إلى تسمية ما يعرفون ويرون ،وما يحتاجُونه في قضاء ِ حوائجهم ،ومع
الاستغناء يسقط من أفكارهم ومن مناهجهم ،ثم يغيب عن ألسنتهم ،فلا تراهم اسمه
ل سليم
وقول القائل(( :نصيحة)) ليس ي ُراد ُ به سلامة ُ القلب .فقد يكون الرج ُ
الني ّة ،ولم يحدث ما من أجله يقصِ د ُ أن يشير َ عليك بأمور ،يراها تعود عليك بال�خير
الوفير ،أو يراها لك أسْ لم ،كما يظنّ أو يتوهم .ففي لغة الف ُرس اسم للسلامةكما في لسان
العرب ،واسم لإرادة ِ ال�خير والبعد عن ا�لك ُر َب ،واسم لحسن المشورة بين الأصدقاء
والأصحاب ،وحملِك بالرأي السديد على فِعْل الصواب .فللنصيحة عندهم أسماء مختلفة
وكان إبراهيم بن عبد العزيز من أهل علم الكلام ،وكان من س ُراة الأهواز ،وله
مع أبي إسحاق إبراهيم النظّام حكايات يضيق بها المقام .حدثني إبراهيم فقال:
تغدّيت مع راشد الأعور ،فجاءنا غلمانه بطبق كبير من سمك البِياح السَب ْخ ّي الذي
يقال له الدُرّاج ،وهو صغير الحجم كما تعلم .فجعلتُ آخذ ُ الواحدة منها فأقط ُع رأس َها ،ثم
أرميه ،ثم أشقها من جهة بطنها ،فآخذ شوكة الصلب والأضلاع ،فأعزلها ،ثم ُأقَوِّر ما في
٢٦٨
وآكله ُا .وكان راشد يأخذ البياحة فيقطع ُها قطعتين ،فيجعل كل قطعة في لقمة ،لا يلقي
منها رأسا ًولا جناحا ًولا ذنباً .فصب َر لي على بضع سمكات ،ولم أكن أعلم أنه يراقبني .فلم ّا
لم يعد يحتمل فعلي وأنكره ،قال(( :أي بنيّ ،إذا أكلت الطعام ،فكَل ْه ب�خيره ِ وشرٍّه)).
فأما الزنج ُ ّ
ي فإنه لا يتخ َّير ُ مما قدّامه ،وأنا أت�خي ّر .وأما الأصبهاني ،فإن ّه يقبض القب ْضة من
التمر ْ ملء يده ،ولا يأكل من غيرها ،لا يهمّه فاسد ُ التمر من أجودِه .ولا ينظر إلى ما
في الطبق بين يديه حتى يفرغ من القب ْضة .وهذا ع ْدلٌ ،والانتقاء من الطبق كل ّ ِه جور
وظلم .ولاشكَّ في أن ما يبقى من التمر في الطبق ،لا ينتفع به العيال ،إذا كان الآكلون
ممن ينتقون ويتخي ّرون ،إذ لا يبقون لهم إلا التمرة العجفاء ،أو الكالحة الصفراء)) وكان
يقول(( :لا تجعل يدك تجول في الطب ّق ،فهذا ليس من الأدب ،إنما هو تم ْر ٌ ،فك ُلْ مما
وحدثنا س َريّ بن مكرم ،وهو ابن أخي موسى بن جَناح الذي حدثتك عنه في
صدر هذا الكتاب ،فقال :كان موسى يأمرُنا أن نتوق ّف عن الأكل ما دام أحدٌ من ّا
مشغولا ً بشُرْب الماء أو طَلب ِه .وكنا ننسى أوام ِرَه أو نتجاهلُها ،فلما رآنا لا نطاوع ُه ،دعا
خط بإصبعه ِ خطا ً في الطعام الذي كان بين أيدينا ،ثم قال :هذا نصيبي، ليلة ً بالماء ،ثم َّ
ْب الماء.
لا تقتربوا منه حتى أنتف َع بشُر ِ
ولا أحد يفوق المكيّ شهرة ً في أحاديث الطعام ومعرفة ِ البخلاء والتن ُ ّذرِ بهم
وبأحاديثهم .قال يوما ً لبعض من كان يتغدّى ويتعش ّى عند الباسيانيّ :و يح َكم! كيف
تقدِر ُون على ابتلاع طعامه ،أو اختطاف لقمة ٍ من أمامه وأنتم تسمعونه يردِّد ليل نهار:
((إنّما نطع ِمك ُم لوجه ال ل��ه ،لا نريد ُ منكم ج َزاء ً ولا ُ
شكُورا ً)) .ثم لا ترونه يقرأ من كتاب
ال ل��ه جامع الهداية ،إلا ّ هذه الآية ،ولا يقرؤها إلا عند تقديم الطعام؟ أما وال ل��ه ما فيكم
٢٦٩
ما دام يم�لِكُها عليّ حرام ُ ل تعِلَ ّة َ ب ِن م ُساوِر
ألبانُ إب ْ ِ
ك في البطون طعام ُ
ما دام يسل ُ ُ وطعام عِمران ب ِن أوفى مثلُه
زاد ُ
يمنّ عليهِم ُ لَلِئام ُ إن الذين يسوغ ُ في أفواهه ْم
وحدثني أبو المنجوف ال َّسد ُوسِيّ ،وهو من النسّابين ومن رواة الأخبار الموثوقين،
قال :كنت مع أبي ،ومعنا شيخ من موالي الحيّ ،فممرنا بناطور على نهر ال ُأبل َّة في نواحي
البصرة ،وكنّا قد هدّنا الت ّعب ،فشكرنا له أن دعانا إلى الجلوس .ولم يلبث أن جاءنا بطبق
فيه رُطَب شديد الحلاوة الذي يقال له :رطب سك ّر ،وفيه جَي ْسران أسود ،وهو كما تعلم
من أفخر أنواع التمور ،فوضعه بين أيدينا ،فهجم الشيخ عليه ،و�لكن أبي لم يأكل ،فلم ّا
رأيته لم يم ّد يده ،لم آكل ،وكنت وال ل��ه جائعا ً وبي حاجة إلى الأكل.
فأقبل الناطور على أبي فقال(( :يا سبحان ال ل��ه! لم لا تأكل؟)) .قال أبي:
((وال ل��ه إني لأشتهيه ،و�لكن ّي أخشى أن صاحب الأرض لم يسمح لك بإطعام
العادي ورديئه لأكلنا)) فقال مولانا ،وهو شيخ كبير السن(( :و�لكْن ّى لم أنظر في
قط)).
مثل هذه المسألة ّ
إلى المسجد يصلّي ،فوجد الصف تاماً ،وكره أن يقوم وحد َه ،فجذب ثوبَ شيخ في
الصف ليتأخر فيقف إلى جانبه .فلما تأخر الشيخ ،ورأى إسماعيل أن في الصف أمامه
فُرْج َة ً ،تقدم فوقف في مكان الشيخ ،وترك الشيخ واقفا ً خلف َه ينظر في قفاه ،وما أظنه
وهذا ليس من أحاديث البخل والطعام ،و�لكن البخيل حسود ،وقد حسد
صف تام.
ّ إسماعيل الرجل على أن وجد مكانا ً في
٢٧٠
وكان ثُمامة ُ بن أشرس ،وهو زعيم المعتزلة وأخطر شخصياتهم ،يكره أن يأكل
كان يكره أن يقعُد َ على خِوان ِه من لا يأنس به .وكان قاسم التمّار من الذين يُخاطبون
أهل علم الكلام فيأخذ منهم ،وكان فيه شيء من الغفلة يصطنعها التماسا ً للنادرة،
ل
وكي لا يُؤاخَذ َ على كلامه ،ومع أنه كان قبيح الخِل ْقة ،كر يه المنظر ،فإن أثر ياء َ أه ِ
خفيف الروح ،طي ِّبَ النكتة .وكان من
َ علم الكلام كانوا يصلُونه و يُكرمونه ،لأنه كان
مشاورة ثمامة ،فاحتمل ثمامة ُ ذلك في نفسه .ثم عاد بعد ذلك إلى مثِلها ،وفعل ذلك
م ِرارا ً ،حتى صار َ يدعو إلى مائدة ثمامة جهارا ً ،حتى ضج ّ منه ثمامة ُ ،وفرغ صبر ُه .فأقبل
عليه فقال(( :ما يدعوك إلى هذا؟ لو أردتهم على خواني ،لكان لساني طلقاً ،وأفضل
من لسانك ،وكان رسولي إليهم ،يؤدّي عني ما أودّ إبلاغهم ،فلم تدعو إلى طعامي من
آنس به؟)) .قال قاسم(( :إنّما أريد أن أسخ ّيك ،وأنفي عنك التب ْخيل ،وسوء الظن
لا ُ
فلم ّا كان بعد ذلك ،أراد أحدهم الانصراف بعد الغداء ،فقال له قاسم(( :أين
تريد؟)) قال(( :قد تحر ّك بطني ،فأريد المنزل)) فقال قاسم(( :إن كُنتَ لا تستطيع أن
ل إخوان ِه))
ن ،فمنزلُه منز ُ
ل من أبي مع ٍ
نشيط وبلا عمل تقريباً ،ولا داعي لأن تخج َ َ
فدخل الرجل وتوضّأ .فلما كان بعد أيام كر ّر الأمر مع آخر ،ثم مع آخر ،حتى كاد
يجعلُها عادة ،فاغتاظ ثمامة ،وبلغ في الغيظِ مبلغا ً لم يكن على مثله قط ،ثم قال(( :هذا
يدعوهم إلى غدائي �لكي يُسخّ يني ،ولا أدري متى كنت بالبخل متهماً .فلماذا يدعوهم
لأن يتوضؤوا عندي ،و يقضوا حاجاتهم في كنيفي؟ هل لأن من لم يذهب الناس إلى
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كنيفه يُع ُ ّد بخيلا ً على الطعام؟ وقد سمعت الناس يقولون عن البخيل(( :فلان يكره ُ أن
وكان قاسم التمّار شديد الأكل ،يتخبط على المائدة كأن به مسّاً ،سر يع البل ْع لا
يتساقط
َ ض ُغ لقمة ،وكان قذر المؤاكلة ،لا يهمه أن يتناثر َ الطعام من يده ،أو
يكاد يم َ
من فمه .وكان أسخى الناس وأكثر َهم جودا ً إذا كان على طعام غيره ،وأبخ َ
ل الناس
يُهمهم ُ وي ُحمحم ُ كأن ّه ضب ْ ٌع وق َع على جيفة ،ولم يكن يكتفي بسوء أدبه على طعام ثُمامة،
بل كان يجر ّ معه ابنه إبراهيم ،ولم يكن في الدنيا كلها من ينافسه ويبار يه في القذارة
من طيبات الطعام ،إلا إذا اختطفه اختطافاً ،واستلبه اسْ تلاباً.
ل
وجاء غلمان ثمامة يوما ً بقصْ عة ضخمة ،فيها ثريدة على هيئة القب ّة مكل ّة بإكلي ٍ
من اللحم على عظمه ،وقد كان يغطيها كل ّها ،فهجم قاسم على الثريدة ،وأخذ ما
أمامه من اللحم ،ثم أخذ يَم ْنة ً ،وأخذ ما كان أمام من كان بينه وبين ثُمامة ،حتى لم
يدع إلا قطعة واحدة قُدّأم ثمامة ،ثم َ
كر ّ على المي ْسرة ،ففعل بها مثلما فعل بالمي ْمنة،
فكأنه فارس يضرب في لجّة الجيش .وكان من سوء أدبه قد جعل ابنه مقابلا ً له،
وليس عن يمينه أو شِمالِه ،ونافسه ابن ُه إبراهيم في صولات ِه وجولات ِه ،فهجم على اللحم
في الثريدة هجوم َ طالب ثأر .ونظر ثمامة إلى الثريدة وقد كشف قناعها ،وسلبها قاسم
وابنه غطاءها ،وجعلاها عار ية مما كان فوقها و يُكلِّلها ،واللحم كله بين يدي قاسم
فتناول القطعة فوضعها قدّام إبراهيم ،فلم يدفعها هذا ليعيدها إلى ثمامة ،ولا نطق
قاسم بكلمة ليعلم ابنه الحشمة َ والأدب ،إنما ظناها معا ً مزيدا ً من إكرام ثمامة لابن
٢٧٢
قاسم .فلما فرغ قاسم من غدائه ،قال(( :هل رأيتم مدى إكرام ثمامة لابني؟ لقد
ن في الأرض
فلما أبلغوني بما جرى ،وما قال قاسم ،قلت له(( :و يلك! ما أظنّ أ ّ
قطعة لحم أشأم َ على آكِلها من قطعة اللحم تلك عليك وعلى عيالك .أتظن ّه كان يبالغ
في إكرام ابنك؟ قب ّحكم ال ل��ه .إنما دفعه إلى هذا شدة غيظه من سوء أدبك وسوء أدب
ابنك ،وهذا الغيظ لا يتركه حتى يتشفّى منك ،وأنت تعرف من هو ثمامة بن أشرس،
ذنب فقد ه�لكتَ وال ل��ه ،وإن لم يجدّه لك ،أوْجده غيظ ُه منكما،
ٍ فإن وقع منك على
وأبواب التجن ّي كثيرة ،وما أسهل أن يُلبسك ذنبا ً يأخذك به ،وليس من أحد إلا وفيه
من الصفات ،وفي أفعاله من الأفعال ،ما إن شئتَ أن تجعله ذنبا ً جعلته ،فكيف
ص قدميك؟)). وأنت ُ
كل ّك ذنوب ومساوئ ُ من قم ّة رأسِك إلى أخم ِ
الآكلون ممن يعرف ومن لا يعرف ،فلم يجعل ْه هذا يندم ُ على دعوتهم ،ولا قص ّر في
ل
ح ّق ِهم� ،لكنهم صاروا يأتون بر ِقاع مكتوبة ،وشفاعات لبعض ِهم ،ومنهم من يخالط أه ِ
علم ِ الكلام ،فيحسب نفسَه من المتكل ّمين ،أمثال قاسم التمّار ،وفي هؤلاء الحشوة أخلاق
قبيحة ،وعادات غير صحيحة ،وفيهم على أهل الكلام ،وعلى أرباب الفكر ،محنة ٌ عظيمة.
((إن ال ل��ه ّ
عز وج َ ّ
ل لا يستحيي من الحقّ ،وك�ل ّكم عندنا صاحبُ حقّ وواجب ُه.
ومن لم تجئنا به شفاعة ،فإن ح ُرمت َه عندنا كم َنْ تقدّمت شفاعت ُه ،كما أننا لو استطعنا
أن نَع َّمك ُم بالبر ّ ،لم يكن بعضُكم أحقَّ بذلك من بعض ،فك�ل ّكم عندنا إخوان ،وكذلك
طلب بعضكم ،أو بدا لنا شيء من ذلك ،لم يكن بعضُكم َ
أحقّ ِ أنتم ،إذا عجِز ْنا عن تلبية ِ
من بعض بالحِر ْمان ،أو بالحم ْل عليه ،أو بالاعتذار إليه .فإذا َ
قر ّبتكم ،وقضيتُ حوائجكم،
٢٧٣
وفتحتُ بابي �لكم ،وتباعَدْتُ عم ّن هم أكثر ُ عددا ً منكم ،وأغلقت بابي دونهم ،لم يكن
إدخالي إياكم ،واستقبا�ل ُكم ،ع ُذرا ً لي عندهم ،وليس لي حُ ج ّة ٌ في منع الآخرين))
قال أبو محمد الع َر ُوضي :جلس قوم يشربون ،وكان معهم م ُغ ّ ٍَن يغن ّي لهم ،وكان
شيخا ً معت َ ّ
ل البدن بخيلاً .فوقعت بينهم عربدة ،وامتدت أيدي بعضهم إلى بعض،
فقام المغنيّ يحجز بينهم ،فأمسك أحدهم بحَلْق ِه فعصره ،فصاح(( :معيشتي ،مصدر
وحدثني ابن أبي كريمة ،قال :غن ّى الكِنانيّ المغن ّي عند قوم يوماً ،فوهبوه خابية ً
فارغة ،فلما كان عند انصرافه ،وضع ُوها له على الباب ،ولم يكن عنده ُأجرة حم ّال
له إلى بيته ،وكان لاب َ ّد أن يحملها ،و�لكننه شعر َ بما يشعر به المغن ّون من َ
الز ّه ْو والت ِّيه،
ج دائرة ً حول نفس ِها بمقدارِ قو ّة الركلة� ،لكن ّه كان يبتعد عنها كي لا
ركلة .فَتَتدحْر ُ
ج
يراه ُ أحد ،ويراقبُها ليرى ما يحدثُ لها ،ثم يدنو منها ،ثم يركلها ركلة ً أخرى ،فَتَدَحْر ُ
يقف بعيدا ً ،فلم يزل يفعل ذلك إلى أن بلغ بها منزله.
وتدور ،و ُ
وقالوا :كان عبد ُ الن ّور كاتبُ إبراهيم بن عبد ال ل��ه بن الحسَن قد اختبأ عند بعض
ذوي المروءة في البصرة من بني عبد القيس ،عندما طلب َه أبو جعفر المنصور ورجالُه.
ج من الغرفة.
طرف الدار وقدّامها جَناح ،ولم يكن يخر ُ
ِ فوضعوه في غرفة بعيدة في
جلس في
حسْن جوار القوم ومروءتهم ،صار ي ُ
خف الطلب عليه قليلاً ،وأيقن ُ
ّ فلم ّا
الجناح ،فيسمع أصوات الناس ولا يراهم ،وقنع بذلك لأن الصوت يُؤنسه بعد طول
خرْقا ً بقَدْر العيْنِ ينظر ُ منه ليرى الوجوه .فلم ّا طالت الأيام أكثر وشعر بالأمان ،صار
ينظر من شِقّ ِ باب كان مغلقاً .ثم ما زال يفتح الباب شيئا ً فشيئاً ،إلى أن صار يُبدي
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وجه َه ،و يخرج من الباب رأسَه ،يبتغي ُأنْس َه .فلم ّا لم ير شيئا ً يبعث على الشكّ والريبة
خرج من الجناح ،وقعد في الدهليز ،وصار يمكن أن يرى الناس وي َروْه .فلما ازداد
ُأن ْسه ،وشعر بالأمان ،جلس على باب الدار ،فيرى أهل الطر يق والجوار ،ثم ع َرَف
ق المصلى ،فدخل وصلّى وانصرف ،فلم ّا كان بعد أيام ،صار يصلّي معهم و يجلس.
طر ي َ
والقوم ع َرَب ،فكانوا إذا انتهوا من الصلاة جلسوا يتحادثون و يُفيضون في
حرفاً .وذات يوم ،وقد صمت القوم قليلاً ،أقبل عليه فتى منهم ،خر َج عن أدبهم،
وأغفل ما عو ّدوه من حسن سيرتهم ،فلم يحدث أن سأله أحد منهم عن نس َب ِه ،ولا
عن وجوده بينهم وهو الغريب وسبب ِه .قال الفتى(( :يا شيخ ،إن ّا قوم نخوض في
ضروب من الحديث ،فربّما تكل ّمنا في المثال ِب ،وربما ذكرنا المعايب ،وربّما أنشدنا أشعار
الهجاء ،وبعضها يُسيء إلى بعض الأحياء ،فلو أع ْلم ْتنا من أي العرب أنت ،ت َّجنب ْنا ك َّل
ما يسوءُك ،حتى لو اجتنبنا أشعار الهجاء كل َّها ،وأخبار المثالب والمعايب بأسر ِها ،ولا
نأمن أن يكون مديحنا لبعض العرب والثناء ،مم ّا قد يولّد في نفسك الاستياء .فلو
عرف ْتنا نس َبك ،كفيناك سماعَ ما قد يكون بعض الشعراء قد هجا به قوم َك ،أو مدح به
َّ
عد َّوهم ،وكَفي ْتَنا استياءك من ّا ولوم َك)).
قالوا :فما إن انتهى الفتى من كلامه ،حتى بادر شيخ منهم فلطَمه وقال مؤنباً:
ك أمّك .ما هذه المحنة ُ الأصعب من محنة الخوارج؟ وما هذا التنقير كتن ْقير
((ثكِلَت ْ َ
العي ّابين؟ ولم لا تدع ما يريب ُك إلى ما لا يريب ُك ،فتسكتُ عما قد تظنّ أنه يسوء ُ الرجل،
ن أنه يسرّه؟)).
ولا تذكر إلا ما توق ِ ُ
قالوا :وقال عبد النور :ثم ّ إني غيّرْت موضعي لبعض الأسباب ،فتح َو ّل ْت إلى
شقّ ِ بني تميم .وكنت أعرف رجلا ً ثقة منهم ،فنزلت عنده ،وعدت سيرتي الأولى من
٢٧٥
الاختباء عن الأعين ،إلى أن أعرف سبيل القوم وسلوكهم ،وأشعر بالاطمئنان إلى
ضعف الرقيب .وكان للرجل مرحاض إلى جانب الجزء الذي خصّ ني به من داره،
مر في
وكان القَذ َر يخرج من ذلك المرحاض في طر يق مسدود الآخر ،إلا أن من ّ
ذلك الطر يق يرى ما يخرج من المرحاض .وكان صاحب الدار ضيق العيش ،فتوسع
جالس ذات يوم ،إذ أسم ُع أصواتا ً متداخلة ً على الباب ،ميّزْتُ
ٌ بنزولي عليه .فبينما أنا
صاحب الدار ،وهو ينفي و يعتذر عن أن يكونَ لديه أسرار ،ثم أرهفت
ِ من بينها صوتَ
ستْر ِ
يلقاك دونَ ال�خير ِ من ِ الستر ُ دون الفاحشات ولا
وما نظن هذا إلا طِل ْبة َ السلطان ،ولولا هذا لما واريت َه فلم يره إنسان ،ولسنا
حس ُنت ظواهر ُ أحوال ِك ،ما قد يفضي إليه هذا من المهال ِك .فإن
والصاحب ،ولا إذا َ
خرِجْه عن ّا)).
خرِجْه إلينا ،وإلا فأ ْ كان ليس كما ُ
نظنّ ونعتقد ،فأ ْ
قال عبد النور :فقلت في نفسي :هذه وال ل��ه الق ِيافة ُ وتتبع الآثار ،ولا ق ِياف َة َ بني
ْلج كما جاءت بها الأخبار .إنا ل ل��ه ما الذي جعلني أخرج من مكمني القديم ،لقد
مُد ٍ
خرجتُ وال ل��ه من الجنة إلى النار .وقلت :هذا وعيد ،وقد يصير ُ إلى شكل من التهديد،
وقد ُأعْذِر من أَ نْذ َر .فلم أظنّ أن اللؤم َ يبلغ ما رأيت من هؤلاء الناس في ُ
تتب ّع قذارات
٢٧٦
وقد أكثرنا من ذكر الأصمعي وأخباره ،و�لكننا لم نذكر ما ه ِيَّته ،فهو عبد الملك
الباهليّ ،إمام في اللغة والنحو والحديث ورواية الشعر ،وكان معروفا ً بكثرة الحفظ ،كما
كان مؤدبا ً للمأمون والأمين ولدي هارون الرشيد� ،لكنه كان إماما ً في البخل أيضاً.
وقد شهدته يوماً ،وقد أقبل على جلسائه يسألهم عن عيشهم ،وعم ّا يأك ُلون
ويشربُون .فأقبل على الذي عن يمينه فقال(( :يا أبا فلان ،ما إدام ُك؟ قال(( :اللحم)).
قال(( :أك ُ َ ّ
ل يو ٍم لحم؟)) قال الرجل(( :نعم)) ،قال(( :وفيه الصفراء والبيضاء
والحمراء والمائِلة إلى السواد والحام ِضة والحُلوة والمُر ّة؟)) قال(( :نعم)) .قال الأصمعي:
((بئس العيش! هذا ليس عيش آل الخطَاب .كان عمر بن الخطاب رضي ال ل��ه عنه
يضْر ِب على هذا ،وكان يقول :م ُ ْدم ِن اللحم كمدمن الخم ْر)).
ثم سأل الذي يليه ،قال(( :أبا فلان ،ما إدامك؟)) .قال(( :حف ِظك ال ل��ه،
الآدام ُ ا�لكثيرة والألوان الطيبة من الطعام)) ،قال(( :أفي إدام ِك سم ْن؟)) ،قال:
والدجاج على المائدة؟)) قال(( :نعم)) .قال(( :ليس هذا عيش آل الخطّاب ،كان ابن
الخطّاب رحمة ُ ال ل��ه عليه ورضوانُه يضربُ على هذا ،وكان إذا وجد الق ُدور َ المختلفة َ ال ُ ّ
طعوم
جمعها ك ُل َّها في قدر واحدة ،وكان يقول :إن العرب لو أكلت هذا ،لقتل بعض ُها بعضاً)).
ثم أقبل على الآخر ،فقال(( :أبا فلان ،ما إدام ُك؟)) ،قال(( :اللحم)) ولا
أرتضيه إلا من الذبيحة السمينة ،والج ِداء ُ ولا أشتريها إذا لم تكن ر َُضّ عاً)) ،قال:
ل هذا بال�خبز ِ الأبيض؟)) قال الرجل(( :من كان لا ينتقي إلا الجدّيَ
((وتأك ُ
الرضيع ،لا يبخل بال�خبز الأبيض)) .قال(( :ليس هذا من عيش آل الخطاب ،وكان
عمر رحمه ال ل��ه يضرب على هذا ،أما سمعتَ قولُه :أتروني لا أعرف الطعام الطي ّب؟
باب القمح مع صِغار المِعْزى؟ .ألا ترى كيف يعرف طي ِّبَ الطعام ،و�لكنه ينفي
لُ ٌ
٢٧٧
ثم أقبل على الذي يليه ،فقال(( :أبا فلان ما إ ُدامك؟)) ،فقال(( :أكثر ُ ما
نأكل لحم الإبل ،فمنه مطبوخ ،ومنه مقليّ ٌ ومنهن مشويّ )) .قال(( :أفتأكل من أكبادِها
وقلو بِها وشحو ِم أسْ نِمَتِها؟)) قال(( :نعم)) .قال(( :وتغلي بعض اللحم مع المشهي ّات حتى
عيش آل الخطاب.
َ تصير َ مرقا ً أو مايُشبه المرق؟)) قال(( :نعم)) .قال(( :ليس هذا
كان ابن الخطّاب يضر ِبُ على هذا .أما سمت قولَه :أتروني لا أقدِ ْر أن أتَّ خِذ َ الأكباد َ
والقلوبَ وقط َع اللحم السمينة َ والقلايا والشواء والزبيبَ مع الخردل نجعله صَناباً؟ ألا
ثم قال للذي يليه(( :أبا فلان ،ماإدامك؟)) ،فقال(( :أكثر ُ أكلِنا ال َ ّ
شبارِقاتُ
والأخْ بِصَة ُ والفالوذَج َات)) .قال الأصمعي :تقطّعون اللحم قطعا ً صغيرة وتطبخونه حتى
يصير شَبارق ،وتخبصُون التّمر والسمن أو العسل والسمن حتى يصير خبيصاً ،وتضيفون
إليه الفالوذج؟)) .قال(( :نعم)) .قال(( :بئس الطعام ،وبئس العيش ،هذا وال ل��ه
العيش
ُ وظ َّل يسألهم واحدا ً واحدا ً حتى انتهى منهم جميعاً ،وهو يقول(( :بِئ َ
ْس
عيش آل الخطاب .كان ابن الخطاب رحمة ال ل��ه ورضوانه عليه يضرب
َ هذا .ليس هذا
على هذا)) .فلما انتهى من كلامه ،أقبل عليه بعض ُهم .فقال(( :يا أبا سعيد ،ما
إدام ُك؟)) ،قال(( :يوما ًلَبن ،و يوما ًز ي ْت ،و يوما ًسْمن ،و يوما ًتم ْر ،و يوما ًج ُب ْن ،و يوما ً
ثم قال الأصمعي :قال أبو الأشهب :كان الحسن البصري رحمه ال ل��ه يشتري
لأهله كل يوم ينصف درهم لحماً ،فإن بالغ في الإنفاق فب ِ ْدرِهم ،فلما م َنع عنه الخليفة ُ
٢٧٨
هذا الرجل قال ناصحا ً ابنهَ(( :أي بنيّ ،إن للعطاء مواض َع فلا تتع َ ّداها ،فمن أعطى في
ِ
موضع العطاء ،أوشك أن يسْتعطي الناس فلا يُعطيه أحد شيئاً)). غيْر ِ
ن
وأعز منها؟ إ ّ
ّ وقالوا :ثم أقبل علينا ،فقال :هل علمتم أن اليأس أق ُ ّ
ل من القناعة
الطم َ َع يبقى طمعا ًحتى يلقى اليأس فيصير قناعة ،وصاحب الطمح لا ينتظر الأسباب،
يعرف الطم َع الكاذبَ من الصادق .والعيال ليسوا شيئا ًواحدا ً ،بل شيئين :ض ِرس
ُ ولا
ل
طحُون وشهوة ٌ تَهدي المرء طر يقا ً فاسدا ً� ،لكن ما تأكُله الشهوة ُ ونوازع النفس أثق ُ
أقول :إن الشهوة تبلغ مالا يبلغ السوس ،وإن ضَياعَ المال بسبب شهوات النفوس،
ك لا
أكبر ُ من ضياع ِه في الإنفاق على العيال .وقيل لشي ْخ من أهل البصرة(( :مال َ َ
ل قبل أن يأتيني المالَ ،
واتّ خذ الناس ينمو لك مال؟)) فقال(( :لأني ص ِرتُ ذا عيا ٍ
ل قبل أن يثقل ظهر َهم العيال ،وقد رأيت من تقدّم عيالُه مالَه ،وكسروا ظهره،
الما َ
ف�جَب َره الإصلاح ،وقاده الاقتصاد إلى النجاح ،وأعانَه حُسن التدبير ،حتى استقامت
ثم قال :كان إياس بن معاو ية المُز ْني من أرجح الناس عقلاً ،وكان من مفاخِر
مضر ،ومن مق َّدمي القضاة ،وكان فقيه البدن ،دقيق المسالك في الفطن ،صادقَ الح ِّس
و يكون عليه ألفان فينفق ألفين ،و يُصل ِح تدبير الأمور ،فتصلح له الغلّة ،و يكون عليه
ألفان فينفق ثلاثة آلاف ،فيركبه ال َّدين ،فيبيع العَق َار لإصلاح الفرق بين الاثنين)).
وذك َر الحديثَ عن أبي لينة ،قال(( :كنت أرى ز ياد بن أبيه يمر ّ بنا وهو أمير ٌ على بغْلة
وكان سَلَم بن قتيبة يركبُ بغلة ً وحده ،ومعه أربعة آلاف من الخيل المُرابطة.
ورآه الفضل بن عيسى على حمار ،وهو أمير ،فقال(( :قُعود نب ّي وبذلة جب ّار)) .ولو
٢٧٩
شاء أن يدف َع بالعرب وهو على جمل من نجائب الإبل ،أو على فرس من الع ِتاق،
لفعل ،و�لكنه أراد هدْيَ الصال�حين .وحُم ِل عمر بن الخطاب على حصان عظيم الخلقة،
فهَرْو َل تحت َه ،فنزل عنه وقال لأصحابه(( :جَن ِّبوني هذا الشيطان)) ،ثم قال لأصحابه:
عزكم ال ل��ه به)). ((لا تطلب ُوا الع َِز ّ إلا بما أَ َّ
أعرف شيئا ً مما كان
ُ وقد كنت أعجبُ من بعض السلف حيث قال(( :ما
الناس عليه إلا الأذان)) و�لكنني الآن أقول مثلَه ،وأعتنق قولَه :إن الناس ما يزالون
ويرفعون البنيان للمطاولة ،لا لحاجة عاجلة .إن من أعجب ما رأيت أو سم ِعت في هذا
الخيول المط َّهمة من خيول العجم ،وما للتاجر وركوب مثل هذا الحصان العظيم الخلقة؟
وما ركوب التجار لمثل هذه الخيول ،إلا كركوب الع َرب للبقر.
لقد علّق ُوا الخيش في البيوت ليبر ّد الهواء ،واستنكفوا أن يذهبوا إلى الحمّامات في
الغ ِلمان ،لنقل الثلجّ وإحضاره ،ولنثر الر يحان ،وصار لهم في بيوتهم الق ِيان والخصيان،
الناس فعلُهم؟ هل استر َدّ الناس ودائ ِع َهم التي أودعوها خزائ ِن التج ّار؟ هل
َ فماذا أفاد َ
استرجع القضاة الأموال التي لا وارث لها منهم:؟ أم بخ ِلوا بدرهم ودينار؟ لو أنهم
فعلوا ،لعادوا إلى دِينِهم وعي ْشهم واقتصادهم .وعندما رآهم أصحاب الغلات ،وأهل
الشرف وأعرق البيوتات يفعلون هذا ،أن ِفوا أن يكونوا أق َّل منهم في لباسهم وركوبهم
ن يحيى ب ِن خالد البرمكي أكثر س ُراة عصره ترفاً ،وكانت داره عامرة
وكان جعفر ب ُ
بالشعراء والرواة والعلماء ،كما كان أديباً ،فلا عجب أن جعله الرشيد قَي ِّم َابنه المأمون ومُنْشِئ َه.
٢٨٠
والتمهل والجزالة والحلاوة ،وإفهاما ً يُغنيه عن الإعادة .وما رأيت أحدا ً كان لا يح ْت ِب ِس
ج ولا يتنحنح ،ولا يصعب عليه لفظ قد استدعاه من بُعد ،ولا يلتمس التخلص
ولا يتلجل ُ
إلى معنى قد استعصى عليه طلب ُه ،أش َ ّد اقتدارا ً ،ولا أقل ُ
تكل ّفا ً من جعفر بن يحيى)).
وكان الأصمعي من روّاد دار جعفر وضيوفها الدائمين ،وكان جعفر يقر ّبه كما
يوما ً في حاجة ،كان طر يقه إليها يمر ّ بدار الأصمعي ،فدفع إلى خادم له كيسا ً فيه ألف
دينار ،وقال له(( :سندخل إلى دار الأصمعي ،وسيح ّدِثني أحاديث شت ّى ليضحكني ،فإذا
رأيت َني قد ضحكت ،فضع ا�لكيس بين يديه)) .فلم ّا دخل رأى خابية مقطوعة الرأس،
وجرّة مكسورة ال ُأذن ،وق َصْ عة ً متشققة ،وكوبا ً دبقاً .ورآه جالسا ً على سجادة صلاة
ا�لكيس
َ بالية ،وعليه عباءة ذهبَ لونُها ،وانسل ّت خيوطها ،فغمز َ غلامه بعينه ألا يضع
بين يدي الأصمعي ،ولا يدفع له شيئاً .وراح الأصمعي يتحدث بالطرائف والنوادر .فلم
فلما خرجوا ،قال له أنس(( :ما أدري من أي أمريك أعجب ،أمن صبر ِك
على الضحك ،وقد قص عليك مالا يمكن لإنسان أن يسمعه دون أن يضحك ،أم من
امتناعك عن إعطائه ،وقد كنتَ عزمتَ على إعطائه ،وما أعرفك تعزِم ُ على شيء ثم
لا تفعله؟)) ،فقال جعفر(( :و يل َك! من استرعى الذئبَ غن َمه فقد ظلَم نفسَه وأهلَه،
ومن ترك ديار ال ل��ه كل ّها واختار أرضا ً سبخة فزرعها ،لن يحصد َ إلا الفقر ،إني وال ل��ه
علمتً أنه يكتم المعروف بفعله ،لما اهتممت بنشره له بلسان ِه ،وأين يقع مديح ُ اللسان
ُ لو
ولو سكت ُوا أثنت عليك الحقائبُ فعاجُوا فأث ْنَو ْا بالذي أنتَ أهلُه
٢٨١
ن هرمز ملك الساسانيين الذي في عهده بعث النبي صلى
أما علمت أن أبرويز َ ب َ
ال ل��ه عليه وسلم ،وكانت معركة ذي قار ،كان أشد الملوك بطشاً ،وأنفذهم رأياً ،وبلغ
من البأس والقوة ،وجمع الأموال ومساعدة الأقدار ،ما لم يبلغه ملك قبله؟ فهل كان
َّ
وخص منهم مديح الشعراء له أفضل من مديح زهير بن أبي سلمى لآل سنان ب ِن حارثة
مرة
مرة و يصدق مرة ،وبُنيان المراتب لا يكذب ّ
هَرِما ً بمدائحه؟ إن الشاعر يكذب ّ
مرة ،ولستُ بعائ ٍد إلى هذا بمعروف أبدا ً.
و يصدق ّ
كان الأصمعي في بدايات أمره يتعوذ بال ل��ه كثيرا ً من أن ي ُ َضّ طر َ لأن يَقتر ِض
ويستدين ويستل ِف ،أو أن يكون من الذين يطلبون الزكاة َ والصدقة من الأغنياء وأهل
الشرف .فأنعم ال ل��ه عليه ،حتى صار من الذين يُقرِضون والذين يَفرِضُون من مالهم
فر يضة ً صدقة ً لمستحقيها .فات ّفق أن أتاه في يوم واحد رجلان ،وكان أحدهما يطلب
القَر ْض ،والآخر يطلبُ الفَر ْض هجما عليه معاً ،فثقل ذلك عليه ،وامتلأ هم ّا ً وغم ّاً .ثم
شيء مقدار لا يتجاوزه ولا يحيد ،وال ل��ه في كل يوم في شأن كما قال تعالى عن نفسِه،
وهو الحميد المجيد .إن الفقيهكان يمر ّ بالشيء الملقى على الأرض ،فيتجاوز ُه ،ولا يلتقط ُه،
ذلك الدهر يؤدون الأمانة ،و يحفظون ما ليس لهم ،وينأَ وْن بأنفسهم عن الخيانة .فلم ّا
تبدّل الزمان ،وفسَد َ بنو الإنسان ،وجَبَ على الفقيه أن يحفظ ما يلقى ،من شيء على
الطر يق م ُلقى ،وأن يصبر َ على محنة امتحن بها ،واختبار وقع عليه.
وقد بلغني أن رجلا ً أتى صديقا ً له يقترض منه مالاً ،فلما علم صاحبُ الدار
بب ُغية صديقه ،تركه بالباب ،ثم خرج إليه مُؤ ْتز ِرا ً مشمّرا ً فقال الزائر :مابك؟ ولم أنت
٢٨٢
ال ل��ه؟ قال :لأنك عندما تأخذ مالي تكون بين حالين :إما أن تذهبَ به فلا يُر ِ ُدّ عليّ وإما
أن تُماطِلَني به وتتأخر في إعادت ِه إلي َ .فلو أخذتَه مني على طر يق البر ِّ والصلة والمعروف،
لكان لي عليك حق ،ولوجب عليك شكر ما حييت .وإذا أخذتَه ديناً ،وم ِنْ طر يق
ال َّسلَف ،فإن العادة في الدُيون ،وما هو في أمور ال َّسلَف والاست ِلاف مألوف ،أن تردّه
إليّ في وقته ،أو ُأقاضيك .وإذا قاضيت ُك أغضبت ُك ،وإذا أغضبتك أسمعت َني ما أكره،
فتكون قد جمعت أسوأ الأمور :ماطلتَ في ردِّ الدين ،وأسأت اللفظة َ ،وخلقت بيني
وبينك الو َحْ شة ،وأنت أظلم لأنك ابتديت .فأغضبُ كما غضبتَ ،وأفعل ما فعلتَ ،
فلا أنت أعدتَ إليّ مالي ،ولا تركتني في حالي .وصرتُ أنا وأنت كما قال المثل
العربي(( :أنا تَئِق ،وصاحبي م َئ ِق)) أنا غاضب ،وصاحبي يكاد يبكي من شدة الغيظ.
وقالوا(( :أنا م َئ ِق ،وأنت تَئِق ،فكيف نتَف ِق؟)) أي :أنت سر يع الغضب ،وأنا سر يع
البكاء من الغيظ ،فكيف نت ّفق؟ فما ظن ّك بي وأنا مملوء غيظا ً هل ستجدني إلا ج َل ْفا ً
فظّاً؟ لأني غاضب من أني مملوء حُمقا ً في غباوة بعد أن انجلت عن ناظري الغشاوة.
و�لكني أدخل المنزل لما علمتُ المراد ،وأخرج إليك كما تراني ،وأعجل لك اليوم َ ما
أدّخرتُه إلى غدٍ ،وأجعلُه واجب السداد .ومعروف أن الضربَ إذا كان المقصود ُ به
ل بين الشتيمتين.
والفض َ
وبعد ،فأنا حر يص على صداقت ِك ،وأريد ُ دوام َ مو َدّت ِك ،وإني ضنين بما بيننا
من حبل الوِداد ،ولا أريد أن يلحق َه الفساد ،فتدب بيننا الوقيعة ،ونصل إلى القطيعة،
وليس لك أن تلومني على أنك عندي واحدٌ من أبناء هذا الز ّمان ،فإن كنت ترى
نفسَك فوق ما ه ُم فيه ،وبعيدا ً عم ّا درجوا عليه ،فكيف لي أن أعرف معدنكَ؟ وقد
قالوا(( :لا يعرف حقيقت َك أحذ إلا إذا امتحنك)) .ولا أعرف حقيقتك لأنها عندي
٢٨٣
ثم قال :إن المعتاد َ أ َّن ما يُعار ي ُردّ ،وأن ما يُودع يُحفظ ،هكذا أخلاق العرب،
ُ
((أحقّ ُ
((أحقّ الخيل بالصَّ و ْن المُعار)) .فصار أبناء هذا الزمان يقولون: وكانوا يقولون:
الخيَ ْل بالركْ ض المُعار)) وقد قيل لبعضهم ،ارْفُق به ،فقال :إنه م ُعار ،فردّ الأول :إذن
س َ ّد هذا الباب.
فاقتل ،ولا تخجل ،وهكذا فسدت أخلاقُ الناس في حفظ المُعار ،و ُ
ك للقضاء ِ بث ُو ِم
واحْك ُكْ جبين َ َ شَم ِّر قميصَك واسْ تع ِ َ ّد لنائل
تيم
حتى تُصِ يبَ و َديعة ً لِي َ ِ واخْ ف ِْض جَناح َك إ ْن مَشَي ْتَ تخ ُ ّ
شعا ً
وحين ضاعت الأمانات ،وأكلها ال ُأمناء والأوصياء ،ور َتع فيها الص َ َر ّافون
الخبثاء ،وجَب حِفظ ُها ،بل وجَب دفنها ،ولأن تأكلها الأرض خير ٌ من أ ن يأكلها
بحكيم تميم والعرب أكثم بن صي ْفي؟ لقد كان أعرف الخطباء بالأنساب ،وأكثرهم
رأي ،وقوة حج ّة .قال عنه كسرى(( :لو لم يكن للعرب غيره
ضربَ أمثال ،وإصابة َ ٍ
�لكفى)) .في ذلك الزمن القديم ،قال أكثم بن صيفي ،وصدق في قوله(( :لو سُئِلًَ
وأنا اليوم أنهى عن الدين والاستلاف ،كي لا يكون المال أو الشيء عار ية ً
خالف فعلي
فيدب الخلاف ،كما أنهى عن القرض والفرض ،وأكره أن ي َ
ّ أو وديعة،
ثم التفت إلى الآخر الذي جاء يطلب الغ َرض ،فقال :أما القرض فإنني أمْتن ُع
عنه لما أبلغت صاحَبك ،وأما الف َرض فلا يقدر عليه إلا بيت المال ،ولو وهبتُ لك درهما ً
واحدا ً ،لفتحت على مالي بابا ً لا تسده الجبال ،ولا كل ما في الصحراء من الرمال.
٢٨٤
ولو استطعت أن أجعل دونه سدّا ً كالس ّد الذي بيننا وبين يأجوج ومأجوج لفعلت.
والعض إلا
ّ إن الناس فاغرو الأفواه نحو من عنده دراه ِم ،وليس يمنعه ُم من النهش
اليأس والرفض .إنهم طمّاعون ،ولا حدود َ عندهم لل َّطمع ،وليس يعرفون الاكتفاء
وال َّشب َع ،ولولا الح ُ ّد من طمع ِهم لما بقيت شاة تثغو ولا ناقة ً ترغو ،ولا بقي و َب َر ولا
تريد ُه أن يفتقر ،فكأنك تدعوه إلى أن ينتحر ،و يكون دم ُه في عنقك ،وبدلا ً من أن
تكونَ السائل ،تصير ُ أنتَ القاتل ،وأنت تعلم ما جزاء قتل النفس المؤمنة ،فمن قَتَلها،
فكأنّما قتل الناس جميعاً .ومن أحياها فكأنما أحيا الناس جميعاً.
وشهدتُ ثُمامة َ بن أشرس وقد أتاه رجلان ،فقال أحدهما(( :لي إليك حاجة))،
فقال(( :ولي إليك حاجة أيضاً)) قال(( :وما حاجتك؟)) ،قال ثمامة(( :لست أذكر ُها
لك حتى تضمن لي قضاءَها)) .قال(( :قد فعلت)) ،قال(( :فحاجتي إليك ألا تسألني
هذه الحاجة)) ،قال الرجل(( :و�لكنك لا تدري ما حاجتي)) ،قال ثمامة(( :بل
أعرفها)) ،قال(( :فما هي؟)) ،قال(( :هي حاجة ،وليس يكون الشيء حاجة ً إلا
ج المرء إلى شيء من الك ُلفة)) ،قال الرجل(( :فقد رجعتُ عم ّا أعطيتك))،
وهو يحو ُ
فأقبل عليه الآخر ،فقال(( :لي حاجة إلى منصورِ بن النعمان)) ،قال(( :قل:
لي حاجة إلى ثُمامة َ بن أشرس ،لأني أنا الذي أقضي لك الحاجة ،ومنصور يقضيها
أتكلم في الدراهم ،لأنك إن أخذت الدراهم كنت كمن ينتزع القلوب والحوائج دين
ووفاء ،فر ُْش وغطاء ،فمن سألت ُه اليوم َ أن يعطيكَ ،سيسألني غدا ً أن أعطي غير َك ،فلا
ك من مالي،
أستطيع إلا أن أقضي حاجته ،والأفضل لي وما ير يحني أكثر أن أعطي َ َ
٢٨٥
وليس عندي دراهم ولا دنانير ،ولو كان عندي ،لكانت احتياجاتي القائمة الساعة
تقضي عليها ولا تبقي منها شيئاً .و�لكني أؤن ّ ِب �لكم من شئتم ،و�لكم عل َيّ من التأنيب
ل ما تريدون)) .فقلتُ له(( :فإذا َّأنب ْتَ رجلا ً في أمر ٍ لم تتقدم فيه بمسألة ،كيف
ك ّ
ل
ل التمر بأنواع ِه ،وأن يكونَ النخ ُ
الرطَب ،وبعضُه يحم ُ ل أنواعاً ،فبعضُه يحمل َّ
يكون النخ ُ
جاء مرة إلى ثمامة يسأله المعونة في ترميم دا ٍر كان ثمامة قد بناها في عب ّادان،
((أتكف عن مقاتلتي ُ
والر ّمْ ح ُ في يدِك؟)) ُّ فقال ثمامة(( :أتعرف الرجل الذي قال لآخر:
فقال الآخر(( :ذ َك ّر ْتني الطعن وقد كنت ناسياً)) فأنت مثل هذا الرجل .لقد ذ َّكرتني
بأني كنتُ عزمت على هدْمها لمّا بلغني أن القائلين بمذهب ال�جبر ية قد نزلوا فيها))،
ثمامة(( :هل تعجب من هذا؟ لقد أردت أن أهدم المسجد الذي كنتُ بنيت ُه ليزيد َ بن
وكان الغاضري من أهل المدينة المنورة ،ومن الذين يصطنعون النوادر وقد
حدثتك عن بعضهم ،وكان يتخذ من هذه النوادر صناعة وطر يقا ً للتكسب ،وقد كان
يشبه أشعب في طمعه ،وكان ممن يُوصفون بالحم ُ ْق� ،لكنه في الحقيقةكان يتحامق ،فبهذا
كان يقول نوادره كما يشتهي دون خوف من أحد ،ويزيد في الإضحاك.
((فماذا تريد أن أفعل له؟)) ،قال(( :أن تعينه وتعطيه مما رزقك ال ل��ه)) ،قال(( :فليس
٢٨٦
وجاء إلى ابن أشكاب الصي ْرف ِيّ صديق له ،يستل ُِف منه مالاً .فقال الصيرف ُيّ:
ق
ل بعض ما يقال في مثل هذه الأحوال لق ُل ْتُ .ولو شئتُ أن اختل َ
((لو شئتُ أن أقو َ
بعض كلام من يستل ُِف منه إخوانه ،لي َعذُر َه بعد َه خلاّنُه ،لاستعرت .و�لكني لا أرى
خيرا ً من التصريح ،والردِّ عليك بالشكل الصحيح .ما كنتُ لأسلِّف َك أو أسل ّ َِف غيرك،
فإن التمستَ لي ع ُذرا ً ،فعلتَ خيرا ً ،وجئتَ بالأمر المريح ،وإن لم تفعل ،ورحت تحكي
وكان محمد بن عب ّاد بن كاسب شاعرا ً راو ية وكاتباً ،وكان من طلا ّب العلم
أينما وجده ،وكان صديقا ً لثُمامة َ بن أشرس ،وقد عرفت ُه من أظرف الظرفاء� ،لكنه
فحل ّت بالفيض ضائقة شديدة ،فقال لبعض جلسائه(( :وال ل��ه ما عندنا من شيء ن َت ّكِ ُ
ل
عليه ،وقد فاض الكأس ،وبلغ السكّينُ العظم َ ،وليس لنا ما نبيعه الآن ،فإذا بِعْنا قبل
الأوان ،منينا بالفادح من الخسران .والرأيُ أن نستعين في هذه الضائقة بمحمد بن ِ عباد،
فإنه أعلم الناس بالحال ،وأدراهم بصحة ِ المعاملة وحسن القضاء وردِّ المال ،و يعرف
ما نق ّدِر ُ وننت ّظر ،وأنا لا نقص ِّر حين نقدر .وهو رجل يق ّدر ُ محنة صديقه ،ويسرّه أن
يستنجد َ المرء ُ برفيق ِه ،فلو كتبت إليه الساعة كتابا ً لسرّه ذلك ،ولأَ عاننا على تجاوزِ هذه
الضيق)).
ك من هذا ِّ
المحنة ،والف َكا ِ
قضاء ِ حاجت ِه ،كما كان سيفعل ،لو أن ابن عباد وقع في ضيق .وظن بعض من كانوا
ن ورود كتاب من الفيض على ابن عباد في مثل هذا الأمر سيسرّه
في مجلس الفيض أ ّ
فمضى يبش ِّره بورود الكتاب ،وما درى أنه بش َّره باله ّم والغمّ ،وركبته ال�حيرة ُ في كيفية
٢٨٧
التخلص من هذه النازلة .وهداه تفكيره إلى أن يبادر َ الفيض بكتاب عن حاجته إليه،
((أما بعد :فقد ضع َُف المال ،وق َّل الدخلُ ،وكثر ُ العيال ،وغَل َ ِ
ت الأسعار في
والمصائب
ِ للنوائب
ِ َت علينا من الديوان الأرزاق ،وقد انفتح علينا
الأسواق ،واحتُبِس ْ
والحاجات أوسع باب ،مم ّا لم يكن لنا متوقَّعاً ،ولم يدخ ُلْ في حساب .فإن كان لديك
وعجَّل ابن عباد بإرسال الكتاب إلى الفيض ،قبل أن يرسل هذا كتابَه ،فلما
((يا أخي ،لقد تضاعفت عليّ المصيبة ،فيا للأقدار العجيبة ،لقد كنت مهموما ً
بتأمين حاجات عيالي ،فأضيفت حاجة عيالك إلى حاجتهم .وقد كنتُ أقل ِّبُ الأمر
على وجوهه في احتيالي ،لأس َّد خل َّتهم ،وأشب َع حاجتهم ،فصار عليّ أن أضاع َ
ِف الجُهْد
فلم ّا رجع الكتاب إلى ابن عب ّاد ،حل ّت عليه السكينة ،وشعر بالطمأنينة فقد ألقى
ل من أبناء ِ الأسر ِ الغنية ،سخاء ٌ وأر يحية ،وكان يُكث ِر ُ من دعوة ابن
وكان لرج ٍ
عب ّاد لز يارته ِ ،ولا يتأفف من ز يادة ِ نفقت ِه ،لأنه كان من المولعين بمجالسة الأدباء،
٢٨٨
فأتاه يوما ً دون موعد ،وقال(( :جئتك من غير دعوة ولا دعاء ،ولذا أرضى
بما حض َر من الأشياء)) ،قال(( :فليس يحضُر ُ شيء ،وقولك ((بما حضر)) لاب ُ ّد من
أن يق َع على شيء)) .قال الرجل(( :فقطعة من مالح أو حامض)) ،قال(( :أليست
قطعة المالح شيئاً؟)) ،قال(( :بلى)) ،قال ابن عباد(( :فنحن نشربُ على الر يق))،
ثم قال(( :ولو كان عندنا نبيذ كنا في ع ُرس)) ،قال(( :فأنا أبعث في طلب النبيذ)).
قال(( :فما دمت سترسل في طلب النبيذ ،فاطلب معه أيضا ً ما يصلح مع النبيذ))،
قال الرجل(( :إني وال ل��ه أقدِر ُ على هذا ،وليس يمنعني من طلب ما يكفي لمَلْ ء ِ الخ ِوان،
والر يْ حان إلا أني أحْتَسِبُ لك هذه الز يارة دعْوة ،وليس يجوز بالنقْل َّ ومن تز يين المائدة َّ
ذلك إلا بأن يكون لك فيها أَ ث َر)) .قال ابن عباد(( :لقد خطرت لي فكرة سديدة فيها
الصَّ لاَح ،ولا يكونُ عل ِيّ فيها جُناح .في هذه النخلة زوج من الحمام قد فر ّخا فَر ْخين،
وقد كبُر َ الفَر ْخان حتى صارا مدركَي ْن .فإن وجدنا من يصْ عد ُها ،فإنها عالية جدا ً ،ولم
يطيرا ،لأنهما صارا ناهِضَي ْن ،قلينا واحدا ً ،وشوينا الآخر ،فإنه يوم شِواء.
فطلبوا في ال�جيران إنسانا ً يصعد تلك النخلة َ فلم يُو َف َّقوا ،ثم ُ
دل ّوهم على رجل في
مكان بعيد ،فما زال الغلام ُ يطلب ُه حتى جاء به ،فلما نظر إليها قال(( :هذه لا تُصعد
فكيف أصعد ُها وليس معي منهما شيء؟ فسألوه أن يأتي بما يحتاج.
َ ل ورِباط،
إلا بحب ٍ
فذهب ،فغاب طو يلاً ،ثم أتى بأدواتَه ،فلم ّا صار في أعلاها طار أحد الفَر ْخين ،وأنزل
معه الآخر ،فكان فرخ الحمام ذاك المقل َّي والمشويّ ،والغداء والعشاء وطعامهم اليوم كل َّه.
اللاهية العابثة ،ولم يكن من الشعراء النابهين� ،لكنهكان يميل بمودته إلى إبراهيم الموصلي
وابنه إسحاق ،فغن ّيا من شعره ،فرفعا شأنه ،وكانا يذكرانه للخلفاء والوزراء إذا غن ّيا من
شعره ،فينتفع بذلك ،وعلى الرغم من أنه كان خليعا ً ماجنا ً فإنه كان طي ِّب النادرة،
٢٨٩
ضاق الحال بابن سي ّابة ،فتذكر صديقا ً له من المتأدبين أيضاً ،وكان كثير المال،
ومن أصحاب الدور والأراضي ،فكتب إليه يستلف ما يستعينُ به على قضاء حوائجه،
عندهم ،وهم واهمون .وأنا اليوم في ضائ ِقة ٍ شديدة ،وعندي نفقات جديدة ،وليست
ل الصديق ُ
أحقّ الناس بأن ل كما نريد ُها إقبالاً ،وإلا جاءَك الجواب حالاً .والعاق ُ
الحا ُ
يعذُر ُ)) .فلما ورد كتابه على ابن سي ّابه ،كتب إليه(( :إن كنتَ كاذبا ً فجعلك ال ل��ه
٢٩٠
كتاب الطعام
وحكايات
ِ والقصص
َ الطرائف والأخبار
ّ لقد طال الكتاب كثيرا ً ،وأوردنا فيه
كثير من أسماء الأطعمة ومناسبات الطعام ،لذا احتجنا إلى أن يكون فيه شيء
مقدار شهوة ِ الناس واستحسانِهم .لكان ال�خبر ُ عن العرب والأعراب أكثر َ من
والطعام ضروب وأنواع وأشكال وألوان .والدعوة اسم جامع ،وكذلك الزل َّة.
وقد تعني الوليمة .ثم منه الع ُرس والخُر ْس والإع ْذار والوكيرة والنقي ِيعة .والمأد ُبَة تجمع هذا
كل َّه ،فهي اسم لكل طعا ٍم د ُعيت إليه الجماعات .وقد قال طرفة بن العبد:
لا ترى الآدِبَ فينا ين ْتَق ِر نحن في المَشْتاة ِ ندعو الجف ًلى
٢٩١
ن الوليمة َ طعام ُ الع ُرس تحديدا ً ،لقول النبي صلى ال ل��ه عليه وسلم
وقد رأى ناس أ ّ
لعبد الرحمن بن عوف رضي ال ل��ه عنه حين عّرس(( :أوْلِم ْ ولو بشاة)) .وكان عبد ال ل��ه
يذم أبا عثمان عمرو بن عبيد الذي اع ْتَز َل حلقة الحسن البصري مع صديقه واصل
بن عطاء ،فكانا شيخي المعتزلة ،و يقول عنه :إنه لا يُجيب الولائم ،وقد تابع الأصمعي
ن وليمة. س وال ُ ّ
سب ُوع والخ ِتا ِ ك والإعرا ِ
ن عَو ْن في ذلك .وكانا يجعلان طعام الإملا ِ
اب َ
((لا عطر َ بعد عرُوس)) ،وكان يقول إن رجلا ً يدعى باسم (((عروس)) مات،
وتزوجت امرأتُه بعده رجلا ً ذميما ً قبيحا ً أبْ خر ،فمر ّت ذات يوم بقبر عروس ،فبكته،
فلما نهضت سقط منها ح ُُقّ عطرِ ،فقال لها زوجُها(( :خ ُذي عطر َك)) ،فقالت(( :لا
وأما الخَرس فالطعام الذي ي َُ ّتخذ صبيحة الولادة للرجال والنساء ،وقالوا إن
أصل الخُر ْس مأخوذ من الخُرسة ،والخَرسة طعام ُ
الن ّفسَاء ،ثم صارت الدعوة إلى طعام
الولادة خُرْساً .قالت جار ية ٌ وَلَدت حين لم يكن لها من يخد ُمها ،و يقدّم لها ما يُق َّدم
مخرِّسة َ لك)) .وقيل إن رسول ال ل��ه صلى ال ل��ه عليه وسلم كان
للن ّفساء(( :تخرسي ،لا ُ
إذا دعي إلى طعام قال(( :إلى ع ُْرس أم خ ُرس أم إع ْذار؟)) فإن كان في واحد من
ذلك أجاب ،وإلا لم يُجب .وقد كان م ُساوِر الورّاق شاعرا ً فيه د ُعابة ،وكان متصلا ً
بالبيئات الدينية في ا�لكوفة ،و يُع ّد أحيانا ً من المحدّثين ،وله شعر في مدح الإمام أبي
٢٩٢
فَبش ِّرْها بلُؤ ْ ٍم في الغ ُلا ِم إذا أَ سدِي ْة ٌ وَلَدت غُلاما ً
ن الطعا ِم
يج ِ ْدنَ م َ
بث ما َ
بأخْ ِ تُخ َرِّس ُها نساء بني د ُبَيْر ٍ
وأما ابن القُمَي ْئة عمرو بن قميئة بن ذُر َيح من بكر ْ بن وائل ،الذي كان من عصر
التغْلبي .وقد صحب امرأ القيس في رحلته إلى بلاد الروم ،وهو الذي ل ب ِن ربيعة َّ
مُهَلْه َ ِ
عناه امرؤ القيس:
وأيقن أن ّا لاحقان بقيصرا بكى صاحبي لما رأى الد ّربَ د ُونَه
ُرّ خَرْو ٍ
س من الأرانب ،بكْر ِ ش ُرّكم ْ حاضر ٌ وخيركُم ُ ذ
وقد كان خالد بن صفوان ،وقد ذكرناه من قبل ـ يقول عن التمر(( :تُحف َة ُ
تخ ْرسة ُ مريم)) لأن مريم عليها السلام أكلت أول ما أكلت
صم ْته ُ الصغير ،و َ
ا�لكبير ،و ُ
التمر بعد ولادتها عيسى عليه السلام .فالخُر ْس طعام الولادة ،والع ُرس وليمة العرس،
والإع ْذار ُ طعام الخ ِتان ،والع ِذار ُ والعَذِيرة والعَذِير بمعنى الإعذار أي طعام الختان.
وفي الحديث(( :الوليمة ُ في الإعذارِ حقّ )) .والإع ْذار في الأصل الختان ،و يُقال صبيّ ٌ
معذ ُور وصبيّ ٌ مُعْذ َر ،وفي السّن َّة المطهرة أن رسول ال ل��ه صلى ال ل��ه عليه وسلم وُلِد َ معذورا ً،
أي مختوناً .وقال بعض أصحاب النبي صلى ال ل��ه عليه وسلم(( :ك ُنّا إعذار عام واحد))
٢٩٣
أعْجلَنَه َُنّ م َ
َظن ّة َ الإعذارِ ن أب ْكارا ً وه َُنّ بإ َمّة ٍ
فنُكِحْ َ
وكان الأصمعي يقول :قد كان للعرب كلام على معانٍ ،فإذا راحت تلك المعاني
صد َاقها .وإنما كان هذا يقال حين كانوا يدفعون في الصداق إبلا ً وغ َن َماً ،فيس ُوقُها .فإذا
َ
الصّ داق ذهبا ًوفضَّ ة أو عقارا ً أو أرضاً ،فلا يقال :ساق إليها الصَّ داق .وفي
كانوا يدفع ُون َ
قياس قول الأصمعي أن أصحاب التمر الذين كان التمر والنخل دياتهم ومُهور َهم ،لم يكونوا
صد َاقه .ومن ذلك أنهم كانوا يضربُون على العروس البناء ،كالقب َّة
ن َ
يقولون :ساق فلا ٌ
والخيمة والخباء ،على قدر الإمكان .فيقال :بنى عليها ،اشتقاقا ً من البناء ،ولا يُقال هذا
اليوم ،فالعروس إما أن تكون مقيمة في مكانها ،أو تتحول إلى مكان آخر.
وكان الأصمعي يَع ُ ّد من هذه الأشياء ليس لذكْر ِها ها هنا وجه ،ولكنا نذكر منها أن الأصمعي
كان يقول :لا يق ُولَنَّ أحد ُكم أكلتُ م َل َّة ،بل يقول :أكلتُ خُبْز َة .وهذا صحيح ،إذ إن المل َّة الترابُ
الحار ُ والرَّماد أو الجمر ي�خبز عليه ،فالمل َّة موضع ال�خبزة .وكذلك كان يقول في الراوية والمزادة
يقول :الراوية هو البعير أو البغل أو الحمار الذي يُسْت َقى عليه الماء ،والعامة تسمي المزادة راوية،
وذلك جائز على الاستعارة والملابَسة والمجاورة .والمزادة الوعاء من جِل ْد ي ُحم َل به الماء ،وقد يُسمّى
الرجل المستقي راوية أيضاً .وقال بعضهم إنهم اشتقوا اسم راوية الشعر أو الأخبار من ذلك.
ومن طعام العرب الوَكيرة ،وهو طعام البناء .فقد كان الرجل يطعم من يبني
له ،فإذا فرغ من بنائه ،تَب ّرك َ بإطعام أصحابه ودعائهم له بالبَر َكة .ولذلك قال قائلهم:
٢٩٤
ويُس ُمّون ما ينحرون من الإب ِ
ل من ع ُْرض المَغنم النق ِيعة .قال الشاعر:
والع َق ِيقة دعوة على لحم الذبيحة التي تذبح عن المولود إذا بلغ اليوم السابع،
والعقيقة في الأصل الشعر الذي يكون على رأس المولود وهو في بطن أمه ،وفي الحديث
أن رسول ال ل��ه صلى ال ل��ه عليه وسلم قال(( :في العقيقة عن الغلام شاتان مثلان ،وعن
الجار ية شاة)) وفيه أنه صلوات ال ل��ه وسلامه عليه ع ََقّ عن الحسن والحسين رضي ال ل��ه
عنهما .و يقولون :عقّ عن ابنه ،وع َقَّ عليه .وقولهم :عُقّوا عنه ،أي احل ِقوا عقيق َت َه ،أو
ا ْذبَح ُوا له شاة ً ثم ُ
سم ّوا ذلك الطعام َ كله باسم الذبيحة.
ن
فأما الدعوة إلى هذه الأصناف كل ّها ،فمنها المذموم القبيح ،ومنها الحَسَ ُ
النق َرى والممدوح الجَف َلى .ذلك أن صاحب المأدبة أو من ولاه الممدوح .فالمذم ُوم َّ
دعوة َ الناس ،يأتي إلى القوم وهم في مجالسهم وأنديتهم ،فيقول أجيبوا دعوة فلان إلى
ق ُ ْم أنت يا فلان ،وق ُ ْم أنت يا فلان فدعا بعضا ً وترك بعضاً ،فقد انتقر ،كما ينقر الطير
حب َّة ً من هنا وحب ًّة من هنا :فهذا النق َرى ،وهو المذموم ،قال الهذلي:
يقول :لا يدعو فيها إلا أصحاب الثروة وأهل المكافأة ،وهذا قبيح ،وقال في
بعض ظُرفائِنا:
ذلك ُ
٢٩٥
من كان يرجُو عند َه الفائدة آثَرًَ بالجَد ِ
ْي وبالمائدة
ل ما سقطت واحِدة
من خَرْد ٍ لو كان مكوكان في ك ّفِه ِ
ولذلك افتخر طَر َفة بن العبد البكري ،أصغر أصحاب المعلقات السبع سِن ّا ،ويسمى
الغلام القتيل ،و يُقْرن بالملكِ الضلّيل ،وهو امرؤ القيس ،لأن طرفة َ حمل الكتابَ من
لا ترى الآدِبَ من ّا ينت ْق ِر نحن في المشّتاة ِ ندعو الجَف َلى
فهو يفتخر بأنهم يدعون الناس في مآدب الشتاء جملة واحدة ،وليس من
هب عاصم ُ بن خليفة الضبّيّ لنجدة مالك ،وشد على بسطام وكان لضب ّة على شي ْبانَّ ،
ويروى :وفي الجَفلة لا يدعوني .كأنه حقد عليه ،حين كان يدعو أهل المجلس،
والطعام المذموم عندهم ض ُروب وأنواع ،منها طعام الذي يدّعي الجوع،
ومنقوع حبوب العنب أ َّول ما يظهر ،والعظم ُ ذو المخّ ،والحيات واليربوع .أما المجدوح
فليس يدخل في هذا الباب .والمجد ُوح كان أنهم إذا بلغ منهم العطش م ُنتهاه ،كانوا
٢٩٦
ينحرون الإبل ،ويتلقون دماءها بالجفان والقصعات ،كيلا يضيع منها شيء .فإذا برد
الدم ضربوه بأيديهم ،وحرّكُوه بالعيدان ،وثم تركوه ،حتى ينفصل ماؤه من ثُفْلِه ،كما
ينفصل ُ
الز ّبد بالمخَ ْض وال�جُبن بالأنفحة ،فيتقسمون ذلك الماء ،ويروون به عطشهم،
ويتبلَّلُون به حتى يخرجوا من المفازة .وكان أميَّة بن أبي َ
الصّ ل ْت قد قرأ ا�لكتب،
وحرّم الخمر َ وشكَّ في الأوثان ،والتمس الدين وطمع في النبوة ،وكان داهية من د ُهاة
ثقيف ،وثقيف من دهاة العرب ،وقد بلََغ من اق ْتداره أنهكان ه َ ّم بادِّعاء النبوة ،لأنه
في أسفاره خالط رجال الدين من اليهود والنصرانية ،وعرف خصال النبي المنتظر،
ومع ذلك فإنه لم يُسلم ،بل ظل يحرض قريشا ً على مقاتلة النبي صلى ال ل��ه عليه وسلم
وقال معاو ية بن أبي ربيعة الجَر ْمي في الق ُر َّة ،وهو يُع َّير ُ بني أسد وناسا ًمن ه َوازِن:
ق شعر رأسه
ل منهم كان لا يحل ِ ُ
ن الرج َ
والق ُر ّة الدقيق المختلط بالشعر .ذلك أ ّ
له .فمن أخذ ذلك الدقيق للأكل عابوه ،وشن ّعوا عليه.
٢٩٧
ومحمد بن م ُناذِر شاعر بصريّ تميميّ� ،لكنه لم يكن يجيد ُ الشعر إلا في المراثي،
فإن لديه الحتَ َْف والموتَ قاضيا فإ ي ّاكم ُ والر ِّيفًَ لا تَقْر َب َُن ّ ه ُ
ل تَشْت َوون الأفاعيا
وأنتم ح ُلو ُ وه ْم طردوك ُ ْم من بِلادِ أبيكُم ُ
ولا يذمّون من أخذ حقّه منه ،وإن كان لم يُصب منه الرَّواء ،وهو ماء المُصافَنة،
والمُصافنة تقاس ُم هذا الماء بعينه .وذلك أن الماء إذا نقص عن حاجتهم حتى الارت ِواء،
اق ْت َسم ُوه فيما بينهم بالسواء ،ولم يكن لرئيس القوم ،ولا لمن يأخذ ر ُب ْع الغنيمة ،ولا
َس القوم
ل على أخ ّ ِ
لمن يتولى تسو ية الصفوف ،ولا لمن يتولى القسمة بين الناس ،فض ٌ
العرب وأجود َهم .وقد افتخر بهذا أبو فراس همام بن غالب التميمي الدارمي الفرزدق،
ِ
وهو أحد أفخرِ ثلاثة الشعراء الأمو يين ،والآخران الأخطل وجرير ،وأجزل المقدمين
٢٩٨
وبتلك الآث َرة مُدِح كعبُ بن مامة حتى صار فخرا ً لأهله وقبيلته ،حين آثر
خمرا ً بماء ٍ إذا ناجود ُها بردا ما كان من سُوقَة ٍ أسقى على ظم أ ٍ
ز ُ ّو المني ّة إلا ح َرّة ً وق َدا من ابن مامة َكعب ث ََم ّ ع َيّ به ِ
رِ ْد كعبُ ،إنك ورّاد ُ ،فما وَر َدا كعب ث َُم ّ قيل له
ٌ أوفى على الماء
يلجأ إلى ش ّدِ م َعاقِدِ الإزار ،و ينزعَ عِمام َته عن رأسه ،ليش َّد بها بطن َه .وإنمّا العمامة
والأعرابيّ يجد في رأسه من البرد ـ إذا كان حاسرا ً ـ ما لايجده غيره من الناس،
و يكتوي بالحرِ ّ ـ إذا نزع عمام َته ـ كما لا يكتوي أحد ،لطول ملازمة العمامة لرأسه،
طبقات فوقَ طبقات ،وتضاعف ثَن ْيها بعضها فوق بعض .ولربّما اعتم
ٍ و�لكثرة طيِّها
الأعرابي بعمامتين ،ولربّما كانت العمامة فوق قَلَنْس ُوَة ٍ سميكة .قال مصعب بن ع ُمير الليثي:
الذين رووا عن النبي صلى ال ل��ه عليه وسلم(( :أخذت حجرا ً فعصبت ُه على بطني من الجوع،
٢٩٩
وأتيت رسول ال ل��ه صلى ال ل��ه عليه وسلم أسألُه .فلما سمعته وهو يخطب :من يَستع ِّف يعِفّه
وقال أعرابي(( :جعتُ حتى سمعت في مسامعي دو ي ّاً ،فقلت :مالي إلا الصيد،
فلم ُأ َ ّوفق ،وكأنما انقطعت الطرائد ،ثم لمحت مغارة ،فجئتها فلقيت فيها جروِ ذئب،
فذبحته ،وشويته وأكلت ُه ،وأ َدّهَن ْت بدهن ِه ،واحتذيت جلد َه نعلاً)).
والمغيرة بن شعبة الثقفي أسلم قبل صلح الحديبية ،وشهدها مع الرسول صلى
ال ل��ه عليه وسلم ،وكان من أصحاب الرأي والدهاء في العرب ،وكان يلقب بمغيرة الرأي.
وفي معركة القادسية كان على رأس جيش المسلمين سعد بن أبي وقاص ،أحد العشرة
المب َّشرين بالجنة ،وأحد الست ّة أصحاب الشورى الذين انتقاهم الخليفة عمر بن الخطاب
حين طعنه أبو لؤلؤة المجوسي ،ليختاروا خليفة منهم .وقد ضاقت الأحوال بجيش سعْ ٍد
ضيقا ً شديدا ً حتى لقد خشي ألا يتمكنوا من خوض المعركة ،فطلبَ النجدة من الخليفة
عمر ،فأرسل إليه المغيرة بالمدد ،وكان معه سبعون من المطايا ،فنحروها ،وأكلوا لحومَها،
وذكر الأصمعي عن أبي سَلَمة عثمان الشحام ـ وكان راو ية محدثا ًمن أهل البصرة
ـ عن أبي رجاء الع ُطارديّ ،قال(( :لمّا بلغنا أن النبيّ صلى ال ل��ه عليه وسلم قد أخذ في
القتل هربنا ،فلم ّا جعنا لم نجد إلا فخذ َ أرنب دفيناً ،فشويناه وأكلناه ،فلا أنسى تلك
الأكلة)) .وكان الأصمعي إذا حدث بهذا الحديث قال(( :نِعْم َ الإدام الجوع ،ونِعْم
مادب على الأرض ومشى إلا أ َمّ حُبَي ْن)) ،فقال المديني(( :ل ِته ْن أ َّم حُبَين
َّ ((نأكل
العافية)) .ووجه الاستغراب أن أ َمّ حُبين دويبة عر يضة ُ الصدر عظيمة البطن،
وتشبه الخنفساء .وال�حبَ ْن داء يأخذ بالبطن فيعظم ُ ويتورّم .ور ُوي عن النبي صلى ال ل��ه
٣٠٠
عليه وسلم أنه رأى بلالا ً وقد خرج بطنه ُ وعظ ُم ،فقال :أم حُبين ،تشبيها ً له بها ،وهذا
وقال الأصمعي(( :أخذ أعرابي عظما ًوراح ينهش ما عليه ،حت ّى لم يبق عليه شيئاً،
ُ
((أي ّك ُم لهذا؟)) .قال الأول(( :أعطنيه)) قال الأب: فنظر إلى أولاده الثلاثة ،وقال:
((وما تصنع به؟)) قال(( :ألحسه حتى لاتجد عليه ذرة)) قال(( :ما قُلتَ شيئاً)).
قال الثاني(( :أعطنيه)) فإنني أعيده إليك وما تدري هل هو من عظام اليوم ،أم من
عظام العام الفائت)) ،قال(( :ما قلتَ شيئاً)) ،قال الثالث(( :أعْطنيه ،فإني أد ُُق ّه
مخ َّه إدامه)) .قال الأعرابي(( :خذه فأنت له)) .قال شاعر:
ل ُ دقاً ،وأس ُ ّفه َ
س ّف ِاً ،وأجع ُ
ل أن يلقى الزاد َ
وثمة أبيات لشاعر آخر يسخر فيها من جماعة من الناس أَ م ِ َ
رَؤ ُوبا ً لما ق ْد كان منها م ُدانيا ْقاص منها بعضُه لم تجد لَها
إذا ان َ
ولم تَم ْت َطِ الجُونَ الثلاثَ الأثاف ِيا مرقبا ً َ
م ُعو ّدة ُ الأرْحال ،لم ترْقَ ْ
ِيس وادِيا
َت به الع ُ
إلينا ،ولا جاز ْ ْتزعت من نحوِ م َك ّة َ ش َ ّق ة ً
ْ ولا اج
مجاورة ٌ فيضا ً من البحرِ جار يا و�لكنّها في أصل ِها مَو َ
ْصلي ّة ٌ
وتعق ُب فيما بين ذاك المراديا جِيها المجاذِيف نحوَنا
أتتنا ت ُز ّ
ل عليها الريح ُ تُرْبا ً وسافيا؟
تُهي ُ فقلت :لمن هذي القدور ُ التي أرى
ً
ش إن ت َأ َمّل رائيا؟
قدور ُ رقا ٍ ل ناظ ٍ ر
يخ ْفى على ك ّ ِ
فقالوا :وهل َ
فقالوا :إذا لم يك َُنّ عوار يا فقلت :متى باللح ْ ِم ع َ ْهد ُ قُد ُورِكم؟
٣٠١
العنكبوت كما هيا
ِ ْج
تكو ْن كنس ِ الأضحى إلى الأضحى ـ وإلا ِفإنّها
ّ
وشكواهُم ُ ،ادخلتُه ُ ْم في عياليا فلم ّا استبانَ الجَهد ُ لي في وجوه ِهم
أشاروا جمعيا ً لجَ ّة وتداعيا فكنت إذا ما استش ّرف ُوني مقبلا ً
يحتاجونها .وهم ير تحلون بها نظيفة ،لم يُسوِ ّدْها الدخان ،لأنهم لم يضع ُوها على
أناف ِيّ الموقد .فلما سأل عنها وقد رأى الريح َ تغطيها بالغبار ،قالوا إنها م ُرق َّشة بسبب
بأنها لا يوضع فيها لحم ـ إذا لم تكن معارة ـ من الأضحى إلى الأضحى ،فأشفق
وهذا يقودنا إلى الحديث عن القدور والج ِفان وماله علاقة بالطعام عند العرب.
وع َصِ يدتَهم وذبائِ ح َهم باطل ،فما يُنك ِر كرمَه ُم وجود َهم عاقل.
قال الأصمعي :كان المُن ْتَج�ِ ُع بن نبهان أوثق الرواة ،وما من عالم في
العراق لم يسأله و يأخذ عنه ،وقد سألته مرة عن خِصْ ب البادية ،فقال(( :وهل
ا لخ ِصْ بُ إلا هناك .وال ل��ه كان ا ل�خير يز يد حتى لترى الكلب يمر ّ باللحم والسمن
يكون الخصب؟)).
وقال الأف ْو َه الأوْديّ وهو صلاءة بن عمرو بن مالك ،وكان من كبار شعراء
الجاهلية ،كما كان سيد قومه وقائدهم في حروبهم ،ولم يكونوا يخالفون رأيه:
٣٠٢
شِتاء ِ الج َُو ّع ُ
يأوي إليها في ال ّ فينا لِثَعْلَبة َ بن قيس جَفنة ٌ
سوداء ُ عِيبَ نسيجُها لا يرق ُع ومذان ِبٌ لا تُستعار ُ وخيمة
وقد كان الشعراء وما يزالون يمدحون الأثر ياء وا�لكرماء بقدر ما يذمون البخلاء
ن أوس المزينيّ ،وهو شاعر أدرك الإسلام ،وشعره رصين، الأشِ ح ّاء ،ومنهم مع ُ
نب ُ
جيد الصنعة ،وقور مليء بالحكمة التي تصدر عن تمر ّس بالحياة .دخل الشام ،وأقام
بالبصرة زماناً� ،لكنه كان يحن إلى حياته البدو ية ،وحسبه أن يمدح س ُراة َ المدينة
كعبيد ال ل��ه بن العباس ،وعبد ال ل��ه بن جعفر بن أبي طالب ،وعاصم بن عمر بن الخطاب
وسعيد بن العاص.
ٌّ
سري من سراة المدينة المشهورين ،ولاه عثمان بن عفان وسعيد بن العاص
ا�لكوفة ،ثم استقدمه ،وكان من المدافعين عن عثمان في الفتنة .ثم ولاه معاو ية
الحرمين ،وكان يُعاق ِب بينه وبين مروان بن الحكم .ويروى عن كرمه أحاديث كثيرة.
ل
ثم ّ يُرْح َ ُ يُح َ ُ ّ
ل على أرجائِها َ ل قُدورُه
َوات لا تزا ُ
أخُو شَت ٍ
ل
ل تُشْع ُ
ل ِو َشْ كِ ق ِراها وهي بالجَز ْ ِ إذا ما امْتطاها الموق ِدون رأيتّها
ل
كهَدْر الجِمال رزّما ً حين تَجف َ ُ
َ سمعتَ لها لَغْطا ً إذا ما تَغ َ ْطم َطتْ
مُق ََب ّضَة ً في قعْرِها ما تَحَل ْح ُ
ل كو ْماء فيها بأسرها
ل ا�ل َ
ترى البازِ َ
ل
ي ُز َ ْعز ِعها من شدّة الغَل ْي أَ فْك َ ُ التطمت أمواجُها فكأنّما
ْ إذا
٣٠٣
أتي ْنا خير َ مطْروق لساري سألنا عن أبي السحْ ماء ِ حتّى
وجدنا الأ ْزد َ أبعْد َ من نزار سحْ ماء ِ إنّا
فقلنا :يا أبا ال َ ّ
س مع الإزار أساب َيّ ُ
الن ّعا ِ فقام ي ُجر ّ منْ عَج َ ٍ
ل إلينا
مربوب بَقارِ
ٍ الأنف
ِ رثيم ِب
وقام إلى سلافة ِ مُسْلَح ٍّ
سدِيف ا�لكو ْم داري
بأبيض من َ
َ تدور ُ عليهم ُ والق ْدر ُ تغلي
ن إلى عذارِي ع َذار َى ي َ َ ّ
طلِعْ َ كأن تَط َُل ّ َع الترعيب فيها
ولأن الق ِدور رمز �لكثرة الطعام ،وهذا رمز للجود وا�لكرم وكثرة الآكلين ،فإنهم
كانوا يبالغون في وصف ضخامتها واتساعها حتى يصلوا بها إلى درجة لا يقدِر أحد على
جو ْن بهذا.
تصديقها .وكانوا يتفاخرون ويتها َ
٣٠٤
قال آخر(( :وما هذه؟ أخزى ال ل��ه هذه ق ِدرا ً بين القدور)) وراح يصف قدره
وكأنه يصف وادياً ،حتى جعل الهضاب والجبال والغول حجارة تستند إليها ،فقال:
وأنقل عن أبي غبيدة معمر بن المثنى اللغوي العالم بأيام العرب وأخبار الجاهليين،
وقد درس على أبي عمرو بن العلاء و يونس بن حبيب ،فكان أحد الثلاثة في البصرة،
هو وأبو زيد والأصمعي .قال أبو عبيدة :لمّا قال الفرزدق:
قال ميسرة ُ أبو الدرداء :وما حَي ْز ُوم النعامة؟ أيفتخر بق َدر ليست أكبر من وسط
النعامة وصدرِها؟ أخزى ال ل��ه هذه القدر ،وال ل��ه ما تُشْب�ِ ُع الفرزدق وحده .و�لكن ّي أقول:
ومم ّن أورودوا صفة الق ِ ْدرِ أو الخوان في مدائحهم الشاعر أبو كثير عبد ال ل��ه بن
الزبير الأسدي ،وهو بالطبع غير عبد ال ل��ه بن الزبير بن العوام ،بل إن الشاعر هجا القائد
مرا ً .وقد كان من الهجائين للناس المرهوب شرهم .وهو شاعر ل
عبد ال��ه بن الزبير هجاء ً ّ
٣٠٥
كوفي المنشأ والمنزل ،وكأن أموي الهوى ،وأكثر شعره في مدح أسماء ب ِن خارجة ب ِن
ل أي عمل ٌّ
سري من سراة ا�لكوفة ،وإن كان لم يتو َ ّ حصن ب ِن حذيفة الغزاري ،وهو
ح
وقد يزيدون في المبالغة عن الحدّ ،و يأتون بما لا يقبله العقل ،من هذا مد ُ
الفرزدق للع ُذاف ِر بن زيد ،أحد بني تَي ْم الل ّات بن ثعلبة ،فقد قال فيه وهذا ليس فيه
باكثر َ خيرا ً من خوان الع ُذاف ِر ل ِعمرُك َ ما الأرزاق يوم اكتيالها
وحل على خبّازه بالعساك ِر ولو ضاف َه الدجّال يلتمس الق ِرى
لأشْ ب َعهم شهرا ً غداء العذافر ج َو ّعا ً
بع ُ َ ّدة يأجوج ومأجوج ُ
اللسان ،وكان أعرج أحدب ،و�لكنه كان من أطيب الناس وأملحهم نادرة ،وشعره
يدل على خفة ِ روحه وحضور بديهته� .لكنهكان كثير الهجاء حتى للولاة ،فاتقى لسانَه
٣٠٦
ن مروان بن الحكم بن أبي العاص ،وهو أخو الخليفة عبد
ا�لكبير والصغير ،إلا ب ِشْر َ ب َ
ل
الملك بن مروان ،ووالي ا�لكوفة في عهده ،ثم البصرة معها ،وكان ليِّنَ الولاية ،سه َ
ا�لكوفة ثم في البصرة يت َّسع للشعراء جميعا ً حتى من المختلفين من أمثال جرير والفرزدق
والأخطل وكُثَي ِّر وأعشى بني شيبان وغيرهم .وكان يلَ ُذ ّ له أن يشع ِ َ
ل الخصومة َ بين
طماطِم ُ سود ٌ أو صَقالِب َة ٌ حُم ْر ُ لو شاء َ ب ِشْر ٌ كان من د ُون بابه ِ
يكون لبشرٍ عندها الحمد ُ والشك ْر ُ و�لكنّ بشرا ً أسهل الباب لل ّتي
ست ْر ُ
حِذار َ الغواشي بابُ دا ٍر ولا َ بعيد ُ م َرادِ العين ما ردّ طرفه
وقد كانت القدور أحيانا ً وسيلة من وسائل التهاجي بين الشعراء ،فلم تعد مجرد
وسيلة من وسائل الطعام ،بل صارت دليلا ً على البخل وا�لكرم .من ذلك مهاجاة
وهو من القِلّة الذين ظلوا على وفائهم لهم بعد نكبتهم .فقد ظل يزورهم في سجونهم،
٣٠٧
ي وقد حدثتك عنه من قبل ،فأجابه ابن يسير ،فقال:
وكان يعر ّض بمحمد بن يسير الرقاش ّ
بها أحد عيبا ً سوى ذاك باديا وثلماء ِ النواحي ولا ي َرى
ألا أَ ب ْشروا هذا اليسيريّ جاثيا ض بعض ُهم عند طلعتي
ينادي ببع ٍ
ي
فاعترض بينهما أبو نواس الحسن بن هانئ ،وقد كانت بينه وبين الرقاش ّ
ل
مركّ بة ِ الآذان أ ِمّ عيا ِ ود َهماء َ تُثفيها رقاش إذا شتت
وتُنز ِلها عفوا ً بغير جِعال غص ب�حَي ْزوم البعوضة ِ صدر ُها
يَ ّ
ل
لأخرجتَ ما فيها بع ُود خِلا ِ مجز ّلا ً
ولو جِئتَها ملأى عبيطا ً ُ
ل
ل ه ُزا ِ ِ
ربيع اليتامى عام َ ك ّ ِ ل
هي القدر ُ قدر ُ الشيخ بكر بن وائ ٍ
ي أيضاً:
وقال أبو نواس في قدْر الرقاش ّ
٣٠٨
حظ الثاء من نُق َط ال�حبْر ِ
ثلاث ك َ
ٌ يُبيِّنُها للمعتفي ب ِفنائِهم
سليم صحيح ،لم يُصِ ب ْه أذى الجم َْرِ تَبيَ ّنُ في مِ ح ْراثِها أ َ ّ
ن ع ُودَه
أمامَهم الحَو ْليّ م ِن وَلَد ِ ال َذ ّرِّ إذا ما تناد َوا بالرحيل سعى بها
ن حب ّار:
وقال بعض الشعراء وهو يهجو اب َ
والشعوبيون المبغضون لآل النبي صلى ال ل��ه عليه وسلم وأصحابه ،ومنهم القادة
الذين فتحوا الفتوح والبلدان ،ورفعوا راية الإسلام في كل مكان ،يتز يَ ّد ُون في تعيير
العرب بجفاف عيش ِهم وقسوت ِه وخشونة ملبسهم ومسكنهم ومركبهم ،و يجعلون كل
نعيم عنهم بعيدا ً ،حتى لتظنّ أن أحدا ً منهم لم يكن سعيدا ً ،ولا ترك في العيش ا�لكريم
بالغيث .وطبيعة حياتهم وأرضهم تفرض هذا ،ألا ترى كيف سم ّوا المطر غي ْثا ً وهو
من الغو ْث؟ فإذا جادت السماء بغيثِها ،وامتلأت الأرض بالكلأ والماء ،فعند ذلك
وإذا نظرت في أشعارهم علمت أنهم قد ع َرَفوا الطي ِّبَ من الطعام وأكلوه .لأن
الناعم من الطعام لا يكون إلا عند أهل الثراء وأصحاب العيش الرغيد .قال ز ياد بنّ
٣٠٩
الفوارس
ُ كماة ُ إذا الحربُ َ
هر ّتْها ا�ل ُ ماجدا ً
ولاقت فتى قيس بن عيلان
قناعس
ُ َت حِذار َ السيف دُهْمٌ
وطار ْ ك الهجان بسيف ِ ه
فقام إلى البَر َ ِ
نائس
ُ فكاست وفيها ذو غرار َي ْن َدا ً
فصادف ح ّد السيف قب ّاء َ جل ْع
َ
ِس
ولم تثننا عنه الليالي الحناد ُ فأطعم َها شحما ًولحمْا ًودَر
ْمكا ً
وقال:
وقال جرير بن عطية الخطْفي أحد أشعر الثلاثة في عهد بني أمية والآخران
الفرزدق والأخطل ،وذكر الصلائق ،وهي ال�خبز المرققَ ،
والصّ نَاب ،وهو ما يتخذ مع
ال�خبز من مزيج الخردل والزبيب ،وي ُروى البيت ((بالسلائق)) وهي الجداء المشو ي ّة:
ن تَو ْلب:
والد ّ ْرم َك هو الحُو ّار َى .قال الن َّم ِر ب ُ
الطعام َ قبل عبد ال ل��ه بن ج ُدعان ،وكان سر ي ّا ً من سراة قريش قبل الإسلام ،وله في
ا�لكرم أخبار كثيرة ،فكان يقيم الموائد ،و يُضرب المثل بجفانه التي كان يأكل منها
٣١٠
الراكبُ والقائم ُ والقاعد .وقد وفد على كسرى .ونقل الفالوذج عن الفرس ،فكان
وللعرب الثريد ،وهو عامّ ٌ في أش ْراف ِهم ،وقد اشتهر به الهاشم جد النبي صلى ال ل��ه
عليه وسلم ،لأنه كان يهشم ال�خبز لقومه ،و يطعم الناس ،حتى غلب عليه اللقب ،وقد
والحيَ ْس طعام ممدوح عند العرب ،وهو كالثريد ،إلا أن هذا يكون بال ّلح ْم
وإذا يُحاس الحيَ ْس يُدعى جُند ُب وإذا تكون شديدة ٌ ُأدعى له
وال�خبز ممدوح عندهم أيضاً .وكان عبد ال ل��ه بن حَبيب العن ّبري ،يقال له :آكل
ال�خبز ،لأنه لم يكن يأكل التمر ،ولا يرغب في اللبن ،وكان سيِّد َ بني العنبر في زمانه.
ن شَ ح ْمة العنبري.
م�جير ُ الطير ،يعن ُون ثوب ب َ
ل ال�خبز ومن ّا ُ
وكانوا إذا فخروا قالوا :منا آك ُ
٣١١
ض أنسابِها دما
رأى بعض ُها من بع ِ ل د َمّها
ولو أنها لم تدْفع الر ِسْ َ
ل ركو بُها
سَنام َ م ُصَرّاة ٍ قَلي ٍ قرتني ع ُبَيدٌ تمر ُها وقريتهُا
وتمر ُ جواثا حين يُلقى عسيبُها؟ فهل يستوي شحم ُ السنام إذا شتَا
يَفْخرون بع َ ْقرِ م ِطيِّهم ،كما عَق َر امرؤ القيس مَط ِي َّت َه للعذارى .والعَقْر هو النجدة ،واللبن
هو الر ِّسْ ل .قال الهذلي م ُرتجزا ً وهو يقاتل بني المصطَلِق من خ ُزاعة:
لقب بهذا لخلاعته وشدة بأسه وكثرة شره .وكذلك كان أخوه واسمه ((الأعلم))
س رسْ لا ً ونجدة ً
ألا إن خير َ النا ِ
حتى لصوصهم وصعاليكهم كانوا يفخرون با�لكرم .فقد قُتل صخر الغيّ في
إحدى غاراته ،فرثاه ع ُ ّدوه أبو المث ََّلم ،ووصفه با�لكر َم .وكان المرار بن سعيد الفَقْعس ِ ّ
ي
٣١٢
وأخوه بدر لصين ،وكان بدر أشهر منه بالسرقة ِ وأكثر َ غارات على الناس .والم ّرار
ل
مهورا ً ولا من م َ ْكسَب غير طائ ِ ِ ديات ولم تكن
ٍ لهم إب ِل لا م ِن
ل
فارس غير مائ ِ ِ
ٌ ل العوالي
حِلا ُ و�لكن حماها من شَماطِيطِ غارة
ل
ومعروفة ٌ ألوانها في المعاق ِ ِ نج ْدة م َخي ّسَة ٌ في كل رسْ ٍ
لو َ ُ
ونعود إلى الثريد ،فقد كانت له ميزة عند العرب ،وكانوا يع ُ ّدونه ـ بعد الشواء
ـ أفضل طعامهم .فقد وصفه ع ُبيد بن حصين من بني نمير ،وهو المعروف بالراعي
النميري ،وقد غلب عليه هذا اللقب �لكثرة وصف ِه الإبل ،وجودة نَعْت ِه إياها ،وقد
كان شاعرا ً فحلا ً من شعراء الإسلام� ،لكنه أبى إلا الدخول في معركة نقائض جرير
والفرزدق ،ففضحه جرير ،وقيل إن الراعي مات كمدا ً من هجاء جرير له .قال الراعي
وحسان بن ثابت الأنصاري شاعر الرسول صلى ال ل��ه عليه وسلم فحل من فحول
ن
نجوم الثر ي ّا أو عيونُ الضياوِ ِ ن في حَ ج َراتِه
ن السم َ
ثريد ٌ كأ ّ
٣١٣
وهم يفتخرون بأن أثر َ النعمة يظهر عليهم ،فقد افتخر الشاعرُ الجاهليّ القديم
ن خازِم الأسدي ،بأن دهن السنام يظهر على لِ حاه ُم ،فقال:
بشر ُ ب ُ
وكان الزبير بن عبد المطلب بن هاشم ع ُ ّم النبي صلى ال ل��ه عليه وسلم شاعرا ً،
ك الف َت ِّيتُس ُ
لنا ال�حَب َراتُ والم ِ ْ فإن ّا قد خ ُلِقْنا إذ خ ُلق ِنا
َزع البيوتُ إذا خ ّف ِتُ من الف ِ وصبْر ٌ في المواطن ك َ ّ
ل يو ٍم
ثيابَ أَ ع َ ِّزة ٍ حت ّى يموتوا ولولا الحم ُ ُْس لم يلَ ْبس رجال
س كما د َن ِس الحميتُ
بها د َن َ ٌ عباءٌ
ل أو
ثيابُهُم ُ شِما ٌ
فم َّيز ـ كما ترى ـ لباس أهله الأشراف وأهل الثروة؛ من غيرهم الذين ما كان
س زق السمْن أو العسل.
لهم لولا قريش أن يلبسوا إلا عباءات زفرة دنسة ،كما يَدْن َ ُ
وقال الأعشى ا�لكبير ميمون بن قيس و يكن ّى أبا بصير كما يسمون الملدوغ سليما ً
ُوب
ما بين حُمر ْانَ فينص ِ لل َش ّ َرّف ُ العَوْد ُ فأكنافُه
أيوب
ِ من ر ّبِها زيدِ بن خير ٌ لها إن خِشي َْت جَ ح ْرة
ُوب
يسْعى عليه العبد ُ با�لك ِ م َُت ّكِئا ً تُقرَع ُ أبوابُه
٣١٤
ْت ،وقد تقدم
ْت بن أبي ربيعة ،وهو أبو الشاعر أمي ّة َ ب ِن أبي الصل ِ وقال أبو َ
الصّ ل ِ
ن
وليس هذا من باب الإفراط والتهو يل .وباب الإفراط كقول الشاعر جِرا ِ
ط ومُطْر َُف
ل وم ِْر ٌ
سَوار ٌ وخ َل ْخا ٌ ح في حيثُ التقينا غُد ََي ّ ه ً
فأصب َ
كجَمْر الغضا في بعض ما تَتَخَطْر َُف ِعات من عٌق ُو ٍد تركْ نَها
ومُنْقَط ٌ
فما من نار تأكل السيف الهندي إلا نار جهنم ،ونعوذ بال ل��ه منها .وعلى ذكر النار،
وصف شاعر آخر نارا ً ،فجعل حطبَها عيدان اليَلَن ْجو َج والر َّن ْد ،وهما من أعواد العطور .قال:
٣١٥
يُش ُ ّ
َب و َيُذْكى بعد َه َُنّ و ُقُود ُها أرى في الهوى نارا ً ل ِظبية َ ُأوقِدَت
َ
وبالر ّنْدِ أحيانا ً فذاك َ وقُود ُها تُش ُ ّ
َب بعيدان اليَلَنْجُوج مَوْه ِنا ً
ونعود إلى طعام العرب ،وقد ذكرنا الطعام الممدوح ،وذكرنا بعض أصناف
الطعام المذموم ،ومن الطعام المذموم أصناف أخرى كالخَزِيرة التي تُعاب بها قبيلة
وقيل إن الخزيرة َ أو الخزير اللحم ُ يُق َ َّط ُع ق ِطعا ً صغيرة ثم يطبخ بماء كثير وملح،
فإذا اكتمل نُضْ ج ُه ذُرّ عليه الدقيق حتى يتماسك .وقيل :الخزيرة م َرَقة وهي أن تُصفى
ومنه السخينة التي تُعاب بها قريش .وهي ما كان أغلظ من الحَساء .وأثقل من
حسْوا ً ،وهي طعام ي ُ َّتخذ من الدقيق ،دون الع َصيدة في الر ِّقة وفوق الحَساء .وإنما
أن تُحسى َ
دقيق يُلقى على ماء أو لبن في ُطبخ ثم يُؤكل بتم ٍر أو يُحسى .وكانت قريش تُكث ِر من أكلها.
٣١٦
ومن الذين عي ّروا قريشا ً بهذا عبد ال ل��ه بن هم ّام ال ُ ّ
سلوليّ ،وقد كان ذا جاه عند
ال ُ ّ
سفْيانيِ ّين من خلفاء بني أمية ،وقد رثى معاو ية ،كما رثى ابنه يزيد ،وهو الذي حرض
يزيدا ً على أخذ البيعة لابنه معاو ية بن يزيد .قال عبد ال ل��ه بن هم ّام:
ومع أن التمر َ طعام أساسي في أطعمة العرب ،فإنهم كانوا يهجون بعض القبائل
بأكل التمر ،ومنهم الأنصار ُ وعبد القيس وع ُذرة وهي القبيلة التي أنجبت أعظم شعراء
ْدي حقيبت ُه َ
التمّ ْر ُ ولست بعَب ّ ٍ ِي على فيه خ ُبزَة ٌ
ولستُ بسَعْد ّ ٍ
وتُهجى بنو أسد بأكل لحم الكلاب ،وبأكل لحُوم الناس .والعرب إذا وجدت
رجلا ً من القبيلة قد أتى فِعْلا ً قبيحاً ،ألزمت ذلك القبيلة َكلَّها وشمِلَتْها بقبح فِعْله ،كما
تُمدح القبيلة بفعل جميل ،وإن لم يكن ذلك إلا فعل رجل واحد منها ،كما افتخرت
هذا عاما ً في القبيلتين معاً ،والتمر والسخينة من أصلح الأقوات للناس .كما تهجو العرب
بعض القبائل بأكل الكلب ولحم بني البشر ،وإن كان ذلك قد فعله رجل واحد منهم،
٣١٧
ك ال��له ُ عليه ح َرّمَه ْ
لو خاف َ َ يا فَقْعَس ِ ُ ّ
ي لم أَ ك َل ْت َه لم َِهْ؟
فما أكلت لحمَه ُ ولا دَمَه ْ
وقال م ُساوِر ُ بن هند ،وقد ذكرناه وأبياته عند الحديث عن طعام الخرس ،وهو
فبش ِّرْها بلُؤ ْ ٍِم في الغ ُلا ِم إذا أَ سد َِي ّة ٌ وَلَدت غُلاما ً
بأخبث ما يجدن من الطعا ِم
ِ تُخ َرِّس ُها نساء ُ بني د ُبَيّر
براثِنُها على و َض َم ُ
الث ّما ِم َيات
ترى أظفار َ أعقد َ م ُلْق ٍ
وقال أيضاً:
الكلاب وعامُها
ِ فهذا إذا َ دهر ُ ّعس
بني أس ٍد إن تَم ْح َلْ العام َ فَق ٌ
وقال الفرزدق:
وكان سمينا ً كلب ُه ُ فهو آكلِه ْ إذا أسديّ ٌ جاع يوما ً ببلدة
٣١٨
ل وبنو العنبر وباه ِلة بأكل لحوم البشر .قال شاعر يهجو هذيلاً:
وتُهجى أسدٌ وهذي ٌ
ن ثابت فيهم:
وقال حسان ب ُ
ن ْت َ
الر ّجِي َع وسَلْ عن دار لَحْيا ِ فَائ ِ إن س َرّك َ الغدر ُ صِرْفا ً لا م ِزا َ
ج له
ن
فالشاة ُ والكلبُ و الإنسانُ سِي ّا ِ مُ
ل الجارِ بينه ُ
صو ْا بأك َ ِ
قوم ٌ توا َ
ن شحمة ،فقال:
شاعر بني العنبر ،وهو يريد ثَو ْبَ ب َ
ٌ وهجا
ِعاج
ن الن ّ ِ
ق أو م ِ َ
من الع ُن ُو ِ عَج ِلتُم ما صادكُم علاجي
كالعاج
ِ حتى أكل ْتُم َطفْلة ً
فهجا ثوبَ بن شحمة َ بأكل لحم امرأة .وكان ثوبُ هذا أكرم َ نفْسا ًمن أن يطعم َ
طعاما ًخبيثا ًولو مات جوعاً ،وله قصص كثيرة ،وقد أسر َ حاتما ًالطائيّ وظ َّل عنده زماناً.
تِم َ ّ
شش ُوا عظام ُ ًَه وكاه ِلَه ْ إن غِفاقا ً أكلت ْه ُ باهلَه ْ
وأصبحت أ ُمّ غِفا ٍ
ق ثاكِلَه ْ
٣١٩
بنت فائِد بن حبيب بن خالد بن نضلة،
وهُجيت بذلك أسدٌ جميعاً ،بسبب رَمْلة َ ِ
حين أكلها زوجُها وأخوها أبو أرِب .وقد نعى ذلك عليهم عبد الرحمن بن م ُساف�ِع
ب ِن داره ،وهو من شعراء الإسلام من غَطَفان ،وقد أكثر في هجاء بني أسد ،حتى
وقال:
ن
س تأتيكُم ُ بأما ِ
بني فقع ٍ ِمت نساء ً بعد رَمْلة ِ فائ ٍ د
عُد ْ
ن
جلا في قدور بينك ُم وَجِفا ِ ح لحمُها
وباتت عروسا ً ثم أصب َ
وقال الب َراء ُ بن ر َب ْعيّ .أخو م ُض َ َّرس بن ربعي ،وهما شاعران بدو يان ،وكان
صليب
ِ فارْحلْ فإ َ ّ
ن العود َ غير ُ مح َ َ ّ
ل بيت ِك م ُنتِن ُ ن َ
يا صَل ْتُ إ ّ
فاذكُر ْ مكان صِدارها المسلوب ل فائِد ٌ
وإذا دعاك إلى المعاق ِ ِ
شنعاء لاحقة ٌ بأ ًمّ حبيب ل إنّها
والآن فا ْدع ُ أبا رجا ٍ
٣٢٠
فلا تَطْع َ ْم له أبدا ً طَعاما ضفْتَ ليلا ً فَقْعَسِي ّا ً
إذا ما ِ
وخير ُ الزّاد ما من َع الحَراما ن فَدَعْه
ن اللحم َ إنسا ٌ
فإ ّ
وهذا الباب لم نهدف إليه إلا �لكي يكون الحديث متكاملاً ،ومعظمه مأخوذ
فيبحث عمن يطعمه ويسقيه .فإذا كان هذا في الليل ،فإنه يصعد ُ ربوّة ً أو تلاً ،لبرى
أيَّ نا ٍر من بعيد ،والعرب لا يُطفئون نار َهم� ،لكي يهتدي بها المسافر ُ والتائه ُ والضيف.
فإذا لم ير الأعرابي نارا ً ،وهو يطلبُ القرى ،فإنه ينبح كما يفعل الكلب ،فإذا كان في
ح
إلينا ومُم ْساه من الأرض نازِ ُ ل ال َث ّرى يطلُبُ الق ِرى ومُسْتَن ٍ
ْبح أه َ
وقال آخر:
وي ُ ّدلك على أنه ينبح كالكلب وهو على راحلته ليجاوبه الكلب ،قول حُمَيد الأرقط:
وأكثر العرب يبزر كلب َه ليجيب ،و�لكن منهم بخلاء يمنعون كلبَهم من النباحُ.
٣٢١
قال ز ياد ُ الأعجم ،وهو يهجو بني عِ ج ْل:
ست ْر ُ
و َق ِ ْدر ُك كالعذراء من دونها ِ ي من خشية الق ِرى
وتلََقم ُ كلبَ الح ّ
وقال آخر:
ل
علينا ،فكِدْنا بين بيتي ْه نُؤك َ ُ ن َزَلنا بعمّار فأشْ لى كلابَه
ل
إذا اليوم ُ أم يوم ُ القيامة ِ أطو ُ فقلت لأصحابيُ ،أس ِ ُرّ إليهُمُ :
ن
ل ه ِراوَة ٍ من أر ْز ِ
عندي ،وف َضْ َ ن كلبا ً ضار يا ً
للضيفا ِ
أعددتُ ِّ
وقد ع ُرف في الشعر العربي بضعة شعراء باسم الأعشى ،أشهرهم ميمون بن
قيس ،ومنهم أعشى تغلب ،وهو شاعر إسلامي ،شارك بشعره في الحروب التي كانت
بين قيس وتغلب واسمه نُعمان بن نجوان ،أو ربيعة بن نجوان ،من جَش َم من بكر بن
ح الكلب.
وقد يجتمع نباح الكلب مع النار ،فإذا لم ير َ الضيف النار ،سم َع نُبا َ
وقد أورد جرير هذا في بيتين هجا بهما ،وفيهما تصوير لأبشع أنواع البخل وأشكاله:
٣٢٢
قالوا ل ُأمِّهِم ُ :بولي على النارِ مُ
الأضياف كلبَه ُ
ُ قوم ٌ إذا اسْ تن ْبح
�لكنّ الشعراء َ مدحوا ا�لكرماء والأجواد منهم بغير هذا ،فهؤلاء أل ِفت كلابُهم
ل
قبْر ِ بن مارِ يَة َ ا�لكري ِم المُفْضِ ِ مُ
أولاد ُ حَفنة َ حول قب ْر أبيه ُ
ل لا يَسْألون عن ال َ ّ
سوادِ المُقْب ِ ِ يُغْشَو ْن حت ّى ما نَه ُِر ّ كلابُهم
وقد يفتخر الرجل بأنه يَقْري الضيف ،وأنه بيت ُه مفتوح لكل طارق فيعمد ُ إلى
ن عصام العنزي شاعرا ً وخطيباً ،وهو الذي أشار على عبد الملك
وكان عِمرانُ ب ُ
بن مروان بخلع أخيه عبد العزيز ،والبيعة لابنه الوليد بن عبد الملك ،وله في هذا خطبة
مشهورة وقصيدة مذكورة ،وقد قتله الحجج بن يوسف الثقفي فيمن قتل ،فقال عبد
ن غام َِرهْ
وغيرِه ِ ِم م ِن َ ٌ لعبدِ العزيز ِ على قومِه ِ
ودارك مأهولة ٌ عامرهْ فبابُك ألينُ أبوابِه ْم
من الأم بابنتها الزائرهْ س بالمُعْتَفِي
وكلب ُك آن َ ُ
٣٢٣
ين أندى من الليلة ِ الماطرهْ وكف ُك حين ترى السائلـ
م�حَب ّرة ٍ سائ َِرهْ
ل ُ
بك ُ ّ ِ ك العطاء ُ ومن ّا الثنا
فمِن ْ َ
وكما هجا الشعراء البخلاء بأنهم يسكتون كلابهم ،نجد في ُأن ْس الكلاب بالناس
وا ْرعَ ْي بذاك َ أمانة وع ُهودا يا أ َمّ عم ٍر أنْ جزي الموعودا
ن ر َقودا
حت ّى تركتُ عَق ُوره َ ولقد طرقتُ كلابَ أهلك ُ
بالضّ حى
ِدات أذرعا ً وخدودا
ُتوس ٍ
م ّ ٍ
فرح بنا بالأذناب من
ِ يَضْر ِب ْن
وقد اشتُهر ذو الر َُمّة بعشق م ٍيّ وشعره فيها أكثر من عشرين سنة حتى بعد
زواجها ،وهو أبو الحارث غَي ْلانُ بن ع ُقبة من م ُضر ،وكان شاعرا ً بدو ياً ،عاش في
العصر الأموي ،وكان هواه مع الفرزدق في خصومته مع جرير .قال ذ ُو الر َُّمة ،وفي قوله
ص َّور طو ُ
ل بقائ َِه في حيّها بأن العنكبوت نس ُج بيته على رَحْلِه: شيء من الإفراط حين َ
وقال آخر:
٣٢٤
ومم ّا قد يدخل في هذا الباب أيضاً ،قول أحدهم:
ليفتخر ،قال:
وقد يأتون بالمعنى نفسِه للافتخار با�لكرم ،و�لكنهم يبدلون الصورة .فقد يفرح
الكلب بالضيف ،كما يفرح صاحبه ،لأن الكلب تعود أن قدوم ضيف يعني أن يكون
ذ َْبح َ ومن َ
ثم ّ يكثر طعامه .قال ابن هَرِمة:
٣٢٥
جاوب فقلتُ له :ق ْم بالي ِ
َفاع ف ِ ومُسْتَن ٍ
ْبح نبّهتُ كلبي لصوتِه
قاضب
ِ ق الغ ِرار َي ْن
بضربة ِ مَفْت ُو ِ فجاء خ َ
ِفيّ الشخص قد رام َه ُ الطوَى َ
نائب
ِ ل
وتلك التي ألقى بِها ك ّ ِ َ
فر ّحْ بتُ واستبشرْتُ حين رأيتُه
فحول الشعراء ومتقدميهم وفُصَحائهم ،وهو مخضرم ،أدرك الإسلام ،وارت َ ّد ثم تاب.
مجلي ّا ً في
ل رقيقاً ،وكان متصرفا ً في جميع فنون الشعر ،إلا أنه كان ُ
و�لكن إسلامه ظ ّ
الهجاء ،وبقدر ما كان لحوحا ًفي السؤال ،كان بخيلاً ،حتى إنه هجا ضيوفه ،ومن هؤلاء
ن أعْيى الأسديّ ،فقد نزل ضيفا ًعلى الحطيئة فسقاه شَرْبة ً من لبن ،فقال الحطيئة:
صخر ب َ
محالة َ فاضحي
ن أعْيى لا َ وأ َ ّ
ن اب َ ن من يبتغي الق ِرى
لما رأيتُ أ ّ
ل ال ِ
جوانح ت ُأصو َ
على ظمأ ٍ س َ ّد ْ شَددْتُ حَيازِيم َ اب ِن أعيى بشرْبَة
والعرب لا يتباهون على ضيوفهم ولا يفتخرون ،وإن ذبحوا لهم الأنعام كلها ،أما
الحطيئة ،فيفتخر بأن سقاه شربة من لبن .وابن أعيى هذا ليس من المشاهير ،ولولا هذه
الحادثة لما كان له ذكر بين الشعراء ،فردّ على الحطيئة وعيره بأنه يخنق كلب َه ،أي يُسكِت ُهُ:
٣٢٦
وقد وجدوا مسلكا ً آخر لتصوير كرم ا�لكرماء وامتداحهم ،فتحدثوا في صفة
أبواب أهل المقدرة والثروة ،إذا كانوا يقومون بحق النعمة و يحدّثون بها ،فقالوا إنك
الضغاطا إ َّ
ن الن َدى حيثُ ترى ِّ
وقال آخر:
والمُشْرَع ُ ال َس ّ ْه ُ
ل كثير الز ِّحا ْم الناس على بابه ِ
ُ يزدحم ُ
وقريبٌ من هذا راحوا يقررون أن أحدا ً لا يزور الفقير ،بينما يتزاحم الناس
وبيتَ الغني يُهدى له وي ُزاز ُ ألم ْ تر َ بيت الف ْقرِ يُهجر ُ أهله
لِ؟ ُ
وأيّ الناس زُوّار ُ المُق ِ ّ ْدا ً
ك كنتَ فر إذا ما ق َ ّ
ل مال ُ َ
٣٢٧
ل ا�لكس ُوب والغ َُّرة َ الطلُوب ،ويذ ُمّون من يقيم على الفشل،
تفضل الرج َ
والعرب ِّ
و يترك الس ْعي َ ،و يجن َحْ إلى ا�لكسَل ،حتى إن فراشَه دافِئ ٌ دائماً ،بينما ذو الهمّة العالية،
مكانَ فراشي فهو بالليل بارِد ُ فإن تأتياني في الشتاء ِ وتل ْمسَا
وقال آخر:
وقال الآخر:
من النوم ،إ ْذ م ُلقى فراشِك بارِد ُ ف ِداك َ قصير ُ اله ِ ّم يمل ُأ عَي ْن َه ُ
ورثت الخنساء أخاها صخرا ً ،فمدحته بمثل هذا ،وهي تُماضِر ُ بنتُ عمرو بن الشريد
ن ال ُ ّ
سل ِمِي َّة ،أرقى شواعر العرب ،وأحزن من بكى وندب .خطبها فارس جُش َم دريد ُ ب ُ
ُ
الصّ َّمة القُشَيْر ِيّ ،فآثرت أن تتزوج في قومها ،قتل أخواها معاو ية وصخر ،فبكتهما بكاء
حارا ً ،وكان أعظم شعرها في صخر .قال لها النابغة الذبياني في سوق عكاظ :لولا أن أبا
٣٢٨
بصير الأعشى أنشدني قبلك لقلت إنك اشعر من بالسوق .أسلمت مع أولادها الأربعة،
فاستشهدوا جميعا ً في معركة القادسية .قال عنها بشار بن برد :تلك التي غلبت الفحول.
وقال آخر:
اللقْمة الفَرْد ُ مرارا ً تُشْب ِعُه ْ أبيض بسّام ٌ ب َر ُود ٌ م َضْ جَعُه
ُ
وقد ذكرنا النار التي يوقدونها ليراها الضيف من بعيد ،والعرب يمدحون أصحاب
٣٢٩
ل ليراها الناس من بعيد .والنار إذا كان
جعلها شقراء ،ووضعها في مكان عا ٍ
حطبُها جافا ً يابساً ،كان لهبها أعلى وأش َ ّد حُمرة ً ،فإذا كثر دخانها كأن يكون الحطب
وكما قلنا ،يختار الأجواد لنيرانهم أعلى مكان ،فكلما كان موضع النار أشد ارتفاعاًَ،
كان هذا دليلا ً على أن صاحبها أجود َ وأمجد َ� ،لكثرة من يراها م ِن الب ُعد .ونتذكر بيتين
عامر .وهو مخضرم بين الجاهلية والإسلام .يُع ُ ّد في الصحابة ،ومعظم شعره قاله في
الإسلام ،لأنهكان ممن هجروا الأصنام والأوثان في الجاهلية ،وأنكر الخمر والميسر ،وكان
واستعادت الخنساء هذا المعنى ،فجعلت أخاها صخرا ً جبلا ً على رأسه نار َ� ،لكي
َ
كأن ّه عَلَم ٌ في رأسه نار ُ وإن صَ خ ْرا ً ُ
لتأتم ّ اله ُداة ُ به ِ
٣٣٠
ل على كر ِم القوم أيمانهم ا�لكريمة وأقسامهم الشر يفة ،ومن هؤلاء الشاعر
ومم ّا يد ّ
مَعْدان بن جو ّاس ،وهو شاعر مخضرم ،نزل ا�لكوفة ،وكان نصرانياً ،فأسلم في أيام
س
ولقيتُ أضيافي بوجْه ِ ع َب ُو ِ ب ّقي ْتُ و َف ْري وانحرفتُ عن العُلى
س
ل يوما ً من نِهاب نُفو ِ
لم تخ ْ َ حرب غار ة ً
ٍ إن لم َ
أشنّ على ابن
س
ض في ا�لكريهة شُو ِ
تعد ُو بب ِي ٍ سع َالى ش ُ َرّ با
خيلا ً كأمثال ال َ ّ
س
ق أو شعاع شَمو ِ
لمعانُ بر ٍ حَم ِي الحديد ُ عليهُم ُ فكأنَه
وليس من الفحول ،و�لكنه كان يقول في الشراب والغزل والفخر ،ويمدح أحلافه
بني أمية ،وهو أحد الذين كانوا يعاقرون الخمر ،وقد أقيم عليه الحد فيها ،قال يهجو بني
٣٣١
ومجلسَه ُ ْم بمعتَل ِح الظَلام وخ َزّهُم ُ الذي لم يشْت َر ُوه
ل بني هشا ِم
متينا ً من حبا ِ وإن جنف الزمان مددت حبلا ً
وليس يمنعني من تفسير كل ما يمر ّ من أشعار إلا اتكالي على معرفتك ،وهذا
الكتاب ليس نفع ُه إلا لمن روى الشعر والكلام ،وذهب مذاهب القوم ،أو شدا منه
٣٣٢
أبو عثمان عمرو بن بحر الجاحظ