Esboços Bíblicos - de Gênesis A Apocalipse - Charles H. Spurgeon PDF
Esboços Bíblicos - de Gênesis A Apocalipse - Charles H. Spurgeon PDF
Esboços Bíblicos - de Gênesis A Apocalipse - Charles H. Spurgeon PDF
,. Aprendendo com o
Princtpe ~dos PregAdores
Digitalizado Por:
Cláudio Henrique
Espero e creio_que esses esboç.os não serão d e muita utilidade a pessoas que
. deixam de pensar por si m esmas. D e tais "faladores'' não tenho a mínima
.. compaixão. Meus·esboços pretendem ser auxílio à pregação, e n ada mais [ ... ]
Em todos esses esboços, a verdade evangélica está exposta tão claramente quanto
sou capaz de expô-la. Isto prejudicará a minha obra na estima daqueles cuja
·admiração não cobiço; porém, não me causará alarme, pois o peso de sua
censura não é grande.
Sejam quais forem os tempos, não haverá dúvida alguma quanto. à posição
que o escritor destes esboços assumirá, na hora da controvérsia. Nada sei, senão
as doutrinas da graça, o ensino da Cruz, o Evangelho da Salvação; e escrevo
somente para que essas coisas sejam publicadas mais amplamente. Se aqueles
que crêem nessas verdades me honrarem, usando meus esboços, regozijar-me-
ei e confiarei que a bênção de Deus. acompanha seus discursos. Não é pequeno
o prazer de ajudar os irmãos na fé a semearem a semente viva da Palavra de
D eus, ao lado de todas as águas. ·
. Nunca foi o meu propósito ajudar homens a entregarem uma mensagem
que não seja própria deles. É mau sinal, quando os profetas furtam suas pr~fecias
uns dos outros, pois então é provável que eles- todos eles -·se tornem falsos
profetas. Mas assim · como o jovem profeta torpou emprestado um machado
de um amigo, e n ão foi censurado por isso, porquanto os golpes que ele dava
com o ·machado eram seus próprios golpes, do m esmo modo possamos refrear-
nos d e condenar aqueles que encontram um tema que lhes seja sugerido, uma
linha de pensamento lançada diante deles e, de todo coração os utilizem para
falar ao povo.
Isso não se d everia constituir em um costume deles; cada homem deve
possuir .seu próprio m achado, e que não tenha ele n ecessidade d e clamar: "Ai!
M eu senhor! Porque era emprestado". Mas há m om entos de pressão especial,
de enfermidade física ou cansaço mental, ocasião em que o homem fica contente
com a ajuda fraternal, e pode usá-la, sem nenhuma dúvida. Para tais ocasiões é
que tentei prover. .
. Que eu possa ajudar alguns de meus irmãos a pregarem de tal m an eira
que conquistem almas para Jesus! O calor humano, o testemunho .pessoal são
muito úteis n esse sentido, e, portanto, espero que, acrescentando seu pró prio
testemunho sincero às verdad es que aqui esbocei, muitos crentes possam falar,
com ê.Xito, a favor do .Senhor. Confio n1eus humildes esforços a Ele, a quetn
desej·o servir por m eio daqueles. Sen1 o Espírito Santo, nada há senão utn vale
d e ossos secos; rnas se o Espírito vier dos quatro ventos, cada linha se tornar~i
vívida de energia . .
I I
cmnigo~ acerca de minha ~Jma?'"'Caro Tiago,, replicou o irmão, "falei con1 você
por diversas vezes". "S im", foi a resposta, ((você não te1n culpa; mas você setnpre
foi tão calmo a esse respeito; gostaria que você se tivesse ajoelhado por min1, o u
m e tivesse agarrado pelo pescoço e n1e sacudisse, pois tenho sido descuidado , e
quase d escambei para o inferno''.
Quando Jacó prevaleceu com D eus , não tinha 1nais motivo algum para
temer a Esaú. Era o poder de um único indivíduo, revelado em momentos de
profunda afli ção: quão m aior poder se en contrará onde dois ou três
concordarem em oração!
I. O QUE ESSE PODER NÃO PODE SER
Não pode ser mágico. Alguns parecem imaginar que as orações ~o
encantamentos, mas isso é inútil (Mt 6 .7).
Não pode ser louvável.
Não pode ser independente. D eve ser dado pelo Senhor.
II. BONDE PROCEDE ESSE PODER
I. Provém da natureza do Senhor: Sua bondade e ternura são excitadas
pela visão de nossa tristeza e franqueza. Um soldado que estava prestes
a 1natar un1a criança, pôs de lado sua arma, quando o pequenino
gritou: ((Não 1ne mate; sou tão pequeno".
2. Proced e d a pro1nessa d e D eus. Em sua aliança, no evan gelh o e na
Palavra, o Senhor se liga con1 grilhões àqueles que sabem con1o
pleitear sua verdade e fidelidade.
3. Brota d os relaciona1nentos da graça. Utn pai, certan1ente, ou virá os
próprios filhos.
4. Surge d e atos prévios do Senhor. A escolha que ele faz de seu povo,
é u1n poder diante dele, visto que ele não tnuda seus propósitos.
III. COMO PODE SER ELE EXERCIDO
L Deve haver profundo senso de franqueza (2Co 12.1 O).
2. Deve haver fé simples na bondad e do Senhor (Jó 14. 12).
A fé pisa o mundo e o inferno;
Eb ve nce a n1orte c o desespero:
E, o que é ainda mais estranho dizer,
Ela ve nce o céu pela o r::1ção.
3. D eve haver o bediência séria à sua vo ntade (Jô 9.3 1 ).
4. () co ra ç~o inte iro d eve ser derra mado (O s 12.4).
IV QUAL USO PODE SER DADO A ESSE PODER
1. Para nós rnesmos.
· Para nosso próprio livramento de algun1a provação.
Para nosso consolo futuro, força e crescimento, quando, àsem cl har1 ~,·: 1
de Jacó, forn1os sujeitos a provas sucessivas.
2. Para outros.
As esposas e os filhos de Jacó foram preservados, e o coraç~o de
Esaú foi abrandado.
Ern outros casos, Abraão, Jó, Moisés, Samuel, Paulo, etc. lutaram
· com Deus pelo bem de outros.
Quão terrível é não poder lutar com Deus, rnas combater contra ele
con1 nossos frágeis braços!
Jacó, embora homem, um homem só, viajante, cansado, sim, en1bora
urn verní.e facilmente esmagado e pisado sob os pés, e não h01nem (Is 41.14) ,
entretanto, na oração em particular, rnostrou-se tão potente que venceu ao
Deus onipotente; ele é tão poderoso que vence o Todo-poderoso (Thomas
Brooks).
Quantas vezes tenho visto urna criança lançar os braços etn torno do
pescoço de seu pai, e conquistar por meio de beijos e importunações e lágrirnas
o que havia sido recusado. Quen1 já não se rendeu à in1porrunação, n1esnio
quando utn anirnal irracional olha para nossa face com olhos súplices, pedindo
alitnento? É Deus rnenos compassivo que nós? (Dr. Guthrie).
Esta é a chave que tem aberto, e depois fechado, o céu. Ela te1n vencido
exércitos poderosos, tem desvendado segredos tais que ultrapassam a.habilidade
do próprio diabo en1 descobrir. Ela ren1 sufocado planos desesperados no
próprio ventre onde foram concebidos, e tern feito recair sobre os próprios
inventores aqueles engenhos de crueldade, preparados contra os santos, de
sorte que estes herdaram os patíbulos que erigiram para nós outros. Ao golpe
da oração, as portas da prisão se tên1 aberto, as sepulturas têrn devolvido seus
rnortos, e o leviatã do mar, incapaz de digerir a sua presa, teve de vonlitá-la
(W Gurnall).
3. "Tenho Fartura"
"Disse EsaCr: EulcnbL) n1uitt">s bens". (Disst' JacL):)
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17
yue estavam contentes. bois irmãos de rernperamento diferente, cada qual
dizendo: ''Tenho fartura". Onde en contraremos dois irmãos con1o esses?
I. EIS UM ÍMPIO QUE TEM FARTURA
Pelo fato de Esaú ter outras falhas, não há necessidade de que esteja
descontente e ávido: o contentamento é un1a excelên cia moral, tanto
quanto uma graça espiritual. Ele tem, porén1, o seu lado mau. Tende
a desprezar as riquezas espirituais.
Poçle, pois, ser um sinal de alguém ter a sua porção nesta vida.
II. EIS UM HOMEM PIEDOSO QUE TEM FARTURA
1. É uma pena que isso não seja verdadeiro acerca de cada cristão.
Alguns parecem ansiosos pelas coisas do rnundo, embora professem
estar separados dele.
2. É prazeroso ter fartura. O contentamento sobrepuja as riquezas.
3. É agradável ter algo sobressalente para os pobres; e esse deveria ser o
objetivo do n osso labor (Ef 4.28). .,
4. O melhor de tudo é ter todas as coisas. "Tudo é vosso" (1 Co 3.22).
Uma pobre cristã que estava quebrando o jejum com um pedaço de pão
e uma xícara de água, exclamou: ''O quê! Tudo isto e Cristo também!''
Um ·pregador puritano, pedindo a bênção para um arenque e algurnas
batatas disse: ''Senhor, damos-te graças, porque rebuscaste o mar e a terra, a
fim de achar alimento para teus filhos" (Máximas para Meditação).
Não fica a abelha tão satisfeita em nutrir-se do orvalho, ou sugando o
néctar de uma flor, quanto o boi que pasta nas montanhas? [ ... ] O
descontentamento rouba a urn homem o poder de desfrutar o que possui.
Un1a gota ou duas de vinagre azedam todo urn copo de vinho.
Observe a generosidade da providên cia ern exaltar José para salvar a casa
de Israel, sim, e o mundo inteiro, de rnorrer de forne. A seguir, note a grandeza
da graça soberana en1 exaltar a Jesus para salvar o seu povo, e para ser a salvação
de D eus até os confins da terra.
José havia enchid o d e antemão os \'astos celeiros, é: nosso texto m os tra
como ele usou o que fo ra arn1azenado - "José abriu todos os celeiros" . Quanto
ma is f-oi feito por Jesus: sermos participantes da sua gra ç;1!
I. JOSÉ ABRIU OS CELEIROS POR AUTORIDADE REAL
I . Só por me io de José é que se podia aproximar do Rei (v. 55) . Assim
l : tt td>(~ t tt :t( <> tl t cn· (·nm.J csus (Jn 14.6) .
10
2. O rei ordenou que se obedecesse a José (v.55) (Jo 5.23) .
3. Em toda a terra, ninguém podia abrir un1 celeiro , exceto José
(Jo 3.35).
II. JOSÉ ERA A PESSOA CERTA PARA ABRIR OS CELEIROS
1. Ele planejou os celeiros e foi apontado com justiça, para controlá-
los. Ver os versículos 33-36 e 38 (Hb 1.1-3).
2. Ele o fez numa escala nobre (v.49).
3 . Teve sabedoria para distribuir bern. Traça-se facilmente aqui um
, paralelo, porquanto nosso Senhor é aquele Mordomo, um dentre
mil, que proveu para a fome de nossa alma (Cl1.19; Jo 1.16).
III. JOSÉ, REALMENTE, ABRIU OS CELEIROS
1. Com essa finalidade os enchera. A graça existe para ser desfrutada.
2. Ele os abriu no tempo certo (v.55-56).
3. Ele os manteve abertos, enquanto durou a fome. Nunca se fecharam,
enquanto se aproximou um solicitante faminto.
IV JOSÉ ABRIU OS CELEIROS A ·TODOS QUANTOS VINHAM
1. Muitos vinham de longe, em busca de alimento (v.57) .
2. Não se sabe de ninguém que tenha sido despedido vazio. José,
porém, apenas vendia, ao passo que Jesus dá de graça. Quer vir a ele
em busca de pão celestial?
William Bridge disse: ((Em Jesus Cristo há o suficiente para servir a todos
nós. Se dois, seis ou vinte homens estão com sede e vão beber de uma garrafa,
enquanto um está bebendo, os demais sentem inveja, porque pensam que não
haverá o bastante para eles também; m as se urna centena estiver com sede, e
todos forem ao rio, enquanto um está bebendo, os demais não sen tem inveja,
porque h á o suficiente para todos".
((Todas as bênçãos espirituais por meio das quais a Igreja é enriquecida,
estão em Cristo e são concedidas por Cristo. O apóstolo cita algumas das rnais
escolhidas en1 Efésios 1.3. Nossa eleição é detenninada por ele (v.4) . Nossa
adoção é por ele (v.5). Nossa redenção e remissão de pecados são a·mbas,
mediante ele. Todas as transações graciosas entre D eus e o seu povo realizam-
se através de C risto. Deus nos ama por n1eio de Cristo; ele ouve as nossas
o rações, mediante Cristo; ele nos perdoa rodos os pecados, po r meio de Cristo.
"Medi ante Cristo, ele nos justifica; median te Cristo, ele nos santifica;
mediante C risto, ele nos sustém; rnedianre C risto, ele nos aperfe içoa. Toda's ;ls
suas relações co nosco são por tneio de Cri~ro; tudo o que remos vem de C risrn;
wdo o que es pe ramos ter, depende dele. Ele é ;1 dohradi ç t d e ntúo so hrl' :1 q tt :d
g ira a nossa sal vação" (Ralph Ro binso n ).
l'l
5. Pequena para um Cordeiro
acada Ulll ton1ará para si Un1 cordeiro, segundo a casa dos pais, Ulll
/ (1
III. O TEMA TODO SUGERE IDÉIAS SOBRE A COMUNHÃO DOS
VIZINHOS NO EVANGELHO
1. É bom que indivíduos e famílias se desenvolvam sem egoísmo e
busquem o bem de todo um círculo amplo.
2. É uma bênção, quando o centro de nossa sociedade é o "cordeiro".
3. Inúmeras bênçãos já fluem para nós, advindas das amizades que
surgiram de nossa união em Jesus. A camaradagem da Igreja te~
sido um dos frutos nesse sentido.
Um. menino perguntou à sua mãe qual dos personagens de "O
Peregrino" ela mais apreciava. Ela respondeu: "Cristão, é claro; ele é o herói da
história toda". O menino disse: ''Eu não, mamãe, eu gosto mais de Cristiana,
pois quando Cristão saiu em sua peregrinação, partiu só, mas quando Cristiana
saiu, levou consigo os filhos" .
Um homem se dirigia ao trabalho certa manhã, quando lhe disseram que
o rio havia transbordado e estava inundando o vale, levando morte e destruição
por onde passava. Seu informante não parecia muit9 preocupado com o
problema, mas o corajoso operário desceu em
disparada para a parte mais
baixa do vale gritando: ''Se for assim, alguém tem de avisar as pessoas". Por sua
oportuna advertência, salvou a vida de muitas pessoas.
6. Oração Temporã
"Por que clatnas a mim?" (Êx 14.15).
Pode chegar a ocasião quando esta pergunta tem de ser feita, mesmo a
um homem como Moisés. Há um período quando clamar deveria ceder o
lugar à ação; quando a oração é ouvida e o Mar Vermelho se abre,. seria
vergonhosa desobediência permanecer tremendo e orando.
I. ÀS VEZES, A RESPOSTA SERÁ MUITO INSATISFATÓRIA
1. Porque fui educado para fazer assim. Alguns têm demonstrad? total
hipocrisia pela repetição de fórmulas de oração, aprendidas na
infância.
2. Faz parte de minha religião. Esses tais oram como um dervixe dança
ou un1 faquir manrén1 o braço erguido para o alto; nada sabem,
porén1, da realidade espiritual da oração (Mt 6. 7).
3. En1 tninha tnente, ax:ho 1nais fácil fazer assin1. Acha mesmo tu'do
tnais fácil? Não se pode d:1r o caso de que suas oLl )·ôvs l (lrrn :ti s
escarneçam de Deus e, assim, aun; c iii C111 sctr 1>1.:r: tdn ~ (!,. , 1. 1/, 1r1 ;
Fz 20 ..~ 1).
I I
•
II. ÀS VEZES, A RESPOSTA REVELARÁ IGNORÂNCIA
1. Quando ela impede o arrependimento imediato. Em vez de deixar o
pecado e lamentá-lo, algumas pessoas falam em orar. "Obedecer é
n1elhor do que sacrificar", e é melhor que as súplicas.
2. Quando impede a fé em Jesus. O evangelho não é "orar e ser salvo";
e sim, "crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo" (Mt 7.21; Jo 6.47).
3. Quando supomos que ela nos adapta a Jesus. Devemos ir a ele como
pec~dores, e não apresentar nossas orações como ostentação de justiça
(Lc 18. 11 , 12) .
III. ÀS VEZES, A RESPOSTA SERÁ PERFEITAMENTE CORRETA
1. Porque é meu dever. Estou em dificuldades e devo orar ou perecer.
Suspiros e clamores não são feitos para ordenar, mas são as explosões
irresistíveis do coração· (Sl42.1; Rm 8.26).
2 . Porque sei que serei ouvido, sinto, portanto, forte desejo de me
dirigir a Deus, em súplica. "Porque inclinou para mim os seus
ouvidos, invocá-lo-ei enquanto eu viver" (Sl 116.2).
3 . Porque nela me deleito; ela me traz descanso à mente e esperança ao
coração. Ela é um meio suave de comunhão com o meu Deus.
·((Quanto a mim, bom é estar junto a Deus" (Sl 73.28).
4. Onde devem estar aqueles que dependem de suas próprias orações?
Quais são aqueles que vivem sem orar?
Quais são aqueles que não podem apresentar motivos para orar,
mas repetem, supersticiosamente, palavras sem sentido?
Uma ansiosa indagadora, a quem apresentei claramente a grande ordem
do evangelho, "crê no Senhor Jesus", constantemente frustrava minhas tentativas
de afastá-la do seu ego e levá-la a Cristo. Por fim, ela gritou: "Ore por mim!
Ore por mim!" Parece que ela ficou grandemente chocada, quando afirmei:
"Não farei tal coisa. Já orei por você; mas, se você se recusa a crer na Palavra do
Senhor, não vejo nenhum motivo para que eu ore. O Senhor pede que você
creia em seu filho e, se você não crê, mas persiste em fazer de Deus mentiroso,
você perecerá, e bem o merece". Isso a fez cair em si. Ela rogou-me de novo
que lhe dissesse qual o caminho da salvação, e a recebeu calmamente, como
uma criança. Seu corpo tremia, sua face brilhava, e ela bradou: "Senhor, posso
crer; de fato, eu creio e estou salva. Agradeço-lhe o recusar-se a consolar-n1e
em tninha descrença". Depois, ela disse rnui suavemente: "Não quer orar por
n1im agora?" Cenan1ente o fiz, e juntos nos regozijamos, porque ela podia
apresentar a oração da fé.
No grande degelo de um dos rios norre-an1ericanos, havia um ho1nen1
sobre um dos blocos de gelo, que ainda não se separara da massa intacta. Ern
22
seu horror, contudo, não percebeu isso, mas ajoelhou-se e começou a orar cn 1
voz alta, para que Deus o livrasse. Os espectadores que se encontravam na
praia gritaram-lhe: "Homem, pare de orar e corra para a praia". Isso é o que cu
diria a alguns de vocês: "Não descansem na oração, mas creiam em Jesus''
(citado no Christian, 1874) .
Certa ocasião, quando Bunyan se esforçava por orar, o tentador sugeriu-
lhe "que nem a miser~córdia de Deus, nem ainda o sangue de Cristo, de modo
algum interessados nele, poderiam ajudá-lo, devido ao seu pecado. Portanto,
era inútil. orar". Entretanto, pensou ele consigo mesmo: "Vou orar". "Mas",
disse o tentador, "seu pecado é imperdoável". "Bem", disse ele, "vou orar".
"De nada adianta", disse o adversário. E ele ainda respondeu: "Vou orar". E
começou a orar assim: "Senhor, Satanás me diz que nem a tua misericórdia e
nem o sangue de Cristo são suficientes para salvar a minha alma. Senhor, devo
honrar mais a ti, crendo que queres e p9des, ou a ele, crendo que tu nem
queres e nem podes? Senhor, de bom grado te honraria, crendo que tu podes
e queres". E enquanto assim falava, "como se alguém lhe tivesse dado um
tapinha nas costas", veio-lhe à mente este texto das Escrituras: "Homem, grande
é a tua fé".
7. Quem é do Senhor?
"(Moisés) p ôs-se em pé à e ntrada do arraial e disse: Quem é do
SENHOR venha até mim. Então, se ajuntaram a ele todos os
filhos de Levi" (Êx 32.26).
24
8. Pondo a Mão sobre a Oferta
uE porá a 1não sobre a cabeça da oferta pelo pecado" (Lv 4.29).
Aqueles dentre nós que somos salvos, só descansam ali; por que não
o deveria você, e todo aquele que estiver com você?
II. SIMPLICIDADE DO SÍMBOLO
1. Não havia ritos antecedentes. A vítima estava ali, e as mãos eram
postas sobre ela: nada mais do que isso. Não acrescentamos a Cristo
nem prefácio nem apêndice; ele é o alfa e o ômega.
2. O ·ofertante vinha com todo o seu pecado. ''Assim como estou".
Era para que seu pecado fosse removido que o ofertante trazia o
sacrifício; não porque ele mestno já tivesse removido.
3. Nada havia de mérito ou preço, em sua mão.
4. Nada havia em sua mã.o. Nenhum anel de ouro para indicar riqueza;
nenhum sinete de poder; nenhuma jóia a indicar categoria. O
ofertante vinha como homem, não como letrado, rico ou honorável.
Quando Christmas Evans estava prestes a morrer, diversos ministros
estavam ao redor de seu leito. Ele lhes disse: ((Preguem Cristo ao povo, irmãos;
olhem para mim; em mim mesmo nada sou, senão ruína. Mas olhem para
mim em Cristo; sou céu e salvação".
Não é a quantidade de sua fé que o salvará. Uma gota de água é tão
verdadeira água como o oceano inteiro. Assim, uma pequena fé é fé verdadeira,
tanto quanto a maior. Um menino de oito dias é tão realmente homem como
um homem de sessenta anos; uma fagulha de fogo é fogo tão verdadeiro quanto
uma grande chama; um homem enfermo está tão verdadeiramente vivo quanto
um homem saudável. De modo que não é a medida de sua fé que o salva- é o
sangue de que se apossa que o salva.
Da mesma forma que a frágil mão de uma criança, que leva a colher à
boca, a alimentará, assim também o braço forte de um homem; pois não é a
mão que o alimenta - ainda que ela ponha a carne em sua boca, é a carne
levada a seu estômago que o nutre. Se puder apegar-se a Cristo, ainda que
fracamente, ele não o deixará perecer[ ... ] As rnais fracas mãos podem receber
un1a dádiva, tanto quanto as mais fortes. Ora, Cristo é a dádiva e a fé fraca
pode sust ê-lo tanto quanto a fé vigorosa, e C risto é tão verdadeiramente seu
quando tem débil fé, quanto é seu, quando alcançou aquele júbilo triunfante
pela força da fé (Welsh).
2(i
9. Contra o Queixume ·
uQueixou-se o povo de sua sorte aos ouvidos do SENHOR; ouvindo-o o
SENHOR, acendeu-se-lhe a ira, e fogo do SENH.OR ardeu entre eles t:
consumiu extremidades do arraial"(Nn1 11.1).
I 'I
•
20
1O. O Desespero do Homem é a Oportunidade de Deus
"Porque o SENHOR fará justiça ao seu povo e se co1npadecerá dos
seus servos, quando vir que o seu poder se f oi, e já não b.á nem
escravo nen1livre" (Dt 32.36).
"'
•
~ I
Se o homem tentasse segurar uma escada com as próprias mãos, ao
mesmo tempo que fosse subindo até o topo da escada, teria menor
dificuldade nisso do que em fazer que a sua natureza má atingisse a
santidade.
2. Ela desencoraja a seguir um curso prejudicial.
O farisaísmo é un1a atitude tnoral; é uma orgulhosa rejeição da
misericórdia oferecida, é uma rebelião contra a graça. A
autoconfiança de qualquer tipo é inimiga do salvador.
3. Desestimula a confiança nas cerimônias ou em qualquer outra
religiosidade exterior, assegurando aos homens que tais coisas são
mais do que insuficientes.
4. É·um desencorajamento a qualquer outro meio de auto-salvação e,
desse modo, tira dos homens a fé no Senhor Jesus. Nada melhor
poderia suceder-lhes (Gl 2.22,23).
III. NECESSIDADES DAS QUAIS ESSA VERDADE NOS LEMBRA
Homens não-regenerados, antes que possam servir a Deus, têm
necessidade do seguinte:
Uma nova natureza, que só o Espírito Santo pode criar em vocês.
Reconciliação. Como pode um inimigo servir a seu rei?
Aceitação. Até que sejam aceitos, seu serviço não pode agradar a
Deus.
Ajuda contínua. Devem ter essa ajuda para se manterem no caminho,
uma vez que já estão nele (15m 2.9; Jd 24,25).
Nenhuma vespa pode fabricar mel; antes de fazê-lo, é necessário que se
transforme em abelha. Uma porca não se assentará para lavar a cara, como um
gato o faz diante do fogo; nem a pessoa debochada se deleitará na santidade.
Nenhum diabo pode louvar 0-Senhor como os anjos o fazem, e nenhum homem
não-regenerado pode prestar culto aceitável como os anjos (George Bush, em
Notas sobre }osue}.
A existência do pecado em nós amarra-nos a certas conseqüências, das
quais não temos condições de fugir, assim como um idiota não tem capacidade
de alterar seu aspecto de idiotia; ou cotno a mão paralisada nao tem poder de
libertar-se de sua paralisia (B. W Newton).
((O homem não pode ser salvo por obediência perfeita, pois não pode
realizá-la; não pode ser salvo por obediência imperfeita, pois Deus não a aceitará"
(um evangelista i~glês).
12
"Corre, corre e trabalha, a lei ordena,
Mas não me dá nem pés nem mãos;
Contudo, sons mais suaves traz o evangelho,
Ele me pede para voar e me dá asas".
As árvores estavam sob o governo de Deus, e não queriam rei; mas nesta
fábula, elas "se foram", e desse modo renunciaram a seu verdadeiro lugar. Então
procuraram ser iguais aos homens, esquecidas de que Deus não as fizera, a fim
de se conformarem a uma raça decaída. Revoltando-se, elas se esforçaram por
aliciar as melhores, que haviam permane~ido fiéis.
I. AS PROMOÇÕES APARENTES NÃO DEVEM ATRAIR-NOS
A pergunta a ser feita é: Deixaria eu?.
A ênfase deve recair sobre o pronome eu. Deixaria eu? Se Deus me
deu dons peculiares ou graça especial, é para que eu passe a brincar
com esses dons? Deveria eu abrir mão deles, a fim de obter honra
para mim mesmo? (Ne 6.11). Uma posição mais elevada pode parecer
desejável, mas seria certo obtê-la a tal custo? (]r 45.5).
Posso esperar a bênção de Deus sobre trabalho tão estranho? Formule
a pergunta no caso de riqueza, honra, poder, que são postos diante
de nós. Deveríamos agarrar-nos a eles, com risco de viver menos em
paz, de sermos menos santos, menos dados à oração, menos úteis? ·
II. NÃO SE DEVE BRINCAR COM AS VANTAGENS REAIS
A maior vantagem da vida é ser útil, tanto para Deus como piu a os
homens. 'c Por mim elas honram a Deus e ao homem". Devemos
prezar esse alto privilégio de todo o coração.
Também podemos opor-nos às tentações, refletindo que a perspectiva
é surpreendente. "Deixaria eu o meu óleo?" Para uma oliveira fazer
isso seria desnatural: para um crente deixar a vida santa seria pior
(Jó 6.68).
O retrospecto seria terrível - "deixar o n1eu óleo". O que deve
significar deixar a graça, a verdade, a santidade de Cristo? Len1bre-·
se de Judas.
Tudo terminaria em d esapontamento, pois nada poderia c01npens:.u
a perda do Senhor. Tudo o n1ais é tnorre (]r 17. 1 .~ ).
•
Esta é uma heróica e franca confissão de fé e foi feita por uma mulher
jovem, pobre, viúva e estrangeira.
I. A AFEIÇÃO PELO PIEDOSO DEVE INSPIRAR-NOS À PIEDADE
Muitas forças se combinam para efetivar isso:
1. Há a influência do companheirismo: devemos ser afetados por
~ pessoas piedosas, mais do que por pessoas más, desde que nos
submetemos à sua influência.
2. Há a influência da admiração. Imitação é o mais sincero louvor;
seguimos aquilo que nos favorece. Portanto, imitemos os santos.
3. Há a influência do temor de separação. Seria horrível estarmos
eternamente separados dos entes queridos que buscam nossa salvação;
é doloroso, inclusive, ter de deixá-los participando da n1esa do
enhor, e nós, não.
li. AS RESOLUÇÕES PIEDOSAS SÃO PROVADAS
I . Por implicar pagar o preço. Vocês mesmos terão de separar-se de
sc11s amigos, como o fez Rute. Terão de partilhar a sorte do povo de
I k us, c )111 0 Rute partilhou com Noe1ni (Hb 11.24 ,26) .
2. Pelos deveres implícitos da religião. Rute deveria trabalhar nos
campos. Algumas pessoas orgulhosas não se sujeitaram às norn1as
da casa de Cristo, nem aos regulamentos da vida diária dos crentes.
3. Pela aparente frieza dos crentes. Noemi não a persuadiu a ficar com
ela, mas ao contrário. Ela era mulher prudente e não queria que
Rute viesse com ela por persuasão, mas por convicção.
III. TAL PIEDAPE DEVE ESTAR PRESENTE, PRINCIPALMENTE NA
ESCOLHA DE DEUS
1,. Essa é a possessão distintiva do crente. "Teu Deus é o meu Deus".
2. Seu grande artigo de fé. "Creio em Deus".
3. Sua confiança e constância (ver Rt 2.12). "Este é Deus, o nosso
Deus p ara todo o sempre: ele será nosso guia até à morte"
(15m 48.14).
IV. MAS A PIEDADE DEVE IMPLICARA ESCOLHA DE SEU POVO
Um parente próximo está entre eles. O verdadeiro Boaz está disposto
a levar-nos para si próprio, e redimir a nossa herança.
Façamos uma escolha deliberadà, humilde, firme, alegre, imediata
a favor de Deus e de seus santos~ aceitando a hospedagem deles
neste mundo e indo aonde quer que eles vão.
O ex-escravo convertido manifestou expressão feliz à sua d ecidida adesão
a Cristo, quando disse: "Já passei o ponto donde não .se pode vo.ltar mais. Vou
direto para o meu lar no céu. E se você não me encontrar no primeiro dos doze
portões lá em cima, dá uma olhada no seguinte, pois cu ré r~ ho de cst~1r lá". Ah!
Quem nos dera ter milhares assim, em nossas congr ·g:I\'Õt·s; pois po r falta de
fé, eles nunca poderão chegar ao ponto de ond e n:io sv volt :1 111 ~1is.
o poder do caráter cristão, que .se irradi:l 11:1r:, ·c, 110 aspecto e nas palavras
de um crente, está ilustrado d e •nodo b~..·lfss irllo no seguinte incidente: Um
afegão, em certa ocasião, passou 111n:1 ltdr:t cr11 ·01upanhia do Dr. William
Marsh, da Inglaterra. Q u:111do o1r vi 11 q11 c o I r. Marsh falecera, disse: ((Sua
religião agora scd :1 minlt :t rclir,i:1o; snr l cus será o n1eu Deus; pois devo ir
para onde d · foi , c ver d e 11< >vo :1 s11:1 f:lCc".
Sei ( jiH' scw.; p:11tos de .s:1 ·o c c i11zas são rnelhores do que as risadas do tolo
(Rirtll('rl (> nl ).
Sv <> l>n vn d e I ) cus não se envergonhar de nós, não precisaren1os,
vn vngo11 k1r -r1os deles . E u não gostaria de ir a un1a reunião pública, disfarçado
d · hdr:in ; pref-Iro minhas próprias roupas, e não posso entender como há crentes
q11 c podem conduzir-se corn vesrimentas tnundanas.
•
Ven1os en1 D avi utn tipo do Senhor Jesus, em seus conflitos e vitórias, e,
cotno en1 milhares de coisas, assim também no despojo. A ele, como guerreiro
contra o mal, pertencem os despojos de guerra.
I. TODO O BEM QUE USUFRUÍMOS VEM POR MEIO DE JESUS
T:udo o que tínhamos sob a lei, o despojador tomou.
Por nosso grande chefe nos fez participar dos despojos.
1. Foi por causa de Davi que Deus concedeu êxito às hostes de Israel.
2. Foi sob a liderança de Davi que ganharam a batalha.
Assim se dá também com Jesus, o capitão de nossa salvação
(Hb 1.10).
Dentro de nós, ele operou grande livramento. Venceu o valente,
tomou dele a sua armadura, e dividiu seus despojos (Lc 11.22). Ele
pode dizer juntamente com Jó: "Dos seus dentes lhe fazia eu cair a
vítimà' (Jó 29.17).
Nossa herança eterna se perdera; ele a redimiu (Ef 1.14).
A presa foi tomada ao poderoso. "Davi recuperou tudo,.
II. AQUILO QUE ESTÁ ALÉM DO QUE PERDEMOS, DEVIDO AO
PECADO, NOS VEM MEDIANTEJESUS (V.20)
Tal como Jesus nos fez mais seguros do que éramos, antes da queda,
assim ele nos tornou mais ricos também.
1. A posição exaltada do homem que tem um relacionamento vital
com Deus. Isso não nos pertencia, a princípio, mas o Senhor Jesus
a adquiriu para nós. Eleição, filiação, herança, vida espiritual, união
com Cristo, fidelidade a Jesus, comunhão com Deus e a glória futura
da festa das bodas- tudo isso são despojos de escolha.
2. O fato de que somos criaturas remidas, pelas quais o criador sofreu,
é uma honra que a ninguém pertence senão aos homens, e somente
mediante Jesus Cristo (Hb 2.16).
3. Nossa ressurreição, jóia que não se acha na coroa dos serafins, vem
por nosso Senhor ressurreto (2Co 4.14).
4 . Nossa manifestação da plena glória do Senhor. Nossa experiência
declarará a todos os seres inteligentes o que há de mais selecionado
em sabedoria, amor, poder e fidelidade de D eus (Ef 3. 1O).
III. AQUILO QUE DE BOA VONTADE DAMOS A JESUS, PODE SER
CHAMADO DE SEUS DESPOJOS
1. Nossos corações perrence1n só a ele, para sempre. D aí, tudo o que
temos e somos, pertence a ele. ''Este é o desp~jo de Davi"- o an1or c
a gratidão de nossas vidas (lJo 4.19).
2. Nossas dádivas especiais. Nossos dízimos e coisas consagradas são
para ele. Demos abundantemente (Ml 3.1 O). Abraão deu a
Melquisedeque o dízimo dos despojos (Gn 14.20).
3. Entregue-se a Jesus agora, e encontrará nele a sua segurança, o seu
céu. Que diz você? É o despojo de Davi?
Em caso contrário, Satanás e o pecado o despojam todos os dias.
(I) O pecado não assume a culpa que a graça não possa remover. (2) O
pecado não deforma a beleza que a graça não possa renovar. (3) O pecado não
perde bem-aventurança que a graça não possa restaurar (Esboço de sermão sobre
Rm 5.20 de Charles Vince).
Todos nos lembramos do poema "O Homem de Ross". Tudo de bom
que havia no lugar, veio dele. Pergunte-se quem fez isto ou aquilo.
«Foi o homem de Ross, responde cada bebê que balbucia".
Assim também, à medida em que examinamos cada bênção de nosso feliz
estado, e perguntamos de onde ela veio, a .única respos_ta é: "É o despojo de
Jesus. A mão crucificada conquistou-a para nós".
Quantas vezes Deus faz para seus servos o que eles d~sejam fazer para ele!
Davi queria edificar casa para o Senhor, e o Senhor edificou-lhe casa.
I. COMO ELE CONSEGUIU SUA ORAÇÃO?·ELE "SE ANIMOU .PARA
FAZER ESTA ORAÇÃO".
Ele se animou para orar, o que é sinal de que buscava a oração.
Aqueles que oram ao acaso nunca serão aceitos; devemos buscar
cuidadosamente as nossas orações (Jó 13.4).
Ele sentiu o ânimo em seu coração- não em um livro, nem em sua
n1emória, nem em sua cabeça, nem em sua imaginação, nem mesmo
etn sua língua (Sl 84.2).
Isso prova que ele tinha coração, sabia onde o mesmo se achava,
podia olhar para ele, e muitas vezes o buscou (Sl 77.6). '
Deve ter sido u1n coração vivo, pois, do contrário, não haveria nele
u1na oração viva.
.39
'
Deve ter sido um coração crente, pois, do contrário, não se teria ani-
mado a ''fazer esta oração".
Deve ter sido um coração sério, e não frívolo, esquecidiço, frio,
indiferente, pois, do contrário, teria achado ali mil vaidades, e não
se animaria a orar. Pergunta: Será que seu coração se animaria a orar
nestes nossos dias? (Os 7.11).
II. COMO ESTA ORAÇÃO VEIO A ESTAR EM SEU CORAÇÃO?
1. O próprio Espírito do Senhor instruiu-o a orar. Dando-lhe um
senso de necessidade. As grandes bênçãos nos mostram nossa
necessidade, como no caso de Davi.
2. O Senhor inclinou-o a orar.
Tem-se dito que uma promessa absoluta tornaria a oração
desnecessária; ao pass·o que a primeira influência de tal promessa é
sugerir a oração. O Senhor inclinou o coração de Davi:
Aquecendo-lhe o coração. A oração não prospera num poço de gelo.
III.COMO PODE ENCONTRAR ORAÇÃO EM SEU CORAÇÃO?
Olhe para seu coração, e faça busca diligente.
Pense em sua própria necessidade, e isso sugerirá as petições.
· Pense em seus deméritos, e clamará humildemente ao Senhor.
Pense nas promessas, nos preceitos e nas doutrinas da verdade, e
cada uma dessas coisas o obrigará a se ajoelhar.
Tenha Cristo em seu coração, e a oração se seguirá (At 9 .11).
Viva perto de Deus, e falará com ele com freqüência.
Encontra orações e outras coisas santas em seu coração? Ou está ele
cheio de vaidade, mundanismo, ambição e impiedade?
Lembre-se de que é aquilo que for seu coração (Pv 23.7).
"Passo grande parte de meu tempo", disse M'Cheyne, "afinando meu
coraçao -
- para a oraçao. ))
Joabe tinha muito pouco de religião; entretanto, fugiu para o altar, ao ser
perseguido pela espada.
Muitos recorrem ao uso da religião exterior, quando a morte os ameaça.
Então vão mais longe do que as Escrituras prescrevem; não somente vão ao .
tabernáculo do Senhor, mas têm necessidade de apegar-se ao altar.
I. RECORRER EXTERNAMENTE A ORDENANÇAS NÃO LEVA À
SALVAÇÃO
Se um homem depender de ritos externos, morrerá ali.
Os sacramentos, na saúde ou na enfermidade, não servem de ·m eio
de salvação. Destinam-se apenas aos que já estão salvos, e serão
prejudiciais aos demais (I Co 11.29).
Ministros. Esses são encarados por alguns moribundos co m toda
reverência. Na hora da morte recorren1 às suas or:1ções, :\ bc:ir:t d<>
leito. Atribui-se in1porrância aos sermões e ceri môni:1s ft'tll l'hr, ·~ . ( )1J t' .
superstição!
Sentimentos. Pavor, ·dclcite, deva ncio, d cS('SIH'I'P ; 1'. 1< l.1 11111 dt•ln.
po r Sll;1 VC'í'., I"C111 l)l ('J'('~· id o ('O IIfl :lfl \. 1 1 <IIII l l,l /il ' 11 ,1 110•j lll!llll I , IIII
II
"
são todos fúteis. Que coisa horrível é perecer, tendo a mão posta
sobre o altar de Deus!
II. RECORRER ESPIRITUALMENTE AO VERDADEIRO ALTAR LEVA
À SALVAÇÃO
Usaremos o caso de Joabe como ilustração.
I. Seu ato: ele ''pegou das pontas do altar".
Fazemos isso espiritualmente, fugindo da espada da justiça para a
pessoa de ]esus.
E apegando-nos à sua grande obra expiatória, unindo-nos, desse
modo, pela fé, à sua propiciação.
2. A exigência feroz de seu adversário. "E disse a Joabe: sai daí"!
Essa é a exigência dos fariseus incrédulos, que ensinam salvação por
meio das obras hum.anas.
Acusando a consciência dentro do homem.
Satanás, citando falsamente as Escrituras Sagradas.
3. A desesperada resolução de Joabe. "Não, morrerei aqui".
Essa é uma resolução sábia, porquanto nós:
Devemos perecer em alguma parte.
Não podemos tornar nosso caso pior, se nos apegarmos a Cristo.
Não temos mais aonde apegar-nos. Nenhuma outra justiça ou
sacrifício.
Não podemos ser arrastados para longe, se nos apegarmos a Jesus.
Recebemos esperança do fato de que ninguém pereceu aqui.
4. A segurança garantida. "Quem crê no filho tem a vida eterna''
(]o 3.36). Se perecesse confiando em Jesus, sua ruína seria:
Derrotar a Deus.
Desonrar a Cristo.
Desanimar os pecadores de virem a Jesus.
Desencorajar os santos, levando-os a duvidar de todas as promessas.
Angustiar os glorificados, que se regozijaram com os penitentes,
mas que agora veriam que estavam equivocados.
Venha, pois, imediatamente, ao Senhor Jesus, e aposse-se da vida
eterna. Pode vir; ele o convida.
Deve vir; ele lhe ordena.
Deve vir agora; pois agora é o ten1po aceitável.
Quando un1 hornem vai sedento ao poço, sua sede não é n1itigada só pelo
fato de ter ido lá. Ao contrário, ele au1nenta a cada passo que ele can1inha. É
por aquilo que extrai do poço que sua sede é satisfeita. Por igual modo, não é
pelo 1nero exercício corporal de atender às ordenanças que encontrará paz,
42
mas por sentir o gosto de Jesus nas ordenanças, cuja carne. é, na verdade, con 1ida,
e seu sangue, na verdade, bebida (M'Cheyne).
Um piloto gosta de ter o leme em suas mãos; um médico deleita-se cm
que lhe confiem casos difíceis; um advogado fica contente ao incumbir-se de
uma causa; do mesmo modo, Jesus sente-se feliz por ser utilizado. Jesus anseiJ
por abençoar, pelo que diz a todo pecador, como disse à mulher, junto ao
poço: "Dá-me de beber". Considere você que pode refrigerar a seu redentor!
Pobre pecador, apres'se-se a fazê-lo.
Geralmente não é uma atitude sábia revelar tudo o que está em nosso
coração. Sansão atingiu o clímax da insensatez, quando. fez assim com Dalila.
Todavia, se pudéssemos encontrar-nos com um Salomão que pudesse resolver
todas as nossas dificuldades, poderíamos fazê-lo com sabedoria.
Temos em Jesus alguém maior que Salomão, o qual é a sabedoria
encarnada. O prejuízo está em que com ele ficamos calados demais, e com
nossos amigos mundanos somos comunicativos demais. Esse mal deve ser .
corrigido.
I. DEVEMOS COMUNICAR A ELE TUDO QUANTO ESTÁ EM
NOSSO CORAÇÃO.
1. Negligenciar o trato com Jesus é muito indelicado; pois ele nos ·
convida a falar com ele. Deveria ser o nosso noivo celestial privado
da comunhão de nossas almas?
2. Ocultar qualquer coisa de um amigo tão verdadeiro denuncia o
triste fato de que há algo errado, que precisa ser ocultado.
3. O não comunicar-nos com Jesus se agrava grandemente, por nossa
costumeira ansiedade de contar nossos problemas a outros. Faremos
do homem um confidente, e ocultaremos o assunto ao nosso Deus?
II. NÃO PRECISAMOS DEIXAR DE COMUNICAR, POR FALTA DE
ASSUNTO I
46
ti; o teu Deus te honrou mais do que a teus pais, e deves viver para honr:í-lo
(Bispo Hall).
Elias "levantou-se, e, para salvar sua vida, se foi". Melhor, porém, seria
que ele permanecesse fiel à sua tarefa de profeta e respondesse como Crisóstomo
respondeu quando a imperatriz Eudóxia o ameaçou. "Ide dizer a ela", declarou
ele, "que nada ten1o senão o pecado''. Ou como Basílio respondeu, quando
Valente, o imperado~ ariano, mandou avisá-lo de que ele (Valente) seria a
morte de Basílio: "Gostaria que ele fosse", disse este; "apenas ir-me-ei mais
cedo para. o céu".
Lutero teve seus acessos de medo, embora comumente ele dissesse: "Não
me preocupo nem com o favor nem com a fúria do Papà'. Gregório não
duvidava em dizer que pelo fato de Elias ter começado a deliciar-se com altos
conceitos de si próprio, pelos grandes feitos que realizara, Deus permitiu que
ele ficasse sujeito ao temor, e a desesperar-se, para sua humilhação. Vemos fato
semelhante em Pedro, assustado por uma simples moça; para mostrar-nos quão
fracos somos, como a própria água, quando deixados, p~)f um pouco, a nosso
bel-prazer (John Trapp).
Quem disse a Elias que "bastavà'? Deus não foi; ele sabia o que bastava
para Elias passar a sofrer. Ainda não era o bastante. Deus tinha mais para
ensinar-lhe, e tinha mais trabalho para ele fazer. Se o Senhor o tivesse pegado
pela palavra, e também tivesse dito "basta", a história de Elias não teria sua
glória coroadora (Kitto) .
I. Causa do desalento de Elias. (I) Diminuição da força .física. (2) Segunda
causa- carência de simpatia. "Eu fiquei só". Acentue-se a palavra só. A solidão
de sua posição lhe era chocante. (3) Carência de ocupação. Enquanto Elias
teve o trabalho de profeta para realizar, difícil como era esse trabalho, tudo ~a
muito bem; mas sua ocupação terminou~ Amanhã, e depois de amanhã·, que
lhe restou na terra para fazer? A miséria de nada ter para realizar procede de
causas voluntárias ou involuntárias em sua natureza. (4) Quarta causa -
desapontamento em suas expectativas de êxito. No Carmelo, o grande objetivo
pelo qual Elias vivera parecia a ponto de realizar-se. Os profetas de Baal foram
mortos- Jeová foi reconhecido a uma só voz; a falsa adoração foi derrubada.
O objetivo da vida de Elias- a transformação de Israel num reino de Deus-
quase foi realizado. Em um só dia todo esse quadro brilhante foi aniquilado.
II. Tratamento dado por Deus ao desalento. (1) Prirneiro, Deus reuniu as
forças exaustas de seu servo. Leia-se a história. Refeições miraculosas fora m
servidas- então Elias dorme, acorda e come; e, con1 a força daquela cornida .
Elias can1inha jornada de quarenta dias. (2) A seguir, Jeová acaln1ou-lhc a
mente cheia de tormentos pelas influências curadoras da natureza. Ordenou
que o furacão varresse o céu, e que o terremoto abalasse o solo. Acendeu os
céus, até que se tornassem uma massa de fogo. Tudo isso expressava e refletia
os sentimentos de Elias.
O modo pelo qual a natureza nos acalma é encontrando expressões mais
adequadas e mais nobres para nossos sentimentos do que podemos achar nas
palavras - expressando-as e exaltando-as. Na expressão, há alívio. (3) Além
disso, Deus fê-lo sentir a seriedade da vida. Que fozes aqui, Elias? A vida é
ação. A vida de um profeta é para ação mais nobre- e o profeta não estava
atuando, mas lamentando-se. Tal voz se repete a todos nós, despertando-nos
de nossa letargia; ou de nosso desalento, ou de nosso lazer demorado: "Que
fazes aqui?" aqui nesta curta vida? (4) Deus completou a cura pela certeza da
vitória: "Também conservei e.m Israel sete mil: todos os joelhos que não s~
dobraram a Baal". Assim, pois, a vida de Elias não foi um fracasso, afinal de
contas (F. W Robertson).
O grande objetivo a ser desejado é Deus, Jeová, o Deus de Elias. Com ele,
todas as coisas florescem. Sua ausência é nosso declínio e morte.
Aqueles que entram em qualquer trabalho santo, deveriam buscar o Deus
que esteve com seus predecessores. Se o Deus de Elias é misericórdia, também
é o Deus de Eliseu. Ele mesmo est'ará conosco, pois "este é Deus, o nosso Deus
Para todo o sempre: ele será nosso guia até à morte" (SI 48.14).
De igual modo, não necessitamos das antiguidades do passado, nem das
novidades do presente, nem das maravilhas do futuro; só queremos o D eus
lriúno, Pai, Filho e Espírito Santo, e então veremos entre nós maravilhas
semelhantes àquelas dos tempos de Elias. "Onde está o Senhor, Deus de Elias?"
O velho manto, usado com confiança no mesmo Deus, dividiu as águas para
as duas bandas. O poder continua onde costumava estar.
I. A PERGUNTA TRANSFORMADA EM ORAÇÃO
Hoje, nossa única necessidade é do Deus de Elias.
1. O Deus que o manteve fiel, deve fazer-nos pennanecer firn1es, caso
fiquemos sozinhos na verdade (1 Co 1.8).
2. O D eus que ressuscitou o morto por meio dele, deve levar-nos a
l Tgtt<T os homens de sua morte no pecado (lRs 17.22).
3. O Deus que lhe deu alimento para uma longa jornada, deve preparar-
nos para a peregrinação da vida, e preservar-nos até o fim ( 1Rs 19 .H).
4. O Deus que dividiu o Jordão para o profeta, não nos falhará, quando
o estivermos cruzando para a nossa Canaã (2Rs 2.8).
II. A PERGUNTA RESPONDIDA. O SENHOR, DEUS DE ELIAS, NÃO
ESTÁ MORTO, NEM DORMINDO, NEM DE VIAGEM.
I. Ele contin~a no céu, observando atentamente os que ele reservou.
Eles podem estar ocultos nas cavernas, mas o Senhor sabe que são
seus.
2. Ele ainda é movido pela oração, a abençoar uma terra sedenta.
3. Ele ainda é capaz de manter-nos fiéis, no meio de uma geração
infiel, de sorte que não nos ajoelharemos diante de Baal.
4. Ele vem em vingança. Não ouve as rodas de seu carro? Ele levará o
seu povo.
Como é bom ter aquela presença, de modo a ser amparado com sua
força!
Como é maravilhoso viver de modo a nunca m·ais fazer essa pergunta!
((Deus da rainha Clotilde", gritou o infiel Clóvis I da França, quando em
dificuldade, no campo de batalha; "Deus da rainha Clotilde! concede-me a
vitória!" Por que ele não invocou seu próprio deus? Saunderson, que era grande
admirador dos talentos de Sir Isaac Newton, mas dava pouca importância à
religião deste, quando estava em bom estado de saúde, não obstante foi ouvido
a dizer, em tom lúgubre, no leito da morte: <<Deus de Sir ~saac Newton, tem
misericórdia de mim!" Por que essa troca de deuses na hora da morte? (Discursos
aos Moços pelo Rev. Daniel Baker).
O Deus de Elias deu-lhe a experiência do doce fruto da dependência do
Senhor, e de uma pequena contribuição, com sua bênção (lRs 17.10).·Mas,
onde está hoje o Deus de Elias, quando o que temos parece estar cheio de
vento, que na verdade para nada serve? Nossa mesa tem abundância, mas nossas
almas morrem de fome; nossa bondade, às vezes, parece uma nuvem matutina,
que escurece a face dos céus, e promete chuva pesada, mas imediatamente se
revela como uma pequena nuvem, como a mão de um homem, que está pronta
para nada; sim, esta geração está cega pelos meios que tendem a iluminar
naturalmente. Ah! << Onde está o Senhor, o Deus de Elias?"
O Deus de Elias deu-lhe a experiência de uma ousadia gracios:1 par~t
enfrentar a n1ais ousada perversidade da geração em que ele viveu, cm ho r:t <.: l:t
fosse uma das piores. Isso se evidenciou, sobrctu lo, cnt .'i ·u v rwo rrrro \'0 111
Acabe (I Rs 18.1). Mas, o nde csr:'Í :tgor:t o I c I I.'i ( k I·:I i : t.~;, nr q 11 .111 11 1.1•, 111 H1(11 cl.rd c··,
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'
de nosso tempo encontram uma resistência tão tímida, enquanto se necessita
tanto de uma expressão heróica pela causa de Deus, de uma língua que fale por
Ele, e de um coração para agir? O s perversos do mundo, embora tenham em
mãos uma causa má, buscam-na ousadamente; mas o povo de Deus envergonha-
se de sua causa honesta, devido à sua covardia, e sente-se desanimado por
aparecer nela. Se Deus nos desse um outro espírito, mais próprio para tal tempo,
trairíamos nossa confiança e traríamos sobre nós a maldição da geração que
nos sucedesse.
O Deus de Elias deu-lhe a experiência de estar capacitado a ir longe com
a força de uma refeição (lRs 19.8). Mas onde estão agora tais experiências,
enquanto há tão pouca força nas refeições espirituais, para as quais agora nos
assentamos? Este é um tempo quando há muita necessidade de tal experiência;
parece que o Senhor está dizendo a seu povo: "Levanta-te e come, pois a jornada
é longa''; e quem sabe que jornada difícil alguns terão de fazer, antes que
obtenham outra refeição? Quem nos dera mais poder nutritivo na doutrina
pregada entre nós!
O Deus de Elias deu-lhe a experiência de o Senhor remover as dificuldades
de seu caminho, quando ele mesmo nada podia fazer sobre elas: o Jordão
dividido. Assim Pedro teve livremente aberto o portão de ferro; pois quando o
Senhor toma em suas mãos a obra, embora nos pareça sem esperança, terá
bom êxito com ele (Thomas Boston).
21 . Olhos Abertos
"Orou Eliseu e disse: SENHOR, peço-te que lhe abras os olhos para que
veja. O SENHOR abriu os olhos do 1noço, e ele viu que o n1onte estava
cheio de cavalos e carros de f ogo, em redor de Eliseu" (2Rs 6.1 7).
50
II. SÓ DEUS PODE ABRIR OS OLHOS DO HOMEM
Podemos guiar os cegos, mas não podemos fazê-los v ·r; p()d< 'llt tl',
colocar a verdade diante deles, mas não podemos abrir-lhes ns (l lltP:.:
esse trabalho pertence exclusivamente a Deus.
1
Alguns usam olhos artificiais, outros experitne n tan 1 <>( td n ,•, I
As cojsas certas devem ser feitas de modo certo, ou falharão. Neste caso, a
falha foi triste e marcante, pois Uzá morreu, e a arca foi conduzida para a casa
de Obede-Edom.
I. A FALHA. PRIMEIRO TEXTO (ICR 13.8).
Ali estavam as multidões. As multidões não asseguram a bênção.
Houve cântico pomposo, com _harpas, trombetas, etc., mas tudo
terminou em lamentação. Cerimonial suntuoso não é garantia de
graça.
Havia energia: "Alegravam-se perante Deus com todo o seu
))
empenho.
Não era adoração maçante e sonífera, mas um culto brilhante, cheio
de vida; no entanto, tudo fracassou.
Não houve sacrifício. Isso foi uma falha fatal; como podemos servir
ao Senhor, sem sacrifício?
II. O TEMOR. SEGUNDO TEXTO (1CR 13.12).
A terrível morte de Uzá causou grande temor. Do mesmo modo o
Senhor matou Nadabe e Abiú, por oferecerem fogo estranho; e os
homens de Bete-Semes por olharem para dentro da arca.
Seu próprio senso de indignidade, para um trabalho tão santo, fê-lo
clamar: "Como trarei a mim a a.rca de Deus?"
Alguns fazem da santidade de Deus e da severidade de sua lei, uma
desculpa para perversa negligência.
Outros sentem-se esmagados de temor santo; e, por isso, fazem
pequena pausa, até que estejam mais bem preparados para o serviço
santo.
III. A ALEGRIA. TERCEIRO TEXTO (ICR 15.25).
1. Deus abençoou a Obede-Edon1. D esse rnodo poden1 as aln1as
humildes habitar com Deus e não rnorrer.
2. Davi fez os preparativos e exercitou seu pensamento.
3. Adequou-se à mente do Senhor (v.l5) .
4. Os sacerdotes ocupavarn seus lugares. Hornens e rnétodos devem
ambos ser governados por Deus (v.I4).
I\
5. Ofereceram-se sacrifícios (v.26). O grande e perfeito sacrifício deve
estar sempre na frente.
O cumprimento de um dever de modo errado altera sua natureza e o torna
l''''
pecado. Conclui-se que a "lâmpada dos perversos é pecado'' (Pv 21.4) e que
a oração dos perversos é considerada como uivo nas suas camas (Os 7. 14).
Tomar a comunhão indignamente não é contada co1no comer a Ceia do Senhor
(1 Cr 11.20). Se uma casa for construída somente de madeira resistente e boas
pedras, mas não for bem alicerçada e construída corretamente, seu morador
pode amaldiçoar o dia em que veio morar sob o seu teto.
Os deveres não executados de acordo com o reto preceito são apenas metade
do serviço que devemos a Deus, e também a pior metade (Thomas Boston).
Esse é o resumo da vida de Roboão; não era tão mau como alguns, mas
praticou o mal de diversos modos, não tanto de propósito quanto por
negligência.
Os maus efeitos do pecado de seu pai e da idolatria de sua mãe refletiram-
se no filho; mas havia outra causa, a saber, a falta de disposição do coração.
I. ELE NÃO COMEÇOU A VIDA, BUSCANDO AO SENHOR
1. Aquilo que começa sem Deus termina em fracasso (2Cr 10.1).
2. Aqueles que rejeitam a sabedoria divina geralmente recusam toda
outra sabedoria (2Cr 10.8).
3. Ele nada tinha da sabedoria de seu pai. Como podem agir
prudentemente e com prosperidade aqueles que não são guiados
pelo Senhor (2Cr 10.13,14)?
II. ELE NÃO ERA FIRME E PERSEVERANTE EM BUSCAR AO SENHOR
1. Por três anos, sua lealdade a Deus fê-lo prosperar, por trazer para
Judá os melhores tipos de pessoas que fugiam do culto ao bezerro,
instituído por Jeroboão (2Cr 11.13, 17), 1nas depois abandonou o
Senhor, que o fizera prosperar.
2. Tornou-se orgulhoso, e D eus o entregou nas 1nãos de Sisaque (v.5).
3. Hun1ilhou-se e foi perdoado, 1nas despojou a casa do Senhor para
subornar o rei do Egito.
4. Não introduziu.grandes refonnas nem celebrou grande páscoa, mas
admitiu que "o Senhor é justo" (v.6).
III. ELE NÃO CUIDOU DE BUSCAR AO SENHORCOMPLETAMEN'J'E
Entretanto, nenhum homem é bom por acidente; ninguém anda
direito que n ão tenha pretendido fazê-lo. ·Sem coração, a religião
deve morrer.
O tipo de preparação exigido por mim, a fim de ser diligente e
aceitável na busca ao Senhor meu Deus, é algo deste estilo:
Sentir e confessar a minha necessidade de Deus em todo o meu
v1ver.
. C lamar a Ele por ajuda e sabedoria
Entregar-me à sua orientação, e não seguir o conselho de pessoas
vãs, nem fazer alarde para os que estão ao meu redor.
Ansiar por ser correto em tudo, examinando as Escrituras e,
mediante a oração, procurar saber o que devo fazer.
Servir ao Senhor cuidadosa e ardentemente, nada deixando ao acaso,
à paixão, à moda ou ao capricho.
Quão desejável o poder confirmador do Espí_rito Santo!
Quão desejável a união vital com o Senhor Jesus!
O pregador estuda seu sermão cuidadosamente, embora tal sermão ocupe
apenas parte de uma hora; e não é o sermão de nossa vida digno de cuidado e
consideração? {Jma vida santa é uma obra de arte muito m ais elevada do que a
mais valiosa pintura ou estátua preciosa, no entanto, nenhuma destas duas
pode ser produzida sem pensamento. O homem deve estar na melhor de suas
condições, a fim de produzir um poema imortal, mas um~ centena de linhas
resumem todo o seu conteúdo. Não sonhemos que o poema muito maior de
uma vida santa possa fluir como um verso de improviso.
Havia na terra certas pessoas de duas caras, mestiças. Elas queriam unir-se
na edificação de Jerusalém. Os judeus recusaram-nas. Iradas, escreveram ao
rei. C hatnaratn os judeus de povo turbulento, e disseram a Artaxerxes que lhe
escreviam movidas de gratidão.
Era falso; 1nas os hipócritas, frequentemente, usarn as rnelhores palavras
para acobertar seu dolo. Tiretn essas palavras daquelas bocas imundas e as
coloquem na sua boca e na minha. Elas se ajustam bem a nós, se as aplicarn1os
ao grande Rei dos reis.
56
I. UM FATO RECONHECIDO
<<Somos assalariados do rei".
Temos uma nova vida, portanto novas necessidadc.s, 11ov: t lott H' c·
nova sede, e Deus nos tem sustentado de seu próprio p:tl:ício.
1. Temos uma porção que não falha.
Tempos de necessidade têm surgido, mas também ten1 ~urgido 11
suprirnento da necessidade.
2. Temos uma porção que satisfaz a alma.
.Uma alma que recebe o que Deus lhe dá, tem tanto quanto ela pod ·
comportar, e tanto de quanto puder necessitar. Nada há a invcj:t r,
no estado de coisas do mundo. Quanto mais se tem, tanto ma1s
difícil é abandoná-lo.
II. UM DEVER RECONHECIDO
"Não nos convém ver a desonra dele". Bom raciocínio, que nos
vem a calhar. Quais são as coisas que podem desonrar a Deus em
nossas vidas?
1. Nós mesmos. Você que se proclam_a éristão, está fazendo qualquer
coisa que desonra a seu Deus- em casa, em seus negócios, na vida
social?
2. Nossos amados. Os pais não devem tolerar qualquer coisa que traga
desonra a Deus, naqueles sobre os quais exercem controle.
Lembremo-nos de Eli.
3. Mutilar, interpretar mal sua Palavra. Sempre devemos formular nosso
protesto contra as falsas doutrinas.
III. UM PLANO DEAÇÃO SEGUIDO DE PERTO
"Por isso, mandamos dar-lhe aviso".
Como faremos isso? É um exercício sagrado dos santos relatar ao
Senhor os pecados e as tristezas que eles observam entre o povo, as
blasfêmias, o ensino falso e o sofisma abominável.
Depois que aquelas pessoas avisaram ao rei, cuidaram de pleitear
com ele. É um pobre expediente aquela oração que não encerra
petição. João Knox clamava com freqüência em oração: "Dá-me a
Escócia ou eu morro! "
Le1nbro-n1e da observação de un1 médico unitariano, a qual julguei
1nuitíssin1o co rreta. Ele dizia de certo calvinista que foi acusado de falar
incisivan1enre contra os unitarianos. "Perfeitamente certo; e assün deve ele
proceder, porque, se o calvinista está certo, o unirariano não é cristão, en1
absoluto, n1as, se o unitariano está certo, o calvinista é um idólatra, porque
adora a um que é homem e não o Filho de Deus".
57
•
"Não podemos dar a nossos filhos corações novos, mas podemos cuidar
que nada haja dentro de nossos portões que seja aviltante ao evangelho de
Jesus Cristo. Encarrego-os de cuidar disso. Mas vocês dizem que não podem
controlar seus filhos. Então que o Senhor tenha misericórdia de vocês! É sua
tarefa fazê-lo, e devem fazê-lo, ou então logo desco brirão que eles os
controlarão".
Neemias acreditava que havia outros orando, além dele. Não era ele tão
melancólico, tão cheio de si mesmo, tão incompassivo a ponto de pensar que
só ele amava a casa do Senhor e orava por ela. Cria que o Senhor tinha muitos
servos que oravam, além dele. Nisso ele era mais esperançoso do que ·Elias
(2Re 19.10,18).
I. ISSO INCLUI TODOS QUANTOS TÊM QUALQUER RELIGIÃO
VERDADEIRA
1. A verdadeira piedade é sempre uma questão de desejo.
Não é costume, moda, hábito, excitamento, paixão ou sorte.
2. Cada parte dela é uma questão de desejo.
Arrependimento, fé, amor, etc. Nada disso pode encontrar-se em
um homem, a menos que ele se agrade em possuí-los.
Oração, louvor, serviço, esmolas e todos os atos bons são questões
de desejo do coração. Que haja abundância deles!
Outro tanto pode-se dizer do céu, da ressurreição e das glórias futuras
do reinado de Cristo na terra.
Os homens bons são como Daniel, homens de desejos (Dn 9.23).
O desejo é o sangue vital da piedade, a origem da santidade, a aurora
da graça e a promessa da perfeição.
II. ISSO INCLUI MUITOS GRAUS DE GRAÇA
1. Aqueles que ardente e cordialmente desejam ser retos para con1 Deus,
embora receiem julgar-se salvos, esses estão sempre desejando.
2. Aqueles que sabem que temem a Deus, n1as se agradan1 ern temê-lo
rnais ainda. Alguns dos melhores homens são dessa categoria.
3. Aqueles que se deleitan1 nos can1inhos de Deus, e desejam pern1anecer
neles todos os dias de sua vida. Ninguém persevera na santidade, a
menos que deseje fazê-lo. Desejos ternos gerarn um caminhar vigilante,
e pelo Espírito de Deus, conduzern a uma vida consistente.
58
Ora, todas essas pessoas podem orar aceitaveltnente; na v Tlbdc,
estão sempre orando, pois os desejos são verdadeiras o ra~·ol·s .
Precisamos das orações de todas essas pessoas, be1n como as dos
santos adiantados. Os soldados rasos são a parte princip<tl de um
exército. Se ninguém orasse, exceto os crentes eminentes, nos.so
tesouro de súplicas estaria escassamente suprido.
Finalmente, OREMOS AGORA- todos nós, grandes e pequenos.
Oremos no Espírito Santo, e, por esse modo, sustentemos nosso.s
ministros, missionários e outros obreiros que, à semelhança de
Neemias, iam à frente, no serviço sagrado.
Quando Napoleão voltou de Elba, um homem que trabalhava num jardim,
reconheceu o imperador e imediatamente pôs-se a segui-lo. Napoleão
cumprimentou-o calorosamente, dizendo: "Eis nosso primeiro recruta''. Ainda
quando uma só pessoa comece a orar por nós, e embora sejam débeis as suas
orações, devemos recebê-la com agrado. Aquele que ora por mim, enriquece~n1e.
Grãos de areia e gotas de chuva combinam-se para o maior dos propósitos
e o realizam. Pode haver mais oração verdadei_ra, numa pequena reunião de
desejos obscuros do que na grande assembléia, onde tudo é feito mais com
capacidade do que com a agonia do desejo.
Nunca permita que seu pastor perca seu livro de orações. Este deveria ser
escrito nos corações do seu povo. Se você não pode pregar, ou dar liberalmente,
ou tornar-se um oficial na igreja, pelo menos pode orar sem cessar.
A situação de Jó era tal que a vida se lhe tornou enfadonha. Queria saber
por que deveria continuar vivo para sofrer. Não podia a misericórdia ter
permitido que ele morresse antes de nascer? A luz é muitíssimo preciosa, mas
podemos vir a indagar por que ela é concedida.
I. O CASO QUE LEVANTA A QUESTÃO
1. Ele caminha em profunda dificuldade, tão profunda que não pod e
ver-lhe o fim. Não pode ver qualquer motivo para consolo, quer
em Deus, quer no homem. ((Seu caminho está oculto''.
2. Não pode ver n1otivo p ara isso. Nenhum pecado especial fo i
' con1etido. Nenhum bem possível parece provir desse caso.
3. Não é capaz de dizer o que fazer na sua situação. A paciência é
árdua, a sabedoria é difícil, a confiança é escassa, e a alegria esd fora
de alcance, enquanto a m ente se acha em profunda tnelancolia.
Mistério traz miséria.
(i i
4. N ão é capaz de ver uma saída (Êx 14.3).
II. A QUESTÃO EM SI: "POR QUE SE CONCEDE A LUZ?", ETC.
1. É uma pergunta insegura. É a exaltação indevida do julgamento
humano. A ignorância deveria afastar-se da arrogância.
2. Reflete-se sobre Deus. Insinua que seus caminhos precisam de
explicação, e são irracionais, injustos e insensatos, ou despidos de
bondade.
III. RESPOSTAS QUE PODEM SER DADAS A ESSA PERGUNTA
1. Para um ímpio, há respostas suficientes ao alcance da mão.
É a misericórdia que, prolongando a luz da vida, guarda vocês de
pior sofrimento. Para vocês, o desejar a morte é estar ávido pelo
inferno.
Não sejam tão tolos.
É o amor que os chama ao arrependimento. Toda tristeza pretende
encaminhá-los para Deus.
2. Para o homem piedoso, há motivos ainda mais evidentes.
Suas provações são enviadas:
Para permitir que veja tudo quanto está em você. Em profunda
perturbação da alma, descobrimos do que somos feitos.
Para trazê-lo para mais perto de Deus. As cercas o cercam para Deus;
a escuridão o faz apegar-se mais a ele. A vida continua para que a
graça seja aumentada.
Para fazer de você um exemplo para outros. Se o nosso caminho
fosse sempre brilhante, não poderíamos exibir tão bem o poder
sustentador, consolador e libertador de Deus.
Ao mesmo tempo que os homens, muitas vezes, desejam a morte, e sentem
que ela seria um alívio, poderia ela ser para eles a maior calamidade possível.
Poderiam estar totalmente desprevenidos para recebê-la. Para um pecador, o
túmulo não contém descanso; o mundo eterno não propicia repouso. O
propósito de Deus, em tais tristezas, pode ser mostrar aos ímpios quão
intolerável seria a dor futura, e quão importante é que estejam preparados para
n1orrer. Se não podem suportar as dores e tristezas de umas poucas horas nesta
curta vida, corno poden1 enfrentar os sofrimentos eternos? Se é tão desej<1vel
ficar livre das tristezas do corpo, aqui- se sentirmos que o tÚn1ulo, com tudo
quanto há de repulsivo nele, seria um lugar de repouso, quão in1porrante é
descobrir um tneio de estar, a salvo, das dores eternas!
O verdadeiro lugar para o pecador livrar-se do sofrirnento não é o tt.'unulo;
é na 1nisericórdia perdoadora de Deus e naquele céu lÍlnpido para o qual ele é
(,;
convidado, mediante o sangue da cruz. Naquele céu sagrado está o l1 n il o
descanso verdadeiro do sofrimento e do pecado; e o céu será tanto tnais do ·~,·
na proporção da extremidade da dor que é suportada·na terra (Barnes).
31 . O Convicto Conhecimento de Jó
uPorque eu sei que o 1neu Redentor vive" (Jó 19 .25).
/(I
34. Chuva e Graça: uma Comparação
"Quen1 a briu r egos para o aguaceiro o u canúnho para os r e lân1pagos
dos trovões; paTa que se faça cl1over sobre a ·t:erra, oncle não há
njn guén1, e n o ern1o, en1 que não há gente; paTa dessed entar a t erra
deserta e assolada e p ara fa zer crescer os renovos da eTva?"
(Jó 38.25-27).
71
satisfaz a necessidade, e s ua graça cai onde a alegria e a glória são
dirigidas a Deus por corações gratos. Duas vezes nos diz que a chuva
cai ((onde n ão há gente''. Quando o Senhor opera a conversão, não
se vê o hornern; só o Senhor é exaltado.
IV ESSA CHUVA É MUITÍSSIMA APRECIADA PELA VIDA
A chuva traz alegria às sementes c plantas, nas quais há vida.
A vida em botão sabe disso; a rnais tenra erva se regozija nela; assim
se dá com aqueles que corneçan1 a arrepe nder-se, que crêen1
debilmente, e, portanto, estão apenas vivos.
A chuva gera desenvolvitnento. A graça tambérn aperfeiçoa a graça.
Botões de esperança transformam-se em fé vigorosa. Bo~ões de
sentimento florescem em amor. Botões de desejo transformam-se
em ·resolução.
Botões de confissão chegam à confissão pública. Botões de utilidade
desabrocham em fruto.
A chuva produz a saúde e o vigor da vida. Não é assim com a graça?
A chuva cria a flor com sua cor e perfume, e Deus se alegra.
O fruto pleno da natureza renovada vem da graça, e o Senhor se
alegra muito com isso.
Reconheçamos a soberania de Deus quanto à graça.
C lamemos a ele por graça.
Esperemos que el e no-la envie, embora possamos sentir-nos
tristemente estéreis e c01npletamente fora do caminho dos rneios
comuns de graça.
Quão agradáveis são os efeitos da chuva para as plantas que enlanguescen1,
a fitn de torná-las verdes e belas, cheias de vida e fones, fragrantes e deleitosas!
Do mesn1o modo, o efeito qas influências de Cristo é muitíssimo desejável às
almas desfalecidas, para ilun1iná-las e anitná-las, para confirn1á-las e fortalecê-
las, para consolá-las e atnpÜ~-l as, para abrir-lh es o apetite e satisfazê-las,
transformá-las e embelezá-las (John Wilson) .
Não seja para mim con1o urna nuvern sem chuva, para que eu não seja
para você con1o un1a árvore sen1 fruto (Spurstowe).
A gran1a cresce; abre-se o botão da flor; a fo lha estende-se; as flores exalam
sua fragrância como se estivesse sob ornais cuidadoso cultivo. Tudo isso deve
ser obra d e Deus, visto co mo não se pode nem mesmo fingir que o homem
esteja ali, para produzir ta is efeitos. Talvez estivéssemos 1nuitíssi mo m ais
impressionados com o se nso d a presença de Deus no d eserto ínvio ou na
cunpi na in tcrmin<ivcl, onde não cxisrc nin guén1, do que no mais e~ tupe ndo
parque ou no jardin1 cultivado com o máximo de gosto que o hon1em pudesse
preparar. No primei ro c1so, vemos som enre a mão de D eus; no segundo,
L'S I":l nlo.s ;l<.l mirando consta ntemente a habilidade do homem (Ba rn es).
7)
35. Bom Ânimo para o Necessitado
"Pois o n ecessitado não será para se1npre esquecid o, e a esperan ça
elos a flitos não se b á J c fru strar perpetua1nenten (819.18).
I I
IV ESSE É UM FRUTÍFERO TERRENO DA ESPERANÇA
1. Em referência às nossas próprias dificuldades, D eus pode con ceder-
nos livramento.
2. Con1 referência a nossos irn1ãos provados, o Senhor pode sustê-los,
santificá-los e livrá-los.
3. Con1 referência aos pecados, não podem ser degradados, obstinados,
ignorantes ou falsos den1ais; Deus pode salvar até os piores.
'<_A sa~vação vem do Senhor". Essa é a essência da pregação de Jon as; Uina
só palavra para todos; a verdadeira moral de sua história. Os marinheiros podiam
ter escrito ezn seu navio, em vez de Castor e Pólux, ou outro dístico seznelhante,
a frase A salvação vem do Senhor; no capítulo seguinte, os ninivitas poderiam
ter escrito em seus portões: A salvação vem do Senhor; e toda a raça humana,
cuja causa é dirigida e pleiteada por D eus, contra a dureza do coração de Jonas,
podia ter escrito nas palmas de suas mãos: A salvação vem do Senhor. É o
argumento de ambos os Testamentos, o esteio e sustento do céu e da terra.
Atnbos poderiam desaparecer, e toda as suas juntas separadas, se não existisse a
salvação do Senhor (King, sobre Jonas) .
Assim os santos possuem o céu. Não por conquista, mas por herança .
•
Conquistado por um outro braço, além do deles próprios, aquele dia apresenta
o znais forte contraste que se pode imaginar, do espetáculo no palácio da
Inglaterra, quando o rei exigiu saber de seus nobres reunidos mediante quais
títulos eles detinham as suas terras. Que título? Em face da arrojada pergunta,
cen1 espadas foram desembainhadas. Avançando sobre o alannado monarca-
"Mediante estes" - disseram eles - "conquistamos, e mediante es tes as
,
n1an teren1os .
Quão diferente a cena que o céu apresenta! Todos os olhos estão voltados
para Jesus, co1n olhar de a1nor; a gratidão fulgura en1 cad a peito, e avolun1a
cada cântico; agora, con1 harpas douradas, eles entoatn o seu louvor; e agora,
descendo de seus tronos para prestar-lhe hornenagem , atiram suas coroas nun1
montão resplandecente, aos pés que foram cravados no Calvário. D essa cena,
aprendatn em nome de quen1 se d eve buscar a salvação, e diante de cujos
n1éri tos se deve esperar por ela; e cQm un1a fé en1 harn1onia com a adoração
dos céus, seja esta a vossa linguagen1- "Não a nós, Senhor, não a nós, tnas ao
teu nome cU glória" (Dr. Guduie).
_.Este riach o logo secarf', disse um deles, "Não", disse seu con1panheiro,
"ele flui de uma fonte viva que nun ca se soube que blhasse no ver:ío ou no
inverno". Um hometn era reputado co1n o muito rico por aqueles que viam
suas casas d ispend iosas, seus cavalos e suas despesas; mas havia outros q uc
7ó
julgavam que seu nome logo estaria na Gazette, LU11 jornal que traz os no! I I('.~.
dos impontuais em seus pagamentos, pois não dispunha de capital. '( Nad ~t h:í
atrás dele", disse um , e o que ele disse significava muito. Ora, o crente tem :1
profundidade eterna para sua fonte de suprimento, e a cornpleta suflciên cia lk
Deus como substância de sua riqueza. Que pode ten1er?
Se a salvação fosse em parte de Deus e em parte do h01nem, seria um
negócio tão deploráve,l corno a imagem do sonho de Nabucodonosor, a qual
era, ern parte, de ferro, e ern parte, de barro. Terminaria num desn1oronamento.
Se dependêssen1os de Jesus, em certa medida, e dependêssemos de nossas
próprias obras, em certo grau, nosso fundamento estaria em parte sobre a
rocha e em parte sobre a areia, e toda a estrutura ruiria. Oh, que privilégio
conhecer o sentido pleno das palavras: /1 salvação vem do Senhor".
Só a experiência pode inculcar essa verdade na 1nente dos homens. Um
horne1n jaz quebrado, ao pé do precipício, com todos os ossos deslocados pela
queda, no entanto espera salvar-se. Pilhas de pecados cairão sobre ele e o
sepultarão, mas sua autoconfiança viverá. Montanhas de transgressão verdadeira
o sufocarão, mas ele se agitará num esforço autoconfiante, trabalhando como
os ciclopes que o Etna amontoou sobre eles. Esmagada até os átomos, cada
partícula de nossa natureza exala a presunção. Reduzido a pó, nosso próprio
pó está pungente de orgulho. Só o Espírito Santo pode fazer um homem receber
aquela sentença humilhadora: (/1. salvação vem do Senhor)}.
11
Segurança.
Descanso.
Habitacão.
>
Deleite.
Sociedade.
Proximidade.
Tudo isso na casa de Deus, junto de seus altares. Do mesmo modo,
. os crentes encontram tudo em jesus Cristo.
Não é qualquer pássaro que faz isso. A águia é ambiciosa demais. O
abutre é imundo demais. O corvo-marinho é muito voraz. O gavião
é por demais belicoso. O avestruz é muito selvagem. As aves
dornésticas são muito dependentes do homem. A coruja gosta muito
da escuridão. Esses pardais eram pequenos e amáveis.
II. NINHOS PARA SEUS FILHOTES
Os filhos deveriam estar alojados na casa de Deus. O santuário de
Deus deveria ser o berçário dos pequeninos.
1. Ali estão seguros e livres. A andorinha, o "pássaro da liberdade",
contenta-se em encontrar ninho para si, junto aos altares de Deus.
Ela não tem medo de escravidão ali, quer para si mesma, quer para
seus filhotes.
2. Elas estarão alegres ali. Deveríamos tentar fazer nossos filhinhos
felizes em Deus e em sua santa adoração.
3. É provável que eles voltem ao ninho, como o fazem as andorinhas;
con1o o pequeno salmão retorna ao riacho, onde foi desovado.
As crianças se lembram de suas primeiras impressões.
4. As crianças, verdadeiramente conduzidas a Cristo, encontram toda
bênção nesse fato.
São ricas: habitam no palácio de D eus.
São educadas: permanecem no ternplo do Senhor.
Estão seguras pelo tempo e pela eternidade.
Está suspirando por Cristo, para si rnesmo e seus filhos?
Está contente sern Cristo? Então não é provável que esteja cuidando
de seus filhos? r
J<i possui um lar en1 Jesus? Não descanse, enquanto os seus não
estiveren1 alojados no mesmo lugar.
Si r Thumas More cosrumava freqüentar a igreja paroquial d e Chelsea, e
ali , vestindo uma sobrepeliz, ia cantar com os coristas nas n1issas n1;.Uutinas e
so lenes. Aconteceu, cerro dia, que o duque de Norfold, vindo a Chelsea jantar
70
com ele, encontrou-se na igreja assiln envolvido. "Meu· Lord Chanceler u rtl
sacristão! Um sacristão! O senhor desonra o rei e seu cargo!" "Não", repli ou
ele sorrindo, "sua graça não pode supor que o rei, nosso 1nestre, se escandaliza d
comigo por servir a m eu mestre, ou , por essa forma, considerar o seu cargo
desonrado".
((Deus não falha", com o disse alguém belamente, "em encontrar uma
casa para os mais indignos, e ninho para os m ais inquietos dentre os pássaros".
Que confiança isso deveria insuflar-nos! Como deveriam os descansar! ( Things
Newand Old)
Como norma, os filhos de pais piedosos são piedosos. Nos casos onde
isso não se verifica, há um m otivo. Tenho observado cuidadosarnente e
percebido a ausência de oração em família, incoerência flagrante, aspereza,
indulgência ou negligência na admoestação. Se forem treinados nos caminhos
de Deus, não se afastarão deles.
Som os peregrinos em nossa jornada para Canaã. Aquele que nos libertou
pelo livramento da páscoa, também provê para nossa jornada à terra que mana
leite e mel. Todo o caminho, até à Terra prometida, está coberto por esse
divino salvo-conduto.
I. HÁ CAMINHOS QUE NÃO ESTÃO NA PROMESSA
"Todos os teus ca1ninhos" são tnencionados; mas algumas trilhas
não devem ser seguidas pelos filhos de Deus, e não são seus can1inhos.
1. Caminhos de presunção. Nesses carninhos os homens correja1n o
perigo e, por assiln dizer, d esafiam a D eus. "Atira-te abaixo", disse
Satanás a nosso Senhor, e então insistiu sobre a promessa (Mr 4.6).
2. Caminhos de pecado, desonestidade, n1entira, vício, confonnidade
com o mundo, etc. Não temos pern1issão para encurvar-nos na casa
de Rimon (Ef 5.12).
3. Can1i nhos de n1undan isn1o , egoís1no, ganância, ambição. O s
caminhos pelos quais os hon1ens busc1n1 engrandecin1en ro pessoal,
geralmente são escuros e tortuosos, e não de Deus (Pv 28 .22 L'
l'I!n 6.9).
4. c~uninhos de adoração da von tade, teimosi;l, o h~ tin ;llJin, (l ll( :lsi:l,
devaneio, in1pulso absurdo, etc. (J r 2. I R).
t' l
5. Caminhos de doutrina errônea, práticas superficiais, ceriinônias
elegantes, ilusão lisonjeira, etc. (2Tm 3.5).
II. HÁ CAMINHOS EM QUE A SEGURANÇA ESTÁ GARANTIDA
1. O carninho da fé humilde no Senhor Jesus.
2. O caminho da obediência aos preceitos divinos.
3. O caminho da confi~nça infantil na orientação providencial.
4. O caminho do princípio rígido e da integridade severa.
5. O caminho do serviço consagrado e da busca da glória de Deus.
6. O caminho da separação santa e do andar com Deus.
III. ESSES CAMINHOS CONDUZEM A CONDIÇÕES VARIADAS
1. São mutáveis e variados; ''todos os teus caminhos".
2. Às vezes são pedregosos e difíceis; "pé contra pedra".
3. Podem envolver terríveis tentações.
4. Podem ser misteriosarnente provadores. O s demônios podem invadir
o caminho - mas o santos anjos irão enfrentá-los.
5. São essencialmente seguros, ao passo que as estradas suaves e fáceis
são perigosas.
IV.MAS, ENQUANTO CAMINHAM NELES, TODOS OS CRENTES
ESTÃO SEGUROS .
1. O próprio Senhor está interessado neles. ''Aos seus anjos dará ordens
a teu respeito". Pessoalmente ele cornandará aqueles santos, para
que vigiem seus filhos. Davi deu ordens para que poupasse1n Absalão,
mas seu pedido não foi considerado. Não é assim com Deus.
2. Cada qual é vigiado pessoaltnente. "Dará ordens a teu respeito, para
que te guardem" (Is 42.6 e Gn 28.15).
3. Essa vigilância é perpétua- "Todos os teus catninhos" (Sll21. 3-4).
4 . Tudo isso lhes vem da parte de Jesus, a quern pertencen1 os anjos, e
a quem servetn (Is 43.4).
Com que alegria deveríamos cuidar dos outros! Com que vigor
deveríamos sustentá-los, sen1pre que estivesse isso ern nossas forças!
Rejeitar utn irmão que tropeça não é angelical, rnas rnuito ao
contrário.
Enquanto o rei Williarn, nun1a batalha ern Flandres, dava ordens no rnais
intenso da luta, viu , para sua surpre~a entre seu estado-maior, um tal de Michael
Godhey, negociante em Londres, e vice-governador do Ba nco da Inglaterra,
que assin1 se expunha, a fin1 de sarisE1zer a sua curiosidade. () rei, dirigindo-se
a ele, disse: "Senhor, não deveis correr esses riscos; não sois un1 soldado, não
pod eis ser útil aqui". "M ajesrade" , respondeu Godfrey, "nJo corro m aior risco
do que vossa M ajestade''. "Não é assim", disse William; "esto u aqui onde é
meu dever estar e, sem presunção, posso confiar minha vi.da à guarda d e L CLJ." ;
1nas vós [ .. .]" Não foi preciso completar a senten ça, porque, n aquele n1csmo
instante, un1a bala de canhão prostrou Godfrey sem vida aos pés do rei. Ele
teria sido sábio, se houvesse restringido os ca1ninhos d e sua vocação e d ever.
Un1 santo moribundo pediu q ue seu nome fosse posto na lápide do seu tútnulo,
com as datas de seu nascimento e morte, e com uma única palavra- "Guardado."
Nenhum anjo jamais prestará suas contas com pesar, dizendo: ''Não pude
gu ardá-lo; as p edras eram demais, os seus pés era1n n1uito frágeis, e o caminho
muito lon go". Não, seretnos guardados até o fim; portanto temos a proteção
de seu Seriho r, alérn dos anjos; ele gu arda os pés de seus san tos (15m 2.9).
O Deus vivo deve ser adorado por uma p essoa viva. Um Deus bendito
deve ser bendito por uma pessoa bendita. s·eja lá o que for que os outros
façam, nós devemos b endizer a J eová. Quando nós o bendizemos, n ão
deveríamos repousar, até que outros fizessem o mesmo; deveríamos clamar-
lhes: "Louvai ao .Senhor" . Nosso exemplo e nossa persuasão deveriam levá-los
a louvar.
I. UMA MEMÓRIA LAMENTÁVEL. ((OS MORTOS NÃO LOUVAM O
SENHOR, NEM OS QUEDESCEMÀREGIÃO DE SILÊNCIO". ISSO
NOS FAZ LEMBRAR:
1. Das vozes silenciad as n os coros de Sião. Homens bons e verdad eiros
que n ão rnais cantam entre nós, n etn falam . .
2. De nosso próprio silên cio que se aproxima depressa; no que concerne
a este mundo, em breve estaremos entre os m ortos e silentes.
3. Dos ímpios que nos rodeiatn, que já estão espiritualn1ente 111ortos,
e n ão podem louvar ao Senh or, porquanto estão 1nudos. ·
II. UMA FELIZ RESOLUÇÃO . "NÓS , PORÉM, BENDIREMOS O
SENHOR".
No coracão,
·'
no cântico, no testemunho, na acão, ·'
estan1os resolvidos
a dar ao Senho r o nosso lo uvor an1orável; porque:
1. Somos bendi ros do Senho r; não deven1os nós ben d izê-lo?
2. Ele n os abençoar<:l. Mais e 111ais ele nos revelado seu an1o r; louve mo-
lo mais e n1ais. Seja este o nosso voto fi rn1e, que nós o bendire mos,
venha o quer vier.
III. UM COMEÇO APROPRIADO. ((BENDIREMOS O SENHOR,
DESDE AGORA E PARA SEMPRE".
1. Quando espiritualmente renovados e confortados. Quando as
palavras quatro vezes repetidas, "ele abençoará", se tiverem tornado
verdadeiras en1 nossa experiência (vs.12-14).
2. Quando levados a confessar a Cristo. Então deveríamos co1neçar o
salmo da vida que jamais termina. Serviço e louvor devem andar
. JUlHOS.
3. Quando os anos começam e terminam- os dias de Ano Novo, de
aniversário natalício, etc. - bendigamos ao Senhor:
Pelos pecados cometidos durante o ano, e que foram perdoados.
Pelas necessidades supridas durante o ano.
Pela misericórdia desfrutada durante o ano.
IVUMA CONTINUAÇÃO DURADOURA. ((DESDE AGORA E PARA
SEMPRE".
1. O cansaço não deve interrompê-la. Renovaremos nossas forças, à
medida que bendissermos ao Senhor.
2. A queda final não lhe porá fim; o Senhor guardará nossa aln1a em
seu ca1ninho, e nos fará louvá-lo todos os nossos dias.
3. Nem a morte, igualmente, interromperá nossos cânticos, mas os
elevará a uma disposição mais pura e mais completa.
4. Nem qualquer suposta calamidade privará o Senhor de nossa
gratidão.
"O Senhor o deu, e o Senhor o tomou; bendito seja o nome do
Senhor" (J ó 1.21 ).
Louvar é a mais elevada função que qualquer criatura pode desempenhar.
Os rabinos têin um belo pedacinho de ensino sepultado entre suas bobagens,
acerca dos anjos. Dizem eles que há dois tipos de anjos- os anjos de serviço e
os anjos de louvor - e desses dois tipos, o segundo é o mais elevado, e que
nenhum anjo dessa classe louva a Deus duas vezes; mas, tendo erguido a sua
voz no salmo do céu, então cessa de ser. Ele aperfeiçoou seu ser, atingiu a
altura da grandeza, fez aquilo para o que fora destinado; agora, que desapareça.
A roupagem de lenda é muito polye, mas o pensatnento que ela encerra é
aquele pensamento sempre veraz e solene, sen1 o qual a vida nada é: "A finalidade
principal do hon1e1n é glorificar a D eus'' (Dr. Maclaren).
Quando bendizen1os a Deus pelas Inisericórdias, nós as prolongan1os, e
quando o bendizemos pelas misericórdias, geraln1enre lhes pon1os fin1. Quando
cltt.:g: ll t tt~s :tu ln t 1vn r, :tri ngi mos o dcsígi nio de UJna dispensação, e ten1os colhido
I' I
I lI
os seus fr utos. Louvor é uma alma em flor, e urna bênçãb secreta e cordial do
Senhor é a alma que produz fruto . Louvor é o mel vital, que o coração devoto
suga de cada flor da providência e graça. Não ter louvor é como estar morto;
louvor é a coroa da vida.
1·'1n 11 u . ( ·. ,(h pal : t v r~t el e Deus faz os home ns vive rem , e eles são m an tidos co m
V I\ l.1
41 . Refúgio em Deus
"En1 ti é que rne re{ugio" (Sl 143 .9).
Que rnisericórdia é para todos nós que Davi não foi homen isento de
provações! Todos temos sido enriquecidos por sua dolorosa experiência. Ele
era:
"Um hornem tão' multiforme que parecia ser não um só, mas o resurno
de toda a raça h uma na".
Será que o fato de sermos provados não pode constituir uma bênção para
outros? Nesse caso, não devemos nós ficar contentes em contribuir com nossa
quota para o benefício da família redirnida?
Davi pode ser nosso exemplo; refugiemo-nos em Deus, como ele o fez.
Traren1os proveito a nossos inimigos, se imitarmos esse prudente guerreiro em
sua rnaneira habitual de escapar aos adversários.
O ponto importante, contudo, é não só ver o que Davi fez, mas fazer do
rnesrno rnodo, pronta e constantemente. O que é essencial, pois, a fim de
irnitarmos o homem de Deus?
I. PERCEPÇÃO DE PERIGO. NENHUM HOMEM FUGIRÁ, SE NÃO
ESTIVER COM MEDO; DEVE HAVER CONHECIMENTOS E
APREENSÃO DO PERIGO, OU NÃO HAVERÁ FUGA.
1. Ern rnuitos casos, os homens perecem, porque não têm senso de
perigo. O ar nocivo não é observado, o recife oculto na água não é
visto, o trem corre para a colisão inadvertida. A ignorância do perigo
fá-lo inevitável. O s homens ousarão morrer, sern medo do inferno.
2. Cada homem está realmente em perigo. O pecador donne no topo
de um mastro.
3. Alguns perigos são percebidos vagarosarnente: aqueles ligados com
o doce pecado.
II. SENSO DE FRAQUEZA. NENHUM HOMEM BUSCARÁ REFÚGIO,
SE SENTE QUE É CAPAZ DE ENFRENTAR A LUTA COM SUAS
PRÓPRIAS FORÇAS.
1. Todos sornos fracos e incapazes de lutar, à altura, contra o pecado.
2. Alguns se julgam homens de coragem, poderosos; n1as esses est5o
denrre os fraquissimos denrre os fi-acos.
3. O fracasso do passado deveri a ensinar-nos a não confiar na própria
força.
4. Num profundo senso de fraqueza, nos tornamos forres; na forç;t
imagin~1ria esd a pior forma de fraqu cz;1.
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1 I I
III. PREVISÃO PRUDENTE. "EM TI É QUE ME REFUGIO".
1.. Ele não se aventuraria en1 direção ao perigo, ou esperaria até que o
perigo o surpreendesse; mas agarrou o tempo pelos cabelos e fugiu.
Amiúde, essa é a mais elevada forma de coragem.
2. Escapar através do temor é prudência adn1irável. Não é motivo
~nferior. Pois Noé, sendo temente a Deus, "aparelhou uma arca"
(Hb 11..7) .
3." Enquanto pudermos fugir, temos obrigação de fazê-lo; pois pode vir
o tempo quando seremos incapazes disso. Davi diz, "refugio-me";
ele quer dizer - "estou-me refugiando, sempre me refugio em ti,
meu Deus".
O homem não deveria viver como um irracional, que nada vê além
da campina em que se alimenta. Devt:ria prever o mal e esconder-
se: pois essa é a prudência comum (Pv 22.3).
IV.CONFIANÇA SÓLIDA. "EM TI ME REFUGIO ". ELE ESTAVA
SEGURO:
1. De que h avia segurança em Deus.
2. De que podia refugiar-se em Deus.
3. De que podia refugiar-se imediatarnente.
V. FÉ ATIVA. NÃO FICOU EM ATITUDE PASSIVA, MAS LEVANTOU-
SE.
Isso se pode ver claramente:
Em seu refúgio em Deus. Direitura, rapidez, avidez.
Com relação a alguns pecados, não há segurança senão na fuga. Nosso
livro para estudo de francês representava Mentor, dizendo a seu discípulo, na
corre de Calipso: ((Fuja, Telêmaco; n ão resta outro rnodo de vencer, senão pela
fuga!" "Fugir das luxúrias da juventude; não se deve con1bater contra elas, mas
fugir delas".
Muitas vezes, o povo de Deus descobre, por experiência própria, que os
lugares de sua proteção são lugares de destruição. Bern, quando todos os dernais
lugares falharem , C risto não falhará. Veja-se con1o foi con1 Davi (51142.4-5).
Mas, quando seu lugar d e refúgio, eq1 Ziclague, deixo u de existir, ainda assin1
\
seu sa lvador n}o deixou de existir; "po1·ém Davi se reanimou no Senhor se u
Deu~, (1Sn1 30.6). É um grand e ânimo para os crentes o f~no de que Crisro é
luga r d e refü gio. (1) Ele é um luga r de reft'tgio seguro e forre (Is 33 .1 6) . (2) Ele
é unl refúgio amplo. (3) Ele é u1n refúgio para a alma , e tambén1 para o corpo .
(4-) Ele rornou a seu cargo refugiar-n os; f! eus confiou todos os seus eleitos a
< ~ ri s ro , para lJll t' ck· lh l's dC
· rcft'tgio (Ralph Robinson).
Sob a influência de grande temor, as minhas tímidas criaturas, às vc1.cs,
têm procurado os hornens e1n busca de segurança. Ouvimos contar de um ~1
pon1ba que voou para o regaço de uma senhora, a fim de escapar de u1n gavijo;
e tainbém de Uina lebre que correu para u1n hornem ern busca de abrigo. A
confiança dos frágeis garante a proteção dos fo rtes. Seria realmente brutal aquele
que recusasse proteção a uma confiança tão simples. Certamente, se em nossc:t
necessidade fugirmos 'para o seio de nosso Deus, poderemos estar certos de
que o amor e a majestade, unidos, nos sorrirão.
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~
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11 I
43. Sondando os Corações
/lO Senhor sonda os corações" (Pv 21 .2).
l)('\
Salvação sem Cristo como Deus.
Perdão sen1 sacrifício expiatório.
Vida sem o novo nascimento.
Regeneração se1n fé.
Fé sem obras.
2. Verdade experimental. O novo nascimento e a vida celestial são
pedras pr,eciosas autênticas. M as destas há imitações vulgares.
Discriminar entre a verdadeira religião e:
Fé sem arrependimento.
Falar sem sentir.
Vida sem lutas.
Confiança sem exame.
Perfeição sem hu1nildade.
II. A COMPRA: " COMPRA A . VERDADE". AQUI VAMOS ,
IMEDIATAMENTE:
1. Corrigir um erro. Estritamente falando, a verdade e a graça não
podem ser compradas ou vendidas. Mas as Esctituras dizem: «Vinde
e comprai, sem dinheiro e sern preÇo, vinho e leite".
2. Explicar a palavra. Ela foi adequadamente escolhida; portanto, para
sermos salvos, devemos estar prontos a comprar a verdade, se ela
tiver de ser comprada.
3. Parafrasear a sentença.
Compra o que é verdadeiramente a verdade.
Compra toda a verdade.
Compra somente a verdade.
Compra a verdade a qualquer preço.
Compra a verdade agora.
4 . D ar motivos para a con1pra:
Em si mesma, ela é preciosíssin1a.
Precisa dela agora, para mil finalidades úteis.
Precisará dela no tempo e na eternidade.
5. Dirija-se ao mercado.
"Compre de mim", disse C risto.
O dia do mercado começa agora: "Vi nde, comprai".
III. A PROIBIÇÁO: "NÁO A VENDAS".
Alguns a venden1 em troca de um meio de vida; da respeitabilidade;
da rep utação de ser científico c ponderad o; para agradar a un1
anligo; pelo prazer de pecar; em troca de absolutamen te nada,
se não de n1era devassidão; n1as você deve aga rrar-se a ela como J
própria vida.
Cotnpre a qualquer preço, e não a venda a preço algum.
Sem ela, está perdido. Não a venda!
Ela é um legado que nossos antepassados compraram com seu sangue, o
qual deve tornar vocês dispostos a abrir n1ão de qualquer coisa, e a gastar
qualquer coisa, para que possa1nos, tal con1o o sábio negociante mencionado
no evangelho (Mt 13.45), comprar a pérola preciosa, que vale tnais do que o
céu e a terra, e que fará um homem viver feliz, morrer confortavelmente, e
reinar eternainente (Thomas Brooks).
Ora, conforme, eu disse, o caminho para a Cidade Celestial passa
exatatnente por essa cidade onde é mantida essa feira de luxúria; e aquele que
quiser ir à Cidade sem passar por aqui, deverá sair do mundo. O próprio
Príncipe dos príncipes, quando aqui esteve, passou por esta cidade, a caminho
de seu próprio país, e isso também em um dia de feira.
Realmente, conforme penso, foi Belzebu, o principal senhor dessa feira,
que o convidou a comprar as suas vaidades; sim, ele o teria feito senhor da
feira, caso lhe prestasse reverência ao passar pela cidade; por tratar-se de urna
pessoa de tanta honra, Belzebu o levou de rua em rua, e lhe mostrou todos os
reinos do mundo en1 pouco tempo, com o objetivo de poder, se possível,
ind.uzi-lo a regatear e comprar algUinas de suas vaidades; mas ele não tinha
intenção de negociar, portanto deixou a cidade sem gastar u1n níquel naquelas
vaidades. Essa feira, portanto, é n1uito antiga, de longa duração, e muito
in1porrante (Bunyan) .
\) . 1
e esta deliciosa surpresa parecia o sentilnento geral dos nativos (Six Months i11
the Sandwich Isfands, por Miss Bird).
O dr. Field, em seu livro "Jornada pelo Deserto", fala de estar no monte
Sinai, e escreve: "Aqui, numa passagem entre as rochas, sob um enorme bloco
de granito, está uma fonte de água, que os árabes afirmam nunca falhar. Foi
muito grato, no calor do dia, especialn1ente quando encontratnos neve numa
fenda das rochas, a q~al, adicionada ao frio natural da fonte, deu-nos água
gelada no monte Sinai".
1 1/l
os discípulos de Cristo. Zombarias e escárnios estão à espreita en1 sua E1cc. \ )
riso escarnecedor rosna em sua garganta. Deite por terra esse ídolo. Ele o af::t~ ta
da oração secreta, da adoração doméstica a Deus, impede-o de confessar :1
Cristo publicamente. Você, que tem sentido o amor e o Espírito de Deus, faça
esse ídolo em pedaços. "Quern, pois, és tu, para que temas o homem, que é
mortal?'' "Não temas, ó vermezinho de Jacó", "Que tenho eu com os ídolos?"
(M'Cheyne).
Um fogo extingue outro. Nada mata tão eficazmente o temor do homem
como abundância de temor a Deus. A fé é uma armadura para a alma e, vestidos
com tal armadura, os homens entram no mais aceso da batalha, sem medo de
ferimentos. O temor do homem amortece a consciência, distrai a meditação,
impede a atividade sagrada, silencia o testemunho e paralisa o poder do cristão.
É uma armadilha engenhosa que alguns não percebem, ernbora já tenham
caído nela.
I l 'l \
suaviza rninha memória, ilumina minha esperança, estimúla rninha in1aginaç:-io ,
dirige n1eu juízo, comanda n1inha vontade e anima meu coração.
A palavra do homem encanta-me para o ternpo; mas eu sobrevivo e
ultrapasso seu poder; ela é totaln1ente o contrário da Palavra do Rei dos reis:
ela rne governa mais soberanarnente, rnais pratica1nente, mais habitualmente,
mais completa1nente cada dia. Seu poder é para todas as ocasiões: para a
enfermidade e par,a a saúde, para a solidão e para a cornpanhia, para as
emergências pessoais e para as assembléias públicas. Prefiro ter atrás de tniin a
Palavra de Deus a ter todos os exércitos e todas as marinhas de guerra de todas
as grandes potências; sim, prefiro-a a todas as forças da natureza; pois a Palavra
de Deus é a fonte de todo o poder do universo, e nela há um suprimento
infinito de reserva.
102
mais hun1ildes, e o povo corr1um se1npre o ouviu com prazer (H. K. Wood,
em The Heavenly Bridegroom and His Bride).
51 . Constrangendo o Amado
"Encontrei logo o a1naclo da n1inha ahna; agarrei-1ne a ele e não
o deixei ir eniliora" (Ct 3.4).
103
Agarrá-lo de maneira a não ofendê-lo. Primeiro, por indolência. Quando
a alma se torna sonolenta ou descuidada, C risto vai embora. Em segundo
lugar, por ídolos. Você não pode segurar dois objetos. Em terceiro lugar, estando
indisposto a ser santificado. En1 quarto lugar, por un1a casa Ílnpia. ((Até que o
fiz entrar e1n casa de n1inha tnãe" . Letnbre-se de levar a Cristo para a sua casa,
e deixe-o governar ali. Se andar com Cristo lá fora, mas nunca o levar para
casa, logo perderá a companhia para sempre (M'Cheyne).
«Encontrei-o"; eu, um homem, encontrei o Senhor da Glória; eu, um
escravo d~ pecado, encontrei o grande libertador; eu, o filho das trevas, encontrei
a luz da vida; eu, o último dos perdidos, encontrei meu salvador e meu Deus;
eu, viúva e desolada, encontrei meu amigo, 1neu amado, meu esposo. Vão e
façam do mesmo modo, filhos e filhas de Sião, e vocês o encontrarão; pois
((então encontrarão quando ·buscarem de todo o seu coração".
carmesim .
Isso é satisfeito por uma grande expiação, a qual purifica de todo o
pecado.
2. A prolongada continuação de seus p ecados. Tecido tinto de escarlata
perm aneceu por muito tempo no tanque de tingir. O sangue de
Jesus purifica Ílnediatamente.
3. A luz em face da qual seus pecados foram cometidos. Isso lhes dá
uma cor brilhante. "Todo pecado e blasfêrnia serão perdoados aos
homens".
4. O desespero que seus pecados crian1: eles são tão gritantes que estão
sempre diante de vocês, mas serão totalinente lavados pelo sangue
do Cordeiro de Deus, que tira o pecado do rnundo.
Certo tecido escarlata primeiro é tinto no grão, depois tinto na peça;
desse tnodo, o tingitnento é duplo. E assim é co1n referência à culpa do pecado;
son1os tintos duas vezes, porque todos somos pecadores por nascimento,. ben1
como por prática. Nossos pecados são co1no a escarlata, mas, pela fé en1 Cristo,
serão brancos con1o a neve: por utn interesse na expiação de C risto, en1bora
nossas ofensas sejan1 vern1elhas con1o o carn1esim, elas se tornarão cotno a lã;
isw é, serão rio brancas como a lã que não foi tingida (fl·iend(J' Greetings).
Q uando um homem assiinilou o pecado, a ral ponto que agora o p ecado
é tão dele como a pele negra é parte e quinh ão d o etíope, ainda assim o Senhor
pode retnover o pecado tão con1pl eramenre como se o negro se tornasse um
verd adeiro caucasian o. Retira as pintas d os ngres human os, c não dcix; t
nenhuma delas.
Considere como era tingida a escarlara de Tiro; não m ergulhada
superficialmente, mas embebida completamente no líquido que a coloria, como
sua alma, no hábito de pecar. Então era retirada por algum tempo, a fi1n de
secar, e posta de novo no líquido, encharcada e saturada segunda vez no tanque;
dizia-se, portanto, que era tinta duas vezes; como se queixa de haver reincidido
no mesmo pecado. Sim, a cor incorporou-se de tal1nodo ao tecido, não sendo
cor superficial, mas infiltrada na própria substância da lã, que, esfregando-se
um trapo de escarlata ein algo branco, ele lhe conferirá uma coloração
avermelhada; como, possivelmente, sua prática e precedente pecaminosos
também infectam aqueles que anteriormente eram bons, por sua maldade. No
entanto, tais pecados vermelhos, tão solene e substancialmente coloridos,
facilmente se tornam brancos, uma vez lavados no sangue de nosso salvador
(Thomas Fuller).
100
1. Qual é a sua origem? (51 78.68,69)
2. Qual é a sua história? (51 87.3)
3. Quem é seu Rei? (51 99.2)
4. Qual é sua constituição? (Gl 4.26)
5. Quais são suas leis? (Ez 43. 12)
6. Qual é seu tesouro? (Sll 47.12-14; Ap 21.2 1)
7. Qual é sua atual segurança? (5148. 13)
8. Qual é seu destino futuro? (SI 102.16)
II. POR QUE PERGUNTAM?
1. Alguns, por mero desprezo. Talvez, quando conhecerem mais, seu
desprezo se evapore.
2. Alguns, por zelosa curiosidade. Porém, muitos dos que vêm a nós
por esse pobre motivo são levados a Cristo. Zaqueu desceu da árvore,
de um modo como não havia subido.
3. Alguns, pelo desejo que ela exige pela franquia? Que se exigirá de
seus cidadãos? Haverá vagas para mais cidadãos?
III . POR QUE DEVERIAM RECEBER RESPOSTA?
1. Ela pode silenciar os sofismas.
2. Ela pode ganhá-los para Deus.
3. Para nós será bom apresentar uma razão da esperança que há em
nós.
4. Glorificará a Deus contar o que sua graça tem feito por sua igreja e
o que ela está preparada para fazer.
IV. QUAL DEVERIA SER A RESPOSTA?
1. Que sua origem está em Deus. "O Senhor fundoú a Sião".
2. Que seu povo é pobre em si mesmo, e confia em outrem. É uma
cidade para a qual os pobres vão em busca de refúgio, como n1uitos
fugian1 para a caverna de Adulão, por estaretn em divida ou por
estare1n descontentes.
3. Que a confiança deles está no alicerce lançado pelo Senhor.
Visitando uma passagem abobadada no palácio d e Nero, em Roma,
mostrararn-nos certos afrescos no teta. Para exibir tais afrescos, erguia-se tuna
vela nun1a vara telescópica, que passava de q uadro para quadro. Que a vela
represente o crente, e que ele esteja disposto a ser levantado de tal modo , na
viela, a ponto de brilhar sobre aqueles altos tnistérios de nossa fé sagr::tda, que,
de c urro n1o do, jan1ais seria percebida por o utros hotnens. No passado, san tos
eminentes serviran1 a tal propósito; suas vidas lançavam luz so bre verdad es
inapreci<ive is que, d e o utro n1odo, terian1 sido esquecidas.
Um jovem cafre, que foi trazido à Inglaterra, a fin1 de preparar-se para o
trabalho missionário em seu próprio país, quando levado à Catedral de SJo
I t liJ
Paulo, olhou pasmado para o zimbório durante algUin tempo, como que absorto
em maravilha, e, qua ndo, afinal, r01npeu o silêncio, perguntou: "Foi o h omem
que fez isro?" Aqueles que alcança1n mna boa visão da suntuosidade e da glória
do templo espiritual podem fazer p ergunta semelhante. Podemos dizer-lhes
que ((D eus é o arquiteto e edificador" de tal templo.
Os inquiridores deviam receber resposta. Nunca é bom ser mudo para
ouvidos atentos . Con1o disse alguém, com muita sabedoria: "Ten1os de dar
contas do silêncio ocioso, assim como da palavra ociosa" .
Nosso testemunho deve ser claro e vigoroso. A narrativa lúgubre que alguns
fazem de provações e tentações em país distante; esses seguidores improdutivos
e descontentes nunca farão qualquer pessoa dizer: "Quantos trabalhadores de
meu pai têm pão com fartura!" (Mark Guy Pearse) .
110
4. Como o homem vindouro, não temos medo dás catástrofes políticas
ou das rupturas sociais, porquanto "ele deve reinar". O fin1 está
garantido. "Eis que vem com as nuvens" (Ap 1.7).
III. CUIDEMOS DE ABRIGAR-NOS NO HOMEM
1. Que esteja diante de nós, interpondo-se entre nós e o castigo do
pecado. Esconda1no-nos atrás dele, mediante a fé.
2. Que diariamente nos proteja do mal, como nosso escudo e refúgio
(51119.114).
6 vocês, que estão fora de Cristo, a tempestade está caindo! Venham a
este abrigo; apressem-se a vir para este esconderijo!
Ele é um esconderijo espaçoso: "Ainda há lugar". Como em Adulão todo
o exército de Davi pôde esconder-se, assim Jesus é capaz de receber exércitos
de pecadores.
Oculto-me sob as asas de meu senhor. durante a grande chuva, e as águas
não me atingem. Que os tolos riam a risada dos tolos, e zombem de Cristo, e
peçam aos chorosos cativos na Babilônia que cantem para·eles uma das canções
de Sião. Podemos cantar,mesmo em nossa tempestade do inverno, na
expectativa de um sol de verão, quando vier outro ano. Não há poderes criados
no inferno, ou fora do inferno, que possam frustrar a obra de nosso Senhor,
ou de estragar nosso canto de júbilo. Alegremo-nos e regozijemo-nos, portanto,
na salvação de nosso Senhor, pois a fé jamais causou olhos lacrimosos, ou uma
fisionomia triste, ou desfalecimento e morte (Samuel Rutherford).
Un1 abrigo de nada serve, se nos postamos diante dele. O pensamento
dominante de muitos pretensos cristãos está em suas próprias obras, sentÍlnentos
e realizações: colocar o nosso ego diante de Jesus é o mesmo que ficar do lado
do tnuro, onde sopra o vento. Nossa segurança está em ficar atrás de Jesus, e
deixar que ele se poste contra o vento. Devemos ficar totalmente escondidos,
ou Cristo não poderá ser nosso esconderijo.
Os beatos tolos ouvem falar do esconderijo, mas nunca entram nele. Quão
grande é a insensatez de tal conduta. Ela faz que Jesus não tenha valor ou
efeito algum. O que é um teto para um homem que fica ao ar livre, ou un1
barco para quem se afunda no tnar? Mesmo o h01nen1 Cristo Jesus, embora
ordenado por D eus para ser refúgio contra a ten1pesrade, a ninguém pode
abrigar senlo aqueles que estão nele. Venha, pois, po bre pec:1dor, enrre o nde
puder; esconda-se nele que, eviden re1nente, queria escondê-lo, pois ele recebeu
ordens par:1 ser esconderijo, e deve ser usado con1o tal ou, então, se perderia o
verdadeiro obj etivo de sua vida e n1orte.
III
56. Olhar que Vivifica
"Olhai para n1Ín1 e sede salvos, vós, t o d os os linlites da t erra; porque
eu so u Deus, e não há o tÜl"l) 71
(Is 4 5 .22).
As nações têm olhado para seus ídolos durante esses séculos todos, 1nas
em vão. Muitas delas estão olhando para suas filosofias elaboradas, mas tudo
em vão . .Falsas religiões, políticas, alianças, teorias, organizações e homens -
tudo será em vão para salvar as nações. Elas devem olhar para D eus.
I. QUE SIGNIFICA A PALAVRA "OLHAI'' COM REFERÊNCIA A DEUS?
1. Admitir sua realidade, olhando para ele. Considerar que há um
Deus, e entronizá-lo em nossa mente como uma verdadeira pessoa,
e verdadeiro Deus e nosso Senhor.
2. Dirigir-nos a ele em oração.
3. Reconhecer que só dele pode vir a salvação.
4 . Permanecer somente nele para a salvação. Manter os olhos fixos
nele como a estrada da manhã de nosso dia.
II. PARA QUE ASPECTO DA SALVAÇÃO DEVEMOS ASSIM OLHAR?
Para cada aspecto, desde o começo até ao fim.
1. Perdão. Este deve ser ato de Deus, e só pode vir mediante a expiação
que ele proveu em Cristo Jesus.
2. Prepara para o perdão, a saber, vida, arrependimento, fé. A graça
deve preparar-nos para mais graça.
3. Renovação do coração é a obra do Espírito Santo: olhe para ele a
fim de obtê-la. A regeneração deve vir s01nente do Senhor.
4. Sustento na vida espiritual vem somen te do Senhor. Todo
crescimento, força, fruto, deve ser buscado nele.
III . QUAL É NOSSO ESTÍMULO PARA OLHAR?
Olhe agora, neste exato momento.
1. A orden1 está no tempo presente: "Olhai para 1nin1".
2. A pron1essa está no n1esn1o tempo do verbo: "e sede salvos" . É u1n
faça-se tal como o «haja luz". O efeito é imediato.
3 . Sua necessidade de salvação é urgente: já esd perdido.
4. O tempo presente é seu, não tem outro tempo para usar; pois o
passado se foi , e o futu ro será presente quando vier.
5. Seu ren1po pode terminar em breve. A tnorte ven1 repen tinamen te.
A idade nos vem sorrateira. A vida mais longa é curta.
6. É o tempo que Deus escolhe; compete-nos aceitá-lo.
A este texto, abaixo de Deus, devo rneu próprio livramento do desespero.
Un1a explicação da obra de Jesus, feita por um humilde pregador leigo e sem
instrução, fez-se acompanhar de um apelo direto a mim. "Jovem, és miserável,
e nunca serás feliz, a menos que obedeças a esta mensagem. Olha! Olha!"
Olhei, e, naquele in~tante, perdi minha esmagadora carga de culpa. Tudo m e
era claro. Jesus havia levado os pecados de todos os crentes. Eu cri, e sabia que
ele havia levado os meus, e, portanto, eu estava livre. A verdade incomparável
de que o amor divino me substituiu, era luz e liberdade para a minha alma.
Um olhar me salvou e, para minha presente salvação, não tenho outro recurso
senão ainda olhar. "Olhando para Jesus" é um lema, tanto para o
arrependimento como quanto para o pregador, tanto para o pecador assim
como para o santo (C. H. S.).
Há uma história comovente de um célebre homem de letras: Heinrich
Heine, prematuramente incapacitado por enfermidade, e, finalmente, cardíaco
e esgotado. Em um dos museus de arte de Paris há a famosa estátua chamada
Vênus de Milo, a fascinadora deusa do prazer que, pelo rude acidente de tempo,
perdeu ambos os braços, mas ainda preserva muito de sua suprema e
encantadora beleza. Aos pés desta estátua, Heine atirou-se em remorso e
desespero, e, para empregar suas próprias palavras: <'Ali fiquei. por longo tempo,
e chorei tão apaixonadamente que uma pedra deve ter tido compaixão de
mim. A deusa olhou-me compadecidamente, porém ela era inútil para consolar-
me. Ela olhava como se quisesse dizer: ((Não vês que não tenho braço,s, e,
portanto, não posso prestar-te ajuda?" Assim, vão e inútil é olhar para qualquer
outro, em busca de socorro e conforto, exceto para aquele de quem se declara:
((Eis que a mão do Senhor não está encolhida, para que não possa salvar'?.
Alguns clérigos precisariam de un1a semana para dizer-lhe o que deve
fazer para ser salvo: rnas o Espírito Santo usa apenas cinco letras para fazê-lo.
C inco lerras - ((olhai!"
Não seja sen1elhante ao home m na casa de Intérprete (personagem de "O
Peregrino", de João Bunyan - nota do rradutor), cujos olhos estavam fixos no
chão onde varria, levantando Inuita poeira, e não erguia os olhos para aquele
que lhe oferecia un1a coroa celestial. "Olhai" para cima! "Olhai" para cima!
II ~
57. O Redentor Descreve-se a si Próprio
"Por que razão, quando eu vin1, ninguén1 apareceu? Quando cl1mnei,
nin~uén1 respondeu? Acaso, se en c olbeu tanto a n1inha 1não, que já
não pode r e1nir ou já não há força en1 111in1 para livrar? Eis que pela
n1inha repreensão faço secar o 1nar e torno os rios un1 deserto, até que
cheiren1 n1.al os seu s peixes; po is, n ão h avendo água, n1orren1 de sede.
Eu visto os céus de negridão e lhes ponho pano de saco por sua coberta.
O SENHOR Deus 111e deu língua d e erudit os, para que eu saiba dizer
boa palavra ao can sado. E le 1ne desperta todas as n1anhãs, clesperta-n1.e
o ouvido para que eu ouça con1o os eruditos. O SENHOR Deus n1e
abriu os ouvidos, e eu não fui rebelde, não 1ne retraí. Ofereci as cost as
aos que m e ferian1 e as f aces, aos que n1e arrancavan1. os cabelos; não
esconcli o r osto aos que n1e afrontavmn e 1ne cu spian1" (Is 50.2-6).
Não havia ninguém para aceitar o desafio divino: ninguém para responder
pelo h omem culpado. Ao chamado de D eus por alguétn que pudesse salvar,
não' h o uve resposta, m as apenas o eco de sua voz.
I. EIS O MESSIAS COMO DEUS!
1. Ele vem em plenitude de poder. "Encolheu-se tanto a n1inha n1ão?''
2. Seu poder de salvar é igual àquele com o qual destrói. Sirva de
exemplo o Egito: "Faço secar o mar".
3. Seu poder é aquele que produz os fenôtnenos da natureza. "Visto os
céus de negridão".
4. Isso deveria excitar profunda gratidão, que aquele que repreende o
mar era ele n1esrno repreendido; aquele que veste os céus de negridão
esteve ele m es1no en1 trevas, por nossa causa.
II. EI-LO COMO O MESTRE INDICADO
1. Obediente em todas as coisas: "Não fui rebelde". Em nenhun1 ponto
Jesus rejeitou a vontade do Pai, n etn mes1no no Getsêmani.
2 . Perseverando etn todas as provações: "Não n1e retraí". Ele não
abandonou a tarefa <írdua, mas fez seu rosto como u1n seixo para
lev<í.-la de vencida .
.~. Corajoso em tudo: co nforme se vê no ve rsículo seguin te do texto.
Que modelo para nosso serviço! Considere-o e in1ite-o.
III. EI-LO COMO O SOFREDOR INCOMPARÁVEL!
1. Sua co mplera submissão; suas costas, sua L1ce, seu cabelo, seu rosro.
2. Sua submissão espontânea: «Ofereci as costas ·aos que rne feriam".
"Não escondi o rneu rosto".
3. Sua submissão hun1ilde, suportando o açoite cruel, e o máxüno de
zombaria: "afronta e cusparadas".
4. Sua subrnissão paciente. Nern urna palavra de reprovação ou de
ressentunento.
Junte o primeiro ,e o último: Deus e o Sofredor. Que condescendência!"
Que capacidade de salvar!
Junte os dois nomes do meio: o Mestre e o Servo, e verá quão docemente
ele serve ensinando e ensina servindo.
Imagino-me colocado no mundo, no tempo quando se esperava o Cristo,
e incumbido de anunciar-lhe que Deus estava para mandar seu próprio Filho,
havendo-o dotado de "língua de eruditos". Que alvoroço em todas as escolas
de filosofia! Que ajuntamentos dos sábios da terra!
Mas essa pessoa divina falará por si mesma à multidão reunida de filósofos
e sábios. "Sim, o Senhor Deus deu-me a língua de eruditos; e desci para que
pudesse falar com aquela língua a todas as nações da terrá. Porém, ele não me
deu a língua para que eu pudesse contar corno. rolam pelos espaços as estrelas
e os planetas, ou resolver as disputas dos sábios".
Ele não me deu a língua para que eu soubesse falar-lhes uma palavra, a
vocês, disputadores deste mundo; n1as simplesmente para que eu soubesse
dizer palavra oportuna ao cansado. Oh, quão abatidos estão os semblantes
cheios de expectativa dos filósofos e sábios! "Isso é tudo?" exclamam eles. "Foi
só para isso que se concedeu a língua de eruditos? Isso requer, ou pode isso
en1pregar a língua de eruditos?"
Não, homens de ciência, não se retirem irados. Com toda a sua sabedoria
nunca foram capazes de fazer isso. O cansado os buscou ern vão. Ele .não
encontrou "palavra no rnornento oportuno", nenhuma palavra de conforto e
sustento; por que se indignam, pois, com o ramo de conhecimento aqui
atribuído à "língua de eruditos"? (Henry M elvill)
Não havia se ixo no coração de Jesus, mas havia muito em sua face. Ele era
rào resoluro quão subn1isso. Leiamos juntos o versículo seis e este - "Nilo
escondi o meu rosto dos que me afrontavam e me cuspiam [... ] Fiz o 1neu rosto
como um seixo". Bondade e resolução estão casadas.
Em Lucas 9.51, lemos: ''Manifestou, no semblante, a intrépida resolução
de ir para Jerusalém". Em nosso Senhor não havia desvio, embora ninguétn o
ajudasse e todos o atrapalhassem. Não ficava confuso com os pensamentos de
sua própria alnu, netn se envergonhava ante a zon1baria dos outros.
I. PROVADA A SUA INTRÉPIDA RESOLUÇÃO
l. Pelas ofertas do mundo. Eles fariam dele um rei.
2. Pelas persuasões dos amigos. Pedro censurou-o. Todos os discípulos
se maravilharam em face a sua determinação. Seus parentes
procuravam uma carreira muito diferente para ele.
3. Pela indignidade de seus clientes. Aquele que comia pão com ele o
traiu. Seus discípulos o abandonaram e fugiram. A raça toda
conspirou para tnatá-lo.
4. Pela amargura que ele provou, ao entrar nesta obra grande . .
5 . Pela facilidade com que poderia ter abandonado a empresa. Pilatos
teria soltado a Jesus, se ele o tivesse pleiteado. Legiões de anjos teriam
vindo em seu resgate. Ele mesmo poderia ter descido da cruz.
6. Pelos insultos daqueles que zombavam dele. O povo, os sacerdotes,
os ladrões: "Deixa, vejamos se Elias vem salvá-lo".
7. Pela tensão total da agonia de morte. A dor, a sede, a febre, o
desfalecimento, a deserção, a morte: nenhum desses fatores o
demoveu de sua invencível resolução.
II. SUA INTRÉPIDA RESOLUÇÃO IMITADA
1. Nossa finalidade deve ser a glória de Deus, como era a dele.
2. Nossa instrução deve ser o ensino de D eus, como era a sua.
3. Nossa vida deve combinar obediência ativa e passiva, como a sua
vida combinava (ver versículos 5 e 6).
4. Nossa força deve estar em Deus, como estava a dele.
5. Nosso caminho deve ser o da fé, como era o seu. N otemos o versículo
dez, e sua notável ligação com o assunto todo.
6. Nossa resolução deve ser feita cuidadosamente, e levada a cabo
resolutamente, até que possamos dizer, etn nossa n1aneira e grau:
"Tudo está consun1ado".
Um apoio divino e secreto foi pres tado à natureza humana de nosso
red entor; poi s ~1 grande obra em que ele estava empenhado d etnandava
abundante energia. Disse alguém , co m muito acen o, que ''teria quebrado os
corações, as costas e os pescoços de todos os glo riosos anjos do cé u, e de todos
os poderosos hom ens na terra, se el es se ti vesse1n en1penhado nessa obra".
11 6
Jesus confiou na ajuda do Pai, segundo nosso texto; é isso o cap:1ci tou :1
contetnplar os tren1endos inilnigos da paixão com uma resolução do tipo
mais intrépido.
Fé en1 Deus é o n1elhor alicerce para a firme resolução, e a firme resoluç5o
é o melhor preparativo para u1n grande en1preendimento. Nada h á tão duro
que não possa ser cortado por algo mais duro: contra seu duro labor, nosso
Senhor firmou sua determinação mais dura ainda. Seu rosto era como um
seixo; não pode virá-lo para que ele deixe sua obra, nem enternecê-lo para
compadecer-se de si mesmo. Estava firmado nisso: devia morrer, porque queria
salvar seu povo; e devia salvar seu povo, porque o amava mais do que a si
mesmo.
Os santos se esforçam por imitar a firme resolução de seu Senhor em
render-se. Por exemplo, um campônio escocês, morrendo como mártir no
cadafalso, disse: ((Vim aqui para morrer por Cristo, e se tivesse tantas vidas em
minhas mãos como tenho cabelos na cabeça, eu daria todas por Cristo".
Oh, que mar de sangue, mar de ira, de pecado, d~ tristeza e miséria o
Senhor Jesus teve de atravessar para seu bem interior e eterno! Cristo não
alegou: ((Esta cruz é por demais pesada para eu suportá-la; esta ira é grande por
demais para que eu fique sob ela; este cálice, que contém em si todos os
ingredientes do desagrado divino , é amargo demais para eu tomar um gole,
quanto mais para sorvê-lo todo! " Não, Cristo não se baseia nisso; não alega
dificuldade no serviço, mas vence tudo, resoluta e heroicamente, confonne
mostra o profeta. C risto não trata com menosprezo a ira do Pai, a carga de seus
pecados, a malícia de Satanás e a fúria do mundo, mas suave e triunfantemente,
vence a tudo isso.
Ó alrnas, se esta consideração não elevar seu espírito acima de todos os
desestímulos co1n que se encontram, para possuírem a Cristo e seu serviço, e
para aderiretn e apegarem a Cristo e seu serviço, receio que nada o fará! Uma
alma que não é comovida por isto, que não é erguida e levantada por isto, a
fim de ser resoluta e corajosa no serviço de Deus, não obstante todos os perigos
e todas as dificuldades, é uma alma abandonada de Deus a n1uita cegueira e
dureza (Thomas Brooks).
59. Cristopatia
~~"Pelas suas pisacluras .fon1os sarados" (Ts 5.3.5).
I I7
scncin1encos d everiarn ser profundarnente solenes, nossa atenção solenemente
~t rdente. Ouçarn, o azorrague está caindo! Esqueçarn-se de tudo, exceto das ((suas
pisaduras". Cada un1 de nós ten1 pane na flagelação; nós o ferimos, por certo; é
do cerro que ((pelas suas pisaduras fon1os sarados"?
Observemos corn profunda atenção:
I. QUE DEUS TRATA AQUI O PECADO COMO UMA DOENÇA
O pecado é rnuito pior do que uma doença; é um crime intencional;
mas a misericórdia de nosso Deus leva-o a considerá-lo sob esse
aspecto, a fin1 de que possa lidar com ele, ern graça.
1. O pecado não faz parte essencial do homem, confonne foi ele criado:
é algo anormal, perturbador e destrutivo.
2. O pecado põe as faculdades fora dos eixos, rompe o equilíbrio das
forças vitais, assim como a doença perturba as funções orgânicas.
3. Enfraquece a energia moral, como a doença debilita o corpo.
4. Causa dor, ou amortece a sensibilidade, conforme o caso.
5. Com freqüência, produz poluição visível. Alguns pecados são tão
aviltantes como a lepra era no passado.
6. Tende a aumentar no hornem, e se revelará fatal, antes que decorra
multo te1npo.
O p ecado é uma doença hereditária, universal, contagiosa, deformadora,
incurável, mortal. Nenhum rnédico humano pode lidar com ele. A morte, que
põe tern1o a toda dor do corpo, não pode curar essa doença: ela exibe seu
poder supremo na eternidade, depois que o selo da perpetuidade foi posto
sobre ela por mandado. ((Continue o imundo ainda sendo in1undo".
II. QUE DEUS DECLARA AQUI O REMÉDIO POR ELE
PROVIDENCIADO
Jesus é seu Filho, a quen1livreinente entregou por todos nós.
1. Eis o ren1édio celeste: as pisaduras de Jesus, o corpo e na alma.
Cirurgia singular, o próprio Curador é ferido, e esse é o rneio da
nossa cura.
2. Lembre-se de que essas pisaduras foram substitutivas: ele sofreu em
nosso lugar.
3. Aceite essa expiação, e estar<Í. salvo por ela. A oração roga pela cirurgia
divina. A crença é o tecido de linho que retém o emplastro. A ve rdade
é a mão que a segura junto à ferida. O arrependim ento é o primeiro
sinroma da cura.
4 . Não deixe que co isa algLUna interfira no único rern édio . Veja os luga-
res próprios da oração, da fé c do arrependim ento; não faça rnau uso
delas, L1zendo d elas rivais das "pisaduras". Pelas pisaduras de Jesus
110
son1os sarados, e só por elas. Deus apresenta utn retnédio, o único
ren1édio. Por que buscar outro re1nédio?
III. QUE ESSE REMÉDIO DIVINO É IMEDIATAMENTE EFICAZ
1. N ossa consciên cia é curada de seu sofrimento: aliviada, 1nas não
amortecida.
2. Nosso coração é curado de seu an1or ao pecado. Odiamos o m al que
açoitou o nosso an1ado.
3. Nossa vida é curada de sua rebeldia. Tornamo-nos zelosos de boas
obras. Se está sarado, comporte-se de acordo com isso. Abandone a
companhia enferma. Faça a obra de um hometn saudável. Louve ao
Médico e sua cirurgia singular. Publique lá fora os seus louvo res.
A árvore do bálsa1no verte sua resina balsâmica, para curar as feridas
daqueles que a corran1; e nosso bendito salvador não fez a mesma coisa?
Zombatn dele, e ele ora por eles. Derrarnarn seu sangue, e ele torna-o em
remédio para a cura deles. Perfuram-lhe o coração, e ele abre ali uma fonte
para o pecado e a itnpureza deles. Já se ouviu dizer algum~ vez, antes ou depois,
que um m édico sangrasse e, d esse modo, curasse os seus pacientes, o u que um
príncipe ofendido n1orresse para expiar as traições dos seus súditos rebeldes?
Nosso bálsamo celeste é uma cura para todas as enfennidades. Se você se
queixa de que n ão há pecados como os seus, lembre-se de que não há salvação
como a de C risto. Se tern cotnpletado o circuito do pecado, lembre-se de que
o sangue de Jesus C risto purifica d e todo o pecado. Ninguém jamais pereceu
por ser grande pecador, a menos que também fosse um pecador incrédulo.
Jatnais deixou de ser curado u1n p aciente que aceitou do grande M édico o
bálsatno de seu sangue expiador.
Veja como C risto, cuja tnorte lhe foi tão amarga, se torna en1 doçura para
nós. A rejeição foi dele, n1as a aceitação é nossa. A ferida foi dele, mas a cura é
nossa. O sangue foi dele, mas o bálsamo é nosso. O s espinhos foram dele, m as
a coroa é nossa. A morte foi dele, mas a vida é nossa. O preço foi dele, tnas a
con1pra é nossa. H á m ais poder no sangue de C risto para salvar do que ein seu
pecado para destruir. Creia apenas no Senhor Jesus, e sua salvação será realizada
(arualizado d e Spiritual Chymist, de Spurstow).
Você, que vive desse re1nédio, fale bem dele. Conte a o utros , ~l medida
em que tiver oportunidade, que encontro u o salvador. Se todas as pessoas que
sentiram a eflckia das feridas de un1 salvador n1oribundo, apreendida pela fé,
publicassem seus casos, quão grandes se demonstrarian1 seu poder e graça! (John
N ewton).
Ele sara a n1ente de sua cegueira; o coração, de sua dureza, a natureza, de
sua perseverança; a vontade, de sua relutância; a n1e1nória, de seus deslizes; a
consciência, de seu entorpecimento e as afeições, de sua desordem, tudo de
acordo com suas graciosas promessas (Ez 36.26, 27) (John Wilson).
O dr. Cheyne era Lun médico tão eminente quão piedoso, mas admitia-se
que era severo em seu regime. Quando receitava, e o paciente con1eçava a fazer
objeções ao tratamento, dizia: «Vejo que você ainda não está bem doente para
. ,
mlm.
Alguns ainda não estão bem doentes para Cristo- queremos dizer, em
seu próprio entendimento, mas, quando descobrem e sentem que estão
completamente perdidos, e não têm outra ajuda ou esperança, de todo o coração
consentem em suas recomendações, conquanto misteriosas, conquanto
humilhantes, conquanto difíceis (Jay).
60. Arrependimento
"Deixe o perverso o seu caminho, o iníquo, os seus pensarnentos; converta-
se ao SENHOR, que se co1npadecerá delen (Is 55.7).
I ..J")
l
2. O perdão que o acompanha resulta de uma expiação plena, que ro rn ;1
o p erdão abundante, justo, seguro e fácil de crer para a consciência
despertada.
Que o p ecador considere a necessidade de total mudança de pensainen to
no seu interior, e de seu ca1ninho no exterior! Deve ser algo completo e radical,
ou não terá utilidade.
Total e tenível ruína deverá advir, se continuar no n1al. Possa esta hora
ver o momento decÍsivo no curso de sua vida! Deus disse: "Converta-se". O
que o impede?
Willian1 Burns pregava certa noite ao ar livre, a uma enorme multidão.
Nem bem terminara, quando um home1n se dirigiu timidamente a ele e lhe
disse: "Ó senhor! q uer vir comigo e ver minha mulher, que está morrendo?"
Burns anuiu, mas o homem disse imediatamente: ''Mas receio que quando o
senhor souber onde ela está, n ão queira vir". "Irei onde quer que ela esteja",
respondeu ele.
Então, o homem, tremendo, disse-lhe que era proprietário da mais
inferior taverna, em um dos mais miseráveis distritos da cidade. "Não importa:",
disse o missionário. "Vamos embora". Enquanto iam , o homem olhou no
rosto do servo de Deus, e disse com seriedade: "Ó senhor, vou desistir do
negócio quando vencer o prazo". Burns replicou: " Não h á prazos com Deus".
Por 1nais que o pobre publicano, tremendo, tentasse conseguir que Burns
conversasse com ele a respeito do estado de sua alma e do caminho da salvação,
foi incapaz de extrair dele outra palavra além destas - "Não há prazos com
Deus".
C hegaram, afinal, à loj a. Atravessaram-na, a fim de chegar ao quarto de
n1orte. Após breve conversa com a mulher moribunda, o servo do Senhor se
pôs a orar, e, enquanto orava, o publicano deixou o quarto, e logo se ouviu um
barulho, algo semelhante a uma rápida sucessão de fortes pancadas com um
grande Inartelo. Não era aquele um barulho muito inadequado para se fazer
nun1a ocasião tão solene como aquela? Estaria louco o homem? Não.
Quando Burns chegou à rua, notou que a tabuleta onde o publicano
anunciava as m ercadorias estava espalhada em pedaços n a calçada. O negócio
fo ra abandonado de tuna vez para se1npre. Na realidade, o h01nen1 havia voltado
as costas para sua taverna inferior, e se co nvertera ao Senhor, que tivera
mis ericórdia d ele, e se volta ra para o nosso De u s, o qual p e rd oo u
ab unda nteinente todos os se us p ecados. Nada transpirou en1 sua vida
posterior para desacreditar a realidade de sua conversão (William Brown, em
}~yjit! Sounc~ .
61 . Rico em Perdoar
"Converta-se ao SENI-IOR, que se con1.paclecerá dele, e volte- se para o
nosso D eu s, porque é rico en1 penloar " (Is 65 . 7 ).
1.'·1
sentisse duro o coração e fosse mundana a estrutura de ~eu espírito. Tendo
começado em o nome de Jesus, log senti como se as algemas fossem afrouxadas,
e a antiga dureza de coração foi abrandando-se, e, conforme eu achava,
montanhas de gelo e de neve iam dissolvendo-se e derretendo dentro em min1.
Esse fato gerou em minha alma a confiança na promessa do Espírito Santo.
Senti a minha mente aliviada de grande escravidão: as lágrimas corriam
copiosamente, e fui constrangido a clamar pelas graciosas visitas de Deus,
restaurando em minha alma a alegria de sua salvação (Christmas Evans).
Às vezes fico inteiramente atordoado em face das excessivas riquezas de
sua graça. Como pode Cristo continuar perdoando dia após dia, e hora após
hora; às vezes, por vergonh a, quase sinto medo de perguntar (A. L. Newton).
É como disse o poeta:
Assemelhar-se ao homem é cair em pecado,
Assemelhar-se ao diabo é habitar no pecado,
Assemelhar-se a Cristo é afligir-se pelo pecado,
Assemelhar-se a Deus é deixar o pecado (Longfellow).
I :../"I
III. QUAL O VERDADEIRO MOTIVO DESSA RECUSA?
1. Pode ser presunção; talvez so nhem que já estão no caminho certo.
2. Às vezes é pura negligência. O h01netn recusa-se a considerar seus
m elh o res interesses. Resolve ser negligente; tnorte e inferno e céu
são para ele brinquedos para divertir-se.
3 . Aversão à santidade. No fundo h á isto : os homen s n ão podem
suportar a hutnildade, a abnegação e a obediência a Deus.
4·. Preferência pelo presente, acima do futuro eterno .
D a cruz do Senhor Jesus vetn o co nvite para que volte. Apresse-se a voltar
para o lar!
A porta do céu fecha de baixo, não de cima. "Mas as vossas iniqüidades
fazem separação", diz o Senhor (Williams, de Wern) .
Lord Byron , pouco antes d e seu falecimento, foi o uv ido a dizer " D everei
in1plo rar misericórdia? lrnplorar rnisericórdia(' Depois de uma longa pausa,
acrescentou: "Vamos, vam os, nada d e fraquezas; sejamos homem até o fim!"
O motivo pelo qual um homem mau n ão se volta para Deus n ão é p orque
não pode (embora não possa), mas porque não quer. Não poderá ele dizer no
dia do julgamento: "Senhor, tu sabes que eu fiz o melhor que pude para .s er
santo, mas não consegui". O homem que n ão tinha as vestes nupciais n ão
poderia dizer: "Senhor, não consegui obtê-las" . E le apen as "emudeceu"
(W. Fenner).
O asp ecto distintivo do bon1 e antigo caminho é que nele ach amos
descanso para as nossas altnas.
O d escanso nunca se acha à parte d o evangelho e da fé ern Jesus.
O descanso não vem da riqueza, d a saúd e, da honra, ou de qualquer
o utro bem terreno.
I. NO "BOM CAMINHO" AC HAMOS DESCANSO, SE ANDARMOS
NELE
1. O ca minho do pe rd ão, m ed ia nte a ex piação, d<1 d esca n so à
• A •
consCienCia.
2. O c uninho da fé na Palavra, com o uma criança, d~1 desca nso ao
en rendimen w .
.-L() camin ho de co nfi ar nossos negócios a Deus (Lí desca nso à m ente.
I 1
(1
4. O caminho de obedecer às ordens divinas dá descanso à ahna.
5. O caminho da comunhão corn Cristo dá descanso ao coração.
II . DESCANSO ACHADO POR ANDAR NO ((BOM CAMINHO" É BOM
PARA A ALMA
1. Traz satisfação, 1nas n ão auto-satisfação.
2. Traz senso de segurança, mas não leva a pecado presunçoso.
3. Cria contentamento, tnas tambétn excita desejos de progresso.
III. DESCANSO DESSE TIPO DEVE SER DESFRUTADO AGORA
1. Você ·deve estar no ca1ninho, saber que está nele, e tentar manter-se
bem no meio da estrada. Creio verdadeiramente em Jesus, e o perfeito
descanso virá. "Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com
Deus"(Rm 5.1).
2. Você não deve ter dúvidas de que o caminho é bom, e que é o
caminho do Senhor.
3. Você deve sentir intensa satisfação em Jesus. Assim fará, a menos
que viva à distância dele, e desse modo perderá sua presença e seu
sorriso. Um Cristo presente é uma fonte de deleite.
Desafiamos aos rornanistas, aos sacramentalistas, aos autojustificadores e
que tais a que digam se têm qualquer descanso. Roma não o promete, nem
mes1no aos seus próprios adeptos, quer neste mundo, quer no mundo vindouro;
mas continua rezando suas missas para o repouso das almas de seus próprios
cardeais falecidos, que evidentemente não estão em descanso. Se seus mais
eminentes sacerdotes vão para o purgatório, onde ficará o povo em geral?
Convidamos a todos os que labutam e se afadiga1n, a vir e experimentar o
Senhor Jesus, e ver se ele não lhes dá descanso imediato e para sempre.
Chama-se "o bon1 ca1ninho". Não é o caminho fácil; o preguiçoso· e o
tolo buscam esse, mas não vale a pena buscá-lo, pois conduz à pobreza e à
perdição. Tambén1 não é o caminho popular, pois poucos há que o encontram.
Porém é o bon1 caminho, feito por um bom Deus, em infinita bondade para
as suas criaturas; pavimentado por nosso bom Senhor Jesus, con1 dores e
rrabalhos in1ensuráveis; e revelado pelo botn Espírito àqueles cujo bem eterno
ele busca (C. H . S.).
Aqui hJ uma trilha repisada sob nossos pés. Conservemo-la. Pode ela
bem ser o mais cuno caminho; pode não nos conduzir por todas as mar~w ilhas
e sublimidades que pedestres mais ousados puderam ver: poden1os perder
pitoresca queda de ~í.gua, uma nod.vel geleira , uma vista encantadora: mas a
trilha nos levad seguros a nossos alojamentos, onde passa r a noite (Dr. Dale) .
127
65. O Etíope
"Pode, acaso, o etíope n1udar a sua pelen (J r 13.23).
Jeremias falara àquelas pessoas, e elas não lhe deram ouvidos; chorara por
elas, e elas não o levaram a sério. Os próprios juízos de Deus não conseguiram
1novê-las, e ele chegou à conclusão de que elas eram incorrigíveis e não podiam
melhorar, tal como um negro não pode tornar-se branco.
I. A PERGUNTA E SUA RESPOSTA: ''PODE ACASO O ETÍOPE
MUDAR SUA PELE?"
A resposta que se espera é: ((Não pode".
A impossibilidade exterior é mudar o etíope a cor de sua própria
pele, um experimento físico ainda não realizado.
A impossibilidade interior é a mudança de coração e caráter, por
alguém ((acostumado a fazer o mal".
Pode ele- quererá ele- transformar-se? Nunca.
A dificuldade, no caso do pecador, está -
1. Na força do hábito. O uso é uma segunda natureza. A prática da
transgressão tem forçado cadeias e amarrado o homem ao maL
2. No prazer do pecado, o que fascina e escraviza a mente.
3. No apetite do pecado, que adquire intensidade proveniente da
indulgência. Embriaguez, lascívia, cobiça, etc., são uma força
crescente.
4. Na cegueira do entendimento, que impede os homens de verem o
mal de seus caminhos, ou notarem o perigo dos mesmos.
Por esses motivos, respondemos à pergunta na negativa: os pecadores não
poden1 regenerar-se, assim como o etíope não pode mudar a pele.
Por que, então, pregar-lhes?
É ordem de Cristo, e temos por obrigação obedecer.
A incapacidade deles não impede nosso ministério, pois pode
acompanhar a Palavra.
Por que dizer-lhes que é seu dever arrependerem-se?
Porque é assim: a incapacidade moral não é desculpa; a lei não deve
ser rebaixada, pois o home1n se tornou tnau den1ais para guardá-la.
Por que Ja!tlr-lhes desst7 ilzctlpttr.:idade moral?
Para levá-los ao desespero do ego, e fazê-los olhar para C risto.
fi. OUTRA PERGUNTA E RESPOSTA. PODE A PELE DO ETÍOPE SER
MUDADA? OU PODE O PECADOR SER FEITO DE NOVO?
Esse é u1n assunto n1uito diferente, e nele está a porta de esperança para
os ho1nens.
1 2~
Sen1 a menor dúvida o Senhor pode fazer um negro tornar-se branco.
O n1aior pecador pode ser transfonnado em santo.
As bases para assim crermos são muitas.
Eis algumas delas -
1. Tudo é possível para D eus (Mt 19.26).
2. O Espírito Santo tem poder especial sobre o coração humano.
3. O Senhor Jesus decidiu operar esta maravilha, e para esse fim veio a
este mundo, morreu e ressuscitou. ((Ele salvará o seu povo dos pecados
deles" (Mt 1.12).
4. Muitos desses pecadores de azeviche foram transformados por
completo.
5. O evangelho está preparado com esse fim.
N isso reside a esperança para o mais inveterado pecador.
Não no banho do batismo;
Não nas lágrimas ardentes do remorso;
Nem na panacéia dos votos e promes~as;
Mas em sua Palavra de poder, que opera grandes maravilhas da graça.
Se fosse possível àqueles que têm estado por séculos, no inferno, retornar
à terra (e não serem regenerados), creio firmemente que, não obstante tudo o
que sofreram pelo pecado, ainda assim o amariam, e voltariam à sua prática
(John Ryland).
As seitas cristãs da Síria parecem considerar un1 verdadeiro caso de
conversão de drusos ao cristianismo como inadrnissível. ((Os filhotes de lobo",
dize1n eles, ((não são dornesticados,. A conversão de muitos pecadores parece
igualrnente iinpossível, m as quantos desses triunfos da graça são registrados
cotno aquele que John Newton descreveu de si próprio: (( Eu era outrora um
animal selvagem , que vivia na costa da África, rnas o Senhor Jesus apanhou-
me, domesticou-me, e agora as pessoas vêm ver-me como se fossen1 ver os
leões na torre".
Não podia ter havido socorro?
Senhor, tu és santo, tu és puro:
M eu coração não é tão mau,
Tão louco, n1as tu podes, certo, purifi cá-lo.
Fala, bendito Senhor, queres tll conceder
A rnin1 os m eios para rorná-lo li mpo?
Sei que queres: teu sangue foi vertido.
Devia ele ainda co rrer em vão?
(C hristopher H arvei, em ((Schola Cordis" [Escola do Coração]) .
I , I)
66. Estímulo à Oração
"Invoca-1ne, e t e responderei; anunciar-te-ei coisas grandes e
ocultas, que não sabes n (J r 3.3 ..3).
Esta é um a palavra de prisão: aqueles que estio espiritualmente presos
sabem apreciá-la.
Essa era a segunda vez que o Senhor falava ao profeta, estando ele no
calabouço. Deus não abandona seu povo, pelo fato de estar e1n má reputação
com o mundo, nem mesmo quando aprisionado. Não, ao contrário, ele dobra
suas visitas, quando estão em dupla dificuldade.
O texto pertence a todo aflito servo de D eus.
Estin1ula-o de maneira tríplice-
I. A CONTINUAR EM ORAÇÃO. "INVOCA-MEr'
1. Ore, mesmo que já tenha orado. Ver o capítulo anterior ,a partir do
décimo sexto versículo.
2. Ore, ainda que esteja na prisão, depois de orar. Se o livramento
demora, torne suas orações mais importunas.
3. Ore, pois a Palavra do Senhor vem a você com essa ordem.
4 . Ore, pois o Espírito Santo o inspira e o ajuda.
II. A ESPERAR RESPOSTA PARA A ORAÇÃO. "E TE RESPONDEREI;
ANUNCIAR-TE-EI".
O Senhor responderá porque -
1. Ele indicou a oração, e fez os preparativos para sua apresentação e
aceitação. Ele não podia querer dizer que ela é Uina simples farsa:
isso seria tratar-nos como a tolos.
2. Ele inspira, estimula e aviva a oração; e certamente ele nunca z01nbará
de nós, excitando desejos que nunca pretendeu satisfazer. Tal
pensamento quase blasfema contra o Espírito Santo, que escreve a
prece no coraçao.
3. Ele fez sua pron1essa no texto; e muitas vezes ela se repete e1n outra
parte: ele não pode mentir ou negar-se a si tnesn1o.
III. A ESPERAR GRANDES COSAS COMO RESPOSTA À ORAÇÁO.
"ANUNCIAR-TE-E! COISAS GRANDES E OCULTAS".
Leia o capíndo anterior, a partir do versículo dezoito, e dele aprenda
que deven1os procurar certas coisas-
1. . Gra ndes em co nselho: plenas de sabedoria e signif-lcaçjo.
2. Coisas divinas: "Anunciar-re-ei". Essas esra.o enumeradas nus
versículos que se segue1n ao texto, até ao fim do capítulo: são elas -
saúde e cura (v.6).
Livramento do cativeiro (v. 7).
Perdão das iniqüidades (v.8).
Veja como os sofredores podem obter livramentos inesperados.
Veja como os trabalhadores podem realizar maravilhas surpreendentes.
Veja como os que buscam podem achar mais do que ousam esperar.
Um jovem engenheiro estava sendo examinado, quando lhe fizeram a
indagação: "Suponha que, sob sua supervisão, foi construída uma bomba a
vapor para um barco, e você sabe que tudo está em perfeita ordem. Mas, quando
a mangueira é jogada na água, ela não puxa água; que pensaria você?" "Eu
pensaria, senhor, que deveria haver defeito em algum lugar". "Mas tal conclusão
é inadmissível, pois a suposição é de que tudo está perfeito, no entanto a
bomba não funciona". "Então, senhor", respondeu o estudante, "eu deveria
examinar o lado do navio, para ver se o rio se secara". Assim também pareceria
que se a verdadeira oração não é respondida, é que a natureza de Deus deve ter
mudado.
O povo de Deus, que ora, chega a conhecer muito mais de sua mente do
que outros; como João, e1n prantos, conseguiu abrir o livro; e Daniel, pela
oração, teve o segredo do rei revelado em visão noturna (Trapp).
Sir Walter Raleigh pediu certo dia um favor à rainha Isabel, e esta lhe
disse: "Raleigh, quando você deixará de pedir?" Ao que ele retrucou: "Quando
vossa Majestade deixar de dar". Peçamos grandes coisas a Deus. Espere1nos
grandes coisas de Deus. Que sua bondade no passado nos faça "persistentes na
oração" (New Encyclopaedia ofIllustrative Anecdote).
A prisão mamertina, onde uma provável tradição declara que Paulo esteve
confinado por algum tempo, tem sua entrada através de uma abertura redonda
no piso de outra prisão, situada acima dela. O compartimento superior é
bastante escuro, mas o inferior são as próprias trevas, de sorte que o
aprisiona1nenro do apóstolo foi do tipo 1nais rigoroso.
Observan1os, contudo, um faro estranho - no chão duro há un1a bela
fonte de ~1gua, clara e cristalina, que sen1 düvida era tão fresca nos dias de
Paulo como é agora. Naturahnente, os p apistas crêen1 que a fonte é nlÍraculosa;
nós, que não somos tão crédulos con1 as tradições, vemos nela, ao contdrio,
um símbolo pleno de instrução: nunca houve un1a prisão, para os servos de
D eus, que não tivesse un1a fonte d e consolação (C. H .S.).
67. Não vos comove isto?
uNão vos co1nove isto, a todos vós que passais pelo canlinho? Considerai e
vede se bá dor igual à n1inha, que veio sobre tniln, con1 que o SENHOR
1ne afligiu no dia do furor ela sua ira" (L1n 1.12).
I' I
III. QUE TEM VOCÊ A VER COM ELE?
1. Para n1LÚtos, ele nada significa. Sobem como balão e estão cheios e
inflados de prosperidade. Mas quando o vinho estiver azedo e o
ouro corroído, como vai ser?
2. Pode significar tudo para os pesados de coração. Você é culpado?
Gostaria de ser perdoado? Volte-se e olhe para ele. O lhe até que
seus olhos ~stejam cheios de lágrimas. ·
3. Se não quiser aceitá-lo, que tem você para oferecer em seu lugar?
Você que diz que os cristãos não estão fazendo bem algum.
Experimente você mesmo fazer alguma coisa. Vá aos tnoribundos,
aos enfermos, leve-lhes garrafas de sua filosofia, conforte-os com o
elixir da dúvida científica. Siga em frente!
Nunca me esquecerei do momento quando apertei a mão de Livingstone.
Tenho na conta de uma das grandes honras de tninha vida tê-lo conhecido.
Era o amor de Cristo que o fazia andar pela África ínvia e morrer entre os
pagãos [ ... ] Lá em sua Smithfield havia homens e mulheres que eram forçados
a ficar junto a estacas incandescentes e queimar; e eram vistos a bater palmas
quando cada dedo se tornava uma vela, e gi·itar: ((Ninguém, senão Cristo!
Ninguém, senão Cristo!"
Havia uma 1noça pobre que por n1uito tempo fora cristã, mas estava com
o coração triste por causa de doença; e quando o pastor foi visitá-la, este lhe
disse: ((Bem, Susana, co1no vai sua esperança?" Disse ela: ''Senhor, temo que
eu não seja cristã. Não amo o Senhor Jesus Cristo". "Ora, sen1pre pensei que o
amasse. Você agia co1no cristã", disse ele. ((Não", respondeu da, "receio que eu
renha enganado a mitn mesma, e que não o an1o". Sabian1ente, o pastor
can1Ínhou até à janela e escreveu num pedaço de papel: "Não amo o Senhor
Jesus C risto", e disse: ''Susana, aqui está um lápis. Assine o seu n01ne ai".
"~-Jão, senhor", disse ela, "eu não poderia assinar isso". "Por que não?" "Eú tne
faria etn pedaços antes de assinar esse papel, senhor". "Mas por que não assiná-
lo, se é verdade?" ''Ah, senhor", disse ela, "espero que não seja verdade. Acho
que o amo " .
I ~ 'I
Simeão, etn seus últin1os dias, v1u a C risto e o segurou em seu s braços
(William G reenhim).
Aqueles que não voltam aos d everes que negligenciaram, n ão podem
esperar voltar ao conforto que perderan1 (G. S. Bowes).
Médico realmente capaz é aquele que, encontrando um home m
extremamente aflito, não somente tem êxito em restaurar-lhe a saúde, mas, na
realidade, põe-no em melhores condições do que antes, tratando com o seu
remédio não somente a doença que lhe causou o sofrimento, mas alguma
outra que está n1ais profunda, contudo raramente percebida pelo paciente.
Tal é a medicina da tnisericórdia. De m odo gracioso, D eus lida com os
pecadores que se arrependem. Deve ser pior que um irracional aquele que
rransforn1e isso num argumento para pecar. O verdadeiro filho de Deus sente
seus olhos lacrimejarem, quando pensa em amor tão superabundante.
o.
I II
III. E NÃO PODIAM SEUS PENSAMENTOS TURBAR ALGUNS DE
VOCÊS?
1. São prósperos. Não são animais cevados para a matança?
2. São levianos com as coisas santas. Negligenciam, ou ridicularizam
ou usarn sem sinceridade, as coisas de Deus.
3. Misturam-se con1 os impuros. Não perecerão junto cotn eles?
4. A história de seus pais poderia instruí-los, ou, pelo n1enos, turbá-
. los.
5. O escrito sagrado, "defronte do candeeiro", é contra vocês. Leiam
as Escrituras Sagradas, e verão por si mesmos.
Consciência sem ação é cotno um braço ressequido nas almas de muitos;
mas o Senhor da consciência um dia lhe dirá: "Estende-te, e faze a obra que te
compete" .
Como um formigueiro, quando mexido, movimenta suas formigas em
todas as direções, assim a consciência do pecador, turbada pelo Espírito ou
pelos juízos de Deus, traz perante sua visão milhares de atos que enchem a
alma de agonia e angústia (McCosh) .
. O Duque de Wellington disse uma vez que poderia ter salvado a vida de
mil homens em um ano, tivesse ele capelães ou quaisquer pastores religiosos.
A intranqüilidade das mentes deles reagia sobre seus corpos, e os mantinham
em febre contínua, uma vez que ela se apossasse de suas estruturas. Nosso
ofício bendito é falar de u1n que pode "n1inistrar a uma mente enferma". Aquele
cuja graça pode livrar da "má consciência", e por n1eio d e quem são removidos
todo o n1edo e perturbação interiores.
Carlos IX, da França, em sua juventude, tinha sensibilidades humanitárias
e ternas. O diabo que o tentou, foi a m ãe que o c riou. Quando, pela primeira
vez, ela lhe propôs o 1nassacre dos huguenotes, ele encolheu-se de horro r:
"Não, não, senhor! Eles são meus súditos amáveis". Depois veio a hora crítica
d e su a vida. Tivesse ele acariciado aquela sensibiFdade n atu ral ante o
derramamento de san gue, e jam ais a Noite de S. Banol,<?meu teria desgraçado
a história d e seu rein ado, e ele próprio teria escapado ao ;e morso terrível que o
enlouquecia e1n seu leito de tnorte.
A seu mé ri to, d isse ele nas suas últimas horas de v ida: "Dormindo o u
aco rdad o, vejo os vultos destroçados dos huguen otes passando diante d e tnirn.
Go te jam sangu e. Mostram rostos h orrendos para mim. Apontan1 para suas
k rid ~1 s <thcrtas e zo mbam d e mim . O h , tivesse eu poupado pelo m enos as
t' I'Í : trH 'Íirlr :rs dv pl'i1o! " Fnt:ío rompeu em g ritos e gen1idos ago nizantes. Dos
! H II Il ', dt• :.11 .1 il!'ll· Vl ' IIÍ :I SIH H S: lll ) ',l'l' IH<l .
I III
III
Foi ele utn dos raros casos históricos que confirma·m a possibilidade do
fenôtneno que manifestou a angüstia de nosso Senhor, no Getsêmani. Isso
resultou de ter resistido, anos antes, ao recuo de sua consciência jove1n ante o
exrretno da culpa (Austin Phelps).
Esse homem de coração veraz não vivia para si mesmo. Daniel era ardoroso
amante de seu país.
Sua oração é instrutiva para nós.
Ela sugere nossas ferventes súplicas a favor da igreja de Deus, nestes dias.
I. O LUGAR SANTO "TEU SANTUÁRIO".
O templo era típico, e, para nossa edificação, deveremos ler o texto
como se ele quisesse significar a casa espiritual. Há muitos pontos
no símbolo que são dignos de nota, mas estes podem ser suficientes:
1. O templo era único e, como só podia haver um templo para Yahweh,
assim também há apenas uma igreja.
2. O tetnplo resultou de grande custo e vasta mão-de-obra; assim
também foi a igreja edificada pelo Senhor Jesus, a um custo que
jatnais pode ser avaliado.
3. O templo era o santuário da habitação de Deus.
4. O templo era o lugar onde Deus era adorado.
5. O templo era o trono de seu poder: sua palavra provinha de
Jerusalém; ali ele governava seu povo e destroçava seus initnigos.
II. A ORAÇÃO FERVOROSA. "SOBRE O TEU SANTUÁRIO ASSOLADO
FAZE RESPLANDECER O ROSTO".
1. Ela estava acima de todo egoísmo. Essa era sua única oração, o
centro de todas as suas orações.
2. Ela se lança sobre Deus. <<ó Deus nosso".
3. Era mna confissão de que ele nada podia fazer de si n1es1no. Homens
honestos não pedetn a Deus que faça o que eles tnestnos podem
fazer.
4 . Pedia uma ~unpla bênçao. "Faze resplandecer o teu rosto".
Isso signitlcaria muitas coisas, que tan1bé1n in1ploran1os, a favor da
ig reja de Deus.
I \' 1
Ministros em seus lugares, fiéis em seu serviço.
Verdade proclamada em sua clareza. O rosto de Deus não pode
brilhar sobre falsidade ou equívoco.
Deleite na c01nunhão.
Poder no testemunho. Quando agradamos a Deus, sua Palavra é
poderosa.
III. A CONDUTA CONSISTENTE. É SUGERIDA POR ESSA ORAÇÃO.
1. Lancemo-la fervorosamente no coração. Quer para alegria ou tristeza,
que a condição da igreja nos preocupe profundan1ente.
2. Façarnos tudo o que pudermos por ela, ou nossa prece será uma
zombaria.
3. Nada façamos para entristecer ao Senhor; pois tudo depende de seu
sorriso. ((Faze resplandecer o teu rosto".
4. Oremos muito mais do que temos feito. Cada um de nós s·eja um
Daniel.
Durante os ternpos turbulentos na Escócia, quando o tribunal papista e a
arist~cracia se armavam para suprimir a Reforma naquela terra, e a causa da
cristandade protestante estava em perigo iminente, tarde, certa noite, John
Knox foi visto a deixar seu gabinete de estudo, e passar da casa, ern baixo, para
urn lugar fechado nos fundos da casa.
Un1 amigo o seguiu, e, depois de alguns tnomentos de silêncio, ouviu-se
a sua voz como se ele estivesse em oração. Instantes depois a tonalidade de sua
voz se transformou em palavras inteligíveis, e, de sua alma em luta, subia ao
céu a petição fervente: ((Ó Senhor, dá-rne a Escócia ou eutnorro!" Depois uma
pausa de silenciosa calma, quando novamente a petição irr01npeu: ((Ó Senhor,
dá-n1e a Escócia ou eu morro!"
Uma vez mais tudo ficou quieto, em completo silêncio, quando, com
paixão ainda Inais intensa a intercessão três vezes repetida tornou-se mais forte:
'-,,
que agora .
3. Resolu ção ton1ada: "Irei e tornarei".
4. Afeição incitada: ((Tornarei para o m eu primeiro marido".
Vo lternos para o Senhor, antes que ele use espinhos para deter-nos.
Se já estamos cercados~ consideren1os os nossos caminhos.
1·11
"Cercarei o seu caminho''. Há a cerca de proteção, para que o mal se
afaste deles; e a cerca da aflição, para que se afastein do mal. A cerca de proteção
vocês a tê1n em Isaías 5.5, onde Deus ameaça tirar a sebe da sua vinha; de Jó se
diz que Deus o cercou de todos os lados. Mas a cerca mencionada aqui é a
cerca da aflição. ''Cercarei o seu catninho", isto é, trarei sobre vocês chagas e
pesadas aflições para os guardaren1 do 1nal.
A consciência ferida é uma cerca de espinhos; mas esta cerca espinhosa
conserva nossos espíritos rebeldes no verdadeiro caminho, os quais, de outro
modo, estariam desgarrando-se; e é melhor ser mantido no caminho certo
com arbustos espinhosos do que perambular sobre leitos de rosas, num caminho
errado, que conduz à perdição (Thomas Fuller).
Um jovem ministro nos Estados Unidos, popular e mui bem sucedido,
viu-se envolvido nas malhas da infidelidade, deixou o púlpito, filiou-se a um
clube de infiéis, e escarnecia do nome que pregara a outros como salvador do
mundo. Adoeceu, porém, e estava em seu leito de morte. Seus amigos reuniram-
se em torno dele e tentaram consolá-lo com suas teorias frias e geladas, mas em
vão. Voltou-lhe o antigo pensamento- a antiga experiência veio perante ele. E
disse: ''Mulher, traga-me meu Testamento Grego".
' Em seu leito, voltou-se para o décimo-quinto capítulo da primeira epístola
aos Coríntios. Quando terminou a leitura do capítulo, grandes lágrimas de
júbilo lhe rolavam pela face. Fechou o livro e disse: ''Mulher, volto, finalmente,
à antiga Rocha, para morrer".
II I
3. As heresias na igreja també1n leva1n a Inales inesperados. Erros,
aparentemente insignificantes, tornam-se em Inales lamentáveis. O
uso de um símbolo desenvolve-se em idolatria. Pequenas disputas
resultam em rancores e divisões.
4. A tolerância do pecado em uma família é fonte produtiva de um
mal esmagador. Veja o caso de Eli.
5. A tolerânci~ do pecado em vocês mesmos. A indulgência ocasiona'!
torna-se hábito, e o hábito é como o vento abrasador do deserto,
perante o qual a vida expira, e a esperança é varrida, de vez. Mesmo
aros permissíveis podem tornar-se um excesso perigoso.
II. O RESULTADO DE ALGUMAS SEMEADURAS É FRACASSO MANI-
FESTO. "NÃO HAVERÁ SEARA".
A semente tenta debilmente crescer; porém, dá em nada.
1. A presunção esforça-se inutilmente para produzir reputação.
2. O farisaísmo luta sem êxito, para obter a salvação.
3. A sabedoria humana luta ociosamente, para produzir novo evangelho.
4. Meros preguiçosos e palradores aparentàm ser üteis, mas é uma
ilusão. Aquilo que parece realizado, logo se desvanece. Boa conversa,
mas sem conteüdo.
5. Aquele que passa a vida sem fé em Cristo e obediência à sua vontade,
pode sonhar com um futuro feliz, mas se decepcionará: "Não haverá
seara" .
III. O RESULTADO DE MUITAS SEMEADURAS É INSATISFATÓRIO.
"A ERVA NÃO DARÁ FARINHA".
1. O homem vivia para o prazer, e encontrou tédio.
2. Vivia para a fama, e juntou vaidade.
3. Vivia para o ego, e encontrou miséria.
4. Vivia por suas próprias obras e religiosidade, 1nas não ceifou paz
mental, nem salvação real.
Sem Deus, nada é sábio ou forte ou digno de ser feito.
Somente o viver para Deus é semeadura sábia.
Possa o Senhor destruir totalmente todas as nossas sem eaduras na carne,
para que não colhamos corrupção! (Gl 6.8).
Possa o Senhor Jesus suprir-nos de boa se mente, e abençoar-nos n:1
semeadura! Oh, quen1 dera rern1os un1a vida cons::tgrada!
Um apólogo oriental conta-nos de Abdala, a quem um espírito 1nau veio
a princípio con1o urna n1osca, so rvendo un1a partícula mínin1a de xarope. Ek
não enxo tou a criatura, e, para sua surpresa, ela Jum entou de tam:1 nho,
tornando-se co mo un1 g:1fanhoro. Co ntinu ou ele in ltJi gc nrc, c :1 criatllr;t l() i
I I1
crescendo, e fez tão rápido aumento que se transfonnou ern enorn1e monstro
que devorou o que ele tinha para seu sustento, e, por fim, o matou, deixando
no jardim, onde sacrificou a sua vítima, un1a 1narca de pés de quase três metros
de comprimento. Assim cresce o pecado nos ho1nens, até que ele se torna um
hábito gigantesco e o n1ata.
Agostinho conta-nos de um jovem que pensava que o diabo tinha feito as
1noscas e coisinhas assiin pequeninas. Mediante a influência desse erro,
aparentemente insignificante, foi conduzido, passo a passo, até que no fim
atribuía tudo a Satanás, e deixou de crer em Deus. Desse modo, o erro semeia
vento e colhe tormenta. A exatidão escrupulosa da fé é tanto u1n dever quanto
uma prática cuidadosa, no terreno da 1noral.
Davi Hume, o historiador, filósofo e cético, passou a vida difamando a
Palavra de Deus. Em seus · últimos momentos, gracejava com aqueles que
estavam ao seu redor; poré1n, os intervalos eram preenchidos de tristeza.
Escreveu ele: "Estou amedrontado e confundido com a solidão desesperadora
em que a minha filosofia me colocou. Quando volto meus olhos para· dentro
de mim mesmo, nada encontro senão dúvida e ignorância. Onde estou? E
quem sou eu? Começo a ver-1ne na mais deplorável condição que se possa
ilnaginar, cercado das minhas densas trevas" (New Encyclopaedia ofAnecdote).
Israel, como nação, dividiu sua lealdade entre Yahweh e Baal e, dessa
maneira, tornou-se imprestável, e foi abandonada ao cativeiro.
Deus fez um só coração no homem, e o esforço para ter dois, ou dividir o
único que te1n, de toda maneira é algo danoso à vida do hon1e1n.
Un1a igreja dividida e1n facções, ou diferindo e1n doutrina, torna-se
herética, ou contenciosa, ou fraca e inütil.
O cristão que tem em mira outro obj-efivo, além da glória de seu Senhor,
por certo levará tuna vida pobre e sem proveitÓ. Ele é um idólatra, e todo o seu
caráter será culpado.
O que vai e1n busca de Cristo, nunca o encontrará, enquanto seu coração
desejar ardenten1ente os prazeres peca minosos , o u a co nf! Jnça f1risaica: sua
busca é defeituosa detnais para obter êxito.
Um rninistro que almeja algo n1ais do que seu único objetivo , seja a Etn1a,
~~ c rudi~;ií o, a filosofia , a retórica ou o lucro , detnonsuar::í. que é un1 servo de
I \' II S, 11111ir() clt cio de E.1lras.
! ·' 111 qtl ,d'I'WI d,,,., <': 1.'\I>S, t·ss: t d c>VItt,·a do cora ~·ii.o é uma moléstia terrível.
I. A DOENÇA. ''O SEU CORAÇÃO É FALSO".
O mal deve ser visto -
l. N a idéia que eles fazetn de seu estado: dizem que são ''miseráveis
pecadores", mas crêem que são excessivamente respeitáveis.
2. Na base de sua confiança: professatn fé em Cristo, m as confiatn n o
ego; tentam misturar graça e o bras .
3. No objetiv~ de sua vida: D eus e M amom, Cristo e Belial, o céu e 6
mundo .
4. No objeto de seu amor. É Jesus e algum amor terreal. Não podem
dizer "somente Jesus".
II. O MAU EFEITO DA DOENÇA. "POR ISSO SERÃO CULPADOS".
1. Deus não é amado, d e form a alguma, quando n ão é amado
totalmente.
2 . C risto é insultado, quando se a~tnite um rival.
3. A vida coxeia e vacila, quando n ão tem atrás de si um coração íntegro.
III. TENTATIVAS DE CURA
1. Que ele se condena pelo fato de render tão pouco de seu coração a
Deus. Por que esse pouco, senão tudo? Por que seguir esse caminho
de qualquer tnaneira, senão o caminho todo?
2. Que sua salvação exigirá todo seu pensamento e coração; pois não
se trata de assunto setn ünportância (Mt 11.12; 1Pe 4. 18) .
3. Que Jesus deu seu coração completo para nossa redenção, pelo que
não é coerente de nossa parte ser d e coração dividido.
4. Que todos os seres po tentes do universo têm coração dividido.
Os homens maus estão ansiosos por seus prazeres, lucros, etc.
O diabo opera o m al com todas as suas forças.
Os hon1ens de bem são zelosos p or C risto.
Leiarn, o uçan1, orem, arrep endatn-se; creiarn de todo o seu coração, e en1
breve se regozijarão de todo o coração.
Em Brooklyn, urn ministro recebeu a visita de un1 hon1em de n egócios,
que lhe disse: "Venho indagar, senhor, se Jesus Cristo rne aceitará na firnu
corno sócio com anditário". "Por que p ergunta?" disse-lhe o ministro. "Porque
desejo ser Ineinbro da firn1a, e não quero que ninguén1 o saiba" . A resposta foi:
"Cristo não aceita sócios co mandi drios".
Alguns dizen1 que o diabo ren1 os pés fendidos; 1nas, seja Li como fo r o pé
do d iabo, o que é certo é q ue seus filhos têm o co ração fe ndido; metade par~·~
Deus, e a outra metade para o pecado; metade para C risto, e a o urra n1e r~H.1 c
pa ra o nnmdo presente. D eus ten1 um cantinho nele, e o restante é p:1ra o
pecado e o diabo (Richard Alleine).
1·1~
Quanto ao rnal de não ser uma coisa ne1n outra, alguén1 acha ilustração
nas vias aquáticas da C hina do Sul, as quais, no tempo de inverno, são
inteiramente inúteis para fins de c01nércio. A temperatura é quase torturante,
pois não é bastante fria para congelar os canais, de sorte que o gelo suporte o
tráfego; nem bastante quente para descongelá-los, de n1aneira que pudessem
ser navegados pelos barcos.
1·17
quen1 ele nunca fere com sua vara de ferro". Se os convites de sua graça fossem
n1ais livrernente aceitos, muitas vezes escaparíamos aos castigos de sua mão.
Oh, que os homens apenas soubessein que o te1npo de saúde, de felicidade
e de prosperidade é uma ocasião tão propícia quanto possa ser, para buscar ao
Senhor! Na verdade, qualquer hora é boa oportunidade para buscar ao Senhor,
enquanto ela estiver presente conosco. Aquele que fosse sábio não acharia
melhor ~ia no calendário, para expulsar a insensatez, do que o dia de hoje, no
qual vive.
Mas que nenhum homem brinque co1n o tempo, pois num instante o
dado pode ser lançado; e está escrito acerca do ímpio: "Também eu me rirei na
vossa desventura, e, en1 vindo o vosso terror, eu zotnbarei" (Pv 1.26).
77. O Prun1o
uMostrou-n1e tan1bé1n isto: eis que o Senhor estava sobre un1 11lllrO
levantado a pnuno; e tinha un1 pnnno na 1não n (A1n 7.7).
I~ I
Whitefield dizia arniúde que preferia ter urna igreja con1 dez homens
retos con1 Deus, a urna com quinhentos, dos quais o mundo risse
disfarçadan1ente (Joseph Cook) .
Livingstone, como missionário, estava ansioso por evitar wna igreja grande
de adeptos notninais. ((Nada", escreveu ele, "rne induzirá a formar un1a igreja
impura". «Cinqüen ta acrescentados à igreja" soa ben1 lá na sede da rnissão,
mas se apenas cinco desses são genuínos, que adiantará no Grande Dia?"
(Blaikie):
Na terra, os pecadores sempre são punidos menos do que rnerecem, e, no
inferno, nunca mais do que merecem (Benjarnin Beddome).
78. Auto-engano
A soberba do teu coração te en ganou" (O b 1.3).
I I I
III. ESSE ORGULHO OS LEVOU A MAUS CAMINHOS
1. Mostravam-se desafiadores. "Quen1 n1e deitará por terra?"
2. Estavam destituídos de compaixão. "Tu mesmo eras um deles"
(v. 9-12). O orgulho é desurnano.
3. Eles n1esmos participaram da opressão (v. 13, 14).
4. Mostraram desprezo pelas coisas sagradas. "Bebestes no n1eu santo
mont=" (v. 1"6).
IV. ESSES MAUS CAMINHOS GARANTIRAM-LHES A RUÍNA
1. A provocação deles trouxe-lhes inimigos.
2. O desprezo que votararn a Deus, fê-los dizer: cce ninguém mais restará
da casa de Esaú, (v. 18).
Odiando toda forma de soberba, descansemos humildemente nele.
Se um homem é perfeccionista e pensa que não tem pecado, isso é prova
não de que seja melhor, mas apenas de que é mais cego do que o próximo
(Richard Glover).
Adão itnaginou que a formosa fruta o tornaria sen1elhante ao seu criador,
mas Deus resistiu ao seu orgulho, e aquela fruta o tornou semelhante à serpente
que o tentara com ela. Absalão pensou que a rebelião o faria rei, mas Deus
resistiu ao seu orgulho, e sua rebelião o impeliu a enforcar-se numa árvore
(Henry Smith).
O ernbaixador veneziano escreveu a respeito do Cardeal Wolsey: "De
fato, percebo que a cada ano ele aun1enta rnais en1 poder. Quando vin1 à
Inglaterra pela primeira vez, ele costumava dizer: Vossa Maj estade fará assim e
assin1. Posteriormente, costumava dizer: Faremos assim e assim. Mas agora ele
di2: Farei assim e assim". Entretanto, a história mundial registra corno o orgLilho
de Wolsey ia à frente da destruição, e con1o seu espírito arrogante ia à frente da
queda.
Napoleão Bonaparte, intoxicado pelo êxito, e no auge de seu poder, disse:
"Eu faço as circunstâncias". Que Moscou, o Elba, Waterloo e Santa Helena,
aquela ilha rochosa onde ficou aprisionado e levou wna vida angustiada,
testifi qu em de s ua cotnp le ta inutilid ad e, e m sua qu eda humi lh ante
(]. B. Gough).
l)a Ines ma maneira que D eus tem dois lugares de habi t~lÇJu, o c é tl c 11111
coração contrito, assim t~unbé m o diabo - o in ferno L' um cor: 1 ~,·iío oq•,Jdll P.'\ 1)
(T. \XI;uson) .
I I
I
79. O Arrependin1ento dos Ninivitas
"Começou Jnna~ a percorrer a cidade caminh o de um d ia, e pregava, e
clizi a : A inela qu arerüa c1 ias, e N íni ve será snhvertida" (] n 3 .4) .
"Nj nivita~ se levantarão, no Jní:r.o, con1 esb geração e a concleu a rão;
porque se arrcpenclerarn con1 a prega~;ão de Jonas. E eis aqui esl á quem é
maior do que Jonas" (lVlt 12.41).
I 1-1
2. Não proferi a n enhuma palavra de amor simpático, pois nilo rin l1:1
nenhuma palavra assim, vinda do coração. Era da escola de E lias, c
desconheceu o amo r que ardia no co ração de Jesus.
3. Não fez nenhuma oração de amorosa compaixão.
4. Ficou triste, quando a cidade foi poupada.
No entanro, aquelas pessoas obedeceram à sua voz, e obtiveram
misericórdi~l, po r darem ouvidos à sua advertência. Isso não reprova
a muitos q ue têm sido favorecidos com admoes tações tern as e
amorosas? Certamente que reprovou aqueles que viviam nos dias de
no sso Senhor, pois n ão há duas pessoas q ue pudessem of'erecer
co ntraste mais singular que Jo nas e nosso Senh or.
Na verdade, alguém "maior", melhor e mais terno que Jonas esrava ali.
IV. A ESPERANÇA A QUE OS NINIVITAS PODIAM CHEGAR ERA
FRACA
Não era mais d o que- "Quem sabe?"
1. Não tinham revelação alguma do caráter do D eus de Israel.
2. Nada sabiam de um sacrifício exp iatório .
3. N ão haviam recebido convire para ·buscar ao Senhor, nem m esmo
ordem para se arrependerem.
4. O argum ento deles e ra principalmente negativo.
Nada se disse contra o arrependi mento deles.
Não poderiam ficar pior, por se arrependerem.
5. O argumento positivo era fraco.
A missáo do profeta foi uma advertên cia: mesmo uma advertência
imp lica em cerro grau d e misericórdia; aven turam-se com base
naquela mera esperança, dizendo: "Quem sabe?"
Náo temos nós t odos, pelo menos , essa mesma esperança?
Náo temos m uito mais no evangelho?
Náo nos ave nturamos com base nela?
D eus adverte antes de ferir, e assusta antes de lurar. '<_Ainda quarent;l d ias,
e N inive será subvertida". Oh, p ros tremo -nos perante o Sen hor, nosso criador!
E nrão sua ira se rá aplacada de mod o que sejamos poupados diariamente, e
suas balas que visam a atingir-nos devem passar por cima de nós (Thomas
Ful ler).
"Ouvi E1lar", diz o sr. Daniel Wi Lson, cm um de seus sermões, ''de
derc rmin ada pessoa cujo nom e não posso me ncionar, que fo i tenrada a pôr
termu a seus dias e perder-se; esse era, porta mo, seu md hor cam inho para
termi nar a vida, o que, se posto em pr<1rica, serviria para aum entar-lhe o pec1do,
e, conseq üenrem cnre, sua miséria, da qual não podia fugir; e vend o que dcvc::: ria
estar no inferno, qu~nto ma is cedo fosse para lá, t anro mais cedo conheceria o
pior; o que era preferível a estar esgotado com a expectativa ato rme ntadora do
que escava por v 1r. .
"Sob a influência de sugestões como essas, dirigiu-se a um rio, com o
propósiro de atirar-se nele; mas, quando estava prestes a atirar-se, pareceu-lhe
ouvir uma voz q ue dizia: "Quem sabe?" como se as palavras tivessem sido
proferid~s em voz audível. Assim, pois, foi levado a tOmar uma posição: seus
pensamentos foram dominados, e, desse modo, começou a agir segundo a
menção da passagem: "Quem sabe?" (Jn 3.9), isto é, o que Deus pode fazer, ao
proclamar · sua graça glo rio sa. Quem sabe, um assim possa encom :rar
misericórdia? ou qual ser<l o desfecho da oração humilde, ende reçada aos céus
a esse respeito? Quem sa be quais os propósitos de Deus em minha recuperação?
"Com pensamentos tais como esses, se nd o infl uenciado até esse ponto,
de modo a resolver tentar, agradou a Deus, graciosamente, capacitá-lo a atirar-
se, p ela fé, sobre Jesus Cristo por meio de todas as suas dúvidas e temores. Só
Jesus é capaz de salvar perfeitamente todos quantos vêm a Deus, por intermédio
dei~, humildemente, desejando e esperando misericórdia por amor a ele, para
a sua própria alma. E nisso não ficou desapontado, mas veio a tornar-se um
eminente cristão e ministro. E, de sua própria experiência das riquezas da
graça, foi muiro út:il à conversão e conforto de outros" (Religious and Moral
Anecdotes).
I ~~ )
3. Ulrimameme tinham feiro isw: "Mas há pouco" - "onrcm'' , ll: ~L·
na margem. O pecado era recente, a fe rida estava sangrando,'' olC n~.:1
era extrema. Tinham a inclinação para a obstinação.
4. Tinham agido assim mali ciosamente. (Ver a última pane do
versícu lo). Procuravam briga com aquele que "não pensa em guc..: rra".
Deus deveria receber nosso amor, mas nos vo ltamos contra ele, sem
causa.
II. OUÇAMOS A EVIDÊNCIA MAIS LAMENTÁVEL PELA QUAL A
ACUSAÇÃO É SUSTENTADA.
Tomando as palavras "meu povo" como alusão a codos os que se professam
cristãos, muiros deles "levantam-se como inimigos", por causa de:
1. Sua separação do Se nhor. "Quem não é por mim, é contra mim
(Mt 12.30).
2. Seu m.undanismo. Po r isso o zel~ do Senhor se move, pois o mundo
fo i feiro seu r ival, n o coração. "A am izade d o mundo é ini miga de
Deus" (Tg 4.4).
3. Sua d es crença, que inju r.ia s ua honra, s u a veracidad e, s ua
imutabilidade (l ]o 1.1 O).
4. Suas h eresias, q u e lutam contra sua verdade revelada. É obra intàme,
quando a igreja e seus pastores se opõem ao evangelho.
5. Sua profanidade. Os q ue se professa:m profànos são, por excelência,
"inimigos da cruz de Cristo" (Fp 3. 18) .
6. Sua rnornidão, pela qual enfermam a seu salvador (Ap 3.16),
emristecem ao Espíri ro (Ef4.30), estim u lam os pecadores no pecado
(Ez 16.54), e d esestimulam :lOS que b uscam a Deus.
III. ATENTEMOS PARA AS MAIS TRISTES ADVERTÊNCIAS
N enhum bem virá, possivelmem e, da oposição ao Senhor; porém,
h ão de seguir-se, inevitavellnenre, os males mais d olorosos.
1. No caso de cristãos autên ti cos, advirão a eles pesados castigos e
humilhações (Lv 26.23, 24).
2. Com estes vi rão os mais rrisres ais e agoni as d e coração.
3. N o C lSO d e m eros professantes, em breve virão o abandono da
profissão, a imor:did:tde, a maldade sé rup h , etc.
o~ ~)<.:'Clc..los dos perversos perfuram o lado de Crisro, lll:l~ os pecadns d()s
pininsos rln c:tm-lh e a bn<..::l
·'
110 corado.
·"
Ctrlylt~, r:, l:lndo das mud anças produzidas pelo rempo, d iz: "Qu:ío rdgic:t
11k é a vis ra de> velhos amigos: uma cois~1 da qu~tl re~1lmenre s('mpre me esqui vo!"
O pt'cado fez mud~mçts ;li nda mais dolorosas ern algu ns que outrora c- rarn
<.:onrados ('11m:.' os amigos de Deus.
I í ~·
Farnaces, filho de Mirridates, rei de Ponto, enviou uma coroa a César, no
tempo em que estava em rebelião contra este. César recusou o presente, dizendo:
"Primeiro, que ele abandone sua rebelião, e depois recebere i a coroa". H <i muitos
que põem uma coroa de glória na cabeça de Cristo, m edia nte boa profissão,
mas põem uma coroa d e esp inhos em sua cabeça, med iante má conversão
(Secker).
Depois que o pobre Sabat, um árabe que havia professado fé em C risto,
mediante os esforços do Rev. W Martyn, apostatou d o cris tianismo e escreveu
a favor do islamismo, foi e ncontrado em Malaca, pelo finado Rev. Dr. Milne,
q u e lhe formulou algum as perguntas m uito incisivas, em resposta às quais ele
disse: "Sou feliz! Tenho sob re a cabeça um monte de areias ardentes. Quando
pretendo algo, não sei o que estou .fazendo!" É, na realidade, mau n egócio
abandonar ao Senhor, nosso Deus (Bmú E1zcyciopaedia).
I I
4. Escavam enfadados de suas restrições: queriain liberdade para st:
arruinarem m edian te a trans gressão.
III. U MA PERGUN1A PACIEN TE. " QUE T ENH O FEITO?" ETC.
Amor extraordinário ! O p róprio Deus s ubmete~se a j u lgam ento.
1. Q ue aro sin gular de Deus poderia in d uzir-n os a abandon ar o seu
caminh o? "Q ue re ren ho feiro?"
2 . Q ue ca min h o con rín u o de D eus po deria causar-nos enfado? «Com
que re enfadarei?''
3. Que ripo de testemunho podemos aprese n ta r co n tra Deus?
" Responde-me".
Se estamos en f 1dados com nosso D eus, é-
Por causa de nossa o bstinação insensata.
Por causa de nossa imaginação volúveL
Por causa de n osso débil am o r a ele e à santid ade.
O ra, há u ma coisa p ara a q ual precisamos ch am ar a are n ção d os rebeld es:
que o Senhor n unca os aband onou; eles é que o abandonaratn! O Senho r
nunca os deixou; eles é que o deixaram! E isso, também, sem n enhum motivo.
O amor n ão gosta de ser esquecido. Vocês, m ães, ficariam com o coração
pa rti do, se seus filh os os d eixassem , e nunca lhes escrevessem uma palavra, o u
enviassem q ualq uer lembran ça de sua afeição por vocês; e Deu s insiste com os
rebeldes, como um pa i insiste com os q ueridos q ue se d esviaram . E ele ten ra
trazê- los de volta. Ele pergunta: "Que vos renho fe i ro p a ra que me
aban do násseis?" As m ais ternas e am orosas palavras en contradas em nossa Bíblia
são de Yah weh pa ra aqueles que o deixaram se m motivo (D. L. M o od y) .
Q u e aqueles q ue são ten tados a at~1srar-se do Senhor, lembrem-se da
resposta d e Cristão a Apolião, quan d o este p rocurou persuadi-lo a voltar a
esquecer-se de seu Senhor: "ó destruid or Apolião, para falar a verdade, gosto
de servir a ele, d e seu salário, de seus ser vos, de seu govern o, de sua compan h ia,
e de seu pais, ma is do que dos reus; d eixa, po is, de querer pers uadir-m e. So u
servo dele, e a ele segui
'-
rei".
Qu~mdo um juiz inflei exigiu que blasfemasse conrr;l Crisro, Polic1rpo
deu -lhe esc~t resposw in rel igenre e devor~1: "Tenho vivido durante o irema e s..:is
anos. Nc:m u ma vez. scqu~r ele me p rejudico u em q ualq w::r coi s~t ; por l]Ll l',
Top<lmos aqui com uma ilha, no lago tormentoso de Na um. Tudo é cal mo
neste versículo , embora o contextO inteiro seja abalado pela tempestade.
I. DEUS. "O SENH O R É BO M ".
l. Bom, em si mesmo, essencial e independentemente.
2. Bom, eterna e imutavelmente.
3. Bom em todos os seus aros graciosos.
4. Bom em se u ato presente, seja esse qual for.
Se alguém mais pode ser bom ou não, sabemos que o Senhor o é
(lv1c 19.17).
II. DEUS E M R ELAÇÃ O A NÓS . " FO RTALEZA NO DIA DA
ANGÚSTIA" .
1. Sob circunstâncias especiais, nosso refúgio.
No dia da angústia, quando a provação é especial e veemente.
No dia da angústia: passageiro , mas assim m esmo longo, o bastante
para durar o quanto d ura a vida, a menos que o Senho r o impeça.
No dia da angústia: q uando por d entro, por fora, c ao derredor,
parece haver somente cuidado, temor, necessid ade e trisrez.a.
2 . M antendo a nossa paz.
3. Desafiando nossos inimigos, que não ousam atacar tal fortaleza.
4. Permanecendo sempre o mesmo: refúgio seguro para os necessitados.
III. DEUS CONOSCO. "CONHECE OS QUE NELE SE REFUGIAM''.
1. Seu terno cuidado para suprir todas as s uas necessidades.
2. Sua comunhão amorosa com eles, o que cons titui a melhor prova
de que ele os co nhece, e que s~i.o se us amigos amados.
3. Se u reco nhecimenro franco: agora ele os possui; e co nfessad seus
n omes diante de rodos os mund os reunidos (Ap 3.5).
Ultimamente, quando es tive mos no Vale de Yosem ite, nosso gu ia nos
E1lou de um:1 série de terríveis rerremoms q uc houw no V;lle. h:i dr ios :Ul OS.
0:-; poucos habi canres que ali mo rav;lm, for;lm arrancados de seus leicos, à
nn i r~.:. Fr:{gcis c1b:11Us for:1111 dcsrro~~:1cbs. Eno rmes pcdr~ls soltas fo ram
arrem(;'ssadas do precipício para o vale. Esses abalos se reperiram por d iversos
di;ls, :né que as pessoas foram rom:t<..bs de p;'inico, e estavam :1 pomo de cai r no
~.kses pero.
"Que é que vocês fizeram?" pergumamos. O guia· (apontando par<l :t
Qu;lndo o E.spíriw de D eus reperc com freqi.iênci:l o que diz, csr:í :1pebndo,
desse modo, para nossa atençlo especial. Uma doutrina decl3rada com ranra
freqüéncia deve ser preg;1da consramemenre. Uma dourrina declarada com ranca
frtqüên c:ia, ctda um de nossos ouví mes devt recebê-la .sem a menor hesiução.
1. C( l NS II )EREMOS OS QUATRO T EXTOS COMO UM SÓ
< > c11sino ~cla ro. "O justo viverá pela sua fé».
I. A vida é recebida mediante a fé, o que to rna um homem jusro.
O homem começa a viver por um livramento total, da condenação
e da morre penal, tão Jogo crciJ. em Jes us. O homem começa a viver
como um ressuscitado da morre espiri tual, assim que tenha fé no
Senhor Jesus Cristo.
2. A vida é sustentada pela fé, que mantém um homem justo.
Aquele que é perdoado e vivificado, vive, daí para a frente, como
começou a viver - a saber, pela fé.
Vive pela fé, em todas as condições, -
Na alegria e na tristeza; na riqueza e na pobreza;
N a força e na fraqueza; em labor e em abatimento; na vida e na
nwrte.
Vive melhor, quando a fé está em suas melhores condições, muito
embora, em outros aspecros, possa ser severamente provado.
V ive a vida de Cristo de modo muito mais feliz, quando ma1s
intensamente crê em Cristo Jesus.
II. CONSIDEREMOS OS QUATRO TEXTOS EM SEPARADO
Se lermos com precisão, verificaremos que a Bíblia não contém ..
repetições. O contexto dá novo sentido a cada aparente repetição. •
1. Nosso primeiro texto (H c 2.4) apresenta a fé como algo que capacita ·
o homem a viver em paz e humildade, conquanto a promessa ainda
não tenha chegado a seu cumprimento. Enquanto esperamos,
vivemos pela fé, e não pela vista.
Somos, desse modo, capazes de resistir, em face dos triunfos
temporários dos rnaus.
Desse modo, somos preservados da impaciência orgulhosa em fà.ce
da demora.
2. Nosso segundo cexto (Rm 1.17) apresenta a fé como algo que opera
a salvação do mal que há no mundo, mediante a lascívia. O capítulo
em que esse versículo se enconrr;1, apresenra terrível visão da natureza
humana, e significa que somente a fé no evangelho pode crazer-nos
1-e, na fo rma de-:
Escbrecimenro mencll da vida, no qu e concerne ;lO verdadeiro Deus
(Rm 1. 19-2:1).
Pureza moral da vida (Rm 1.24 e s.s.).
3. No~.-;n ren:eiro rexro (Gl3.11) ap resen ra a fé como algo <.Jlll' 11o~ rr:1z
:tl) li Llt jus1iflc\~·ão que nos salv:~ da Sl'nrcnç:l de morte.
I l ,.I
Nada pode ser mais chro, mais positivo, mais completo do que ess;t
declaração de que ninguém é justificado diante de D eus, excr.:ro
pela fe.
·Luuo a negativa quanto a positiva sao bastante claras.
4. Nosso q uarto textO (Hb 10.38) apresenta a fé como a vida da
perseverança final.
Há necessidade de fé, enquanto aguardamos o céu (vss. 32-36).
A ausência de tal fé nos levaria a retroceder (vs. 38) .
Esse retrocesso seria um indicio fatal.
Esse retrocesso nunca pode ocorrer, pois a fe salva a alma de rodos
os ricos, mantendo seu rosto volc:ado até o fim, para o céu.
Que pode faze r você, que não tem fé?
De q ue outro modo pode ser aceito por D eus?
E111 que base pode desculpar sua descrença em seu Deus?
l'c ' Ci tll'll :l ( l iÍ.•,: t t: :1 ~ ~: ~ ( :()111<) l', l'l1fá0, (jllt' :\ d <.!SC1"1.:11Ç':l0 Cl'Ífll t' filO grand e
qtH· ··:. t.í 111:11 1.1.!:1 j•:11:1 :1 rL·prov:l<;:"io, como mal conden:trô rio. <..Juc· L·xdui us
11111111'11:. tJ,, ~, , : ,e Scj:t Li o que for que ponha cm segundo lugar, dt· ;1 f·c :1
pri11t :r!.Í:1. 1-'.l:t 11 ~10 0 coi~:t vi, pois é a sua vida.
I (I )
85. Porventura
"Buscai o SENHOR, vós todos os mansos da terra, que cumpris o seu
juizo; buscai a justiça, buscai a 1nan~idão; porventura, lograreis esconder-
vos nt) dia da ira dt) SENHORn (Sf 2.3).
] h(1
III. MAS, N O CASO DO INQUIRJDOR, ELE TEM MUITO MAIS EM
QUE SE BASEAR DO QUE EM UM SIMPLES "PORVENTURA".
Há inúmeras e seguras promessas na Palavra de Deus, e estas vi~am:
Ao arrependimento (Pv 28.1 3 e Is 55.7) .
À fé (Mq 1.16; Jo 3.18 e At 16.31).
À oração (Mt 7.7 e At 2.21).
Que essas promessas sejam objeto de estudos, e seu estímulo seja aceito
por imediata co ncordância com suas exigências.
Consideremos que Deus previu rodos esses acontecimentos, quando fez
essas pro messas e, por conseguinte, ele n ão as fez em erro.
Consideremos que ele é o mesmo que era quando fez a promessa, e, assim,
na realidade, a tàz todos os dias.
Certa vez se ouviu o dr. John Duncan dirigir-se a uma m endiga, em
Edimburgo: "Ora, você m e prometerá que buscará. Mas note, buscar não a
salvará, embo ra isso seja seu dever; e, se vocé b uscar, encontrará, e o encontrar
',
asa1vara .
Nossa esperança não depende de desemaranhar uma linha como "imagino
assim" ou 'o é prov~ivel", porém o cabo, a corda resistente que prende nossa
âncora, é o juramento e a promessa daquele que é a verdade eterna; nossa
salvação está presa com a própria mão de D eus, e com a própria fo rça de
Crisro, na estaca da im utável natureza de Deus (Rurherford).
Quanto tempo um mendigo esperará, e qufio ansiosamente rogará, embora
nlo ten ha promessa alguma de esmola, mas apenas a chance rara d e ganhar a
moedinha de alguém que passa! Quão trabalhosamente os pescado res lançarão
suas redes, por repetidas vezes, embora nada tenha sido apanhado por enquanto,
c o único estímulo que têm é a possibilidade d e que o peixe ven ha d esse modo!
Quão desesperadamenre os homens me rgu lh:1 m no mar com a expecrariv;1 de
ach ar pérolas nas conchas de ostras , e encontram mons tros ferozes das
profun dezas, com a espe rança incerta de en riquecer.
E n~o se ch ega r~ o os homens a Det1s, quando suas perspecriv:1s são mu iw
nuis hri lhamcs, suas expecta tivas muito mais jusrifidvcis? Quanro a mim ,
lançarei minha alma ent~ rm ~l JOS pés de C risro, na crença tlrmc c in aba l:ívd d e
que de me curad, e depoi~ o segu irei , aonde quer q ue ele vJ, em rran qüila
segur~lllÇl de que ele me co nduzida seu rein o e glória eternos (C. H. S.).
1()7
86. Impuro e Impurificando
"Então, per-guntou Ageu: Se al~uéi11 t1ue se tinha tornado in1puro pelo
Ct1ntato com um cn111o m orto tocar nalguma destas coi~as, ficará ela
imunda? Respontlerum os sacerdotes: Fici.1rd. im uncla. Então, pn)sseguiu
Ageu: A ssim é este p ovo, e assim esta nação perante 1nirn, di% o
SENHOR; assim é toclct a obra elas suas rnãos, e o que ctli oferecen1: tudo
é imundo" (.Ag 2.13-14).
É grande o n(Lmero das pessoas que desp rezam {(o dia dos humildes
começos " .
Geralmente é o modo de Deus começar suas grandes obras, com um dia
de pequenos começos.
Assim, se nora q ue nada há nos próprios meios usados.
Assim, o poder divino é exibido de modo mais pleno.
Assim, a fé é exercida e destinada a ensinar muitas lições.
Por que deveriam os homens desprezar aquilo que Deus ordena?
Eles demonstram o seu desprezo de várias maneiras.
Fingem ter compaixão por tais fraquezas (Ne 4.2).
Vituperam e censuram (lSm 17.28).
O lham com desdém e lançam no ridículo (Mt 13.55 eAt 17.18).
I. AQUELES Q UE DESPREZAM A OUTROS QUE ESTÃO NO DIA DE
HUMILDES COMEÇOS
1. Não sabem que há criancinhas em graça, e que essas são verdadeiros
fl.lhos de D eus? Duvidam desse fato eviden te?
2. Vocês mesmos, outrora, não eram pequen os assim ?
3. Não foram os maiores dos santos muiw débeis, outrora?
Teriam agido desse modo com eles?
4. Nosso Senhor não cuidou ternamente dos co rdeirinhos? (Is 4. 11).
II. AQUELES QUE DESPREZAlvf O DIA DOS HUMILDES COMEÇOS
EM SI MESMOS
1. Com freqüência, deixarão de obse rvar e n utrir pensam enros c
sentimentos que os levariam a C risto.
2. Não são capazes de c rer que a salvação pode vir por meios co muns
ou m edi :ln\e se us aru~lis conhecime n tos e emoções: esses são
pequenos dema is cm sua es tima; anelam por si na is e maravilhas.
:3. Se nutrissem seus fracos desejos, e suas débeis resoluções, e rímid~1s
crenças e rrêm ulas es peranças, d eles adv iria o bem.
17t"'\
4. Não há dúvida de que muitos pensam mal de·sua própria L'UJtdi ~r:tu ,
quando D eus pensa bem d elas. Julgam que a pequena fé. e a pcqut' lt.l
vida e a pequena força são inúteis; mas o Senhor n1o pen.s;l assi111.
III . AQUE LES QU E NÃO DESPREZ AM O DIA D OS H UM JLUE.S
C O M EÇ O S
1. Pastores esperan çosos. Estamos atentos aos sinais graciosos, e somos
mais propensos a ser desencaminhados por nossas arden tes esperanças
do q ue cair na falta oposta de desprezar o d ia dos humild es começos.
2. Pais ansiosos. Anseiam ver o florescimento da graça em seus tllhos.
Os mínimos sinais de vid a espiritual os encantariam.
3. Sábios ganhadores de alm as. Alegram-se por ver "primeiro a erva".
Venham a ele, todas vocês, almas trementes!
Qua ndo o menin o começo u a desenhar retratos em sua lousa, e a fazer
esboços com carvão, nele escava, em forma embrion ária, o grande arrisca. Não
eram todos que podiam perceber seu gênio, que d esabroch ava, mas aquele que
percebeu e estimulou o jovem a p rossegui r na arte co m sua vocação, en controu
satisfàção a vida inteira, por tê-lo ajudado. ·
Tivesse ele olh ad o com desdém para o jovem d esenhisça, e teria vivido
para ver sua insensatez; mas agora sen te prazer em cada triunfo o b tid o pelo
renomado pintor. Sentirão u m a alegria assim , apenas d e uma ordem mais
elevada e mais espiritual, se estim ularem cedo a piedade, e ensinarem ao terno
coração o caminho da paz e da sa ntidad e.
Reprimir os desejos voltados para o céu, porque nele.s está presen te algo
de infantil, é pe r versa crueldad e: desbastem a videira de seus ramos
improdutivos, mas não a arranquem . Fomentem e nurram mesmo o mais
tênue sinal de graça. "Não desperd ices, pois há bênção nele" (Is 65.8).
Uma tarde, no tei que estava no culto uma jovem que eu sabia ser p rofessora
da Escola Dominical. Após o cu lto, p erguntei-lhe onde estava a classe. Ah !
disse ela: "fui ~1 escola e encontrei som ente um menino, e por isso, vim embora".
"Somente um menino!" disse eu; "pense no valor de cal alma! as chamas de
uma Reforma podem escar latentes naquele rapaz em formação; pode haver
um novo Knox, o u um Wesley, o u um ·w h irefleld em sua classe" (0. L. Moody).
O rnusgo é apenas uma pequenina planta, mas quando suas sementes
C;lem em ptlllranos profundos, alagad iços e traiçoeiros, elas c rescem, e uncm o
terre no de cal modo que se rorna perfeitamente seguro pa~sar por cima -
cons rr uir, na verJ ade , uma ponte ampb e durável. "Em roda a criação se obrém
os mais gr~1 n diosos e complicados fins, pelo emprego dos mais simples me ios"
(James Neil, em Rrr:r;fi·om tbe R.et~bw ofJVature).
17 1
88. Presos de Esperança
"Quanto a ·ti, Siã()1 por causa do sél.ngue da tua aliança, tirei <.l.S teus cativos
da cova em que não havia água. \~) ltai il fortaleza, ó preSlJ~ tle l:Sp~ran~a;
tmnbém, b o je, vos a nunciu que tuctl vo::: restituin:i em cl.oJJn/ (Zc 9 .11 - 12).
-,
1 /..:.
2. Deus é abundante em su a misericórdia: "Tudo vos restituirei em duh n ,...
O do b ro de vossas dificuJ dades (Jó 13. 10) .
O dobro d e vo ssas expectativas (Is 61 .7) .
O dobro de vossas realizações: ''graça sobre graça" (J o 1. 16).
O dobro d e vossa fé (Ef 3.20) .
3. Deus consola em sua promessa; pois ela é:
Clara: "Vos anuncio".
Presente: "Também h oje vos an uncio".
Positiva: "An u nciarei que farei".
Pessoal: "Eu vos restituirei".
Com que gratidão e aleg ria essas intimações de esperança deveriam ser
recebidas por aqueles que estão, naturalmente, em tão miserável co n dição!
Diz um célebre relato q ue, quan do T iro Flamínio, d u ranre os jogos p ú blicos,
proclamou a liberdade da Grécia, depois que ela Fora conquistad a pelos
roman os, a principio os mag istrados perman eceram num silencioso espanro,
m as ato contí n uo irromperam n um grito que p rosseguiu por duas horas:
"Liberd ade, Liberdade!"
Parece-me que tal alegria, e maior do que esta, deveria aparecer entre os
miserávei s pecadores, quando se tàzem essas p roclamações de liberdade. E n ão
são elas feiras agora? Não tenho estado a falar-lhes , com base na Palavra d e
Deus, que em bora estivessem condenados sob a justa sentença d a lei, mediante
um reden ror, essa sentença pode ser revogada, e suas abrias podem ser restauradas
à vida e à felicidade? Não ten ho estado a provar que, embora Satanás os retivesse
em escuro cativeiro, ainda pela lei do grande redentor, podem ser resgatad os
d e suas m ãos, e feitas mais do q ue vencedores por intermédio dele?
N áo lhes tenh o dito qu e, não obsrame a dolorosa e inútil luta q ue têm
rido até aqui, com a fragilidade e as corrupções de uma natureza depravada,
ainda podem receber aquelas comunicações do Espírito que os purificarão e
fo rta lecerão, e os capacitarão à perfeita san tidade no temor de D eus? Presos de
esperança, cairão no desespero? (Dr. Doddriges).
8 9. Convalescença Espiritual
uEu o~ fortél lecerei 11t) SENHOl\., e anc.lu r5o lh) seu 11l1m e,
cliz o SENHOR" (Zc 10. 12).
Elas são de c~1l modo esq uecidas, c t:lntas vezes perseguid as, c gera lmenrc
r:io dtspreza das , qu t é bom que pensemos nas profec ias de um glorillso
fururo, acêrca d o qual o Senhor E1lou a seu povo escolhi do.
1\bs a her~mç:1 do Israel namral e tÍpico pcrrence, em seu signifi cado
espi ritu al , ao l.sr:1el esp iritual. E essa pro m essa é nossa.
I ...I I'
1. PROMESSA DE FORTALECi MENTO DIVINO. ((EU OS FORTALE-
CEREI NO SENHOR".
1. Isso é dolorosamente necessário.
Somos, naturalmente, fracos como a água.
Na presença de grandes tarefas, sentimos a nossa fraqueza.
Precisamos de força p:ua vigiar, caminhar, trabalhar e guerrear.
2. É prometido gratuitamente. (Ver também o vs. 6).
A justiça poderia deixar-nos abandonados a nós mesmos.
O amor cerno observa a nossa necessidade.
O poder infinitO sup re-a abundantemente.
3. É concedido divinamente: "Eu os fortalecerei".
Donde se deduz- é certo na realização.
4. É recebido aos poucos. Prosseguimos de força em força.
Pelo uso dos meios da graça: oração, comunhão com Deus, exercício
espiritual, experiência, e assim por dianre.
5. É percebido com deleite.
Uma excelente ilustração é a do homem enfermo que recuperou as
próprias forças .
Tal como em seu caso, assim, no nosso:
O apetite volta: sentimos gosto na Palavra.
As dificuldades desaparecem: a carga torna-se leve.
Desejo d e atividade: a força anseia por exe rcício.
II. ATIVIDADE CRISTÃ PRED ITA. "E ANDARÃO NO SEU NOME".
1. Desfi-uraráo de facilidade- implícita no ato de andar.
2. Possuirão liberdade: esse é o meio de andar próprio da liberdade.
3. Perseverarão nessa atividade do andar; e cada vez mais clamando
jubilosamente: "Avante, e para o alto!"
4. Consagrarão essa atividade com cuidado: ''Andarão no seu nome"-
fazendo tudo cm nome do Senhor Jesus.
III. AMBAS AS BÊNÇÃOS SÃO GARANT IDAS
1. Eis a graça onipotenre na bênção divina: "Fortalecerei".
2. Aqui esd a bênção divina, na ex pressão "andarão", d e livres agentes
consagrados.
3. Eis o divino "diz. o Senhor" da infalível fidelidade.
Rebra sir w~drer Scorr, cm sua autobiografia, que, quando era cnança,
uma de suas pernas ficou p~Hali.sada, c, quando b lhou a habilidade m édica,
um tio bondoso o induziu :1 exercitar os múscuiDs da pcrn;t sem energia,
pux;mdo um relógio de ouro diante dde, no soalho, renundo-o a arrastar-se
cm busca do relógio, c d esse modo m :ll1tendo e, ao5 poucos, aumentando a
l<.nç: t vit:ti L· mttsc td:tr.
Assim Deus lida conosco em nossa infància espiritual e na fraqu eza de
nossa Fé. Quão fracos os nossos esforços, quão morosos os nossos movimentos!
Mas a vitalidade espiritual é trazida à rona, desenvolvida, fortalecida por aqueles
esforços e movimentos, morosos e fracos que sejam.
A falta de força é m ais grave do que a fura de qualquer tipo de p osse exterior.
Um homem rico e fraco está em posição muito pior do que um pobre e forte; e o
pobre forte é, rea.lmençe, o mais rico dos dois. A fraqueza diminui o trabalho ,
reduz o desfrute e agrava grandemente o sofrimento de qualquer natureza.
Além do mais, em muiros casos, é causa de maldade - levando diretam ente
à transgressão e expondo o indivíduo a tentações violentas e excessivamen te
perigosas. De sorte que, como m eio de preservar-nos contra o pecado, d evemos
buscar forças diariamente.
Todo homem p recisa de fo rças; mas n inguém tem dentro d e si a força
para enfrentar as exigênc ias que lhe são impostas. Precisa de fortalecimento.
O cristão não constirui exceção a essa regra. Precisa de fo rça. Sua conversão
não foi uma translação para a inatividade, para a facilidade e para uma calm a
inin terrupta. Sua obra não é o cântico incessant~ d e salmos~ enquanto se reclina
em verde pastos e se assenta ao lado de águas rranqüilas. Há momentos quando
se deita em verdes pastagens; mas se deita cansado; e deita-se, para que possa
levantar-se de novo um homem mais forte, para entrar em batalhas mais ferozes,
e para trabalh ar com mais afinco. Descansamos, não por causa do descanso,
mas p <tra que possamos trabalh ar novamente (Samuel Martin).
lt I
A tristeza evangélica pelo pecado deve ser nosso cema neste rempo.
I. É CRIADA PELO ESP ÍRITO SANTO , "O ESPÍRITO D E GRAÇA E
DE SÚPLICAS".
I. Não é produzida por mera consciência, nem por terror, nem pelo
prego d e alguma forma de penitência; muito menos pela música,
por quadros, etc.
2. Vem como um dom da graça: ''Derramarei" . O entendimento é ---
esclarecido, o coração renovado, etc. , por um ato distinto do Espírito
de Deus, enviado p elo Pai.
3. É assistida pela oração: "graça e súplicas" . N isso difere do remo rso,
o o
2. Acomp:111ha o o lhar salvado r par~1 j<:!s u.s, 111<1S não é riv:tl d esse olhar.
J. n ovi:t dn C[',O , ~: r:11nhém dL· Stll prÓpriO ego.
4. Leva a Jesus: pranteamos por ele; e es ta nossa yj nculação com Jesus
é muitíssimo eficaz em nossos corações.
Vem, coração que sangra , e olha para Jesus, a fim de obteres a cura!
Vem, co ração duro, e olha p ara Jesus, a fim de obteres quebrantamento!
Vem, coração descuidado, pois a visão de Jesus pode p render a ri também!
91. À Parte
"A terr a pranteará, c~da fa1nília à parle; a família da casa de Davi à parte, e
suas Inulheres à parte; a fan1íha ela casa de Natã à parte, e suas n1ulheres à
parte; a família da casa de Levi à parte, e suas mulb.ercs à parte; a família
dos sÍlneflas à parte, e suas mulheres à parte. Todas as mais fa.nú1ias, cada
fan1ília à parte, e suas m:u.lheres à parte" (Zc 12.12-14).
l ~/
3. Cada indivíduo tem seu próprio tempo. De imedi<lto . o pen itente
precisa pramear, seja de manhã, ao meio-dia, ou à noite: o tempo
não lhe é dete rm inado por meio de rcgulamcncos.
4. Cada indivíduo tem sua própria maneira. Alguns são silenciosos;
outros clamam em voz altél: um cho ra , outro n5o o faz tão
literalmente, mas está absolutamente mais triste. Um scme o coração
partido, outro lamenta sua dureza, etc.
5. Cada indivíduo rem seu próprio segredo. Ninguém pode entrar
n ele, mesmo que deseje fàzê-lo. Cada pranteador rem um segredo
oculto em sua própria alma, e não pode revehi-lo aos homens.
III. COMO EXPLICAR ESSA INDIVIDUALIDADE?
1. Em parte se explica por uma vergonha natural e justificável, que
nos impede de confessar os pecados p erante outrem.
2. O co ração deseja abrir-se diante de Deus, e a presença de uma terceira
pessoa seria uma interrupção.
3. O h omem est~í cônscio de que sua culpa era toda dele mesmo, c,
quando ele dissocia dela rodos os demais , instintivamente vem a
Deus à parte, e exclusivamente, por sua própria iniciativa.
4. Esse é o sinal da sinceridade. A piedade fingida fal a sobre religião
com o algo nacional, e deleita-se em exibir-se como ral, na assembléia
ou nas ruas. A verdadeira piedade é do coração, e, sendo "em espírito
e em verdade", é algo profundamente pessoal.
Reco nhece o faro de que você deve morrer à parte, e, em certo sentido,
ser julgado e sen ten ciado à parte. Jamais esqueça sua própria individualidade.
Deve ter C risto para si mesmo, e você mesmo deve nascer de novo , ou está
perdido.
Deixe que a questão da eternidade o monopolize.~ qucscão intensamente
pessoal; em vez de tornar-se egoísta, mais ela expa ndirá se u coração. Aquele
que nunca cons iderou sua própria a lm a, não pode considerar a alma de outrem
(Br ownlow Norch ).
A pergun ta "culpado ou inocente?" d eve ser formulada a cada prisioneiro
em separado, e cada q ual deve respo nder por seu nome c apresentar seu apelo
pessoal. C:::tso o perdão seja concedido , deve rr~1zer o nome do indivíduo, e
deve ser em irido d isrint~lmcnre t:m bvor dele, ou sed um documemo que não
rer~1 va lor para ele. Em cada caso, a culpa e o perdão J evcm rer relação pessoal.
Mas, con1o é difíci l f:l:t.er um homem perceber isso!
Oh, quem dera pudéssemos pregar num esri lo e m que o pronome "tu" se
multiplicasse mil vezes, e pudéssemos bzcr cada ouvinte sentir que somos rão
pesso:lis quamo Nati, que d isse: "Tu és o homem''. Se nossos ouvinr~~ 11~u
clamarem : "Porventura sou eu, Senh or?", devemos di rigir-nos a dcs cu111 :1
pahwra: ''Tenh o uma mensagem de Deus para ti".
I I ',\ I
2. Que saúde ele dá! Cura para os enfermos, saúde para os fortes.
3. Que liberdade ele traz! "Saireis)) .
Quando o sol atinge certo ponto, em seu curso anuaL o rebanho,
que está no estábulo, é conduzido para as pastagens da montanha.
Assim o Senhor Jesus liberta o seu povo, e o povo sai.
4. Que crescimento ele estimula!- "Saltareis como bezerros soltos da .
.,
estre bana .
Um coração q ue comunga com Jesus, possui o frescor da juventude,
facilidade de vida, e outras vantagens, que satisfazem admiravelmente
a comparação com os "bezerros soltos da estrebarià'.
Não temos de criar o sol, mover o sol, ou comprar o sol; temos apenas de
camin har à luz do sol, gratuita e abençoadamente. Por que hesitamos?
Por qual motivo, mediante a fé, não passamos das trevas para a sua
maravilhosa luz?
Há uma bela fábula da mitologia antiga, para mostrar que Apolo, que
representa o sol, matou enorme serpente venenosa com setas que não erravam
o alvo, mesmo atiracl:1s de longe. Ele insinua que os raios de sol, arremessados
do céu com ímpeto, destroem muitas coisas mortais que resrejam pelo chão, e
assim tornam o mundo uma habitação mais segura.
Nesse aspecto, a parábola é um traço de verdade, e coincide com um
aspecto da aliança eterna. A luz que vem do rosto de Jesus, quando recebe
permissão de jorrar diretamente num coração humano, destrói as coisas nocivas
que o amedrontam, como as setas de Apolo mataram a serpente (W. Arnot).
Um homem indagou com zombaria: "Que vantagem tem o homem
religio~o sobre qualquer outro, como eu? O sol não brilha tanto para mim
como para ele?" ''Sim", respondeu-lhe o companheiro, um lutador piedoso,
"mas o homem religioso tem dois sóis brilhando sobre ele, ao mesmo tempo-
um sobre seu corpo , e ou tro sobre sua alma" ( The Biblicczl TreasUJJ').
I' I
94. Filiação Questionada
"Se é:> Filbo de Deus" (lvlt 4 ..3).
I:: I
I. T EM O S DE FAZER ALG UMA COISA. "VINDE AP ÓS M IM ".
1. Devemos separar-nos para ele, a fim de que possamos perseguir o
seu objerivo.
N ão podemos segui-lo, a menos que abandon emos outros (Mt 6.24).
2. D evemos ficar com ele, para que possamos apanhar seu espírito.
3. D evemos ser- lhe o bedientes, p ara que possamos aprender seu
método.
E nsinar o que ele ensinou (1tf t 28.20) .
E nsin ar com o ele ensinou (Mt 11.29 e l Ts 2.7).
Ensinar a tais co mo ele ensinou, a saber, aos pobres, aos desprezados,
às crianças, etc.
II. ALGUIY1A CO ISA TEM D E SER FEITA POR ELE. "EU VOS FAREI".
1. Pelo fato de segt1irmos a Jes us, ele opera a con vicção e a co n ve rsão
nos homens. Ele usa o n osso exemplo como meio para esse fim.
2. Por seu Espírito, ele nos qualifica p ara alcançar os homens.
3. Por sua operação secreta no co ração dos homens, ele nos aj uda em
nosso trabalho.
III. UMA FIGURA QUE N O S INSTRUI. "PESCADORES DE H O MENS".
O homem que salva alm as é como o p escador no mar.
1. O p escador é dependente e contl.anre.
2 . É diligente c perseveran te.
3. É in teligente e vigilan te.
4. É laborioso e abnegado.
5. É ousado e não reme aventurar-se em mar perigoso.
6. Obtém êxito. Não é pescador aquele que nunca apanha n ad a.
Aprecio muito suas reuniões de oração, mas não podem realizá-las em
d emasia: devem os trabalhar, enq uan to oramos, e orar, enquan to trabalham os.
Prefiro ver um homem, salvo das p rofun dezas do abism o, lançando as Unhas
da vida a outros que lutam no remoinho da morte, a vê-lo ajoelhado na rocha.
dando graças a D eus po r sua libertação; p o rque creio que Deus aceitará a ação.
em favor de outros, como a mais elevada expressão possível de g ratidão que a
alma salva pode oferece r (Thomas Gunthrie) .
O pastor é um pescador. Como ral, d eve ajustar-se a seu emprego. Se
;dgum peixe morde :l isca so menre de di:1, ele dL·vc pescar de db; se ourros
mordem a isca ao luar, ele deve pesd-los ao luar (Richa rd C ec i!).
( )uJ ro di:1, cs rav:1 ve ndo um velho ;1 pescar rrura.s, p uxando-as un 1a após _
111 111 .1 . •J! ,.!', I t' lll l' ll ll'. "!:.11, IIIL'll vel hn, você pesca com hab ilidade", d isse-lhe eu;
"1 ·' '•'·' 1 I'"' ' '" " I lll .llll<' lt> d i' P~"~C:l dnrc.s l:í L' lll h:ti'xo e m e p:m:ce que n5o estão
111 •, ' , 11 " I1 ' 11 ,11 I,," I > ' , llt 1 • t ' lj',l tt · 11 •, t· • • 11t·, '• :1 ' ': 11 :1 d (· I'C \<".1 r 11 o l h:1 c,. " Ik n 1, 111l' 11
I~I
senhor, há uês regras para pescar truta, e não adianta remar, se voce não as
observa. A primeira é : mamen ha-se fora da vista; a segunda é: mantenha-se
mais distante da vista; e a terceira é: m antenh a-se mais distante ainda da vista.
Então vocé consegue pescá-la". Boas regras para pescar homens também, p ensei
eu (Guy Pearse).
96. Os Repudiados
'JNen~ todo o que me diz n (lYlt 7.21-23).
Uma das melhores provas d e que qualquer coisa é como ela aparecerá no
momento da morte, na manhã da ressurreição, e no dia d o juizo. Nosso Senhor
nos apresenta um q uadro das pessoas como aparecerão "naquele dia".
L ELAS FORAM MUITO RELIGIOSAS
1. .Fizeram pública confissão. Disseram: "Senhor, Senhor".
2. Empreend eram serviço cristão, e serviço de alta classe.
3. Obtiveram notável êxito.
4. Foram notórias por sua energia prática.
5. Foram diligentemen te ortod oxas.
Fizeram tudo em nome de Cristo. As palavras "teu nom e, são
mencionadas por três vezes.
II. CONSERVARAM-SE ASSIM POR LON GO TEMPO
1. Não foram silenciadas pelos homens.
2. Não foram rejeitadas publicam ente pelo próprio Senhor, durante a
vida.
3. Esperavam entrar no Reino, e apegaram-se a essa falsa esperança, até
o fim. Ousaram dizer "Senhor, Senhor", ao próprio Cristo, no final.
III. ESTAVAM FATALMENTE ENGANADAS
1. Profetizaram, m as n ão oraram.
2. Expeliram demônios, mas o d ia bo não foi expelido da vida deles.
3. Deram atenção aos prodígios, m as não aos fatos essenciais.
4. Operaram maravilhas, mas também foram praticantes de iniqüidade.
IV D ESCOBRIRAM ESSE FATO D E MODO TERRÍVEL
l. A solenidade do que ele disse: "Nunca vos conheci". Ele havi a sido
omitido na religião deles. Que omissão!
2. O rerror <.JUe isso implicava: deviam apa rt<lr-se d e roda c:sperança, c
conrinuar aparrados p~1ra sempre.
3. A rerrível verdade do que ele disse. Ebs eram co mpler;lmente
esrran has ao seu co raç~o. N:to as havi:1 e~co lhido , lll'l11 cnm1 111 ~a do
com L'las. nem a:-; lwvÍ;l aprovado , ll l' lll nlilLII":I (k·l.t.'i.
4. A solene firmeza do que ele disse. Sua sentença nunca seria revogada,
alterada ou findada. Ela permanece: ''Aparta-re de mim».
Vemos Deus em muitas obras simples, mais do que em obras ma ravilhosas.
O hriseu, à porta do céu, diz: "Senhor, fi z muicas obras maravilhosas em Teu
nome". 1\lfas, sed. que alguma vez ele fez maravilhoso o Nome do Senhor?
(T. T. Lynch).
Eu os conheci muito bem por "ovelhas negras'', ou, melhor, por bodes
rép robos. Eu os conheci como mercenários e hipócrit<ls, mas nunca os
conheci com um conhecimento especial de amor, deleite e complacência.
Nunca reconheci, aprovei e acei tei sua pessoa e seu desempenho (ver SI 1.6 e
Rm 11.2) (John Trapp).
Não se diz "Ou trora .os conheci, mas não posso admiti-los agora"; mas
"Nuncrt vos conheci- como verdadeiros arrependidos, suplicantes de perdão,
crentes humildes, seguidores autênticos" (E. R. Conder).
Note a franca confissão de nosso Senhor perante homens e anjos e,
especialmente, aos próprios homens- «Nunca os conheci". Conheço algo a
seu respeitO; sei q ue professaram grandes coisas; mas não se familiarizaram
comigo; e o que quer que conheçam a meu respeito, vocês náo me conhecem.
Eu não era da sua companhia, e não os co nheci. Se ele os tivesse conhecido,
não os teria esquecido.
Aqueles que aceitam seu convite, "Vinde a mim", nunca o ouvirão dizer:
'Apartai-vos de mim" (C. H. S.).
Apartai-vos de mim- uma sentença temível, uma terrível separação. "De
mi rn", disse Cristo, que me fiz homem por amor a vós, que ofereci meu sangue
para vossa redenção. " D e mim", que vos convidei à misericórdia, e não quisestes
aceitá-la. "De mim", que comprei um reino de glória para os que crescem em
mim, e havia decidido honrar suas cabeças com coroas de alegria eterna.
"Ap artai-vos de mim)): de minha amizade, de meu companheirismo, de meu
paraíso, de minha presença, de meu céu (Thomas Adams).
,,,...'
I \
98 . Aprendendo em Particular-o que
Ensinar en1 Público
"O que vos dig o às escuras, dizei- o a plena luzi e o que se vos diz ao
ouvi(LJ, proclarnai-o d os eirados" (Nlt 10.27).
1 •...;•)
De: um cerro pregador se disse: "Ele prega, como se Jesus Cristo estivesse
a seu lado. Você não vê como, a rodo instante, ele se vira como se estivesse
diz.endo : 'Senhor Jesus, que devo dizer em seguida?"'. Toma meus Líbios, e que
eles fiquem cheios da mensage1n que vem de Ti (Francis R. Havergal).
Os possu idores da verdade divin~l anseiam por divu lgá-la. "Pois", como
diz Carlyle, "dizem Y.Ue o ouro recém-aJ Y.uiridu arde nos bolsos até, que seja
posto em circulação; que muito mais o seja a verdade recém -adquirida".
Por muitas vezes, no su l da França, tive necessidade de acender um fogo,
mas eu encontrava pouco ou nenh um conforto, quando meu desejo havia
sido satisfeito. Os habitantes daquela região de clima moderado constroem
suas lareiras tão mal que todo o calor sobe pela chaminé. Não importa quão
grande seja a chama, só a larc:ira parece aquecer-se.
Assim, muitos que professam a nossa santa fé, parecem obter graça, e luz
e sentimentO piedoso apenas para si mesmos: o calor deles sobe por sua própria
chaminé. O que se diz a eles às escuras, o que se diz aos seus ouvidos, nunca
beneficia os ouvidos de ninguém (C. H. S.).
1 1)1 1
ferido p ara meu benefício; ren ho desonrado o teu nome, e tu, por minha
causa, és escarnecido; foste feito objeto de zombaria dos homens, por minha
causa, cu que renho m erecido ser insultado pelos demôni os! (Bispo Hall) .
A cabeça de Cristo sa ntificou rodos os espinhos; suas costas, rodos os
vergões; suas m ãos, rodos os cravos; seu lado, rodas as lanças; seu coração,
rodas as tristezas que pudessem sobrevir a qualyue r de se us filhos (Samuel
Clark, em The Saint's Nosegay).
Sermos ridicularizados pode dar-nos comunhão com o Senhor Jesus, mas
ridicularizar os outros pode pôr-nos em comunhão com seus perseguidores
(C. H. S.) .
Durante os últimos momentos de uma amável senhora, ela perdeu a fala.
Porém, esforçava-se por articular a palavra "Traga". As pessoas amigas ignorando
o que ela queria dizer, ofereceram-lhe alim ento, mas ela m eneou a cabeça e de
novo repetiu a palavra "Traga,. Pensando que ela desejava ver algumas das
amigas ausentes, elas lhe foram trazidas. Novamente, porém, ela meneou a
cabeça; e então, em grande esforço, conseguiu completar a sentença - "Traga o
diadema real, e coroe-o Senhor de todos".
Em seguida passou deste mundo para esrar com Jesus (Newman Hall).
Nos dias aruais remos muitas inscruçóes sobre a pregação; mas nosso Senhor
m inisuo u instruções principalmente quanto a ouvir. A arte da atenção é rão
difícil quanto a da homilética.
I. EIS UM PRECEITO. "ATENTAI NO QUE OUVIS" .
1. Ouvir com discriminação, afastando-se da d outrina t~lsa (Jo 1 0.5).
2. Ouvir com atenção, ouvir real e ardememente (J\,1c 12.23).
3. Ouvir com intenção d e reter, esforç:mdo-se p ara lembrar a verdade.
4 . O uvir desejosamente, orando para que a Palavra lhe seja uma bênção.
11. EIS AQUI UM PROVÉRBIO. ''COM A MEDIDA CO.M QUE
T IVERDES MEDIDO VOS M EDIRÃO TAMBÉM".
1. Aqueles que desejam ~1 c h a r r:1lras, acham-nas em quanridade
suflc ieme.
2. Aqueles <1ue buscam a verd ~Hi e sólida, ap rendem- na de qualquer
ministério fiel.
3 . Aqueles que têm fome, encon tram alimento. ·
4. Aqueles que trazem a fé, recebem a certeza.
5. Aqueles que vêm alegremente, cornar-se-ão alegres.
N inguém, contudo, acha a bênção por dar ouvid os ao erro.
III. EIS UMA PR01Y1ESSA. "E AINDA SE VOS ACRESCENTARÁ".
Vocês, que ouvem, terão -
1. Mais desejo de ouvir.
2. Mais compreensão do que ouvem.
3 . Ivfais convicção sobre a verdade que ouvem.
Ouvir bem. O ensino de Deus m erece a m ais profunda atenção. Esse
ensino retribui a melhor consideração.
Ouvir muitm vezes. N ão desperdiçar o di a de descanso, nem qualquer de
seus cul tos.
Pouco adianta ver um homem correr para ouvir um serm:lo, se engan:1 e
trapaceia, tão logo volte para casa (John Selden).
Ebenezer Blackwell era um rico banqueiro, m etodista zeloso e grande
amigo dos irmãos Wesley. "Vai ouvir o Sr. Wesley pregar?" indagou alguém ao
Sr. Blackwell. "Não", respondeu ele, "vou OU\;ir D eus; ouço a D eus, seja U
quem fo r que pregue; de omro modo, perderia todo o meu trabalho" (John
Bunyan) .
Alguns podem ficar contemes em ouvir todas as coisas agradáveis, como
as promessas e misericórdias de D eus. M as os juízos e as reprovações, as ameaças
e restrições não podem suportar. Assemelh am-se àqueles que, na medicina,
cuidam apenas do cheiro agradável ou da aparência do remédio, como pílula~
douradas, mas não levam em co nta a eficácia do material.
Alguns podem ouvir, d e boa vontade, o que concerne a outros homem L'
seus pecados, suas vi das e maneiras, m as nada que se relacione com eles. <.lll
com seus próprios pecados; como alguns homens podem dispor-se a ouvir
falar da morte de outros h omens, mas não ficam p ara ouvir falar da sua própri: t
(Richard Srock).
O significado desta p assagem revela-se nas palavras do velho rab ino:
"Tenh o aprendido muito de m eus professo res; mais de meus compan heiros;
m:1s o máximo de meus alunos ". Quanro mais luz você der a outrem, r:llll\l
nuiur luz voe~ obred. Você consegut: melhor domíni o da vcn.bde, po mk:rallll o·
a com o desejo de co mun id-la. O amor, que comunica o que você r~m, ~tl> rc
seu cor~tç;lo para receber algo ainda mais elevado (R ic h ~ud Glover).
1
t11
106. Ele correu, e Ele Correu
"Quanclo, d e lon ge, viu Jesus, correu e o adorou" (l\1c 5 .6) .
"\linlla ele ainda lo nge, quando seu pai o avi stou, e, ccnnpadecido
del e, corrend o, o abraçou, e l)e ij ou" (Lc 15.20).
109. Getsêmani
uForan1 a un1 lugar cba1nado Getsêmanin {Me 14.32).
.'I I
3. Jesus lendo os pensamentos (vs. 22).
4. Jesus fazendo um homem levar o leito que o trouxera (vs. 25).
II. OBSERVE AS COISAS PRODIGIOSAS DO DIA DE CRISTO
I. O Criador dos ho1nens nasceu entre os hon1ens. O infinito é utn infante.
2. O Senhor de todos, servindo a todos.
3. O Justo é acusado, condenado e sacrificado pelo pecado.
4. O Crucificado, ressurgindo dentre os mortos.
5. A morte é morta pela morte do Senhor.
Esses foram apenas incidentes numa vida toda estranha e admiráveL: ..
III. OBSERVE AS COISAS PRODIGIOSAS VISTAS PELOS CRENTES,
EM SEU DIA, DENTRO DE SI MESMOS E NOS OUTROS
1. Um pecador auto-condenado é justificado pela fé .
2. Um coração natural é renovado pela graça.
3. Uma alma é preservada em vida espiritual, no meio de males mortais,
como a sarça que ardia, mas não era consumida.
4. A força é aperfeiçoada na fraqueza.
A vida nunca envelhece a um companheiro de Jesus.
Acha que ela está envelhecendo-o, e é você um crente?
Busque a conversão de seus familiares e de sua vizinhança.
Busque conhecer mais de Jesus, no trabalho entre os homens.
Isso o levará a ver coisas cada vez mais prodigiosas, até que veja a mais
prodigiosa de todas, com Cristo na glória.
Um prodígio agradável e santo deve ser aceito por completo; mas um
:t.
prodígio frio, cético, deve ser resistido como sugestão que procede de Satanás.
A fé considera todas as coisas como possíveis a Deus; a descrença é que, de
modo incrédulo, acha estranha a obra de sua mão.
Guthrie de Fenwick, pastor escocês, certa vez visitou uma mulher . ..
moribunda. Encontrou-a n1uito ansiosa quanto à sua condição, porém muito
ignorante de tudo. Ela recebeu com muita alegria a explicação do evangelho,
que ele lhe fez, e logo em seguida morreu. Ao voltar para casa, Guthrie disse:
"Hoje vi uma coisa prodigiosa- uma mulher a quem encontrei num estado de
natureza, vi-a num estado de graça e deixei-a num estado de glória".
NUin manuscrito deixado por um velho pastor escocês, da primeira metade
do século XVIII, há notável relato da conversão de Lord Jeddart, que havia
sido fan1oso en1 sua tetneridade no pecado, e do espanto que isso causava entre
os cristãos.
Pouco d epois de sua conversão, e antes que o Eno fosse conhecido, ele se-··-
aproximou da tnesa do Senhor. Sentou-se perto d e uma senhora que esrava
co m ;ls m::ios no rosto, e que não o vira, até que ele lhe entregou o cálice que
/ I/
tinha na mão. Quando ela viu que era Lord Jeddart, que fora tão famoso pelo
pecado, caiu num terrível estremecimento, pela enorme adn1iração que tal homem
estivesse ali. Ele percebeu o fato, e disse: ((Senhora, não ·s e perturbe: a graça d e
Deus é livre! ". Isso acalmou a senhora. Mas quando consideramos o tipo d e
homem que Lord Jeddart havia sido, podemos entender a surpresa da tnulher.
Quando eu chegar ao céu, verei ali três Inaravilhas -a primeira maravilha
será ver ali muitas pes~oas que eu não esperava ver; a segunda maravilha ser~
notar a ausência de muitas pessoas que eu esperava ver; e a terceira e maior
de todas as maravilhas será encontrar-me lá (John Newton).
I II
5. Para um santo que contempla a glória do Senhor (Ap 1.1 7) .
Dominado totalmente, humilhado, enlevado, exausto corno excesso
de êxtase.
Ele é sobrernodo digno: presten1-lhe reverência.
Ele tem recebido de vocês tanto desdém: beij em-lhe os pés.
111. É UMA POSTURA SEGURA
1. Jesus não nos repelirá nessa posição, pois devemos assumi-la.
2. Jesus não rejeitará os que se submetem humildemente, aqueles que,
em desespero, se lançam diante dele.
3. Jesus não permitirá dano algum àqueles que buscam refúgio a seus
pés.
4. Jesus não nos negará o privilégio eterno de permanecermos ali.
Quando os missionários dinamarqueses que trabalhavam em Malabar,
designaram alguns de seus convertidos para traduzirem um catecismo, no qual
se afirmava que os crentes se tornavam filhos de Deus, um dos tradutores ficou
tão maravilhado que, de repente, depôs a pena e exclamou: "Isso é demais.
Deixem-me, antes, traduzir: Eles terão permissão para beijar seus pés" (G. S.
Bov,.res).
O Rev. Young visitava, num dia tempestuoso, um membro de sua
congregação, um velho que vivia em grande pobreza, numa cabana solitária,
distante alguns quilômetros de Edimburgo. Encontrou-o sentado com a Bíblia
aberta sobre os joelhos, mas em circunstâncias exteriores de grande desconforto,
com a neve acumulando-se sobre o telhado e junto à porta, e sem fogo para
aquecer-se. "Que está fazendo hoje, João? ", perguntou o Rev. Young ao
encontrar. "Ah, senhor", disse o feliz cristão, ((estou sentado sob a sombra de
Cristo com grande prazer" ( The Cristian Treasury) .
O fin1 de toda a pregação cristã é lançar o pecado tremendo aos pés da
nlÍsericórdia (Vinet).
'I I
2. O amoroso Senhor perdoa em cada caso: pessoaimente, ten1os grand e
necessidade de tal rernissão. E deven1os sentir esse fato.
3. En1 cada caso, ele perdoa liberahnente, ou sem qualquer consideração
ou compensação; assim deve ser conosco. Devemos aceitar a livre
graça e o favor irnerecido.
II. DEVEMOS ALMEJAR TER PROFUNDO SENSO DE PECADO
1. Foi a consci~ncia de grande dívida que criou o grande amor na mulhet
arrependida. Não o seu pecado, mas a consciência do pecado é que
constituiu a base de seu caráter amoroso.
2. Deve ser cultivado. Quanto mais lamentamos o pecado, melhor; e
devemos ter em mira grande ternura de coração, con1 referência a ele.
A fim de cultivá-lo, devemos buscar:
Uma visão mais clara das exigências da lei (Lc 10.26,27).
Uma consciência mais ampla do arnor de Deus por nós (lJo 3.1,2).
Uma avaliação mais sincera do preço da redenção (lPe 1.18,19).
Uma persuasão mais segura do quanto é perfeito o nosso perdão
também nos ajudará a mostrar a vileza de nosso pecado (Ez 16.62,63) .
III. ISSO LEVARÁ A UMA CONDUTA ALTAMENTE AMOROSA PARA
COM NOSSO SENHOR
1. Desejaremos estar perto dele, bem aos seus pés.
2. Mostraremos humildade profunda, deleitando-nos mesmo em lavar-
lhe os pés.
3. Exibiremos completa contrição, contemplando-o com lágrimas.
4. Prestaremos serviço sincero; fazendo tudo o que está em nossas forças,
para Jesus, assim como fez esta mulher.
Uma experiência espiritual, inteiramente saboreada com um profundo e
amargo senso de pecado, é de grande valia para aquele que a teve. É terrível no
aw d e beber, porém, é sadia nos intestinos, e em toda a vida, após a rnorte.
Possiveln1enre, muito da piedade superficial da época surja da facilidade e
leveza com que os homens obtêm paz, nestes dias evangelísticos.
Não julgaríamos os convertido modernos, mas certamente preferitnos
aquela fonna de exercício espiritual que leva a alma pelo caminho da cruz
chorosa, e a faz ver sua negrura diante dessa cruz, e lhe assegura que está
"completamente limpa". H á n1uitos que fazem pouco caso d o pecad o, portanro,
fazem pouco caso do Salvador.
Aquele que es teve perante o D eus de Jesus Cristo, convicto e cond enado,
com a corJa no pescoço, é o hon1 em que deve chorar de alegria, quando é
perd oado, odiar o mal que lhe foi perdoado, e viver para a honra do Redentor,
por cuj o sangue foi purificado.
21'i
Os blasfemadores ousados devia1n ser entusiastas pela honra de seu Senhor,
quando são lavados de suas iniqüidades. Como dizen1 que os caçadores furtivos, . ·
recuperados, se tornatn os melhores guardadores, assim deveriam os tnaiores
dentre os pecadores constituir a tnatéria-prima, da qual a graça transformadora
do Senhor criará grandes santos.
Tenho ouvido dizer que a profundidade de um lago da Escócia corresponde
à altura das montanhas que o cercam. Tão profundo é seu senso de obrigação.
pelo pecado perdoado, quão alto é seu amor àquele que o perdoou (C. H. S.).
O a~or ao Salvador surge no coração de um homem salvo, na proporção .
do senso em que admite sua própria pecaminosidade, por um lado, e na
proporção da misericórdia de Deus, por outro lado. Assim, a altura do amor
de um cristão ao Senhor é como as profundezas de sua própria humildade: .
quando a raiz se aprofunda invisível, no solo, o ramo florido se ergue mais alto
no céu (William Arnot).
217
Maria estava cheia de a1nor a Jesus, segundo sabe1nos, pelo fato de que ela
O ungiu. E por isso ela também o serviu com o que tinha de melhor.
Ela assim fazia, ouvindo-lhe os ensinan1entos.
I. AMOR COM CALMA. ''ESTA QUEDAVA-SE ASSENTADA AOS PÉS
DO SENHOR".
Como Maria:
Sentir-nos-íamos perfeitamente à vontade com Jesus, nosso Senhor. 7.•~~
Sentir-nos-íamos livres dos cuidados mundanos - deixando tudo
com Jesus.
Todo nosso futuro, nesta vida e na eternidade, seguro em suas mãos .
queridas.
Sem temor, desfrutemos o lazer com Jesus -lazer, mas não preguiça
-lazer para amar, aprender, COinungar e imitar.
II. O AMOR EM ATITUDE HUMILDE. '~OS PÉS DO SENHOR, .
1. Um arrependido, que constitui reconhecimento de minha
indignidade.
2. Um discípulo, que constitui confissão de minha ignorância.
3. Um recebedor, que constitui admissão de minha necessidade.
• III. AMOR QUE OUVE.'~ OUVIR-LHE OS ENSINAMENTOS,.
Ouvindo a ele mesmo. Estudando-o e lendo seu próprio coração.
Ouvindo, .e não introtnetendo nossos próprios pensamentos, noções, ;;
raciocínios, indagações, desejos e preconceitos, que nós mesmos formamos.
Ouvindo e esquecendo as observações e descrenças dos outros.
Deus deleita-se em lidar conosco, quando estamos a sós. Ele apareceu a
Abraão, que se achava sentado à entrada de sua tenda (Gn 18). O Espírito
Santo desceu sobre os apóstolos, e encheu toda a casa onde estavam sentados
(At 2). O eunuco, sentado em sua carruagem, foi chamado e se converteu ante
a pregação de Filipe (At 8) . (Henry Smith).
O que devetnos louvar mais, a humildade ou a docilidade de Maria? Não
a vejo pegar uma banqueta e sentar-se perto dele, ou uma cadeira e sentar-se
acÍina dele. Mas, como que desejando mostrar que seu coração estava no mesmo
nível dos seus joelhos, ela se assenta a seus pés. Ela ficou humildemente sentada, ., _~~
e foi ricamente aquecida co1n seus raios celestiais. Quanto maior a submissão, . "':~
tanto tnaior a graça. Se houver utn sulco no vale, etn posição inferior a outro, ~
para lá correrão as águas (Bispo Hall).
O Dr. C harles queixava-se: Sou en1purrado para fora de 1ninha _____
espiritualidade. ..::
?IK
11 7. O Bom Pastor em Três Posições
"Q ual, dentre vós, é o bon1 en1 que, p ossuindo cen1 ov~ JJ, ns c
p erdendo u111 a. delas, n ão deixa no deserto as n oventa e nove e v.t i
en1 busca da que .se perdeu, até en contrá-la? Acbando-a, p õe- nu
sobre os on1bros, cheio d e júbilo . E, indo para casa, reúne os an1j g<)~
e vi zinbos, dize n4o -lbes: Alegrai-vos conligo, porque já acbei a
rnii~ba ovelba perdidan (Lc 15.4-6).
// I
Mediternos inteiran1ente e apenas nele, cuja carne é, de fato, comida, e
cujo sangue é, de fato, bebida (Jo 6.55).
Nosso Senhor Jesus tem seus próprios memoriais de nós, do n1esmo modo
como nos deu u1n memorial d ele mesn1o. Os sinais dos cravos constituem
lembranças d e urn tipo peculiarmente pessoal e permanente: ''Eis que nas palmas
das minhas mãos te gravei" (Is 49.16). Por essas marc~s, ele vê o que já sofreu, e
compromete-se a nada fazer à parte daqueles sofrimentos, pois suas m ãos, com as - ---~
quais ele .t rabalha, estão traspassadas. D esde que ele traz, desse n1odo, as marcas de
sua paixão, também nós devemos trazê-las, mas em nossos corações (C. H. S.).
"Fazei isto em memória de mim".
-1. Essa ordem implica que o conheçamos. Para nos lembrarmos é
preciso, primeiramente, que conheçamos. De nada adiante dizer a
um cego de nascença: "Lembra-te do brilho do sol".
2. Ela revela o amor d e Cristo. Por que deveria ele querer que nos
lembrássemos dele? Os moribundos têm dito a alguns de nós: "Pense
em mim algumas vezes; mas não m e esqueça" . É da própria natureza
do amor que ele deseje ser lembrado.
3. Implica em uma tendência a esquecer. Deus nunca estabelece uma ·
instrução desnecessária. É um pecado que n ão nos lembremos ~ais
vezes de Cristo. Devíamos usar, agradecidamente, todo auxílio à .-: ~~
memória (Esboço do sermão do Dr. Stanford).
.'
I I I
Ele assunúu o lugar rnais humilde entre os homens (Sl22.6; Is 53.3).
Ele preocupou-se cornos outros, e não consigo n1esmo. ((O próprio
Filho do homem não veio para ser servido" (Me 10.45).
Ele deixou de lado a sua própria vontade (Jo 4.34 e 6.38).
Ele suportou, pacienten1ente, toda espécie de ultraje (1 Pe 2.23).
II. ADMIRA-NOS QUE ELE DEVIA SER SERVO ENTRE SEUS
PRÓPRIOS SERVOS.
A maravilha desse fato tornou-se ainda maior:
1. Visto como ele era o Senhor de tudo, por natureza e essência
(Cl 1. 1 5-19).
2. Visto que ele era superior em sabedoria, santidade, poder e em tudo
mais, no grau mais perfeito (Mt 8.26,27 e Jo 14.9).
3. Visto que ele foi, tão grandemente, o Benfeitor deles (Jo 15.16).
III. A EXPLICAÇÃO DO FATO
Devemos buscar explicação mediante sua própria natureza.
1. Ele é tão infinitamente grande (Hb 1.2-4).
2. Ele é tão imensuravelmente pleno de arnor (Jo 15.9 e l}o 3.16).
IV. A IMITAÇÃO DO FATO
Imitemos a nosso Senhor:
1. Em escolher desempenhar alegremente o mais humilde dos ofícios.
2. Em manifestar grande humildade de espírito, e humildade para
suportar o que nos sobrevier (Ef 4.1-3, Fp 2.3 e lPe 5.5).
3. Em suportar alegremente a injustiça, em vez de quebrar a paz, vingar-
nos, ou ofender a outros (1 Pe 2.19,20 e 3.14).
O texto não censura o nosso orgulho?
Não suscita ele o nosso a1nor adorador?
Por que tantos cristãos professos se ((sentem superiores", e por isso não
empreendem trabalho humilde a favor de Deus e da humanidade? Ouvimos
falar de um ministro de Cristo que se queixava que seu posto estava ((abaixo de
seus talentos!" Como se a alma de um mendigo estivesse abaixo do gênio de
um Paulo!
Alguns não se acham disposto.s a trabalhar numa escola da missão ou
distribuir folhetos ntun bairro pobre, esquecendo-se, estranhamente, de que
seu divino Mestre foi missionário. Nunca aprenderarn esses tais que a toalha
com a qual Jesus enxugou os pés de seus discípulos brilhava mais do que a
púrpura que envolvia os braços de César? Não sabern eles que o posto de
honra é o posto de serviço? "Minha cadeira na Escola Dominical é 1nais
importante do qu e n1inha cadeira no Senado", disse un1 enúnente estadista
cristão (Dr. Cuyler).
221
120. "Pai, Perdoa-lhes ... "
uContuclo, Jesu s di zia: Pai, perdoa-lhes, p orque não sabem o que
fazen1" (Lc 23.34).
224 . ; . . .J
hun1anos não podem conhecer plena1nente; e sua ignorância, embora n ~to
apague o pecado, torna-o perdoável (Charles Stanford).
Ó Salvador, tu não podes deixar de ser ouvido! Aqu~les que, por ignorância
e simplicidade assitn te perseguiran1, encontraJn o resultado feliz de tua
iútercessão. Agora vetnos con1o foi que três mil altnas se converterarn logo
após um sermão. Não foi a pregação de Pedro; foi tua oração que se 1nostrou
assÍln eficaz. Agora possuem graça para conhecer e confessar de onde recebem ·
tanto o perdão quanto a salvação, e podem retribuir sem blasfêmias, com ações
de graça.
Que pecado existe, Senhor, que me faça perder a esperança da remissão?
Ou que ofensa não me disponho a perdoar, quando tu oras pelo perdão de
teus assassinos e blasfemadores? (Bispo Hall).
Foi, por sinal, de verdadeira grandeza moral, no caráter de Fócion, que,
estando para ser morto, alguém lhe perguntou se tinha quaisquer ordens para
deixar a seu filho, ele exclamou: "Sim, por todos os meios possíveis, digam-lhe,
de minha parte, para esquecer-se do mau tratamento que recebi dos atenienses".
Tal espírito de perdão, transformou um pagão, ·muito mais transformará
um discípulo do meigo e amoroso Cristo, que, na hora de sua morte, orou:
((Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem". Ninguém que se recusa a
perdoar a um inimigo tem direito a reivindicar espírito cristão, nem mesmo a
cimentar seu perdão por algum ato de amor abnegado.
Um rapaz abusava tanto dos colegas menores, numa escola, que o professor
pediu o voto da escola para saber se ele deveria ser expulso. Todos os alunos
menores votaram por sua expulsão, exceto um que não teda, talvez, cinco
anos. Mas sabia muito bem que o mau rapaz continuaria a abusar dele.
'(Por que, então, você votou para que ele ficasse?", perguntou o professor.
"Porque, se ele for expulso, talvez nada 1nais aprenda a respeito de Deus, e,
desse n1odo, se torne ainda n1ais perverso". "Então, você lhe perdoa?", perguntou
o professor. ((Sim", disse ele, ('papai e mamãe me perdoam quando erro; Deus
me perdoa também; e devo perdoar do tnesmo modo" (The Bíblica! Treasury).
v i·1:11' , '" · '~ l<>C: tsst· n s si11 :1is dos cravos em sua paln1a. Era aquela n1esma mão
.
I I 11
••
que os discípulos viram, pela última vez, erguida nu1na benção de despedida,
quando a nuven1 O separou deles.
Sornente depois de dez dias é que reconhecerarn a plenitude da bênção
que veio daquela mão de Cristo, estendida e perfurada. Pedro, no Pentecoste,
deve ter pregado co1n aquela última visão da 1não de Cristo, ainda recente em
sua men1ória, quando disse: "A este Jesus, que vós crucificastes, Deus o fez Senhor
e Cristo". Aquela mão, ~om os sinais dos cravos, bate à porta do coração para ·
entrar. Aquelas n1ãos, com suas m arcas profundas do amor, acena para o
peregrino cansado, que está na estrada celestial (F. B. Pullan).
12 3. A Mensagem do Batista
"No dia seguinte, viu João a Jesu s, que vinha para ele, e disse: Eis o
Cordeiro d e Deus, que tira o pecado d o n1undol" (Jo 1.29).
No caso que temos diante de nós, o pregador foi homem notável, e seu
tema, ainda mais notável. João Batista prega a respeito de Jesus.
Ten1os aqui un1 n1odelo para todos os nlinistros de Cristo.
I. O MENSAGEIRO DA VERDADE
1. É aquele que vê Jesus por si mesmo (vs. 33).
Ele se regozija etn anunciar a Jesus como Aquele a quem ele mesmo
viu e reconheceu, e ainda esperava rever.
Ele anuncia a Jesus como quem já viera, e como quem virá.
2. Ele chama a atenção dos hotnens para verem a Jesus. "Eis o Cordeiro
de Deus" .
Isso ele faz simples e continuamente: é sua única rnensagen1. João
pregou esse mesmo sennão "no dia seguinte" (vss. 3 5 e 36).
3. Ele leva seus próprios seguidores a Jesus. Os discípulos de João
ouviram-no falar, e puseram-se a seguir a Jesus (vs. 37).
Tinha força suficiente para induzir homens a serem seguidores de
Jesus.
Tinha humildade bastante para induzir seus seguidores a deixá-lo, a
firn de seguirern Jesus. Essa foi a glória de João Batista.
Tinha graça suficiente para regozijar-se, por ser assim .
Nossa pregação deve fazer que os ho1nens v;ío alén1 de nós n1esmos,
para C risto. "Porque n;ío nos pregan1os a nós mes mos, mas a C risto
Jesus corno Senhor" (2Co 4 .5).
4. Ele se perde a si mesmo, em Jes us.
Vê tal necessidade. "Con!Jém que ele cn.: sç:;1 c q 1w ctt di lll i1111 : t" ( )() . \ j ()).
I I{)
II. A VERDADEIRA MENSAGEM
A palavra de João era breve, mas incisiva. ~:.::t;:'-!
1. Ele declarou que Jesus fora enviado e ord enado da parte "de Deus". ·:·~
2. Declarou que Jesus era o único sacrifício real, divinamente indicado :~-~
para o pecado - <<o Cordeiro de Deus". .:
3. Declarou que Jesus é o único que remove a culpa humana- «que ·-- ·:~
tira o pecado do mundo". ··
III..A VERDADEIRA RECEPÇÃO ÀQUELA MENSAGEM
1. Crer nela e, desse modo, reconhecer a Jesus como nosso sacrifício .·~:·;~
removedor do pecado.
2. Seguir a Jesus (vs. 37).
3. Seguir a Jesus, mesmo que estejamos sozinhos.
4. Ficar com Jesus {vs. 39).
5. Sair e falar a outros acerca de Jesus (vss. 40 e 41).
Em 1857, um dia ou dois antes de pregar no Palácio de Cristal, fui decidir ~~;.
onde deveria ser posta a plataforma; e, para examinar as propriedades acústicas ·. ·.
do edifício, gritei em alta voz: ((Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do - ,
mundo". -
'
.
.. ... t
• Em uma das galerias, um operário que nada sabia do que estávamos .:.~- . .
fazendo, ouviu as palavras, e elas lhe chegaram à alma como uma mensagem · :-~..
do céu. Convicto por causa de seu pecado, deixou as ferramentas, foi par~ ·,·~-:=:
casa, e ali, após um período de luta espiritual, encontrou paz e vida. ao :~.':·
contemplar o Cordeiro de Deus. Anos mais tarde, narrou e~se fato a algué~<~~.f
que o visitava em seu leito de morte (C. H. S.).
Observe isto: quão simples os meios, quão grande o resultado! João ....·:.
simplesmente declarou: <<Eis o Cordeiro de Deus!". Aqui não há apelo veemente, . ·~
não há censura irada, não há urgência fervorosa que pretenda impressionar; é . :, -·-
um~ declaração simples e séria da verdade de Deus. Que n1ais têm os servos de ,~:~
Cristo a fazer, senão anunciar a verdade, o evangelho, a vontade de Deus, ....
revelados na Pessoa e na obra de Cristo? ...
Quão importante é dar toda a nossa energia e força a isso do que o esforço ~~-'
de reforçar e aplicar, ameaçando e convocando, instando e pressionando, e~ > :~
perorações trovejantes ou enternecedoras! A própria verdade troveja e enternece, ·:<·.
desperta e sussurra, fere e consola; ao entrar na altna, traz consigo luz e força: .:h
Quão cahnos e obj etivos parecen1 os sern1ões de C risto e d os apóstolos! Quão .· ~<~~
poderosos pela consciência que os permeia: essa é a verdade de D eus, a luz do -.·:.: :
céu, o poder d o alto! "Eis o Cordeiro de Deus" (Adolph Saphir) . -- - ..-;
,o nra-sc de João Wesley que, pregando a um auditório de cortesãos e .~7!,
nobres, ttsn11 o rcx ro "raça de víboras,, e denunciou a rodos, sen1 poupar a -:_;~
"'-ó..:.;:l
.:._··c;;
I \ 1) --"=~
I ''~
ninguém. «Esse sennão deveria ser pregado em Newgate", disse um cortesão
descontente a Wesley, ao passar por este. "Não", disse o intrépido apóstolo,
"ali tneu texto teria sido: Eis o Cordeiro de D eus, que tira o pecado do mundo".
Nenhum arauto poderia viver rnuito tempo no deserto, alimentando-se
de gafanhotos e mel silvestre, se não tivesse de falar de um hon1em ou de
uma era mais nobre do que ele mesmo, e mais brilhante do que sua hora
crepuscular. João viveu mais verdadeiramente alimentando-se da profecia que
proclamava, do que de mel e gafanhotos (Dr. Parker).
.~L '
125. O Trabalho no Dia de .Descanso
UE aquele Jja era sábado" (Jo 5.9) .
Neúhu1n homem que uma vez tenha ouvido falar de Jesus, pode
permanecer, por mais tempo, indiferente a ele; deve ter algutn tipo de interesse -
pelo Senhor Jesus.
I. CONSIDEREM AS FORMAS SOB AS QUAIS A PERGUNTA FOI FEITA
1. Odio, com desejo feroz de matá-lo e destruir a sua causa. Herodes
era típico dessa atitude.
2. Infidelidade, negando com zombaria sua existência, escarnecendo
de seus seguidores, porquanto sua causa parece qu.e não progride e
não avança (2Pe 3.4).
3. Medo, duvidando tristemente de sua presença, poder e prevalência.
Onde está aquele que "anda sobre os altos do mar?" (Jó 9.8). .
4. Penitência, buscando-o humildemente, para que possa confessar
e
seu pecado, co.n fiar no Senhor mostrar-lhe sua gratidão (Jó 23.3).
II. DAÍ A RESPOSTA EXPERIMENTAL DOS SANTOS
1. Ele está no propiciatório, quando clamamos em segredo.
2. Ele está na Palavra, quando folheamos as páginas sagradas.
3. Ele está na fornalha da provação, revelando-se, santificando a
provação, levando-nos à vitória.
4. Ele está perto d e nós; sim, conosco e em nós.
III. FAÇAM A PERGUNTA A VOCÊS
1. Está ele na base de sua confiança?
2. Está ele na raiz de suas alegrias?
3. Está ele no trono de seus corações?
4. É a sua presença manifesta em seus espíritos, em suas palavras e em
seus aros?
5. Está ele diante de vocês, no fim de sua jornada, o tenno para o quai
can1inharn diarian1en te e com pressa?
lV. PERGUNTEM AOS ANJOS
Eles, a un1a voz, responde1n que o Senhor Jesus C risto está:
1. No seio do Pai.
2. No cen tro da glória.
3. No trono do governo .
.n ·l
12 7. Cristo, ·Causa de Dissensão
uAssin1, bouve un1a dissensão entre o povo por causa delen (Jo 7.43) .
I I/
129. O Verdadeiro e o não-Verdadeiro
"Saben1os que Deus não atende a pecadores; n1as, pelo contrário, se
algué n1 ten1e a Deu s e prat1ca a sua vontade, a este atende" (Jo 9.31).
Nosso Senhor es tava so b ordens de marchar, e sabia disso: não era para_ele
ficar nesta terra.
O uçamos como ele chann a si n1esn1o, e a todos os seus, para se poren1 a _.---
c tmird1o, embo ra haja suor de sangue e n1orte sangrenta no cu11inho.
I. A SI·.NIIA DE NOSSO MESTRE
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1. Ele expressou seu desejo de obedecer ao Pai.
Não foi impedido pelo sofrimento que esperava.
2. Indicou sua prontidão para defrontar-se com o arqui-inimigo. ((Aí
vem o príncipe do mundo. Levantai-vos, vamo-nos daqut.
Estava preparado para a prova. "Ele nada tem em mitn".
3. Revelou sua atitude prática. Observemos, por todo o capítulo, a
energia de ~1osso Senhor. Estava sempre a caminho. <'Vou. Volto
para junto de vós. Eu o farei. Eu rogarei. Levantai-vos, vamos-nos
daqui".
Ele prefere ação aos mais sagrados ritos, e assim deixa a mesa da
Ceia com esta palavra em seus lábios.
Prefere ação à mais agradável conversa. ((Já n ão falarei muito
convosco. Levantai-vos, vamos-nos daqui".
II. NOSSO PRÓPRIO LEMA. ((LEVANTAI-VOS, VAMO-NOS DAQUI".
Sempre em marcha, sempre avante, devemo,s seguir adiante (Ex 14.15).
1. Separados do mundo, quando pela primeira vez chamados pela graça
(2Co 6.17).
2. Separados de associações proihidas, se, como crentes, nos
encontrarmos como Ló em Sodoma. "Livra-te, salva a tua vida"
(Gn 19.17) .
3. Separados das realizações presentes, quando crescemos na graça
(Fp 3.13, 14 e 1Co 6.17).
4. Separados de todo o regozijo em nós mesmos. Não se deve parar
por um só instante. A auto-satisfação deveria surpreender-nos.
5. Suportar as aflições que nos forem mandadas pelo Senhor
(2Co 12.9).
6. Morrer, quando a voz do alto nos chamar para o Lar (2Trn 4.~).
Un1 hotnem notável disse, certa vez, com muito acerto, estas palavras que
valem a pena lembrar: "Tende em mente que já estais começando a errar quando
vos sentis um pouquinho contentes com vós mesmos, por estardes andando
direito". Acautelemo-nos contra isso como uma cilada de Satanás, e esforcen1o-
nos por manter a atitude apostólica: "por humildade, considerando cada um
. . ))
244
Será que Pilatos esperava d erreter o coração dos judeus, por un1a espécie
de piedade escarnecedora? Pensava que eles se desviariam de tão perverso
objerivo e ficariam envergonhados d e havê-lo acusado de traição? Talvez sim.
Porém, falhou. As tristezas de Jesus, em si mesmas, não vence1n o ódio do
ho1nen1; mas esse fato prova o quanto se tornou desesperadam ente endurecido
o coração hutnano.
Concedido o Espírito Santo, nada há mais provável para conquistar os
homens do que cont~mplá-lo em suas tristezas. Olha, ó homem, e vê o que
teu pecado fez, o que teu Redentor suportou, e o que ele reclama de ti! Ei-lo,
não como o de outrem, mas como o teu! Olha para ele não apenas como teu
Amigo, teu Salvador, mas teu Rei! Olha para ele, e cai-lhe aos pés imediatamente,
e confessa-te súdito amoroso de Cristo! (C. H. S.).
134. Um Lenço
"Perguntou-lhe Jesus: Mulher, p o r que choras?
A que1n procuras?" (Jo 20.15).
245
2. Declare. Diga a Jesus tudo sobre ela. "Por que choras?".
É tristeza por outros? Ele chora com você.
Estão os entes amados permanecendo etn pecado?
Está a igreja fi.·ia e n1orta?
É a tristeza de uma busca santa? Ele o satisfaz.
As suas orações fracassam?
Sua velha natureza se rebela?
É a tristeza de alguém em dúvida? Ele o fortalecerá.
Venha a Jesus como um pecador.
É a tristeza de um pecador que busca? Ele o receberá.
Chora por causa de pecado passado? ·
Ele o aceita: nele tem tudo o que está buscando.
Uma mulher hindu disse a um missionário: "Certamente a sua Bíblia foi
escrita por uma mulher". "Por quê?", "Porque ela diz tantas coisas bondosas a
favor das mulheres. Nossos pundits nunca se referem a nós, senão para reprovar-
nos" (Bispo Hall).
As primeiras palavras que Cristo proferiu, após sua ressurreição, àqueles a
quem apareceu, foram: "Mulher, por que choras?". É uma boa pergunta, depois
da ressurreição de Cristo. Qual a causa de choro que resta, agora que Cristo
ress'uscirou? Nossos pecados foram perdoados, porque ele, nosso Chefe e Fiador,
sofreu a morte por nós; e se Cristo ressuscitou, por que choramos? Se somos - ·· ·1
pecadores abatidos, humilhados, que temos interesse em sua morte e ~
ressurreição, não temos causa para angústia (Richard Sibbes).
"Os homens bons choram facilmente", diz o poeta grego; e quanto
tnelhores, tanto mais inclinados a chorar, sobretudo na aflição. Podem ver isso
em Davi, cujas lágrimas, em vez de pedras preciosas, eram os ornamentos de
seu leito; em J ônatas, Jó, Esdras, Daniel e outros. "Como", diz alguém, "Deus
enxugará minhas lágrimas no céu, se eu não derramei nenhuma na terra? E
como ceifarei com júbilo se não semeio com lágrimas? Eu nasci com lágrimas,
e morrerei com lágrin1as? E por que, então, deveria eu viver sem elas, neste vale
de lágrimas?" (Thomas Brooks).
I ~~ ~
5. O s memoriais de sua paixão, pelos quais ele se·manifesta na glória
como o Cordeiro que foi morto (Ap 5.6)
Conte-se a um habitante de clima quente que,.em certa época do ano, a
água que ele só tem visto em estado líquido se torna sólida e bastante dura para
ca1ninhar-se por ciina dela - e isso lhe parecerá inacreditável: nunca viu tal
coisa, e, raciocinando a partir do que sabe, julga tal coisa incrível. Se T01né
tivesse julgado constan,temente de acordo com a regra que professava, quão ·
pouco poderia e::e ter crido!
Crer apenas naquilo que podemos compreender, ou reduzir a algumas de
nossas formas de conhecimento, não é, absolutamente, honrar a autoridade de
Deus; é sim uma crítica que fazemos à sua sabedoria e veracidade: à sua sabedoria
- como se ele não pudesse dizer-nos mais do que sabemos; e à sua veracidade
-como se ele não merecesse confiança, se pudesse fazê-lo (William Jay).
) jl )
3. A ignorância da raça humana não obscurecerá sua luz. ('Aos pobres
está sendo pregado o evangelho" (Mt 11.5). As raças degradadas
receben1 a verdade (Mt 4.16).
4. O poder, a riqueza, a rnoda e o prestígio da falsidade não esmagarão
o seu reino (At 4 .26) .
III. NÃO É POSSÍVEL MANTER EM ESCRAVIDÃO QUALQUER COISA
QUE LHE PERTENÇA
1. O P?bre pecador que luta, há de escapar aos grilhões de sua culpa,
depravação, dúvidas, Satanás e o mundo (SI 124.7).
2. O escravizado filho de Deus não será mantido ativo pela tribulação,
tentação ou depressão (SI 34.19 e 116. 7).
3. Os corpos de ~eus santos não serão mantidos na sepultura
(lCo 15.23 e lPe 1.3-5).
4. A criação que geme ainda irromperá para a gloriosa liberdade dos
filhos de Deus (Rm 8.21).
Conta-se que o imperador Teodósio, tendo, numa grande ocasião, aberto
todas as prisões e libertado os prisioneiros, teria dito: "E agora, prouvera a
.
Deus que eu pudesse abrir todos os túmulos e dar vida aos mortos!".
Mas não há limite ao grande poder e à graça real de Jesus. Ele abre as
.
1
lI
3. Esse sucessor foi muito mais itnporrante que o próprio mártir, Este-
vão.
IV UM GRACIOSO MEMORIAL DE PECADO ARREPENDIDO
Não foi Paulo quem deu a Lucas a infonnação sobre ele próprio? E fez
que ficasse registrada nos Atos dos Apóstolos?
Foi bom para Paulo lembrar-se de seu pecado, antes de converter-se.
Será bom para nós que nos lembremos do nosso pecado.
1~Para criar e renovar sentimentos de humildade.
i Para inflamar o amor e o zelo.
3. Para aprofundar nosso amor às doutrinas da graça soberana.
Um pintor espanhol, num quadro de Estevão, ao ser conduzido ao local
da execução, representou Saulo caminhando ao lado do mártir com tranqüila
melancolia. Ele consente na morte de Estevão por causa de uma convicção de
dever, sincera, mas errada; e a expressão de seu semblante contrasta fortemente
com o furor dos doutores judeus co!lfusos e com a ferocidade da turba que se
aglomera junto à cena de derramamento de sangue.
Literalmente considerada, tal apresentação não é muito consistente, quer
com a conduta de Saulo imediatamente depois, quer com suas próprias
exP.ressões concernentes a si próprio, em períodos posteriores de sua vida. Mas
o quadro, conquanto historicamente incorreto, é poeticamente verdadeiro. O
pintor trabalhou de acordo com a verdadeira idéia de sua arte, ao lançar sobre
o semblante dos perseguidores a .sombra de seu arrependimento, aquele que
teria no futuro.
·Não podemos dissociar o martírio de Estevão da conversão de Paulo.
Não se poderia perder o espetáculo de tanta constância, tanta fé, tanto amor.
Não é exagero dizer com Agostinho que, "a Igreja deve Paulo à oração de
Estevão" (Conybeare e Howson).
Tão logo Satanás ouviu falar da conversão de Saulo, ordenou aos demônios
que entrassem em profunda lamentação (John Ryland, Senior).
Dentre os líderes do grande reavivamento do século XVIII estavam o
Capitão Scott e o Capitão Toriel ]oss, o primeiro, capitão da cavalaria, e o.
segundo, capitão de navio. Ambos se tornaram pregadores famosos. Deles disse
Whitefield: "Deus, que se assenta sobre as águas, pode trazer um tubarão do
oceano, e un1 leão da floresta, para anunciar seu louvo r".
14 1. "A.nós"
uA nós no s ·fni enviacla a palavra desta salvação" (At 13.26).
262
145. Concernente à Paciência d·e Deus
"Ou desprezas a riqueza da sua bonclade, e tolerância, e
14 7. Herdeiros de Deus
uOra, se somos filb.os, sornas tan1bé1n herdeiros, herdeiros de Deus e
co-herdeiros com Cristo; se com ele sofremos, ta1nbé1n com ele
seremos glorificados" (Rm 8.17).
Este capítulo é cómo o jardim do Éden, que continha toda sorte de deleites.
Se alguém estivesse limitado a pregar exclusivamente sobre o capítulo oitavo
de Romanos, teria assunto para a vida toda. Cada linha desse capítulo serve de
text'o. É uma mina inesgotável. Paulo põe diante de nós uma escada dourada,
e de cada degrau sobe para algo mais elevado: da filiação passa à condição de
herdeiro, e da condição de herdeiro à cc-herança com o Senhor Jesus. ~-
I. A BASE DA HERANÇA. ''SE SOMOS FILHOS, SOMOS TAMBÉM
HERDEIROS".
1. Ela nãose deduz da criação comum. Não está escrito- se somos
criaturas, somos também herdeiros.
2. Nem se encontra na descendência natural. Não está escrito -se
somos filhos de Abraão, somos também herdeiros (Rm 9.7 e 13).
3. Não pode ser por serviço meritório. Não se acha escrito- se somos
servos, somos também herdeiros (Gl4.30).
4. Netn por observâncias cerimoniais. Não está escrito - se somos
circuncidados ou batizados, somos também herdeiros (Rm 4.9, 12).
O faro de sermos regenerados ou nascidos de novo para Deus, por
seu Santo Espírito, é nossa única base de esperança e herança.
II. A UNIVERSALIDADE DA HERANÇA. ''SE SOMOS FILHOS, SOMOS
TAMBÉM HERDEIROS".
1. O an1or de Deus é o 1nesn1o para todos eles.
2. ~lodos eles são abençoados sob a n1esn1a protnessa (Hb 6.17).
3. A herança é suficienten1en te grande para todos eles.
2ó6
III. A HERANÇA QUE CONSTITUI OBJETO DA CONDIÇÃO DE
HERDEIRO. ((HERDEIROS DE DEUS".
Nossa herança é divinamente grande. Somos:
Herdeiros de todas as coisas. "O vencedor herdará estas cousas"
(Ap 21. 7). ((Tudo é vosso" (1 Co 3.21).
Herdeiros da salvação (Hb 1.14).
Herdeiros da vida eterna (T t 3. 7).
Herdeiros da graça da vida (IPe 3.7).
Herdeiros da promessa (Hb 6.17).
Herdeiros da justiça (Hb 11.7).
Herdeiros do reino (Tg 2.5).
IV. A PARTICIPAÇÃO DOS PRETENDENTES À CONDIÇÃO DE
HERDEIROS. "CO-HERDEIROS COM CRISTO".
1. Esta é a prova de nossa qualidade de herdeiros. Não somos herdeiros,
a menos que sejamos herdeiros com Cristo, mediante Cristo e em
Cristo.
2. Isso assegura nossa parte na herança, pois Jesus·não a perderá, e seu
título de posse e o nosso são um só e indivisível.
3. Estaco-herança prende-nos mais firmes a Jesus, visto que nada somos
e nada temos à parte dele.
Como Deus trata os homens. ((Ele os perdoa e recebe em sua casa, faz que
todos sejam filhos, e todos os seus filhos são seus herdeiros, e todos os seus
herdeiros são príncipes, e todos os seus príncipes são coroados" (John Pulsford).
Como um defunto não pode herdar uma propriedade,· assim uma alma
morta não pode herdar o reino de Deus (Salter).
Como a justificação é união e comunhão com Cristo, em sua justiça, e a
santificação é união e comunhão com Cristo, em sua santidade, ou seu caráter
santo e natureza santa, assim, por analogia de raciocínio, a adoção deve. ser
considerada como a união e comunhão com Cristo, em sua qualidade de Filho;
certamente a mais elevada e a melhor união e comunhão das três (Dr. Candlish) .
.Herança. Que é herança? O pagamento de um soldado não é herança;
também não constituem herança os honorários de um advogado ou de um
médico; nem os lucros do comércio; nem os salários provenientes do trabalho.
As recompensas da bdiga e da habilidade são os ganhos das mãos que as
receben1. O que é herdado, por outro lado, pode ser a propriedade de un1
recén1-nascido; e assirn o diaden1a, h<í rnuito conquistado pelo braço vigoroso
da coragen1, e pela prin1eira vez incluído no brasão de un1 escudo gasto ern
com bates, agora está sobre o berço de un1 infante que chora (Dr. Guduie).
267
148. Desobediência ao Evangelho.
uMas nen1 todos ohedeceran1 ao evangelho; pois Isaías diz: Senhor,
~
150.Comp~dosporPreço
uE que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por preço.
Agora, pois, glorificai a Deus no vosso corpo" (lCo 6.19-20).
Com que ardor o apóstolo persegue o pecado, para destruí-lo! Ele não é
tão pudico a ponto de deixar intocável o pecado, mas clama, em linguagem
claríssima: "Fugi da impureza!". A vergonha não esçá na censura, mas no pecado
que a exigiu.
Ele persegue essa perversidade infame com argumentos (ver vs. 18).
Ele arrasta-a para a luz do Espírito de Deus. '~caso não sabeis que o vosso
corpo é santuário do Espírito Santo?" (ver vs. 19).
Ele a mata, ao pé da cruz. "Fostes comprados por preço".
Consideremos este último argumento, para que possamos achar ali a morte
para os nossos pecados.
I. UM FATO BENDITO. "FOSTES COMPRADOS POR PREÇO".
"Fostes comprados". Essa é aquela idéia de redenção que os hereges
modernos ousam chamar de mercantil. A redenção mercantil é a redenção das
Escrituras; pois a expressão "comprados por preço" é dupla declaração daquela
idéia.
1. Isso é um fato ou não. "Fostes comprados, ou não estais remidos".
Terrível alternativa.
2. Se é fato, é o fato da vossa vida. Maravilha das maravilhas.
3. Permanecerá para vocês, eternamente, o maior de todos os fatos. Se
absolutamente verdadeiro, nunca deixará de ser verdadeiro, e nunca
será excedido, em importância, por nenhun1 outro evento.
4. Portanto, deve operar poderosamente em nós, tanto agora corno
para todo o sen1pre.
II. UMA CONSEQÜÊNCIA CLARA. "NÃO SOIS DE VÓS MESMOS".
Negrttiva. É claro que, se são coin1xados, não são de si mesmos.
1. Isso envolve privilégio.
Não são os seus próprios provedores: as ovelhas são nutridas por seu
pastor.
Não são seu próprio guia: os navios são pilotados por seu piloto.
2. Isso ta1nbém envolve responsabilidade.
Não somos de nós mesmos, para prej udicar ao corpo ou à alma.
Nem somos de nós 1nesmos, para desperdiçar, en1 ociosidade,
. diversão ou especulação.
Não somos de nós 1nesmos para exercer capricho e seguir nossos
próprios preconceitos, afeições depravadas, Vontades caprichosas ou
apetites desordenados.
Positiva. "O vosso C<?rpo é santuário do Espírito Santo".
Pertencemos totalmente a Deus. Nosso corpo e nosso espírito
incluem o homem em sua totalidade.
Sempre somos de Deus. Uma vez que o preço foi pago_, a ele
pertencemos para sempre.
III. CONCLUSÃO PRÁTICA. '~GORA, POIS, GLORIFICAI A DEUS
NO VOSSO CORPO".
Glorifiquem a Deus no seu corpo.
Pela pureza, castidade, temperança, diligência, contentamento,
, . ." .
renuncia, paClenCla, etc.
Glorifiquem a Deus:
Num corpo sofredor, tendo paciência até à morte.
Num corpo trabalhador, mediante a santa diligência.
Num corpo adorador, que se encurva em oração.
Num corpo bem governado, mediante a renúncia de si mesn1o.
Num corpo obediente, fazendo a vontade do Senhor com prazer.
Glorifiquem a Deus no seu espírito.
Pela santidade, fé, zelo, amor, devoção, contentamento, fervor,
humildade, expectação, etc.
Mas por que se deveria exigir preço tão enorme? Vale o homem esse custo? ·
Em algumas partes do mundo, um homem pode ser con1prado pelo preço de
urn boi. Não era o ho1nen1 simplesmente, mas o homem en1 detern1inada relação
que tinha de ser rcdin1ido. Veja-se o homen1 que sen1pre foi un1 ébrio, preguiçoso,
indigno. Muito beni lhe fi ca o epíteto "in1presrável"- inútil, sen1 valor.
Mas esse hon1en1 co mete um crÍine, pelo qual é sentenciado à forca ou à
prisão perpétua. Vão e tenten1 co1nprá-lo agora. Redin1an1-no .e façan1 dele
seu servo . Ainda que o homen1 1nais rico do país ofereça tudo quanto possui
para adquirir aquele homem se1n valor, sua oferta se r~1 totaltnente em vão; por
·' 7.'
que? Porque agora não h.á somente o homem a ser considerado, rnas tan1bém
há a lei. É preciso pagar um grande preço, para remir um homem da condenação
da lei; n1as Cristo veio para redin1ir da maldição da lei divina a todos os homens
(Willian1 Robinson).
A Ceia do Senhor não é para todos, mas somente para aqueles que são
espiritualmente capazes de discernir o corpo do Senhor.
Ela não se destina à conversão dos pecadores, mas à edificação dos
discípulos.
Daí, a necessidade de exame, para que não nos introduzamos onde não
temos o direito de estar.
I. O OBJETIVO DO EXAME
1. Para que saibamos a responsabilida~e que pesa· sobre nós.
O exame não é feito pelo rninistro; cada qual examina a si mesmo.
2. Para que possamos comungar solenemente, e não chegarmos à mesa
do Senhor descuidadamente, como um acontecimento natural.
Devemos sondar o coração, e então aproxirnar-nos da mesa, com
humildade.
3. Para que nos acheguemos à rnesa inteligenteme~te, sabendo para
1\
I /I
5. Jesus pede a seu povo que se lernbre dele nessa Ceia.
Minhas relações passadas corn ele são de tal ordem que desejo lembrá-
las?
Amo-o tanto que desejo trazê-lo en1 minha memória?
Vocês, que vieratn a esta n1esa desatentatnente, arrependam-se de sua má
intromissão, e fiquem de fora até que se endireitem.
Vocês, que nunca vieram, lembrem-se de que se não estão preparados
para a COJnunhão, aqui em baixo, não estão preparados para o céu, lá em cima.
Todos vocês, meditem em Jesus, e, tendo-se examinado para sua
humildade, tomem-no para sua consolação.
As três perguntas que Philip Henry aconselhava as pessoas a fazerem a si
mesmas, em auto-exame, antes da participação na Ceia, eram: O que sou eu?
Que tenho feito? Que deseJo? (John Whitecross).
O dever exigido para prevenir o pecado e o perigo da comunhão indigna
é o grande e necessário dever de auto-exame. É uma metáfora tomada aos
ourives, que provam a verdade de seu ouro pela pedra de toque, a pureza de
seu ouro pelo fogo, e o peso de seu ouro pela balança.
Aqui temos: 1. A pessoa que examina: "Examine-se, pois o homem". 2. A
pes~oa examinada: é ('ele mesmo"; ele deve convocar-se ao tribunal da consciência
e interrogar a si mesmo. (1) Concernente a seu estado, se tem ou não o direito de
vir. (2) Seus pecados e deficiências. (3) Seus desejos e necessidades. (4) Seus fins
e desígnios; se é para obedecer à ordem de seu Salvador prestes a morrer, no ~
sentido de testemunhar de sua morte, renovar e selar sua aliança com Deus,
obter aproximação e comunhão com ele, nutrição para sua alma e suprimento
de suas necessidades. E (5) concernente a suas graças e qualificações,
particularmente quanto ao conhecimento, fé, arrependimento, temor, amor,
gratidão, desejos santos e nova obediência (John Willison).
Os gran1áticos ach am aqui uma lição sobre o emprego dos tempos verbais;
e os cristãos podem aj untar-se a esse exercício, com proveito.
Podemos considerar o passado, o presente e o futuro, cad a um po r si.
Podemos, também, examiná-los en1 suas relações recíprocas.
I. O TEXTO SUGERE TRÊS SEQÜÊNCIAS DE IDÉIAS
1. A rnen1ó ria fala dos livratnentos no passado:
De n1one violenta. No caso de Paulo, "tão grande morre'' pode
significar mo rte às rnãos das turbas enfurecidas, ou peJo imperador.
De nossa morre no pecado: "Tão grande tno rte,, na verdade.
De feroz desespero, quando sob condenação.
De destruição pela calúnia, ou coisas setnelhan ces.
2. A OBSERVAÇÃO CHAMA A ATENÇÃO PARA O LIVRAMENTO
PRESENTE.
Pela bondosa mão do Senhor, no presente somos preservados -
De perigos de vida invisíveis.
De ataques sutis de Satanás.
Dos erros desmedidos dos tempos.
Do pecado inato e da corrupção natural.
3: A expectativa vê pela janela do futuro.
Somente a fé repousa em Deus, "em quem temos esperado", e através
dele, ela aguarda o futuro livramento:
De todas as futuras provações comuns.
Das perdas e aflições vindouras, e da enfermidade que nos pode
sobrevir.
Das debilidades e desejos da época.
Das tristezas peculiares da morte.
Essa expectativa nos faz caminhar cheios de contentamento.
II. O TEXTO APRESENTA TRÊS LINHAS DE ARGUMENTAÇÃO
1. Desde o começo, o Senhor liberta, e daí podemos afirmar que ele
ainda livrará, pois,
Ern nós não há motivo para que ele começasse a amar-nos. Se o
amor de Deus surge de sua própria natureza, esse amor prosseguirá.
O conhecimento que Deus tem, não é recente. Ele sabia, de antemão
de todo o nosso mau comportamento; daí, não há outro motivo
para que ele nos expulse.
2. Da atitude continuadora do Senhor em livrar, podemos afirmar
que ele ainda livrará, pois·
Seus livramentos têm sido tantos;
Tem demonstrado tanta sabedoria e poder;
Tem vindo a nós, quando temos sido tão indignos;
Tem prosseguido em linha ininterrupta.
III. O TEXTO ESTÁ ABERTO A TRÊS INFERÊNCIAS
1. Inferimos que sempre estaren1os em perigo, quanto à necessidade
de sermos libertos ; não sornos, portanto , tnagn ânimos, mas
ten1erosos.
2. Inferiinos nossa constante necessidade da própria interposição divina.
Só ele satisfez nosso caso no passado, e só ele poderá satistàzê-lo no
futuro; portanto , permaneceríarnos sernpre perto do Senhor.
3. Inferimos que nossa vida toda deveria estar cheia d e louvor a D eus,
o qual, no passado, no presente e no futuro é nosso Libertador.
17K
Em primeiro lugar, corno Deus ten1 un1 ternpo para todas as coisas, ass im
será para nosso livramento. Em segundo lugar, o tempo de D eus é o n1elhor
tempo. Ele é o melhor discernidor das oponunidades ..En1 terceiro lugar, esse
ternpo será quando ele houver realizado sua obra en1 nossas alrnas, especialn1cntc
quando ele nos houver feito confiar Nele. Como aqui, quando Paulo aprendeu
a confiar em Deus, então ele o livrou (Richard Sibbes).
Os nobres romanos não poderiarn ter dado maior prova de confiança, en1
sua cidade e no seu exército, do que quando compraram as terras que seus
inimigos cartagineses ocupavam, acampados ao redor da cidade.
E nós não podemos dar maior prova de nossa confiança em Deus do que
confiando nele, na terra que nossos inimigos, as trevas, e as enfermidades e os
problemas parecem possuir, e agindo, como se Deus fosse o senhor deles, e
mais poderoso do que todos eles. Isso é apenas agir de acordo com a verdade
(Sword and Trowel, 1887).
201
Tristeza pelo pecado, a qual aceita alegremente a salvação pela graça.
Tristeza pelo pecado, a que eleva à obediência futura.
2. A tristeza do rnundo é:
Causada pela vergonha de ser descoberto;
Assistida por severos pensamentos de Deus;
Leva à vexação e ao 1nau hun1or;
Incita o endurecimento do coração;
Lança a alma em desespero;
Produz a pior espécie de morte.
É preciso arrepender-se dessa tristeza, pois, em si mesma, ela é
pecaminosa e terrivelmente proliferadora de mais pecado.
III. TOLERARA NÓS COM MISERJCÓRDIA, EM TRISTEZA PIEDOSA
PELO PECADO
Venham, enchamo-nos de um pesar sadio, porque:
1. Temos quebrado uma lei perfeita e pura.
2. Temos desobedecido a um evangelho divino e gracioso.
3. Temos entristecido a um Deus bom e glorioso.
4. Te1nos menosprezado a Jesus, cujo amor é terno e ilimitado.
5. Temos sido ingratos, embora amados, eleitos, redimidos, perdoados,
justificados, e em breve, glorificados.
Em Romanos 2.2,4 temos um texto que poderá ajudar-nos aqui. Essas
duas insinuações aliadas, porém distintas, podem ser postas em linhas paralelas,
e tratadas como uma equação; assim:
<~ bondade de Deus é que te conduz ao arrependirnento".
c~ tristeza segundo Deus produz arrependünento".
Em resultado dessa comparação, aprendemos que a bondade de Deus
conduz ao arrependimento, pelo caminho da tristeza segundo Deus. A série
de causa e efeito corre assim: bondade de Deus, tristeza segundo Deus,
arrependimento.
Não nos enganemos: medo do inferno não é tristeza pelo pecado; pode
ser nada mais do que lamentar, porque Deus é santo.
Tão duro é o coração há rnuito acostumado ao n1al, que nada pode derretê-
lo senão a bondade; e nenhlllna bondade, senão a de Deus; e nenhu1na bondade
dl' D e us, sen5o a maior. Graças a D eus por seu do m indizível. ((Olhando para
.Jes us" é o grande re1nédio pa ra produzir tristeza segundo Deus, num coração
hu1nano.
Era un1 coração duro que trem ia sob os raios d e seu olhar an1oroso no
u1nb ral da sala d e julgamenro de Pilatos. Quando Jesus olhou para Pedro,
Pedro saiu e cho ro u. O amo r de E m a nuel não perd eu e m nada seu poder
derretedor; os mais duros corações, quando fican1 expostos a ele, devem Huir
em breve. A bondade de Deus, corporificada em Cristo crucificado, torna-se
sob o 1ninisrério do Espírito, a causa da tristeza segundo Deus nos crentes
(William Arnot).
Pecado, arrependimento e perdão asse1nelh_am-se aos três meses prilnaveris
do ano - setembro, outubro e novembro. O pecado entra como seten1bro,
estrondoso, teinpestuoso e cheio de forte violência. O arrependimento sucede·
como outubro, chuvoso, choroso e cheio de lágrimas. O perdão segue como
novembro, brotando, cantando, cheio de alegria e flores. Nossos olhos devem
estar cheios de outubro, com tristeza de arrependimento; e então nossos corações
estarão cheios de novembro, com alegria verdadeira do perdão (Thomas Adams).
Jl'
' ~~
I
II. DEVEMOS USAR O TEXTO COM REFERÊNCIA AOS PECADORES
RETARDATÁRIOS
1. Às vezes fo rarn incitados a correr.
Deus ten1 abençoado sua Palavra, p ara seu d espenarnento.
D e us ainda não os abandonou; isso é evidente.
O caminho da salvação d e Deus ainda está aberto perante vocês.
2. O que os tem impedido?
.A justiça própria e a confiança en1 si rnesmos?
A falta de cuidado, a procrastinação, a negligência?
O amor da auto-indulgência, ou a prática secreta de pecados agradáveis?
Companhias frívolas, céticas ou perversas?
Descrença e desconfiança quanto à misericórdia d e Deus?
3. Os piores males decorrerão de estarern impedidos.
Aqueles que não obedecern à verdade tornar-se-ão confiantes nas
mennras.
Verdade não obedecida é desobedecida, e assim o pecado se
multiplica.
A verdade desconsiderada torna-se acusadora, e seu testemunho
assegura a nossa condenação.
Deus tenha n1isericórdia dos impedidores. Devemos reprová-los.
Deus tenha misericórdia d os impedidos. Devemos despertá-los.
Cecil diz que alguns adoram a máxima indiana de que é melhor andar do
que correr; é melhor ficar de pé do que andar; e é rnelhor sentar do que ficar de
p é; e é melhor d eitar-se do que sentar-se.
Esse n ão é o ensino do evangelho. É coisa boa estar andando no caminho
d e Deus, rnas é n1elhor estar correndo -fazendo progresso real e visível, dia a
dia avançando em experiência e em realizações. Davi compara o sol a um
homern forte que se regozija em correr urna corrida; n ão tern medo dela nem
recua por causa dela, mas deleita-se na oportunidade de p ô r à rnostra todos os
seus recursos. Quern assim corre, corre bem (The Christian- O Cristão).
Alguns estão ocupados demais; corre1n em den1asia de un1lado para outro,
e por isso não podem correr be1n; alguns corrern rnuito depressa na saída;
fican1 sem fôlego (T. T. Lynch).
É possível que os irm}os na fé possc.m1 entravar. Mu itas vezes, son1os
obrigados a a justar nossa m a rch a à de nossos companheiros d e viagen1. Se são
v;1garosos, é muito prov;Í.ve l que também nos ro rn en1os vagarosos. Son1os
capazes d e dormir con1o donnen1 os demais. So mos estimulados ou ~1eprirnidos,
apressados ou re tardados por aqueles com os quais nos associan1 os na
L"~tm ~Ha<.bge m c risr;l .
Há, ainda, n1aior motivo p ara temer que, em rnuitos casos, os an1igos e
companheiros mundanos sejam os irnpedido res. Na verdade, nada mais poden1
ser do que isso. N inguén1 pode ajudar-nos n a corrida senão aqueles que estão
correndo: todos os den1ais d evem entravar. Permita-se a um cristão fonnar
amizade intiina con1 uma pessoa ímpia e, a partir desse rnomento, todo o
progresso estacionará; ele deve voltar; pois, quando seu companheiro vai na
direção contrária, como pode o cristão caminhar com ele, a não ser que vire as
costas para o caminho por onde antes trilhava? (P.).
Um marinheiro observa - "Navegando de Cuba, pensávamos que
havíamos percorrido cento e vinte quilômetros em nosso curso; mas na próxima
observação, verificamos que havíamos perdido mais de quarenta. Era uma
corrente m arítÍina inferior. O navio ia à frente, impulsionado pelo vento, mas
voltava por fo rça da corrente".
Assim, o curso de um ho1nem na religião pode, muitas vezes, parecer
direito e progressivo, mas a subcorrente de seus pecados costumeiros leva-o
para caminho muito contrário do que ele pensa (Ch~eve~).
Ele queria que n1edíssen1os o imensudvel, 1nas prin1eiro ele nos bria
adequados para ran to.
Faren1os nosso ponto principal a quádrupla medição, porém, notaremos
aquilo que vem antes, e aquilo que vem depois.
I. O PREPARO PRÉVIO EXIGIDO PARA ESSA MEDIÇÃO
1. Ele queria que os homens tivessem suas faculdades espirituais vigorosas.
HO homem interior": compreensão, fé, esperança, amor, todo o poder
necessário", procedente de uma fonte divina.
"Mediante o seu Espírito,. O poder exigido é espiritual, santo,
celestial, divino, realmente concedido pelo Espírito Santo.
2. Ele queria ter o assunto sempre diante deles.
"E assim habite Cristo nos vossos corações, pela fé,.
"Nos vossos corações". O amor deve aprender a medir o amor de Cristo.
É revelado ao cor;1ção, de preferência ao intelecto.
''Pela fé". O homem carnal mede pela vista; o santo, pela fé.
3. Ele queria tê-los exercitados na arte da medição.
"Estando vós arragaidos e alicerçados em amor", etc.
Nós mesmos devemos amá-lo, se quisermos medir o amor de Cristo.
II. MEDIÇÃO
1. A largura. Imensa.
Abrangendo todas as nações. "Pregai o evangelho a toda criatura" ..
Cobrindo hostes de iniqüidades. "Toda sorte de pecado".
Abrangendo todas as necessidade, cuidados, etc.
Conferindo bênçãos ilimitadas para esta vida e no mundo vindouro.
2. O comprimento. Eterno.
Amor eterno na fonte. A eleição e a aliança.
Amor incessante no seu fluxo. Redenção, chamamento, perseverança.
Amor permeado de paciência. Longanimidade, perdão, fidelidade,
paciência, imutabilidade.
Amor ilimitado, em comprimento, excedendo a extensão de nosso
pecado, sofrimento, apostasia, idade ou tentação.
3. A profundidade. Incompreensível.
Inclinação do amor divino, condescendendo em considerar-nos,
comungar conosco, receber-nos em amor, suportar nossas faltas, e
erguer-nos de nosso baixo estado.
Inclinação do amor, personificado en1 Cristo.
Ele se inclina, e se faz encarnado; suporta nossas tristezas; carrega
nossos pecados e sofre nossa vergonha e n1one.
Onde está a n1edida de tudo isso?
Nossa fraqueza, vileza, pecaminosidade, desespero co ns"rituen1 urn
faror de n1edição.
294
Sua glória, santidade, grandeza, divindade, formam o o utro fato r.
4. A altura. Infinita.
Conforme desfrutada ern privilégio presente, estando unido com Jesus.
Conforme revelada na glória futura.
Como nunca será plenan1ente compreendida pelos séculos.
III. RESULTADO PRÁTICO DESSA MEDIÇÃO. "PARA QUE SEJAIS
TOMADOS DE TODA A PLENITUDE DE DEUS".
Eis palavras ,cheias de mistério, dignas de ponderação.
Tomados. Que grandes coisas o homem pode ter!
Tomados de Deus. Que exaltação!
Tomados da plenitude de Deus. O que deve ser isso?
Tomados de toda a plenitude de Deus. Que mais se poderia imaginar?
Na históri a do evangelho verificamos que Cristo teve quádrupla
hospitalidade entre os filhos dos homens; alguns o receberam em casa, e não
no coração, como Simão, o fariseu, que não lhe deu ósculo, nem água para os
pés; alguns o receberam no coração, mas não em casa, como Nicodemos e
outros; alguns nem no coração e nem em casa, como os malvados, imundos
gerasenos; alguns, tanto em casa como no coração, à semelhança de Lázaro,
Marta e Maria.
E que assim façam todos os bons cristãos; esforcem-se para que Cristo
habite em seus corações, pela fé; para que seus corpos se tornem templos do
seu Espírito Santo; para que agora, na vida presente, enquanto Cristo está à
porta de seus corações, batendo para encontrar guarida, destravem eles suas
almas e o deixem entrar; pois, se têm alguma esperança de ~ranspor as portas
de
da cidade Deus, no futuro, devem abrir os corações, as portas de sua própria
cidade, para ele, aqui neste mundo (John Spencer).
<<Quanto maior o diâmetro da luz, tanto maior a circunferência das trevas".
Quanto mais sabe um homem, tanto mais pontos de contacto ele estabelece
com o desconhecido.
I. EXAMINEMOS OS CALÇADOS
1. Eles vêm do bendito fabricante. Aquele que é habilidoso en1 todas
as artes, e sabe, por experiência, o que é necessário, visto como ele
rnesrno can1~nhou pelos mais ásperos caminhos da vida.
2. Eles são feitos de material excelente: ((a preparação do evangelho da
paz". Bem experimentado, macio no uso, durável.
Paz com Deus quanto ao passado, futuro e presente.
Paz com a Palavra, e1n todos os seus ensinamentos.
Paz interior consigo mesmo, sua consciência, temores, desejos, etc.
3. São calçados tais como Jesus usou, e todos os santos também.
4. São de natureza tal que nunca se desgastam: são velhos, mas sempre
novos; podemos usá-los em todas as épocas e en1 todos os lugares.
II. EXPERIMENTEMOS CALÇÁ-LOS
Observemos com prazer:
1. Como eles se ajustam perfeitamente. São feitos para servir a cada
um de nós.
2. Como eles apóiam de modo excelente: podemos pisar com santa
ousadia sobre nossos lugares elevados, com esses calçados.
3. A força de marcha que têm para o dever diário. Ninguém se cansa
ou sente os pés feridos, quando está calçado assim.
4. A maravilhosa proteção que dão contra as dificuldades do caminho,
((Pisarás o leão e a áspide" (SI 91.13).
III. OLHEMOS PARA OS DESCALÇOS AO NOSSO REDOR
O pecador está descalço. Entretanto, dá pontapés nos espinhos. Como
pode ter esperanças de completar a peregrinação celestial? O seguidor
está com sapatos gastos, ou então com sapatos apertados. Seus bonitos
chinelos logo estarão gastos. Não gosta do evangelho, não conhece
sua paz, não busca sua preparação.
Só o evangelho fornece o calçado apropriado para todos os pés. Voen1os
Íinediatamente para o evangelho. Venha1n, pobres 1nendigos sen1
sapatos!
"Ponde-lhe srzndálias nos pés/', estavan1 enue as prin1eiras palavras de
boas vindas ao pródigo que retornava. Estar descalço era, en1 Israel, sinal de
grande desgraça, indicativo de herança perdida, de estado de n1iséria e pent'tria
(ver Dr 25 .1 0).
''Calçai os pés com a preparação do evangelho da paz" (Ef 6 .15). Esta
passagem foi parafraseada assim: "Calçado com o pisar firme do sólido
conhecitnento do evangelho''. A palavra "preparação'' significa estado de
preparação ou prontidão. Comparar 2Tm 4.2: "Insta, quer seja oportuno, quer
não"; também Rm 1.15: "Estou pronto a anunciar o evangelho". Esse estado
de prontidão é be1n agradável a Deus. "Quão formosos são os teus passos
dados de sandálias, ó filha do príncipe!" (Ct 7. 1; c( Is 52.7) . (Sra Gordon).
O calçado do evangelho não calçará seu pé, enquanto o pé estiver inchado
com qualquer humor pecaminoso (quero dizer, qualquer injustiça ou prática
in1pia). Esse mal deve ser purificado por arrependimento, ou não poderá usar
o calçado da paz.
Seu sapato, ó cristão! Ainda não está calçado? Ainda não está pronto para
marchar? Se o possui, o que tem a temer? Teme que alguma pedra fira seus pés,
através de tão grossa sola? (William Gurnall).
Paulo estava calçado assim - Rm 8.38 - "Estou bem certo de que nada
me separará do amor de Deus". "Sabemos que todas as cousas cooperam para
o bem daqueles que amam a Deus" (Rm 8.28). E esse equipamento o fez
caminhar por caminhos dificeis, cheio de ânimo, caminhos nos quais as chuvas
de afliçÕes caíam tão espessas como granizos. Isso faz que os filhos de Deus, ·
embora não literalmente, mas de alguma sorte, pisem a áspide e o basilisco;
sim, desafiar víboras e não receber ferimento; ao passo que, se os pés estão um
pouquinho nus com a ausência dessa paz, qualquer coisa pode causar-nos dor
aguda (Paul Bayne).
altura con1o uma cotovia. Visto con1o sou hon1en1, que deve ri:t cu l:ti'.L"I" sc r r ~o
conhecer, amar e louvar a D eus sen1 cessar, e glori !l e u :1 l11 L'tr C ri , ,dpr· ~
As coisas são inúteis ou mal colocadas, quando não buscam ou não servem
o fin1 a que se destina1n; portanto, que utilidade temos, se não correspondemos
a nosso próprio fim? Somos como o ramo da videira, que não presta senão
para fazer um cabide, onde pendurar qualquer coisa (Ez 15.2); para nada serve,
senão para ser lançado no fogo , a menos que produza fruto. Para que servimos,
se não atendemos ao fi1n para o qual fomos criados? (Thomas Manton).
Há dois mundos: o velho e o novo. Esses mundos são habitados por dois
tipos de humanidade, o velho homem e o novo homem, concernentes aos
quais vejam-se os versículos nono e décimo.
No primeiro, há muitas coisas que não se acham no segundo.
No segundo, há muitas coisas que não estão no primeiro.
I. é:> QUE HÁ DE NOTÓRIO NO VELHO
1. Distinções nacionais. "Onde não pode haver grego nem judeu".
Jesus é homem. No mais amplo sentido, ele não é nem judeu nem
gentio. Nele não vemos nenhuma nacionalidade restritiva: e nossa
nacionalidade peculiar desaparece diante dele e con1 ele.
2. Distinções cerimoniais. ((Não pode haver circuncisão nem
incircuncisão". A separação típica foi afastada.
Tanto judeus quanto gentios estão unidos em um só corpo, pela
cruz.
3. Disti~ções sociais. ((Não pode haver escravo, nem livre".
A graça divina nos capacita a ver que:
Essas distinções são transitórias.
Essas distinções são superficiais.
Essas distinções são de pequeno valor.
Essas distinções inexistein no reino espiritual.
II. O QUE HÁ DE NOTÓRIO NO NOVO
"Cristo é tudo em todos" e isso em n1uitos sentidos.
l. C risto é toda a nossa cultura. N ele rivalizamos com os "gregos" e os
ul trapassan1os.
2. C risto é toda a nossa revelacão.
, Glorian1o-nos nele, ass im cotno os
" jud eus" se uf~llla va m em ter recebido os oráculos de D e us.
)( )/
3. Cristo é todas as nossas tradições naturais. Ele é mais para nós do
que as mais novas idéias que cruza1n as mentes "bárbaras".
4. Cristo é toda a nossa invencibilidade e liberdade.
Os «eiras" não tinharn tal independência ilimitada, co1no achamos
en1 Cristo.
Cristo não é absolutamente valorizado, a menos que ele seja valorizado
acima de tudo (Agostinho).
Ele é um caminho, se alguém está transviado;
Ele é um manto, se alguém está nu;
Se alguém se encontra com fome, ele é pão;
Se alguém for escravo, ele é livre;
Se alguém está fraco, quão forte é ele!
Para os mortos ele é vida, para os enfermos, saúde;
Para o cegos é vista, para os necessitados, riqueza,
Urn prazer sem perda, um tesouro sem segredo.
(Giles Fletcher).
Não posso deixar de reverenciar a memória daquele clérigo (Rev. Welsh)
que, ern profunda meditação, após algum sermão que tivesse tratado de Cristo,
com as lágrimas caindo abundantemente de seus olhos, antes que ele se desse
conta, instado para a causa em questão, honestamente confessava que chorava,
porque não podia atrair seu insensível coração a apreciar a Cristo, devidamente.
Temo que esta seja uma mente rara nos cristãos, pois muitos pensam que um
pouquinho é suficiente para Jesus, e esse mesmo pouquinho é demasiado para
ele! (Samuel Ward).
"Afinal, u1na noite, enquanto me encontrava numa reunião de oração,
veio o grande livramento. Recebi o pleno testemunho do Espírito de que o
sangue de Jesus me havia purificado de todo pecado. Senti que eu era nada, e
Cristo era tudo em todos. Agora eu o recebi alegremente em todos os seus
ofícios; meu Profeta, para ensinar-rne; meu Sacerdote, para expiar por mim;
meu Rei, para reinar sobre mim. Oh, que felicidade há em Cristo, e tudo por
um tão pobre pecador como sou! Esta mudança feliz ocorreu na minha vida
no dia 13 de março de 1772" (William Carvosso).
Dannecker, o escultor alemão, levou oito anos esculpindo um rosto de
Cristo: e, afinal, fez um rosto em que as etnoções de amor e tristeza estavam
tão perfeitamente cornbinadas que os espectadores choravam, quando olhavam
para ele.
Posteriormente, solicitado a empregar seu grande talenro numa esr<hua
de Vênus, respondeu: "Depois de olhar fixan1ente, por tanto tempo, o rosto
de C risto, pensa que agora posso voltar minha atenção para un1a deusa pagã?''
Aqui está o verdadeiro segredo de desacostumar-se dos ídolos mundanos, "o
poder expulsivo de uma nova afeição".
168. Reunião Feliz de um Ministro
"Outra razão ainda ten1os nôs para, incessa nte tnen t e, dar graças a
D eus: é que, tenclo vó s rece bido a palavra que ele nós ouvistes, que é
ele Deus, aco lhestes não con1o palavra ele l1o n1ens, e sÍin co1no, en1
verdade é, a palavra de Deus, a qual, con1 ef eito , está operando
eficazn1ente e1n vós, os que credes. Tanto é assiin, innãos, que vos
tornastes inútadores das igrejas ele Deus existentes na Judéia e1n
Cristo Jesu s; porque tmnbén1 padecestes, d a parte dos vossos
patrícios, as n1esn1as coisas que eles, por sua vez, sofreran1 dos
judeus" (l'Ts 2 .13-14).
Paulo havia descrito sua design ação no vs. 12. A seguir, passou a falar da
graça manifestada no chamado d e tal pessoa para o ministério (vs. 13), e da
graça posterior pela qual ele foi sustentado nesse ministério.
I. COMO PREGAMOS O EVANGELHO
1. Com o uma certeza. Ele é uma "palavra fiel". Nós não duvidamos da
verdade de nossa mensagem, pois, do contrário, com o poderíamos
esperar que cressem nela? C remos, e estamos certos, porque:
Ela é lllna revelação de D eus.
É atestada por milagres.
Traz seu testemunho em si m esm a.
Tem demonstrado o seu poder sobre nossos corações.
2. C01no uma verdade quotidiana. Ela é para nós um ((dito", um provérbio.
3. Con1o a exigir a sua atenção. (( Digna de roda a aceitação".
Devem crer que ela é verdadeira.
Deven1 apropriar-se dela.
Devem flzê-lo, pois é dign a de sua ace iraç~o.
II. QUE EVANGELHO PREGAMOS?
1. O evangelho de utna pessoa: !(Cristo Jesus".
Ele é o Ungido de D eus: "Cristo" .
Ele é Salvador dos homens: "Jcsu.•. t.
Ele morreu, m ~1s vive pa r~t sempre.
2. O evangelho pa ra os pecad o res.
Para os tai~, .Jes us viveu c trabalh o u.
Para os tais, ele mo rreu e fez expiação.
Pa ra os tais, ele env iou o evangelh o de p erd ão.
Para os tais, ele pleiteia o céu .
3. O. evangelho de livra1nento eficaz. "Para salvar os pecadores".
Não para salvar a metade deles.
Não para torná-los salváveis .
Não para ajudá-los a salvarem a si m esm os.
Não para salvá-los como justos.
Mas para salvá-los completa e eficazmente de seu s pecados.
III. POR QUE PREGAMOS O EVANGELHO ?
1. Porque fomos salvos por ele.
2. Po rque não p odemos deixar de fazê-lo, pois um impulso interior
nos compele a falar do milagre de misericórdia operad o e1n nós.
Não crerão nUina palavra tão segura?
' Não aceita rã o un1a verdade tão alegre?
Não virão a um Salvador tão con veniente?
Um visitante em Roma diz: "Fiquei chocado com a freqüência com a
qual os sacerdotes e outros exibidores de curiosidades da Igreja usam a frase
"diz-se,- on dit - quando d escrevem relíquias e raridades. Não garantem que
sejatn aquilo que têm a reputação de ser. "Diz-se". Têm eles vergonh a de su as
curiosidades? Tentain satisfazer suas consciências? Não expressam sua crença
p essoal: apenas - diz-se. O s pregadores do evangelh o não falan1 desse n1odo.
(( Po is nós não podemos d eixar d e falar das cousas que vimos e ouvÍlnos".
H á uma bonita palavra no texto- é a p alavra "aceitação'' . Ela é totalrnente
provida p ara vós. É muito semelhante a uma ceia. Encontrarão a n1esa posta e
tudo pronto. Não se espera que tenhan1 de trazer n ada, absolutamente.
Cena vez uma pobre viúva me convidou a tomar ch á, e e u levei algo em
meu bolso. Po rém, nun ca m ais f:-u-ei isso. Eran1 dois bolos; e quando os
desen1 brulhei e coloquei sobre a rnesa, ela os apanhou e arrernessou p ela janela
J rua , e disse: "Convidei-o pa ra o chá, não lh e pedi qu e p roviden ciasse o ch á
para mim". Ass in1 é com C ris to; ele con vida, ele providenci a e nada deseja
exce ro a n ós m esmos; e se levamos qualquer co isa, ele a rejeit<H<Í. Só pod emos
cear con1 ele, quando van1os ral com o son1os.
Lutero COtl[a : '(Um a vez o diabo n1c disse: 'Martinho Lutero , você é um
grande p ecador, c esrar3 cond enado às penas do inferno!' Pare! Pare! Eu lhe
~ n;--;
disse; uma co isa por vez. Sou u.m gr:l nel e pecad or, é verd ad e, e111 h o r:1 vt )( t · 11 :1t'
tenha o direito d e dizer-mo. Eu o co nfesso . Q ue vem a seguir? l>o n :t l tl o, st'J.Í
co ndenado. Esse não é bom argun1ento. É verdade que so uLUll gr:1 nde pcc tdor.
n1as está escrito que Jesus C risto veio para salvar os pecado res ; porta lti o, u 1
serei salvo.' Agora, vá-se en1bora. Assim eu detive o diabo com sua p ró p ri ~t
espada, e ele se foi latnentando, porque não pode abater-me, chan1ando- mc
de ·p ecador".
' l l)
172. Misericórdia no Dia do Juízo
"O St•nh o r Ih e cn ncedn, naquele Dia, a c bar núsericórclia ela parle c.lt)
Se nhor" (2Tnl 1.18).
) I .:
3. D e sorte que não possa prevalecer sobre o erro.
Infidelidade, ritualisn1o, papismo, fanatismo, etc., nJo ;H~H~t<, c>
evangelho, a ponto de n1anterem seu n1aléfico poder sobre P .'i
hornens.
O evangelho deve realizar e realizará os propósitos de Deus.
II. POR QUAIS MOTIVOS ISSO É VERDADEIRO?
A Palavr:J. de Deus não pode estar algemada, visto como:
1. Ela é 3. voz do Todo-Poderoso.
2. Ela é assistida pela eficaz operação do Espírito Santo.
3. Ela cria tal entusiasmo nos corações onde habita, que os homens
devem declará-la amplamente: ela deve ser livre.
III. QUAIS OUTROS FATOS PARALELOS A ESTE?
Como a prisão de Paulo não era o aprisionamento da Palavra de Deus,
do mesn1o modo:
A morte dos pastores não é a morte do evangelho.
A debilidade dos obreiros não é sua debilidade.
A escravidão da rnente dos pregadores não é suá escravidão.
A frieza dos homens não é a sua frie~a.
A falsidade dos hipócritas não a falsifica.
A ruína espiritual dos pecadores não é a sua derrota.
A sua rejeição, por parte dos incrédulos, não. é sua derrota.
N um retrato de Tyndale, ao lado do heróico homem, está utn artifício:
um livro ardendo em chamas está atado a uma estaca, enquanto se vêem diversos
livros sen1elhantes voando do fogo. O significado é u1n fato histórico. Tonstal,
bispo de Londres, havia comprado boa quantidade de Novos Testamentos de
Tyndale e os havia queimado. O dinheiro pago por eles deu a Tyndale a
oportunidade de fazer nova e mais correta edição.
Lá pelos fins do século XVIII, antes dos ten1pos das grandes Sociedades
Bíblicas, houve durante certo período, aflitiva falta de Bíblias nos Estados
Unidos, causada en1 parte pela prevalência da infidelidade francesa, e etn parte
pela geral apatia religiosa que se seguiu à Guerra Revolucionária. Naquele
período, un1 h01nen1 foi a un1a livraria en1 Filadélfia e quis comprar urna Bíblia.
"Não tenho nenhlllna", disse o livreiro. ((Não há un1 só exemplar para venda
na cidade; e posso acresccn ta r tnai s isto'', disse de (pois era da linha do
pensan1ento francês), "dentro de ci nqüenta anos não haverá Lin1a Bíblia seq uer
n o mundo". A resposta ríspida do freguês foi: ((Haverá abund<1 nc i;1 de Bíblias
no rnundo, rnil anos depois d e sua morte e de ter ido o senhor para o inte rno"
( The Cf.,riJtirm Age- A Era C ris rã).
>I I
C omo un1 pássaro no ar, a verdade voa com asas velozes; cotno um raio
de luz, ela entra em palácios e cabanas; como o vento que não encontra
en1pecilhos, ela se ri das leis e proibições. As paredes não podem confiná-la,
nen1 as barras de ferro, aprisioná-la; ela é livre e liberta. Que cada homem livre
esteja a seu lado, e, assim sendo, que jamais permita ele que uma dúvida de seu
êxito final lhe obscureça a alma (C. H. S.).
A verdade é mais incompreensível do que a água. Se for comprimida
numa direçãb, extravasará através da massa compressora, e se tornará 1nais
visível através dos esforços para cornprimi-la (Dr. Pusei).
17 4. Jóias do Evangelho
uA fin1 de ornare1n, e1n todas as coisas, a doutrina de Deus, nosso
Salv ador" (Tt 2.10).
j 1·1
Negativamente: ela está fundada,
Não nos requintes do pensamento filosófico.
Não no espalhafato d o discurso retórico.
Positivatnente: ela encontra-se em outra direção.
O adorno, se realn1ente o for, é conveniente à beleza.
Santidade, compaixão, contentamento, etc., são coerentes com tl
evangelho.
Muitas vezes, o adorno é um tributo à beleza. Tal é a conduta piedo.s:1:
ela honra o evangelho.
O adorno é publicidade da beleza. A santidade chama a atenção para
a beleza natural do evangelho.
O adorno é um realce da beleza. A piedade acentua a excelência da
doutrina.
Esforcemo-nos por adornar o evangelho, n1ediante:
Estrita integridad e nos negócios.
Cortesia constante no comportamento.
Amor altruísta a todos quanto nos cercam.
Pronto perdão às ofensas.
Paciência abundante nas provações.
Calma santa e autodomínio a todo o tempo.
Sim, e observen1, isso deve ser feito não como prerrogativa de uns poucos
esp írito s altam ente d otado s, e n as ocasiões em que podem elevá- los
orgulhosamente, diante dos olhos arregalados do universo . .
Como se verifica n o texto, o apóstolo estava escrevendo do poder d os
pobres escravos cretenses; do poder deles, também , não em algun1a tremenda
provação, como de tortura ou martírio, a que a crueldade de seus senhores, às
vezes, os submetia em sua fé, 1nas do poder que tinhatn de fazê-lo <'em tudo"-
no serviço diário, hurnilde, degradante de un1 criado - nas pequenas coisas
como tarnbém na grandes, nos estábulos e apriscos miseráveis, bem corno n o
esplendor do palácio; em absoluto, "em tudo", adornar o glorioso evangelho
de Deus.
Ó benditos escravos de Creta! Caminhando so b o chicote e as cadeias,
no entanto com os corações da fé, sob o peso de suas cargas, e un1 sorriso de
amo r entre suas lágrin1as, Elzendo a obra de Deus, irnpossível a u1n anjo!
(Charles Wordsworth, O. D.).
Todos j<í ouvin1os falar da hi stó ri a de uma n1en ina que di sse rcr-sc
co nvertido, portanto agora ela "chorava debaixo das es teiras". Koba, 11111 índ io
ba ue rreiro ) recentem e nte d eu evidênc Í;1S d e sua o n v -rs~ (l , ao di'l.t'l"; " 1:,, llltl
rodos o.s di;1s, c rr:1h:tlh o co m :1 <.' Jt x: td :t Jll l l' ltlfi vtl , !1· t t'lll d.t ·," l 1,,, f t ~tll t l ,,,,, J
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poderia fornecer n1aior evidên cia de sua sinceridade do que essa. Pois o trabalho
manual não é a principal alegria ou o orgulho de utn índio guerreiro.
Un1 homen1 brâtnane escreveu a um certo 1niss ion ário: "Es tamos
descobrindo quen1 é o senhor, realinente. O senhor não é tão bom quanto o seu
Livro. Porque se o seu povo fosse ao 1nenos tão bom con1o o seu Livro, então o
senhor conquistaria a Índia para Jesus Cristo, no espaço de cinco anos".
A natureza é egoísta, tnas a ·graça é atnorosa. Aquele que alardeia que não
se importa com ninguém, e ninguétn se in1porra com ele, é o reverso de um
cristão . O apóstolo Paulo tinha coração e simpatia eminentemente grandes.
I. CONSIDEREMOS ONÉSIMO, UM EXEMPLO DE GRAÇA DIVINA
1. Vemos a graça de Deus em sua eleição.
Não havia homens livres, para que D eus elegesse a un1 escravo?
Onésimo fazia parte de um pacote de detritos de uma pia de pecado.
No entanto, o amor eterno que não tomou conhecimento de reis e
príncipes fixou os olhos naquele escravo.
2. Em sua conversão. Quão improvável parece que se converta. Um
escravo asiático, quase co1nparável a qualquer pagão de nossos dias.
Era desonesto e ousado bastante para fazer a longa viagen1 até Roma.
M as o amor eterno pretende co nverter o hom em , e ele será
con vertido.
3. Vetnos a graça de D eus no caráter produzido en1 Onésimo.
Encontratnos pessoas esquisitas que, se1n dúvida, irão para o céu,
etnbora sejam rabugentas; uma espécie de ouriços espirituais.
Ilustram a sabedoria e a paciência de Deus, tnas não são bons
con1panheiros. Onésitno era um espírito bonito, terno e amoroso,
e isso foi obra da graça de Deus.
II. NOT EMOS UM EXEMPLO INTERESSANTE DE PECADO
DOMINADO
OnésÍino não tinha direito de roubar a seu .senhor e fu gir; mas Deus se
agrado u en1 E1Zer uso desse crime, para a co nversJo dele.
1. Ven1os co n1 o Deus don1inou tudo. N inguém será capaz de tocar o
coração desse esc ravo alén1 de Paulo, mas ele estav;.:t na prisão en1
Ron1a, e l)nésinlo, em Colossos. O diabo o levar<l a Ronu, ten tando-
o a furtar, e depois fugir. O diabo não sabia que assim perderia '1111
servo que estava a seu dispor. Muitas vezes o diabo faz papel de bn ho.
III. TESTEMUNHEMOS UM EXEMPLO DE MELHORIA D l··.
RELAÇÕES
Muitas vezes, é preciso lo ngo tempo para aprender grandes verdades. Talvez
File1notn ainda não houvesse descoberto que era errado ter escravos. O texto
fala d e Onésin1o como ''innãos caríssiino", já não m ais escravo.
Quando Onésüno voltar, será melhor servo, e Filemom, melhor senhor.
File1nom poderia ter se recusado a recebê-lo de volta, suspeitando dele, e poderia
tê-lo tratado rude1nen te; não, porén1, se ele fosse verdadeiro cristão.
Muito melhor é que d eixe passar uma falta que poderia ter notad o, a
notar uma falta que deveria ter deixado passar.
Rowland Hill costumava dizer que n ão d aria um centavo pela compaixão
de u1n homen1, se o seu cão e o seu gato n ão estivessem em melhores condições,
d epois d e ter-se ele convertido. H á muita im portân cia nessa observação.
Tudo n a casa anda melhor, quando a graça lubrifica as rodas .. . Não
acredito em seu cristianism o, m eu amigo , se p ert~nce à igreja e às reuniões d e
oração, n1as n ão, ao seu lar.
Faz uns três anos eu estava falando co1n um idoso pasto r, e ele con1eçou a
rem exer no bolso do paletó, m as d emorou algum tempo, para que achasse o
que queria. Afinal, tirou u1na carta que estava q uase d esfeita em pedaços, e
disse: ((D eus Todo-Poderoso te abençoe!" . E eu disse: ((Amigo, o que significa
isso?''. Ele disse: "Eu tinha um filho. Pensei que ele seria o esteio de minha
velhice, n1as ele se transviou , afastou-se d e n1im, e eu não seria capaz d e dizer
para onde foi, apenas 1ne disse q ue ia para os Estado Unidos. N as d ocas d e
Lo ndres co1nprou passage1n, a fi1n de ir para os Estados U nidos, m as n ão
en1barcou no dia aprazado". O idoso pastor n1e pediu que lesse a carta, e eu a
li; dizia n1ais ou m en os assin1: "Papai, estou aqui nos Estados Unidos. Encorirrei
e1np rego, e D eus n1e fez prosperar. Escrevo para pedir-lhe p erdão pelas mil
coisas errad as que lhe fiz, e pela angústia que lhe causei, po is, bendito seja
Deus, en contrei o Salvado r e m e uni à igreja de D eus aqui, e espero pássar
n1inha vida no serviço d e Deus.
Aco nteceu o seguinte: Não ernbarquei para os Estad os Unidos no dia en1
q ue c u esperava. Fui até ao tabernáculo para ver o q ue era aqu ilo, e Deus m e
enco ntro u. O Sr. Spurgeon disse: talvez ha ja aq ui um filh o fugitivo. O Senho r
o chama por sua graça. E ele fez isso". E en tão d isse o ministro, po ndo a ca rta
de lado: "Agora esse m eu fi lho esd rno n o, e est:i no céu. Eu amo o senho r c o
b rei enq uan to viver, po is fo i o insrnm1en to para co nduzi-lo :1 C ri sro".
~I 7
176. A Espada do Senhor
"Porqu e a palavra d e D eu s é v iva e efi caz, e n1ais cortante d o que
qualquer espada d e d ois gun1es, e penetra até ao ponto d e di vidir
aln1a e espírito, juntas e n1edulas, e é apta para discernir os
pensamentos e propósitos d o coraçãon (Hb 4.12).
I. AS QUALIDADES DA PALAVRA
1. Ela é divina. É a Palavra de D eus.
2. Ela é viva. "A palavra de Deus é viva".
Em contraste com nossas palavras, que morrem, a Palavra de Deus
. .
continua viva.
Ela tem vida em si mesma. Ela é a "semente viva e incorruptível" .
Ela cria vida aonde chega.
Nunca pode ser destruída ou exterminada.
3. Ela é eficaz: "Viva e eficaz''.
Ela leva convicção e conversão.
• Ela dá consolo e confirmação.
Ela rem poder para elevar-nos a grandes alturas de santidade e
felicidade.
4. Ela é cortante: "Mais cortante do que qualquer espada de dois gumes".
Ela fere menos ou mais a todos quantos nela tocam .
Ela mata o farisaísmo, o pecado, a incredulidade, etc.
5. Ela é penetrante. "Penetra até o ponto d e dividir".
Ela abre o ca1ninho para chegar ao coração endurecido.
Ela p enetra na n1enor abertura.
6. É discrinlinadora. ((Até ao ponto de dividir alm a e espírito" .
Ela separa coisas n1uito p arecidas: religião natural e religião espiritual.
Ela separa o exterior do interior: religião interna e externa, ''j untas e
Inedulas" .
7. É discernente. "Apta para discernir os pensamentos e propósitos do
-
))
coraçao .
Ela retalha o hon1em coJno o aço ugueiro retalha a carcaça, e revela
as Ltcu ldades e te ndências secretas da alma.
III. AS LIÇÕES QUE DAÍ DEVERÍAMOS APRENDER
C~u e reverencien1os grandemente a Palavra, como realmente 61lada por
D eus.
(~ue nos acheguen1os a ela, para despertan1eJHO de nossas próprias
aimas.
Que nos acheguemos a ela, pata buscar poder, qüando lutamo~ n a ~
batalhas em prol da verdade.
Que nos acheguemos a ela em busca de força cortante, para marar
nossos próprios pecados e ajudar-nos na destruição dos m ales do d ia.
Que lhe demos permissão para criticar-nos, e a nossas opiniões c
projetas, aros e tudo quanto nos diz respeito.
Bendiga a Deus pela eficácia da Palavra em sua alma. Algumas vezes ela j ~i
pungiu seu coração, seu fio fez sair sangue de suas luxúrias? Bendiga a Deus
por isso; seria como se fosse a utn cirurgião para lancetar uma ferida e retirar
uma parte purulenta do seu corpo, embora ele o submeta a uma tortura estranha,
ao fazê-lo.
E espero que pense em como Deus lhe propiciou grande bondade .. . Não
há outra espada como essa em todo o mundo, que pode curar, cortando; nem
outro braço poderia usar essa espada e ter feito desse modo com ela, exceto o
Espírito Santo.
A Palavra de Deus é algo sagrado demais, e a pregação é obra soleníssima,
para que brinquemos e nos divirtamos com elas, como é costume de alguns,
que fàzem do sermão apenas um assunto de dest~eza mental e refinada oratória.
Se pensamos em fazer o bem, devemos dirigir-nos aos corações dos homens,
não em palavra somente, mas com poder. Satanás não se mexe por causa de
mil sátiras e exibições espirituosas de retórica. Portanto, tire essa espada de
sua bainha e, com seu fio nu, dê golpes; verificará que esse é o único m eio de
perfurar as consciências de seu povo e fazer sair sangue dos pecados deles
(William G urnall).
Diz a Srta. Whately: "Despertar a mente entorpecida e não adestrada, no
caso de uma mulher muçultnana, é coisa maravilhosa, pois elas es tão
m e ~gulhadas na ignorância e na degradação; mas enquanto eu lia para wna
delas, faz poucas setnanas, ela exclan1ou: ora, isso é exatamente con1o se eu
estivesse lá fora, no 1neio da escuridão, e a senhora me desse uma lâmpada para
que eu pudesse ver n1eu ca1n inho".
O Rev. Jatnes Wall, de Roma, relata os seguintes lances de conversão,
n1ediante a leitura da Bíblia: un1 dos convertidos, quando pela primeira vc1.
recebeu de p resente um Novo Testamento, disse: ((Muito bem; é do tamanho
certinho para eu fazer meus cigarros", c assim começou a fLLlná-lo. Fwnou
todos os evangelhos, até que chegou ao capítulo d ez de João, quando lhe d eu
na cabeça que devia ler um pedacinho dele, pois, se não o fizesse, logo n5o lhe
restaria tnais o que ler. A primeira palavra co nseguiu o intento desejado, c o
homem deu a si próprio a interpretação de Cristo.
177. Confiança Junto ao Trono
"Acheguen1u-n os, portanto, confiaclan1ente, junto ao trono da
graça, a fin1 ele recebennos nlisericôrclia e ac11arn1os graça para
socorro en1 ocasião oportuna" (I-IlJ 4.16) .
I ·~:\ 11r( ·ss( ws '·slu ' h d ;ts L' n o çC>es e lcv:1das num serm ~o assen1elham-se ao
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cadáver de Asael no catninho, que só fazia os hon1en s pararem e o lh ~tt'L' tll
fixamente, mas de n1odo algum lhes trazia benefício ou os tornava m elho res. (:
n1elhor apresentar a Verdade, em sua simplicidade nativa, do que encher :1s
o relhas de pérolas falsas (Thomas Brooks) .
D everia ocorrer entre um cristão vigoroso e outro fraco o que ocorre
entre duas cordas de alaúde: assin1 que é tangida, a outra vibra; assin1 que um
cristão fraco fosse golpeado, logo o forte vibraria. ((Lembrai-vos dos·
encarcerados, como se presos com eles" (Hb 13.3). (Thomas Brooks).
327
As aflições não tornam n1iserável o povo de Deus. H á uma diferença n1Llito
grande entre um cristão e um mundano: seu melhor estado é a vaidade (51
39.5); e o pior estado de um cristão é a felicidade. Aquele que arna a Deus, é
con1o urn dado; lançado alto ou baixo, está sempre de pé; às vezes pode ser
afligido, rnas é sen1pre feliz (Thornas Manton) .
Muitos fo rarn os tipos de coroas em uso entre os romanos venced ores; a
princípio, carona civica, feita de ramos de carvalho, d ada pelos ron1anos àquele
que salvasse a vida de qualquer cidadão, na batalha contra os inimigos.
Muralis, coroa de ouro, d ada àquele que tivesse escalado em primeiro
lugar as muralhas de qualquer cidade ou castelo.
Triumphalis, que era de louros, concedida ao principal general ou cônsul
que, após alguma vitória importante, voltava para a pátria em triunfo.
Essas, como muitas outras, como as coroas imperial, régia e principesca
(mais grinaldas ou diademas d o que coroas), não se comparam à coroa de
glória que D eus tem preparado para aqueles que O amam. Quem é capaz de
expressar a glória dessa coroa? Ou a que coisa gloriosa será ela assemelhada? Se
eu falasse a língua dos homens e d os anjos, tnesrno assim seria incapaz de
descrevê-la com a dignidade que ela rnerece. N ão é apenas uma coroa de glória,
n1as possui diversos outros títulos de preeminência, dos quais serão participantes
todos os piedosos; uma coroa de justiça pela imputação da justiça de Cristo;
uma coroa de vida, porque aqueles que a possuem, serão capazes de vida eterna;
uma coroa de estrelas, porque aqueles que a recebem, brilharão como as estrelas,
para todo o sempre (John Spencer).
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2. Ele sugere uma nota de adn1iração.
Quando descobrimos mais de nossa fraqueza, D eus nos dá n1aior
graça.
3. Aprendemos onde obter as arn1as de nossa guerra: deven1os olhar
para aquele que concede graça.
4. Ele nos estimula a continuar a luta.
Enquanto houver uma paixão na alma crente que ouse levantar-se;
Deus dará graça para lutar com ela.
5. Ele indica claramente a vitória.
((Ele dá 1naior graça" é uma promessa clara d e que:
D eus não nos abandonará; antes, aumentará m ais e mais a força da
graça, de sorte que o pecado d eve render-se, finahnente rendendo
se ao domínio santificador d a graça.
II. OBSERVEMOS A VERDADE GERAL DO TEXTO
D eus está se1npre a dar. O texto fala desse fato como o 1nodo e h ábito
do Senhor: ((Ele dá maior graça".
Isso deveria ser:
1. Uma verdade de uso diário para nós.
2. Uma prornessa diária, pleiteada em favor d e outros.
3. Uma certeza em p erspectiva das duras provas de enfermidade e morte.
III. CONHEÇAMOS A VERDADE, POR APROPRIAÇÃO ESPECIAL
1. Minha pobreza espiritual é, então, por n1inha própria culpa, pois o
Senhor dá maior graça a todos quanto crêem obtê-la.
2. M eu crescimento espiritual será a glória do Senhor, pois só posso
crescer, porque ele dá maior graça. Oh, crescer constanten1ente!
Quando Matthew H enry era m enino , ficou muito impressionado con1
um sennão sobre a parábola do "grão d e mostarda" . Ao voltar para casa, disse
à sua irmãzinha: '~cho que recebi un1 grão de graça". Era a semente do
co1nentário que fora ((lan çada sobre as águas" (Charles Stanford) .
Recebo graça todos os dias! Todas as horas. Quando, pela graça d~ seu
príncipe, o rebelde é tirado d e sob o n1achado do algoz nove vezes por dia,
vinte vezes por dia, pelo espaço d e quarenta anos, quão agrad áveis são para ele
os perdões multiplicados e as s uspensões d a pena da graça! En11neu caso, estão
as Inultidões de redenções n1ultipl icadas! Aq ui, a reden ção é ab undante! Eu
m e sujo cada hora. C risto lava; eu caio, a graça m e levanta; c hego a este dia,
es ra n1an h ã, sob a reprovação da justiça, n1as a graça me perdoa; e ass im todo
o teinpo, até que a graça m e ponha no cé u (Samuel Ruth e rfo rd ) ..
Uma tneouena 0araca
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nos levad furur~1mcnrc ;H> cé 11 , 111 ;1S : 1 t•,r:111 d(' )',l':ll,,l
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3. Se os santos são disciplinados tão severan1ente, que jus tiça se ::.pli ·; 11 :~
ao pecador francamente desafiante? .
III. OUTRA INFERÊNCIA: "ONDE COMPARECERÁ O MHRO
PROFESSANTE?"
Se os verdadeiramente piedosos enfrentam dura luta pela salvaç5.o;
O formalista verificará que as cerimônias são um pobre consolo.
O falso professante será arruinado por sua hipocrisia.
O presunçoso descobrirá que seu ousado orgulho é um pobre auxílio.
IV. OUTRA INFERÊNCIA: ENTÃO A ALMA TENTADA PODE SER
SALl04.
O aparecimento da corrupção nos faz vacilar.
Um mundo perseguidor nos prova amargamente.
As tentações ferozes, vindas de fora, nos causam perplexidade.
A perda da alegria interior nos deixa indecisos.
O fracasso, nos esforços sagrados, prova a nossa fé.
Mas, em tudo isso, temos comunhão com os justos de todos os
tempos.
Eles estão salvos, e nós também estaremos.
Quando o apóstolo usa a frase- "Se é com dificuldade que o justo é salvo",
certamente não quer dizer que há alguma dúvida acerca da suficiência absoluta
e infinita da base de sua salvação; ou que há alguma incerteza no resultado
final.
Sua Linguagem se refere à dificuldade em Levá-Los com êxito, até à salvação
final deles; refere-se à necessidade de usar a vara e a fornalha; o processo, em
muitos casos severos, de correção e purificação.
Se for exigida "provação ardente", e o horror que Deus tem ao pecado, e
seu amor a seus filhos não permitem que ela seja detida, para eliminar a liga
remanescente da santidade deles, o que devem seus inimigos esperar da av·ersão
que ele tem ao mal, inimigos esses em que o pecado não é mera liga de um
material melhor, porém tudo é pecado junto? (Dr. Wardlaw).
H á muita dificuldade para retirar Ló de Sodoma, para retirar Israel do
Egito. Não é assunto fácil conseguir que um homem deixe o estado de corrupção
(Richard Sibbes).
Disto estou certo, que nenhuma devoção rnenor do que aquela que levo u
os n1ártires através das charnas, nos conduzirá in1pol uros através do mundo
presente (Sra. Paltner).
Onde comparecere:í ele, quando, para que pudesse não con1parecer, ele se
contencaria em ficar asfixiado sob o peso das rnontanhas e dos outeiros, SL'
pudessen1 oculd-lo do comparecimento ? (Arcebispo Lighron).
184. O Conhecimento do Senhor é Nossa Proteção
~~É por q ue o Senh or sab e ]iv r ar da provação os pie dosos e r eser var,
sob castigo, os inju s·tos para o D ia de Juizo" (2Pe 2.9).
18 5. Posteriormente
uAmados, a gora, son1.os filbos de Deus, e ainda não se Inanifestou o
que b.averen1os de ser. Saben1.os que, quand o el ~ se n1anifestar,
seren1.os sen1elb.antes a e le, porque haveren1os de vê-lo co1no ele é"
(lJo 3.2).
III
Ele se manifestará nesta terra em pessoa.
III. "SEREMOS SEMELHANTES A ELE"
1. Tendo um corpo semelhante ao seu corpo.
Sem pecado, incorruptível, sem dor, espiritual, vestido com beleza
e poder, e ainda tnuitíssimo real e verdadeiro.
2. Tendo uma alma semelhante à sua alma.
Perfeita, santa, instruída, desenvolvida, fortalecida, ativa, livre de
tentações, de conflito e sofrimento.
3. Tendo tais dignidades e glórias, como ele se veste.
Reis, sacerdotes, conquistadores, juízes, filhos de Deus.
IV. "HAVEMOS DE VÊ-LO COMO ELE É"
1. Essa visão gloriosa aperfeiçoará a nossa semelhança.
2. Será o resultado de sermos semelhantes a ele.
3. Será evidência de sermos semelhantes a ele, visto como ninguém,
exceto os puros de coração, poderá ver a Deus.
A visão será arrebatadora.
A visão será transformadora e transfiguradora.
A visão será permanente, uma fonte de bênção eterna .
•
Deus demonstrou poder, ao criar-nos, e amor, ao fazer-nos filhos. Platão
dava graças a Deus, por havê-lo feito homem, e não um animal irracional; e
que motivo têm eles para adorar o amor de Deus, o Deus que fez filhos! O
apóstolo lhe acrescenta, eis! (Thomas Watson).
Esses relances divinos do futuro, concedidos por Deus, revelam-nos mais
do que todo o nosso pensar. Que intensa verdade, que significado divino há na
palavra criadora de Deus: "Façamos o homem à nossa imagem, conforme a
nossa semelhançar' Proclamar a semelhança do Invisível, ser participante da
natureza divina, partilhar com Deus do seu governo do universo é o destino
do homem. Seu lugar é, na verdade, de glória indizível.
Situar-nos entre duas eternidades, o propósito eterno no qual fomos
predestinados a ser conformes cotn a imagem do Filho primogênito, e a realização
eterna desse propósito, quando seremos se1nelhantes a ele em sua glória. De
todos os lados, ouvimos a voz: ó vós, que trazeis a in1agem de D eus! Ponde-vos a
caminho para partilhar a glória de Deus e de Cristo, viver uma vida semelhante
à de D eus, un1a vida sen1elhanre 21 de C risto!!! (Andrew Murray).
Um cego convertido disse certa vez: "Jesus Cristo sení a primeira pessoa
<-JU C eu hei de ver, pois meus olhos se abrirão no céu".
"Você vai estar con1 Jesus e vê-lo co1no ele é", disse un1 amigo a Rowland
li iii V III sc11 kit o de mo rte. "Sim", respondeu o Sr. Hill , con1 ênf~1se , "e serei
\f"lllt 'fl,t t/1/ t ' .1 <'I<·; ' " 1'.t' l~ 11 polll o c · ~tlrnin :liHl'".
H ·l
186. Vida Provada por Amor
uN ós saben1os que já passa1nos da 1norte para a vida, porque an1an1ut.i
os irn1ãos; aquele que não ama, pennanece na n1orten (lJo 3.14).
18 7. Fé Vitoriosa
"Porque t odo o que é nascido de D eu s vence o n1undo; e esta é a
vitória que vence o n1undo: a nossa fé" (lJo 5.4).
I \11
3. U1n apetite fraco e1n relação ao alilnento espiritual.
4. Dificuldade de respirar.
Quando a oração é um dever cansativo, tudo está errado conosco.
III. INSINUEMOS MEIOS DE RECUPERAÇÃO
1. Procurar alimento bon1. Ouvir a pregação do evangelho. Estudar a
Palavra de Deus.
2. Respirar livremente. Não restringir a oração.
3. Exercitar-se na piedade. Trabalhar para Deus.
4. Voltar ao ar nativo: respirar a atmosfera do Calvário.
5. Viver perto do mar. Morar perto da total suficiência de Deus.
6. Se essas coisas falharem, eis uma antiga receita: "Carnis et Sanguinis
Christi". Tomar esse medicamento, diversas vezes por.dia, num cálice
das lágrimas de arrependimento, é cura certa.
Nas Escrituras, o pecado recebe os non1es de doenças. É chamado a chaga
do coração (lRs 8. 38). H á tantas moléstias da alma como do corpo. A
etnbriaguez é uma hidropisia espiritual; a segurança é uma letargia espiritual; a
inveja é um cancro espiritual, a luxúria é uma febre espiritual (Os 7.4) . A
apostasia é a recaída espiritual; a dureza de coração é pedra espiritual; a
insensibilidade de consciência é uma apoplexia espiritual; a insegurança de
julgamento é uma paralisia espiritual; o orgulho é um tumor espiritual; a
vanglória é coceira espiritual. Não há nenhuma enfermidade do corpo que
não tenha algUina doença da alma que se emparelhe com ela, e traga o seu
nome (Ralph Robinson).
Se fosse tirada uma fotografia de uma pessoa em estado de saúde forte,
vigorosa, e outra, da mesma pessoa, após grave enferm.idade ou quando esteve
quase à morte por inanição, ou enfraquecida por confinamento, dificilmente
as reconheceríamos como sendo da mesma pessoa, un1 caro e velho amigo que
amamos! Maior ainda seria a transformação, se pudéssen1os tirar um retrato
espiritual de muitos que outrora foram santos de Deus, cordiais, vigorosos,
cuja alma ficou inanimada, por falta do alimento espiritual adequado, ou por
nutrir-se de "cinzas", em vez de pão (G. S. Bowes).
140
190. Doxologia de Judas
"Ora, àquele que é poderoso para vos gu ardar ele tropeços e pa r.J Vl 1:::
apresentar con1 exu ltação , Ílnacul aclos diante da sua gló ria, ao C1n i ·~ 1
Deus, n osso Salvador, n1ediante Jesu s Cristo, Senb o r n osso, g]t1ria,
n1ajestacle, in1péri o e sob er a nia, a ntes d e todas as eras, e agora, e p o r
todos os séculos. Àn1é1n!n (Jd 24- 25).
)·I .1
Os sinais da presença divina. "O pó dos seus pés".
A coluna de nuvem era assim no deserto.
Os ernblen1as de sua n1ajestade.
As insígnias de seu poder.
As advertências do seu juízo. Aquelas nuvens juntas estão carregadas
de trevas e tempestade.
II. A VINDA DE NOSSO SENHOR SERÁ VISTA POR TODOS
1. Será um aparecimento literal. Simplesmente cada pessoa não pensar;:Í
nele, de forma individual; antes, "todo olho o verá".
2. Será conternplada por todos os tipos de homens vivos.
3. Será vista por aqueles que morreram há muito.
4. Será vista por seus reais assassinos, e outros como eles.
5. Será manifesta àqueles que não desejam ver ao Senhor.
6. Será uma visão na qual vocês terão uma parte.
III. SUA VINDA CAUSARÁ TRISTEZA. "E TODAS AS TRIBOS DA
TERRA SE LAMENTARÃO SOBRE ELE".
1. A tristeza será geral. "Todas as tribos da terra''.
2. A tristeza será muito amarga. "Lamentarão".
3 . A tristeza prova que os homens não se converterão universalmente.
4. A tristeza também mostra que os homens não esperarão da vinda de
Cristo um grande livramento.
Eles não cuidam de escapar ao castigo.
Não procuram aniquilamento.
Não buscam a restauração.
Se o fizessern, a vinda de Cristo não provocaria lamentação.
5. A tristeza, em certa medida, surgirá de sua glória, ao verern que o
rejeitaran1 e lhe ofereceram resistência. Essa glória será contra eles.
Mesmo assim, Senhor Jesus, vern depressa! Entrementes, não é o céú que
pode afastar-te de n1im; não é a terra que pode afastar-rne de ti; ergue tu a
minha alma para urna vida de fé contigo; permite-me desfrutar a tua
conversação, enquanto espero por teu retorno (Bispo Hall).
"Todo olho o verá" . Todo olho; o olho de cada homem que estiver vivo,
seja ele quen1 for. Ninguéin poderá impedi-lo. A voz da trombeta, o brilho da
chama dirigirão todos os olhos para ele, rodos os olhos estarão fixos nele. Seia
un1 olho tão ocupado, ou tão inútil, seja qual for o ernprego, seja qual for a
diversão que tinha no mornento anterior, já não mais será capaz de cmpreg<i-lo
ou diverti-lo. O olho se levantar<1 para Cristo, e não rnais olhad para baixo
para considerar dinheiro, livros, terras, casas ou jardins.
Seus olhos e os meus. Ó pensan1en ro terrível! Bendi ro Jes us! Q ue n:ío ' I c
veja mos arravés de lágrilnas; que nao tremamos, e ntão, en1 face da visão!
(D r. Dodridge).
"Enr5.o, voltando-se o Senhor, fixou os olhos em Pedro ... Então Pedro,
saindo dali, chorou an1argamente". Assi m será, porém, num sentido diferente,
con1 os pecadores, no dia do juízo. Os olhos de Jesus, como juiz dos pecadores,
se fi xarão neles, e o olhar desp ertará suas Ineinórias adonnecidas, e revelará
suas cargas de pecado e vergonha- crimes incontáveis e arnaldiçoados, n egações
piores que a de Pedro, durante a vida toda, e dos quais não se arrependeram,
zombarias do amor que tanto os buscou , e menosprezo votado à misericórdia
que os chamou- tudo isso lhes traspassará o coração, enquanto contemplarem
o olhar de Jesus.
Eles sairão e fugirão da presença do Senhor - sairão para nunca mais
voltarem, fugirão para as trevas exteriores, se for possível que elas os escondam
daquele terrível olhar fixo. E chorarão amargamente- choro como nunca an-
tes choraram, lágrimas ardentes, escaldantes, tais como as tristezas d a terra
nunca arrancaram- choro que nunca será consolado, lágrimas que nunca serão
enxutas. Seus olhos serão fontes de lágrimas, n ão penitenciais e curado ras, mas
an1argas e cheias de remorso - lágrimas de sangue - lágrimas que p artirão o
•
coração e inundarão a alma em angústia insondável (An ônin1o) .
I li
II. ENVOLVEM OS HOMENS EM MAIOR PECADO, QUANDO NÃO
SE ARREPENDEM.
1. O pecado deles se torna mais un1 pecado de conhecin1ento.
2. O pecado deles se torna n1ais u1n pecado de desafio.
3. O pecado deles se torna un1 pecado de falsidade diante de Deus
Votos quebrados, resoluções esquecidas; tudo isso é n1entir ao
Espírito Santo.
4. O pel:ado deles se torna um pecado de ódio para com Deus.
Até se sacrificam, para ofender ao seu Deus.
5. O pecado deles se torna mais e 1nais deliberado, custoso, obstinado.
6. O pecado deles fica, desse modo, provado que está enraizado em
sua natureza.
III. DEVEM SER CONSIDERADOS COM DISCRIÇÃO
1. Usados pela graça de Deus, tendem a despertar, impressionar,
subjugar, humilhar e levar ao arrependimento.
2. Podem não ser considerados como benéficos em si mesmos.
Satanás não é melhorado por sua tnÍ$éria.
O perdido, no inferno, fica mais e1npedernido com suas dores.
Muitos homens perversos fican1 piores, por causa de sua pobreza.
Muitos enfermos não são realmente penitentes, mas hipócritas.
3. Deveríamos arrepender-nos, quando não estamos sob juízo e terror.
Porque verificaretnos que é mais doce e mais nobre sern1os atraídos
do que sennos en1purrados como "gado 1nudo que é levado".
Seja nosso ünico objetivo "dar-lhe glória".
As árvores podem florescer razoaveln1ente na prin1avera, sem que tenham
frutos na época da colheita; e alguns têm exercícios agudos da alma, que nada
1nais são do que o antegozo do inferno (Boston).
Creio que se verificará que o arrependimento da maioria dos hotnens não
é tanto tristeza pelo pecado como pecado, ou verdadeiro ódio ao pecado, quanto
tristeza mal-humorada, porque não lhes é pennitido pecar (Pensamentos Íntimos,
de Adam).
Não h <í arrependimento no inferno. São quein1ados com calor, e
blasfen1am o notne de Deus, n1as não se arrependen1 para dar-lhe glória.
lvfaldi zem-no por suas dores e feridas, tnas não se arrependem de suas ações . ()
verdadeiro arrependin1enro surge da fé e da esperança, não pode, porén1, haver
fé d e que h,1 livramento, onde h~:i conhecimento certo de castigo etern o;
conhecin1enco e sentido excluem a fé. N ão pode haver esperan ça de tenninação
o nde houver cadeias d e desespero. Haver;i tristeza deses perada pela do r, mas
não tristeza que indique arrependimento.
li I
N i nguén1 é salvo senão pelo sangue do Cordeiro; mas, se o mundo acabar,
L'Ss:t f·()nte es tará completamente seca. O verme da consciência os roerá com
quantas vezes foram convidados para o céu, e quão facilmente poderiam ter
esc:1pado do inferno. Chorarão pela perda de un1 e tatnbém do outro, não por
causa de qualquer um deles, o que seria arrependimento ... Eles sofrem, eles
blasfemam (Thomas Adams).
Como é terrível ler que "por causa do flagelo da chuva de pedras, os
hotnens blasfemaram de Deus!". Quão verdadeiro é que a aflição faz que os
homens bons sejam melhores, e os homens maus, piores! A ira não converte a
ninguém. É a graça que salva. O castigo não atnolece, endurece. Os juízos
levam os homens a blasfemar, e quanto tnaior o flagelo, tanto mais eles
blasfemam. Que representação solene, porém , verdadeira, da conseqüência
das advertências tantas vezes negligenciadas! Veja a atividade do homen1 no
estado futuro- no céu, louvar; no inferno, blasfemar (George Rogers).
I. A DESCRIÇÃO DO NOIVO
O apóstolo inspirado fala dele como "o Cordeiro".
Esse é o nome especial que João dá a seu Senhor. Talvez ele o tenha
aprendido, por ouvir o Batista clamar, junto ao Jordão, <<Eis o Cordeiro".
1. Con1o o Cordeiro, ele é o único sacrifício eterno pelo pecado:
Ele não será outro além disso, em sua glória.
2. Como o Cordeiro, sofrendo pelo pecado, ele é especialmente glorioso
aos olhos dos anjos e de todas as inteligências santas; e assim, no seu
jubiloso dia, ele se revestirá desse caráter.
3. Con1o o Cordeiro, ele detnonstra, en1 roda a plenitude, o seu an1or
à sua igreja; e assirn ele aparece nessa form a, no dia do triunfo de
seu amor.
4. C01no o Cordeiro, ele é o n1ais amado de nossas aln1as.
Eis com o ele nos amou até à morre!
I. O SIGNIFICADO DA CEIA DAS BODAS
1. A conren1plação e perfeição da igreja. "A esposa a si n1esn1a j<í. se
. ))
aravio u .
2. O arrebara1nento d a igreja para a con1unhão n1ais ínti1na e nta i~
feliz com Cristo, em sua gló ria.
3. O início de um d escan so ininterrupto, eternamente. eco Senho r reu
D eus .. . renovar-re-á no seu amor". A igreja, à semelhan ça de Rute,
en contrará descanso n a casa de seu esposo.
III. AS PESSOAS CHAMADAS À CEIA
1. O s que são chamados, aceitam o convite.
2. Os que agora possuem fé, o que é sinal de admissão.
3. Aqueles que amam o Noivo e a noiva.
4. Aqueles que vestem, na cerimônia das bodas, as vestes da santificação.
5. Aqueles que vigiam com lâmpadas acesas.
IV. A BEM-AVENTURANÇA ATRIBUÍDA A ELES
1. Serão bem-aventurados na verd ade, quando estiverem naquela festa,
po1s:
Os que são chamados, serão admitidos.
Os que são admitidos, vão casar-se.
Os que se casarem com Jesus, serão eternamente felizes. Quantos
casatnentos conduzem à miséria! Porétn, não é assim nesse caso.
Alguns não serão bem-aventurados d essa maneira!
Não ser abençoado é ser amaldiçoado.
Aquele que outrora pendia tão triste sobre a cruz, a favor de todos, olhará
em redor aquela brilhante companhia, e em cada vestidura branca, e em cada
semblante iluminado, contemplará o fruto de Seus sofrii?Jentos. "Ele verá o
fruto do penoso trabalho d e sua alma, e ficará satisfeito". Será a união eterna
de Deus ,cun1prida em seu m ais profundo desígnio- un1 povo dado a Cristo,
d esde antes de todos os n1undos; e que eles estão, naquele dia, rodos escolhidos
- todos reunidos - todos lavados - todos salvos - e nenhum deles se perdeu!
(James Vaughan).
Não ousamos dizer que nosso Senhor nos amará mais do ele nos ama agora;
entretanto, ele se mostrará mais indulgente en1 seu arnor por nós; manifestará
n1ais arnor, veren1os n1ais do arnor e o entenderemos rnelhor; é cotno se ele nos
an1asse mais ainda. Ele abrirá inteiram ente o seu coração e a sua alrna para nós,
con1 rodos os seus sentitnen tos, segredos e propósitos e nos pcnnirid ter
conhecÍlnento dos mesmos, até onde, pelo menos, possamos co n1preendê-los. E
para a nossa felicidade é que os conheceren1os. Essa festa de casam en to será a
festividade, o triunfo n1esmo do an1or - o Salvador exaltado havcr<1 de n1osrrar
ao universo inteiro que ele nos an1a ao lin1ite extren1o a que o amo r pode avançar,
e nós, por nossa vez, haveren1os d e arná-lo com un1 fervor, com uma grarid;-io c
co m uma adoração que tornarão novos os próprios céus.
194. As Escrituras Divinamente Verdadeiras
uE ac r escentou : São estas as verda deiras palavras de Deus"
(r-\ p 19.9) .