Sonhava ir a Tóquio. Ao grande parque em forma de avenida, cheio de árvores cor de rosa, perfumadas. À noite iria àquela praça famosa, com as passadeiras cruzadas. Tomaria sake, iria a discotecas estranhas, ouviria rock japonês e dormiria num quarto de hotel muito distante do chão. Estaria lá Yam? O rasto dela desaparecera no dia em que as rodas do avião se despegaram do aeroporto de Lisboa. Eu ficara para trás, ela avançara. Talvez não. Talvez fosse o contrário. E agora acordava de madrugada. O quarto iluminado pela luz tenue da televisão. Bob Harris bebia um whisky japonês com Charlotte. Yam apareceria de relance numa das imagens do templo?
(12/1)



