A Maldição Hereditária À Luz Da Biblia - Ok
A Maldição Hereditária À Luz Da Biblia - Ok
A Maldição Hereditária À Luz Da Biblia - Ok
INTRODUÇÃO
Esse é um assunto muito polêmico, que tem ocupado espaço em revistas, livros e
jornais, bem como tem sido tema de palestras em muitos seminários,
principalmente nos que falam de “batalha espiritual”. A fim de que haja um melhor
entendimento sobre o tema, resolvemos estudá-lo na forma de perguntas e
respostas.
2. HÁ BASE BÍBLICA PARA TAL ENSINO ? Segundo os que aceitam essas idéias,
elas se baseiam em Deuteronômio Ex. 20.05; Dt 28.15. (Ler). Veremos mais
abaixo.
4.1. A VISITAÇÃO DA MALDADE dos pais nos filhos até à terceira e quarta geração
por parte de Deus, é destinada aos que aborrecem a Deus e não a seus filhos. Com
efeito, no versículo 5 de Ex. 20, está escrito: “…Eu, o Senhor teu Deus, sou Deus
zeloso, que visito a maldade dos pais nos filhos até à terceira e quarta geração
daqueles que me aborrecem. No versículo 6, de Ex. 20, lemos “E faço misericórdia
em milhares aos que me amam e guardam os meus mandamentos”.
4.2. NUMA PRIMEIRA OBSERVAÇÃO Com base nos textos citados, vemos que eles
estão inseridos no contexto dos versículos 01 a 05, abrangendo o I e II.
Mandamentos da Lei de Moisés, ditada por Deus. O primeiro mandamento, refere-
se a não ter outros deuses além do Senhor; o segundo, diz que o seu povo não
deve fazer imagem de escultura, não se encurvar a elas nem lhes servir, pois o
Senhor visita a maldade dos descendentes dos que transgridem esse mandamento.
Outro texto interessante é o de 2 Co 5.17, que diz: “Eis que se alguém está em
Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo”. As
coisas velhas já passaram, graça a Deus. Que coisas velhas eram essas? Sem
dúvida são as coisas herdadas do passado, do velho homem, da velha vida, coisas
herdadas da família sem Deus: os maus hábitos, os maus costumes, a idolatria
(que é a causa principal da maldição, conf. Ex 20.5), as feitiçarias. Nada disso pode
atingir mais o crente fiel, pois ele está guardado debaixo da proteção de Deus, cf. O
Sl 9.1-7. “Não temerás espanto noturno nem seta que voe de dia, nem mortandade
que assole ao meio dia; ..mil cairão ao teu lado, dez mil à tua direita, mas tu não
serás atingido..”
Um outro texto para análise é o de Ne 13.2, que diz que Balaão saiu para
amaldiçoar o povo de Israel, mas “…o nosso Deus converteu a maldição em
bênção”. No Ev. s. João, Cap 5.24, lemos que a salvação de Cristo é tão grande,
que abrange toda a existência, no passado, no presente e no futuro, se
perseverarmos até o fim. No presente: quem crê, TEM a vida eterna; No futuro:
“não entrará mais em condenação” No passado: “Já passou da morte para a vida”
4.4. DEUS É O AGENTE DA MALDIÇÃO SOBRE OS QUE O ABORRECEM. Um outro
aspecto a se anotar é o seguinte: Em Ex 20.5 e em textos semelhantes, vemos que
Deus é o sujeito da visitação da maldade ou da maldição sobre os que lhe
desobedecem. Neste caso, perguntamos: Como Deus vai amaldiçoar a
descendência daqueles que já aceitaram a Cristo como salvador? Isso não condiz
com o caráter de Deus, revelado nas Escrituras.
Ele não pode se contradizer, nem anular sua própria palavra. Se tomarmos com
base Dt. 28, vemos , desde o v. 1 até o 14, as bênçãos previstas por Deus para
que lhe obedecem. Ora, perguntamos, como podem tais bênçãos ocorrerem, se, ao
mesmo tempo, por causa de pecados dos antepassados, a maldição persistir sobre
a família dos servos de Deus? Parece-nos que existe uma contradição e um
equívoco sobre os que ensinam sobre a maldição hereditária no que concerne aos
crentes em Jesus.
1) Nos descrentes, sim, como maldição prevista por Deus, ou como consequência
natural do pecado sobre a descendência. Um pai alcoólatra, com sífilis, certamente
vai transmitir aos seus filhos as consequências do pecado, mas não o pecado em si.
Um pai ou uma mãe aidética passa a enfermidade para o filho no ventre. Esse é um
ponto importante: o que se transmite, hereditariamente, são os efeitos do pecado e
não o pecado, pois este, segundo a Bíblia, não é hereditário. É de responsabilidade
pessoal (Ver Ez 18). A Bíblia diz em Dt 24.16: “Os pais não morrerão pelos filhos,
nem os filhos pelos pais: cada qual morrerá pelo seu pecado”.
Vemos aí a justiça de Deus, não permitindo que os filhos, sem culpa, herdem as
maldades dos pais, em termos espirituais, a ponto de morrerem por causa de seus
antepassados. A responsabilidade moral e espiritual é individual perante Deus. Em
Ezequiel , Cap 18, 20-22: “A alma que pecar, essa morrerá; o filho não levará a
maldade do pai, nem o pai levará a maldade do filho; a justiça do justo ficará sobre
ele e a impiedade do ímpio cairá sobre ele. Mas se o ímpio se converter de todos os
seus pecados que cometeu, e guardar todos os meus estatutos, e fizer juízo e
justiça, certamente viverá; não morrerá. De todas suas transgressões que cometeu
não haverá lembrança contra ele; pela sua justiça que praticou, viverá”.
Com isso, vemos que o pecado não passa de pai para filho. O que pode passar são
os efeitos genéticos e também a influência moral dos pais sobre os filhos; estes
tendem a seguir os exemplos bons ou maus de seus pais.
2) Nos crentes em Jesus, como consequência natural, genética e que pode ser
curadas por Deus. Não tem sentido Deus, que é justo, continuar a amaldiçoar a
família de alguém que aceitou a Jesus, sendo nova criatura, para quem “as coisas
velhas já passaram; eis que tudo se fez novo”. De igual modo, mesmo sem ser
maldição de Deus, os efeitos do pecado podem ser transmitidos de pais não-crentes
para os filhos crentes em Jesus.
Nunca, porém, a maldição, pois quem está em Cristo, nova criatura é; as coisas
velhas já passaram. Eis que tudo se fez novo. Em Rm 8.1, lemos: “Portanto, agora
nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam
segundo a carne, mas segundo o espírito”. Assim, não mais condenação ou
maldição para os que estão em Cristo Jesus.. Em Rm 8.33-39, lemos que o crente
pode passar por situações as mais adversas, tais como por tribulação, angústia,
perseguição, fome, nudez, perigo, espada, mas, diz S.Paulo: “Em todas essas
coisas somos mais do que vencedores , por aquele que nos amou” . Ora, em todas
essas coisas, até passando por fome, nudez (que não é nenhuma prosperidade),
até nisto, somos mais do que vencedores e não amaldiçoados.
Nem toda doença é fruto do pecado da pessoa nem é maldição. Vemos o caso do
cego de nascença, em Jo 9. “E passando Jesus, viu um homem cego de nascença. E
os seus discípulos lhe perguntaram, dizendo: rabi, quem pecou, este ou seus pais,
para que nascesse cego? Jesus respondeu: Nem ele pecou nem seus pais; mas foi
assim para que se manifestem nele as obras de Deus”. Vemos aí um caso o
interessante: Nem os ancestrais pecaram, nem o homem cego. A doença ocorrera
para que se manifestassem a s obras de Deus. Jesus curou o cego e seu nome foi
glorificado. 3) No caso de perturbações malignas, elas tem origem na ação do
Inimigo contra o crente e sua família e não como maldição de Deus sobre os
descendentes. tais perturbações podem ser desfeitas pelo poder maravilhoso e na
autoridade do Nome de Jesus. No exemplo do livro, em que a fazenda dos crentes
era prejudicada pela ação dos espíritos maus, originários na feitiçaria dos índios,
antigos proprietários das terras, vemos que se tratavam de ações do maligno e não
da maldade visitada por Deus.
Quando oraram ao Senhor, ele desfez o efeito daquelas maldades. No caso dos
JUKES, sua descendência foi prejudicada pela maldade dos pais, cujos efeitos
passaram para os filhos. Sem dúvida alguma, todos eles aborreceram ao Senhor,
conforme está em Ex 20.5. Por isso, Deus visitou a maldade deles nas suas
gerações. É um caso bem típico de maldição familiar herdada. Se um deles
houvesse aceitado a Jesus como salvador, tudo se faria novo. As coisas velhas da
família seriam anuladas em sua descendência, em termos espirituais. Em termos
físicos, poderiam se beneficiar da cura divina ou dos recursos médicos, colocados à
disposição do homem pelo próprio Deus.
No caso dos descendentes de Jonathan Edwards, vemos que eles aceitaram a Jesus
como Salvador. Como consequência, a influência benéfica do exemplo dos pais se
fez sentir sobre os filhos, bem como a bênção e a misericórdia de Deus de geração
a geração.