AV 2ª UNIDADE
Data: 28/11/2019
Curso: PP Disciplina: Planejamento de Campanha I Professora: Cerize Ferrari
Alunos:
Janaína Milena Nobre da Silva
Maria Eduarda Lessa Afonso Ferreira
Vanira Alicia Malta Gonzaga
Patrick Fernando da Silva
A PESSOA: VERA ARRUDA
Data: 18 de outubro de 2015 Autor: fabiolinslessa
Antes de falar do Corredor Cultural Vera Arruda, gostaria de lembrar a todos, especialmente aos alagoanos, quem foi Vera Arruda.
Segundo o wikipedia:
“Vera Ítala Leão Rego de Arruda (Palmeira dos Índios, 9 de julho de 1966 — São Paulo, 30 de julho de 2004), conhecida como Vera
Arruda, foi uma estilista brasileira. Nascida em Palmeira dos Índios, a 130 quilômetros de Maceió, cursou todo o ensinou fundamental e
médio nessa pequena cidade do interior alagoano. Em 1986, Aos 20 anos, foi eleita Miss Alagoas, o que a levou a participar do
concurso Miss Brasil 1986, realizado em São Paulo. Foi casada com João Luiz Araújo, com quem teve uma filha, Maria João, que
atualmente mora em Salvador, Bahia, com seu pai e dois avós. Sua vida como artesã iniciou-se fazendo bijuterias que vendia as suas
maiores amigas. Desde criança, ela própria desenhava suas roupas e as de suas amigas. Vera herdou da avó o hábito de desenhar as
próprias roupas e contratar costureiras-modistas para executá-las. Foi artista plástica e vitrinista até que resolveu se mudar para São
Paulo em 1997 em busca de seu sonho. Em 1998, resolveu participar do Phytoervas Fashion Awards, evento seminal que daria origem
ao São Paulo Fashion Week. Não deu outra, foi escolhida a melhor estilista do evento. Logo em seguida foi convidada para estudar
no Studio Berçot, em Paris, e começou a desenvolver acessórios para grifes como Ellus e Rosa Chá e roupas para socialites. Sua maior
incentivadora era Adriane Galisteu. Nos últimos anos, fez figurinos para artistas como Ivete Sangalo, Astrid Fontenelle, Margareth
Menezes, Xuxa, entre outros. A estilista desenvolvia um trabalho tipicamente brasileiro com patchwork de tecidos nobres, bordados,
pedrarias e flores, muitas flores. Nos anos 90, foi a primeira estilista a resgatar o nacionalismo criando um vestido de franjas com
a bandeira do Brasil. Entre suas criações, encantaram o Vestido Brasil – Feito em linha de seda amarrada à tela de Filé com nós
de tapeçaria. Criado para o desfile Phytoervas Fashion Alwards de 1998. Sua imagem foi usada na abertura do evento Semana Brasileira
de Moda em Nova Iorque e foi eleito a melhor peça de moda de 1998. Fez também um trabalho que recebeu destaque especial, o Vestido
Gravata (1996) – executado com gravatas do pai (Silvio Arruda), do avô (Gastão Leão Rêgo) e do também alagoano Aurélio Buarque de
Holanda, além de outras adquiridas em feiras de antiguidade. Por três semanas ficou internada no Hospital Universitário Oswaldo Cruz,
em São Paulo. Em 2003, ela havia extirpado um câncer no timo, mas seu fígado não resistiu ao tratamento e ela sofreu
uma hepatite medicamentosa fulminante. Mesmo doente, no Hospital criou 15 pijamas coloridos para ser usado por ela avisando aos
médicos para esterilizá-los e advertiu: “Não vou me vestir com aquela camisola com bunda de fora, jamais!” A estilista viria a falecer no
dia 30 de julho de 2004. Após a morte, a estilista foi enterrada aos 38 anos no Parque das Flores, em Maceió. Seu nome está imortalizado
em Maceió, que reconheceu o seu talento e criou no bairro Stella Maris um corredor cultural, numa imensa praça, onde são expostos
permanentemente a história de alagoanos ilustres e ícones da cultura local. A homenagem a estilista alagoana foi aceita por
unanimidade pela classe artística. A marca Vera Arruda, apesar de sua morte, continua a ser muito festejada por socialites brasileiras. ”
Apesar de ter sido modelo, o maior destaque profissional de Vera Arruda foi como estilista. Sobre seu trabalho, que tem reconhecimento
até os dias de hoje, destaco o post “Vera Arruda: a dona de todas as artes”:
“Aquelas sandálias vermelhas me perturbavam”, dizia Vera Arruda sobre as sandálias com meias de lurex de Sonia Braga, na novela
Dancing Days. No imaginário da estilista de 38 anos, nascida em Palmeira dos Índios, Alagoas, todas as cores e contas seriam permitidas.
Vera inspirava-se nas cores. “Elas me comovem, dão luz a minha vida. A estética sofrida e, ao mesmo tempo, tão forte do povo
nordestino dá a alma da minha criação, mas não sou regional, desejo apenas uma tradução deste imaginário”, dizia Vera. Seu filme não
foi um curta-metragem, como dizia modesta. Vera foi grande, generosa desde o início. Generosa na explosão das cores em seu trabalho,
generosa na perfeição das tramas, generosa em oferecer uma imagem sempre tão rebuscada e criteriosa. “Quero o diferencial, o
pessoal, sempree”, dizia. Para Paulo Borges, criador do São Paulo Fashion Week, ela foi uma das pioneiras no resgate da identidade
nacional, sem ser, porém, regionalista. A estilista alagoana foi precursora desta onda folk que invadiu o imaginário dos novos criadores.
Não tinha medo de ser menina, mulher, romântica, de beirar o kitch, de mostrar feminilidade e de ser bem humorada. “Há um perfume
doce no ar”, dizia ela. Para o jornalista Jackson Araújo, Vera preconizou o humor e uma certa inocência na moda. “Seu estilo era otimista
desde o início. E isto é tudo que a moda contemporânea respira”, avalia.
Seu universo era rebuscado. Em cada peça Vera contava uma história, devota ferrenha de Iemanjá, traduzia em seu trabalho suas
crenças, vivia uma emoção. “Nos vestimos para emocionar, a nós e a quem nos vê”, dizia. Suas peças eram a tradução desta emoção
feminina e disto ela não tinha medo, e sim, orgulhava-se desta característica, da qual fazem parte outros importantes nomes como
Adriana Barra, As Carmelitas, Isabela Capeto. “Eu sempre me identifiquei com este universo alegre de Vera, o uso que ela fazia das flores
era sensacional”, confessa Adriana Barra.
Flores, bordados, miçangas, fitas, tules e tudo mais que o imaginário permite lhe servia de matéria prima. E deles surgiu a sua coleção
lançada no cenário nacional em 1998, na edição do Phytoervas Fashion. Vera foi aplaudida de pé. De lá pra cá, em apenas seis anos,
virou peça imprescindível no guarda-roupa de celebridades como Adriane Galisteu, Ivete Sangalo, Margareth Menezes, Carlinhos Brown,
Luana Piovani e Paula Lavigne – que vestiu um vestido de Vera na cerimônia de entrega do Oscar.
“Vera morreu sem ter dado conta do significado que teve para a moda brasileira”, disse o amigo André Lima. Mas, certamente, o teve.
Vera era sábia e obstinada. Perdeu o mercado da moda brasileira, exatamente no momento em que se descobre importante na sua
essência, no momento da valorização do pessoal, do intransferível. Vera Arruda foi assim e ajudou a escrever a história de uma moda
feminina com viés brasileiro.
A doença: Há cerca de 20 dias, Vera foi internada no Hospital Osvaldo Cruz, onde foi assistida pelos médicos Adib Jatene e Fábio Gaioto,
com um quadro de hepatite atípica. Seu quadro agravou- se, ocorrendo complicações, como pleurite e paralisação do fígado. Foram dias
de luta silenciosa para a estilista, ao lado do marido, João Luiz Araújo, e da sua família. Vera faleceu à 1h30 da madrugada do dia 31
(sábado) tendo causa mortis falência múltipla de órgãos.
Há quase dois anos, Vera foi surpreendida pela descoberta de um câncer no timo, que se manifestou com cansaço e paralisia facial.
Desde então, lutou bravamente contra a doença, com tratamentos de quimioterapia e radioterapia. Logo voltou a trabalhar e assumiu
sua careca (consequência do tratamento) como mais um estilo. “Estou meio nova-iorquina, moderna”, dizia Vera. Para o amigo Luciano
Ramos, maquiador, todas as adversidades se transformavam em força e fé. “Não entendo por que isto aconteceu comigo. Mas vou
vencer mais esta”, dizia, com a garra que lhe era peculiar.
Rigorosa em seu estilo de trabalhar, a estilista acompanhava, mesmo em casa, a produção da sua equipe. Neste período, assinou o
figurino de Ivete Sangalo para o carnaval baiano. Em entrevista à revista Quem, Vera disse considerar a doença uma traição. “Nunca fiz
nada para prejudicar a minha saúde, fui surpreendida e passei dias me sentindo injustiçada, mas não considerei a enfermidade o meu
fim”, disse. Para os amigos e familiares, poucos foram os momentos de fraqueza de Vera.
Vera deixou-nos uma longa história de comprometimento com a arte, com as suas origens e com a sua qualidade de trabalho. “Vera era
impecável em tudo”, disse o amigo Flavius Lessa. Para João Luiz, com quem Vera teve uma filha de 7 anos, Maria João, ela deixa uma
grande história de vida e de trabalho. “Com ela aprendi três coisas fundamentais: ter garra, coragem e amor ao próximo. Vera é uma
estrela”, conclui, emocionado. ”
1) A partir do tema “Vera Arruda”, escolher uma empresa, área pública, serviço ou produto locais (reais
ou fictícios) e elaborar um Plano de Campanha, utilizando o modelo A: (8,0).
Plano de Campanha: nova coleção da Farm inspirada nas peças produzidas por Vera Arruda
1. Resumo da situação do mercado onde a empresa atua, seus produtos e serviços:
A Farm foi criada no Rio de Janeiro e seu principal objetivo, inicialmente, era representar o estilo de
vida das garotas cariocas que habitavam a Zona Sul.
Suas peças possuem um alto padrão de costura e modelagem e estampas exclusivas. Por esses
fatores, sua proposta e seus preços se diferenciam das demais lojas de departamento e fast fashion.
Além de vender roupas, a marca vende um lifestyle baseado numa vida moderna, agitada, jovem, ao
mesmo tempo em que é sustentável.
Atualmente, sua venda está presente em diversos Estados e através do e-commerce.
No cenário do mercado da moda brasileiro, foi constatado que o faturamento do varejo de vestuário
caiu 5% no biênio 2016-2017, enquanto as vendas no e-commerce aumentaram mais de 10% no
mesmo período. (https://www.istoedinheiro.com.br/sob-medida-o-mercado-da-moda-e-o-comercio-
contextual/)
2. Análise comparativa da concorrência sob os aspectos:
2.1 – Produto ou serviço
2.2 – Preço
2.3 – Distribuição
2.4 – Comunicação (qualitativa e quantitativa)
Farm:
Produto ou serviço:
Preço: Varia entre R$130,00 a R$540,00 dependendo da peça e coleção
Distribuição: Varejo (lojas próprias), atacado (multimarcas) e e-commerce (loja virtual). Em relação
ao ambiente de compra, pode-se dizer, que a Farm busca, através da organização da loja, criar um
ambiente confortável e aconchegante para os consumidores.
Comunicação (qualitativa e quantitativa):
- Criação e manutenção de um relacionamento com as consumidoras;
- Simplicidade, sustentabilidade, valorização humana, autenticidade, superação;
- Trabalha como disseminadora de conteúdo, então o relacionamento será feito nos canais que
suportam essas dimensões, e onde o público alvo tem acesso;
- Faz relacionamento para manter a marca amada.
- A estratégia digital é o maior investimento dentro do marketing da marca.
- Veículos online e offline;
- Facebook, Instagram, Site, E-commerce, Blog, Pinterest e YouTube;
- Na área offline, o foco é na construção de relacionamento, trabalhando principalmente com
promoção de vendas e eventos e a assessoria de imprensa associado as ações da marca;
- Faz parcerias com outras empresas de diversos setores, como por exemplo a Devassa;
- A marca não trabalha com anúncios em meios de comunicação tradicionais.
Concorrência: Cantão
Produto ou serviço: Moda feminina
Preço: Varia entre R$140,00 a R$550,00 dependendo da peça e coleção
Distribuição: Varejo (lojas próprias) e e-commerce (loja virtual).
Comunicação (qualitativa e quantitativa):
- Estado de espírito livre, leve, solto e muito colorido;
- Conforto, casualidade, emoção e feminilidade;
- Celebra a mulher autêntica;
- Viver bem.
- Veículos online e offline;
- Facebook, Instagram, Site, YouTube, Pinterest e Blog;
- Trabalha com promoções de vendas e eventos;
- Faz parcerias com digitais influencer;
- A marca não trabalha com anúncios em meios de comunicação tradicionais.
3. Definição dos problemas e oportunidades
Problemas:
- Valor alto das peças
- Público segmentado e exigente
- Público desconhece a artista homenageada
Oportunidades:
- Expandir o nicho de mercado
- Público fiel a marca
- Marca referência no quesito originalidade, estética e qualidade das peças
- Oportunidade de abranger público plus size e moda sem gênero
4. Definição dos objetivos e estratégias de comunicação (a partir do diagnóstico);
Objetivos:
- Divulgar a nova coleção da marca inspirada no trabalho da estilista alagoana Vera Arruda
- Tornar o trabalho da artista conhecido na própria região
- Fortalecer a interação dos consumidores com a marca, através de estratégias interativas de
comunicação
Estratégias:
- Realização e participação em eventos de moda na capital (Maceió), primordialmente;
- Produção audiovisual contando um pouco da história da estilista e apresentando a coleção
especial;
- Divulgação do material audiovisual nas redes sociais e plataformas online (blog, site);
5. Posicionamento do produto ou serviço diante do mercado;
- Produto que reflete o lifestyle dos jovens modernos, antenados, que valorizam peças produzidas
com material de qualidade e estampas exclusivas e diferenciadas;
- Marca que se preocupa com o destino do material não utilizado nas confecções, sendo aproveitado
para outras produções vendidas por preços menores;
- Valorização e representação dos artistas locais
6. Descrição do público-alvo e áreas de atuação
Público-alvo: jovens adultos de classe média alta e alta (A/B), 20 a 25 anos de idade, interessados
em arte e moda
Áreas de atuação: produção de artigos de moda e vestimentas voltados para as classes A/B
7. Definição dos objetivos e estratégias de:
7.1 – Criação:
- Sessão de fotos e vídeos para divulgação nas mídias utilizadas. As fotos artísticas serão feitas com
modelos alagoanos, assim como todos os profissionais contratados, para seguir com a valorização
da cultura local.
- Produção de um desfile no Corredor Vera Arruda com o intuito de divulgar não só a marca e a
nova coleção, como também a história da estilista
7.2 – Mídia:
- A Farm não utiliza das mídias tradicionais, logo manteremos o processo criativo de divulgação por
meio das mídias online
8. Discriminação das verbas de veiculação, produção, ponto-de-venda;
- Iniciativa de segmentar o mercado apenas nas lojas Farm do Nordeste e utilizar do e-commerce.
- Verba de veiculação: R$700.000,00 (setecentos mil reais)
9. Relação das peças publicitárias;
- As peças seguirão a mesma estética e linguagem
- A veiculação será, majoritariamente, nas redes sociais, principalmente Instagram onde se encontra
a maior parte do seu público, através de vídeos de 1 minuto de duração, ensaio fotográfico da
coleção e posts interativos e patrocinados
- Aba exclusiva para a coleção no site da marca
10. Determinação dos sistemas e métodos de avaliação;
- Análise de dados bigdata
- Análise de impressões de posts da campanha publicitária nas redes sociais
- Análise de conversão de vendas através das mídias utilizadas
11. Cronograma de aplicação do plano;
Etapas Datas Responsável
Entrega do briefing a agência 02/dez. Cliente
Discussão do briefing entre agência 4/dez. Cliente/ Agência
e cliente
Apresentação da campanha 20/dez. Agência
Aprovação da campanha 25/dez. Cliente
Reserva para adaptações ou 29/dez. Agência
modificações
Aprovação final 06/jan. Cliente
Apresentação dos orçamentos de 13/jan. Agência
produção
Aprovação dos orçamentos de 15/jan. Cliente
produção
Apresentação do plano de mídia 20/jan. Agência
Aprovação do plano de mídia 22/jan. Cliente
Apresentação da negociação de 26/jan. Agência
mídia
Início da produção 03/fev. Agência
Apresentação das provas dos 14/fev. Agência
anúncios e ponto de venda
Aprovação das provas 15/fev. Cliente
Reunião de pré-produção do 18/fev. Cliente/Agência
comercial
Apresentação e aprovação do 24/fev. Cliente/Agência
copião do comercial
Apresentação e aprovação da 1ª 26/fev. Cliente/Agência
redução do comercial
Início da veiculação nas redes 02/mar. Agência
sociais
Início da veiculação no Youtube 02/mar. Agência
Realização do pós-teste do 03/mar. Cliente
comercial no Youtube