Este documento discute a história das relações entre o povo judeu e dinheiro ao longo dos séculos, um tema polêmico que despertou preconceitos e massacres. O autor reconhece os riscos de superestimar o papel do dinheiro na história judaica ou dos judeus na história mundial, mas defende ser importante compreender como o monoteísmo judaico influenciou o surgimento da ética capitalista e o papel de judeus como banqueiros e inimigos do capitalismo.
Este documento discute a história das relações entre o povo judeu e dinheiro ao longo dos séculos, um tema polêmico que despertou preconceitos e massacres. O autor reconhece os riscos de superestimar o papel do dinheiro na história judaica ou dos judeus na história mundial, mas defende ser importante compreender como o monoteísmo judaico influenciou o surgimento da ética capitalista e o papel de judeus como banqueiros e inimigos do capitalismo.
Este documento discute a história das relações entre o povo judeu e dinheiro ao longo dos séculos, um tema polêmico que despertou preconceitos e massacres. O autor reconhece os riscos de superestimar o papel do dinheiro na história judaica ou dos judeus na história mundial, mas defende ser importante compreender como o monoteísmo judaico influenciou o surgimento da ética capitalista e o papel de judeus como banqueiros e inimigos do capitalismo.
Este documento discute a história das relações entre o povo judeu e dinheiro ao longo dos séculos, um tema polêmico que despertou preconceitos e massacres. O autor reconhece os riscos de superestimar o papel do dinheiro na história judaica ou dos judeus na história mundial, mas defende ser importante compreender como o monoteísmo judaico influenciou o surgimento da ética capitalista e o papel de judeus como banqueiros e inimigos do capitalismo.
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Livros
19 de novembro de 2003
Trechos de Os Judeus, o Dinheiro e o Mundo, de Jacques Attali
Esta é a história das relações do povo
judeu com o mundo e com o dinheiro. Não ignoro o quanto esse tema cheira a enxofre. Ele desencadeou tantas polêmicas e provocou massacrestantos que se tornou uma espécie de tabu, a não evocar sob nenhum pretexto, por temor de despertar alguma catástrofe imemorial. Hoje em dia, já ninguém ousa escrever sobre esse tema; como se séculos de estudos só tivessem servido para alimentar autos-de-fé. Por isso, por sua própria existência, este livro está ameaçado de srcinar mil mal-entendidos. Quando tratamos de um assunto, somos tentados a aumentar-lhe a importância. Aqui, é grande o risco de superestimar o papel do dinheiro na história do povo judeu, assim como o do povo judeu na história do mundo. A decisão de contar essa história poderia fazer crer que existe um povo judeu unido, rico e poderoso, submetido a um comando centralizado, ocupado em acionar uma estratégia de poder mundial através do dinheiro. E assim veríamos o retorno de fantasmas que atravessaram todos os séculos, de Trajano a Constantino, de Mateus a Lutero, de Marlowe a Voltaire, dos Protocolos dos Sábios de Sião a Mein Kampf, hoje ematé diadesembocar em tudo o que a Internet veicula anonimamente. Além disso, um livro não é como uma conversa que podemos encerrar e cujo rumo podemos controlar; nem mesmo como aquelas piadas - e há tantas sobre esse tema! - que autorizam a rir de tudo, desde que não seja com qualquer um. Uma vez publicado, um manuscrito escapa ao seu autor; ele ajuda certos leitores a refletir e outros a alimentar seus fantasmas. Ao escrevê-lo, portanto, convém prepará-lo para todos os seus desdobramentos, inclusive os mais deturpadores. Os homens de hoje, contudo, têm interesse em compreender de que modose monoteísmo o povo viu nadescobridor situação dedofundar a ética do capitalismo, antes de se tornar, através de alguns de, seus filhos, o principal corretor e o primeiro banqueiro desse mesmo capitalismo e, através de outros, seu mais implacável inimigo. É também essencial, para o próprio povo judeu, enfrentar essa parte de sua história, da qual ele não gosta e da qual, na verdade, teria bons motivos para se orgulhar.